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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

por danielbarbuglio | 5 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 11 minutos.

Família Portofino,

Nesta terça-feira (5), aconteceu o primeiro dia do Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento organizado pelo Bradesco Private Bank. O dia contou com diversos painéis sobre diferentes assuntos que estão em destaque no cenário econômico e político atual. Para falar sobre esses assuntos, nomes nacionais e internacionais do mercado, como Affonso Pastore, Luis Stuhlberger, Gustavo Montezano, William Dudley, entre outros, marcaram presença no evento.

Confira um resumo dos painéis desta terça-feira.

Desafios econômicos pós-eleições no Brasil

O primeiro painel contou com a presença de Affonso Pastore, ex-Presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-Ministro da Economia e ex-Ministro do Planejamento, e Gustavo Franco, Managing Partner da Rio Bravo Investimentos e ex-Presidente do Banco Central, discutiram suas visões sobre o que esperar para a economia brasileira após as tão aguardadas eleições presidenciais de 2022.

Os especialistas, além de falarem sobre os prognósticos e desafios pós-eleições, relembraram o período de pandemia, quando a taxa Selic bateu 2% ao ano, para contextualizar o momento de inflação vivido atualmente. Para Pastore, por exemplo, ele teme que a inflação não diminua o tanto quanto se espera. 

Além disso, eles também comentaram sobre a importância de se ter uma política fiscal que estimule o crescimento. “O próximo governo vai ter que desarmar uma bomba fiscal”, disse Barbosa.

Na parte final do debate, os economistas comentaram sobre a Petrobras e a privatização das estatais durante o último governo. A alta dos combustíveis também esteve em pauta, a qual os profissionais falaram sobre possibilidades para o tema.

As melhores ideias de investimentos para 2022

Na sequência do evento, foi a vez de Luis Stuhlberger, sócio fundador e gestor de carteira da Verde Asset, Carlos Woelz, sócio fundador e gestor de carteira da Kapitalo Investimentos, e Daniela Costa-Bulthuis, gestora de carteira na Robeco, analisarem o que o cenário econômico atual e quais, na visão deles, são as melhores ideias de investimentos.

Stuhlberger traçou um panorama desde o início da pandemia de coronavírus e destacou o período a partir de julho de 2021, dizendo que o “Brasil voltou ao inferno” e que “foi um período insano”. Ele relembrou que a crise dos precatórios, somada a todo o temor acerca do teto de gastos, fez a Bolsa de Valores sofrer uma grande queda no segundo semestre de 2021.

O gestor analisou que o Brasil está em um momento que vai se beneficiar muito das circunstâncias externas. Stuhlberger ainda ressaltou que acha que é a primeira vez que ele vê, apesar da alta de juros nos Estados Unidos, o Brasil sendo beneficiado nesse cenário. Ele também disse que acredita em um mundo mais inflacionista depois da crise de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Costa-Bulthuis abordou as opções que o investidor de mercados emergentes tem. Ela listou que na China há o risco de interferência nas empresas e a crise no setor imobiliário e de construção, a Europa Central está vivendo um momento muito arriscado devido à guerra , o Oriente Médio não apresenta tantas opções e a África do Sul tem a questão do desemprego.

Neste sentido, ela explicou que a América Latina tem mercados diversificados e com moedas líquidas. Ou seja, para a gestora, esse mercado voltou a ser o centro e o polo a se investir nos mercados emergentes em 2022. Contudo, ela fez questão de ressaltar os riscos de crises políticas, não só no Brasil.

Falando sobre o Brasil, Costa-Bulthuis explicou que o Banco Central do Brasil se antecipou aos outros em relação ao aumento da alta de taxas de juros. Ademais, o fator valuation, de acordo com a fala da gestora, com os preços dos ativos muito descontados também é um fator favorável aos investimentos no Brasil. Em outras palavras, ativos baratos, moeda com tendência de valorização, falta de opções e a conjuntura favoreceram a entrada de investimentos estrangeiros.

No fim do painel, a gestora comentou que os setores de commodities, os bancos e as empresas pagadoras de dividendos são investimentos que ela vê com bons olhos, além de dizer que não é a hora de voltar para growth.

O que é necessário para atrair investimentos em infraestrutura para 2023-26?

Ainda na parte da manhã do evento, Antônio Carlos Sepulveda, CEO da Santos Brasil, Bruno Serapião, Sócio Senior na Pátria Investimentos, e Marco Cauduro, CEO da CCR, discutiram sobre o setor de infraestrutura.

Sepulveda comentou que a área tem espaço para melhorar, principalmente na parte de regulação. Nas palavras do CEO, o Brasil é hiper regulado com um sistema que peca pelo excesso de regulação.

Em relação ao tema ambiental, Sepulveda explicou que há um anseio de países e pessoas sobre o tema. Ele falou que é um ponto indissociável a todos os projetos e que o licenciamento ambiental no nosso país não é diferente de nenhum outro.

Em suma, os três convidados falaram sobre investimentos, contratos e disponibilidade de capital atualmente.

Saiba mais: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

Sessão Especial: William Dudley, ex-Vice Chairman do Federal Open Market Committee e ex-Presidente do Fed de NY

William Dudley analisou o cenário econômico nos Estados Unidos e a participação do Federal Reserve. De acordo com ele, o Fed teve talvez quatro grandes erros.

O primeiro seria a nova política monetária adotada. “Estamos em uma situação que a política monetária precisa estar mais rígida”, disse o economista. O segundo erro é que o banco central americano estava muito preocupado em reduzir a compra de ativos. Terceiro erro foi a avaliação do mercado de trabalho. Dudley comentou que o Fed não considerou que a pandemia resultaria em um mercado mais rígido. O quarto, e último, erro foi considerar a inflação transitória. Ele afirmou que está “bem confiante” que a política monetária vai ser apertada nos próximos meses.

Em relação à guerra na Ucrânia, Dudley pensa que os Estados Unidos estão em um lugar melhor do que os outros países. Sobre o valor das commodities, ele comentou que depende muito do que acontecer no mundo e de quanto a guerra vai pressionar os preços. 

BNDES e a Nova Economia: Os pilares do desenvolvimento sustentável 

Nos painéis da parte da tarde, Gustavo Montezano, CEO do BNDES, e Marcelo Serfaty, Presidente do Conselho do Conselho de Administração do BNDES, iniciaram os trabalhos comentando o papel do banco.

Serfaty disse que o Brasil tem a capacidade de atrair muito capital e de se reinserir nas cadeias globais. “O BNDES pode ter papel importante na reinserção do setor privado nas cadeias globais. Vejo na guerra hoje uma oportunidade para o Brasil”, afirmou o presidente do conselho.

Já Montezano explicou que o BNDES tem um papel chave. Na opinião dele, o banco tem que atuar de forma multidimensional para descentralizar a economia, quanto mais a economia ser descentralizada mais sustentável e inovadora ela será. 

Foco em ESG: Desafios e oportunidades para produtores de commodities na era verde

Andrew Lichter, Vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo da Mobius Risk Group, e Vinicius Nonino, Diretor de Novos Negócios na Suzano, foram os responsáveis por falar sobre a agenda ESG.

Lichter disse que ele não sabe o que os governos vão fazer sobre regulamentações, mas imagina que devem haver alguns padrões de relatórios globais.

Por outro lado, Nonino afirmou que a Suzano quer ser referência em sustentabilidade a partir das iniciativas que os colocam em direção à agenda ESG. Ele também comentou que o Brasil precisa aprovar as leis do setor. Para ele, “é muito desafiador”, pois é necessário ver com uma perspectiva local de interesses políticos. “Enquanto olharmos com esses olhos será difícil avançar”, finalizou.

O renascimento das juniors E&Ps no Brasil

O penúltimo painel do dia teve a presença de Décio Oddone, CEO da Enauta e ex-Diretor da Agência Nacional do Petróleo, e Ricardo Savini, CEO da 3R Petroleum.

Oddone comentou sobre a onda de vendas dos ativos da Petrobras e disse acreditar que vamos ter um mercado secundário desses ativos da estatal.

Savini explicou que o momento das empresas juniores e majors são diferentes. Falando sobre a 3R, ele falou que estão em um momento quase embrionário e, por isso, é difícil falar sobre pagamento de dividendos. “É o momento de pagar a Petrobras pela compra dos ativos. É prematuro discutir sobre dividendos”, falou o CEO.

Eleições 2022: Visão de consultores políticos e instituto de pesquisa

Para finalizar o primeiro dia de evento, o último painel, com duração de 1h30, recebeu Chris Garman, Diretor-Executivo para as Américas da Eurásia Group, Fernando Abrucio, Consultor Político, Luciano Dias, Consultor Político e Sócio da CAC, e Márcia Cavallari, CEO da IPEC.

Os analistas falaram sobre o que esperam para as eleições deste ano e como os candidatos devem se comportar durante a corrida eleitoral. Garman destacou que há dois candidatos, Lula e Bolsonaro, “com credenciais ante sistemas muito fortes”. 

Ademais, para Abrucio, essas eleições não serão como as de 2018. Isso pois naquela época o tópico era corrupção, mas, atualmente, o tema mais forte é o bem-estar da população. O consultor ponderou que a principal característica dessa eleição é o plebiscito sobre o bolsonarismo. “O grande ponto é olhar para o governo Bolsonaro, avaliar e votar”, comentou.

Por fim, Cavallari disse que, no decorrer da corrida eleitoral, Lula pode perder quantidade de votos porque pode resgatar o que já aconteceu em outros mandatos. Bolsonaro, contudo, tem chance de crescer. “É comum vermos os governantes melhorarem ao longo da campanha”, finalizou.

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Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

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Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

por danielbarbuglio | 1 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de Leitura: 5 min

Família Portofino,

Na quarta-feira, 30 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com a presença do Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, e Daniella Marques, Secretária do Ministério da Economia.

“É como desarmar 50 bombas fiscais”

Marques começou a conversa falando sobre a sua trajetória e como chegou no ministério. Ela explicou que já havia trabalhado com o ministro Paulo Guedes no setor privado antes da vida pública e então foi chamada para a Economia no fim de 2019.

A secretária descreveu seu trabalho como assessora de assuntos estratégicos e disse: “É como desarmar 50 bombas fiscais e egos diariamente”. Ela ainda disse que, com a troca do ministro da Casa Civil, quem articulava no Poder Executivo e Poder Legislativo eram ela e Paulo Guedes, situação a qual descreveu como “desafio enorme”.

Efeito da Covid-19

Sem deixar de mencionar o impacto que a pandemia de coronavírus teve nos planos da pasta, Daniella explicou que a crise atrapalhou todos os projetos do ministério e ressaltou ser difícil achar um equilíbrio entre a saúde e a economia, “principalmente em um país de terceiro mundo”.

Contudo, apesar das dificuldades enfrentadas no período, Marques destacou que conseguiram aprovar marcos e leilões e digitalizaram boa parte dos processos burocráticos no Brasil, dando mais liberdade aos cidadãos.

Reformas e cenário econômico

Na parte final de seus destaques, a secretária mostrou-se contente com o que vem fazendo nos últimos tempos. Ela disse que sabe que ainda faltam algumas reformas, como a Administrativa e a Tributária, e admitiu que não será possível aprová-las nesse ano.

Ademais, ela disse que os economistas vão errar nos cálculos do crescimento do Brasil, pois o emprego, segundo Marques, vai voltar forte. Para defender sua linha de raciocínio, ela mencionou os dados do Caged, que vieram quase 100 mil novos empregos acima da projeção.

Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos

Pedro Guimarães e a “limpeza” na Caixa

Guimarães começou sua participação no jantar falando sobre a “limpeza” que fez quando entrou na Caixa Econômica Federal no início do governo. Ele relembrou que o banco não tinha um presidente, mas sim era comandado por cinco partidos que tinham até 13 vices-presidentes representando eles, e falou que trocou 49 dos 50 diretores. 

Ele ainda citou o caso em que a Polícia Federal achou R$ 50 milhões em espécie dentro do apartamento de um deles.

“O maior banco de crédito do hemisfério sul”

Falando um pouco mais sobre a Caixa Econômica, Guimarães afirmou que ela é “o maior banco de crédito do hemisfério sul” e ressaltou a importância da instituição ser estatal, comparando com o Itaú e o Bradesco, que fecharam 500 agências, enquanto a Caixa abriu 300.

Ao analisar o período da pandemia, o presidente disse que o momento ajudou a digitalizar o banco e diminuir os processos burocráticos. Em tempo, também comentou sobre o auxílio emergencial, que conseguiu entregar o benefício para mais de 60 milhões de brasileiros.

Em 2019, de acordo com Guimarães, eles tiveram R$ 20 bilhões de lucro. Já em 2021, esse valor foi de R$ 17 bilhões. Ele explicou que no ano passado abriu milhares de frentes no banco e lucrou um pouco menos, porém ficou contente pelo mérito da estatal.

“A Caixa foi o banco que mais emprestou microcréditos no Brasil. 3 milhões. Sabe quanto foi que o segundo maior banco emprestou? Zero”, disse Guimarães para destacar a capilaridade e capacidade da Caixa em atingir os brasileiros e, principalmente, os mais necessitados.

O foco deles agora é disponibilizar mais de R$100 bilhões de créditos voltados para o agronegócio.

Open finance e a meritocracia

Na opinião do presidente do banco, o open finance vai conseguir mostrar que a taxa da Caixa é a menor do Brasil entre os bancos e vai sempre conseguir bater a taxa dos outros. Além disso, mencionou também a importância da meritocracia na Caixa. Disse que antes tinha quase 0% de mulheres trabalhando e hoje são 28%. 

Por fim, ele finalizou mostrando que se ano que vem entrar um governo diferente, a Caixa poderá voltar a ser como era antes e todo o trabalho dele poderá ter sido em vão. Pediu também para que os brasileiros valorizem a estatal, pois o trabalho dela é essencial para a sociedade brasileira.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

Causa e Efeito | 02.04.2022

Causa e Efeito | 02.04.2022

por danielbarbuglio | 1 abr 2022 | Causa e Efeito, Family Office, Finanças Comportamentais, Multi Family Office, Wealth management

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Tempo do áudio e leitura: 6 mins

Família Portofino,

A guerra entre a Ucrânia e a Rússia continua sem uma perspectiva real de cessar-fogo. Ainda digerindo as consequências inflacionárias do pós-pandemia, o mundo se vê atropelado por um novo e intenso choque de oferta, choque este que pressiona ainda mais os preços de energia e alimentos principalmente. Os bancos centrais que já vinham correndo atrás do problema, foram recentemente obrigados a endurecer seus discursos na direção de juros mais altos, contracionistas para crescimento, portanto.

O índice da Bloomberg que replica uma carteira global de títulos de renda fixa, soberanos e corporativos, de mercados desenvolvidos e emergentes, apresenta queda de cerca de 12% desde o seu máximo observado recentemente. Para colocar em perspectiva o tamanho da realização, esse resultado supera os piores momentos da crise financeira mundial de 2008 ou mesmo a queda observada durante o pior da pandemia.

Por outro lado, quando observamos o comportamento dos ativos domésticos, seja o câmbio ou mesmo a bolsa, temos um início de ano surpreendentemente positivo. Quando comparada a uma cesta de mais de 30 moedas de diversos países, o Real é de longe aquela que apresenta o melhor desempenho. No menor nível dos últimos dois anos, a cotação de 4,66 representa uma apreciação frente ao dólar de 19,7% no ano. Já o Ibovespa, na mesma direção, sobe incríveis 16%!

Gráfico demonstra cotação do Dólar em Reais desde 2020. Um bom momento para dolarizar parte do patrimônio.

No mercado financeiro, nos acostumamos a descrever como sendo uma tempestade perfeita, numa analogia aos desastres meteorológicos, momentos de elevação dos riscos que se vêm adicionalmente agravados por uma combinação rara e concomitante de circunstâncias. No Brasil hoje, vivemos uma tempestade perfeita às avessas.

Após ter sido criticado por derrubar nossa taxa de juros básica a inéditos 2% ao ano, o Banco Central do Brasil, como se reconhecendo o erro e seu efeito perverso sobre a taxa de câmbio e inflação, antecipou-se aos seus pares iniciando o ciclo de aumento da SELIC há praticamente um ano. A SELIC encontra-se em 11,75% estando já contratada um aumento adicional de 1% para a próxima reunião de maio. O FED, o banco central americano, só agora em março, iniciou sua estratégia de normalização movendo a banda da taxa básica americana do intervalo de 0%-0,25% para 0,25%-0,5% ao ano.

Saiba mais: Não é banco, nem corretora: Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado

Diversas variáveis econômicas combinadas determinam a taxa de câmbio “justa”. Entre elas, sem dúvida o diferencial de juros entre dois países se apresenta como uma das mais relevantes. Os juros brasileiros superam os americanos em mais de 10% e esse diferencial acaba funcionando como um tremendo atrator de fluxo. Em um mundo de juros reais negativos, com a inflação no mundo desenvolvido indistintamente nos piores níveis dos últimos 30 anos ou mais, investir a 12% em uma democracia geopoliticamente estável tem sido considerado pelo investidor estrangeiro como uma alternativa viável.

É crescente o fluxo de investimento em portfólio por parte dos gringos tanto na renda fixa quanto na renda variável. O Ibovespa, por exemplo, já recebeu esse ano mais de US$ 83 bilhões de investidores internacionais, 12% a mais do recebido durante todo o ano passado. O movimento de rotação das carteiras desses investidores na busca por ativos menos sensíveis à elevação dos juros internacionais nos beneficiou.

Adicionalmente, a guerra na Europa forçou a redução de exposição em ações russas. Por serem economias emergentes relativamente comparáveis, as ações de empresas brasileiras tiveram fluxo adicional. A cereja do bolo.

Outro grande contribuidor para o aumento de fluxo financeiro para o Brasil vem sendo nosso saldo comercial beneficiado pela explosão dos preços das commodities. Grãos, petróleo e metais, em especial minério de ferro, já vinham tendo seus preços positivamente influenciados pela retomada da economia mundial. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia deu impulso adicional aos nossos termos de troca, beneficiando adicionalmente os preços das nossas exportações.

E os riscos? Do lado doméstico, sempre que falamos de riscos, a irresponsabilidade fiscal, descontrole das contas públicas e aumento da nossa dívida pública em proporção ao PIB sempre aparecem em destaque em qualquer enquete com investidores. Temos que reconhecer que não só a dinâmica fiscal, mas também a da atividade, vêm surpreendendo positivamente. Nosso crescimento superou as estimativas dos analistas tanto no último trimestre do ano passado como vem surpreendendo nos primeiros meses deste ano. No fiscal, nossa arrecadação vem sendo positivamente impactada pelo crescimento das exportações, pelos ajustes dos impostos relativamente corrigidos pela inflação, pelos gastos correntes ainda contidos – ausência de aumento para o funcionalismo, por exemplo – e por mais royalties do petróleo beneficiados pela elevação dos preços. A foto é inquestionavelmente boa apesar das indefinições eleitorais de como terminará esse filme.

Porto seguro, um exagero talvez. Mas, sem sombra de dúvidas, o Brasil se posiciona pelas razões que descrevemos acima, em mundo repleto de incertezas geopolíticas e econômicas, como um candidato natural a continuar recebendo investimentos diretos e financeiros. Por quanto tempo essa janela vai permanecer aberta, é difícil dizer. Mas depois do último semestre do ano passado, onde nos colocamos entre os ativos com pior performance no mundo, é bom tirarmos proveito dessa tempestade perfeita às avessas.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Fundos fiduciários: como funcionam, tipos e vantagens

Fundos fiduciários: como funcionam, tipos e vantagens

por danielbarbuglio | 25 mar 2022 | Fundos de Investimentos

A maneira mais fácil e segura de fazer a transferência de patrimônio é por fundo fiduciário.

Sejam ações de empresas, propriedades em herança ou dinheiro vivo, o processo é facilitado pois, estando em um fundo, estarão sendo gerenciados por um administrador, que pode ser empresa ou pessoa.

Esse gestor deve garantir que o acordo de transferência previamente feito seja cumprido à rigor, sem a incidência de tributos exorbitantes.

Os tipos mais comuns de fundos fiduciários são 2, o que o concedente tem controle dos bens em vida, e o segundo modelo em que o fundo não pode ser alterado, uma vez que foi criado.

Venha entender melhor como funciona na prática esses fundos e quais as vantagens de investir em um.

Boa leitura.

O que é administração fiduciária?

Fiduciária vem de fidúcia, que é basicamente um sinônimo da palavra confiança, o que faz muito sentido, já que trata-se de uma administração de bens baseada na confiança do concedente no gestor escolhido.

Como já dissemos, existem dois tipos de fundos fiduciários, e a escolha de cada um que vai determinar como será essa administração e também como o beneficiário irá receber.

fundo fiduciário administração o que é

Afinal, o que é um fundo fiduciário?

Em poucas palavras, é uma alternativa para um planejamento patrimonial com prerrogativa legal, que tem por objetivo assegurar a manutenção dos bens de uma empresa ou pessoa física, até a transferência para um terceiro.

Consiste em pegar os ativos e colocá-los sob a gerência de um administrador neutro, enquanto esses bens ainda não podem ser passados a um herdeiro previamente definido.

Esses fundos podem ser compostos por vários ativos, como propriedades, ações, dinheiro em espécie e até uma empresa em si, e esses bens podem ser combinados entre si, ou serem mais de um sem problemas.

fundo fiduciário como funciona

Como funciona um fundo fiduciário?

Para estabelecer uma relação de fundo fiduciário, é formado um tripé, contendo a figura do concedente, que é quem disponibiliza os ativos.

Depois temos o beneficiário, que é a pessoa, ou grupo de pessoas que irá receber esses bens no futuro.

Por fim, temos o administrador, que é a empresa ou pessoa que irá cuidar desses ativos e garantir que a transferência para o beneficiário seja feita após o falecimento do concedente.

Esse gestor não pode ser o beneficiário, mas em muitos casos pode ser alguém ligado a ele, como um parente ou advogado da família em caso de transferência de herança, por exemplo.

Geralmente são feitas duas modalidades de fundos, os de confiança revogável e os de confiança irrevogável. Veremos mais sobre cada um deles a seguir.

fundo fiduciário fundo de confiança

Fundo de confiança revogável

Como o nome já entrega, essa modalidade permite que o concedente tenha total controle sobre o processo enquanto ainda estiver vivo e plenamente capaz.

A principal vantagem desse tipo de fundo, é permitir que o beneficiário receba os ativos após a morte do concedente, sem a necessidade de fazer um inventário, o que agiliza muito a partilha de bens.

Desse modo, o concedente pode fazer ajustes e alterações nos termos do fundo em vida, tendo pleno controle das ações, podendo até, como diz o nome, revogar esse acordo quando convir.

Porém, em caso do concedente estar vivo, mas com alguma incapacidade legal, o controle fica a cargo do administrador do fundo fiduciário.

Fundo de confiança irrevogável

Nesse caso, uma vez redigido e assinado o acordo, nada mais poderá ser alterado, nem pelo concedente e nem pelo beneficiário.

Essa modalidade é muito utilizada para a transferência de herança, seja para descendentes ou familiares específicos, e é uma forma legal e eficiente de proteger os ativos de eventuais tentativas de interferência externa.

fundo fiduciário tipos

Quais são os tipos de fundos fiduciários?

Além das duas modalidades citadas acima, feitas por pessoas físicas, há outros tipos de fundos fiduciários que são utilizados pelos governos dos países.

Cada deles possuem características específicas, tem suas vantagens e desvantagens.

Conheça os principais.

De custódia

Trata-se de um fundo em caráter temporário, onde um órgão do governo pode manter os ativos sob custódia, mas sem gerenciá-los diretamente, até que se resolva a situação de transferência para o beneficiário.

O fundo pode ficar em custódia por vários motivos, mas o objetivo principal é que as partes interessadas não sejam lesadas, até que algum imbróglio legal se resolva.

Na custódia, o fundo pode até ser aplicado, mas cabe ao administrador ter todo o montante quando chegar o momento de repassar ao beneficiário.

O governo não gerencia diretamente o dinheiro do fundo, porém pode usar para deduzir impostos e outros tipos de pagamentos que ficaram pendentes por parte do concedente falecido.

De investimento

Fundos fiduciários de investimento são aqueles em que o governo gerencia e patrocina, visando utilizar os ativos do fundo para seus próprios fins.

São usados também para que o governo de um determinado país invista recursos recebidos de outra nação. Dessa forma, pode fazer o dinheiro render para aplicar na economia.

De Pensão

Basicamente são fundos que vão assegurar recursos que beneficiarão um trabalhador no futuro.

Tem como fiador o governo, que vai garantir que haja ativos suficientes no fundo para contemplar o empregado em caso de necessidade, que pode ser acidente ou até falecimento.

O governo em si não se beneficia do fundo, apenas é o garantidor dele, e deve assegurar que os recursos ali contidos estarão intactos até que o dono por direito precise acioná-los e recebê-los.

É o fundo que cresce mais rápido para os governos e é gerido pelos Estados em sua maioria.

De propósito privado

Por fim, esse é um tipo de fundo fiduciário que pode ser utilizado tanto por governos quanto por contribuintes, e como o nome diz, tem objetivo específico e privado.

Para os governos, os fundos citados acima só podem ser utilizados para aqueles devidos fins definidos previamente, e geralmente são apenas os mantenedores deles, sem participação ativa.

No caso do fundo de propósito privado, o governo pode utilizá-lo para fazer investimentos que resultarão em lucros que serão devolvidos à sociedade, em forma de infraestrutura, crédito para empresas, etc…

Tem dois tipos de fundos de propósito privado, o gastável e o não gastável, sendo o primeiro, liberado para que os ganhos sejam aplicados pelo governo.

Já no segundo tipo, deve ser mantido intacto o tempo todo até chegar um momento ou quantia previamente estipulados, onde então, o fundo pode ser usado para atender um determinado fim estabelecido no início.

Até porque, em geral, os governos precisam prestar contas de seus gastos.

fundo fiduciário vantagens

Entenda as vantagens do fundo fiduciário

Sem sombra de dúvidas a principal vantagem de um fundo fiduciário é poder proteger seu patrimônio de tributações abusivas, principalmente após o falecimento.

Quando se faz um fundo desses, o contribuinte passa a pagar um único imposto e posteriormente passa seus ativos para o beneficiário com muito mais liquidez.

Em casos de herança, a maior vantagem do fundo fiduciário é permitir a distribuição dos bens em caso de morte sem a necessidade de um inventário, tornando o processo bem mais ágil.

Para o concedente é uma garantia de deixar um patrimônio conservado e para o beneficiário é uma forma de receber a partilha dos bens mais rápido do que pelas vias convencionais.

Quais são as características de fundos fiduciários?

As características dos fundos fiduciários são importantes para definir como os interesses dos investidores serão protegidos de forma geral.

Cada tipo de atributo vai desempenhar um diferente papel, por isso é fundamental conhecê-los mais a fundo.

Dever de cuidar

Cabe ao administrador o dever de garantir a gestão do fundo com total transparência, permitindo inclusive que o concedente investigue as decisões tomadas.

Isso serve para que essas decisões não coloquem em risco o fundo, até porque, é o seu patrimônio que está em jogo.

Agir de Boa Fé

O gestor do fundo fiduciário deve sempre agir em prol dos interesses do concedente e também do beneficiário.

Ou seja, suas decisões devem buscar a valorização do fundo e a mitigação dos riscos, para garantir que os ativos fiquem seguros até o momento da transferência para o beneficiário.

Lealdade

Buscar um administrador que seja idôneo é o primeiro passo, pois mesmo que o gestor não possa ativamente usar o seu patrimônio para fins pessoais, é preciso ter a certeza de que não estará sujeito a nenhum tipo de fraude financeira ou fiscal.

Essa lealdade é a característica fundamental para um fundo fiduciário, afinal, tudo se baseia na confiança, por isso a escolha do administrador tem que ser feita com muita cautela por parte do concedente.

Busque sempre empresas ou profissionais sérios, com certificação financeira e que tenham credibilidade comprovada.

Como constituir um fundo fiduciário?

O primeiro passo para constituir um fundo fiduciário é entender qual tipo está mais alinhado com suas necessidades e objetivos.

Em seguida, vale entender como são as leis do seu estado com relação a abertura desse tipo de fundo, pois cada federação atua de um jeito diferente sobre o assunto, inclusive com alíquotas tributárias maiores ou menores dependendo da unidade federativa.

Tudo isso feito, vem a etapa importantíssima que é buscar um administrador confiável para gerir os ativos desse fundo.

Além disso, nessa etapa é fundamental decidir quais os bens que irão compor o seu fundo fiduciário, pensando sempre na manutenção do patrimônio, mas também em ter ativos fora do fundo para operar com liquidez no dia a dia.

É interessante também que o concedente já estabeleça no contrato do fundo quais serão os beneficiários e quais bens cada um irá receber para facilitar a partilha no futuro.

Também tem a opção de passar a herança toda de uma vez, ou estipular o pagamento de partes ao longo do tempo, tendo assim uma forma gradual de transferir o patrimônio.

Essa é uma maneira de garantir que o beneficiário tenha uma fonte de renda contínua por um período de tempo, podendo assim se organizar para fazer a gestão do benefício recebido da forma que melhor o convir.

O último passo é formalizar isso tudo em contrato, com um advogado acompanhando ou mesmo uma empresa especializada em gestão de patrimônio e de fundos como a Portofino, para ter um processo eficiente.

Vale ressaltar que a gestão do seu patrimônio deve ser feita desde sempre, não só para garantir uma transferência eficiente e com poucos tributos, mas também para fazer com que seus ativos se valorizem com o tempo.

Para isso, ferramentas de gestão financeira como a Wealth Planner são imprescindíveis para proteger e valorizar o seu patrimônio. 

Conclusão

Os fundos fiduciários são mais uma forma eficiente e legal para fazer a blindagem do seu patrimônio, sendo também uma opção para valorizar seus ativos ao longo do tempo e transferi-los com segurança aos beneficiários.

Essa modalidade é bastante semelhante aos trusts funds que já falamos por aqui, e vão servir para que a transição dos seus bens seja feita de forma agilizada e com menos incidência de tributos possível.

Portanto, vamos recapitular os passos para constituir um fundo fiduciário e suas vantagens:

Escolher um administrador confiável, seja pessoa ou empresa, é o primeiro passo para uma gestão eficiente do seu patrimônio. 

Depois, estabelecer quem serão seus beneficiários, quais bens irão receber e quais as condições do pagamento.

Por fim, documentar todo esse processo com auxílio jurídico de um advogado ou empresa especializada, para garantir que o fundo estará seguro e seus ativos serão valorizados até o momento da transferência ao beneficiário.

Dessa forma, você fica mais tranquilo quanto a proteção do seus bens, sabendo que deixará um legado positivo, que irá beneficiar seus familiares.

Enquanto isso, tenha uma gestão financeira profissional para cuidar dos seus ativos em vida, e conte com quem entende do assunto e pode oferecer ferramentas modernas para cuidar do seu patrimônio.

Conheça as soluções da Portofino Multi Family Office e saiba como nossos mais de 40 especialistas em gestão financeira vão cuidar dos seus ativos com transparência, ética e responsabilidade.

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

EsferaBR | Rogério Marinho

por danielbarbuglio | 21 mar 2022 | Family Office, EsferaBR, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de Leitura: 4 min

Família Portofino,

Na quinta-feira, 17 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com Rogério Marinho, Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil.

Trajetória

Rogério Marinho, hoje no Partido Liberal, já foi Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte entre 2012 até 2014. Depois disso foi Deputado Federal pelo o estado até ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir como Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Brasil.

No cargo, Marinho foi coordenador do governo em aprovar a Reforma da Previdência e o projeto “Carteira Verde-Amarelo”, que visava combater o desemprego por meio de incentivos fiscais. Logo depois, foi convidado para ser o Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil no começo de 2020, cargo que ocupa até hoje.

Rogerio Marinho em pronunciamento transmitido pela TV Globo.

Feitos da gestão

O ministro começou seu discurso no jantar falando que o empreendedor gera riqueza no país, sendo pequeno ou grande. Ademais, completou dizendo que o papel do governo é não atrapalhar.

Na sequência, como não podia ser diferente, Marinho começou a comentar sobre os feitos dentro da pasta. Ele ressaltou que a principal meta é a redução das desigualdades regionais no Brasil. Como exemplo, ele mencionou que pretende, até 2023, que 90% da população tenha esgoto, sendo que atualmente mais de 100 milhões de pessoas não têm acesso ao tratamento de esgoto. Em contrapartida, como afirma o político, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo.

Entre outros feitos, ele citou:

  • Gastos R$ 4,5 bilhões em obras de segurança hídrica;
  • O desenvolvimento de um trabalho para levar água de qualidade para a população;
  • Criação de um novo fundo que tem R$ 715 milhões para estados e municípios;
  • Extensão da linha férrea;
  • Novo marco hídrico com projetos aprovados de R$ 10,92 bilhões entre os nove leilões de saneamento básico;
  • Número de captação de recurso via debênture incentivada de 2015-2018 triplicou entre o ano de 2020-2021;
  • Obras com parceria entre o setor público e privado seguindo os critérios ESG.

Marinho também comentou sobre o déficit de habitação no Brasil. Segundo ele, nos últimos 20 anos o Brasil deu 200 mil títulos de propriedade aos pequenos produtores rurais. Neste governo, Marinho afirma que foram 340 mil títulos nos últimos três anos.

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“Cemitério de obras”

Continuando seu discurso no jantar, Marinho avançou no campo das obras. Ele comentou que praticamente todos os governos que entram em um novo mandato abandonam obras anteriores. Rogério Marinho citou que recebeu 170 mil obras inacabadas, afirmou que “o Brasil é um cemitério de obras” e destacou que já ativou 140 mil obras, com 15.600 entregues. As outras 30 mil, de acordo com Marinho, têm algum problema ligado à empresas ou ao ministério público.

Reforma da Previdência

Ao comentar sobre sua passagem como articulador do governo para a aprovação da Reforma da Previdência, o ministro ressaltou que, na verdade, são R$ 1,1 trilhão economizados com o projeto, e não somente os R$ 800 bilhões.

Panorama do governo Bolsonaro

Em relação ao governo de forma geral, Marinho ressaltou que os maiores problemas são a desigualdade regional no Brasil e que o nordeste tem 28% da população do Brasil e apenas 14% do PIB.

Ele ponderou que o mandato do presidente Jair Bolsonaro passou por fatores como a pandemia de coronavírus, a guerra entre Rússia e Ucrânia, facada, entre outras situações que, na visão do ministro, pioraram sua reputação. Contudo, ele fez questão de destacar que é um governo que “trabalha em silêncio” e entrega muito, mas que infelizmente a grande imprensa cria narrativas que não refletem a realidade da gestão.

Por fim, Marinho disse que Bolsonaro é um homem rude, não tem filtro, mas tem a verdade. O político antes de finalizar ainda comentou que parece que nós temos saudades dos líderes pretéritos, os quais eram acusados de assaltar as estatais e de corromper as pessoas.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

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