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Causa e Efeito | 29.10.2021

Causa e Efeito | 29.10.2021

por danielbarbuglio | 29 out 2021 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

(Tempo de Leitura: 5 min)

Família Portofino,

É difícil esconder a frustração com a piora recente dos mercados brasileiros. Em um momento que observamos o mundo se recuperando do impacto da pandemia na economia mundial, o Brasil destoa e não se permite surfar essa onda, única e exclusivamente devido às escolhas equivocadas da nossa classe política. A discussão entre os analistas já flerta com comparações aos piores momentos do governo Dilma Rousseff.

Avaliamos como sendo precipitadas algumas comparações, entretanto parecem inequívocas algumas semelhanças. Avançamos em reformas estruturantes. Há de se reconhecer que a Reforma da Previdência aprovada neste governo foi ainda mais agressiva que a anteriormente tentada pelo governo Temer. Projeta-se uma economia de mais de R$ trilhão em 10 anos. Aquém do que se pretendia, é verdade, há avanços nos processos de privatização da Eletrobras e a dos Correios, ainda em um estágio inicial.

Temos também um cenário externo mais benigno favorecendo nossas contas externas com aumento da nossa exportação de commodities tanto no “quantum” como no preço. A alavancagem do setor público e privado é menor e o balanço das empresas e das famílias encontram-se mais saudáveis. Semelhanças? A potencial desancoragem inflacionária e fiscal.

Temos constantemente questionado o quanto desse cenário ainda incerto já foi incorporado nos preços dos ativos. Particularmente na Bolsa, permanecemos mais cautelosos dado que continua complicado prever o impacto dos juros mais altos e da piora das condições financeiras de forma geral sobre o crescimento econômico e sobre o resultado das empresas. Mantemos nosso posicionamento mais cauteloso com uma carteira de renda variável bem mais defensiva quando comparada ao início do ano. Relembrando que aumentamos nossa exposição em bolsas internacionais, Estados Unidos e China principalmente, zeramos posicionamentos direcionais em índices de bolsas locais, Ibovespa e “Small Caps”, e privilegiamos a alocação em gestores de fundos “long biased”. Esses gestores mantêm estruturalmente maior exposição em caixa além de trabalharem com parte dos seus portfólios vendida.

Na renda fixa pós-fixada, mantemos nossa saga em procurar bons créditos privados indexados em CDI + taxa, mas reconhecemos a dificuldade de escalar essa estratégia sem termos que renunciar a retorno ou elevar imprudentemente o risco de crédito. A própria disfuncionalidade do mercado de juros observada recentemente e o receio quanto à materialização de um cenário de estagflação pouco contribuem para que boas empresas acessem o mercado de capitais nesse momento. Como alternativa, temos aumentado nossas alocações em fundos de crédito estruturado que, a despeito do cenário, mantêm suas carteiras com posições bem equilibradas do ponto de vista do risco e retorno. Isso também vale para os ativos indexados em IPCA + taxa.

A novidade está na nossa decisão de iniciar gradativamente um aumento do risco das nossas carteiras em ativos prefixados. Quando analisamos nossa curva futura de taxa de juros já podemos verificar a precificação de aumentos da Selic em adicionais 6%. Confirmada a projeção do mercado, o ciclo de juros só seria interrompido pelo Banco Central por volta de 13,75%. Parece exagerado visto que comungamos com a visão de parte dos analistas que julgam ser suficiente a elevação da Selic para 12% de modo a estabilizar as expectativas da inflação. Esse prêmio adicional de 1,75% aguenta certo desaforo e nos deixa relativamente mais otimistas com a posição. Podemos verificar também poucos fundos multimercados posicionados acreditando na continuidade da abertura da curva corroborado pelo anúncio do Tesouro Nacional de que, em coordenação com o Banco Central, atuará na compra de títulos do mercado caso avalie ser necessário. A assimetria de preços nos parece favorável.

Implementaremos essa estratégia de forma paulatina até porque ainda existem incertezas a serem monitoradas. A votação da PEC dos Precatórios foi mais uma vez adiada para a quarta-feira da próxima semana e sua aprovação se faz necessária para garantir a limitação dos gastos com verbas adicionais para emendas dos parlamentares e com o novo Bolsa Família limitados a cerca de R$ 100 bilhões. A desistência desse caminho poderá suscitar volatilidade adicional nos mercados o que justifica nossa prudência na implementação da estratégia. Do ponto de vista dos ativos, daremos preferência aos ativos isentos de imposto de renda emitidos pelos grandes bancos de modo a adicionar uma proteção extra, contra eventuais pioras do mercado.

Como sempre diz um grande amigo do mercado — “Esse é o nosso Brasil, às vezes enverga, mas não quebra!”. Mesmo com todas as incertezas geradas pela decisão de se flertar com a imprudência nos gastos públicos e macular o guardião do arcabouço fiscal, o teto de gastos, não aventamos a possibilidade de mudança estrutural do regime ou de um estado de dominância fiscal.

Aproveitem o feriado com suas famílias. Descansem, porque semana que vem tem mais!

Edu Castro
Chief Investment Office
Portofino Multi Family Office

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Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.

”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

#Portofinonamídia | Inauguração Recife

por danielbarbuglio | 27 out 2021 | Multi Family Office, Análise de Mercado, Family Office, Mídia, Portofino pelo Mundo, Wealth management

Hoje inauguramos nosso escritório em Recife e queremos agradecer à todos os profissionais e veículos de imprensa que nos ajudaram a contar para bastante gente este momento especial.

 

BAHIA ECONOMICA
https://bahiaeconomica.com.br/wp/2021/10/22/recife-recebe-o-mais-novo-escritorio-da-portofino-multi-family-office/

O ESTADO DE SÃO PAULO / BROADCAST / AGÊNCIA ESTADO
https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/portofino-family-office-chega-ao-recife-e-aos-r-10-bi-em-ativos-sob-gestao/


MOVIMENTO ECONÔMICO (PE)
https://movimentoeconomico.com.br/financas/2021/10/26/portofino-inaugura-filial-no-recife-com-r-500-milhoes-sob-gestao-local/

FOLHA DE PERNAMBUCO
https://www.folhape.com.br/colunistas/folha-financas/recife-recebe-novo-escritorio-da-portofino-multi-family-office/27749/

 

 

 

Causa e Efeito | 22.10.2021

Causa e Efeito | 22.10.2021

por danielbarbuglio | 22 out 2021 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de leitura: 3 mins.

Família Portofino,

Mais um dia tenso e de extrema volatilidade nos mercados. Confesso que o fechamento me deixou um pouco mais tranquilo. O drible dado pelo governo à regra do teto deixou os mercados completamente disfuncionais nos últimos dias, hoje em especial. O anúncio da permanência do ministro Paulo Guedes na pasta da economia e as palavras de suporte vindas do presidente Jair Bolsonaro foram o gatilho para um importante ajuste dos preços dos ativos brasileiros ao longo da tarde.

A despeito da insistência na retórica de manutenção do arcabouço fiscal e respeito ao teto, a verdade é que a estratégia escolhida para acomodar o novo Bolsa Família no orçamento quebrou a confiança dos agentes. Temos um novo normal fiscal, entramos em um regime diferente. Este novo regime fragiliza o controle dos gastos dado que se perdeu a antiga âncora fiscal. Novo regime, novo cenário, novos preços. Pode soar prematuro, mas é razoável afirmar que já contratamos um ambiente de inflação ainda mais pressionada, juros estruturalmente mais altos, crescimento ainda menor para o próximo ano e câmbio mais depreciado.

Ao longo da semana que vem, começaremos a conviver com as reais consequências da decisão tomada pelo governo. O Comitê de Política Monetária – COPOM – se reúne na próxima quinta-feira para deliberar sobre a nova taxa SELIC. Até antes de toda essa crise, nosso banco central vinha sendo vocal quanto a sua estratégia de gradualismo na estratégia de condução da política monetária. O plano de voo sempre foi aplicar passos de aumento de 1%, enquanto monitorava a manutenção da ancoragem das projeções de inflação, principalmente para um horizonte de 12 a 18 meses à frente. Plano esse sempre condicionado à manutenção da austeridade nos gastos públicos.

Hoje a curva de juros futuros, considerando a melhora após o anúncio de permanência do ministro, precifica a 1,5% e é altamente provável que o  Banco Central ratifique as expectativas do mercado. Os economistas começam a revisar suas projeções e tudo indica que migrem para um final de ciclo por volta de 11% ou um pouco mais. Selic de dois dígitos, observada pela última vez no primeiro semestre de 2017. O custo econômico da decisão tomada de forma atabalhoada deverá ser bastante superior aos R$ 80 bilhões pretendidos pelos congressistas. Somente o aumento do serviço da dívida pública com o pagamento de juros maiores e menor arrecadação em função da retração da atividade superarão este montante.

Quanto ao custo político para o presidente da república, difícil de se traduzir em números, porém certamente será relevante. A conferir.

Bom fim de semana a todos.

Depois desses últimos dias, todos merecemos!

Edu Castro
Chief Investment Office
Portofino Multi Family Office

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Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.

”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Ação e Reação | 21.10.2021

Ação e Reação | 21.10.2021

por danielbarbuglio | 21 out 2021 | Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Ação e Reação

Tempo de Leitura: 4 minutos.

Família Portofino,

No Brasil, não se morre de tédio… A grande verdade é que ninguém imaginava que o governo, na intenção de equacionar o orçamento para se fazer caber o pagamento dos precatórios e o aumento do novo Bolsa Família, faria a opção por não respeitar a restrição imposta pelo teto dos gastos. Erramos todos.

O agravante é que além de não se saber exatamente o montante total, o mercado se viu surpreendido pelo anúncio de novas benesses. Adicional de R$ 30 bi, R$ 50 ou R$ 80 bi, não se sabe ao certo. O que se sabe é que a percepção de austeridade fiscal assegurada pelo instrumento do teto foi maculada apesar toda a ginástica retórica por parte do governo em negar o fato.

A sensação é de porteira aberta. Agora, R$ 400 reais por famílias, ventilou-se R$ 500. R$ 400 para 750.000 caminhoneiros autônomos. O que poderia vir, além disso é a pergunta que o mercado se faz. E os preços refletem as surpresas negativas e incertezas.

No meio do calor do fato, não devemos optar pela decisão mais fácil e potencialmente errada de sair vendendo tudo e reduzindo riscos. Isso não quer dizer que não devamos reavaliar o cenário e ajustar nossas expectativas para um novo ambiente onde, na melhor das hipóteses, a probabilidade de uma desancoragem fiscal aumentou.

É uma análise complexa, o que pede serenidade, mais técnica e menos estômago. Nos juros, o dia foi de zeragem compulsória (stop loss) por parte de alguns fundos. Por outro lado, tivemos sinais de estrangeiros voltando a comprar títulos do Tesouro prefixados aproveitando os níveis estressados das taxas, o que isoladamente é uma boa notícia. Perdemos todos a referência para até onde o Banco Central deverá levar a SELIC, confirmada a perda da âncora fiscal, mas tudo parece precificado para o pior.

Na linha das falsas obviedades, vender ações em situações de completo descontrole de gastos públicos, no longo prazo, nem sempre é a melhor opção. Importante dizer que ainda estamos muito distantes disso, a foto do nosso fiscal ainda é muito boa. Somente como exercício, em crises fiscais severas, ações no portfólio passam a ter características de ativo real com proteção adicional à inflação. Em outras palavras, melhor ser sócio de empresas líderes em seus setores de atuação, que você confia no management, com negócios diversificados geograficamente e descorrelacionados da economia local do que eventualmente emprestar dinheiro ao Tesouro. Reforço mais uma vez, ainda estamos muito distantes de um cenário de risco de solvência da dívida pública, mas não vamos negligenciar o fato de que, na margem, esse risco aumentou.

Lembramos também que já havíamos reduzido o risco da exposição em renda variável das nossas carteiras aumentando exposição no exterior e concentrando a parte local em estratégia “long biased”, portanto mais defensivas. Isso também não quer dizer que, com as novidades do cenário, não consideremos, por exemplo, intensificar nossa exposição no S&P500. Os resultados das empresas americanas, a despeito de todas as recentes preocupações com o aumento da inflação, continuam a surpreender positivamente.

Todos os mercados domésticos — juros, câmbio e bolsa — fecharam melhores do que seus piores momentos no dia. No linguajar do mercado, muitas posições trocaram de mão, o que minimiza a potencial continuidade de vendas forçadas. Falamos com vários dos nossos gestores e muitos já se encontravam com menor exposição a Brasil de forma geral, outros potencialmente se beneficiarão da recente volatilidade.

Estamos debruçados sobre as novas informações, reavaliando riscos, mas também oportunidades. Continuaremos dia e noite cumprindo nosso dever fiduciário de zelar pelo patrimônio das nossas famílias, sempre fiéis às nossas convicções.

Segue o jogo. Amanhã tem mais.

Edu Castro
Chief Investment Office
Portofino Multi Family Office

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.
”Ação e Reação” é um conteúdo pontual e exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre os momentos mais sensíveis do mercado, no dia de hoje.

Carta #108: Strangers

Carta #108: Strangers

por danielbarbuglio | 13 out 2021 | Análise de Mercado, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Quem diria que chineses também tem feriados prolongados? O calendário da “Golden Week” por lá começou na segunda, com uma boa dose de delirium tremens em terras tupiniquins, por conta da síndrome de separação experimentada por desesperados usuários, de um Whatsapp inoperante.

4 Meses}
Reconheço que ando me repetindo. Mas, o faço na esperança de provocar uma reflexão útil. Relembremos as narrativas que dominaram o último quadrimestre, de Junho à Setembro. O final de junho foi atrapalhado pelo balde de água fria que representou a versão inicial da proposta de reforma tributária. Já julho padeceu de ruídos em torno do parcelamento de precatórios, votação eletrônica, e bolsa família. Em agosto, foi a divulgação da proposta de orçamento do governo para 2022, que pareceu ter azedado o finalzinho do mês. Agora em Setembro, somos surpreendidos com o susto da chinesa Evergrande, e até com uma crise energética mundial (quem diria? não estamos sozinhos!) que parecia não estar no radar de ninguém. Já como humanidade, parece que aprendemos à conviver com o desenrolar da crise Covid, ao mesmo tempo que cicatrizamos das feridas por ela causadas. Meu ponto? Me parece haver um certo mau humor desmesurado, quase um catastrofismo, que tomou conta do noticiário, e foi amplamente abraçado pelo mercado financeiro. Não quero parecer sofrer de um caso agudo de Polianismo, mas, neste curto prazo, parece haver muito ruído e pouco sinal nestes desenvolvimentos.

Conflito de Interesses
IA crise política “da semana” esteve centrada em torno dos investimentos no exterior do nosso ministro Guedes, em particular através de uma companhia de investimentos offshore. Já temos combinado aqui entre a gente, que investir além de nossas fronteiras é algo que proponho faça parte das considerações de todas nossas famílias, em proporções a serem ajustadas conforme o caso. Está posto também que o câmbio provavelmente não apresenta um momento propício para realizar grandes movimentos. No entanto, meu ponto aqui é outro. Offshores são veículos absolutamente legais, cuja declaração no IRPJ segue regras bem definidas. A crítica da mídia centrou-se num potencial conflito de interesses do nosso chefe das finanças, ao considerar o impacto de decisões econômicas em suas finanças pessoais. A chamada “teoria do agente-principal”, ou, em inglês, “agency dilemma” cobre justamente este tipo de situação onde uma pessoa (o agente) tem capacidade de tomar decisões ou executar ações que impactem à outro (o principal), e pode se ver tentado a agir em seu próprio benefício e interesse, que pode ser contrário ao do principal. Na literatura, este tipo de problema é amplamente estudado por pensadores como Danny Kahneman, e provocadores como Nassim Taleb. Independentemente da situação específica do ministro, este “conflito de agência” é presente em uma séria facetas do nosso dia a dia, e é exacerbado sempre que há uma grande assimetria informacional entre as duas partes.

Conflito de Interesses II
Me explico. Se você, como eu, adora carros antigos – sim, aqueles dotados daquele esquisito terceiro pedal, e que teimam em pingar óleo – então é forçado à frequentar oficinas mecânicas. E, à menos que você seja um entusiasta do assunto, há uma assimetria informacional enorme entre você e o mecânico. Ou seja, é muito difícil questionar um diagnóstico, ou mesmo validar o escopo de um dado serviço de reparo. Para piorar a situação, as decisões tomadas pelo agente (neste caso, o mecânico) tem impacto financeiro direto sobre o principal (o dono do veículo), já que cada peça trocada, ou cada serviço executado, é adicionado à conta final. Terreno fértil para oficinas inescrupulosas, e motivo, penso eu, que tantos de nós optamos por trocar carros assim que a garantia expira, ou mesmo partir para os sistemas de assinatura que andam se popularizando.

Conflito de Interesses III
Bem, este introito demorado me permite chegar no ponto que buscava. Serviços financeiros claramente oferecem inúmeras armadilhas no sentido de conflito de interesses. Os antigos já sabiam disso, e a frase em latim “caveat emptor” (ou “comprador, (tome) cuidado”) expressa justamente o cuidado que consumidores (investidores, neste caso) precisam exercer. Modernidades como a internet, assim como pressão regulatória, acabaram por jogar muita luz no assunto, e buscam trazer transparência e acesso rápido à informação sobre o mercado. Mas, o “senhor mercado” infelizmente teima em reagir com crescente complexidade, tecnicalidades, e jargão próprio. Penso que um dos maiores conflitos de interesse do mercado é o recebimento, de forma não divulgada ou não transparente, de benefícios, vantagens e comissões pela venda de produtos – fazendo com que o investidor eternamente se pergunte à qual interesse aquela sugestão de alocação realmente atenderia. Conflitos de interesse infelizmente são da natureza humana. Lhes deixo com minha recomendação de que sempre cobrem de seus assessores, consultores e gestores total transparência na forma como são remunerados, e um alinhamento de interesses que só é possível por aqueles que priorizam elevados padrões de conduta, como a adesão ao dever fiduciário. Para os que ainda não são nossos clientes, fica o convite para vir conhecer a tranquilidade e os resultados que uma relação transparente oferece.



Concluo esta carta mais curtinha – afinal, é sexta-feira véspera de feriado! – com uma recomendação de uma excelente série na Amazon Prime. “Nine Perfect Strangers”, traduzido como “Nove Desconhecidos”, é tanto estrelado como co-produzido pela minha diva Nicole Kidman. Os que me acompanham desde o final do ano passado se lembrarão da minha recomendação pela série da HBO “The Undoing”, na carta #64, com a mesma multitalentosa Nicole. As duas séries compartilham a curta duração, 8 episódios no caso dos 9 desconhecidos, que encaixa bem com minha auto-promessa de não enveredar por séries que me levarão anos para assistir. A trama é baseada no romance homônimo da australiana Liane Moriarty, e gira em torno do retiro espiritual proporcionado pela “Tranquilium House” – que de tranquila pouca coisa tem. Em outras notícias, aproveito para lembrar que a famosa série “Billions” voltou à filmar e lançar novos episódios, depois de ter sido interrompida no meio da quinta temporada por conta da Covid. Prometo que você vai tomar um susto ao ver o novo visual do Chuck. Já Axe permanece o vilão adorável de sempre.

Esta carta semanal tem o objetivo de fazer um apanhado breve e bem-humorado das notícias do mercado financeiro, com foco nos temas de gestão de riqueza e planejamento financeiro. O texto não constitui nenhuma oferta de produto financeiro, ou recomendação de investimento. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem o posicionamento oficial da Portofino Multi Family Office.

Pedro Saboia é sócio da Portofino Multi-Family Office, investidor profissional, CEA (Certificação de Especialistas em Investimentos ANBIMA) e Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela CVM, conforme instrução 592. A Portofino cuida das pessoas para que alcancem um futuro financeiro equilibrado – com ética, transparência e responsabilidade. Quer conhecer mais? Agende uma conversa.

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