Vocês estão gostando das cartas semanais? Por favor, nos enviem opiniões nos comentários ao final da página.
Temos sido repetitivos no alerta para a importância da aprovação da PEC dos Precatórios. Temos reforçado que uma solução, mesmo que ruim, que equacione o aumento dos gastos com o novo benefício social e parcelamento do pagamento dos precatórios em 2022, será infinitamente melhor que a completa indefinição. Para que o mercado passe a operar mais pautado aos fundamentos de fato, é absolutamente necessário virarmos essa página.
Já era sabido que a tramitação no Senado imporia uma negociação mais complexa. A semana terminou com algum avanço nas discussões e parece surgir um caminho de consenso entre as duas casas. Entretanto, esse avanço marginal não foi suficiente para reverter por completo a piora dos ativos domésticos. Pesam sobre os preços, principalmente da bolsa, a constatação da já presente desaceleração atividade. Observa-se a redução da produção industrial e, mais recentemente, temos evidências de redução da demanda por bens, o que corrobora com a queda de vendas no varejo constatada em agosto e setembro.
E por falar em varejo, a divulgação dos resultados das empresas do Bovespa continuou nessa semana e esse setor em particular parece já estar sendo impactado pelas condições financeiras mais apertadas da economia. Inflação mais alta e projeção de Selic ainda mais elevadas parecem pressionar o consumo. Isso reforça ainda mais a importância da responsabilidade fiscal. O banco central precisa da ajuda do governo na busca de uma solução rápida e minimamente aceitável para a crise de confiança gerada pela decisão de se desrespeitar o teto de gastos. Pisar no acelerador dos gastos implica em forçar a autoridade monetária a pisar ainda mais forte no freio, subindo os juros mais do que seria necessário, caso os gastos futuros permaneçam contidos.
Além de continuarmos a acompanhar de perto as discussões para a aprovação da PEC, na próxima semana teremos a divulgação de dados econômicos domésticos relevantes. Teremos ainda mais subsídios para avaliar o impacto na economia dessa crise recente. Devemos continuar a observar piora nas projeções de crescimento e inflação para 2022 na divulgação do Relatório Focus do Banco Central. Confiança do consumidor, contas externas e principalmente o IPCA-15 fecham a lista.
Não alteramos nossa estratégia. Permanecemos mais defensivos em nossa posição de renda variável e mais construtivos com posições prefixadas implementadas através de ativos isentos de imposto de renda. A volatilidade deverá se manter elevada, mas estamos certos que a promulgação da PEC dos Precatórios será suficiente para reduzir pelo menos parte do prêmio de risco exigido pelo mercado nos ativos brasileiros. E que viremos essa página logo.
Aproveitem o seu fim de semana!
Edu Castro Chief Investment Office Portofino Multi Family Office
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Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.
”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.
Procurando entender mais sobre o asset allocation e suas vantagens? Está no lugar certo.
De modo geral, quem busca por melhores resultados ao fazer aplicações financeiras sabe que quanto maior o risco, maiores as chances de uma boa rentabilidade.
No entanto, dependendo do perfil do investidor e experiência no mercado financeiro, montar um portfólio apenas com ativos de renda variável pode não ser a opção ideal.
Afinal, é preciso que o processo de investimento seja consciente para que ofereça segurança e não comprometa todo o seu patrimônio.
Para equilibrar a relação risco x retorno, a alocação por classe de ativos é uma das estratégias mais utilizadas.
Se você tem dúvidas sobre como o asset allocation funciona e quer saber mais sobre suas vantagens, confira abaixo o guia completo que preparamos para você.
O conceito de Asset Allocation
O asset allocation é uma estratégia de alocação de investimentos entre ações, ativos de renda fixa e fundos de investimento.
O principal objetivo da alocação de ativos é obter o máximo de retorno enquanto os riscos são minimizados por meio da diversificação.
Apesar disso, essa estratégia não tem uma fórmula única ou oferece percentuais de aplicação pré-estabelecidos.
O primeiro passo, na verdade, deve ser sempre identificar o perfil do investidor, seu nível de exposição ao risco e objetivos.
A partir dessas informações, é possível fazer uma escolha mais adequada dos ativos que farão parte da sua carteira de investimentos.
A proporção que cada ativo terá dentro do portfólio, ou seja, a alocação de ativos, é chamada de asset mix, variando de acordo com cada indivíduo.
Por isso, se o investidor tem perfil mais arrojado, o asset mix terá peso maior em investimentos com alta volatilidade, como os de renda variável.
Já para aqueles com perfil mais conservador, a carteira seria composta, em sua maioria, de ativos de renda fixa.
Principais classes de ativos
Classe de ativos é o termo usado para se referir a um grupo de ativos identificado por uma característica comum entre eles.
No mercado financeiro brasileiro, existem diversas classes de ativos à disposição dos investidores.
Cada uma delas possui suas particularidades, oferecendo mais ou menos oportunidades de acordo com cada estratégia de investimento.
A principal classe de ativos no Brasil é a de renda fixa, que agrupa títulos com maior previsibilidade de retorno, como:
Tesouro Selic;
Tesouro IPCA;
Tesouro Prefixado.
Já a segunda mais popular são as ações, títulos de valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas que representam uma parcela do capital social de empresas.
Ao adquirir uma ação, o que você está comprando é o direito a um pedaço do negócio.
A terceira classe é a dos ativos imobiliários que, como o nome já indica, abrange os títulos e bens de natureza imobiliária.
Já a quarta é a dos ativos monetários (moedas) como: Dólar, Euro, Libra Esterlina e o Real.
Outras classes de ativos
Uma outra classe de ativos conhecida é a das commodities (ativos concretos, não papéis).
As commodities são produtos de baixo valor agregado, mas essenciais para indústrias como: agrícola, pecuária e mineral.
Por impactarem o desempenho de empresas desses mercados, eles acabam gerando efeito em outras classes de ativos, principalmente as ações.
A sexta classe de ativos é a dos derivativos, que engloba ativos derivados de outros e com desempenho atrelado ao ativo principal.
Um exemplo mais conhecido no mercado financeiro são os contratos futuros, que protegem os investidores contra imprevisto na produção de commodities.
Por que fazer asset allocation?
A principal finalidade da diversificação do portfólio por alocação de ativos é reduzir o risco das aplicações e, ao mesmo tempo, melhorar seu retorno.
Isso porque, na prática, nem todos os investimentos dentro de um portfólio terão resultados positivos ao mesmo tempo.
O que acontece normalmente é que, enquanto alguns ativos estão em alta por diversos fatores, outros estão em baixa.
Portanto, ter em uma mesma carteira de investimentos ativos não relacionados diminui as chances de todo o seu portfólio estar negativo ao mesmo tempo.
Consequentemente, sendo uma boa alternativa para se proteger contra variações, já que o prejuízo de uns ativos é compensado por outros mais seguros.
Diversificação
A diversificação é a prática de investir em diferentes ativos para minimizar seus riscos, como mostramos acima.
Quando realizada corretamente, ela faz com que seja possível limitar perdas e reduzir a variação do rendimento do seu portfólio.
No entanto, é importante ressaltar que diversificação não significa sair investindo em qualquer ativo de diferentes classes aleatoriamente.
Como regra, a estratégia do asset allocation deve ser definida de acordo com os objetivos e perfil do investidor.
Maximizar retorno e reduzir riscos
A estratégia de asset allocation tem como principal objetivo maximizar retornos e reduzir riscos.
Dependendo da estratégia, é possível incluir ativos mais arriscados, como as ações, e potencializar o resultado que seria obtido apenas com títulos da renda fixa, por exemplo.
Em contrapartida, para aqueles que dão mais importância à segurança das aplicações, os títulos de renda fixa acabam sendo maioria no portfólio.
De todo modo, uma boa alocação em diferentes classes de ativos faz com que cada investimento se equilibre.
Afinal, se um estiver em baixa, outro estará compensando a queda e mantendo a rentabilidade geral mais estável e positiva.
Outro ponto relevante é que, ao ter uma parte dos investimentos em renda física, é possível resgatar o dinheiro em caso de imprevistos sem grandes perdas.
Menor custo com taxas
Em geral, a alocação de ativos é uma estratégia voltada para o longo prazo.
Por conta disso, o número de operações acaba diminuindo em relação às alternativas mais agressivas.
No mercado financeiro, quanto mais alta a rotatividade, maiores as taxas e impostos a serem pagos ao final de cada operação.
O resultado disso para quem não é especialista é, na maioria das vezes, um forte impacto na rentabilidade final do investimento.
Sendo assim, quanto mais paciente e focado no futuro for o investidor, menor é o custo com operações e melhor o seu retorno.
Como o perfil de investidor impacta a alocação do portfólio?
Como já indicamos, o perfil dos investidores é um dos fatores mais levados em conta na hora do planejamento de um asset allocation.
Afinal de contas, é o nível de disposição a correr riscos que vai determinar o peso de ativos mais ou menos voláteis na carteira.
Confira abaixo as principais características de cada perfil de investidor:
Perfil Conservador
O perfil de investidor conservador é aquele que busca ter mais segurança em sua carteira de investimentos.
Por não ser tolerante ao risco, ele sempre busca aplicações com menos volatilidade (flutuação de cotação) e mais previsibilidade de resultados.
Além disso, o perfil conservador também dá preferência a investimentos com maior liquidez, que tornam o acesso aos recursos mais facilitado.
A consequência disso, no entanto, é que os ativos escolhidos por este perfil geralmente apresentam um menor potencial de rendimentos.
No asset allocation, o resultado disso é um portfólio diversificado entre opções de renda fixa ou com percentual mínimo de renda variável.
Perfil Moderado
O perfil de investidor moderado representa os indivíduos que têm uma razoável tolerância ao risco em busca de melhores ganhos.
É comum que investidores moderados também aceitem ativos com maior nível de volatilidade e menor liquidez.
Apesar disso, o asset allocation para o perfil moderado sempre mantém parte relevante da carteira preenchida com ativos mais seguros e estáveis.
Perfil Arrojado
O perfil de investidor arrojado é aquele que está disposto a correr altos riscos em busca de retornos financeiros mais altos.
Portanto, são pessoas que não têm problema em investir em ativos com alto nível de volatilidade e baixa liquidez.
Isso não significa que esse tipo de investidor aplica seu dinheiro de modo inconsequente, uma vez que as aplicações são realizadas estrategicamente.
O asset allocation para o perfil arrojado, ainda assim, envolve aplicações pensadas para manejar o risco total do portfólio.
Estratégias de alocação de ativos
Existem diversas formas de executar a alocação de ativos.
Cada uma delas é alinhada aos objetivos e ao perfil dos seus respectivos investidores a fim de oferecer os melhores resultados.
Uma vez que oferecem vantagens e desvantagens de acordo com cada tipo de investidor, é difícil indicar qual a melhor entre as opções existentes.
Para te ajudar a fazer uma boa escolha, explicamos abaixo como funcionam as principais estratégias de alocação de ativos. Confira!
Alocação Tática de Ativos
A alocação tática de ativos é uma forma de asset allocation que divide o patrimônio em investimentos de curto, médio e longo prazo.
Recomendada para investidores mais experientes ou que contam com auxílio de especialistas, ela se utiliza do cenário econômico na elaboração das suas estratégias.
O objetivo é permitir que investidores aproveitem novas oportunidades do mercado que possam influenciar positivamente na sua rentabilidade.
No entanto, esse modelo de alocação flexível exige um acompanhamento mais próximo ao mercado.
Assim, permitindo que a venda de ativos ou novas aplicações sejam feitas no momento certo e ofereçam o resultado esperado.
Constant Proportion Portfolio Insurance (CPPI)
A Constant Proportion Portfolio Insurance é um tipo de alocação de ativos baseado em um portfólio com valor máximo de perda aceitável.
Na prática, o investidor precisa definir, a partir do valor total do seu portfólio, qual seria o valor mínimo que ele poderia atingir em caso de prejuízo, chamado de piso.
Portanto, se o seu portfólio é de R$500 mil, mas seu piso é definido em R$480 mil, a perda máxima aceitável é de R$20 mil.
Consequentemente, a alocação em ativos de risco será feita com base nesse múltiplo.
Supondo que a possibilidade de perda dessa parcela seja de 20%, temos como resultado numérico 1 parte de 5 (⅕).
Invertendo essa fração, chega-se ao multiplicador de 5, o que faz com que o cálculo para a alocação de ativos seja:
Alocação de risco = multiplicador x perda máxima aceitável
Alocação de risco = 5 x R$20.000
Alocação de risco = R$100.000
Sendo assim, R$100 mil do patrimônio total serão investidos em ativos de risco, enquanto o restante fica alocado em ativos mais conservadores.
Se o investidor sofrer o prejuízo máximo de 20%, terá perdido apenas os R$20 mil, enquanto os R$480 mil restantes se manterão preservados.
Por ser mais complexo, o CPPI costuma ser mais arriscado, exigindo o auxílio de especialistas no mercado financeiro e em assessoria patrimonial, como a Portofino Multi Family Office.
Alocação dinâmica
A alocação dinâmica de ativos é um tipo de gestão de investimentos mais ativa, realocando as aplicações constantemente.
Os investidores que seguem essa estratégia precisam comprar e vender títulos com mais agilidade, conforme sua percepção sobre as perspectivas do mercado.
Desse modo, sendo um tipo de alocação mais centrada no curto prazo e que exige alto conhecimento do mercado financeiro e suas regras.
Ponderação constante
A alocação de ativos de ponderação constante também é um tipo de gestão ativa de carteira.
Nesse caso, entretanto, as movimentações são realizadas com o objetivo de equilibrar o portfólio de acordo com as oscilações do mercado.
Assim como o Buy and Hold, a ponderação constante indica a compra de ativos sólidos quando há percepção de potencial de crescimento no futuro.
Apesar das mudanças de alocação, a composição do portfólio se mantém similar à do início para preservar o objetivo e perfil do investidor.
Alocação estratégica
A alocação estratégica de ativos é a forma mais simples de asset allocation.
Esse tipo de análise utiliza o histórico de rentabilidade para elaborar o planejamento de carteira de investimentos.
Portanto, se um investidor tem retorno médio de 20% em renda fixa e 30% em renda variável, deve dividir igualmente seus ativos nas duas modalidades.
Assim, obtendo uma taxa média de 25% ao ano.
Por suas características, esse tipo de alocação é voltada para o longo prazo, já que não existe realocação constante de ativos.
Qual a importância da gestão profissional nos investimentos?
Neste artigo, você percebeu que contar com uma estratégia elaborada para compor sua carteira de investimentos pode oferecer diversas vantagens.
Seja qual for o seu perfil de investidor e objetivos financeiros, fazer um bom asset allocation gera maiores retornos enquanto equilibra o risco das aplicações.
Para isso, no entanto, é preciso que haja uma gestão profissional desses investimentos, principalmente no caso de grandes patrimônios.
Afinal, dependendo do tamanho do seu portfólio, um único erro na sua estratégia pode comprometer uma alta quantia financeira.
Conte com a Portofino para a gestão de seu portfólio de investimentos
A Portofino Multi Family Office é uma empresa especializada em assessoria patrimonial sob medida para pessoas, famílias e empresas com elevado patrimônio.
Com escritórios em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Nova York, temos soluções completas para gestão, proteção e ampliação do seu patrimônio.
Atualmente, são mais de R$10 bilhões em ativos sob a gestão de 45 especialistas.
Estamos comprometidos com a segurança dos seus recursos e com a pessoalidade e descrição no atendimento.
Sem dúvidas, a alocação de ativos é uma estratégia bastante eficiente para diluir riscos e aumentar a rentabilidade de investimentos.
Entretanto, para obter um melhor resultado, não deixe de levar em conta objetivos pessoais, prazo e rendimento esperado ao elaborar seu asset allocation.
Pessoas com maior poder aquisitivo normalmente têm acesso a produtos e serviços exclusivos, como o Family Office.
Esse serviço de assessoria é destinado às famílias com muitos recursos e abrange as áreas jurídica, contábil, fiscal e de investimentos.
De acordo com o relatório global World Wealth, o número de milionários no Brasil já chega perto das 200 milhões de pessoas.
Através do Family Office, é possível garantir que os bens dessas famílias sejam administrados e multiplicados com segurança.
Assim, garantindo uma boa qualidade de vida para as suas próximas gerações.
Para te ajudar a entender melhor como funciona o Family Office e quais os tipos existentes desse serviço, preparamos este guia completo. Confira abaixo!
O que é um Family Office?
O Family Office é um serviço completo de assessoria voltado para a administração dos bens de famílias com alto poder aquisitivo.
A gestão de grandes patrimônios também serve para atender famílias donas de empresas de grande porte ou multinacionais.
É válido pontuar que, apesar das semelhanças, esse tipo de assessoria patrimonial não é igual ao private banking ou wealth management.
Afinal, o private banking está relacionado a disponibilização de produtos e serviços financeiros por bancos para clientes vips.
Já o wealth management tem foco na alocação de recursos financeiros de clientes com grande riqueza.
Em contrapartida, o Family Office é uma consultoria prestada após a contratação de escritórios especializados nagestão de fortunas.
Além da gestão de investimentos, ele abrange questões como:
Acesso a serviços financeiros privados e fiduciários;
Gestão de documentos e registros;
Contabilidade (gestão de despesas e pagamento de contas);
Escolha de previdência e seguros;
Educação financeira para membros da família.
Nos escritórios de Family Office, consultores ficam responsáveis por amparar tudo o que está relacionado ao patrimônio da família.
Além disso, eles também podem auxiliar na gestão do grupo empresarial do seu cliente.
O objetivo final é contribuir para o crescimento econômico das famílias avaliando cenários, riscos e oportunidades.
Em geral, a quantia mínima de patrimônio para poder contratar os serviços de um Family Office é de R$100 milhões.
Tipos de Family Office
Existem dois tipos de Family Office disponíveis no mercado: o single-family office (próprio) e o multi-family office (terceirizado).
Para que você entenda melhor como cada um deles funciona, vamos te apresentar suas principais características.
Confira abaixo quais são os dois tipos de Family Office:
Single Family Office (SFO)
O Single Family Office é um tipo de empresa criada pela própria família para administrar e multiplicar seu patrimônio e investimentos.
O objetivo é poder contar com serviços exclusivos e personalizados que atendam a todas as necessidades dos indivíduos.
Entretanto, por precisar ser totalmente desenvolvida pelo grupo familiar, a estrutura de family office próprio costuma sair mais cara.
Multi Family Office (MFO)
O Multi-family Office consiste em uma empresa privada que oferece serviço de assessoria patrimonial a várias famílias.
Apesar de não ser constituído por um grupo familiar, ele pode apresentar soluções personalizadas aos seus clientes.
Dentro dessa categoria, existem Multi-Family Offices que investem, decidindo a estratégia de investimento junto à família e executando-a posteriormente.
Além disso, também existe a opção de monitoramento.
Nesse caso, ao invés de executar a estratégia definida junto com a família, eles a repassam para que bancos, gestores de fundos ou de ativos possam colocá-la em prática.
Single ou Multi Family Office: qual escolher?
A escolha entre o tipo de Family Office a ser contratado deve levar em consideração as suas particularidades.
No Single-Family Office, é preciso que uma empresa seja criada para a gestão de patrimônio, o que envolve bastante planejamento.
Consequentemente, os custos dessa estrutura são mais altos, já que é necessário criar processos seguros e que atendam com totalidade as demandas da família.
O investimento aumenta para a contratação de profissionais especializados na gestão de fortunas.
Nesse caso, ainda existe o risco de que o andamento do processo seja prejudicado caso eles saiam do projeto sem alguém para substituí-los.
Já no Multi-Family Office, a gestão patrimonial é feita por uma empresa especializada e com processos já bem estruturados.
Por conta disso, o custo envolvido é muito menor para as famílias, que também contam com organização e planejamento patrimonial nas mais diversas áreas.
Outro ponto de destaque é a existência de uma equipe de especialistas com vasta experiência em áreas específicas e no projeto como um todo.
Se um profissional estiver ausente ou tirar férias, outros estarão totalmente capacitados para assumir as obrigações.
Além disso, por conta da divisão por atividades, as informações das famílias não ficam concentradas, aumentando a segurança e privacidade.
Portanto, com possibilidade de personalização e uma equipe amplamente capacitada tecnicamente, o Multi-Family Office pode ser considerado uma melhor opção.
Como funciona um Family Office?
O serviço de Family Office, como já dito, abrange todos os pontos relacionados aos bens de famílias e seu patrimônio financeiro como um todo.
Na parte financeira, ele fica responsável por negociar com prestadores de serviços, escritórios de contabilidade, advogados e bancos.
O Family Office também faz o planejamento de pagamentos e acompanhamento do fluxo de caixa de forma a regularizar as finanças como um todo.
Além disso, o serviço analisa e, em alguns casos, executa as melhores aplicações financeiras de acordo com os objetivos e perfil de risco definidos pelos indivíduos.
Em geral, a carteira de investimentos é diversificada para obter uma maior lucratividade com menos exposição ao risco.
O gerenciamento patrimonial do Family Office também faz o monitoramento e preservação dos bens como um todo.
Por isso, atua fazendo a assessoria na compra, venda ou locação de imóveis e automóveis residenciais ou comerciais.
É possível notar, portanto, que o Family Office funciona com o objetivo de preservar, multiplicar e transmitir o patrimônio de famílias para suas futuras gerações.
Sem esse suporte, a gestão do grande volume de recursos se torna muito mais vulnerável a erros que possam comprometer todo o esforço dedicado a conquistá-los.
Por isso, a busca por empresas com expertise e vasta experiência no gerenciamento patrimonial, como a Portofino, é essencial.
Serviços oferecidos
Como visto, um Family Office pode oferecer uma vasta gama de soluções desenvolvidas de acordo com a necessidade das famílias.
Levantamento de ganhos e despesas para estabelecimento de limites de gastos e alinhamento com as possibilidades da família.
O objetivo é a manutenção do patrimônio e melhoria do padrão de vida de forma equilibrada.
Planejamento Tributário
Ações para a redução da carga tributária, escolha de produtos de previdência, mediação com advogados e contadores etc.
Entre algumas ações, estão incluídas: implantação de fundos exclusivos, escolha de produtos de previdência e criação de uma holding patrimonial para administração dos bens.
Análise Patrimonial
Análise completa para ajudar as famílias a obterem mais retornos de cada item pertencente ao patrimônio.
É definido quais bens devem ser mantidos, vendidos ou dispensados, também auxiliando na gestão dos passivos e outros compromissos financeiros.
Gestão de Investimentos
Escolha dos produtos financeiros mais adequados para a proteção, preservação e multiplicação do patrimônio.
A estratégia deve levar em consideração a distribuição de renda e retorno total da aplicação, incluindo planos de resgate e aporte nas carteiras.
Planejamento Sucessório
Definição das melhores estratégias para distribuição de herança e doações em vida visando eliminar conflitos e alinhar interesses individuais e coletivos.
Para isso, são avaliados quais os produtos mais adequados para o portfólio de cada herdeiro.
Proteção Patrimonial
Estudo das melhores coberturas para o patrimônio mensurável e imensurável das famílias de acordo com o planejamento sucessório.
Pode incluir produtos previdenciários.
Administração de despesas
Eliminação de gastos desnecessários e inesperados, como juros e multas, para possibilitar um aproveitamento saudável do patrimônio por parte dos membros da família.
Educação Financeira
Treinamentos individuais e coletivos aos herdeiros para garantir um bom uso dos bens e o cumprimento das obrigações relacionadas.
É apresentado tudo o que os membros precisam saber sobre seu patrimônio e investimentos.
Custos e formas de remuneração
Os custos do serviço do Family Office podem ser cobrados de diferentes formas, como através de uma taxa fixa ou percentual sobre o patrimônio administrado.
Em alguns casos, existe a combinação das duas opções de acordo com a complexidade da estrutura familiar e quantidade dos serviços demandados.
De todo modo, o investimento é compensado rapidamente com a melhoria na gestão dos recursos, redução tributária e melhor rentabilidade de investimentos.
Outra vantagem que faz o serviço de Family Office valer a pena financeiramente é o controle de despesas, dando mais tranquilidade aos membros da família.
Entenda os seus benefícios
Contar com o serviço de um Family Office para a gestão patrimonial envolve diversas vantagens para famílias com grandes fortunas.
Afinal, esse apoio profissional ajuda na administração de inúmeros bens e obrigações financeiras, evitando problemas financeiros e fiscais.
Contemplando, além do capital financeiro, mas também imóveis, empresas e demais bens, o Family Office oferece os seguintes benefícios:
Gestão profissional do seu patrimônio
Com o Multi-Family Office, você possui uma equipe profissional e diversificada dedicada a atender as necessidades da sua família.
Tendo vasta experiência no mercado como um todo, esses especialistas oferecem soluções completas que envolvem a gestão de contas e investimentos.
Indo além dos investimentos, esse tipo de assessoria financeira também pode ser voltado para a preservação do patrimônio de empresas.
Dessa forma, garantindo o cumprimento de obrigações e a execução de atividades fundamentais para a manutenção dos bens para as próximas gerações.
Personalização
Apesar de ser dito que apenas o Single-Family Office oferece serviços personalizados por conta da exclusividade, esse é um equívoco.
Multi-Family Offices como a Portofino, por exemplo, oferecem uma gama de soluções personalizadas para atender com eficiência as necessidades das famílias.
E tudo isso com um custo muito mais vantajoso e uma série de outras garantias de segurança e resultado.
Solução estratégica
A estrutura robusta dos Multi-Family Offices também contribui para uma melhor solução de problemas.
Assim que uma questão é identificada, é muito mais fácil encontrar sua solução com uma rede de profissionais qualificados em diferentes áreas do conhecimento.
Seja qual for o problema ou necessidade relacionados ao seu patrimônio, esse tipo de Family Office é capaz de solucioná-los com agilidade e responsabilidade.
Boa relação custo benefício
O serviço de Family Office tem como vantagem uma estrutura preparada para o atendimento a famílias com alto nível de recursos.
Em contrapartida, a contratação dos profissionais especializados envolvidos de forma individual se tornaria muito mais cara.
No final das contas, a assessoria patrimonial realizada por um Multi-Family Office se torna muito mais econômica.
Isso sem contar com todos os benefícios tributários e financeiros que são consequência desse trabalho.
Preservação da autonomia
Embora o serviço de um Family Office envolva bastante comodidade pela gestão patrimonial, todas as decisões são tomadas em conjunto com as famílias.
Isso quer dizer que, mesmo que uma ação seja a mais vantajosa de acordo com os especialistas, nada pode ser realizado sem a devida autorização de cada membro.
Somente com esse sinal verde a empresa começa a executar a estratégia e lidar com suas questões burocráticas.
Produção de relatórios
Uma das vantagens do Family Office é que este tipo de serviço, além de montar e realizar planos de ação, também permite o acompanhamento de todo o processo.
Periodicamente, relatórios são produzidos e compartilhados com toda a família para que ela possa analisar o resultado de estratégias ainda durante a sua execução.
Essa visualização completa e transparente de todos os serviços torna a relação entre Family Office e membros da família muito mais transparente e segura.
Mais tranquilidade para a família
Com o Multi-Family Office se responsabilizando por todas as atividades burocráticas, acaba sobrando muito mais tempo para que você se dedique ao que realmente importa.
Seja para a gestão estratégica de uma empresa ou para desfrutar os bens junto a quem você ama, contar com a assessoria patrimonial é a melhor decisão.
Para quem é indicado a contratação do serviço?
Junto às grandes fortunas, naturalmente vêm também necessidades complexas e burocráticas de gestão de patrimônio.
Por conta disso, não é difícil encontrar famílias, geralmente proprietárias de grandes empresas, com dificuldade para lidar com seus bens e diversas obrigações.
Seja para a compra, venda de imóveis ou para resolver questões de contabilidade e de planejamento sucessório, o serviço de assessoria é o mais indicado.
Vale ressaltar, no entanto, a importância de optar por profissionais com experiência e reconhecimento no mercado.
Os Multi-Family Offices são organizações dedicadas à gestão, preservação e aumento do patrimônio de famílias com realidade financeira elevada.
Esse tipo de serviço auxilia nas decisões diárias e melhora a administração de fortunas em todas as áreas que a envolvem
Por isso, se sua família precisa de ajuda para preservar o próprio patrimônio, não deixe de solicitar os serviços de um Family Office como a Portofino.
Em 2024 fomos reconhecidos pela EUROMONEY BANKING AWARDS como um “Best Family Office Services Brazil”.
Terminamos a carta da semana passada nos colocando cautelosamente mais otimistas com o mercado local. Nossa expectativa se confirmou! Diferentemente do que observamos nos últimos meses, os ativos brasileiros se destacaram nesta semana. Depois de flertar com os 103 mil pontos, o Ibovespa termina a semana mais próximo dos 106 mil, com melhor desempenho comparado a outras bolsas pelo mundo. O real foi uma das moedas que mais se valorizou na semana contra o dólar, quando comparado às moedas dos países desenvolvidos e às dos nossos pares emergentes. As taxas dos títulos prefixados cederam por volta de 1% dos máximos observados no início do mês.
Não que tenhamos tido melhoras importantes do lado macroeconômico, pelo contrário. A inflação de outubro voltou a surpreender o mercado. Esperava-se 1,06%, veio 1,25%! Para termos a correta dimensão do tamanho do problema que nosso banco central está tendo que lidar, a inflação observada foi a mais alta para o mês de outubro desde 2002.
Do lado da atividade, as notícias também não têm sido positivas. O resultado do setor de serviços e vendas no varejo também decepcionaram e vieram bem piores do que os analistas projetaram. Tudo leva a crer que as condições financeiras mais apertadas já começam a afetar negativamente o crescimento do PIB.
O que explica então a melhora dos nossos ativos? A combinação de um cenário externo, onde a despeito de pressões inflacionárias, os bancos centrais ainda mantêm a estratégia de maior parcimônia na retirada dos estímulos monetários, com um ambiente político doméstico menos incerto quanto à condução da nossa política fiscal.
Tivemos essa semana a aprovação em segundo turno da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. A partir de agora, o projeto passa a ser discutido no Senado Federal. O prognóstico é de aprovação, mas ainda não se tem a certeza se potenciais alterações no texto da emenda constitucional forçariam a recondução do projeto à Câmara. A conferir e acompanhar.
Os investidores institucionais ajustaram suas posições ao longo destas últimas semanas. Fundos multimercados e mesmo pessoas físicas se viram obrigados a reduzir os riscos de suas carteiras em ativos locais, juros e bolsa, principalmente. Mesmo aqueles que se posicionaram para ganhar com a piora também aliviaram suas posições. Hoje, podemos afirmar sem receio de errar que o risco da indústria de multimercados em ativos brasileiros é o menor dos últimos anos.
A participação do Brasil nos portfólios dos investidores internacionais também é a menor em décadas. Investidores não-residentes detêm por volta de 10% apenas da nossa dívida interna e essa participação vem diminuindo constantemente ao longo do tempo. Esses ajustes de posição tanto dos investidores locais quanto dos estrangeiros reduzem a pressão por mais vendas forçadas. No linguajar do mercado, o equilíbrio técnico do mercado melhorou significativamente.
Estamos longe de ficarmos otimistas o suficiente para, neste momento, recomendarmos um aumento generalizado do risco das nossas carteiras. Isso não significa que já não tenhamos começado a aproveitar dos excessos. Nossa recomendação de alocação em ativos prefixados, isentos de imposto de renda emitidos por bancos de primeira linha, se mostrou acertada.
A próxima semana vai ser menos intensa do ponto de vista da divulgação de dados econômicos domésticos. Nosso foco continuará no acompanhamento da aprovação da PEC. Temos sido vocais em afirmar que um acordo em bases ruins é melhor que a persistência da indefinição. Virada essa página, os mercados terão condições de precificar mais corretamente o risco de solvência da nossa dívida e alguns poderão retornar às compras. Nesse nível de juros e câmbio, institucionais estrangeiros pelo menos voltaram a cotar as tesourarias e corretoras para compra de títulos do Tesouro. Ainda nos mantemos cautelosamente otimistas e continuamos atentos às oportunidades que o exagero porventura provoque.
Aproveitem o feriado com suas famílias.
Edu Castro Chief Investment Office Portofino Multi Family Office
______________________________________________
Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.
”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.
Permanece a dinâmica de cenários doméstico e externo quase que antagônicos. Do lado doméstico, tivemos nessa semana, a aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados da PEC dos Precatórios por placar apertado de 312 votos a favor. Lembrando que para a aprovação de proposta de emenda constitucional são necessários no mínimo 308 votos favoráveis ao pleito.
A solução de todo esse imbróglio via a PEC dos Precatórios está longe de ser uma solução que não impacte a credibilidade da nossa política fiscal e tranquilize por completo os mercados. Permanecerá a percepção do início de um novo regime, digamos, menos responsável. E, por outro lado, até mesmo uma solução ruim, será entendida como melhor que nenhuma solução. Para estancar a crise de confiança instaurada, o mercado demanda alguma visibilidade dos futuros gastos com o novo Bolsa Família e com a solução para o parcelamento dos pagamentos dos precatórios.
O reflexo de toda essa confusão nos ativos brasileiros é enorme. Pode passar despercebido, por exemplo, o aumento das taxas futuras de juros e seu impacto negativo sobre as condições financeiras, custo do crédito e o aumento do serviço da dívida pública. No mês de outubro, nossa curva de juros, a depender do vencimento, subiu até 2,7% ao ano. Movimento equivalente a esse, foi por último observado no primeiro trimestre de 2001.
As votações continuam na semana que vem. De um lado, com um possível maior quórum facilitando a cooptação de novos votos favoráveis e do outro, possíveis reversões de votos vindos de deputados principalmente do PDT e PSB.
A aprovação em segundo turno na Câmara e posteriormente em dois turnos no Senado pode ser o gatilho para uma certa descompressão dos preços dos ativos brasileiros, principalmente juros e bolsa.
Parece existir uma certa assimetria nos preços favorecendo a melhora. Entretanto, a imprevisibilidade política desse processo faz com que aguardemos um pouco mais para só então, rebalancearmos os portfólios, mesmo que a preços menos atrativos.
Nossa decisão de diversificarmos o risco em renda variável no S&P500 vem se comprovando acertada. Cerca de 90% das 500 empresas que compõem o índice já tiveram seus resultados do terceiro trimestre divulgados e desses, mais de 81% superaram as expectativas dos analistas.
Daí a importância de uma curadoria profissional na seleção principalmente dos fundos locais. No Brasil, a maior concentração de setores e empresas no índice Bovespa e menor eficiência do mercado possibilitam que uma carteira bem selecionada de fundos ativos tenha maior probabilidade de superar fundos indexados. O resultado favorável do nosso FoF de ações tem comprovado essa observação.
Como o banco central americano reiterou essa semana se manter paciente em relação à retirada de estímulos da economia, voltamos nossa atenção para dentro de casa. Torcemos para que o desenrolar da votação da PEC na Câmara e Senado se dê sem sustos ou surpresas. É o que o mercado precisa para, pelo menos, interromper esse processo de realização. Estamos cautelosamente mais otimistas.
Tenham um ótimo fim de semana!
Edu Castro Chief Investment Office Portofino Multi Family Office
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Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.
”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.