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Portofino
Causa e Efeito | 23.09.22

Causa e Efeito | 23.09.22

por danielbarbuglio | 23 set 2022 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Família Portofino,

Vamos nos aproximando do fim de mais um mês e os principais assuntos continuam os mesmos, inflação e o ajuste necessário das taxas de juros ao redor do globo. Desta vez, a Super Quarta – decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos – agitou os mercados. Por aqui, Campos Neto e sua equipe decidiram pela manutenção da Selic em 13,75%. Algumas horas mais cedo, Jerome Powell informou mais um aumento de 0,75 ponto percentual – a terceira alta dessa magnitude e a quinta vez que os juros foram elevados por lá em 2022.

O combate à inflação continua, os bancos centrais seguem buscando controlar o processo inflacionário que afeta o mundo todo, sem exceção. Enquanto a alta de preços segue batendo recordes em muitas economias e as instituições se veem na obrigação de correr atrás do tempo perdido, o receio de uma recessão global segue fazendo barulho.

No nosso quintal, chegou o momento de dar uma pausa no aumento da Selic. O Brasil interrompeu o maior ciclo de alta da taxa de juros em 23 anos, saindo dos 2% em março de 2021 para os atuais 13,75%. Essa decisão de interromper o ciclo de altas só foi possível devido à antecipação da nossa autoridade monetária em antever que a inflação, que muitos países consideravam até então transitória, era muito mais severa e disseminada do que se imaginava. Sabe aquela expressão “meu passado me condena”? Pois bem, quando se trata de inflação o brasileiro é escolado e talvez isso tenha ajudado o BC a não brincar com o fogo.

O comunicado do COPOM deu sinais do que podemos encontrar mais adiante. Primeiramente, a decisão não foi unânime, dois membros votaram para um aumento de 0,25 ponto percentual, enquanto os outros sete membros, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, votaram pela manutenção. Além disso, o comunicado apontou que a taxa pode estacionar neste patamar por um período suficientemente prolongado. Contudo, a autoridade estará vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de alta caso a desinflação não ocorra como o esperado. 

Nos Estados Unidos, Jerome Powell teve a árdua missão de realizar mais um aumento de 0,75 ponto percentual, para uma faixa de 3% a 3,25%. Antecipando seus próximos movimentos, o Fed já anunciou que novos ajustes serão necessários, reforçando o compromisso da autoridade em trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Nós não podemos falhar em relação a isso [reduzir os índices de inflação]”, declarou Powell. Olhando o copo meio cheio, pelo menos a guerra está sendo travada: o banco central americano não vai descansar enquanto não observar sinais de desinflação. No lado do copo meio vazio, essa já foi a quinta alta neste ano e os índices seguem decepcionando. Principalmente a inflação de serviços ainda se mostra desancorada.

De volta à recessão, o presidente do Fed não mediu palavras ao dizer que um “pouso suave” é desafiador, “mas não trazer a inflação para baixo traria dores maiores mais adiante”. Como resposta, o mercado não digeriu bem os remédios prescritos pela autoridade monetária americana e segue amargando quedas desde ontem.

“Opositores, sim. Inimigos, nunca”

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado desta forma ao ser questionado sobre a sua aliança com políticos, adversários em outras eleições do passado recente, com visões diferentes das suas. Nesta semana, oito ex-presidenciáveis se reuniram para demonstrar apoio a Lula. Dentre os políticos ligados mais à esquerda, como Luciana Genro e Guilherme Boulos, os de centro-direita, como Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin, o partido de Lula segue apostando na “frente ampla pela democracia”.

Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central / Foto: Valor Econômico

Apesar de ter sido apenas uma sinalização de apoio, o mercado não deixou de imaginar que o movimento possa ser uma abertura para que Meirelles venha a integrar a equipe ministerial de Lula. Nome respeitado e de credibilidade no cenário econômico global e importante na história econômica do nosso país, o ex-ministro foi o criador do teto de gastos, por exemplo. Esta aproximação do petista com Meirelles, neste momento bastante próximo das eleições, demonstra uma certa insegurança do PT e do seu candidato, mesmo com a diferença atual superior a 10 pontos percentuais, segundo o Datafolha.

Diferentemente do consenso de mercado, trabalhamos com uma certa assimetria positiva na definição das eleições. Apesar do favoritismo do ex-presidente Lula, estudos recentes mostram a candidatura de Bolsonaro em mais competitiva do que sinalizam a média das pesquisas eleitorais. Um posicionamento do PT mais ao centro amparado por figuras de histórico mais liberal como, por exemplo, o ex-ministro Henrique Meirelles ou uma possível reeleição do atual governo poderão destravar certo valor nos ativos brasileiros.

Movimentos táticos: Gestão Portofino MFO

O discurso de Powell foi mais “hawkish¹” do que o esperado,  e por ainda não saber quando os juros começarão a afetar a atividade ou qual será a taxa terminal, o mercado segue estressado e ainda observamos ajustes nos ativos internacionais. Com as projeções da taxa de juros da economia americana apontando para 4,4% ao final de 2022 e de 4,6% em 2023, o fim do ciclo de aumentos nos parece mais próximo. No atual nível de preços, principalmente a renda fixa começa a nos parecer atrativa.

No Brasil, mesmo com um comunicado mais duro vindo do presidente Roberto Campos Neto em relação ao combate contra a inflação, as discussões já migraram para a previsão do início do processo de redução de juros, provavelmente em meados do próximo ano. Desde que não haja nenhum novo fato global que provoque uma mudança brusca negativa no processo inflacionário externo, uma maior valorização do dólar ou que o cenário fiscal do país não se deteriore, o aumento das posições de risco nas carteiras começa a fazer sentido.

Por mais que tudo ainda pareça nebuloso quanto aos juros e à inflação, a nossa análise é que, por mais duras que tenham sido as duas autoridades monetárias, uma leitura mais analítica nos apresenta motivos para sermos otimistas, na margem. Já observamos uma luz no fim do túnel, nos resta saber se este túnel é de 1 ou 10 quilômetros.

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO.
Uma carta de gestão que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo e os reflexos nos mercados financeiros globais.

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Legenda:
¹Hawkish
 e Dovish são condutas dos Bancos Centrais e governos em relação ao cenário econômico. Uma postura hawkish é caracterizada pela elevação de juros e contração monetária. Já a política dovish é marcada pela redução de juros e expansão da oferta de moeda. 

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

por danielbarbuglio | 6 set 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 4 mins)

Família Portofino,

O mercado passou esta terça-feira (06) repercutindo as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no evento “Prêmio Valor 1000”, promovido pelo Jornal Valor Econômico, em São Paulo. Campos Neto falou muito sobre inflação e como ele enxerga o ciclo de aperto monetário no Brasil e no mundo.

Dentre suas falas de maior destaque, o presidente afirmou que o Brasil passará por três meses de deflação, contudo deixou claro que ainda há muito jogo pela frente e que o Banco Central não pensa em queda de juros no momento. O objetivo dos membros do BC segue em trazer a inflação para a meta.

Mesmo com a melhora recente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para ele, não há motivos para comemorar e atribuiu as melhores expectativas no curto prazo às medidas de desoneração tributária do governo. “A gente entende que a inflação teve alguma melhora recente por medidas do governo. Tem outra melhora que vem acompanhada disso, mas há um elemento de preocupação grande e a mensagem é que a gente precisa combater este processo”, disse Campos Neto.

Dito isso, ele comentou que os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) irão avaliar, na próxima reunião, em setembro, “um possível ajuste final” na taxa básica de juros. Atualmente em 13,75% ao ano, na ata da última reunião, o comitê expôs que avaliaria “a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”. “No Brasil, como começamos o processo de aperto monetário mais cedo e de maneira rápida, existe a percepção de que estamos no fim do processo e um dos únicos países em que o mercado espera cortes de juros. A gente não pensa em corte de juros no momento. Pensamos em finalizar o trabalho. Isso significa a convergência da inflação”, afirmou o presidente do BC.

Panorama global da inflação

No Brasil, a inflação já dá alguns sinais de arrefecimento, mesmo que em grande parte devido às medidas do governo. Por outro lado, Campos Neto disse haver muito do processo já realizado de alta de juros que ainda não fez efeito. Nos EUA, o processo inflacionário também é a maior preocupação por parte do Banco Central de lá, com Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmando que o combate à inflação é prioridade por lá e que o país precisará de uma política monetária apertada “por algum tempo”.

Na Europa, a situação não é fácil. Muito pelo contrário. A inflação anual ao consumidor na Zona do Euro atingiu a máxima histórica de 9,1% em agosto no acumulado de 12 meses, pressionada pela disparada dos preços de energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia. O cenário ficou ainda mais delicado no início desta semana, com os russos interrompendo o fornecimento de gás natural para a Europa até que as sanções impostas contra o país sejam suspensas. A notícia é mais um agravante para a alta de preços no continente, pressionando os custos de energia e dando mais justificativas para um grande aumento dos juros pelo Banco Central Europeu em 8 de setembro.

PIB também foi pauta

Por fim, durante o evento, Campos Neto também falou sobre a recente divulgação da alta de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Ele disse que “acredita que vamos ter revisões para cima de crescimento” e ressaltou que somos exceções, pois os países estão revisando suas projeções de crescimento para baixo.

Causa e Efeito | 23.09.22

Causa e Efeito | 02.09.22

por danielbarbuglio | 2 set 2022 | Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Tempo do áudio e leitura: 4 mins

Família Portofino,

O mercado financeiro global passou por um choque de realidade na última semana, após o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), em Jackson Hole. A fala de Powell serviu como água no chopp dos agentes econômicos que apostavam que a batalha contra a inflação americana seria uma “mão na roda”. Em seu discurso, o presidente do Fed foi enfático sobre o combate à inflação e o aumento de juros, o que amenizou os ganhos do Ibovespa em agosto.

Neste sentido, o atual panorama mostra uma economia global que se aproxima de uma desaceleração e recessão, acompanhada do mais duro posicionamento do Federal Reserve dos últimos 15 anos. Contudo, o mercado ficou quase dois meses, até meados de agosto, com uma forte alta impulsionada pela temporada de resultados acima do esperado, um balanço de expectativas mais favoráveis e menor posicionamento em ativos de risco por parte dos gestores de hedge funds no mundo. Esse conjunto de fatores abriu espaço para a retomada do apetite a risco. Mesmo com forte alta, era perceptível uma grande apreensão  sobre a duração desse ciclo, até abrindo espaço para a busca de proteção e ativos seguros, dentre eles, o dólar.

O céu de brigadeiro ficou para trás

Como já é de praxe no mercado, devemos considerar a assimetria de riscos. Em outras palavras, ver o quanto podemos ganhar em relação ao tamanho do risco presente. Dado isso, alguns vetores que suportaram a forte alta já se esvaíram, tendo fim na fala de membros do Fed que se mostraram desconfortáveis com o recente afrouxamento das condições financeiras.

Daqui para frente tudo indica que teremos uma maior volatilidade e todas as coordenadas, sem um novo fato ou direcionamento, indicam que a curta e recente temporada de céu de brigadeiro já ficou para trás. As posições de maior risco enfrentarão piora na relação de risco-retorno no curto prazo. Além disso, no cenário local, as eleições “começaram para valer” e devemos observar de perto o barulho que elas farão nos próximos meses.

Os resultados da grande maioria dos nossos portfólios no mês de agosto foram positivos.
Mas, ao projetar setembro, prevemos que este mesmo cenário de alta pode não se repetir. Dado isso, o nosso objetivo é suavizar os ciclos de alta frequência em nossas posições aumentando a nossa exposição direcional em bolsa, e ao mesmo tempo, buscando uma operação para proteção em eventuais quedas.

De olho nas notícias

O IBGE divulgou, na quinta-feira (1), o PIB do Brasil no 2º trimestre de 2022. O resultado foi um crescimento de 1,2% no período na comparação com os três primeiros meses do ano. Na relação anual, a alta foi de 3,2%, ambos os resultados acima dos projetados pelo mercado. Desta forma, a atividade econômica brasileira encerrou o primeiro semestre com alta de 2,5%. Uma notícia que apesar da previsão nada otimista para Setembro, mostra que mesmo timidamente, o pulso de nossa economia ainda pulsa.

Até a próxima!

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

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Supremo admite erro e anula decisão sobre cobrança de ITBI

Supremo admite erro e anula decisão sobre cobrança de ITBI

por danielbarbuglio | 31 ago 2022 | Real Estate, Family Office, Multi Family Office, Portofino On - Insights, Wealth management

(Tempo de leitura: 3 mins)

Família Portofino,

O STF (Supremo Tribunal Federal) admitiu erro e anulou a decisão que determinava o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) no momento da Cessão de Direitos da Promessa de Compra e Venda. De acordo com matéria do Valor Econômico, o motivo dado pelos ministros para voltar na decisão foi devido a uma “confusão” processual.

O Supremo disse que irá analisar novamente a questão, porém nenhuma data ainda foi definida. Dessa forma, valem as leis municipais para o recolhimento desse imposto, as quais determinam a cobrança na transferência da titularidade, após o habite-se. O valor cobrado pelos municípios varia entre 2% a 3% do valor do imóvel, e, segundo a matéria, São Paulo, por exemplo, nos primeiros seis meses deste ano, já arrecadou R$ 1,45 bilhão, representando 3,5% de todas as receitas. Em 2021, foram R$ 3,5 bilhões – 5% de toda a receita do município.

O ITBI faz parte do processo de transferência de um imóvel para um novo proprietário, com o pagamento, em geral, de responsabilidade do comprador, necessário para a lavratura da escritura do imóvel e posterior registro.

A matéria havia sido analisada pelos ministros em fevereiro do ano passado, por meio de Plenário Virtual. Os ministros entenderam na época que a discussão era sobre a cobrança de ITBI sobre o compromisso de compra e venda de imóvel. Contudo, na verdade, o caso envolve cessão de direitos relativos ao compromisso de compra e venda.

No julgamento em questão, o contribuinte comprou um imóvel na planta e assinou uma promessa de compra e venda com a incorporadora. Entretanto, antes de o prédio ficar pronto e a construtora transferir ao atual proprietário no momento do habite-se e entrega definitiva do apartamento, esse contribuinte transferiu o seu direito aquisitivo para um terceiro.

Portanto, o debate em questão é se nesse momento, em que houve a cessão de direito da promessa de compra de um para o outro, incidiria o ITBI. Por fim, ocorreu que a tese fixada não abrange a hipótese nos autos, que versa sobre Cessão de Direitos, ou seja, os ministros admitiram o erro e anularam a decisão sobre a cobrança do ITBI neste caso.

Confira a matéria completa no Valor Econômico http://glo.bo/3ACZqQb

Caso queira tirar dúvidas sobre este ou demais assuntos do mercado imobiliário, fale com nossa equipe de Real Estate – Imobiliário através do e-mail realestate@pmfo.com.br

Portofino Multi Family Office – Real Estate

Wealth Planning – Comunicado – Novas regras BVI

por danielbarbuglio | 26 ago 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Multi Family Office

Algumas regras nas Ilhas Virgens Britânicas (BVI) mudaram e entram em vigor no dia 01 de janeiro de 2023. 
Preparamos este resumo para você saber como ficará:

1) Registro de diretores de empresas: passa a ser “público”. Os nomes dos diretores em exercício poderão ser consultados exclusivamente por entidades autorizadas a utilizar o sistema da junta comercial de BVI. Em geral os agentes de registro usam esse sistema. As consultas poderão ser feitas a partir do nome da empresa. Não será possível fazer uma pesquisa genérica a partir do nome de uma pessoa que atua como diretor. Esse registro “público” já existe e é utilizado em outras jurisdições como Bahamas, Cayman e Panamá.

2) Informações financeiras (Ex. balanço): deverá ser apresentado ao agente de registro. Apesar de muitos clientes já compartilharem essa informação, antes não era obrigatório e agora passa a ser. As informações financeiras não serão públicas. Para os clientes que utilizam dois provedores (Ex. um atua como agente de registro e outro elabora o balanço), importante considerar essa mudança.

3) Registro de pessoas físicas, que possuem o controle da empresa: não há mudança imediata, mas a lei já prevê um processo simplificado para que as pessoas físicas que exercem o controle sobre a sociedade sejam reportadas em um registro “público”.

Estamos acompanhando esse assunto. A expectativa é que, se um registro público for estabelecido, ele provavelmente será semelhante ao dos diretores, com um acesso mais restrito a entidades e pessoas autorizadas.

Essa nova regra é inspirada num modelo que já é adotado hoje pelo Reino Unido. No sistema inglês, o acesso às informações é restrito a pessoas/entidades autorizadas a consultá-lo e as pessoas que são reportadas, por exercerem o controle da sociedade, podem ser inclusive os diretores.

Quadro Comparativo – Principais jurisdições
 BVIBahamasCaymanPanamá
Registro público de diretoresA partir de 01/01/2023Em vigorEm vigorEm vigor
Obrigatoriedade de apresentar demonstrações financeiras ao agente de registroA partir de 01/01/2023. Na prática, o balanço só precisa ser apresentado em 2024, referente ao exercício de 023. Em discussãoEm vigor para empresas que investem em outras empresas.Empresas que possuem apenas ativos financeiros por enquanto não precisam apresentar o balanço.Em vigor
Possível registro público de acionistasSem mudança imediata.Planos de implementação para 2023  Em discussão Emdiscussão Em discussão

O objetivo de todas essas mudanças é alinhar as normas de BVI aos padrões internacionais de Compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. 

Vejam abaixo comunicado da Harneys (agente de registro que possui advogados locais) com mais detalhes sobre essas mudanças nas leis de BVI. Destacamos de amarelos os pontos mais importantes. 

BVI continua sendo uma opção para constituição de empresas no exterior. Se houver evoluções na questão de registro “público” de pessoas que controlam a estrutura, nós manteremos todos os clientes informados.

Em geral, essas atualizações nas normas costumam acontecer, ao mesmo tempo, nas principais jurisdições consideradas “paraísos fiscais”. Por isso, não é uma exclusividade de BVI e sim uma tendência geral de alinhamento às regras e padrões internacionais. 

Qualquer dúvida, estamos à disposição.

Portofino Multi Family Office | Wealth Planning

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Brasil apresenta boa recuperação no último mês, mas cautela segue sendo a palavra-chave.

por danielbarbuglio | 26 ago 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de leitura: 3 mins)

Família Portofino,

A recuperação do mercado financeiro ajudou na melhora do humor dos investidores nos últimos dias. Apesar das persistentes preocupações com os rumos que a inflação irá tomar, tanto no Brasil quanto no exterior, os mercados, nos últimos 40 dias, tiveram uma boa evolução se comparado à dinâmica do primeiro semestre.

Conectado à inflação, o rumo das taxas de juros dos países é assunto discutido praticamente diariamente entre os profissionais da área e os meios de comunicação. O Banco Central Brasileiro ter sido um dos primeiros do mundo a perceber que o problema da inflação era mais sério do que outras economias achavam, nos faz estar adiantados em termos de política monetária. Ou seja, subiu os juros antes que o restante do mundo e os impactos já começaram a ajudar o cenário inflacionário. 

No que diz respeito às eleições, apesar de os debates e das propagandas eleitorais terem começado no mês de agosto, os riscos globais preocupam mais o mercado e, embora sempre controverso, a disputa eleitoral tem sido algo secundário no cenário.

De fora para dentro

Nossa posição é que, apesar de o cenário ser melhor que de alguns meses, toda cautela é necessária. Ainda vivemos uma inflação alta nos EUA, precisamos monitorar os próximos passos da política monetária do principal banco central do mundo e quais serão os impactos em termos de crescimento na economia e para as empresas. Embora nossa convicção seja bem maior para o mercado local, sabemos que teremos impacto caso haja um problema maior vindo do mercado externo. 

De olho na nossa atuação, estávamos posicionados nas diversas classes de ativos e, desde o começo do ano, viemos carregando um risco mais baixo nas carteiras do que de costume, o que ajudou bastante os portfólios. Além disso, a recente alta nos ajudou a superar o CDI na maioria dos perfis, o que mostra que bastavam os preços se descomprimirem para demonstrar estarmos bem-posicionados, em um ano onde a taxa Selic está elevada e o juro real esperado para os próximos 12 meses ser de 7,5%, algo pouco usual.

Por fim, como oportunidades, gostamos da parte pré-fixada e de juro real, bem como o mercado de crédito privado, que, por sinal, vem tendo um volume interessante de emissões primárias de empresas privadas. Em bolsa, gostamos mais do local por conta do preço deprimido em comparação aos Estados Unidos.

Por Mario Kepler, Gestão Portofino Multi Family Office.

OFFSHORE – Investimentos Internacionais

Ontem, sexta-feira, houve o evento Jackson Hole nos EUA para tratar do cenário econômico e o discurso mais esperado foi o do Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED).
Separamos alguns pontos sobre a reunião:

– FED vai ficar de olho em indicadores econômicos, principalmente os de trabalho e inflação para próximas decisões sobre aumento de juros. 

– Prioridade única e total é controlar a inflação para atingir ou chegar perto da meta de 2% a.a. mesmo que isso impacte o crescimento do país.

– Não se mostra incomodado em fazer outro aumento significativo de 75 bps na taxa de juros, alguns bancos ainda preveem 50 bps. 

– Último dado estático do CPI (índice de inflação nos EUA) foi visto com bons olhos, mas não indica uma inversão de curso ou controle imediato.

– Mercado precifica juros de 3,5% até o final do ano, mas alguns economistas acreditam que pode chegar a 4%.

– De certa forma, o discurso veio em linha com o que o mercado previa, tendo controle da inflação como prioridade. Agora, resta saber o tempo e a intensidade dos aumentos nos juros. 

E como isso pode afetar os portfólios? A recessão e o aumento significativo na taxa de juros é negativo para renda variável e renda fixa à medida que influencia o crescimento das empresas, tornam financiamentos mais caros e aumentam o desconto para o valor presente. Além disso, a taxa de juros é inversamente proporcional aos preços. Quanto maior a expectativa futura de aumento, menor é o preço atual.
Para quem está investido, terá uma marcação a mercado para baixo, para quem tem caixa, gera oportunidades de entrada.
Estamos acompanhando e tomando todas as medidas possíveis e de olho nas oportunidades.

por Fernando Godoy, Investimentos Internacionais Portofino MFO.

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