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O que é risco em investimentos e como gerenciá-lo? [Guia]

O que é risco em investimentos e como gerenciá-lo? [Guia]

por danielbarbuglio | 27 maio 2022 | Planejamento

Introdução

Sempre que vamos fazer uma escolha em nossas vidas, temos que considerar as oportunidades e riscos envolvidos, e no mundo dos investimentos isso também é parte da questão.

O risco investimento faz parte da vida de todo investidor, e podemos de antemão te garantir que não há forma de investir sem correr riscos, porém, é possível gerenciá-los para ser menos impactado, mas principalmente, para otimizar os seus ganhos.

Confira no artigo de hoje um guia sobre os principais riscos ao fazer investimentos, como gerenciá-los da forma mais adequada buscando sempre otimizar os ganhos e evitar as possíveis perdas.

Boa leitura.

risco investimento o que é

O que é risco em investimentos?

Riscos são todas as possibilidades de prejuízos em alguma empreitada, nesse caso, estamos falando de investimentos, então, risco investimento é tudo que pode acontecer para impactar negativamente os seus rendimentos.

O mercado financeiro tem por característica ser muito volátil, e normalmente quanto maior as chances de ganhos, maiores são os riscos envolvidos também, por isso é importante saber gerenciá-lo.

No entanto, não existe um único tipo de investimento, o que nos mostra que também não há um só tipo de risco, na verdade são vários, em vários níveis, sempre pensando nessa proporção de maiores ganhos = maiores riscos.

Quais são os tipos de riscos em investimentos?

Todo investimento vai ter um risco, alguns mais altos, outros tão ínfimos que parecem até não existir, porém não podem ser desconsiderados, pois ninguém imaginava por exemplo, uma crise como a de 2008 que acometeu um dos mercados mais fortes do mundo.

Por isso que a grande sacada não é evitar riscos em investimentos, mas sim, saber como conviver com eles e como gerenciá-los, dentro de uma ideia de diversificação e acompanhamento constante.

Para te ajudar a mapear alguns desses riscos, separamos os principais tipos que acontecem na trajetória de todo investidor, independente do seu perfil ou da categoria de investimentos de ingresso.

Risco de mercado

Falando especificamente de ações na bolsa, o risco mercado é aquele que incide sobre todo o setor em que a empresa atua.

Por exemplo, se há algum problema com o petróleo, isso vai impactar todo o mercado de combustível que vai sofrer quedas em ações das empresas do ramos, então haverá prejuízos para os investidores.

Isso pode acontecer tanto em escala global quanto local, a diferença é que quando atinge o mundo todo, é possível fazer um melhor gerenciamento dos investimentos para diminuir os riscos de perdas.

Risco de liquidez

Liquidez em termos leigos é ter o dinheiro pronto para usar, ou seja, dinheiro na conta corrente é liquidez total pois você pode pegar e usar para fazer as aquisições que quiser.

No meio dos investimentos, essa liquidez pode variar, pois alguns tipos de aquisições só poderão ser realizadas em determinado tempo.

Um bom exemplo disso é o investimento em imóveis, pois digamos que você possua uma casa no valor de 500 mil reais e por algum acontecimento precise do dinheiro, vai ser muito difícil vender esse imóvel de um dia para o outro.

Por isso que ao investir seu capital, considere o risco liquidez para saber o quanto ele pode ficar rendendo sem impactar a sua vida financeira.

Risco de crédito

Risco de crédito é basicamente as chances de algum tipo de inadimplência por parte de quem emitiu o título e na hora de pagar descumpriu esse trato deixando os investidores sem seus dividendos.

Contra isso, é possível verificar qual a avaliação dessa instituição junto a órgãos específicos que te ajudam a entender se essa empresa oferece riscos de não arcar com seus compromissos baseado em seu histórico e outras situações corporativas.

Risco operacional

Esses são os riscos inerentes à atividade de uma empresa e sua operação, e quanto isso pode prejudicar os investidores.

Por exemplo, mesmo que uma empresa esteja com suas ações ascendendo na cotação da bolsa, nada impede que os seus gestores cometam erros que possam levar a companhia à falência e as ações despencaram.

Por isso que geralmente, os principais investidores compõem um board que faz análises das finanças da empresa para entender o quão sólido é o investimento feito, para que assim diminuam os riscos envolvidos.

riscos em investimentos perfis

O que são os perfis de risco de investidores?

O perfil de risco dos investidores é o que vai definir quanto de risco o investidor está disposto a correr para conseguir determinados ganhos em um período de tempo.

Sendo assim, você terá investidores dispostos a arriscar em novidades, como start ups, enquanto terá outros que preferem ter seu capital em fundos de renda fixa, com rendimentos previsíveis e certa estabilidade.

É importante entender qual o seu tipo, mas mais do que isso, entender como está a sua situação financeira e o que ela te permite fazer na questão de investimentos.

Os perfis são separados em 3 categorias que você pode se enquadrar, confira a seguir:

Conservador

O conservador é aquele investidor mais protecionista, que jamais vai arriscar a maior parte do seu patrimônio, não importa quão promissora a oportunidade pareça.

Geralmente é quem prefere investimentos de baixo risco, com pouca volatilidade e lucro baixo, porém previsível, pois sabe que o seu dinheiro não vai ficar parado e ainda terá um certo ganho num futuro próximo.

O investidor conservador também busca mais liquidez do que retorno, pois quer estar preparado para qualquer imprevisto, ainda sim, é comum fazerem investimentos em imóveis, por considerarem ser algo bastante seguro do ponto de vista financeiro.

Moderado

O moderado não está nem muito ao céu nem muito ao chão, e se permite fazer opções mais arriscadas para tentar alavancar seus ganhos.

Um perfil conservador, pode ser moderado às vezes, quando resolve fazer apostas em novos investimentos, mas sem jamais comprometer parte substancial do patrimônio, ou seja, o moderado vai investir em oportunidades mais arriscadas só se tiver sobrando dinheiro e raramente vai arriscar sua renda nisso.

Pode abrir mão de certa liquidez para conseguir um retorno atrativo no médio prazo.

Arrojado

Por fim, o perfil arrojado é aquele adepto ao risco porque sabe que os ganhos podem ser altos e não tem problema em viver essa adrenalina.

Muitos investidores desse perfil, gostam de ir para operações de day trade com ganhos rápidos, mas também perdas, por isso são profissionais que sabem os riscos que estão correndo e podem absorver sem comprometer a sua saúde financeira.

Lembrando que sair apostando em investimentos mirabolantes não é coisa de investidor arrojado, é apenas ganância vazia, pois para gerenciar esses riscos altos, é preciso ter muita experiência e um bom domínio do mercado de ações, então antes de se aventurar nesse tipo de operação, procure assessoria profissional.

risco investimento métricas

Quais as principais métricas para avaliar o risco?

Para poder antecipar e gerenciar os riscos em investimentos existem algumas métricas já bastante conhecidas, que você precisa sempre levar em conta antes de começar a investir.

Aquela proporção de mais ganhos = mais riscos se mantém, porém outros fatores entram na equação, como o tempo envolvido, valor investimentos e até as taxas envolvidas no processo.

O mais importante é ter uma boa noção de cada uma dessas métricas, para poder escolher investimentos variados que vão atuar amenizando cada uma delas, por isso sempre é o melhor passo ter uma carteira bem diversificada como falaremos mais adiante.

No momento, vamos conhecer algumas das principais métricas para calcular os riscos em investimentos.

Volatilidade

Talvez a mais conhecida das estatística que mede o risco seja a volatilidade, pois ela aponta as variações de preço de um determinado investimento ao longo de um período específico.

Algumas seguem um padrão mais fácil de acompanhar, outros ativos tem uma volatilidade com variações bem mais imprevisíveis.

Por exemplo, a cotação do dólar tem uma volatilidade altíssima, e pode mudar drasticamente de um dia para o outro, porém, existe uma média em que os investidores se baseiam para aguentar essa variação de preço quando resolvem investir em dólar.

risco investimento volatilidade

Value-at-Risk

Também referido como VAR, ou value-at-risk mede o risco e os impactos de uma perda máxima em cima de algum investimento em um determinado período de tempo.

É uma das métricas mais confiáveis e certeiras do mercado para indicar quais são os riscos atribuídos naquele investimento e apresenta isso de maneira clara e bem objetivo para que o investidor entenda as possibilidades e impactos de uma eventual perda.

Por isso, o VaR considera também um intervalo de confiança para que o investimento possa ter seus riscos gerenciados da melhor forma possível.

Lembrando que risco está relacionado a incertezas, então, quanto mais incerto o cenário, maior será o risco medido pelo vaR.

Drawdown

O termo drawdown aparece quando falamos do ponto máximo de queda que um ativo pode ter num determinado período.

Ou seja, se o pico do ativo é de 100 reais e dentro de um mês o mínimo que ele pode chegar é a 50 reais, isso significa um drawdown de 50%.

Essa análise ajuda a entender como gerenciar os seus investimentos a fim de controlar os riscos e ter um cálculo das possíveis perdas, mesmo considerando o pior cenário.

Para calcular o drawdown você vai precisar saber o valor máximo e o valor mínimo de um ativo dentro de um determinado período e há uma fórmula para fazer esse cálculo.

Duration

O termo duration ou “duração” é mais comumente aplicado sobre investimentos em renda fixa, pois estes dependem de um tempo determinado para trazer rendimentos para o investidor.

Esse tempo para obter os rendimentos é necessário porque a maioria deles se baseia também em taxas de juros, por isso uma longa duração favorece para que se obtenha uma maior retorno.

A vantagem dos investimentos em rendas fixas é que oferecem bem menos riscos no sentido da perda, pois em geral os ganhos são previsíveis, no entanto, esse longo tempo que alguns investimentos precisam para render, pode ser um problema justamente por não permitirem liquidez.

Para isso, a melhor maneira é entender que uma carteira de investimentos diversificada, permite que você mescle ativos de longa duração e menores riscos, com outros mais arrojados que podem dar retorno em um tempo menor.

Esse equilíbrio no portfólio é que permite uma lucratividade atrativa para o investidor.

Gerenciamento de riscos em investimentos

Como gerenciar o risco em portfólios de investimentos?

Antes de montar um portfólio de investimentos e até mesmo antes de analisar os riscos, você precisa entender qual é o seu perfil de investidor, pois não adianta montar uma carteira arrojada sendo que isso não será confortável para sua situação financeira.

Principalmente se você está começando, é ideal partir de um conjunto de ativos mais conservadores, talvez moderados, para que você possa entender o mercado na prática, até porque, a teoria aceita tudo.

Com um pouco mais de experiência, você poderá entender mais sobre como os riscos impactam na vida de um investidor e aprende a conviver com eles de forma saudável.

Evite assumir grandes riscos em investimentos se você ainda não sente que domina o mercado.

A importância de diversificar a sua carteira

A melhor forma de controlar os riscos em investimento é ter uma carteira diversificada, e aí tanto fazer se você é conservador, moderado ou arrojado, porque para todos os perfis haverão ativos variados, e o que vai diferenciar é a proporção de cada um dentro do portfólio.

Ativos de curto, médio e longo prazo devem estar na mesma carteira, sempre com um cálculo que priorize os seus objetivos como investidor.

Quanto a isso, não tem maneira mais assertiva de compor uma carteira de investimentos lucrativa e financeiramente saudável, do que utilizando o auxílio de uma assessoria especializada para conter riscos e otimizar lucros.

A Porto Fino é especializada em gerenciar o patrimônio familiar, seja em investimentos de renda fixa ou variável, então, se quer saber como investir controlando bem os riscos, conheça mais do nosso trabalho.

Conclusão

Os riscos em investimentos são inevitáveis e entendendo isso, você pode ingressar no mercado financeiro sabendo o que esperar e assim buscar maneiras de conviver e principalmente de gerenciar esses riscos para ter sucesso nessa empreitada.

Então, conheça o seu perfil investidor, faça um mapeamento dos principais riscos e construa uma carteira de investimentos lucrativa.

Conheça os serviços da Porto Fino para ter ajuda de quem entende de gestão patrimonial.

Causa e Efeito: 27.05.2022

Causa e Efeito: 27.05.2022

por danielbarbuglio | 26 maio 2022 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

Clique no ícone para ouvir no
Spotify e outros players.

Tempo do áudio e leitura: 5 mins

Família Portofino,

Faz algum tempo desde que nos falamos pela última vez. A grande verdade é que, pelo menos do lado macroeconômico, pouco se alterou desde então. Nós, investidores, continuamos debatendo sobre a capacidade dos bancos centrais em lidar com o recente surto inflacionário pós-pandêmico sem que suas ações provoquem um choque recessivo sobre as economias. Esse desafio não se cansa de surpreender a todos dados os sucessivos impactos sobre preços de forma geral.

Já elaboramos neste mesmo fórum, a respeito dos efeitos do crescimento abrupto da demanda por bens durante a pandemia e posterior impacto sobre serviços com a retomada da mobilidade. Falamos também das consequências, além das questões humanitárias, do conflito Rússia-Ucrânia sobre principalmente alimentos e energia. Isso sem deixar de mencionar o custo da desglobalização, da transição energética para uma matriz mais limpa e da nova interrupção das cadeias de produção na China em função de sua política de tolerância zero à propagação de novos casos da COVID-19 e consequentes lockdowns.

Desde então, os analistas vêm alterando suas projeções de crescimento e inflação para, sem exceção, todas as regiões do mundo. Considerando os Estados Unidos e Europa como exemplos, em meados do ano passado projetava-se uma inflação para 2022 não superior a 3%. Nos dias atuais, com todas as surpresas que mencionamos acima, não se espera nada abaixo de 7%. Com o crescimento, aconteceu exatamente o contrário. No início do segundo semestre de 2021 os analistas previam, em média, que as economias americana e europeia cresceriam acima de 4%. Hoje, falar em 2,5% ou menos, passou a ser absolutamente corriqueiro.

Em estágios diferentes, bancos centrais das nações desenvolvidas e emergentes já iniciaram o processo de aperto monetário, mas a tarefa não cansa de se mostrar cada vez mais desafiadora. Mas, se por um lado, o cenário macroeconômico continua nebuloso e com baixa visibilidade, já para os preços dos ativos, a estória começa a parecer diferente. O mercado global de renda fixa, considerando predominantemente os mercados mais desenvolvidos, está tendo em 2022 seu pior desempenho dos últimos 30 anos! De forma agregada, esse mercado cai no ano mais de 10%. Sim, renda fixa, internacional, mercados desenvolvidos e em dólares com rentabilidade negativa.

Confira: Wealth Management: Saiba tudo como funciona esse serviço e qual o momento correto para contratar

Nas ações americanas, leia-se S&P500, a queda nominal esse ano se mostra importante, por volta de 15%. Quando olhamos do ponto de vista de valuation, os preços das ações hoje contra suas projeções de lucro para os próximos 12 meses, mostram um múltiplo próximo da média dos últimos 10 anos. Não há que se falar em barganha, mas longe de se afirmar que os preços se encontram ainda em níveis exagerados. Se analisarmos somente o setor de tecnologia, o impacto é ainda maior. O índice NASDAQ, que concentra apenas ações desse segmento, cai quase 25%. Estratificando ainda mais essa amostra, o ETF ARKK, que agrega apenas companhias relacionadas a tecnologias ditas disruptivas, perde cerca de 2/3 do seu valor desde sua máxima atingida em meados do ano passado.

Isso tudo para dizer que, na linguagem do mercado financeiro, nos parece que já se tem muita coisa no preço. Temos observado alguma recuperação nos mercados nas últimas semanas, mas aqueles investidores mais pessimistas alertam para o que se convencionou chamar bear market rally. Em livre tradução, isso seria uma recuperação acentuada dos preços dos ativos no curto prazo em meio a uma queda mais estrutural no longo prazo. E por falar em pessimismo, índices qualitativos que medem o pessimismo dos investidores mostram-se próximos de seus piores níveis dos últimos 30 anos. Estes indicadores costumam ser ótimos previsores de reversão dos mercados.

Faz alguns meses, nossas carteiras já vinham carregando menor risco de forma geral. Nossa estratégia de renda variável tem sido mais defensiva tanto do ponto de vista do tamanho quanto da composição dos ativos. Privilegiamos o carregamento de ativos pós-fixados, indexados à inflação e de prazos (duration) mais curtos. Não vamos queimar a largada, mas o nosso desconforto hoje está mais em identificar oportunidades que, no longo prazo, se mostrarão certamente rentáveis, do que continuar reduzindo risco. São nesses momentos, com cautela sempre, é verdade, que se ganha dinheiro.

Uma ótima sexta-feira e final de semana para você.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Café da Manhã com Hamilton Mourão

Café da Manhã com Hamilton Mourão

por danielbarbuglio | 25 maio 2022 | Multi Family Office, Family Office

Tempo de leitura: 3 minutos

Família Portofino,

Nesta quarta-feira (25), participamos de um café da manhã, evento promovido pela RPS Capital, com o vice-presidente da República Hamilton Mourão.

Confira a seguir alguns dos principais assuntos abordados no encontro.

Aquecimento global

Dentre os assuntos discutidos, o vice-presidente foi questionado sobre a questão do aquecimento global. Mourão destacou que se o Brasil encerrar o desmatamento já entrega o compromisso de redução de emissão de carbono. “Acabar com o desmatamento é fácil, o difícil é a manutenção”, afirmou ele.

Crise global

A respeito da crise que o mundo todo vive, o ex-militar comentou um pouco sobre a guerra que acontece no leste europeu. Na opinião dele, a Ucrânia se preparou para esse conflito desde a invasão da Crimeia, com o ocidente já auxiliando o país com armas de última tecnologia. Ademais, ele disse não haver um indicativo para o fim do conflito.

Mourão abordou mais dois tópicos referentes à crise mundial. Ele comentou sobre os superciclos de manutenção de poder, tanto na Rússia quanto na China, que querem ficar até 2035 no poder. Além disso, ele também falou da dificuldade que o lado democrático tem em meio a enorme guerra de versões e disputas culturais. 

Saiba mais: Conheça e tire suas dúvidas em nosso guia sobre Family Offices e Multi Family Offices

Dificuldades do Brasil

Trazendo a conversa para o território nacional, o vice-presidente comentou sobre dois pilares: fiscal e produtividade. No âmbito fiscal, ele disse que a reforma da previdência precisará voltar daqui a 5 anos. Complementou também falando que tem que ser aprovada uma reforma administrativa, que já está muito bem formulada e só precisa de empenho político.

No lado da produtividade, para Mourão o primeiro passo é a reforma tributária com um IVA, trocando do imposto do consumo para a renda. Ainda conforme o general da reserva, o segundo passo tem que ser via infraestrutura

Eleições 2022

Por fim, Mourão falou sobre as eleições presidenciais de 2022. Segundo ele, até o meio do ano Bolsonaro deve empatar tecnicamente com Lula. Dessa forma, ele diz não acreditar em terceira via e que as eleições serão acirradas.

O vice-presidente fez questão de ressaltar que não há nenhuma possibilidade de golpe. “Não há espaço na política global para isso. Teríamos sanções ao estilo das que estão ocorrendo na Rússia”, finalizou.

_________________________

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

Imagem em destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Esfera BR | Economista de Ciro Gomes fala sobre Petrobras, reformas e diz que foco é melhorar a produtividade do Brasil

Esfera BR | Economista de Ciro Gomes fala sobre Petrobras, reformas e diz que foco é melhorar a produtividade do Brasil

por danielbarbuglio | 24 maio 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de leitura: 5 minutos

Em jantar realizado na última segunda-feira (23), pela Esfera Brasil, Nelson Marconi, assessor de Ciro Gomes na área econômica, compartilhou com empresários sua opinião sobre a política de preços da Petrobras, reformas e as prioridades do governo do candidato à Presidência.

O caso Petrobras

“Esse é um assunto que ninguém tem escapado de responder”. Marconi foi questionado sobre como a Petrobras pode melhorar o “controle” de preços e respondeu que ela deveria focar mais no refino, além de incentivar outras empresas a voltarem a refinar o petróleo para o país ficar próximo de ser autossustentável. Em complemento, ele comentou que a estatal precisa ser sustentável, no mínimo, pelos próximos 20-30 anos.

Sobre a companhia, o economista também foi indagado sobre a privatização da mesma. Na opinião de Marconi, ele não julga que a solução é continuar como está, ou seja, uma parte com capital aberto e outra pública. Neste sentido, ele argumentou que não podemos vender uma empresa com uma atividade tão importante como essa 100% focado no lucro. Ademais, incluiu a Eletrobras nesse argumento, mas fez questão de ressaltar que gostou muito do marco do saneamento, por exemplo, e irá estimular a continuidade de outras privatizações.

Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos

Reformas em pauta

  • Administrativa: a respeito da reforma administrativa, Marconi disse que não precisa criar reformas do zero, pois, segundo ele, existe uma reforma parada na Câmara dos Deputados desde 1999 devido a uma grande resistência. Ele completou explicando que não apoia a meritocracia individual, mas, sim, em grupos e órgãos, o que seria fundamental para uma melhora no desempenho dos prestadores.
  • Trabalhista: “não tem que voltar para CLT de antes”, falou o economista, que completou afirmando que o mais importante são os mecanismos para negociar. Ele ainda destacou que os encargos trabalhistas são muito altos, portanto é “essencial” mudar isso.
  • Tributária: nesse caso, Marconi se mostrou favorável a tributação de dividendos, lembrando que a Eslovênia é o outro único país que não taxa os proventos, além de defender a taxação de grandes fortunas. Entre outros assuntos, o economista falou em subir a tributação dos estados sobre herança, mas foi discutido no grupo de participantes que isso é algo do estado e não do Governo Federal e que Ciro Gomes pode perder poder político entrando em uma discussão que acaba não refletindo em algo que seria do escopo dele.

Banco Central e teto de gastos

Nelson Marconi também foi indagado sobre o que pensa a respeito da autonomia do Banco Central, a qual ele se diz contra. Ele diz acreditar que o Banco Central acaba fazendo uma política monetária que é um grande driver do presidente da República. Em suma, ele respeita a autonomia operacional, mas não a administrativa. “O BC faz política econômica e é um braço muito importante de qualquer governo. O presidente da República tem que ter autonomia para escolher um presidente do Banco Central alinhado com ele”, analisou.

Quando perguntado sobre o teto de gastos, ele disse que concorda, mas vai deixar os investimentos fora do teto, pois é algo fundamental para o crescimento e desenvolvimento do país.

Campanha de Ciro Gomes

Cada vez mais perto das eleições, Marconi teve que responder quais as prioridades do governo Ciro. O economista citou que a criação de emprego, saúde e educação são os principais pontos.

Por fim, encerrou sua participação elogiando Ciro Gomes, dizendo que o que ele fez para o Ceará foi incrível e que a parte da educação é algo que ele quer replicar para o Brasil. Inclusive, cutucou o PT ao falar que Ciro se desvinculou do partido faz tempo, porque não concorda com a corrupção da sigla e desafiou achar algum problema de corrupção do candidato. “O foco principal é melhorar a produtividade do Brasil, não por decreto, e sim criando uma situação para o país crescer e prosperar”, finalizou o economista.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela iniciativa EsferaBR e Portofino MFO.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Como funciona a doação de bens em vida? Saiba tudo sobre

Como funciona a doação de bens em vida? Saiba tudo sobre

por danielbarbuglio | 13 maio 2022 | Planejamento

Introdução

Toda partida de alguém com grande patrimônio envolve conflitos de família e burocracias, por isso, muitos procuram opções para fazer a doação dos bens em vida e descomplicar um pouco as coisas, num momento que já é complicado.

De fato, isso pode ter várias vantagens para que a transição de patrimônio seja feita de forma mais tranquila e até eliminando alguns tributos envolvidos neste tipo de transação.

Mas fazer essa gestão não é tão simples, porque as legislações podem ser um tanto complexas, por isso há um planejamento necessário para executar essa doação em vida de forma vantajosa.

Preparamos este conteúdo tudo que você precisa saber para planejar as doações em vida e fazer uma passagem de patrimônio tranquila e cheia de benefícios.

Boa leitura.

O que é a doação de bens em vida?

A doação de bens em vida consiste em fazer a transferência de algum patrimônio, via contrato, sem cobrar nenhum pagamento em troca, mas pode haver algum encargo envolvido em determinados casos.

Transferência de residência por exemplo, podem incidir encargos, mediante ao pré requisito em contrato que a propriedade deva ser utilizada para atividade filantrópicas, como doação para criação de orfanato por exemplo, como acontece muito.

De cara, fazer a doação em vida já faz com que o bem doado não precise entrar num futuro inventário, e só com isso já agiliza bastante esse processo de partilha.

Isso serve para que a família passe por um processo bem menos burocrático ao lidar com os bens do falecido.

Como funciona a doação em vida?

Para cada tipo de bem há uma especialidade no processo, mas via de regra, existem algumas características comuns na maioria das operações.

São elas:

Bens móveis de pequeno valor:

Para esses é possível fazer uma doação sem contrato escrito, e os exemplos mais comuns são doações de roupas, cestas básicas, alimentos, dinheiro em pequenas quantias, etc…

Bens móveis de valor elevado:

É possível ser passada a titularidade via contrato público, em cartório ou de forma totalmente particular.

Bem imóvel até 30 salários-mínimos

Imóveis considerados de valor relativamente baixo, devem ser transferidos com mudança nos registros do município e em cartório para fins legais.

Bem imóvel acima de 20 salários-mínimos

Já os imóveis de valor maior só podem ser validados por meio de documento público, com todos os registros de propriedades efetuados corretamente.

Importante lembrar que toda a doação de bens, principalmente os que envolvem transferência de titularidade, devem ter anuência do beneficiário, para evitar fraudes, pois muitas vezes podem existir dívidas atreladas a um imóvel que serão passadas junto com a propriedade, então é importante ter um acordo entre as partes.

doação em vida herança

Doação em vida x herança x testamento

Apesar de no fim das contas parecem coisas bem semelhantes, juridicamente há algumas diferenças que vão influenciar também nas documentações pertinentes às transações. Então, vamos entender cada um:

Herança:

A herança é a partilha dos bens após inventário e leva em consideração uma hierarquia de parentesco e também os beneficiários presentes no testamento.

Testamento:

É o documento que expressa a vontade do dono dos bens em deixá-los para terceiros, que podem ou não fazer parte da família.

O testamento tem valor legal, porém ele é limitado se existem herdeiros legítimos, nesse caso, apenas 50% do patrimônio pode ser dedicado aos testamentários.

Lembrando que isso só contempla descendentes e ascendentes diretos, então irmãos e primos não entram na partilha de herdeiros, apenas em caso de presença no testamento.

Doação em vida:

Por fim, a doação feita em vida fica fora do inventário, então não entra na partilha para herdeiros e testamentários.

doação em vida como fazer

Como fazer a doação de bens em vida?

O primeiro passo é ter a vontade de fazer essa doação, depois, entender quais as legislações que incidem sobre para aproveitar as vantagens dessa ação, lembrando que o objetivo é fazer uma transição de patrimônio menos burocrática.

Para cada tipo de bens, uma documentação diferente será necessária, então veremos alguns exemplos a seguir.

Documentação necessária

Nos bens móveis a transferência é feita semelhante a uma compra e venda, então no caso de um automóvel por exemplo, é necessário comprovantes de condição do veículo (CRLV) e os formulários do Renavam, e claro, as cópias dos documentos de identificação como RG, CPF e comprovante de residência.

Os bens imóveis por outro lado, também precisarão de documentações que seguem as exigências dos cartórios para fazer os devidos registros.

Quais as restrições para doação de bens em vida?

É importante considerar que nem todos os bens podem ser doados em vida, pois há alguns casos em que a transferência pode onerar herdeiros e até, em alguns casos, ser considerada com tentativa de fraude ou para fugir de dívidas judiciais.

Alguns exemplos de restrição à doação de bens em vida são:

Herança legítima: assim como funciona no testamento, a transferência deve ser limitada a 50% do patrimônio destinado aos herdeiros.

Doação Universal: em hipótese alguma a doação deve deixar o doador sem recursos, do contrário ela é invalidade, e isso evita coação criminosa por exemplo.

Doação do Cônjuge adúltero: caso um dos cônjuges tente doar o patrimônio para se beneficiar num eventual divórcio, o outro pode pedir cancelamento da doação.

Fraude contra credores: já pincelamos o assunto em alguns pontos acima, e resumindo, doador que possua dívidas pode ter suas doações consideradas como tentativa de se livrar do credores, e neste caso a operação também é anulada.

Como garantir o direito sobre o bem após doação?

Após a conclusão de uma transferência de titularidade por meio de doação, você estará alienando o bem para outra pessoa, então ele passa a não ser mais seu. No entanto, é possível incluir algumas calças para manter direitos sobre.

Você pode incluir cláusulas para que o bem não seja vendido, doado ou penhorado, o que é uma forma de garantir seus direitos sobre a propriedade.

doação em vida ou holding

Criação de holdings como alternativa à doação em vida

A doação de bens em vida é uma alternativa para amortizar os custos e tributos envolvidos em um inventário, mas uma outra alternativa é a criação de uma holding.

Dentro do planejamento sucessório, a holding familiar é uma pessoa jurídica que detém os bens e participações em sociedade e pode ser constituída como sociedade limitada ou aquisição de ações.

Constituindo uma holding o patrimônio passa a integrar o capital social da sociedade onde podem constar os herdeiros como sócios e assim a administração fica a cargo deles após o falecimento do dono.

Essa opção, assim como outras, é apenas uma das maneiras de fazer a gestão do patrimônio familiar, e é importante pensar nele como um todo, não apenas no momento de perda de um familiar.

A Portofino Multifamily Office atua justamente na gestão de patrimônio, fazendo com que a sucessão seja tranquila e satisfatória para as partes, utilizando de estratégias legais para que a transferência de bens não seja onerosa.

Confira como nossa assessoria patrimonial sob medida pode ajudar na gestão e sucessão do seu patrimônio.

Conclusão

Entender a doação em vida como estratégia de gerenciamento de patrimônio é uma opção interessante que pode trazer várias vantagens para os beneficiários e fazer com que o processo de inventário transcorra de maneira menos onerosa.

Além disso, é importante considerar que a gestão do seu patrimônio não é algo que deva ficar para os finalmentes, mas sim, ser planejada durante todo o processo.

Por isso, conte com a Portofino Multifamily Office para obter opções de sucessão de patrimônio mais eficientes.

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