Pular para o conteúdo principal
  • Investimentos
  • Investimentos Internacionais
  • Planejamento Patrimonial
  • Imobiliário (Real Estate)
  • Esporte, Arte e Entretenimento
  • Fusões e Aquisições (M&A)
  • Portofino On
  • Contato
Portofino
Linhas Globais: Movimentos para 2023

Linhas Globais: Movimentos para 2023

por danielbarbuglio | 31 jan 2023 | Investimentos Internacionais, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Portofino On - Insights, Wealth management

A diversificação e a internacionalização dos investimentos são duas tarefas muito importantes para quem busca proteger e ampliar seu patrimônio ao longo dos anos. O investidor que fica restrito somente aos ativos e produtos que o mercado brasileiro oferece está perdendo inúmeras oportunidades em mercados maduros e economias fortes. 

Relembrando como a “bola rolou” em 2022, o mercado global foi marcado pelos recordes de inflação nas principais economias do mundo, com destaque para os Estados Unidos e a Europa, e a corrida dos bancos centrais em elevar as taxas de juros para tentar controlar a rápida alta dos preços.

Nos Estados Unidos, o pico da inflação aconteceu em julho, quando subiu a 9,1% em 12 meses, nível mais alto em 40 anos. Correndo atrás do prejuízo, o Federal Reserve, banco central americano, aumentou a taxa de juros básica do intervalo de 0% a 0,25% para 4,5% a 4,75%. Neste período, foram oito altas consecutivas, sendo 4 delas de 0,75 ponto percentual, o aperto monetário mais rápido desde a década de 1980.

A decisão desta quarta-feira (1) elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para o atual patamar de 4,5% a 4,75% . A reação do mercado foi positiva com a divulgação de mais uma alta, mas o tom por parte dos americanos ainda foi de cautela.

A decisão unânime do comitê reforça a preocupação com o descontrole da inflação, mesmo com a desaceleração apresentada nas recentes leituras. O Banco Central americano seguirá aumentando as taxas até ver sinais mais fortes do controle inflacionário. 

No comunicado, o Fed atribuiu à guerra na Ucrânia como um dos principais fatores do aumento de preços, já que o confronto segue “provocando dificuldades humanas e econômicas, contribuindo com o aumento de incertezas”. Apesar da sinalização de mais altas futuramente, o comitê afirmou que irá basear as próximas decisões conforme os indicadores econômicos, dando flexibilidade para ajustar sua estratégia e atingir suas metas.

Resumidamente, na Europa, o cenário não foi tão diferente. Por lá, a Zona do Euro também atingiu picos históricos de inflação ao longo do ano e a taxa de juros ainda tem perspectivas de subir.

Entrando em 2023, a inflação continua sendo assunto de atenção e vai ter participação significativa no rumo dos mercados globais ao longo deste ano. Simultaneamente, o mercado fica de olho em uma possível recessão comprada ao elevar as taxas de juros e, se ocorrer, o quão forte ela será? 

Em meio a toda essa conjuntura, a autoridade monetária americana precisa lidar com o risco de “pesar a mão” no aperto monetário e desencadear uma recessão desnecessária para a maior economia do mundo. Há duas semanas, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que as perspectivas de um “pouso suave” (desaceleração do crescimento sem provocar uma recessão) melhoraram acentuadamente na economia americana. 

Ele ainda ressaltou que o Fed precisa agir de maneira forte, pois há possibilidades da inflação voltar, e, neste cenário, medidas mais fortes teriam que ser tomadas. Os agentes econômicos se manterão atentos quanto ao rumo da taxa de juros neste ano, principalmente nos Estados Unidos. 

Além disso, a China vai consolidando seu movimento de volta. O crescimento da economia chinesa, entre outros fatores, ficou em xeque com a rígida política de controle contra o coronavírus que restringiu a locomoção de inúmeras pessoas e famílias e impôs lockdown em importantes cidades do país. 

A política de Covid-zero foi abandonada abruptamente no fim de 2022 após manifestações da população eclodirem pela China. Com a flexibilização das medidas, o número de casos cresceu e acendeu o alerta das autoridades de saúde. Segundo dados divulgados pela Comissão Nacional de Saúde, houve uma queda de 44,3% no número de pacientes graves com Covid e diminuição de 72% das mortes diárias em relação à primeira semana do ano. O temor agora fica com a proliferação de uma nova onda nas áreas rurais, onde as condições sanitárias, como falta de médicos e infraestrutura hospitalar, dificultam o combate à doença.

Por outro lado, do ponto de vista econômico, a medida é um alívio e, mesmo com o aumento no número de casos da doença, a perspectiva é de continuidade da reabertura da economia. E a retomada da China é um bom sinal para o Brasil, dado o aumento na procura por commodities.

O governo chinês entrou em 2023 aparentemente mais tolerante com as contaminações de coronavírus e inclinado em voltar a fazer a máquina girar em um ritmo econômico mais acelerado após o Escritório Nacional de Estatística divulgar que o PIB do país asiático cresceu 3% em 2022, abaixo da meta estipulada pelo governo em 5,5%, e apresentou uma forte desaceleração em relação a 2021, quando cresceu 8,4%.

A China ainda enfrenta como desafio a turbulenta relação com Washington, com a tentativa americana de barrar gigantes de tecnologia chinesas para dificultar e obstruir o desenvolvimento do país em diversos âmbitos – incluindo o militar -, passando pela “guerra dos chips”, que teve momentos de maior apreensão após a visita de Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a Taiwan. 

Enquanto no Brasil acompanhamos as incertezas advindas de um novo governo, lá fora seguem as expectativas para saber se o processo de desaceleração da inflação irá se concretizar e quais serão os resultados dos rigorosos apertos monetários nas principais economias do mundo. Por fim, a retomada chinesa e o acompanhamento das contaminações de coronavírus também estão no radar.

(Conteúdo atualizado em 01/02/2023)

Leia outros conteúdos da nossa newsletter:

Causa e Efeito | Às vezes, ter sorte é melhor do que ter juízo. Juízo fiscal

#Portofinonamidia

Projeto de Lei visa reduzir alíquota de ITCMD em São Paulo

Portofino Insights | Inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Portofino Insights | Inflação no Brasil e nos Estados Unidos

por danielbarbuglio | 12 jan 2023 | Portofino On - Insights, Análise de Mercado, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

IPCA fecha 2022 com alta de 5,79%

O IBGE divulgou, nesta terça-feira (10), que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no Brasil, avançou 0,62% em dezembro. Dessa forma, a inflação acumulada fechou 2022 em 5,79%, abaixo dos 10,06% acumulados em 2021, mas acima da meta estabelecida, a qual era de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

De acordo com o IBGE, em dezembro, a maior variação (1,60%) e impacto (0,21 p.p.) foram de Saúde e cuidados pessoais. O resultado de 2022, por outro lado, foi impactado, principalmente, pelo grupo Alimentação e bebidas (11,64%), que, no acumulado do ano, teve o maior impacto (2,41 p.p.).

Na carta do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dirigida a Fernando Haddad, ele listou que a inércia da inflação do ano anterior, elevação dos preços de commodities (em especial do petróleo), desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos e gargalos nas cadeias produtivas globais, choques em preços de alimentação – resultantes de questões climáticas – e a retomada na demanda de serviços e no emprego, impulsionada pelo acentuado declínio da quantidade de casos de Covid-19 e consequente aumento da mobilidade, foram os fatores que contribuíram para que a inflação estourasse o teto da meta.

Por outro lado, Campos Neto também destacou que vários fatores, como redução na tributação sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, comportamento da bandeira de energia elétrica – que passou de escassez hídrica para bandeira verde – e melhora do câmbio, reduziram o desvio da inflação em relação à meta.

O presidente da autoridade monetária ainda destacou que a politica monetária “avançou substancialmente no terreno contracionista em 2022”.

As projeções condicionais do BC são de que a inflação acumulada em quatro trimestres prossiga a trajetória de queda ao longo de 2023, terminando o ano em patamar inferior ao de 2022. No Relatório de Inflação de dezembro de 2022, as projeções condicionais apontam para inflação de 5,0% em 2023 (queda de cerca de 0,8 p.p. em relação à inflação observada em 2022), 3,0% em 2024 e 2,8% em 2025, ante metas para a inflação de 3,25%, 3,00% e 3,00%, respectivamente.

Além disso, sobre o prazo para que a inflação termine dentro da meta, Campos Neto escreveu que “em 2023, a inflação ainda se mantém superior à meta, em virtude principalmente da hipótese do retorno da tributação federal sobre combustíveis nesse ano e dos efeitos inerciais da inflação de 2022”.

De maneira geral, os dados divulgados acima do esperado somam-se a piora das expectativas do mercado acerca da trajetória do IPCA para os próximos anos. A apreensão advinda dos riscos fiscais trazidos pelo posicionamento do novo governo, vêm se materializando em uma desancoragem inflacionária que pode mudar o rumo da política monetária.

Diante desse ambiente macroeconômico de grande incerteza, reduzimos taticamente a exposição à essa classe de ativo, devido ao risco de mercado, vis a vis, o retorno esperado, não fazer jus à alocação estrutural nesta classe.

Inflação americana recua em dezembro e fecha 2022 com alta de 6,5%

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos recuou 0,1% em dezembro, segundo os dados divulgados, nesta quinta-feira (12), pelo Departamento do Trabalho americano, em linha com o esperado. No acumulado do ano em 2022, a inflação americana fechou com alta de 6,5%, redução em relação a 2021, quando houve alta de 7%, se confirmando como o menor aumento em 12 meses desde o período encerrado em outubro de 2021.

Ao longo do ano, em junho, o CPI atingiu a máxima de 9,1%, patamar que não era registrado há 40 anos, na época do choque do petróleo nos anos 70 e 80. Entretanto, o recuo na taxa acumulada foi o sexto consecutivo.

Em 2022, o Federal Reserve (banco central americano) elevou os Fed Funds – similar à taxa Selic – para o patamar de 4,25% e 4,5% ao ano. Em 2023, a expectativa de agentes do mercado é de novas altas, mas em ritmo menor do que o último ano. A projeção da autoridade monetária para os juros em 2023 é de 5,1%.

Na ata da última reunião, realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2022, os membros do comitê disseram que “manter a política monetária restritiva por um período sustentado até que a inflação esteja claramente em direção a 2% é apropriado do ponto de vista da gestão de risco”. 

Dentre os motivos que contribuíram para o aperto da pressão inflacionária, o Fed ressaltou as consequências dos desequilíbrios entre oferta e demanda decorridos da pandemia de Covid-19 e os impactos econômicos e humanitários da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Linhas Globais: Movimentos para 2023

Guerras: Russia vs Ucrânia, mundo vs inflação.

por danielbarbuglio | 31 out 2022 | Análise de Mercado, Investimentos Internacionais, Portofino pelo Mundo, Wealth management

O mercado econômico internacional foi bastante agitado ao longo do mês de outubro. Sejamos sinceros, ao longo de todo ano, até aqui, tem sido assim, uma corrida sem fim de combate à inflação, altas taxas de juros e outras questões que balançaram os mercados e incomodaram investidores e gestores. Em meio a tudo isso, bancos centrais teimavam em reconhecer a real severidade da inflação, sendo a eclosão da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o ponto final da leniência destas autarquias.

O combate militar, recentemente, completou oito meses e ainda parece distante de qualquer resolução pacífica. Na verdade, o sentimento é que o conflito chegou a um ponto de inflexão e as tensões estão tão fortes quanto no início, depois de alguns meses em que tentativas inúteis de selar a paz, não tiveram sucesso. As constantes ameaças russas de um possível uso de armamento nuclear estão colocando o mundo em alerta sobre uma possível escalada da guerra para abrangência mundial. Sem falar das graves consequências para questões sociais e humanitárias, o agravamento do conflito é péssimo para uma recuperação global, já que parte significativa da alta de preços foi acentuada pelas consequências da guerra.

Infográfico: Marketing Portofino MFO

Na Europa, o Banco Central Europeu segue realizando o movimento de aperto monetário. Na última reunião, o banco elevou em 0,75 ponto percentual as taxas de empréstimo (2%), de refinanciamento (2,25%) e a de depósito (1,5%). A decisão é uma resposta à inflação, que continua pressionando os países da região da Zona do Euro diante da possibilidade de uma recessão. A inflação anual ao consumidor da região atingiu 9,9% em setembro, enquanto a meta da autarquia é de 2%.

Sofrendo pelos impactos econômicos da pandemia e da guerra, a Alemanha é um dos países mais atingidos. Os dados preliminares de inflação indicam uma alta anual de 10,4% em outubro, a maior desde 1951. Na comparação com o mês anterior, a elevação foi de 0,9%. Os alemães são os mais dependentes do gás natural russo, e, desde o início do conflito armado no leste europeu, eles são os mais prejudicados pela alta dos preços de energia. Entretanto, dados preliminares do PIB alemão mostram que a economia se manteve resiliente com um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre, embora a conjuntura global adversa e todas as previsões de retração.

A guerra, além das consequências econômicas que afetam a vida de pessoas no mundo todo (a Europa vive sua maior inflação em anos e tenta conciliar uma alta na taxa de juros sem entrar em recessão), ela já resultou em 8,6 mil civis feridos e quase 6 mil mortos, segundo a ONU. Apesar do longo período, seguimos na torcida – e na esperança – para que esse triste capítulo da história se encerre o mais rápido possível.

O Reino Unido

Como se já não estivesse complicado o bastante, o Reino Unido, especialmente a meteórica ex-primeira-ministra Liz Truss, conturbaram ainda mais o cenário com o seu questionável plano econômico de promover o maior corte de impostos do país desde 1972. 

A estratégia cortaria os impostos sobre a folha de pagamento, congelaria o imposto sobre empresas, abandonaria o teto para bônus bancários e gastaria bilhões para subsidiar contas de energia nos próximos dois anos. O pacote, contudo, custaria mais de £150 bilhões para o governo, segundo alguns analistas previam.

Apesar de Truss e seu Ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, terem elaborado o plano visando impulsionar a economia, o efeito foi totalmente contrário. Após o anúncio, o receio tomou conta do humor dos investidores e contaminou o mercado como um todo. O movimento por parte do governo levou a uma crise dos títulos públicos britânicos e um temor quanto à sustentabilidade das contas do país. Além disso, reflexos também foram sentidos na libra esterlina, que caiu mais de 1,5%, para US$ 1,110, o menor patamar para a divisa desde 1985. Importante ressaltar que a moeda já havia caído ⅕ em relação ao dólar em 2022, que, com a elevação da taxa de juros mundial e os conflitos no leste europeu, tem se beneficiado ao longo do ano.

Entretanto, é injusto colocar somente na conta da terra do Rei Charles III o ambiente conturbado que estão os mercados internacionais. É bem verdade que o exterior já vivia dias de tensão, principalmente com o latente risco de recessão global guiado pelas consecutivas altas de juros dos EUA para tentar domar a inflação por lá. Por falar nela, a inflação inglesa está nos dois dígitos, 10,1% em setembro no acumulado dos últimos 12 meses, marcando uma das taxas mais altas em 40 anos, em um país que não é acostumado a enfrentar processos inflacionários elevados e resilientes. O aperto na Inglaterra também tem sido forte, os juros já batem 2,25% ao ano, o maior patamar em 14 anos. 

O fiasco do plano de Truss levou a pressões políticas e queda de popularidade insustentáveis que a fizeram renunciar o mandato mais curto de todos os tempos: apenas 45 dias no poder. Não demorou muito para Rishi Sunak assumir Downing Street com a árdua tarefa de retomar a confiança das pessoas na economia britânica e lidar com um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas. Sunak é o terceiro premiê em menos de quatro meses. Depois das decisões equivocadas de seus antecessores, a economia da Inglaterra se encontra em uma situação que não permite margem para novos erros. Impressionante como se comparado com os acontecimentos políticos e econômicos no Brasil, parecemos, friamente, mais flexíveis sobre o assunto inflação, tanto que neste quesito, o nosso Banco Central tem acertado. 

China

O 20º Congresso do Partido Comunista, em Pequim, na China, que reconduziu Xi Jinping a um terceiro mandato – com assessores escolhidos a dedo para evitar qualquer discordância – foi o ponto de destaque, apesar da falta de surpresas. Durante o Congresso, ele falou sobre segurança nacional e a luta para reunificar Taiwan. Mesmo com as históricas tensões entre eles, China e Taiwan são grandes parceiros comerciais. A ilha é extremamente avançada em tecnologia e é um importante player das cadeias produtivas globais, com indústrias sofisticadas e um grande produtor global de chips semicondutores. 

A recente “guerra dos chips” entre os EUA e a China é mais um capítulo que essas nações vêm travando no cenário econômico. Os chips semicondutores ganharam mais notoriedade durante a pandemia, que com o aumento da procura de aparelhos tecnológicos e a confusão logística dificultaram a produção e manutenção de diversos produtos, como os carros, por exemplo. Esse cenário foi mais um agravante para o processo inflacionário mundial que as economias lutam para superar. 

Infográfico: Marketing Portofino MFO

Além disso, a polêmica política de Covid Zero adotada no país asiático foi abordada e defendida por Jinping. A política se tornou controversa, pois, enquanto a maioria dos outros países voltaram à normalidade após a vacinação em massa, a China ainda segue um rígido controle, com extensos “lockdowns” que afetam grandes centros comerciais do país e têm proporcionado insatisfação popular. Na última semana, um distrito de Xangai entrou em lockdown após uma alta nos casos de Covid-19, retrato de que, apesar das críticas, o rígido controle irá prevalecer. 

A reeleição (sic) de Jinping, a polêmica política de Covid Zero, a crise imobiliária, as regulamentações impostas no setor de tecnologia e a “Guerra Fria” com os EUA, além dos altos gastos militares, contribuem para a desaceleração da economia chinesa. O crescimento da economia foi de 3,9%, acima das expectativas, porém bem abaixo dos 5,5% que o governo havia colocado como meta. 

A disputa entre os EUA e China não é nenhuma novidade. O Brasil, apesar de longe geograficamente, fica bem atento ao desenrolar das questões de dois dos seus principais parceiros comerciais, cujas consequências podem cair em nosso quintal. Enquanto lidam com suas crises internas, as superpotências medem força para provar globalmente “quem manda no pedaço”.

Por fim, por falar dos EUA, a maior economia do mundo segue gerando muito conteúdo. O PIB preliminar anualizado apontou alta de 2,6% no terceiro trimestre de 2022, mas todas as atenções estão direcionadas à próxima reunião do Federal Reserve. Mais do que o provável aumento de 0,75 ponto percentual – a quarta alta consecutiva dessa magnitude -, o mais esperado é o comunicado após o anúncio, que pode indicar uma redução no ritmo do aperto monetário para as próximas reuniões. Em caso de confirmação desse cenário, o aumento somado de 375 pontos-base iniciados em março seria o maior desde a década de 1980, com Paul Volcker. Enquanto gradualmente ficamos mais otimistas com o mercado externo, continuamos atentos aos próximos passos.

Leia outros conteúdos da nossa newsletter:

Inflação ou Deflação?

Macroview – Resultado das Eleições Presidenciais no Brasil.

Investimentos Internacionais: é o momento certo para investir lá fora?

#Portofinonamidia

Eventos Portofino Multi Family Office

Linhas Globais: Movimentos para 2023

Macroview | Resultado das Eleições Presidenciais.

por danielbarbuglio | 31 out 2022 | Análise de Mercado, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

A eleição presidencial entre Lula e Jair Bolsonaro foi o foco do mercado ao longo do mês de outubro. A eleição mais disputada e polarizada de todos os tempos terminou com a vitória do candidato do PT, Luíz Inácio Lula da Silva, com 50,9% dos votos, enquanto o atual presidente, Jair Bolsonaro, com 49,1%. Este resultado decretou a vitória de Lula, numericamente, com a maior votação desde a redemocratização, com 60.345.999 votos.

E escancara um país completamente dividido politicamente. Foi a primeira vez em que um candidato foi eleito pela terceira vez à presidência da República na história, a primeira em que um presidente não consegue a reeleição, além da quinta eleição vencida pelo PT para comandar o Brasil.

Fonte: globo.com

O petista chegou ao segundo turno como o favorito a assumir o Executivo, após vencer o primeiro turno. Mais apertada do que as pesquisas previam, a diferença entre os dois candidatos foi a menor entre todas as corridas presidenciais da nossa história e manteve a escrita de que nunca um candidato que chegou ao segundo turno na segunda posição, conseguiu reverter o resultado. Apesar de levantar certa apreensão devido à Bolsonaro se manter em silêncio desde a formalização de sua derrota nas urnas (até o momento desta edição 17h50 de 31.10.2022), aliados do presidente, como a senadora Damares Alves (Republicanos), o senador Sérgio Moro (União Brasil), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o governador de MG Romeu Zema (Novo), já se manifestaram reconhecendo a vitória de Lula, reduzindo o temor de uma contestação dos resultados. O que se viu, no entanto, foram bloqueios nas estradas no Brasil realizados por caminhoneiros bolsonaristas contrários ao resultado das urnas.

Ao analisar a votação nos estados, num comparativo entre o segundo turno de 2018 e de 2022, os estados nordestinos se mantiveram como as principais forças do PT e as maiores vantagens sobre Bolsonaro. Também na comparação entre as duas últimas campanhas, Jair Bolsonaro perdeu força em alguns estados importantes, como Minas Gerais, onde, em 2022, Lula também venceu. A região em questão tem uma importância histórica, já que é o segundo maior colégio eleitoral e nunca um candidato que perdeu no estado ganhou as eleições. Neste ano, não foi diferente. Já no maior colégio eleitoral do Brasil, o estado de São Paulo, Bolsonaro, apesar de vencer, teve um desempenho pior que na eleição anterior, um reflexo da perda de popularidade do atual presidente.

Mercado

O que se viu na abertura dos mercados passou a impressão de que muito desse cenário já havia sido precificado. Do ponto de vista da Bolsa de Valores, os ajustes estão mais ligados às empresas que são mais influenciadas pelo governo Lula, como as estatais. 

As votações e as novas composições da Câmara dos Deputados e do Senado Federal trouxeram tranquilidade ao blindar o país em eventuais aventuras mais populistas de um governo da esquerda, que precisará fazer um aceno maior para o centrão e trabalhar com uma agenda mais ortodoxa, com mais dificuldade para aprovar projetos que deseja.

O Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, conta com uma bancada ampla na Câmara dos Deputados e no Senado. Dos 27 senadores eleitos, 14 pertencem a partidos pró-Bolsonaro, 8 pró-Lula e 5 independentes. A eleição elegeu vários nomes do centro-direita e extrema-direita, como Hamilton Mourão (senador pelo Rio Grande do Sul), Damares Alves (senadora pelo Distrito Federal), Marcos Pontes (senador por São Paulo) e Tereza Cristina (senadora pelo Mato Grosso do Sul). Na Câmara, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles vitoriosos em São Paulo, são alguns dos nomes que farão oposição ao governo Lula.

Neste sentido, é importante ficar atento a como será tratada a questão do orçamento secreto, pois estará muito relacionada com a governabilidade do próximo presidente. Em seu discurso após a vitória, Lula fez algumas sinalizações ao dizer que irá governar para todos, e não somente para aqueles que votaram nele.

Com o próximo presidente definido, questões como o valor do Auxílio Brasil, a desoneração dos combustíveis e as indicações de diretoria do Banco Central são algumas das questões relevantes a serem solucionadas. A transição traz um cuidado maior ao mercado, que ficará de olho em qual será a composição da equipe econômica de Lula.

Governadores

O último domingo também definiu as eleições para governadores. 15 estados já haviam definido seus representantes em primeiro turno, mas outros 12 foram encaminhados para o segundo turno. Confira como ficou cada região:

Eleitos em primeiro turno:

Acre – Gladson Cameli (PP) – 56,75%

Roraima – Antônio Denarium (PP) – 56,47%

Amapá – Clécio (SD) – 53,69%

Pará – Hélder (MDB) – 70,41%

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – 68,45%

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – 51,29%

Tocantins – Wanderlei Barbosa (REP) – 58,14%

Goiás – Ronaldo Caiado (União) – 51,81%

Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB) – 50,30%

Piauí – Rafael Fonteles (PT) – 57,17%

Ceará – Elmano De Freitas (PT) – 54,02%

Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – 58,31%

Minas Gerais – Romeu Zema (Novo) – 56,18%

Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL) – 58,67%

Paraná – Carlos Massa Junior (PSD) – 69,64%

Eleitos em segundo turno:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB) – 52,33% 

Amazonas – Wilson Lima (União) – 56,65%

Bahia – Jerônimo (PT) – 52,79%

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) – 53,80%

Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PSDB) – 56,90%

Paraíba – João Azevêdo (PSB) – 52,51%

Pernambuco – Raquel Lyra (PSDB) – 58,70%

Rio Grande do Sul – Eduardo Leite (PSDB) – 57,12%

Rondônia – Coronel Marcos Rocha (União) – 52,59%

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL) – 70,69%

São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 55,27%

Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD) – 51,70%

Ouça o call estratégico de nosso CIO, Eduardo Castro, e nossa equipe de gestão sobre o resultado das eleições.

No terceiro mandato do petista há alguns pontos importantes que devemos esperar, como mais gastos públicos, Reforma Tributária, a realocação do Brasil na política internacional – Lula é mais bem-visto no exterior do que Bolsonaro – e maior intervenção em setores regulados. Ainda sem a definição de quem serão seus ministros, principalmente no caso da Economia, essa questão será monitorada de perto por agentes econômicos, assim como alguma sinalização quanto à responsabilidade fiscal, já que ele afirmou ser contra o teto de gastos.

O mercado em sua abertura sinalizou uma relativa calma. Olhando para frente, muitos pontos que estão em questionamento também seriam discutidos independentemente de quem fosse o vencedor, como, por exemplo, as eleições para presidentes da Câmara e do Senado. Portanto, trabalhamos com um cenário relativamente positivo do ponto de vista econômico. No campo doméstico, a nossa análise é de estabilidade e de manutenção de posições, ressaltando que não deixamos de olhar o internacional, o qual estamos gradualmente começando a ficar mais otimistas, como parte muito importante das nossas decisões.

De forma geral, as carteiras estão preparadas para se manterem conservadoras, em caso de deterioração do cenário interno e externo, ou aumentar os riscos, se tivermos sinalizações positivas lá de fora e no Brasil. E sempre ter em mente a importância do planejamento de longo prazo, apesar das notícias e ações de impacto no dia a dia.

Leia outros conteúdos da nossa newsletter:

Guerras: Rússia x Ucrânia, mundo vs inflação.

Inflação ou Deflação?

Investimentos Internacionais: é o momento certo para investir lá fora?

#Portofinonamidia

Eventos Portofino Multi Family Office

Linhas Globais: Movimentos para 2023

Investimentos Internacionais: é o momento certo para investir lá fora?

por danielbarbuglio | 31 out 2022 | Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Com a definição das eleições aqui no Brasil e a baixa dos mercados no cenário externo, abre-se uma nova janela de oportunidade para a construção ou revisão da sua estratégia, visando os mercados de investimentos internacionais.

Dado isso, separamos 7 motivos para apoiá-lo nesta reflexão sobre internacionalizar parte do seu patrimônio:

  1. Alinhamento:
    Antes de tudo, é importante você saber que nosso objetivo não é convencê-lo a investir internacionalmente sem antes entendermos os seus objetivos ou realizarmos uma avaliação, revisão do seu perfil e horizonte de investimentos.
  2. Diversificação internacional e proteção do patrimônio com a dolarização:
    Aplicar seus recursos em investimentos internacionais é uma ótima maneira de diversificar seus ativos e possivelmente obter um retorno ainda maior com aplicações financeiras e ganhos excedentes com o câmbio. Afinal, os ganhos são em dólar, uma das moedas mais fortes do mundo. Além de proteger parte do seu patrimônio em economias mais resilientes, ou seja, menos sensíveis que a brasileira.
  3. Mercados maduros e economias fortes:
    O mercado brasileiro representa aproximadamente apenas 3% dos mercados financeiros globais, ou seja, outros 97% em oportunidades lá fora estão disponíveis para você. Ao investir de maneira internacional, você acessa mercados mais maduros que o brasileiro, outros mercados emergentes e também ações e índices compostos por grandes empresas (gigantes multinacionais) dos mais diversos setores como tecnologia, healthcare, consumo, bancário, entre outros. Enquanto no mercado brasileiro é possível investir em ações de apenas 400 empresas, nos Estados Unidos esse número ultrapassa 6 mil.
  4. Acesso aos melhores ativos:
    Nossa rede de relacionamentos alcança diversos parceiros também no exterior. Seja com os mais qualificados gestores de fundos, assets e grandes custodiantes, iremos estruturar a sua carteira com o que existe de melhor em ativos e oportunidades na Ásia, América, Europa, Oriente médio, no mundo todo. Lembre-se que, somos independentes, agnósticos na seleção de ativos e totalmente dedicados a você.
  5. Proteja-se de possíveis reveses na economia local:
    As incertezas político-econômicas do nosso país tornam esse risco ainda maior e a alternativa de enviar recursos para fora é um meio de descorrelacionar os seus recursos financeiros do que acontece aqui no Brasil.
  6. Investir no exterior não é crime.
    Devido à presença constante da palavra “offshore” na mídia, como protagonista em notícias sobre ocultação de patrimônios provenientes de ações criminosas, muita gente acabou criando uma visão negativa sobre investir no exterior. O que é um mito. Aqui na Portofino Multi Family Office você investirá dentro dos mais altos padrões, considerando as premissas regulatórias nacionais e internacionais, além de um trabalho de wealth planning para apoiá-lo na performance fiscal, tributária e até sucessória dos seus investimentos lá fora.
  7. Experiência e estrutura:
    Adriano Cantreva, sócio Portofino, nasceu no Brasil, mas, já viveu muito mais tempo no exterior, onde dirigiu empresas como JP Morgan, XP Inc. e Itaú. Por isso, conhece como ninguém os mercados financeiros globais e seus atalhos. Além de toda experiência, você contará com total suporte estratégico, relatórios unificados com as suas posições locais e internacionais bilingue, acesso a plataformas com os menores custos transacionais.

Vamos agendar uma conversa e revisar o seu planejamento?
Fale com o seu executivo de relacionamento ou entre em contato com a gente.

Leia outros conteúdos da nossa newsletter:

Guerras: Rússia x Ucrânia, mundo vs inflação.

Macroview – Resultado das Eleições Presidenciais no Brasil.

Inflação ou Deflação?

#Portofinonamidia

Eventos Portofino Multi Family Office

IPO Porsche

IPO Porsche

por danielbarbuglio | 30 set 2022 | Análise de Mercado, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de Leitura: 3 mins

A Oferta Pública Inicial (IPO) da Porsche foi lançada ontem (29.09.22) na Alemanha e, de acordo com o jornal The New York Times, está começando bem.
O IPO atingiu a Bolsa de Valores alemã e se tornou o maior da Europa em mais de uma década.

No lançamento, a Porsche AG teve uma valorização de US$ 72 milhões (R$ 388,8 milhões em conversão direta). A Reuters relata que as ações subiram durante o dia, atingindo um pico de US$ 84,85 antes de se estabelecerem a US$ 80,74. A venda das ações avaliou a montadora em 75 € bilhões. Quatro grandes investidores responderam por 40% da oferta, com 25% indo para as famílias Porsche e Piech. Não há nenhuma menção de quantas ações foram ofertadas no total; alguns veículos chegaram a cogitar que 911 milhões de ações poderiam compor a IPO, uma clara referência ao carro mais famoso da Porsche, o modelo 911.

Icônico modelo 911 da Porsche

A Porsche acelerou firme e cravou o maior IPO na Europa desde a suíça Glencore PLC – que levantou quase US$ 10 bilhões em 2011. O IPO da fabricante veio no momento em que o mercado europeu está muito estressado. Muitas empresas puxaram o freio de mão ao realizar novas ofertas em meio às incertezas que pairam sobre a economia europeia, com a guerra no leste do continente, a crise energética, inflação recorde e aumento da taxa de juros. Esse conjunto de fatores tem colocado muita pressão e elevado o receio de uma recessão no velho continente.

A Porsche, contudo, parece estar no caminho oposto dos dados negativos e do pessimismo que toma conta dos mercados. Em 2021, a fabricante bateu recordes com mais de 300 mil unidades vendidas e viu o crescimento na procura dos seus modelos 100% elétricos. E não parou por aí. Em 2022, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, a marca superou os resultados, com lucro operacional de 3,48 €  bilhões e aumento no retorno sobre as vendas de 16,9% para 19,4%. O objetivo é investir o valor arrecadado para potencializar o desenvolvimento de seus carros elétricos e, consequentemente, rivalizar esse mercado com a Tesla.

Uma das marcas mais icônicas do mundo e objeto de desejo de muitas pessoas, a Volkswagen aproveitou esses argumentos para convencer potenciais investidores. O IPO da fabricante de carros vem em um momento bastante delicado da economia global. Motivada pelos números que apresentou no último ano, em plena recuperação de pandemia, e aos divulgados nos primeiros seis meses do ano, mesmo em um momento adversário, a Porsche mostra que confia na potência do seu motor.

Mais…

Um overview dos mercados, por nosso time de Gestão

Encontro com Lula e empresários em São Paulo

Nova área de Fusões e Aquisições Portofino MFO

Portofino MFO na mídia – as principais matérias com os nossos especialistas

« Entradas Antigas
Próximas Entradas »

Posts recentes

  • A sua próxima taça de vinho pode vir do fundo do mar
  • CEO Conference 2026 | BTG Pactual – Dia 2
  • CEO Conference 2026 | BTG Pactual – Dia 1
  • Nova proposta de Imposto sobre Grandes Fortunas
  • A Groenlândia no centro da crise geopolítica. Os EUA arriscam as relações pela a ilha

11 2592 4484

info@pmfo.com.br

INFORMAÇÕES REGULATÓRIAS E POLÍTICAS DE OPERAÇÃO.

CANAL DE DENÚNCIAS

CANAL DPO

DISCLAIMER

  • Investimentos
  • Investimentos Internacionais
  • Wealth Planning
  • Real Estate
  • Fusões e Aquisições
  • Esportes, Artes e Entretenimento
  • Nossos escritórios
  • Portofino On
  • Imprensa
  • Trabalhe conosco
  • Contatos
  • Seguir
  • Seguir
  • Seguir