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Portofino
Causa e Efeito | 23.09.22

Causa e Efeito | 23.09.22

por danielbarbuglio | 23 set 2022 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Família Portofino,

Vamos nos aproximando do fim de mais um mês e os principais assuntos continuam os mesmos, inflação e o ajuste necessário das taxas de juros ao redor do globo. Desta vez, a Super Quarta – decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos – agitou os mercados. Por aqui, Campos Neto e sua equipe decidiram pela manutenção da Selic em 13,75%. Algumas horas mais cedo, Jerome Powell informou mais um aumento de 0,75 ponto percentual – a terceira alta dessa magnitude e a quinta vez que os juros foram elevados por lá em 2022.

O combate à inflação continua, os bancos centrais seguem buscando controlar o processo inflacionário que afeta o mundo todo, sem exceção. Enquanto a alta de preços segue batendo recordes em muitas economias e as instituições se veem na obrigação de correr atrás do tempo perdido, o receio de uma recessão global segue fazendo barulho.

No nosso quintal, chegou o momento de dar uma pausa no aumento da Selic. O Brasil interrompeu o maior ciclo de alta da taxa de juros em 23 anos, saindo dos 2% em março de 2021 para os atuais 13,75%. Essa decisão de interromper o ciclo de altas só foi possível devido à antecipação da nossa autoridade monetária em antever que a inflação, que muitos países consideravam até então transitória, era muito mais severa e disseminada do que se imaginava. Sabe aquela expressão “meu passado me condena”? Pois bem, quando se trata de inflação o brasileiro é escolado e talvez isso tenha ajudado o BC a não brincar com o fogo.

O comunicado do COPOM deu sinais do que podemos encontrar mais adiante. Primeiramente, a decisão não foi unânime, dois membros votaram para um aumento de 0,25 ponto percentual, enquanto os outros sete membros, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, votaram pela manutenção. Além disso, o comunicado apontou que a taxa pode estacionar neste patamar por um período suficientemente prolongado. Contudo, a autoridade estará vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de alta caso a desinflação não ocorra como o esperado. 

Nos Estados Unidos, Jerome Powell teve a árdua missão de realizar mais um aumento de 0,75 ponto percentual, para uma faixa de 3% a 3,25%. Antecipando seus próximos movimentos, o Fed já anunciou que novos ajustes serão necessários, reforçando o compromisso da autoridade em trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Nós não podemos falhar em relação a isso [reduzir os índices de inflação]”, declarou Powell. Olhando o copo meio cheio, pelo menos a guerra está sendo travada: o banco central americano não vai descansar enquanto não observar sinais de desinflação. No lado do copo meio vazio, essa já foi a quinta alta neste ano e os índices seguem decepcionando. Principalmente a inflação de serviços ainda se mostra desancorada.

De volta à recessão, o presidente do Fed não mediu palavras ao dizer que um “pouso suave” é desafiador, “mas não trazer a inflação para baixo traria dores maiores mais adiante”. Como resposta, o mercado não digeriu bem os remédios prescritos pela autoridade monetária americana e segue amargando quedas desde ontem.

“Opositores, sim. Inimigos, nunca”

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado desta forma ao ser questionado sobre a sua aliança com políticos, adversários em outras eleições do passado recente, com visões diferentes das suas. Nesta semana, oito ex-presidenciáveis se reuniram para demonstrar apoio a Lula. Dentre os políticos ligados mais à esquerda, como Luciana Genro e Guilherme Boulos, os de centro-direita, como Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin, o partido de Lula segue apostando na “frente ampla pela democracia”.

Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central / Foto: Valor Econômico

Apesar de ter sido apenas uma sinalização de apoio, o mercado não deixou de imaginar que o movimento possa ser uma abertura para que Meirelles venha a integrar a equipe ministerial de Lula. Nome respeitado e de credibilidade no cenário econômico global e importante na história econômica do nosso país, o ex-ministro foi o criador do teto de gastos, por exemplo. Esta aproximação do petista com Meirelles, neste momento bastante próximo das eleições, demonstra uma certa insegurança do PT e do seu candidato, mesmo com a diferença atual superior a 10 pontos percentuais, segundo o Datafolha.

Diferentemente do consenso de mercado, trabalhamos com uma certa assimetria positiva na definição das eleições. Apesar do favoritismo do ex-presidente Lula, estudos recentes mostram a candidatura de Bolsonaro em mais competitiva do que sinalizam a média das pesquisas eleitorais. Um posicionamento do PT mais ao centro amparado por figuras de histórico mais liberal como, por exemplo, o ex-ministro Henrique Meirelles ou uma possível reeleição do atual governo poderão destravar certo valor nos ativos brasileiros.

Movimentos táticos: Gestão Portofino MFO

O discurso de Powell foi mais “hawkish¹” do que o esperado,  e por ainda não saber quando os juros começarão a afetar a atividade ou qual será a taxa terminal, o mercado segue estressado e ainda observamos ajustes nos ativos internacionais. Com as projeções da taxa de juros da economia americana apontando para 4,4% ao final de 2022 e de 4,6% em 2023, o fim do ciclo de aumentos nos parece mais próximo. No atual nível de preços, principalmente a renda fixa começa a nos parecer atrativa.

No Brasil, mesmo com um comunicado mais duro vindo do presidente Roberto Campos Neto em relação ao combate contra a inflação, as discussões já migraram para a previsão do início do processo de redução de juros, provavelmente em meados do próximo ano. Desde que não haja nenhum novo fato global que provoque uma mudança brusca negativa no processo inflacionário externo, uma maior valorização do dólar ou que o cenário fiscal do país não se deteriore, o aumento das posições de risco nas carteiras começa a fazer sentido.

Por mais que tudo ainda pareça nebuloso quanto aos juros e à inflação, a nossa análise é que, por mais duras que tenham sido as duas autoridades monetárias, uma leitura mais analítica nos apresenta motivos para sermos otimistas, na margem. Já observamos uma luz no fim do túnel, nos resta saber se este túnel é de 1 ou 10 quilômetros.

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO.
Uma carta de gestão que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo e os reflexos nos mercados financeiros globais.

Clique aqui para ler e ouvir outras cartas e conteúdos.

Legenda:
¹Hawkish
 e Dovish são condutas dos Bancos Centrais e governos em relação ao cenário econômico. Uma postura hawkish é caracterizada pela elevação de juros e contração monetária. Já a política dovish é marcada pela redução de juros e expansão da oferta de moeda. 

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

por danielbarbuglio | 6 set 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 4 mins)

Família Portofino,

O mercado passou esta terça-feira (06) repercutindo as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no evento “Prêmio Valor 1000”, promovido pelo Jornal Valor Econômico, em São Paulo. Campos Neto falou muito sobre inflação e como ele enxerga o ciclo de aperto monetário no Brasil e no mundo.

Dentre suas falas de maior destaque, o presidente afirmou que o Brasil passará por três meses de deflação, contudo deixou claro que ainda há muito jogo pela frente e que o Banco Central não pensa em queda de juros no momento. O objetivo dos membros do BC segue em trazer a inflação para a meta.

Mesmo com a melhora recente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para ele, não há motivos para comemorar e atribuiu as melhores expectativas no curto prazo às medidas de desoneração tributária do governo. “A gente entende que a inflação teve alguma melhora recente por medidas do governo. Tem outra melhora que vem acompanhada disso, mas há um elemento de preocupação grande e a mensagem é que a gente precisa combater este processo”, disse Campos Neto.

Dito isso, ele comentou que os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) irão avaliar, na próxima reunião, em setembro, “um possível ajuste final” na taxa básica de juros. Atualmente em 13,75% ao ano, na ata da última reunião, o comitê expôs que avaliaria “a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”. “No Brasil, como começamos o processo de aperto monetário mais cedo e de maneira rápida, existe a percepção de que estamos no fim do processo e um dos únicos países em que o mercado espera cortes de juros. A gente não pensa em corte de juros no momento. Pensamos em finalizar o trabalho. Isso significa a convergência da inflação”, afirmou o presidente do BC.

Panorama global da inflação

No Brasil, a inflação já dá alguns sinais de arrefecimento, mesmo que em grande parte devido às medidas do governo. Por outro lado, Campos Neto disse haver muito do processo já realizado de alta de juros que ainda não fez efeito. Nos EUA, o processo inflacionário também é a maior preocupação por parte do Banco Central de lá, com Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmando que o combate à inflação é prioridade por lá e que o país precisará de uma política monetária apertada “por algum tempo”.

Na Europa, a situação não é fácil. Muito pelo contrário. A inflação anual ao consumidor na Zona do Euro atingiu a máxima histórica de 9,1% em agosto no acumulado de 12 meses, pressionada pela disparada dos preços de energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia. O cenário ficou ainda mais delicado no início desta semana, com os russos interrompendo o fornecimento de gás natural para a Europa até que as sanções impostas contra o país sejam suspensas. A notícia é mais um agravante para a alta de preços no continente, pressionando os custos de energia e dando mais justificativas para um grande aumento dos juros pelo Banco Central Europeu em 8 de setembro.

PIB também foi pauta

Por fim, durante o evento, Campos Neto também falou sobre a recente divulgação da alta de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Ele disse que “acredita que vamos ter revisões para cima de crescimento” e ressaltou que somos exceções, pois os países estão revisando suas projeções de crescimento para baixo.

Causa e Efeito | 23.09.22

Causa e Efeito | 02.09.22

por danielbarbuglio | 2 set 2022 | Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Família Portofino,

O mercado financeiro global passou por um choque de realidade na última semana, após o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), em Jackson Hole. A fala de Powell serviu como água no chopp dos agentes econômicos que apostavam que a batalha contra a inflação americana seria uma “mão na roda”. Em seu discurso, o presidente do Fed foi enfático sobre o combate à inflação e o aumento de juros, o que amenizou os ganhos do Ibovespa em agosto.

Neste sentido, o atual panorama mostra uma economia global que se aproxima de uma desaceleração e recessão, acompanhada do mais duro posicionamento do Federal Reserve dos últimos 15 anos. Contudo, o mercado ficou quase dois meses, até meados de agosto, com uma forte alta impulsionada pela temporada de resultados acima do esperado, um balanço de expectativas mais favoráveis e menor posicionamento em ativos de risco por parte dos gestores de hedge funds no mundo. Esse conjunto de fatores abriu espaço para a retomada do apetite a risco. Mesmo com forte alta, era perceptível uma grande apreensão  sobre a duração desse ciclo, até abrindo espaço para a busca de proteção e ativos seguros, dentre eles, o dólar.

O céu de brigadeiro ficou para trás

Como já é de praxe no mercado, devemos considerar a assimetria de riscos. Em outras palavras, ver o quanto podemos ganhar em relação ao tamanho do risco presente. Dado isso, alguns vetores que suportaram a forte alta já se esvaíram, tendo fim na fala de membros do Fed que se mostraram desconfortáveis com o recente afrouxamento das condições financeiras.

Daqui para frente tudo indica que teremos uma maior volatilidade e todas as coordenadas, sem um novo fato ou direcionamento, indicam que a curta e recente temporada de céu de brigadeiro já ficou para trás. As posições de maior risco enfrentarão piora na relação de risco-retorno no curto prazo. Além disso, no cenário local, as eleições “começaram para valer” e devemos observar de perto o barulho que elas farão nos próximos meses.

Os resultados da grande maioria dos nossos portfólios no mês de agosto foram positivos.
Mas, ao projetar setembro, prevemos que este mesmo cenário de alta pode não se repetir. Dado isso, o nosso objetivo é suavizar os ciclos de alta frequência em nossas posições aumentando a nossa exposição direcional em bolsa, e ao mesmo tempo, buscando uma operação para proteção em eventuais quedas.

De olho nas notícias

O IBGE divulgou, na quinta-feira (1), o PIB do Brasil no 2º trimestre de 2022. O resultado foi um crescimento de 1,2% no período na comparação com os três primeiros meses do ano. Na relação anual, a alta foi de 3,2%, ambos os resultados acima dos projetados pelo mercado. Desta forma, a atividade econômica brasileira encerrou o primeiro semestre com alta de 2,5%. Uma notícia que apesar da previsão nada otimista para Setembro, mostra que mesmo timidamente, o pulso de nossa economia ainda pulsa.

Até a próxima!

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

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Causa e Efeito | 08.08.22

Causa e Efeito | 08.08.22

por danielbarbuglio | 8 ago 2022 | Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Família Portofino,

O mercado brasileiro foi bastante movimentado na última semana com mais uma reunião do Copom. O que todos esperavam se concretizou: alta de 0,5 ponto percentual, a 12ª consecutiva, para jogar os juros para 13,75% ao ano. Porém, o que mais importou foi o comunicado que veio com a divulgação.

O Banco Central deixou em aberto para setembro a possibilidade de mais uma elevação, de menor magnitude, mas o que foi entendido pelo mercado como um sinal de que o ciclo de alta pode estar realmente chegando ao seu fim. A resposta a isso veio no pregão do dia seguinte, com o otimismo dos agentes econômicos, a Bolsa brasileira destoou lá de fora e disparou para uma alta de 2,04%, a 105.892 pontos na sexta-feira. E não foi só isso, depois de um período no vermelho, o Ibovespa voltou a ficar no azul. Nesta segunda-feira, fechou a 108.402 com nova alta de 1,81%.

Brasília/DF 04/05/2022 – Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Foto: Raphael Ribeiro/BC

É bem verdade que não podemos dar todas as glórias ao Copom. Esse movimento já vinha acontecendo e a decisão da última quarta-feira (3) ajudou a ratificar essa tendência. Isso fica claro quando, por exemplo, olhamos o desempenho das ações de consumo nos últimos 30 dias, com uma valorização de 10%. A sensação de estarmos próximos do fim do ciclo de aperto monetário também fez com que as taxas prefixadas caíssem.

Chegou a hora de aumentar a posição em ações, então? Não é bem assim. Como falei em recente entrevista ao portal Brazil Journal, do ponto de vista de valuation, é consensual que a Bolsa está barata, mas na nossa avaliação temos uma recessão contratada. A dúvida é quanto disso já está no preço, tanto a intensidade quanto a duração.

Do outro lado do mundo

Vamos atravessar o oceano para ver também o que está acontecendo além de nossas fronteiras. Spoiler: as coisas não estão boas. 

Além de toda a preocupação com a inflação mundial, medo de recessão global e juros subindo a níveis não vistos há anos em todos os lados, como se já não fosse o bastante, aparentemente há espaço para temer mais uma guerra. Depois do confronto entre a Ucrânia e a Rússia, que já se alonga por mais de 5 meses, as tensões agora crescem no continente asiático.

A recente visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Estados Unidos, a Taiwan, deixou os chineses furiosos. Numa espécie de “depois não diz que não te avisei”, o governo chinês vinha alertando os americanos sobre os impactos dessa viagem. E não deu outra. Bastaram poucas horas depois de Pelosi aterrissar em Taipé para a China anunciar “exercícios militares” ao redor da ilha. O medo já está instaurado. O mercado já acompanha de perto os movimentos na região que podem desencadear em mais uma guerra, desta vez com as duas maiores economias do mundo. 

Mapa China e Taiwan / Arte: CNN Brasil

Seria esse o prenúncio de mais um evento de consequências catastróficas para um mundo que ainda lida com as marcas deixadas – e que ainda continuam por aí – pela Covid-19 e que diariamente se depara com notícias de uma guerra que parece não ter fim? É difícil dizer, há muito em jogo, mas é de bom-tom afirmar que precisamos de soluções e não mais problemas.

Até a próxima!

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

por danielbarbuglio | 7 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 3 minutos

Família Portofino,

Chegou ao fim, nesta quinta-feira (7), o Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank. Com somente um painel no dia, o fórum terminou com a participação de Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil.

Para saber como foi o primeiro e o segundo dia, respectivamente, clique aqui ou acesse o link.

Sessão Especial com Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil

“Vamos surpreender novamente esse ano”, foi assim que Guedes iniciou seu discurso no evento. Para justificar essa afirmação, o ministro comentou que o Brasil está à frente do resto do mundo. “Fomos a única grande economia do mundo que conseguiu zerar o déficit e ao mesmo tempo fazer a política monetária já em posição de combate à inflação. Em qualquer momento a inflação pode começar a ceder”, falou Guedes.

Seguindo nos tópicos de inflação e crescimento, o chefe da pasta destacou que o nosso país tem uma dinâmica de crescimento já contratada, ressaltando que reformas importantes foram feitas, mas passaram despercebidas por terem sido feitas “no calor do momento da Covid-19”. No discurso, para validar sua visão da melhora do ambiente econômico, o economista citou que dois bancos revisaram a expectativa do PIB para cima.

Confira: Wealth Management: Saiba tudo como funciona esse serviço e qual o momento correto para contratar

Questionado sobre a agenda prioritária para 2022 e 2023, ele comentou que irão fazer reforma até o último dia desse mandato e a partir do primeiro do ano que vem. Sobre 2023, o ministro explicou que além de acelerar as privatizações, reduzir impostos, desburocratizar o ambiente de negócios e reforço das questões sociais, a prioridade é a Reforma Tributária. Nas palavras dele, “já estamos atrasados”, portanto, a expectativa dele é que as reformas acelerem.

Nos últimos assuntos abordados, Guedes analisou que com o cenário de guerra, os países europeus virão procurar soluções energéticas e alimentar no Brasil, fazendo com que petroleiras e empresas de energia venham para o país.

Por fim, o ministro da Economia reiterou o aumento do corte da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 25% para 33%, além de poder fazer uma nova redução de 10% nas tarifas de importação. 

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Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 2

por danielbarbuglio | 6 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 12 minutos.

Família Portofino,

O Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank, chegou, nesta quarta-feira (6), ao segundo dia de painéis. O evento foi repleto de grandes personalidades do cenário econômico e político, que discutiram diversos assuntos de importância para o dia a dia do investidor. 

Clique aqui para saber como foi o primeiro dia.

Mesa redonda: O que esperar dos investimentos em Private Equity e Venture Capital em 2022?

O pontapé inicial do segundo dia teve em pauta os mercados de Private Equity e Venture Capital em 2022. Além de discutirem suas experiências e expectativas, Rafael Padilha, Head de Private Equity, Luiz Ribeiro, Diretor Executivo e Co-Head do escritório da General Atlantic no Brasil, e Joaquim Lima, Sócio na Riverwood Capital, também comentaram sobre os riscos e cuidados nesses mercados.

No caso do investidor-gestor, para Padilha, é importante estar atento ao que está acontecendo no cenário macroeconômico, focar no micro e analisar de forma “detalhista” o time da empresa que está investindo. Do ponto de vista do investidor, o economista disse que a principal preocupação tem que ser o timing, ter muito claro em mente que é um investimento a longo prazo e escolher um gestor com track record de sucesso.

Ribeiro concordou com as colocações de Padilha e acrescentou que o investidor tem que ter clareza do tipo de investimento, setor e exposição que ele está investindo. Ou seja, ter certeza que o investimento faz sentido ao perfil de risco.

Sessão Especial com Nick Beighton, ex-CEO da ASOS

Na sequência, Nick Beighton, ex-CEO da ASOS, loja britânica de roupas e artigos de beleza destinada a jovens adultos, falou sobre as mudanças do varejo e a implementação cada vez maior do e-commerce.

Beighton comentou sobre os desafios em mudar para o mobile. Nas palavras dele, a empresa teve que ter bons engenheiros de tecnologia e precisaram pensar em diferentes abordagens. “A experiência mobile é muito melhor que a desktop”, disse o ex-CEO. Ele explicou que o desktop é para adquirir clientes, enquanto no mobile é possível criar conexões com os clientes. 

“Os aplicativos se tornaram uma conexão melhor para os nossos clientes. Portanto, aperfeiçoamos o nosso user experience. Trabalhamos com inteligência artificial também para fazer com que o cliente prestasse mais atenção no aplicativo e ficasse mais engajado”, contou Nick.

O executivo ainda falou sobre conteúdo e como ele é importante para atrair os clientes. Ele ressaltou que quanto mais o consumidor estiver engajado com o software, melhor será a experiência. Ademais, com a inteligência artificial ele conseguiu diminuir a quantidade de cliques que os usuários precisavam dar para realizar suas ações e, segundo ele, “os clientes amam isso”. No campo de conteúdo, ele precisa ser inspirador e engajador, principalmente quando trata-se do mercado de moda.

Bancos digitais: A rentabilização de clientes como desafio

O terceiro painel do segundo dia de evento abordou um tema alvo de muitas questões e discussões, tanto de investidores quanto de clientes. Jean Sigrist, Presidente do Conselho de Administração do Neon, João Vitor Menin, CEO do Banco Inter, e Renato Ejnisman, CEO do Next, debateram sobre as inovações e os desafios do mercado de bancos digitais.

Dentre os assuntos discutidos pelos convidados, podemos destacar a análise sobre a questão da relação entre preço/serviço. Menin disse que o Inter sempre aposta em ter uma gama de serviços bem completos, mas ponderou que investem muito na questão de preço. Ele complementou dizendo que alinha experiência e preço, porém cada cliente pode ter um olhar diferente, então “tem que ser bom nos dois”.

Para Ejnisman, com o tempo a experiência vai ser mais relevante. Nas palavras dele, o passar do tempo vai mostrar que entender o cliente e se antecipar às suas expectativas vai ser mais importante. Ele também abordou a questão da monetização, a qual disse acreditar que não será um mercado de winner takes all. 

Sessão Especial com Charles Gave – Sócio fundador da Gavekal Research

A sessão especial com Charles Gave teve uma apresentação do convidado, no qual ele falou sobre os principais fatores econômicos dos últimos 25 anos. Além disso, também comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na questão da inflação, ele afirmou que estamos entrando num mundo inflacionário e a inflação ainda vai subir mais. Por fim, disse que na construção de um portfólio, ao se considerar a inflação, é importante olhar a aceleração e não o nível.

A abertura do mercado “livre” de energia elétrica no Brasil – Desafios e oportunidades para distribuidoras, geradoras, comercializadoras e consumidores

Na parte da tarde, Elisa Bastos, Diretora da Aneel, e Ricardo Lisboa, Presidente da Abraceel, foram os responsáveis por compor o painel que teve como tema o mercado de energia elétrica no Brasil.

Lisboa fez questão de pontuar que toda e qualquer mudança estrutural traz medo. De um lado, ele comentou que esse receio atrasou a abertura, mas, por outro lado, ajudou a trazer soluções para problemas e riscos. “Estou bastante otimista e acho que é uma virada importante para o país”, afirmou. Ricardo contou que no futuro as pessoas teriam que saber de quem contratar energia.

Em geral, a opinião é de que o mercado livre aumentaria a competição e poderia melhorar a qualidade de atendimento do consumidor.

Saiba mais: Ativos alternativos: Entenda em que consiste esse investimento, benefícios, exemplos e como investir

Sessão Especial com Ricardo Reis, especialista em Política Monetária e professor de Economia na London School of Economics

Ricardo Reis realizou uma análise sobre os desafios da política monetária em 2022 e para os próximos anos. Logo no início de sua fala, o professor fez questão de deixar claro: “A inflação pode, de fato, subir de forma consistente. Estamos com um problema grave”.

Para explicar essa afirmação, ele traçou um panorama desde o começo da pandemia, explicando que o período trouxe enormes mudanças e desafios para a economia global, tais como: dispersão das fortunas das empresas, trabalho a distância, transição climática, digitalização, entre outros. Reis definiu essas questões como desafios de longo prazo, mas disse que são poucos comentados porque há um problema mais urgente. 

Além disso, ele explicou que há 12 meses tivemos a rápida recuperação da economia e a consequente alta da inflação. Neste cenário, os bancos centrais mantiveram um nível histórico expansionista ao invés de mudar a rota para conter a inflação.

Dessa forma, o professor concluiu que há grandes desafios estruturais para os bancos centrais, que todo o foco está na inflação depois dos erros dos últimos 12 meses e pressão da dívida pública. No caso da inflação, Reis opinou que “baixá-la sem causar uma recessão seria um feito extraordinário”.

Assimetria regulatória no sistema bancário

Isaac Sidney, CEO da Febraban, Bruno Balduccini, Parceiro na Pinheiro Neto Advogados, e Rubens Sardenberg, Diretor de Assuntos Econômicos, Regulamentação e Riscos da Febraban, foram os selecionados para debaterem sobre o sistema bancário no evento.

Os convidados discutiram sobre o sistema bancário e as novas regulações do Banco Central. Ademais, falaram sobre o crescimento das fintechs e as questões que elas trazem para o BC lidar. Sobre as fintechs, Balduccini foi categórico ao dizer que “se alguém das fintechs falar que não esperava as mudanças regulatórias estará mentindo”.

Outro tema abordado foram as criptomoedas, com Isaac Sidney pontuando que é um tema que merece atenção.

Sessão Especial com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do governo de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central

O penúltimo painel do dia contou com Henrique Meirelles como convidado para falar sobre o atual cenário econômico e político. 

Em sua primeira fala, Meirelles fez uma rápida análise sobre as últimas décadas. Ele comentou que no período de 2000-2010 o Brasil cresceu bastante, com média de 4% mesmo com as crises. Já nos anos de 2011-2020, segundo o secretário, foi de altos e baixos, com um governo Dilma de muita interferência e gastos exagerados, movimentos que geraram muita desconfiança na economia. 

Meirelles também comentou sobre o teto de gastos. Ele disse que é normal que todos queiram disputar o orçamento para suas regiões e estados, mas o problema, nesse caso, é a necessidade de haver um limite, uma âncora que permita uma gerência inteligente. Para ele, é preciso voltar a respeitar o teto até 2026 e, a partir desse momento, definir um novo critério.

Outro assunto abordado diz respeito à autonomia do Banco Central e a importância disso. O ex-ministro explicou que a decisão de dar autonomia à instituição é fundamental, pois proporciona condições de fazer a política adequada. Meirelles complementou dizendo que é importante que o próximo governo faça política fiscal para dar âncora na economia e na inflação, ajudando o BC.

Por fim, o ex-presidente do BC foi questionado sobre a polêmica do preço dos combustíveis. Em relação aos combustíveis, ele falou que não pode haver intervencionismo na Petrobras. “Se for isso, é melhor deixar como está”, afirmou Meirelles. Ele foi objetivo ao dizer qual a solução: “Competição”. “Divide a Petrobras em 3, 4 companhias, privatiza e o mercado determina o valor de competição. Não criar monopólio privado, mas dividir a companhia”, disse.

Desafios e oportunidades para os bancos incumbentes

Para finalizar a quarta-feira do fórum, o evento recebeu três CEO de grandes bancos do Brasil. Fausto de Andrade Ribeiro, CEO do Banco do Brasil, Octavio de Lazari, CEO do Bradesco, e Milton Maluhy, CEO do Itaú, comentaram sobre tudo da participação dos bancos digitais no mercado.

Lazari comentou que enxerga essas instituições como concorrentes em nichos específicos, mas, de forma geral, não, a não ser algumas que já atingiram um certo patamar. Do ponto de vista dos investidores, o CEO destacou que eles já começam a olhar as coisas de uma forma diferente, principalmente com o novo momento da taxa de juros.

Maluhy concordou com a colocação do executivo do Bradesco, e acrescentou que são a favor da competição e concorrência dentro das regulamentações. Ele ainda disse que a questão do preço (anuidade, isenção de taxas) foi uma boa porta de entrada para esses novos players. O CEO do Itaú também mencionou a taxa de juros, explicando que no cenário oposto ao atual, de baixa taxa de juros, tem mais espaço para capital de risco.

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