Para atender as necessidades dos nossos clientes, famílias investidoras e empreendedoras, nos processos de M&A – Fusões e Aquisições, é com alegria que anunciamos o desenvolvimento desta unidade em nosso Multi Family Office.
A implementação desta área, liderada pelos sócios Luiz Guilherme Guimarães e Thiago Barros, vai de acordo com o plano de expansão da gestora em oferecer um serviço completo, diversificado e personalizado para atender as necessidades dos clientes, que estão no centro de tudo que a empresa faz.
“Para atender uma necessidade crescente dos nossos clientes, decidimos estruturar uma área de M&A – Fusões e Aquisições, com profissionais altamente qualificados e grande experiência no segmento. Sabemos que o M&A é um momento único e muito importante para as famílias e, seja no processo de venda, compra ou captação de recursos, iremos oferecer um serviço de qualidade, alinhado exclusivamente com os objetivos do cliente, sem nenhum conflito de interesses, como tudo que fazemos aqui”, explica Carolina Giovanella, CEO e Fundadora.
A executiva ainda reforça que, desta forma, a empresa se torna um “centro de inteligência”, com soluções completas para atender seus clientes em qualquer situação ou necessidade, seja no planejamento e estruturação familiar e patrimonial, na estratégia e gestão de investimentos no Brasil e no Exterior, Real Estate, além desta unidade dedicada a Fusões e Aquisições.
Os serviços de M&A são procurados por empresas que buscam impulsionar seu crescimento, reposicionar a marca e ganhar força no mercado para expandir seus negócios. “Desenhamos soluções customizadas de acordo com o momento e os objetivos das empresas e seus acionistas. Atuamos de forma direta nas negociações, com uma assessoria livre de conflitos de interesse, pregando excelência da estratégia à execução, em busca da melhor da transação para o cliente”, afirma Luiz Guimarães, sócio Portofino MFO – Fusões e Aquisições.
Com mais de 15 anos de experiência no mercado, apoiando em negociações de diversos setores – com destaque para a área de tecnologia -, Thiago e Luiz participaram em mais de 40 transações concluídas envolvendo empreendedores, famílias e grandes corporações. “Eu e o Luiz trazemos muita bagagem do mercado, e nos unindo com os valores de ética, responsabilidade e transparência da Portofino, sempre com o cliente no centro de tudo, vislumbramos excelentes oportunidades e soluções de negócios no futuro”, comenta Barros.
A gestora aposta em seis diferenciais competitivos para a sua área de Fusões e Aquisições:
Time experiente: sócios com mais de 15 anos de experiência em M&A;
Sólidos resultados: participações em mais de 40 transações concluídas envolvendo empreendedores, famílias e grandes corporações;
Atendimento personalizado: liderança e senioridade em todas as etapas do processo;
Seletividade e eficiência: alta seletividade e conversão de transações;
Acesso global: experiência em transações cross-border com time dedicado à cobertura de investidores globalmente;
Abordagem Customer Centric: visamos relacionamentos de longo prazo nas decisões mais importantes em todos aspectos patrimoniais de nossos clientes.
Serviços como o de M&A fazem parte do amplo portfólio de soluções oferecidas pela Portofino Multi Family Office, que inclui gestão patrimonial, financeira – através da estratégia, gestão e alocação de ativos no Brasil e no exterior -, estruturação de soluções imobiliárias (Real Estate) e Wealth Planning que apoia clientes no processo de planejamento patrimonial e sucessório.
Completando uma década neste ano e com R$ 12,5 bilhões em ativos sob gestão no Brasil e no exterior – figurando entre os tops 5 do setor -, a Portofino é o Multi Family Office brasileiro com a maior capilaridade, com escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Nova York. E como diferenciais, além de ser independente, ou seja, sem nenhuma instituição financeira como dona ou controladora, a gestora tem como premissa oferecer aos seus clientes apenas soluções alinhadas aos seus perfis, objetivos e interesses.
Wealth Planning: uma alternativa para quem busca eficiência na gestão patrimonial
O planejamento patrimonial e sucessório, ou “Wealth Planning”, vem despertando a atenção de pessoas e famílias interessadas em saber mais sobre veículos de investimento e estratégias jurídicas que poderão garantir a organização do patrimônio, maior eficiência fiscal, considerando muitos aspectos que vão além dos ativos financeiros.
Diferentemente do que muitas pessoas pensam, atentar-se ao planejamento patrimonial e sucessório deveria ser prioridade, independentemente de idade e tamanho de patrimônio. A sucessão é uma questão delicada por envolver dinheiro e laços familiares, que pode ficar ainda mais agravada caso não seja conduzida de forma adequada.
Partindo de um diagnóstico da estrutura familiar e patrimonial do cliente, considerando as suas necessidades e objetivos, este trabalho de planejamento apoia a família na organização de suas estruturas e, principalmente, a encontrar caminhos legais, tributários e sucessórios mais eficientes. Por ser um trabalho customizado, não existe “receita de bolo” que sirva para todos os casos. No entanto, há alguns elementos comuns para muitas famílias que são os desejos de preservar o patrimônio, de reduzir os impostos no momento de transferi-lo aos herdeiros e de garantir que isso ocorra da melhor forma, evitando barreiras burocráticas e principalmente conflitos familiares.
“Com a pandemia, muitos clientes que antes evitavam falar ou refletir sobre a sucessão e sobre como os bens serão transferidos aos herdeiros passaram a nos procurar para tratar desse assunto. Houve uma percepção da relevância do planejamento e, o mais importante, de que essa ação poderá trazer benefícios para todos em vida.”, analisa Victória Siqueira, Head de Wealth Planning na Portofino Multi Family Office.
Segundo Victória, é possível listar ao menos 5 sinais que indicam que um cliente ou sua família precisam de planejamento patrimonial e sucessório:
Os herdeiros dependem financeiramente do patriarca e/ou matriarca e ainda não possuem bens e recursos em nome próprio para pagar as despesas e impostos do inventário (“dinheiro do dia seguinte”);
A família possui um ou mais membros com necessidades especiais;
Membros da família que vivem ou possuem patrimônio no exterior;
O titular do patrimônio teve casamentos/uniões estáveis anteriores e quer definir especificamente como os bens serão distribuídos entre os herdeiros na sua falta (filhos do 1º casamento, filhos do relacionamento atual, etc).
“Esses são apenas alguns exemplos de situações que identificamos no nosso dia a dia. Cada caso precisa ser analisado individualmente e terá soluções personalizadas, de acordo com a demanda do cliente e da dinâmica das relações familiares”, explica Victoria.
No mercado financeiro brasileiro esse serviço ainda não é tão conhecido quanto no exterior. Trata-se de uma ferramenta com uma grande amplitude de atuação no dia a dia familiar e complementar à gestão de investimentos, que auxilia o cliente a identificar quais são as questões que precisam ser endereçadas, simplificando temas complexos e orientando, por exemplo, se ele precisa contratar um escritório de advocacia.
Além disso, o serviço de Wealth Planning inclui o monitoramento ativo das normas tributárias, sucessórias e societárias, que podem impactar o patrimônio e o planejamento dos clientes. Dessa forma, quando há mudança nas leis ou na interpretação das regras, os clientes são avisados para que o planejamento seja revisitado e ajustado, se necessário.
Como family office independente, a Portofino MFO, de forma isenta, auxilia e acompanha os trabalhos dos advogados dos clientes, trazendo um olhar prático e imparcial para as soluções propostas. É importante que uma solução jurídica também seja viável do ponto de vista de custos, para não onerar o patrimônio.
Serviços como o de Wealth Planning fazem parte do amplo portfólio de soluções oferecidas pela Portofino Multi Family Office, que inclui gestão patrimonial, financeira – através da estratégia, gestão e alocação de ativos no Brasil e no exterior -, estruturação de soluções imobiliárias (Real Estate) e M&A que apoia clientes na venda, compra e captação de recursos para os seus negócios.
Mais uma vez estivemos presentes em um evento Esfera BR. Um projeto que apoiamos para promover o diálogo entre importantes personalidades de diferentes setores brasileiros, político, empresarial e econômico. Neste espaço, trazemos em primeira mão para você o que vivenciamos. Para te manter informado sobre os bastidores do nosso país, de forma neutra, sem direcionamento partidário e nenhum viés ou interferência da grande mídia. Aproveite!
Por Carolina Giovanella
Na última terça-feira (23.08), tive a oportunidade de participar de um almoço exclusivo, promovido pelo Esfera BR, com o nosso Presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outros políticos e empresários.
Ao longo de quase duas horas, inúmeros assuntos foram abordados. Vou resumidamente listar alguns aqui e, se quiser mais informações, estarei à disposição para conversarmos.
Paulo Guedes
Ele começou a conversar falando sobre o controle de gastos, tema alvo de muita controvérsia recentemente, principalmente após a aprovação da PEC dos Benefícios e na sequência sobre inflação e crescimento econômico.
Tido como uns dos temas centrais e de maior preocupação na corrida pela reeleição, ele comentou sobre a deflação apresentada no último IPCA e a projeção de crescimento para cima. Neste sentido, o ministro atribuiu o crescimento de 2,5% devido aos juros contratados para controlar a inflação e afirmou que era para esse valor estar em 4%.
Créditos: Iara Morselli/Esfera Brasil
Referindo-se ao setor de infraestrutura, Guedes ressaltou os R$ 900 bilhões em contratos.
Para resolver as questões de desigualdade social no Brasil, além de apresentar alguns números comparativos (4% da população brasileira passa fome, enquanto no mundo esse número é de 9%) detalhou a criação de um fundo para a erradicação da pobreza e a retomada do “Carteira Verde e Amarela” em um eventual segundo governo de Jair Bolsonaro.
Ao fim de sua fala, pediu aos empresários que se unam e se posicionem.
Jair Bolsonaro
Um dia após a sua muito comentada entrevista no Jornal Nacional, Bolsonaro afirmou que se comportou durante a entrevista. Ele reiterou a preocupação sobre golpe e fraude nas eleições. O presidente comentou de forma enfática que respeitará a decisão democrática das urnas, mas que o processo necessita de uma auditoria mínima para que haja garantia de que nenhuma interferência ocorra, fazendo analogia com o processo de redundância de diligência implementada na apuração da Mega-Sena.
Além disso, também falou sobre os problemas na educação, destacando que nunca vai interferir em direitos trabalhistas.
Durante toda a narrativa, e com o reforço do ministro Guedes, foi firme ao afirmar que, apesar da pandemia, progressos foram feitos e que o Brasil encontra-se em um caminho de prosperidade endereçado. De forma contundente, também pediu para que o empresário não fique na “zona de conforto” ao achar que o eventual governo de esquerda será “a mesma coisa”. Neste caso, alertou com relação a possibilidade de ameaça aos direitos constitucionais de liberdade que um eventual governo de esquerda pode trazer, assim como uma tributação de dividendos no patamar de 30%.
O período eleitoral oficialmente começou, com uma campanha que deverá ser marcada por muita polarização entre os candidatos Bolsonaro e Lula, que devem chegar ao segundo turno. Aos eleitores, o momento é de acompanhar os debates e as propostas de cada candidato, sempre lembrando que além do voto para o cargo de Presidente da República, outros quatro cargos de grande importância estarão em disputa: Governador, Senador, Deputado Estadual e Deputado Federal.
Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela EsferaBR e Portofino MFO.
Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
Nesta quinta-feira (18.08.22), aconteceu o Macro Day, evento realizado pelo BTG Pactual que reuniu diversas figuras importantes dos cenários político e econômico, como Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central, Paulo Guedes, Ministro da Economia e candidatos ao governo de São Paulo, tais como Fernando Haddad, Rodrigo Garcia, Tarcísio Freitas, além de outras personalidades políticas e empresariais.
Confira a seguir um overview do evento:
Economia Americana
No primeiro painel do dia, William Dudley, Economista e Ex-Presidente do Federal Reserve Bank of New York, foi o convidado para passar a sua visão sobre a economia americana. Ele classificou que há uma política moderada nessa recuperação econômica pós-pandemia. Nas palavras dele, o Fed vem tentando preencher essa lacuna com uma situação mais ou menos neutra. “A taxa de juros estava muito atrás e agora tem que voltar, estando próxima do neutro”, disse Dudley.
O economista ainda comentou que a comunicação do banco central americano não anda muito boa e menos ainda disposta a dizer tudo o que precisa ser feito em relação a essa política monetária. “Vai demorar muitos meses até que o Fed consiga controlar a inflação”, afirmou ele. No fim, Dudley falou que ter a inflação de volta aos 2% é uma das tarefas chaves.
O Papel dos Bancos Públicos
Na sequência, no painel “O Papel dos Bancos Públicos”, Gustavo Montezano, Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e Daniella Marques, a nova Presidente da Caixa Econômica Federal, foram os convidados para participar.
Em sua primeira participação, Montezano falou sobre a mudança pela qual o BNDES passou, sendo até reconhecida pela Euromoney como a maior transformação bancária. “Buscamos mudar o eixo do banco, não só na dimensão financeira, mas dar uma visão mais moderna de desenvolvimento. Vejo esse movimento ainda pelo começo, não somos mais um banco monopolista que distribui subsídios”, disse.
Montezano também falou sobre a temática ESG, que é um assunto que cada vez mais ganha espaço e importância. Sobre isso, ele mencionou que, aqui no Brasil, o ESG começa com a letra G, pois quanto mais “Governança” a gente tiver, melhor vai ser.
No outro lado da conversa, Daniella Marques falou bastante sobre a Caixa e sua experiência, agora como Presidente do banco, além de ressaltar o poder de inovação e bancarização da instituição. Neste sentido, ela aproveitou para dizer que o Brasil é o governo mais digital das américas e o sétimo do mundo. Marques ainda falou sobre a importância do programa Caixa Pra Elas, criado para acolher, incentivar e dar oportunidades para todas as mulheres do Brasil, com três pilares: prevenção contra violência da mulher e crianças, empreendedorismo feminino e orientação financeira, além de uma estratégia de produtos e soluções totalmente voltados para elas.
Cenário da Política Monetária
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, realizou uma apresentação sobre política monetária, falando sobre Brasil e o cenário internacional. Campos Neto externou que a inflação parece estar atingindo o pico em muitos lugares e o que tem diferenciado um país de outro é a dinâmica de mão de obra.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia e os “lockdowns” na China adicionaram pressão ao cenário global. Além disso, o conflito produz impactos de curto e longo prazo sobre a questão energética. Ele também explicou que a guerra deve provocar uma reorganização dos blocos geopolíticos com implicações para as cadeias de comércio de produtos como energia (petróleo e gás natural), alimentos, insumos básicos e suprimentos bélicos. Em contrapartida, essa reorganização pode representar uma oportunidade para o Brasil.
No quesito da atividade econômica, ele disse que o Brasil tem revisado a previsão de atividade global para cima, enquanto outros países têm revisado para baixo. A projeção de PIB do BC está um pouco acima dos 2% para este ano.
Olhando para um cenário mais amplo, ele afirmou que as condições financeiras apertaram muito rapidamente ao mesmo tempo e que a recessão europeia foi um pouco mais forte do que ele esperava.
O presidente do BC também realizou breves comentários sobre criptoativos, metaverso e tokenização.
Cenário Econômico e Político Brasileiro
Iniciando os painéis da tarde, André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual, falou sobre economia americana, inflação, taxa de juros e outros assuntos de destaques do momento atual. Um dos pontos que ele levantou foi ao dizer que acredita que o Fed está atrás da curva.
Além disso, outro tópico que foi alvo de grande debate diz respeito às cadeias globais atualmente. “Vamos viver em um mundo onde as cadeias globais vão se organizar por segurança energética, cibernética, ambiental e geopolítica. Nesta linha, é positivo para o Brasil, pois oferecemos todas essas seguranças”, opinou ele.
Ainda sobre essa questão, Esteves pontuou que a divisão geopolítica de hoje pode ser ruim ao dividir o mundo em dois lados. “Um mundo de Amazon e outro de Alibaba, um lado da Nokia e outro da Huawei”, exemplificou.
Esteves também comentou que nós estamos num padrão de mercado muito diferente dos últimos 30 anos. Ele explicou que os mercados emergentes sempre foram atrelados ao crescimento, apesar de oferecerem um risco maior e não serem economias tão estabelecidas. “Essa classe foi se tornando muito diferente, com países nesse pacote muito diferentes, não sendo propriamente emergentes ao conceito que era cunhado antes. O Brasil é muito menos growth e muito mais yield”, disse ele.
Na reta final, Esteves se dirigiu mais aos investimentos, dizendo que na visão dele o Brasil está barato comparado com outros ativos internacionais. “As taxas de juros estão altas. Acho que já chegamos no topo. A minha impressão é que, passada a incerteza eleitoral, acho que vamos ter um rally de preços”, finalizou.
Eleições 2022: Governo de São Paulo
O candidato ao Governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, foi entrevistado no evento e, logo no início, falou que não estamos bem na política. Ele citou que o nível de degradação vivido atualmente é muito acentuado. “Vejo com bastante preocupação o que está acontecendo no Congresso Nacional e em São Paulo”, disse Haddad. Os gastos públicos também foram alvos de crítica, com a qualidade sendo descrita como “em plena decadência, em nível federal e estadual”.
As eleições, como não podia ser diferente, também foram assunto. Para Haddad, fazendo referência à união entre Lula e Alckmin, seu partido conta com o melhor arco de alianças, equipe técnica e programa político em SP. “As pessoas estão sofrendo muito no Brasil. Queremos fazer um projeto que traga esperança de volta para elas. O desafio é mostrar que é possível crescer com mais justiça social”, finalizou o candidato.
Agenda Política
O painel “Agenda Política” teve a presença do Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que comentou a respeito de privatizações, dizendo acreditar que daqui uns anos a privatização da Eletrobrás será um case de sucesso.
Ainda, também reforçou a posição do congresso, que “qualquer presidente eleito tem que saber que tem um Congresso Nacional no meio para fazer um contraponto das decisões”.
Também foram pauta da conversa, as questões das eleições, com bastante discussão acerca dos ataques às urnas eletrônicas e os riscos de contestações dos resultados, e dos movimentos previstos para 7 de setembro.
“Acho que ele [Bolsonaro] erra quando ataca as urnas. Precisamos de eleições transparentes e as urnas eletrônicas são reconhecidas como tal, sim. Sempre respeitando as instituições e a democracia. Quem ganhar será eleito”, afirmou Lira.
Cenário Econômico
No painel mais esperado do dia, Paulo Guedes, ministro da Economia, falou sobre reformas, explicando que quando a covid chegou criou uma lógica de que quem tem o timing das reformas é a política. Ao ser perguntado qual para ele é a reforma mais importante a ser feita, respondeu que “a mais importante é a próxima”.
Neste sentido, ele comentou sobre a redução do IPI e ICMS. “Quem dá o timing das reformas é a política. Perdemos a janela de oportunidade da reforma tributária, mas não desistimos.” Guedes também passou sobre as contas do governo, as quais afirmou que estão arrumadas e a arquitetura fiscal está robusta e voltou a defender que o governo não faz populismo fiscal. Além disso, ele mencionou uma reconfiguração das cadeias produtivas no mundo, dizendo que ele não será mais o mesmo depois da guerra no leste europeu.
Por fim, o ministro afirmou que o Brasil está super bem posicionado no mundo e que basta não fazer besteira. “Isso tem a ver com o voto”, disse.
Eleições 2022: Governo de São Paulo
O segundo candidato a governador de São Paulo a falar no Macro Day foi Rodrigo Garcia, Governador do Estado de SP. Questionado sobre um possível desgaste do PSDB em São Paulo, Garcia disse que ninguém vota em partidos, mas em pessoas. Ressaltou que os eleitores não escolheram o PSDB para governar o estado, e, sim, pessoas com seus valores.
Perguntado sobre a privatização da Sabesp, ele contou que incluíram mais de 2 milhões de consumidores, realizaram a despoluição do Rio Pinheiros e explicou que a Sabesp e o estado têm uma realidade diferente de 2019. “Qualquer decisão quanto a Sabesp hoje é muito fácil, pois o dinheiro pode ser destinado a grandes investimentos que São Paulo tem pela frente. Antes, seria para pagar dívidas”, analisou.
Sobre a campanha política, Garcia se descreveu como alguém que sempre foi do diálogo, um “construtor na política”. Ele comentou que irá dialogar com qualquer um que sentar na cadeira da presidência. “Antes do meu partido e da minha coligação vêm SP”, afirmou.
Na parte final, desenhando um possível confronto com Fernando Haddad no segundo turno, ele disse que a estratégia será relembrar o tempo dele como prefeito. “Haddad quando saiu de SP deixou fila de creche. Deixou a cidade com a maior fila na saúde pública, além de obras inacabadas. Então, irei relembrar a administração dele. Perdeu para branco/nulo na tentativa de reeleição”, relembrou Garcia.
Eleições 2022: Governo de São Paulo
O último candidato a falar no palco do Macro Day foi Tarcisio Freitas. O ex-ministro falou bastante sobre infraestrutura e como pode implementar essa temática como governador de São Paulo.
Ele mencionou a grande quantidade de leilões realizados no governo Bolsonaro e disse que o Brasil vai virar um grande canteiro de obras, “uma mola propulsora de geração de empregos”.
Em São Paulo, ele vê uma série de potências em São Paulo que estão adormecidas. “São mais de 300 cidades em São Paulo cortadas pelos trilhos de trem. Temos tudo para transformar o estado em um canteiro de obras e tirar do papel uma série de iniciativas que estão no papel”, explicou Freitas.
Cenário Macro
O último painel do evento contou com a participação de Mansueto Almeida, Economista-chefe do BTG Pactual, Eduardo Loyo, sócio do BTG Pactual, e Tiago Berriel, Estrategista-chefe do BTG Pactual Asset Management.
Os três foram questionados sobre a última reunião do Copom e o plano apresentado pelo Banco Central. Berriel analisou que, em sua opinião, o ciclo de política monetária parou. “Acho difícil que a gente veja uma alta adicional, com o maior risco no fiscal”, afirmou. Por outro lado, comentou que o problema da inflação está longe de se resolver. “Temos núcleos muito fortes e expectativa de inflação fora do lugar”, disse.
Em complemento, Loyo também explicou que o grande risco do plano traçado pelo Banco Central é de ter uma confusão fiscal ou ter outro choque exógeno de grandes proporções. Mansueto corroborou que o fiscal pode, sim, atrapalhar o monetário e adicionou que não sabemos como vai ser depois das eleições. Para finalizar, eles também teceram breves comentários sobre os EUA e a atuação do Federal Reserve.
Este é um conteúdo produzido por PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária. Quer acessar outros mais? Clique aqui.
Hoje, no nosso escritório em São Paulo, tivemos um Café da Manhã com a presença de André Vainer, Sócio Fundador da Athena Capital, que realizou uma apresentação sobre Renda Variável para nossos colaboradores e clientes.
André Vainer, da Athena Capital, e nossa CEO – e aniversariante do dia -, Carolina Giovanella.
Durante a apresentação, Vainer falou sobre fundos de investimentos, abordou temas que estão muito presentes nas atuais discussões no mercado financeiro e também explicou um pouco da visão de investimentos da Athena.
Mercado de fundos
O economista explicou como os fundos de investimentos oscilam e como pode ser perigoso escolher um olhando apenas o curto prazo. “Olhem sempre o fundo com muita análise. Não se atenha aos resultados no curto prazo, mas, sim, o histórico”, aconselhou Vainer.
Além disso, ele contou sobre a metodologia da Athena, que investe majoritariamente em empresas com resultados mais atrelados ao que acontece em seu ambiente competitivo do que naquelas dependentes da economia e do cenário político.
O poder da narrativa e a Renda Variável
Vainer, ao passar por seus comentários sobre Bolsa, comentou o poder que as narrativas têm, principalmente em 2020 e 2021, em meio à pandemia de Covid-19. Pessoas compram narrativas que não são verdade, como a de que “a tecnologia vai dominar o mundo”. As narrativas influenciam preços e é um desafio “pesar” isso. “No fim, a realidade que dita fundamentos e os preços.
Como exemplo desta questão, ele usou os shoppings, que durante os lockdowns criou-se a narrativa que iriam acabar, porém vão lucrar mais do que imaginavam. Durante o momento mais grave da pandemia, o setor passou grandes dificuldades, mas, com a reabertura e a volta da atividade econômica, as pessoas voltaram a frequentar e usufruir do entretenimento desses locais.
Por fim, na parte de Renda Variável, ele comentou que o nível de queda das ações brasileiras foi muito forte, apesar do que os índices mostram. E, com base nos resultados do primeiro trimestre das empresas e com a percepção dos números divulgados no segundo, Vainer finalizou afirmando que eles têm surpreendido mais do que decepcionado, com muitos vindo positivos ou em linha com o esperado.
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O mercado brasileiro foi bastante movimentado na última semana com mais uma reunião do Copom. O que todos esperavam se concretizou: alta de 0,5 ponto percentual, a 12ª consecutiva, para jogar os juros para 13,75% ao ano. Porém, o que mais importou foi o comunicado que veio com a divulgação.
O Banco Central deixou em aberto para setembro a possibilidade de mais uma elevação, de menor magnitude, mas o que foi entendido pelo mercado como um sinal de que o ciclo de alta pode estar realmente chegando ao seu fim. A resposta a isso veio no pregão do dia seguinte, com o otimismo dos agentes econômicos, a Bolsa brasileira destoou lá de fora e disparou para uma alta de 2,04%, a 105.892 pontos na sexta-feira. E não foi só isso, depois de um período no vermelho, o Ibovespa voltou a ficar no azul. Nesta segunda-feira, fechou a 108.402 com nova alta de 1,81%.
Brasília/DF 04/05/2022 – Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Foto: Raphael Ribeiro/BC
É bem verdade que não podemos dar todas as glórias ao Copom. Esse movimento já vinha acontecendo e a decisão da última quarta-feira (3) ajudou a ratificar essa tendência. Isso fica claro quando, por exemplo, olhamos o desempenho das ações de consumo nos últimos 30 dias, com uma valorização de 10%. A sensação de estarmos próximos do fim do ciclo de aperto monetário também fez com que as taxas prefixadas caíssem.
Chegou a hora de aumentar a posição em ações, então? Não é bem assim. Como falei em recente entrevista ao portal Brazil Journal, do ponto de vista de valuation, é consensual que a Bolsa está barata, mas na nossa avaliação temos uma recessão contratada. A dúvida é quanto disso já está no preço, tanto a intensidade quanto a duração.
Do outro lado do mundo
Vamos atravessar o oceano para ver também o que está acontecendo além de nossas fronteiras. Spoiler: as coisas não estão boas.
Além de toda a preocupação com a inflação mundial, medo de recessão global e juros subindo a níveis não vistos há anos em todos os lados, como se já não fosse o bastante, aparentemente há espaço para temer mais uma guerra. Depois do confronto entre a Ucrânia e a Rússia, que já se alonga por mais de 5 meses, as tensões agora crescem no continente asiático.
A recente visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Estados Unidos, a Taiwan, deixou os chineses furiosos. Numa espécie de “depois não diz que não te avisei”, o governo chinês vinha alertando os americanos sobre os impactos dessa viagem. E não deu outra. Bastaram poucas horas depois de Pelosi aterrissar em Taipé para a China anunciar “exercícios militares” ao redor da ilha. O medo já está instaurado. O mercado já acompanha de perto os movimentos na região que podem desencadear em mais uma guerra, desta vez com as duas maiores economias do mundo.
Mapa China e Taiwan / Arte: CNN Brasil
Seria esse o prenúncio de mais um evento de consequências catastróficas para um mundo que ainda lida com as marcas deixadas – e que ainda continuam por aí – pela Covid-19 e que diariamente se depara com notícias de uma guerra que parece não ter fim? É difícil dizer, há muito em jogo, mas é de bom-tom afirmar que precisamos de soluções e não mais problemas.
Até a próxima!
Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.
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