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Entenda o rebate e as implicações nos seus investimentos

Entenda o rebate e as implicações nos seus investimentos

por danielbarbuglio | 24 jun 2022 | Planejamento

Introdução

Até o investidor de longa data, mas que não é tão engajado com as minúcias das operações, não sabe muito bem o que é nem como funciona o tal do rebate financeiro nos investimentos, mas sem problemas, iremos explicar tudo aqui para você.

Entender sobre esse assunto é importante para que você não sofra com perdas inesperadas pagando altas taxas ocultas e nem caia em possíveis conflitos de interesses na hora de contratar produtos ou uma empresa para cuidar dos seus investimentos.

Portanto, vamos falar no artigo de hoje sobre o que é o rebate financeiro que incide nos investimentos e quais são as implicações dessa taxa nos rendimentos do seu patrimônio.

Boa leitura.

rebate o que é

O que é rebate financeiro?

Todo produto financeiro, inevitavelmente, terá uma remuneração atrelada a ele, que é uma comissão paga para quem está oferecendo o ativo. Esse é o chamado rebate financeiro, também conhecido como taxa de rebate.

Como a maioria dos gestores de fundos e ativos não possuem força de vendas para distribuição, leia-se comercialização das cotas dos seus fundos e ativos, eles precisam de canais de vendas para fazer com que os seus produtos cheguem no investidor final. Para isso, pagam uma comissão para quem apoiá-lo neste processo de comercialização e fornecimento.

E quais são os canais tradicionais que possuem um maior número de clientes e são capazes de facilitar esse processo? As instituições financeiras como bancos, corretoras, agentes autônomos, principalmente os players que atuam com uma fatia do público investidor que chamamos de “varejo”, aqueles que investem principalmente em canais digitais e plataformas focados na oferta de produtos. De modo geral, praticamente todos os players regulados que atuam no mercado financeiro podem receber comissões, mas o que acontece, infelizmente, é que muitos ocultam essa taxa dos seus clientes por dois motivos:

1. Não demonstrar que a maior parte da remuneração em seu modelo de negócio é proveniente de comissões.

2. Não transparecer que a comissão que recebida, poderá influenciar na oferta do fundo, ativo, produto ou serviços de investimentos para o seu cliente, fazendo com que nesta “possível” situação, haja um conflito de interesses.
E porque nasce aqui um possível conflito de interesses? Porque independente do objetivo do cliente, a oferta será sempre aquela que pagar uma comissão maior para a instituição ofertante.

É isso que vamos te explicar e ensiná-lo a se proteger. Logo abaixo, você entenderá como o mercado funciona e como trabalhamos aqui na Portofino para mitigar qualquer conflito.

rebate distribuição

O rebate na distribuição de produtos de investimentos

Todo fundo de investimento possui um gestor que administra todos os ativos contidos nele. Para isso, cobram uma taxa de administração que é “praxe” do mercado financeiro.

Porém, para atrair novos investidores e fazer esse fundo performar melhor, ele precisará de mais investidores. Mas, como atrair novos investidores se ele não possui uma área comercial ou uma plataforma de distribuição?
Neste caso, irão recorrer ao canal de distribuição das instituições financeiras como bancos, corretoras, agentes autônomos, gestoras de patrimônio e “advisories” autônomos e pagando uma comissão, que são conhecidos como rebates, terão as suas cotas, ativos e produtos comercializados nos principais canais destas instituições.

Essa taxa serve para que todos os profissionais envolvidos possam ser proporcionalmente remunerados com um percentual do rebate. Até aqui, ok. O problema é quando isso não fica claro e transparente para o investidor no momento da oferta e ele acaba recebendo em sua estrutura um produto que primeiro favorece a instituição e não o seu plano de investimento.

rebate taxas

Qual é o valor da taxa de rebate?

Nos processos financeiros do mercado de investimentos existem várias taxas e todas elas vão variar mediante a vários fatores envolvidos nos processos, nas negociações entre as gestoras, assets e instituições que irão distribuir estes ativos e produtos.

Dado isso é muito difícil ter uma visão clara de qual é a taxa cobrada, isso vai depender muito de como cada instituição e advisory trabalha. Sendo assim, a melhor maneira de saber é perguntar! Pergunte para o seu advisor qual é a taxa de rebate que ele recebe para os produtos que estão na sua estrutura.

Conhecendo a existência desta prática de remuneração no mercado, você poderá escolher de forma mais clara quais serão os ativos e fundos de investimentos com as taxas mais interessantes e que irão compor a sua estrutura sem nenhum tipo de conflito de interesses embutido. Mas, lembrando que não é apenas essa taxa que você precisa considerar ao investir.

Para você ter uma ideia, aqui na Portofino, nós relacioanamos tudo para os nossos clientes. Com transparência demonstramos quais são os ativos que selecionamos para as suas carteiras e quais todas as taxas envolvidas. E o mais importante, todas as comissões que recebemos, são repassadas para o cliente pois o nosso modelo de negócio é estruturado na remuneração sobre a gestão do patrimônio e bônus por performance, não na comercialização e comissões de produtos.

Entre em contato com a Portofino agora mesmo e agende uma reunião.

Rebate e o problema do conflito de interesse

Como explicamos acima, o maior problema envolvendo o rebate financeiro é o conflito de interesses. E é justamente por esse motivo que ele tem sido exposto nas discussões entre investidores e instituições ao longo dos últimos anos.

Muitos investidores, em especial os novos, que não conhecem bem ou nem sabem da existência do rebate, ao receberem uma indicação de investimento de um corretor financeiro, podem estar sendo induzidos a adquirir um produto que dará uma boa comissão para o profissional, porém, pouco resultado para quem investiu.

Então, quando não há transparência na relação da instituição com seus clientes, é muito comum que os conflitos de interesse surjam, e vale ressaltar que não há nada de ilegal na prática, porém, convenhamos que é uma atitude anti-ética. Por isso, você deve sempre buscar uma gestão idônea, eficiente, confiável e que atue com transparência.

Devolução do rebate para mitigar conflitos de interesse

Obviamente que, para qualquer empresa de investimentos que se preze, não é interessante que ter no seu histórico possíveis conflitos de interesses com seus clientes. Porém, o fato é que nem todas pessoas sabem da existência destas tarifas e acabam pagando por elas sem saber, caso a corretora ou instituição, não deixe isso bem claro na operação. Infelizmente, isso pode acontecer.

rebate modelos

Modelos de remuneração no mercado financeiro

A taxa de rebate apesar de um pouco controversa e por vezes obscura, não é a única forma de remuneração dentro do mercado financeiro, portanto não precisa ser um impedimento para que você comece a investir.

O ponto é que ao conhecer outras opções, você pode escolher a que mais lhe convém e investir sem receio nenhum.

Gestora de recursos

A gestora de recursos é uma empresa que vai cuidar de vários investidores com vários ativos em suas carteiras, e por isso, costumam fazer suas cobranças em cima de um percentual sobre os ativos que estão sob os seus cuidados. Elas não cobram comissões ou spreads, então o investidor vai receber seus lucros e pagará apenas a taxa fixada no contrato da gestão.

Este é um dos modelos que oferecemos aqui na Portofino para os nossos clientes. Ele pode pagar pelos nossos serviços através de um valor mensal fixo, um percentual sobre a gestão do patrimônio ou um fixo mensal menor com bonificações por performance previamente acordadas.

fee based

Quais as diferenças entre “Fee-based” e “Commission-Based”?

Começando pelo modelo fee-based, no qual o advisor recebe para gerir a carteira de cada um de seus clientes, portanto, o investidor paga uma taxa fixa e baseada no valor do patrimônio aplicado.

Esses pagamentos podem ser feitos mensalmente ou na hora que o investidor decide retirar o dinheiro ou coletar dividendos.

É uma opção mais vantajosa para quem investe muito, pois a taxa não vai variar baseado nos investimentos que você escolhe, assim, as recomendações dos advisories são mais focadas em trazer rendimentos para você.

Já o commission-based é um outro nome para taxa de rebate, pois a instituição financeira recebe baseado no número de produtos que ela indica para você, levando em conta as taxas de ganho de cada uma.

É a opção que as instituições do mercado costumam preferir, e se você já assistiu o filme O Lobo de Wall Street, os ganhos que o protagonista obtém são em cima de algo que se assemelha a taxa de rebate.

E não, não estamos desencorajando os investimentos commission-based, pelo contrário, nosso objetivo aqui é apenas é te alertar para que você analise bem quais são as taxas de rebate que estão atreladas aos investimentos que seu corretor indica.

Sendo assim, busque opções que sejam transparentes nas suas ações e contratos.

Como identificar potenciais conflitos de interesse?

Uma boa relação com a instituição financeira passa pela confiança que o investidor tem na empresa e nos assessores que cuidam de seus investimentos.

Confiança é construída através de transparência, então, se a empresa, banco ou corretora que hoje gerencia seus investimentos não te passa tantas informações ou você não sente clareza no que está recebendo enquanto feedback, pode estar havendo conflitos de interesse. Pergunte!

Leia bem o contrato e entenda o que significa cada item do acordo para entender quais as vantagens e desvantagens. Não existe situação onde haja só benefícios, porém, o que não pode haver é ilusão.

Perguntas para fazer para seu assessor de investimentos

O seu assessor de investimentos é a pessoa com quem o relacionamento deve realmente ser positivo e transparente, pois ele é quem vai indicar os investimentos que vão compor uma carteira rentável e, antes disso, claro alinhar tudo isso aos seus planos e objetivos.

E para entender se quem cuida dos seus ativos é um profissional de confiança, você deve ter a liberdade de fazer perguntas a ele para entender melhor porque ele indica determinado ativo.

Por isso, pergunte sobre as taxas envolvidas, as projeções de ganhos, histórico do ativo e por aí vai. Se perceber que não está recebendo respostas diretas ou sentindo que a explicação não está clara, pode ser sinal de conflito de interesse.

No fim das contas não tem uma regra, por isso esteja sempre atento aos acordos firmados, ou escolha investir por meio de modalidades menos complicadas.

Por que optar por uma gestora de investimentos independente?

Seguindo essa ideia de investimentos mais descomplicados e sem conflitos de interesses, o caminho mais assertivo para investir o seu patrimônio é por meio de uma empresa gestora de investimentos que vai cuidar dos seus interesses e cobrar um preço justo para isso.

Além disso, você pode ter outros benefícios como veremos a seguir.

Transparência e ausência de conflito de interesses

Com uma gestão de investimentos independente feita por uma empresa séria, idônea e com compromisso com os seus objetivos, você tem tranquilidade para investir com toda a transparência para saber exatamente para onde seu dinheiro está indo e quanto isso irá te custar.

E esse é só o primeiro dos benefícios que uma gestora de investimentos de qualidade pode oferecer.

Gestão ativa e personalizada

Com uma gestora de investimento transparente, mas acima de tudo, eficiente, você conta com uma gestão totalmente personalizada e ativa para que seus ativos possam estar sempre entregando a melhor performance.

Construindo uma carteira diversificada e ajustando os produtos baseados no que as projeções de mercado apresentam, sem pensar em rebates.

Você terá sempre contato com o seu assessor de investimento para te pôr a par dos assuntos relacionados a sua carteira.

Gestão patrimonial independente com a Portofino Multi Family Office.

A gestão patrimonial da Portofino cuida do que realmente importa que é o seu legado, então, nosso trabalho é garantir que seu patrimônio siga para as próximas gerações ainda mais valorizado do que quando assumimos a gestão, garantindo que a sua família não perca o poder aquisitivo, ou seja, o patrimônio conquistado por você ou nas gerações anteriores.

Aqui, a nossa gestão é baseada no modelo fee-based, porém, entregamos um diferencial exclusivo para você ter toda a tranquilidade quanto a saúde financeira dos seus ativos.

Remuneração “Fee-based” com 100% de cashback do rebates.

Trabalhamos com o modelo fee-based, no entanto, oferecemos 100% de cash back nos rebates, ou seja, o valor da taxa volta para você, e isso evita conflitos de interesses e faz com que nosso time só indique ativos que tenham possibilidade de ganhos para você, totalmente alinhados aos seus objetivos e interesses.

Em 2021, foram mais R$ 5 milhões em cashback. Esse valor total foi devolvido para os nossos clientes diretamente em suas contas ou, indiretamente, em seus fundos. É uma quantia relevante e uma prática constante.

O nosso modelo de negócios não é baseado na oferta do produto, mas sim na gestão do seu patrimônio. Através da nossa metodologia de investimentos, construiremos um plano adequado ao seu perfil e uma estrutura com ativos selecionados criteriosamente para atender aos seus objetivos e não que nos paguem as melhores comissões. Não existe nenhum conflito em nossa operação.

Entenda nosso modelo de remuneração com 100% de cashback dos rebates

Conclusão

O rebate é um tópico controverso que por muito tempo foi obscuro para a maioria dos investidores, contudo é uma prática legal, desde que feita com transparência para que não haja conflito de interesse entre as partes. Por isso, quando for escolher a empresa para gerir seu patrimônio, pense nas vantagens e desvantagens, porém não deixe de conhecer as soluções da Portofino que faz a gestão de investimentos com 100% de cashback nos rebates, total transparência e alinhamento com os seus objetivos.

Causa e Efeito: 23.06.2022

Causa e Efeito: 23.06.2022

por danielbarbuglio | 23 jun 2022 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Multi Family Office, Wealth management

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Tempo do áudio e leitura: 5 mins

Família Portofino,

Descrevemos o recente comportamento dos mercados como sendo bipolar. O sentimento dos agentes tem oscilado entre a torcida por um pouso suave das economias à medida que os bancos centrais elevam os juros na tentativa de conter o atual surto inflacionário e o medo de que essa elevação produza uma recessão. A divulgação dos dados de inflação, ações e comunicação, principalmente do banco central americano, ditam o rumo desse movimento pendular.

Há pouco mais de duas semanas, foi divulgada a inflação de maio nos Estados Unidos. Mais uma vez surpreendendo os analistas, a inflação dos últimos 12 meses chegou ao seu maior nível dos últimos 40 anos. Desde então, os investidores entraram no modo redução de risco, acarretando significativo ajuste da maioria dos ativos financeiros mundiais. O mercado de ações americano, por exemplo, viu evaporar por volta de 3 trilhões de dólares no valor das companhias. Colocando em perspectiva, esse valor é quase cinco vezes o valor de mercado de todas as empresas que integram o IBOVESPA.

Por outro lado, alguns indicadores demonstram que a magnitude do ajuste observado até agora não é desprezível. Hoje, apenas 18% das ações que compõem o S&P500 estão acima das suas médias de preços dos últimos 12 meses. Dessas, a maioria concentra-se no setor de energia que, diga-se de passagem, é o único dos 11 setores que compõem o índice que se apresenta com resultado positivo em 2022.

É creditado a Warren Buffett, um dos mais bem sucedidos investidores da história contemporânea do mercado financeiro, a máxima de que os investidores deveriam ser cautelosos quando os outros forem gananciosos e serem oportunistas quando os outros estiverem em pânico. Um índice qualitativo bastante utilizado para medir a razão entre otimistas e pessimistas em relação ao desempenho das bolsas americanas, encontra-se no segundo pior nível desde 1991, só perdendo para o ápice da crise financeira internacional de 2008/2009.

É verdade, porém, que do ponto de vista do preço é difícil afirmar que estamos diante de uma barganha. Se tomarmos o múltiplo Preço / Lucro como referência, os níveis atuais ainda apontam para menos de um desvio padrão da média dos últimos 10 anos.  Neste período, ainda observamos quase 30% dos dias mostrando o S&P500 em níveis mais baratos do que observamos hoje. Sim, está barato, mas não se pode descartar que fique ainda mais.

Na renda fixa, a análise chega a conclusões semelhantes. O índice da Bloomberg que reproduz uma carteira de ativos de alta qualidade de crédito, incluindo títulos emitidos pelo tesouro americano, tem o pior desempenho dos últimos 30 anos para o primeiro semestre. Os títulos corporativos que compõem essa carteira já pagam taxas acima dos níveis observados no pior momento da pandemia.

Caso a economia americana caminhe de fato para uma recessão, é de se esperar uma correção adicional dos mercados. Não tem sido incomum conviver com projeções de mais de 30% de probabilidade para este cenário de desaceleração nos próximos 18 meses. Um atenuante, é a constatação de que o FED hoje corrobora com o esperado pelo mercado.  As taxas observadas na curva de juros americana são bem semelhantes ao cenário sugerido pelos diretores do FED. Há apenas 3 meses, os mercados precificavam um nível de juros muito superior ao sinalizado pelo banco central americano.

O mercado, na prática, é minimalista na sua análise. Apesar de os preços dos ativos serem impactados por diversos fatores, os gestores e estrategistas concentram sua atenção para aqueles de maior relevância e, agora, este tema principal é a política monetária americana. Mencionamos este fato só para lembrar que nossa eleição presidencial está apenas aquecendo os motores e certamente impactará a volatilidade do mercado local nos próximos meses. Mas, isso será assunto para outra conversa.

Dissemos em nossa última carta que as nossas carteiras já vinham carregando menor risco, de forma geral, e nos mantemos assim. Mas, atentos aos ensinamentos de Warren Buffett, estamos monitorando o pânico dos mercados para não perder o que poderá vir a ser a maior oportunidade dos últimos anos.

Até a próxima!

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

E mais:

Portofino Insights – A nossa head de Wealth Planning, Victória Siqueira, apresenta oportunidades sobre tributação do ITCMD, clique e confira.


Distressed Assets: o que são e como investir nesses ativos?

Distressed Assets: o que são e como investir nesses ativos?

por danielbarbuglio | 17 jun 2022 | Fundos de Investimentos

Introdução

Hoje vamos falar dos distressed assets, essa modalidade de ativos financeiros que surgem com bastante força em tempos de crises financeiras e econômicas como as que passamos recentemente.

Esse tipo de ativo não é tão conhecido, pois, são de alto risco e vão dar o seu retorno apenas no longo prazo, por isso é importante conhecer muito bem como funcionam esses investimentos para fazer com eficiência.

Portanto, conheça tudo sobre o mercado de distressed assets no Brasil, quais os principais riscos e benefícios envolvidos e principalmente como fazer para colocá-los no seu portfólio de investimentos.

Boa leitura.

O que são os distressed assets?

Os distressed assets que em português são ativos estressados, se tratam de oportunidades de compra que surgem em momentos de crise econômica e financeira tanto do macroambiente quanto do ambiente interno das empresas.

Ou seja, são ativos que o investidor pode adquirir por um valor muito menor que ela custaria em outras circunstâncias, porém o retorno só virá no longo prazo, mas sempre com valores altos, devido a compra na baixa.

No Brasil, esse mercado ainda é muito recente, mas os investidores antenados já vem fazendo movimentos para aproveitar as oportunidades que vem surgindo.

distressed assets o que são

O mercado de distressed assets no Brasil

Se os distressed assets tem sua alta durante crises econômicas e financeiras, o Brasil sem dúvida tem um ambiente muito propício para esse tipo de ativo, e de fato tem, mas eram pouco explorados pela maioria do mercado.

Mesmo nas épocas de alta inflação vividas no país no final dos anos 80, ainda assim não se tinha um mercado relevante de distressed assets e foi só no final dos anos 90 que as instituições financeiras começaram a dar sinais de problemas financeiros que começaram alicerçar esse mercado.

Nessa época, apenas investidores estrangeiros vinham procurar os distressed assets brasileiros, foi só entre 2010 e 2015, na chamada segunda fase do mercado, que os investidores locais começaram a colocar capital e assim o mercado foi ganhando corpo e se consolidando.

Atualmente, por conta da pandemia da Covid-19, distressed assets aumentaram sua incidência no mundo todo, e no Brasil não foi diferente, por isso, hoje a procura por esses ativos está em alta.

Benefícios e riscos de investir em ativos “distressed”

Vale dizer que tem vários tipos de ativos distressed, e cada um deles vai apresentar riscos e benefícios diferentes, mas falaremos melhor sobre isso na sequência.

Por ora, o que você precisa entender é que os distressed assets são ótimas oportunidades para garantir um ativo de alto valor, por um preço muito abaixo do mercado, e após alguns desembaraços, você poderá revendê-los por um valor muito maior, mas isso leva tempo.

Então, para investir em distresseds é preciso ter um bom planejamento e colocar um capital que não vá impactar seu patrimônio, dessa forma você gerencia a espera e também os riscos.

distressed assets como investir

Distressed investing: como investir nesses ativos

Conforme falamos mais de uma vez, os distressed assets são ativos de risco, então a melhor forma de investir é com assessoria de um corretor financeiro experiente para identificar as oportunidades que unam menos riscos e maiores chances de retorno.

Os investimentos em ativos estressados são agrupados por alguns fundos especializados que reúnem as oportunidades desse mercado.

Fundos de distressed assets

Os fundos específicos para distressed assets são chamados de vulture funds, ou fundos abutre em português, e como o nome sugere, estes são fundos que concentram os chamados ativos podres, reunindo empresas que passam por momentos de dificuldade financeira, mas que ainda reservam um alto potencial de crescimento.

distressed assets tipos

Quais são os tipos e exemplos de distressed assets?

Apesar das grandes oportunidades de distressed assets estarem mais presentes em empresas que estão indo à falência, é possível encontrar ativos desse tipo em outras áreas. 

Normalmente a divisão é feita em títulos de dívidas que podem ser de pessoas físicas, empresas ou órgãos públicos e cada uma dessas situações oferece um tipo de oportunidade diferente.

Confira alguns exemplos desses ativos:

Títulos de pessoa física

Os ativos podres de pessoas físicas, são títulos de dívidas de algum ativo adquirido que está em situação de inadimplência como, por exemplo, um imóvel financiado que não está com as parcelas em dia.

Um vulture fund pode adquirir esse imóvel por um valor bem mais baixo e livrar a pessoa da dívida, e assim, após alguns ajustes poderá revender esse imóvel pelo valor de mercado e ter um bom lucro sobre.

Basicamente, ativos de pessoas físicas em inadimplência podem ser adquiridos por valores atrativos, porém cada acordo terá suas particularidades.

Títulos de órgãos públicos

Os chamados precatórios, são dívidas que Governos podem ter com pessoas físicas ou jurídicas, oriundas de processos judiciais, porém, as dívidas públicas normalmente demoram muito tempo para transitarem em julgado, mesmo quando são causa ganha.

Portanto, fundos ou investidores podem comprar o título da dívida por um valor bem mais baixo e assim aguardar os transcorrer do processo e receber o montante ao final.

Títulos de pessoas jurídicas

Os títulos da dívida de pessoas jurídicas geralmente giram em torno de empresas em processo de falência, porém onde os fundos abutres conseguem enxergar algum potencial de recuperação.

Dessa forma, a empresa é comprada por um valor muito baixo, o dono se livra das dívidas e o fundo investidor age para fazer a recuperação judicial e revitalizar a empresa, colhendo assim lucros no longo prazo.

O risco mais relevante relacionado aos distressed assets é justamente essa espera, pois é um investimento que vai dar retorno no longo prazo, e no caso de empresas, vai depender de um bom trabalho de recuperação, por isso busque sempre ter esse ativos ao lado de outros diversificados para ter uma carteira equilibrada.

Conclusão

Podemos dizer que o mercado dos distressed assets é relativamente novo comparado a outros fundos mais bem estabelecidos, por isso a sugestão é que você seja cauteloso na hora de buscar um investimento nesses ativos.

Conte sempre com uma boa assessoria financeira que consiga fazer uma boa gestão do seu patrimônio para acomodar ativos de riscos, e para isso, as soluções da Porto Fino Multifamily Office são as mais completas para você.

Esfera BR | Alexandre Padilha afirma que Lula não quer revogar reforma administrativa e acredita que chapa com Alckmin pode reerguer o Brasil

Esfera BR | Alexandre Padilha afirma que Lula não quer revogar reforma administrativa e acredita que chapa com Alckmin pode reerguer o Brasil

por danielbarbuglio | 10 jun 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de leitura: 6 minutos

No jantar realizado na quinta-feira (9), em evento promovido pela Esfera Brasil, Alexandre Padilha, Deputado Federal (PT-SP) e ex-ministro da saúde da Dilma e Ministro chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil do Lula, debateu com empresários sua visão sobre as eleições deste ano, teto de gastos, privatização da Eletrobras e mais.

Um novo governo Lula

Padilha começou o jantar falando muito sobre como seria caso Lula fosse eleito e disse que o diálogo é a principal ferramenta, que, inclusive, precisa ser retomada. Neste sentido, ele comentou que está procurando união no nosso país e acredita que o Brasil pode ser a plataforma para o futuro.

Mais especificamente a respeito de uma possível volta de Lula à presidência, Padilha brincou ao dizer que o candidato “não é um ET”, ou seja, todos já o conhecem. Ele destacou que o ex-presidente governou o país por oito anos e durante esse período, segundo o deputado, houve crescimento econômico, diminuição da desigualdade e responsabilidade fiscal.

União Lula-Alckmin

O político opinou que os dois têm histórias divergentes, mas perceberam a importância de se unirem para ajudar o Brasil. “Grande oportunidade de juntar o que o PSDB e o PT têm de melhor. Vamos reerguer o Brasil juntando todo mundo”, afirmou.

Quando perguntado sobre o que poderia ser feito de diferente em relação ao governo da Dilma, Padilha foi sucinto ao dizer que a chapa é o Lula, não a ex-presidente.

Veja também: Não é banco, nem corretora: Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado

Setor privado

O ex-ministro elogiou os empresários e empresas que ganharam desempenho e governança, alinhados com a capacidade de inovar nos últimos anos. Ele disse ser muito importante reduzir encargos para os mais necessitados e empresários que geram empregos. Ademais, justificou que para grandes fortunas que não têm geração de empregos, é necessário compensar para ajudar no desenvolvimento e crescimento do Brasil.

Para mostrar como funcionaria o sistema, Padilha tomou como exemplo a Alemanha, onde todos têm o direito de gerar fortunas, mas, quando morrem, mais de 40% fica para o Estado. O motivo, conforme ele explicou, é que a pessoa cresceu com a ajuda do Estado, por isso tem que devolver uma parte para auxiliar na divisão das pessoas que mais precisam.

Privatização da Eletrobras

Em um dos assuntos mais debatidos atualmente, o deputado demonstrou que não concorda com o processo de privatização e que os investidores da empresa estão dando um tiro no escuro. 

Ele ressaltou que sem a estatal não haveria luz para todos, sendo esse o maior medo dele. Para ele, é preciso que existam mecanismos que possam dar garantias de acesso básico à energia no Brasil. Ele também citou a questão da desestatização da Petrobras, que não vai ter proposta e que, para ele, a ideia seria criar fundos garantidores da mesma forma que todo mundo está fazendo para ter subsídios em épocas como essa.

Teto de gastos

Outro tema que também está em muita discussão é o teto de gastos, e, novamente, Padilha voltou a destacar a importância do diálogo. Ele relembrou que o Henrique Meirelles, na época em que mandou o teto de gastos para aprovação, colocou uma previsão de revisão em 2026.

Apesar de concordar que após a pandemia e a guerra o teto pode ser revisto em 2023, ele destacou ser muito importante o país ter alguma âncora fiscal. Contudo, o deputado não deixou passar a oportunidade para criticar o atual governo nessa questão, dizendo que nos últimos quatro anos o teto não foi respeitado.

Reforma trabalhista e administrativa

Ele falou que o Lula nunca disse em revogar a reforma trabalhista, mas, sim, revisar. “Eu quero abrir uma mesa de negociação de governo, empresários e trabalhadores”, disse ele justificando que a pandemia mudou muitas coisas, como, por exemplo, o trabalho home office.

“Vincular orçamentos em órgãos públicos pode ser errado, temos que vincular metas numa possível reforma administrativa, mas precisamos de reforma tributária simplificada”, explicou Padilha.

Banco central, salário mínimo e pobreza

O deputado abordou que o aumento real do salário mínimo “com certeza” vai acontecer e disse que o governo atual foi o primeiro da história recente que não teve um aumento real (PIB+Inflação).

No que diz respeito à autonomia do Banco Central, ele afirmou que ninguém vai mexer nessa questão. Relembrou que em 2002 uma das principais perguntas era sobre quem seria o presidente do Banco Central, porém, neste ano, essa questão já está respondida.

Por fim, Padilha mencionou que o principal fiador da credibilidade do governo do PT é o próprio Lula. “Ele não vai dormir até os 33 milhões de pessoas passando fome diminuir”, finalizou.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela EsferaBR e Portofino MFO.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Esfera BR | Alexandre Padilha afirma que Lula não quer revogar reforma administrativa e acredita que chapa com Alckmin pode reerguer o Brasil

Esfera BR | Em evento, Governador de São Paulo diz não querer governar nem para esquerda e nem para direita, mas para o progresso

por danielbarbuglio | 1 jun 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de leitura: 5 minutos

No jantar realizado na terça-feira (31), em evento promovido pela Esfera Brasil, Rodrigo Garcia, governador e pré-candidato ao governo de São Paulo, compartilhou com empresários sua trajetória na política, sua candidatura e a visão dele sobre questões de interesse público, como a Cracolândia e saúde.

Currículo político

Rodrigo Garcia iniciou sua fala reforçando seu histórico na política. Ele contou que está envolvido nesse mundo desde os 24 anos e trabalhou em múltiplos setores, como secretário de algumas pastas, deputado e vice-governador, ressaltando que conhece bastante de gestão política. Humildemente, destacou que entre erros e acertos considera que tem uma trajetória boa e acredita que tem mais erros do que acertos.

Ademais, ele ainda alertou que faz alguns anos que o Brasil, de forma geral, vem deixando a desejar. O governador analisou que quem ocupar as cadeiras do governo de SP e da presidência em 2023 terá muito trabalho para reorganizar o Brasil.

Candidatura a São Paulo

Garcia comentou em sua fala que não quer que o Estado seja lugar para polarização nacional e vai batalhar para que as propostas e feitos sejam analisados antes de qualquer idealização extrema. Ele disse que os adversários dele possuem boas condições para o cargo, mas acredita que ele tem melhores e que vai provar isso a partir do dia 15 de agosto nos debates. Em relação à questão da polarização, o governador comentou que não quer governar nem para esquerda e nem para direita, mas sim para o progresso.

Sobre São Paulo, na visão do candidato, o maior problema do Estado para ser resolvido caso seja eleito está na economia, principalmente com a inflação, algo sentido em todas as classes. 

Por outro lado, ressaltou que, apesar de todas as dificuldades, São Paulo é um Estado que funciona. Neste sentido, ele aproveitou para falar que o estado respeita o teto de gastos, mostrou a relevância da região para o governo federal, pois, segundo Garcia, representa 40% dos impostos que vão à Brasília e que há 4-5 anos esse número ficava em cerca de 32%. Anualmente 400 bilhões são enviados para o governo federal e apenas 47% volta para São Paulo.

Além disso, fechou esse tópico mostrando que um grande problema que enfrentamos é a concentração de renda. Ele explicou que isso é perigoso para o Brasil porque as coisas andam para alguns, contudo é nítido que há mais moradores de rua, por exemplo, e a conta desse desequilíbrio chega para todos, como em termos de segurança.

Confira: Fuja dos riscos locais e cruze fronteiras: Entenda as vantagens e veja para qual perfil os investimentos offshore são indicados

Sabesp

Com o marco regulatório e municípios estratégicos adquiridos em três anos, adicionando três milhões de clientes, como, por exemplo, a cidade de Guarulhos, a Sabesp dobrou de valor. Garcia disse que se as tarifas forem melhores para São Paulo com a empresa sendo estatal ou de capital aberto, ele dará preferência para o que for melhor para a cidade.

Infraestrutura

Neste certame, o governador afirmou que compra três vezes mais asfalto do que o governo federal no Brasil todo e tem o maior programa de infraestrutura do país. Em adição, ele mencionou que receberam 200 obras paradas acima de 50 milhões e todas estão reiniciadas, com exceção para o Rodoanel.

Segurança e Cracolândia

Sobre o assunto, Garcia falou que quem promete dobrar ou triplicar o salário de policial é mentira, pois é muito cara a máquina pública. Ademais, disse que ao promover um capitão renovou a diretoria e mostrou a quem está na ativa que um podia chegar a vez deles. 

Ao ser questionado sobre a questão da Cracolândia, ele citou que a procura por reabilitação voluntária aumentou em 25%, além das operações que a segurança vem fazendo para repressão ao tráfico de drogas.

Saúde

Por fim, Rodrigo Garcia explicou que o Centro de Controle de Doenças foi criado para cuidar das próximas doenças, novas ou antigas, que podem chegar a qualquer momento.

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Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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