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Esfera Brasil | Cuidado e atenção à reforma do IR

Esfera Brasil | Cuidado e atenção à reforma do IR

por danielbarbuglio | 3 jun 2025 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
Em evento, Arthur Lira defendeu diálogo amplo na reforma do IR, que considera uma oportunidade sensível. Além disso, o deputado também criticou o aumento do IOF sem consulta prévia ao Congresso.


Por Esfera Brasil

Para o deputado Arthur Lira, relator da reforma do Imposto de Renda (IR) na Câmara, o momento é de atenção. Durante encontro com nossos associados na última semana, o parlamentar comentou a proposta, que descreveu como “sensível” e “uma oportunidade”.

“Agora é a hora de ouvir, de atender, de receber sugestões e informações para que agora, no final de junho, a gente solte um texto, depois de discutir e entender. E para que ele seja criticado, para que ‘apanhe’. Gosto que ele seja criticado porque, assim, ninguém é surpreendido com um texto”, detalhou.

O deputado fez uma comparação com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo federal no dia 22 deste mês, criticando o fato de os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, não terem sido chamados para um diálogo prévio à decisão do governo. “O IOF não se destina a isso, não é arrecadatório. Acredito que [o ministro da Fazenda, Fernando Haddad] vai sofrer para defender isso dentro do governo e dentro do Parlamento”, ponderou Lira.

Em um comentário sobre o governo Lula, o parlamentar lembrou que, durante os dois primeiros mandatos, a gestão implementou inúmeros programas sociais – o que não tem sido possível desta vez. “Porque na época não tinha teto de gastos, não tinha responsabilidade fiscal, não tinha Orçamento discutido com mais atenção pelo Legislativo. Então o Poder Executivo mandava muito mais, e tinha que dialogar muito menos. E hoje não. A realidade é outra, você tem que ter um freio, um contrapeso mais robusto”, disse.

Alternativas

Ele acrescentou que caso a pressão do setor produtivo continue, é possível que contribua para que o projeto de isenção do IR venha especificamente para esse fim e para gerar uma compensação.

“Mas este é um projeto de lei que trata de reforma da renda. Tem temas que são de lei complementares, tem temas que são de PECs, mas até onde ele puder ir como projeto de lei, eu acredito que abriu-se uma porta que nos permite discutir alternativas e [de] se compensar o que o governo estava querendo com o IOF”, defendeu.

Reformas constitucionais

Lira citou, ainda, a necessidade de um recall de duas reformas constitucionais: “Muitas coisas que nós votamos na trabalhista, por decisões judiciais, hoje caíram por terra e não me pareceram, a princípio, justas. Principalmente com o Parlamento, que gera emprego e renda, que paga as folhas, que tem o custo do Brasil em seus ombros”, avaliou. “E a reforma previdenciária, que, com a famosa vinculação, daqui a dois anos, o governo vai ter [gastos] discricionários zero. E aí ficam colocando essa luta, ‘é o Congresso que tem as emendas, é o governo que quer as emendas’. A emenda é 0,01% do Orçamento total. O problema é que essa discricionariedade infere e faz com que as despesas cresçam”.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela Esfera BR e Portofino MFO.

Aumento das alíquotas de IOF

Aumento das alíquotas de IOF

por danielbarbuglio | 23 maio 2025 | Planejamento, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 3 minutos)

Ontem à noite, o presidente Lula assinou o Decreto nº 12.466 de 2025, que aumentou as alíquotas de IOF/Câmbio, IOF/Crédito e IOF/Seguros. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um imposto que pode ser alterado sem a necessidade de respeitar as regras de anterioridade (como a virada do ano ou a noventena). Para a maioria das mudanças publicadas, a vigência é imediata. Ou seja, as novas alíquotas de IOF já estão em vigor a partir de hoje.

Na imagem, apresentamos um resumo das principais alterações no IOF/Câmbio, que impactam pessoas físicas — especialmente nas movimentações realizadas pelos nossos clientes.

Como regra geral, o governo estabeleceu uma alíquota padrão de 3,5% para o envio de recursos ao exterior e de 0,38% para o retorno desses recursos ao Brasil. Há, ainda, isenções e alíquotas específicas para situações expressamente definidas no decreto.

Há uma alíquota reduzida de 1,1% para operações de câmbio com “finalidade de investimento”, embora o decreto não detalhe os critérios de enquadramento. Será necessário demonstrar que a operação se enquadra nessa finalidade. Provavelmente será essa a alíquota de câmbio utilizada para recursos enviados ao exterior que são diretamente investidos (em geral, mediante envio de comprovação ao banco de que o investimento foi realizado).

Para aumento de capital em empresas no exterior, nos parece que o mesmo “câmbio” de 1,10% poderá ser utilizado, desde que acompanhado de uma ata de aumento de capital com a indicação expressa de que a finalidade é investir na offshore. 

Entendemos que esse racional seja aplicável, mas a aplicação prática também dependerá do entendimento dos bancos, que realizam as operações de câmbio e são responsáveis pelo recolhimento do imposto.

Quanto ao IOF/Seguros, o governo determinou que aportes mensais em VGBL com valor superior a R$ 50 mil estarão sujeitos à alíquota de 5%. Até o momento, essa regra está em vigor.

Existe a possibilidade de a FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) se mobilizar para tentar reverter a aplicação dessa alíquota de 5%.

Estamos acompanhando o tema de perto e informaremos a todos sobre novas atualizações.

Super Quarta | Análise: EUA mantém juros, enquanto Brasil eleva Selic para 14,75% ao ano

Super Quarta | Análise: EUA mantém juros, enquanto Brasil eleva Selic para 14,75% ao ano

por danielbarbuglio | 7 maio 2025 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 2 minutos)

O que você precisa saber:
O nosso time analisou as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, a equipe do Copom optou por elevar a Selic para 14,75%, o maior patamar em 20 anos. Por outro lado, o Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada.


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, elevando de 14,25% para 14,75% ao ano. A medida reflete um cenário de elevada incerteza, tanto no cenário externo — com destaque para as políticas comerciais dos Estados Unidos — quanto no doméstico, especialmente em relação aos rumos da política fiscal.

Diante desse contexto, o Copom adotou um tom cauteloso, optando por aguardar os efeitos cumulativos do atual ciclo de alta de juros, a divulgação de novos indicadores econômicos e os desdobramentos das medidas comerciais internacionais antes de definir os próximos passos.

O Comitê não descarta novas altas, mas também não assume compromisso com elevações imediatas. Se novos ajustes forem necessários, a próxima reunião (em junho) deve ser pulada, com eventuais movimentos ficando para julho em diante, dependendo da evolução dos dados.

Thomas Gibertoni
Sócio e Portfolio Manager


Mesmo após pressões para corte de juros de Trump, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA entre 4,25% e 4,5% pela terceira vez seguida, adotando cautela diante da desaceleração econômica e das incertezas provocadas pela guerra tarifária. Tal decisão era amplamente prevista pelo mercado e não afetou significativamente o preço das ações ou do tesouro de 10 anos.

O presidente do Fed, Jerome Powell – criticado por Trump – enfatizou que as decisões da instituição são baseadas em análises de dados econômicos e que a atual postura é de cautela, aguardando mais informações sobre os impactos reais das tarifas na economia real.

Fernando Godoy
Sócio e Portoflio Manager

Esfera Brasil | Tarcísio pode se tornar imbatível contra Lula, afirma Ciro Nogueira

Esfera Brasil | Tarcísio pode se tornar imbatível contra Lula, afirma Ciro Nogueira

por danielbarbuglio | 22 abr 2025 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
O senador Ciro Nogueira participou de evento da Esfera Brasil, e, entre outras coisas, comentou sobre as eleições de 2026 e a baixa popularidade do governo Lula.


Por Esfera Brasil

Para o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), o governo federal não vai conseguir reverter o atual quadro de baixa popularidade sem encarar de frente a pauta econômica.

“Desde o início da atual gestão desse governo, não teve uma medida de corte de gastos, de gestão, de eficiência. Só excessos e aumento da arrecadação”, ponderou. “Nós temos um problema sério esse ano, nessa questão da regulamentação da reforma tributária, que foi um avanço no que diz respeito à simplificação, mas não no que diz respeito ao tamanho da carga tributária, que era o ideal para o País.”

Nogueira reiterou sua visão sobre a atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, e classificou como um “erro” o retorno do presidente para o terceiro mandato. Para ele, o líder do Executivo é “um homem analógico no período digital”. “O excesso de exposição do Lula está destruindo muito a sua imagem. Então se ele não for candidato, não tem alternativa, vai ser uma disputa apenas pelo espólio político dele”, analisou.

O presidente do PP foi taxativo ao afirmar que caso Jair Bolsonaro não seja candidato em 2026 e decida apoiar o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, “não tem mais eleição”. “Tarcísio ganha até no Nordeste. Não tenho dúvida de que o Lula não tem coragem de disputar com ele. E ele não vai encerrar um legado de vitórias com uma derrota que será lembrada pelo resto da vida.”

O senador garantiu que não deseja transformar sua oposição ao governo em uma “oposição ao Brasil”, e que tem procurado encarar o Congresso Nacional como um tipo de contenção para os erros na maneira como o Executivo enxerga o País. “Eles pensam que quem gera riqueza é o governo, com mais gastos, mais despesas, e isso não deu certo em nenhum país do mundo. Não existe nenhum exemplo de sucesso econômico no mundo com essa visão”, avaliou.

Guerra tarifária

Nogueira replicou uma fala do presidente da Câmara, Hugo Motta, que comparou as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos ao atentado de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas – afirmando que ambos representam um marco para a mudança de parâmetro e comportamento entre países. “O mundo não vai ser mais o mesmo depois dessa guerra tarifária, mas podemos aproveitar esse momento que o mundo está atravessando. Porém, se nós estivermos colocando as questões ideológicas acima dos interesses da nação, isso não vai dar certo”, disse.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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Superquarta: confira a análise sobre as divulgações das taxas de juros no Brasil e EUA

Superquarta: confira a análise sobre as divulgações das taxas de juros no Brasil e EUA

por danielbarbuglio | 19 mar 2025 | Family Office, Análise de Mercado, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
Nesta quarta-feira (19), foram divulgadas as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Thomas Gibertoni e Burton Mello, do nosso time de Gestão, comentaram as decisões.


O COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil) decidiu, em sua última reunião, elevar a taxa Selic em 1,00%, levando-a a 14,25% ao ano. Esse movimento estava amplamente previsto pelo mercado financeiro, que já havia precificado essa decisão em suas expectativas. O comunicado emitido pelo Comitê, no entanto, trouxe nuances importantes que reforçam o tom firme e comprometido do Banco Central com o controle da inflação, alinhando-se às projeções de um cenário de aperto monetário prolongado.

O texto do comunicado foi considerado mais duro do que o esperado, principalmente pelo fato de o BC já sinalizar, de forma explícita, que deve promover um novo ajuste na taxa de juros na próxima reunião, ainda que de magnitude menor. Essa postura reforça a disposição da autoridade monetária em manter o combate às pressões inflacionárias, mesmo diante de um cenário global e doméstico desafiador, marcado por incertezas fiscais e volatilidade nos mercados internacionais.

Do ponto de vista do mercado, essa sinalização clara de continuidade no ciclo de alta dos juros tende a trazer mais previsibilidade para os agentes econômicos. Como resultado, é esperada uma resposta positiva nos juros de prazos mais longos, com possíveis quedas nas taxas futuras, refletindo uma maior confiança na ancoragem das expectativas inflacionárias. Além disso, o dólar pode apresentar uma tendência de desvalorização frente ao real, uma vez que a manutenção de uma política monetária restritiva tende a aumentar o atrativo dos ativos brasileiros para investidores estrangeiros.

No que diz respeito ao mercado acionário, o impacto deve ser mais neutro. Por um lado, a sinalização de um BC firme no combate à inflação pode ser vista como positiva, pois reduz o risco de descontrole nos preços no médio prazo. Por outro lado, a perspectiva de juros mais altos por um período prolongado pode pesar sobre o desempenho das empresas, especialmente aquelas mais endividadas ou sensíveis ao custo do crédito. Assim, o efeito líquido sobre a bolsa de valores deve ser limitado, com movimentos setoriais específicos ganhando destaque.

Em resumo, a decisão do COPOM reforça o compromisso do Banco Central com a estabilidade econômica, mas também evidencia os desafios que o país enfrenta para equilibrar crescimento, inflação e expectativas de mercado. A próxima reunião será crucial para avaliar se o ciclo de alta dos juros está próximo do fim ou se ainda há espaço para novos ajustes, dependendo da evolução dos indicadores macroeconômicos nos próximos meses.

Thomas Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager


O Federal Open Market Committee (FOMC) divulgou sua mais recente decisão, optando por manter a taxa de juros entre 4,25% e 4,5%. De acordo com o comunicado, a economia americana continua se expandindo em um ritmo sólido, com o desemprego estabilizado em níveis baixos e condições do mercado de trabalho que permanecem favoráveis. Entretanto, a inflação continua um pouco acima do ideal de 2% estabelecido pelo comitê.

O comitê destacou que a incerteza em relação às perspectivas econômicas aumentou, e por isso continuará monitorando atentamente os dados econômicos, o cenário em evolução e o equilíbrio de riscos, permanecendo pronto para ajustar sua política monetária conforme necessário para atingir seus objetivos de máximo emprego e estabilidade de preços.

Burton Mello
Portfolio Manager

CEO Conference 2025 | BTG Pactual – Dia 2

CEO Conference 2025 | BTG Pactual – Dia 2

por danielbarbuglio | 26 fev 2025 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 11 minutos)

O que você precisa saber:
Nesta quarta-feira (26), tivemos o último dia do CEO Conference Brasil 2025, evento promovido pelo BTG Pactual. Desta vez, os ministros Rui Costa e Luís Roberto Barroso, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, foram algumas das figuras importantes do cenário político e econômico que marcaram presença.


Quer saber como foi ontem?

Clique aqui e saiba como foi o primeiro dia do evento: CEO Conference 2025 | BTG Pactual – Dia 1

Segurança Jurídica no Brasil

O dia começou com a presença do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, que falou sobre como o Brasil “ainda é uma das melhores opções de investimentos do mundo. Temos fronteiras consolidadas, não temos problemas de guerra, boa relação com todo o mundo, instabilidade institucional, tolerância religiosa e energia limpa”.

A denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro também foi tema de questionamentos para o ministro. Ele defendeu uma punição adequada para uma articulação “aparentemente estarrecedora articulação para um golpe de Estado”, além de que a denúncia causa “algum grau de tensão política no país” e “preocupação” na Corte, mas “não há como deixar de julgar”. “Se tem prova, condena, se não tem, absolve”, afirmou o ministro. 

Lideranças Políticas

O segundo painel do dia serviu para dar um gosto do que podem ser os debates do próximo ano. Atuando como oposição do governo, Ciro Nogueira, Senador e Presidente dos Progressistas, foi duro nas críticas que fez a Lula, dizendo que tem “muita preocupação com o atual governo” e citou que “temos um ministro da Fazenda com a menor credibilidade do mercado na história”, apesar de fazer alguns elogios a Haddad. 

“Acho que nosso país precisa virar a página e olhar para a frente. Qual o motivo para esse governo não estar dando certo? É um governo que só olha para trás”, disse. Nogueira foi ainda mais enfático ao dizer que o “presidente não tem tido capacidade de unir o Brasil. O que ele fez foi dividir, cometendo os mesmos erros do ex-presidente Bolsonaro, de querer falar só para a sua bolha”. Ele ainda ressaltou o receio de que a busca do governo por popularidade possa levar à tomada de decisões equivocadas.

Já fazendo um comentário sobre 2026, o político afirmou que é “difícil imaginar que centro e direita não se organizem para vencer a próxima eleição”. 

No painel também estava Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, ex-ministro da Comunicação Social e ex-deputado estadual, ventilado como um dos possíveis nomes para assumir a presidência do PT (Partido dos Trabalhadores). Na visão dele, “o grande desafio do PT é o pós-Lula, em construir um partido para a sucessão do atual presidente”. Silva analisou que não haverá o surgimento de um novo Lula no próximo período histórico, “já que as condições que impulsionaram o Lula não existem hoje”. “Mais do que nomes, para a sucessão, o PT tem que ter uma agenda que dialogue com a realidade da sociedade brasileira”, disse. 

Ele adotou uma postura mais otimista quanto à avaliação do atual governo. Apesar de mencionar que existem, sim, desafios, disse estar “confiante com o que está sendo construído”. 

Grandes Empresários: Visões Sobre o Brasil

Grandes nomes do setor empresarial do Brasil também foram ao palco e falaram sobre suas experiências profissionais, empresas e o que esperam para seus respectivos setores.

Os painelistas também foram questionados sobre o que faz o empresário dar certo no Brasil. Carlos Sanchez, Chairman do Grupo NC, disse que criar estabilidade para passar por momentos de juros altos e indefinição política é um dos diferenciais que contribuem para o sucesso. “Precisa ter resiliência e se preparar, não é como empresários de países com juros de 2%. O Brasil é um país bom, mas que tem essas características e precisa aprender a surfar nessa onda”.

Já Rubens Menin, Chairman da MRV e do Banco Inter, comentou em linha com seu colega de painel e acrescentou que é “preocupado com as altas taxas de juros, mas talvez elas sejam a consequência, e não a causa”. Ele ainda ressaltou a importância da discussão sobre déficit fiscal e consciência tributária. “O momento agora é de muita reflexão, com os juros mais elevados”.

Oportunidades de Investimentos no Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, era um dos nomes mais esperados do evento. Após pesquisas mostrarem uma queda na popularidade do presidente Lula, o ministro confirmou que o governo não vai adotar nenhuma “medida excepcional” para estimular a economia brasileira e ainda ressaltou que a gestão mostrou compromisso com a responsabilidade fiscal. O chefe da Casa Civil acredita que uma melhor comunicação e queda no preço dos alimentos devem ajudar na popularidade de Lula. “Quando você tem um movimento de preços de alimentos, principalmente, você mexe com a popularidade de qualquer governo e nós precisamos ajustar e dialogar muito com os setores produtivos”.

Sobre a reforma ministerial, o ministro não deu muitos detalhes, mas afirmou que a decisão cabe apenas ao governo e o único que tem as respostas é o presidente.

EUA: Trajetória Econômica e Monetária

O painelista Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do US Federal Reserve, foi crítico ao que considerou uma nova postura por parte do Fed. Segundo ele, o banco central americano “deveria gastar mais tempo escutando e refletindo”. Ele explicou que antes a autoridade mantinha uma postura mais discreta, mas agora está constantemente na mídia, o que contribui para a volatilidade.

O crescente endividamento americano foi outro ponto de preocupação para Warsh. Ele alertou que essa dinâmica pode comprometer a sustentabilidade econômica a longo prazo, não só nos Estados Unidos como nas economias liberais.

Além disso, ele ainda explicou que a atual dinâmica bilateral americana não significa isolacionismo. Warsh disse que, para o governo dos Estados Unidos, as instituições multilaterais não se mostram mais eficientes. “Não me parece como um fechamento dos EUA, mas acho que é uma nova abordagem para um conjunto de iniciativas”, afirmou. Ainda sobre esse assunto, ele disse que “as instituições como ONU, FMI, Banco Mundial e OMC, se a gente olhar para o século 21, elas não estão mais atendendo às suas finalidades”. “Elas precisam ser reformadas ou os EUA vão encontrar novas maneiras para conseguir resultados interessantes para si”, finalizou.

Experiência Pós-Privatização

Carlos Piani, CEO da Sabesp, Ivan de Souza Monteiro, CEO da Eletrobrás, e Daniel Slaviero, CEO da Copel, falaram sobre as próprias experiências e das empresas sobre os momentos pós-privatização. “Temos uma responsabilidade com o Brasil de mostrar que uma empresa privada e bem gerida gera mais valor para seus clientes, investidores, colaboradores e a sociedade. Isso é um propósito e uma missão nossa”, contou.

Além disso, o executivo da Copel disse que tem como objetivo “atrair e reter os melhores talentos, além de evoluir a cultura da Copel para uma cultura de dono”. Já Monteiro, da Eletrobrás, falou sobre a capacidade que a companhia tem em oferecer soluções de energia e não vender energia.

Fireside Chat: Uber CEO, Dara Khosrowshahi

Finalizando mais uma edição do CEO Conference, o convidado foi o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi. Ele comentou sobre suas expectativas para o futuro da empresa e contou que o crescimento é o que “nos mantém entusiasmados”. “Do nosso ponto de vista, queremos ser a maior empresa de logística local de tempo real do mundo. Ou seja, levar as pessoas e as coisas de um lugar para o outro”, explicou.

O CEO citou o sucesso do Uber Eats, contando que a empresa quer entregar “qualquer coisa até sua casa, como itens de farmácia, remédios, entre outros”. Ele falou como essa estratégia vai ajudar varejistas locais com a concorrência da Amazon e empoderar essas pessoas. “Queremos continuar na área de mobilidade, avançando com a direção autônoma, mas queremos aumentar o escopo na área de delivery, com tudo podendo ser entregue na sua casa”.

O Brasil foi citado como responsável por ter seis das 10 maiores cidades do mundo em termos de viagens. “É um mercado incrível para nós”, disse. Além disso, foi questionado como é a relação da empresa com os órgãos reguladores, a qual ele respondeu como “justa”.

Por fim, ele também falou que acredita que as mudanças que a inteligência artificial vai proporcionar nos próximos cinco anos serão muito significativas, assim como mencionou que a tecnologia para os carros autônomos já está pronta e em funcionamento, mas que há a “oportunidade de fazer os autônomos serem muito mais seguros”.

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

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