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Eleição de Trump pode fazer dólar subir ainda mais, afetar exportações e investimentos no Brasil, diz economista

Eleição de Trump pode fazer dólar subir ainda mais, afetar exportações e investimentos no Brasil, diz economista

por danielbarbuglio | 1 nov 2024 | Investimentos Internacionais, Análise de Mercado, Family Office

Miriam Leitão – O Globo

Leia a matéria completa, direto no O Globo, clicando aqui.

O dólar ultrapassou o patamar de R$ 5,80, nesta sexta-feira, e pode ficar ainda mais alto se Donald Trump ganhar a corrida à Casa Branca. Essa é a avaliação que Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office, faz para o blog de seu escritório em Nova York. A quatro dias das eleições americanas, ainda não é possível cravar quem será o próximo presidente dos Estados Unidos, Trump ou Kamala Harris. A disputa está acirrada como nunca antes se viu na terra do Tio Sam. O Brasil não é considerado prioridade para nenhum dos candidatos, no entanto, a eleição de Trump, diz Cantreva, pode ter um impacto negativo maior para o Brasil.

– Se o Trump ganhar, o que é mais provável, ele defende a política de tarifas, principalmente com relação à China, mas é muito mais focado na produção nos Estados Unidos, no renascimento da industrialização americana, o MAGA, que é o acrônimo dele, Make America Great Again. Então, é muito nacionalista. Ele diz que vai fechar a fronteira, que vai deportar milhares de imigrantes, e tudo isso indica mais inflação, mais protecionismo, e o que não é bom para o Brasil, porque mais inflação, provavelmente vai significar que a taxa de juros dos Estados Unidos continuará elevada. A taxa de juros continuando elevada nos Estados Unidos, o dólar continua forte no médio prazo – diz Cantreva.

Ele ainda pondera:

-Quando a gente olha o dólar num período maior de tempo o dólar está parado vamos dizer assim. Lembrando antes até do Lula ganhar a eleição, ele chegou a bater R$ 5,70, estar R$ 5,78, dois anos depois não está caro. Esse é um movimento global de valorização da moeda. E no Brasil ainda tem todas essas questões de Orçamento, de gastos do governo, que não se resolvem um mês, dois meses. Pode ser que o Lula venha e fale alguma coisa e tire um pouco a pressão. Mas assim que a pressão diminui, os gastos voltam e fica esse ciclo.

Os juros mais altos nos Estados Unidos ainda reduzem a atratividade de investimentos no Brasil e aumenta o interesse de brasileiros em investimentos de brasileiros em solo americano, diz Cantreva, lembrando que a Bolsa americana já subiu mais de 25% este ano. Ou seja, o Brasil perde em duas pontas. Não bastasse tudo isso, a política protecionista defendida por Trump afeta diretamente as exportações brasileiras e, dessa vez, lembra Cantreva, o Brasil não contará com o apetite da China para compensar o encolhimento das importações americanas. Nem mesmo o pacote lançado pelo governo chinês há duas semanas, mostrou-se eficiente em dar novo gás a economia do gigante asiático, em clara desaceleração. Isso significa dizer que o cenário externo piora para o Brasil, tornando ainda mais preponderante o ajuste fiscal para a economia brasileira.

Se a vitoriosa for Kamala, todos esses efeitos são atenuados. No entanto, Cantreva chama atenção que os americanos de forma geral estão mais nacionalistas, o que fará com qualquer que seja o presidente adote uma política mais voltada para o mercado interno.

A Kamala tende a ser mais suave esse movimento, dado que ela não está defendendo o fechamento da economia, tarifas e tal. Mas o que acontece é que nos Estados Unidos tem tido uma onda mais nacionalista. Independentemente de Democratas ou Republicanos, Kamala ou Trump. No passado, a meta era ser uma economia global, um influenciador global, o que continuara sendo, obviamente. O foco agora, no entanto, é emprego para a economia local, ter boas condições para a população americana, de repente vai ter que fechar a fronteira mesmo para diminuir o número de imigrantes. Então, a gente vê, independentemente de Kamala ou Trump, o foco é mais nos Estados Unidos. Em relação ao Brasil, é daqui pra pior. Pode ser menos pior ou mais pior, vamos dizer assim. Mas a perspectiva não é que melhore – avalia o economista.

O cenário piora, mas isso não significa que o Brasil será jogado do precipício. No entanto, também não contribui para uma aceleração do crescimento.

– A gente continua estacionado na promessa de ser o futuro. Para o país se desenvolver precisa mesmo de um forte ajuste fiscal.

Analistas dizem que fiscal terá mais impacto sobre o dólar do que possível queda de juros nos EUA

Analistas dizem que fiscal terá mais impacto sobre o dólar do que possível queda de juros nos EUA

por danielbarbuglio | 31 out 2024 | Investimentos Internacionais, Análise de Mercado, Family Office, Wealth management

Miriam Leitão – O Globo

Leia a matéria completa, direto no O Globo, clicando aqui.

A economia americana manteve um crescimento forte no terceiro semestre, mostraram os dados divulgados nesta quarta-feira, no entanto, o impacto desses dados para o Brasil serão bastante limitados, na avaliação de analistas. Se até a semana passada, a mudança do patamar da cotação da moeda americana – que saltou de R$ 5,45 em setembro para R$ 5,70 este mês – vinha sendo fortemente influenciada pelo cenário internacional, na última semana o que tem puxado o dólar para cima agora é de fato a incerteza sobre se as medidas de ajuste fiscal a serem anunciadas pelo governo serão suficientes para manter a sustentabilidade do arcabouço fiscal. Samuel Pessoa, pesquisador associado do FGV IBRE e chefe da pesquisa econômica JBB, avalia, no entanto, que as medidas vindo como disse o ministro Fernando Haddad nesta manhã, para dar sustentabilidade ao arcabouço a cotação, que encosta nos R$ 5,80 nesta quarta-feira, pode cair para R$ 5.

– O movimento da nossa moeda reflete coisas que acontecem no mundo inteiro e também o risco fiscal. É muito difícil ter métricas que possam decompor esse impacto. Um modelo que desenvolvi em conjunto com o economista Livio Ribeiro, aponta que a alta que vimos do fim de setembro até a última semana, quando o dólar chegou a R$ 5,70, essa piora vinha dos dados internacionais. Na última semana, a piora foi mesmo predominantemente pela questão do risco fiscal. Se as medidas a serem anunciadas pelo governo de fato trouxerem sustentabilidade ao arcabouço, levando os gastos para o teto, o dólar cai para R$ 5 – avalia Pessoa.

Na avaliação de Samuel Pessoa, é justamente esse cenário incerto fiscal, com a aceleração da dívida pública, que não tem permitido que o Brasil atraia capital estrangeiro como deveria, apesar do aumento do diferencial de juros entre a economia brasileira e americana. Ele pondera ainda que apesar da economia americana ainda se mostrar forte, com uma taxa de crescimento de PIB anualizada de 2,8%, a inflação se mostrou resistente pelas bandas de lá, o que pode fazer com que os juros americanos, avalia Pessoa, venham a cair mais lentamente e se mantenham num patamar mais alto do que o inicialmente esperado:

– A economia americana tem dados sinais controversos, dois meses fortes, depois um indicador que aponta para risco de recessão. O fato é que estamos com a economia do mundo inteiro saindo da pandemia e ninguém entende exatamente esse comportamento.

Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office, radicado em Nova York, concorda:

– A possibilidade de redução dos juros envolve uma dinâmica complexa, que vai além de uma resposta direta. Fatores como o resultado das próximas eleições presidenciais – seja Trump ou Kamala – e os dados do mercado de trabalho que serão divulgados na sexta-feira terão papel central. Esses elementos, aliados à trajetória da inflação e ao fortalecimento da economia, serão determinantes para a política monetária do Federal Reserve nos próximos meses.

Para o economista Rafael Panonko, as preocupações em relação aos gastos públicos, ao endividamento do Estado são de tal monta que impedem esse prêmio do juros mais altos no Brasil seja considerado suficiente para justificar o risco para os investidores.

– Essa é um pouco da visão do mercado, tanto que ontem a gente teve o dólar batendo no patamar mais elevado dos últimos anos. E o mercado vive uma ansiedade da divulgação de um pacote de controle de gastos que o governo estaria para divulgar após as eleições, se será suficiente. Enquanto isso não acontece, a gente tem pressão inflacionária, tem dólar em tendência de alta e projeção de juros para o ano que vem se elevando também.

Em conversa com jornalistas na porta do ministério, em Brasília, Fernando Haddad disse entender a inquietação do mercado e afirmou que as medidas a serem anunciadas serão capazes de ancorar as expectativas:

– Encontrado essa fórmula, e na minha opinião o que ontem foi discutido atende, do meu ponto de vista, as coisas voltam a se ancorar, e não que nós não vamos ter dificuldade com o que está acontecendo no mundo, porque o mundo todo está passando por dificuldades, mas as coisas se atenuam.

Às vésperas de uma eleição histórica, o mundo aguarda o desfecho da disputa nos EUA

Às vésperas de uma eleição histórica, o mundo aguarda o desfecho da disputa nos EUA

por danielbarbuglio | 30 out 2024 | Investimentos Internacionais, Family Office

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber
A corrida presidencial dos Estados Unidos foi marcada por momentos que serão lembrados por muito tempo. A poucos dias da votação, a disputa segue apertada e indefinida.


Às vésperas de uma eleição histórica nos EUA, o mundo aguarda, atento ao desfecho de uma disputa marcada pela imprevisibilidade. Na próxima semana, dia 5 de novembro, os eleitores americanos decidirão entre dois candidatos que, em muitos aspectos, representam visões opostas para o futuro do país: Donald Trump e Kamala Harris. Com as pesquisas ainda apontando um cenário indefinido e os dois candidatos empatados dentro da margem de erro tanto no voto popular quanto nos estados-chave, a incerteza domina os dias que antecedem a votação.

A eleição presidencial americana é sempre um evento que atrai atenção global devido ao impacto econômico e político que exerce no cenário mundial. Este ano, no entanto, a corrida eleitoral foi particularmente surpreendente, marcada por eventos que certamente serão lembrados por muito tempo.

Inicialmente, o país se preparava para uma revanche entre Joe Biden e Donald Trump. No entanto, a corrida mudou drasticamente após o primeiro debate. Biden, que vinha enfrentando pressões internas do Partido Democrata, foi duramente criticado por sua performance no debate, levando muitos a questionarem sua capacidade de governar o país. O desgaste foi tão grande que, poucos dias depois, ele anunciou sua desistência da reeleição, abrindo espaço para Kamala Harris assumir a candidatura democrata. Esse movimento trouxe uma nova onda de esperança ao partido, que até então estava em desvantagem nas pesquisas.

O clima de tensão se intensificou quando Trump foi alvo de um atentado durante um comício na Pensilvânia, sendo atingido na orelha por um disparo. O incidente, que resultou na morte de duas pessoas, escancarou a polarização extrema que domina a política americana. Apenas dois meses depois, em setembro, o presidente foi alvo de mais uma tentativa de assassinato, desta vez enquanto jogava golfe em seu clube particular.

Entre essas reviravoltas, o único debate entre Trump e Harris, realizado em 10 de setembro, foi um dos momentos mais aguardados da campanha. Considerado por muitos como o debate mais importante dos últimos tempos, ele ofereceu aos eleitores uma rara oportunidade de ver os dois candidatos frente a frente antes do dia da eleição. Ao contrário do que aconteceu no debate contra Biden, a performance de Trump não foi bem avaliada. Pesquisas da CNN indicaram que 63% dos espectadores acreditaram que Kamala Harris se saiu melhor, enquanto apenas 37% deram a vitória ao ex-presidente. Uma pesquisa qualitativa do “The Washington Post” com eleitores dos swing states mostrou resultados semelhantes, com 23 dos 25 entrevistados afirmando que Harris saiu vitoriosa.

Importante contextualizar que o sistema de votação americano é diferente do brasileiro. Por lá, o candidato precisa conquistar 270 dos 538 delegados do Colégio Eleitoral, sendo que cada estado tem um número específico de delegados, que varia de acordo com a população e o total de representantes no Congresso. Quem for o mais votado em cada estado leva os seus respectivos delegados, o que explica como um candidato pode perder no voto popular, mas se eleger – como ocorreu em 2016, quando Hillary Clinton teve 3 milhões de votos a mais do que Donald Trump, mas perdeu na quantidade de delegados.

Agora, com a eleição se aproximando, a atenção está voltada para os estados decisivos: Michigan, Pensilvânia, Arizona, Wisconsin, Nevada, Georgia e Carolina do Norte. Esses swing states serão fundamentais para determinar o vencedor.

Independentemente de quem ganhar, o impacto dessa eleição será sentido tanto nos Estados Unidos quanto no cenário global, dada a importância do país em questões econômicas, de segurança e de relações internacionais. Com o destino do país nas mãos dos eleitores, o mundo observa, aguardando os desdobramentos deste momento histórico.


Este é um texto apartidário e tem por objetivo apenas informar sobre as eleições americanas, sem nenhuma preferência, inclinação ou envolvimento com partidos, ideologias ou debates políticos.

“Se há algo comum entre Kamala e Trumpé a expectativa de governo com déficit crescente”, diz sócio de gestora gaúcha nos EUA.

“Se há algo comum entre Kamala e Trumpé a expectativa de governo com déficit crescente”, diz sócio de gestora gaúcha nos EUA.

por danielbarbuglio | 1 out 2024 | Investimentos Internacionais

Corte pouco usual de juro a um mês e meio da eleição ainda gera especulações sobre motivação e impactos.

Marta Sfredo – Zero Hora.

Leia a matéria completa, direto no Zero Hora, clicando aqui.

A Portofino Multi Family Office, uma gestora de fortunas com raiz gaúcha, tem escritório em Nova York. Lá, o sócio Adriano Cantreva acompanha as movimentações de mercado da maior economia do mundo, agitada com um pouco usual corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos). E cheia de expectativas para a eleição presidencial que deve ser disputa até o último minuto, entre dois candidatos vistos como geradores de ainda mais déficit público, ainda que por motivos diferentes. Cantreva tem
três décadas de experiência no mercado, com passagens por Itaú e XP.

Qual foi aí o tamanho da surpresa com a decisão do Fed?
O mercado estava dividido. Às vésperas da reunião, as apostas de corte maior subiram. Mas essa não é a forma como o Fed costuma atuar. Um corte de 0,25 ponto percentual era consenso na semana anterior. Depois, houve declarações do Fed em off (sem identificação da fonte) de que o corte seria mais ousado, e isso começou a Ermar a expectativa de corte de 0,5 p.p. Embora o mercado tenha ficado um pouco surpreso, não faz tanta diferença. O que pesa mais é a mensagem.

E qual foi a interpretação?
Tem dois contextos. Um é o econômico, de priorizar agora mais a atividade econômica (o Fed tem o chamado “duplo mandato”, ou seja, deve tento conter a inflação quanto propiciar o pleno emprego). É importante, mas estamos a um mês e meio da eleição. Em geral, o Fed tenta ser meio neutro. Esperava-se que, por precaução, optasse por um corte de 0,25 ponto percentual, para não ser acusado de tomar partido.

Existe o risco de a decisão do Fed ser considerada política?
Nunca trabalhei no Fed, mas não é muito claro que seja extremamente apolítico. Sabe-se que há forte pressões internas, esse fator não é desprezível. A gente não Eca surpreso com esse tipo de coisa. Claro, nada é explícito, mas que existem determinadas linhas políticas, existem. Se há algo comum entre Kamala (Harris) e (Donald) Trump é a expectativa de que liderem governo com déficit crescente. Claro, começou a se agravar com a covid, mas o déficit aumentou muito. No caso de Kamala, seria a continuidade da linha de concessão de subsídios do governo Biden. No caso de Trump, mais por cortes de impostos.

Outra leitura não foi a de que o Fed estava chancelando o temor de recessão nos EUA?
Sim, a redução do juro é claramente um fator positivo, mas nos Estados Unidos é um pouco diferente do Brasil. Aqui, a taxa que o Fed controla (a dos Fed Funds é a básica de lá) incide mais sobre aplicações. A taxa que impacta grandes bens de consumo é a taxa dos títulos do Tesouro americano (Tresuries) de cinco ou 10 anos. Há uma compensação entre essas taxas. Quanto mais o Fed baixa a de curto prazo, mais a expectativa das de longo prazo sobe. É o que temos visto depois do corte.

Por que isso ocorre?
Quando o Fed baixa sua taxa, a expectativa é de a in]ação futura seja maior, porque solta o freio à atividade. É um efeito gangorra. E como o Fed e seu presidente, Jerome Powell, deram sinais de mais afrouxamento, o mercado precificou mais um corte de 0,5 ponto percentual lá na frente. E mais in]ação.

Qual é o grande debate econômico da eleição?
O aumento de gasto dos democratas é mais na linha social, assistencial. Propõe reduções no imposto de renda para famílias com crianças e subsídios à moradia. A intenção é aumentar o número de pessoas que já recebe esse benefício, vão baixando a renda. Era a partir de US$ 100 mil (anuais), foi para US$ 150 mil, agora US$ 400 mil já abate, mesmo com outra proporção. O de Trump é mais no corte de impostos. Não aumentaria gastos, mas reduziria a receita.

Esse aumento do déficit não é preocupante, em um país em que a dívida já equivale a 120% do PIB?
Os dois candidatos vão manter o déficit em alta. E fazem isso porque o problema não vai aparecer no curto prazo, só mais adiante. O mercado não foca nisso. Todo mundo sabe que existe uma situação que tem de ser resolvida. Agora mesmo está passando um acordo para elevar o teto da dívida, porque ninguém quer ser culpado por ‘fechar o governo’ (referência ao shut down, situação em que os serviços públicos são paralisados por falta de orçamento). Uma solução de longo prazo vai ter de surgir. Mas por enquanto, nada será feito. O exemplo mais clássico é o Japão, país desenvolvido com a maior dívida (cerca de 250% do PIB), e vem passando por turbulência por conta disso.

É uma piora anunciada, então?
É importante observar que, embora obviamente a eleição presidencial seja decisiva, para implantar de forma completa qualquer programa é preciso ter maioria no Congresso. Se um dos partidos ganhar a presidência, a Câmara e o Senado, vai poder fazer tudo o que planeja. Mas se ficar com democrata na Casa Branca e no Senado, e Câmara republicana, surge o gridlock (impasse legislativo). É um mecanismo que faz parte dos freios e contrapesos e, muitas vezes, acaba que não acontece muita coisa nova. Mas hoje a eleição presidencial está longe de ser decidida, deve ser decidida no último minuto. As bolsas aqui estão em valorização cheia e não expectativa de que vá cair no curto prazo, ainda mais com a baixa do juro. O Trump não fez um bom debate contra Kamala, mas isso não mudou nada.

Há risco de que Trump volte a abandonar o Acordo de Paris?
Ele não tem falado muito no assunto, o candidato a vice, que é mais organizado nos pensamentos, tem falado mais com a imprensa. Mas não se pode garantir nada. Uma das características de Trump é que, dele, se pode esperar tudo. Qualquer coisa pode acontecer, até os 45 minutos do segundo tempo.

O mercado tem mais simpatia por Trump?
O apoio do mercado é mais amplo porque, bem ou mal, ele é uma pessoa de negócios, entende como o mercado funciona. Kamala é vista como burocrata, foi procuradora, é menos ligada ao mundo dos negócios. Biden e os democratas aumentaram muito a burocracia estatal. Isso reduziu muito a construção de casas. Hoje, construir nos EUA é uma dor de cabeça. E há demanda. Precisa ter financiamento barato.

Leia mais na coluna de Marta Sfredo

Eleição americana: o primeiro debate entre Trump e Harris

Eleição americana: o primeiro debate entre Trump e Harris

por danielbarbuglio | 12 set 2024 | Investimentos Internacionais, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 8 minutos)

O que você precisa saber:
Donald Trump e Kamala Harris se enfrentaram pela primeira vez em um debate para as eleições deste ano, e discutiram assuntos relevantes, como economia, inflação e aborto, para o desfecho que vamos conhecer em 5 de novembro.


Na noite da última terça-feira (10), aconteceu o tão esperado debate presidencial entre Donald Trump e Kamala Harris. Realizado pela rede ABC News, os norte-americanos entendiam o encontro como o mais importante dos últimos tempos, e a expectativa era grande, pois esse pode ter sido o único embate entre os candidatos até a eleição.

Fugindo um pouco do que tem sido os últimos debates americanos, esse começou com um aperto de mão entre os adversários, um clima amistoso que acabou por aí. Quando o debate de fato começou, vimos interrupções (mesmo com microfones desligados), checagem de fatos ao vivo e acusações pessoais.

Do lado de Trump, o seu visual mais carrancudo e as sinalizações negativas enquanto sua adversária falava demonstraram um incômodo maior do que o apresentado contra Joe Biden. Ao contrário do que aconteceu contra o atual presidente, desta vez Trump foi mais desafiado, contra uma adversária mais enérgica e que soube como provocá-lo e tirá-lo de sua zona de conforto em alguns momentos. Por vezes, o ex-presidente se preocupou em rebater as iscas jogadas por Harris e perdeu oportunidades de abordar temas em que leva vantagem. Entretanto, o candidato demonstrou força com seus ataques incisivos à administração Biden-Harris e em expor, na sua visão, as promessas não cumpridas por parte da democrata, como em relação à imigração.

Já Harris optou por uma postura diferente, sempre com expressões para a câmera quando seu rival falava e aproveitando oportunidades de olhar “olho no olho” com os espectadores. A sua repercussão foi positiva por parte de alguns analistas internacionais que destacaram sua habilidade em provocar e desestabilizar Trump e desviar a atenção de assuntos em que leva desvantagem. Contudo, também demonstrou momentos de fraqueza ao fugir de certas perguntas e posicionamentos.

Leia mais: Relembre como foi o encontro entre Donald Trump e Joe Biden.

Economia

O esperado era que economia, aborto e imigração fossem os principais temas do evento. E foi isso que aconteceu. Economia foi o primeiro assunto, e ao serem questionados se os eleitores estavam melhores do que há quatro anos, Harris tentou se esquivar da pergunta e afirmou que quer criar uma “economia de oportunidades” e baixar os custos de Habitação. Ela disse que Trump “vai fazer o que já fez antes” e beneficiar corporações e bilionários. O republicano, no entanto, prometeu impor tarifas aos outros países e afirmou que o seu plano “vai fazer as pessoas criarem empregos e gerar muito dinheiro para o país”. Ele ainda atacou a democrata ao dizer que ela não tem um plano e “só copiou Biden”.

Aborto

Em um dos temas em que os adversários apresentem maiores divergências, Harris criticou o posicionamento de Trump no assunto, citando os Estados em que as mulheres não podem realizar aborto e receber cuidados devido às “proibições de Trump ao aborto”, segundo suas palavras. Ela foi categórica contra seu adversário e pontuou que isso “é um insulto às mulheres da América” e que o ex-presidente “não deveria dizer a uma mulher o que fazer com o seu corpo”. Sobre esse tema, Trump defendeu sua decisão de que deveria ser uma questão estadual, assim como o seu apoio de proibir o aborto de seis semanas na Flórida. Ele também ja´comentou que é a favor do aborto em casos de crime, como estupros.

Imigração

Enquanto o aborto é um tema delicado para Trump, imigração é um assunto em que o ex-presidente parece levar vantagem com o eleitorado americano. Entretanto, o tópico marcou o momento mais controverso do debate, quando Trump afirmou que imigrantes estão comendo animais de estimação em Springfield, Ohio. O moderador do debate, contudo, desmentiu a afirmação e citou que o prefeito da cidade disse que não há relatos relacionados às alegações.

Tentativa de assassinato

Em relação ao ataque que sofreu, Trump culpou a postura dos democratas pela tentativa de assassinato. Ele comentou que “levou um tiro na cabeça devido às coisas que dizem sobre mim. Eles falam sobre democracia, dizem que sou uma ameaça à democracia”.

Guerra no leste europeu

O ex-presidente novamente foi contundente ao afirmar que terminaria com o conflito em 24 horas, que os líderes de outros países acham Biden e Kamala “fracos e extremamente incompetentes” e que ele é o único que separa os Estados Unidos de uma Terceira Guerra Mundial. A democrata, por outro lado, defendeu a atuação do governo, assim como associou que, se Trump estivesse no poder, Putin já teria conquistado a Ucrânia.

Repercussão do debate

Os eleitores americanos acreditam que Kamala Harris teve um desempenho melhor do que Donald Trump. Segundo pesquisa da CNN, 63% dos participantes acham que Harris foi melhor, enquanto para 37% a vitória foi de Trump. O jornal “The Washington Post” ouviu votantes dos chamados swing states (estados decisivos para definir o vencedor da eleição) em uma pesquisa qualitativa, na qual 23 dos 25 entrevistados disseram que a democrata levou a melhor. 

O lado republicano reclamou que os moderadores, David Muir e Linsey Davis, da ABC, favoreceram a democrata durante o debate ao verificarem as afirmações de Trump ao vivo. Importante lembrar que Trump já processou a rede de televisão por difamação no início do ano. 

Apesar de ter considerado este como o seu “melhor debate de todos os tempos”, o candidato foi duro nas críticas. “Foi manipulado, como eu presumi que seria. (…) Quando você olhava para o fato de que eles estavam corrigindo tudo e não corrigindo ela. Foi um três contra um. Tudo bem, eu tive chances piores antes, mas nunca tão óbvias”. Ao ser questionado sobre um novo debate, ele respondeu: “talvez se fosse em uma rede justa, eu faria isso”.

Em uma rede social, Trump disse que não vai participar de outro debate contra Kamala e publicou que “quando um boxeador profissional perde a luta, a primeira coisa que ele fala é que quer uma revanche. As pesquisas mostram claramente que eu ganhei o debate”. A campanha de Kamala tinha demonstrado desejo em participar de um novo debate, em outubro.


Este é um texto apartidário e tem por objetivo apenas informar sobre as eleições americanas, sem nenhuma preferência, inclinação ou envolvimento com partidos, ideologias ou debates políticos.

O que é verdade e mentira sobre investir no exterior

O que é verdade e mentira sobre investir no exterior

por danielbarbuglio | 23 jul 2024 | Investimentos Internacionais, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
Os investimentos internacionais são extremamente relevantes para diversificação e proteção contra flutuações econômicas locais. Apesar de dúvidas e medos comuns, investir no exterior é acessível, legal e oferece diversas vantagens, como maior diversificação e acesso a mercados mais maduros.


Os investimentos internacionais têm desempenhado um papel cada vez mais relevante no cenário econômico global, atraindo a atenção de investidores em busca de diversificação, oportunidades de crescimento e proteção contra flutuações econômicas locais. Em um mundo cada vez mais interconectado, conhecer e compreender as nuances dos investimentos internacionais é essencial para quem deseja maximizar seus ganhos e minimizar riscos.

O mercado financeiro ao longo dos anos passou por diversas modificações que facilitaram o caminho para os investidores. Antes, poderiam achar complicado realizar investimentos em outros países, mas, hoje, essa dificuldade não existe mais. 

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre investir internacionalmente, seja por medo, por considerarem complicado, inseguro ou até ilegal. Neste texto, abordamos algumas perguntas frequentes de nossos clientes e interessados nos nossos serviços, para desmistificar essas questões e destacar as vantagens desse tipo de investimento. Quando feito corretamente, investir internacionalmente é fundamental para navegar nos desafios do mercado financeiro global.

Verdadeiro ou falso sobre investimentos internacionais

É mais caro investir fora do Brasil?

Falso. Investir no exterior não é necessariamente mais caro. Existem opções de investimento para todo tipo de perfil, seja para acessar investimentos mais triviais com valores menores ou colocar parte significativa do patrimônio em produtos sofisticados. O mais importante da estrutura de custos é se certificar que a instituição que usará para investir e os veículos (fundos, índices, ativos direto, derivativos e outros) são os mais adequados para o seu propósito.

Maior diversificação é realmente possível?

Verdadeiro. Diversificar seus investimentos além das fronteiras nacionais ajuda a mitigar riscos locais. Por exemplo, enquanto o mercado brasileiro representa cerca de 3% dos mercados globais, investir internacionalmente oferece acesso a economias mais maduras e a uma variedade maior de empresas e setores. Em qualquer corretora ou banco, você consegue acesso não só aos ativos norte-americanos, mas também a europeus, asiáticos, da América Latina, Oriente Médio ou qualquer região de interesse.

Além da diversificação geográfica, o investidor também tem maiores opções no quesito classe de ativos, podendo, por exemplo, ter acesso às mais tradicionais como títulos do governo, emissões de dívidas de empresas e ações mas também às estruturas de crédito com garantia real, investimentos imobiliários, empréstimos privados, co-investimentos e outros.

Existem oportunidades em mercados mais maduros e economias mais fortes? Se sim, que tipo de acesso os investidores podem ter?

Verdadeiro. Mercados mais maduros e economias mais fortes, como os Estados Unidos, oferecem uma vasta gama de oportunidades para investidores. Comparado ao Brasil, onde há cerca de 400 empresas listadas, os EUA têm aproximadamente 17 vezes mais opções, totalizando entre 6.000 e 7.000 empresas listadas na NYSE e NASDAQ. Isso proporciona acesso a setores como tecnologia, healthcare, consumo e bancário, que podem não estar disponíveis localmente. Investidores podem acessar esses mercados por meio de plataformas de investimento como corretoras ou bancos, comprando ações na bolsa, bonds (emissões de renda fixa), ETFs (fundos negociados em bolsa) ou fundos de investimento nos quais podem adquirir cotas diretamente, ou investir em classes específicas. 

O mercado americano é realmente mais eficiente?

Verdadeiro. No mercado americano, a eficiência de preços geralmente é superior em comparação ao mercado brasileiro. Isso se deve à maior transparência, liquidez e participação de investidores institucionais, o que contribui para preços mais fidedignos ao valor real das empresas. Menos fatores macroeconômicos e políticos influenciam as variáveis de precificação, permitindo uma avaliação mais precisa baseada nos fundamentos das empresas e menos assimetria de informação. Essa dinâmica favorece investidores que buscam tomar decisões com base em análises detalhadas e menos sujeitas a distorções externas.

Sendo brasileiro, minhas opções são limitadas ou tenho menos acesso aos produtos americanos?

Falso. A vasta maioria dos fundos possuem classes ou acesso a investidores “offshore” e não há nenhuma limitação para brasileiros nos investimentos líquidos de renda fixa e renda variável. Com a Portofino, inclusive, temos diversos investimentos nas classes institucionais de fundos globalmente renomados. Aconselhamos apenas estar atento à tributação, que pode ser fator determinante para a sua decisão. 

Investir internacionalmente é ilegal?

Falso. Embora investimentos “offshore” tenham sido associados a atividades ilegais no passado devido a casos de evasão fiscal e lavagem de dinheiro, investir no exterior dentro das normas é perfeitamente legal e recomendado por muitos especialistas financeiros.

Os riscos são menores ao investir fora do Brasil?

Precisamos responder: depende. Assim como em qualquer investimento, os riscos variam conforme o tipo de ativo escolhido e as condições do mercado. Com uma gestão profissional adequada e diversificação, é possível controlar e mitigar esses riscos de maneira eficaz. Por outro lado, a regulamentação e o respaldo jurídico em países desenvolvidos traz maior segurança para as decisões de aplicação. 

Existe menos controle sobre os investimentos internacionais?

Falso. Apesar da diversificação de investimentos em ativos espalhados em diferentes países e economias, os nossos relatórios oferecem uma visão global, organizada e consolidada de todos os seus ativos, em todas as instituições financeiras custodiantes nas quais o investidor possui conta, locais e internacionais. 

A Portofino tem experiência e presença internacional?

Verdadeiro. Aqui na Portofino, temos uma equipe especializada liderada pelo nosso sócio Adriano Cantreva, que possui uma vasta experiência nos mercados financeiros internacionais e já dirigiu diversas empresas, como XP Inc, JP Morgan e Itaú, em operações nas Américas, Ásia e Oriente Médio. 

Com mais de 3 décadas de vivência no exterior, já morou mais tempo lá fora do que no Brasil, e hoje reside entre Miami e Nova York, acompanhando de perto as principais tendências e oportunidades no mercado externo.

Para saber mais sobre investimentos internacionais e como eles podem auxiliar na gestão do seu patrimônio, clique aqui e conheça as soluções que oferecemos.

Fernando Godoy cursou Administração de Empresas na FGV com foco em Gestão Estratégica, atuou por 2 anos em empresa de capital aberto e possui 8 anos de experiência no mercado financeiro, com ênfase em investimentos internacionais. Está no time da Portofino MFO há 6 anos, 4 deles como sócio.

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