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AgroForum 2022

AgroForum 2022

por danielbarbuglio | 29 set 2022 | Family Office, Multi Family Office, Portofino On - Insights

Tempo de leitura: 14 min

Família Portofino,

Nesta quinta-feira (29.09.22), aconteceu o AgroForum, evento realizado pelo BTG Pactual, que discutiu diversos assuntos relacionados ao agronegócio com a presença de pessoas importantes, como Fábio Faria, Ministro das Comunicações, Marcelo Sampaio, Ministro da Infraestrutura, e outros diretores de grandes empresas do setor. 

Confira a seguir um overview do evento.

Cenário Econômico e Político Brasileiro

O evento começou com o primeiro painel dando uma visão geral do mercado com as análises de André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual. Logo no início, Esteves já comentou sobre a importância das reformas. “Quando você implementa um ciclo de reformas, o país vira o que vemos hoje. O Brasil vai crescer. Um dos resultados mais importantes da história”, disse ele. Ele justificou essa opinião ao falar sobre o aumento de juros do Brasil, a angústia do cenário eleitoral e o ambiente externo. “A gente crescer 3% tem muita conquista envolvida”.

No campo político, ele comentou que o bom governo é aquele que melhora as coisas e preserva o que deu certo. Voltando a falar de reformas, ele “acha que ambas as candidaturas irão priorizar a reforma tributária. Estamos prontos para simplificar o nosso sistema tributário”.

No cenário externo, a visão dele é que a direção dos juros americanos é para cima, com mais uma elevação de 0,75 ponto percentual e depois discussões sobre altas de 0,5 p.p. Na Europa, ele chamou a atenção para uma possível atitude russa que possa fazer com que os países parem de importar petróleo russo. Sobre China, “a questão é mais complexa. Acho que ela vive um momento muito desafiador, um ‘Lehman Brothers’ no setor imobiliário. Por ser tudo muito controlado lá, as crises também andam em câmera lenta. Além disso, tem a política contra o covid adotada por eles, que tem empurrado o crescimento para baixo”.

O mercado de capitais e o agro

Na sequência, Rodrigo Penna, CFO da Jalles Machado, Maurício Puliti, CFO da Agrogalaxy, e Marino Colpo, CEO da Boa Safra, subiram no palco do evento e falaram bastante sobre a representação do agronegócio na Bolsa de Valores.

Penna falou que o agro é um setor que o Brasil é muito competitivo e representa quase 30% do PIB, por isso deveriam ter mais empresas na bolsa. Complementando a opinião do CFO, Colpo acrescentou que sente o desejo das pessoas físicas em investir no agro. “Na minha visão, o mercado de capitais traz muita democratização, pois por R$ 10 a R$ 15, todo mundo pode ter a mesma ação que eu tenho”, afirmou o CEO.

Questionados sobre as principais dificuldades quando suas respectivas empresas realizaram IPO, Puliti comentou que um dos principais desafios foi por se tratar de um setor desconhecido do público em geral, mas que o fator de sucesso foi que tinha janela na época. Colpo, por outro lado, disse que o mais importante foi o planejamento e mostrar a trajetória de crescimento do que seria feito com o dinheiro levantado para estimular o investidor.

Além disso, os convidados também falaram sobre ser um setor que é difícil explicar a sazonalidade, uma característica marcante do agronegócio. “O agro precisa de muito crédito. O investidor gosta de uma empresa relógio, que fatura sempre a mesma coisa e tem picos em datas comemorativas. A maioria das empresas do agro não têm isso, ela é anual”, explicou Marino Colpo. 

5G no Agronegócio

A recente chegada do 5G e sua relação com o agro também foi tema durante o evento. O Ministro das Comunicações, Fábio Faria, esteve no painel e começou ressaltando que hoje o Brasil é respeitado lá fora, “o nosso modelo de leilão está sendo replicado em vários locais. Estamos mostrando ao mundo que estamos bem no 5G, sendo a primeira implementação na América Latina”.

No atual momento, segundo o ministro, estamos na fase de transição devido ao tamanho do nosso país. “Estamos tendo cerca de 3 a 5 vezes mais o número de antenas instaladas do que prevíamos no leilão”, citou Faria. Ele ainda acrescentou que para cobrir o país inteiro será necessário capilaridade, portanto terá espaço para todos os players.

Em relação a como a tecnologia poderá contribuir com o agronegócio, Faria contou que esteve em contato com algumas empresas, como Samsung, Nokia e Huaweii, que disseram que o foco delas está no setor. Ele disse que a aplicação poderá ser feita em drones, pulverizadores autônomos e defensivos agrícolas, por exemplo. Com isso, o agro terá uma bandeira mais sustentável e maior precisão, na opinião dele. “Estimamos que o agronegócio deve crescer mais de 10% com o 5G. Encerraremos o ano com 25% da população utilizando o 5G”, afirmou o ministro.

Crescimento Sustentável do Agronegócio no Brasil

Ricardo Mussa, CEO da Raízen, Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, e Beny Fiterman, CEO da Agropalma, subiram ao palco no quarto painel do dia. O principal tema foi a sustentabilidade e sua relação com o setor. 

Tomazoni, dentre suas falas, explicou que corremos um risco de causar uma grande catástrofe caso a temperatura não seja reduzida. Ao falar sobre como a JBS lida com a sustentabilidade, ele disse que tratam a questão como oportunidade e incorporaram ao negócio.

Fiterman também falou sobre o assunto e contou que a Agropalma nasceu sustentável. “É uma condição de competitividade no nosso mercado, condição de atuar. Estamos a todo momento olhando como gerar mais sustentabilidade”, explicou.

Reduzindo Custos Brasil – Logística & Infraestrutura

Marcelo Sampaio, Ministro da Infraestrutura, e João Alberto de Abreu, CEO da Rumo, discutiram sobre como a infraestrutura e a logística ajudam a reduzir os custos no agronegócio.

Sampaio citou algumas das conquistas do ministério nos últimos anos e relatou como facilitarão para a área do agronegócio em todos os tipos de transporte. No caso do setor portuário, por exemplo, ele disse que são responsáveis por quase 97% do que o país exporta e importa. “Qualificamos no último mês a Companhia Docas do Rio de Janeiro e Pará para privatizar”, contou ele.

O ministro também falou que estamos colhendo os frutos do que foi plantado em meio à pandemia. O político comentou que podemos seguir plantando “o país do futuro, gigantesco e continental de um povo trabalhador”.

O CEO da Rumo adicionou no painel o fato de o Brasil e os EUA serem os grandes provedores do mundo e, que na visão dele, é necessário investir em infraestrutura. “Os EUA produzem o dobro que o Brasil em alguns alimentos, mas exporta menos. Há muito consumo interno. A boa notícia para o Brasil é que conseguimos exportar muito e podemos expandir a liderança em trading global de grãos”, disse João Alberto.

Ele completou falando que a visão deles é aumentar a posição competitiva do Brasil frente aos outros países. Neste sentido, ele explicou que com o rearranjo geopolítico do mundo o Brasil terá a oportunidade de se posicionar de uma forma diferente daqui para frente. “Garantir que nossa posição ambiental seja um ativo ao nosso país”, concluiu.

Land Grabbing: Financeirização da Agricultura e Mercado de Terras

Abrindo os painéis da tarde, Ricardo Faria, Presidente do Conselho da Granja Faria, André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, e Ivo Marco Brum, CFO da SLC Agrícola, subiram ao palco. 

O CEO da BrasilAgro comentou sobre como a pandemia foi um divisor de águas para mostrar a importância do agronegócio. A respeito do preço de terras, ele disse que a leitura está muito atrelada aos preços das commodities. Segundo ele, um dos fatores decisivos para o incremento no preço da terra foi a segunda safra no Brasil.

Guillaumon também opinou que viu muitos avanços no setor, mas acha que falta uma visão estratégica, que o agronegócio vive muito do imediatismo de propostas. Neste sentido, Faria citou que o grande gargalo é a falta de compromisso do poder público com o desenvolvimento. Marco Brum complementou que a logística é um ponto crítico, mencionou que o Arco Norte já é uma realidade, “mas ainda há muito a melhorar”.

ESG também foi tema na roda. O CEO da BrasilAgro disse que o país tem capacidade para sair na frente na parte ambiental e, no social, é a atividade mais pulverizada do mundo inteiro com a oportunidade de ter vantagens na descentralização. O CFO da SLC Agrícola comentou o assunto e disse que na empresa muito está sendo feito em relação a segurança de trabalho e de educação.

Alimentando o Mundo: Brasil no Contexto Global

Já na parte final do evento, Adriano Pires, Conselheiro Independente da Caramuru e Sócio-diretor da CBIE, e José Eduardo Miron, CEO da Frigol, discutiram sobre o posicionamento do Brasil em relação ao resto do mundo.

Pires explicou que o Brasil tem um desafio enorme em integrar o setor de energia com o agro. Para ele, é importante usar nossa diversidade de fontes primárias de energia para diminuir a dependência da água e poder ser mais direcionada para o agronegócio, consequentemente diminuindo o receio de racionamento que o país tem todo ano quando chove pouco e aumenta o preço da energia.

Referindo-se a como está a dinâmica mundial atualmente, a guerra entre Rússia e Ucrânia impulsionou a preocupação com segurança alimentar e energética. “Essas duas coisas andam juntas. Nisso, o Brasil é craque”, disse Pires.

Seguindo nesta linha, Miron falou que o Brasil tem benefícios que o mundo está conspirando a favor, como a questão da segurança alimentar e a geopolítica que começa a ter maior importância. “Essa briga entre EUA e China cria uma oportunidade para alimentarmos o mundo”. “O agro é a vitrine do Brasil, algo que deveria ser mais repetido”, finalizou.

Outlook para o Mercado de Etanol

Por fim, no último painel do evento, Felipe Vicchiato, CFO da São Martinho, e Rafael Abud, CEO da FSBIO Energia, comentaram como está se comportando o mercado de Etanol. Vicchiato explicou que a queda do etanol teve como parte a questão tributária e queda do petróleo. Ele ainda pontuou que de maio até hoje o preço da gasolina repassada pela Petrobras caiu 20%.

Especificamente sobre a São Martinho, ele abriu que 80% dos custos são agrícolas, como defensivos, fertilizantes e maquinários. “Nos últimos dois anos, antes da pandemia, o fertilizante subiu na ordem 1.5 vezes, maquinário mais que dobrou de preço e o diesel subiu 60% ano contra ano. Diferentemente do preço da gasolina, que vem caindo, o diesel – importante para o maquinário – cai menos proporcionalmente. A gente da São Martinho tem um custo caixa de R$ 2,6 por litro de etanol e o açúcar de R$ 1800 por tonelada”, contou. 

Abud, por sua vez, explicou como a inflação influencia as indústrias, mas, no caso da FSBIO, o impacto foi menor. “90% do nosso custo estava blindado ao movimento de curto prazo da inflação, o que ajuda a navegar neste momento de menor competitividade do etanol”, finalizou.

Este é um conteúdo produzido por PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária. Quer acessar outros mais? Clique aqui.

Regimes de casamento: qual optar na hora de subir ao altar?

Regimes de casamento: qual optar na hora de subir ao altar?

por danielbarbuglio | 29 set 2022 | Finanças Comportamentais

Para muitos é o sonho de uma vida, para outros é algo para marcar um momento de união, e há até quem opte por oficializar o relacionamento apenas por questões burocráticas.

O fato é que não importa a motivação, conhecer os regimes de casamento é o que garante os direitos e deveres dos cônjuges e também uma transição suave em caso de separação ou falecimento.

É uma decisão que muda vidas, por isso deve ser feita com total responsabilidade, por isso, separamos aqui um guia com os principais regimes de bens e outros acordos possíveis em um casamento para que você e sua contraparte possam gerenciar seus patrimônio como for mais conveniente para suas realidades.

Confira no artigo de hoje tudo sobre os regimes de casamento e suba no altar com a certeza de que fez a escolha certa.

Boa leitura.

O que são os regimes de casamento?

Os regimes de casamento são na verdade os dispositivos legais que atuam sobre o regime de bens dos cônjuges, para organização jurídica das posses, considerando um eventual distrato no futuro.

Em geral, esses regimes se dividem em 5 tipos, sendo a comunhão parcial  de bens, comunhão universal de bens, separação convencional de bens, separação obrigatória de bens e a participação final nos aquestos que é um tipo de regime menos comum.

Em tópicos a frente vamos falar mais a fundo sobre cada um desses tipos de regimes para que você entenda as implicações de cada um e possa planejar a sua união considerando os interesses de ambos.

Isso é uma forma de administrar seu patrimônio, e essa é uma das coisas que nós fazemos aqui na Portofino, clique e saiba mais.

Como funciona o regime de bens?

Em termos técnicos, o regime de bens é a legislação que atua sobre a disposição dos bens de um casal, sendo elaborado na forma de um acordo legal previamente definido entre cada cônjuge.

O acordo visa estabelecer o que acontece com os bens de cada um até o momento do casório e o que vai acontecer com o patrimônio após o enlace, para que assim a partilha futura seja menos burocrática.

Como já vimos, esses modelos são enquadrados em cinco tipo de regimes com regras bem definidas em cada um deles para que cada casal selecione a opção que mais se adequa ao interesse de ambos.

tipos regimes casamento

Quais os tipos de regimes de casamento?

Já tínhamos antecipado lá em cima que existem cinco regimes de casamento, sendo quatro deles os mais utilizados. 

Nesses regimes também há algumas particularidades que envolvem alterações pontuais e até um pacto antenupcial que permite acordos mais específicos para atender algumas necessidades relacionadas a patrimônio.

Então, vamos entender como é na prática cada um desses tipos de regime para que fique mais claro como os acordos podem ser feitos e como se proteger de futuros litígios.

Comunhão Parcial de Bens

Começando por este que é o regime padrão de qualquer comunhão, inclusive para os casos de união estável, ou seja, se o casal não opta por um regime específico ou vive junto há muito tempo, esse é o modelo que vai ser usado para uma eventual partilha.

Seu funcionamento é muito simples, e para usá-lo, os cônjuges comunicam seus bens adquiridos dentro do período de união, que são chamados de aquestos, e deixam de fora os bens que já possuía antes do enlace, os chamados particulares.

São considerados como particulares, também os bens que os cônjuges adquirem por doação ou herança, mesmo que isso ocorra após o casamento, assim como não entram os bens que tem como fim o uso em atividades profissionais, como um veículo para trabalhar, por exemplo.

Pensando em conservação de patrimônio e sucessão, esse regime é o mais indicado, e tende a não gerar tanta resistência por parte do outro cônjuge.

Comunhão Universal de Bens

Antes da comunhão parcial, este era o regime considerado padrão, portanto era o que mais acontecia nas uniões, principalmente aquelas mais antigas.

Esse regime é ainda mais simples que o anterior, pois nele o casal comunica todos os seus bens e patrimônios, sejam estes adquiridos antes ou depois da união, havendo pouquíssimas exceções.

Há nesse tipo de contrato a cláusula de incomunicabilidade, onde os bens que são herdados ou doados a um dos cônjuges, podem ficar de fora de uma eventual partilha de bens.

O regime não considera o cônjuge como herdeiro e da e este apenas o direito à meação.

Separação Convencional e Separação Obrigatória

A separação convencional e a separação obrigatória são dois regimes de casamento bastante semelhantes, por isso colocamos os dois juntos na mesma explicação.

O regime convencional de separação é de livre escolha dos cônjuges, tal qual os demais regimes citados, enquanto a separação obrigatória como o nome indica, é imposta ao casal em razão de alguma lei em circunstâncias específicas.

Em termos legais, a separação convencional é bastante simples: os patrimônios dos cônjuges não se comunicam de forma alguma, sem exceções.

Já no modelo obrigatório, temos uma área que gera polêmicas, principalmente em função de leis mais recentes que obrigam casamentos de pessoas acima de 70 anos a se enquadrarem automaticamente no regime.

E realmente há muitos debates sobre o regime obrigatório, pois muitos o consideram discriminatório, mas em termos de sucessão, é uma modalidade que blinda o patrimônio completamente.

No caso da separação convencional, o cônjuge se encaixa na condição de herdeiro, e essa é uma diferença muito clara entre os dois regimes.

Participação Final nos Aquestos

Conforme antecipamos, esse tipo de regime é bastante raro, tanto que muita gente não faz ideia da sua existência, e ele é de fato uma modalidade bastante complexa, que tem por objetivo a gestão de patrimônios mais específicos.

Uma forma de explicar seria dizer que no ato do casamento, os cônjuges não comunicam seus bens adquiridos previamente, e mesmo após o enlace, seguem gerenciando seu patrimônio individualmente, em ingerência do parceiro.

Em um eventual divórcio, porém, cada um terá direito a metade dos bens adquiridos posteriormente, os chamados asquetos.

É um modelo que se assemelha a comunhão parcial, porém dá uma possibilidade de gestão maior para os seus patrimônios.

Mas vale ressaltar que a legislação sobre esse regime é extensa, por isso é fundamental ter uma assessoria patrimonial para dar seguimento neste tipo de contrato nupcial.

Alteração de Regime de Bens e Pacto Antenupcial

Quando o casal opta por um pacto antenupcial é possível estabelecer regimes mais flexíveis, podendo combinar regras de diferentes modalidades, desde que não vão contra a ordem pública.

A lei também permite que o casal possa alterar o regime durante o casamento, porém é necessário apresentar o motivo para o Juiz para que seja respeitado o direito de terceiros.

A regra é ter o que é chamado de “justo motivo” em termos jurídicos, e é algo invasivo, porém é a única forma de fazer essas alterações.

dúvidas regimes casamento

Dúvidas frequentes a respeito dos regimes de casamento

Agora que explicamos bem os regimes de casamento disponíveis, é hora de sanar algumas dúvidas muito recorrentes com relação aos bens e sucessão de patrimônio.

Qual regime de casamento tem direito à herança?

O regime de comunhão parcial de bens dá direito ao cônjuge viúvo a metade dos bens adquiridos após o casamento.

A outra metade dos bens nesse caso é dividida pelos herdeiros diretos, no caso os filhos.

Na comunhão total de bens o cônjuge tem direito a metade dos bens, porém isso é chamado de meação e não herança, propriamente dita.

Quais as diferenças entre os regimes de casamento?

Em termos simples, as principais diferenças é o quanto um cônjuge terá de ingerência sobre o patrimônio do outro, então cada regime corresponde a um certo nível.

Quando o cônjuge não tem direito aos bens?

No regime de separação total de bens o cônjuge não tem nenhum tipo de direito sobre os bens da contraparte, sejam estes adquiridos antes ou após o casamento.

Na separação obrigatória vale o mesmo princípio.

O regime de bens pode ser alterado ao longo do casamento?

Pode, desde que haja um pacto antenupcial e que a alteração tenha o “justo motivo” que é o que válida juridicamente uma alteração de qualquer natureza.

Qual o melhor regime de casamento para se casar?

Depende muito do ponto de vista, pois se um dos cônjuges visa uma maior proteção do seu patrimônio, a separação convencional pode ser uma saída, porém tende a gerar discussões.

A comunhão parcial é um meio termo para isso, onde se os objetivos futuros dos cônjuges estiverem alinhados, a tendência é crescer o patrimônio juntos, garantido o que já conquistaram em caso de divórcio.

Por isso é importante ter um gestão profissional para o seu patrimônio e assim conseguir entender qual regime tem mais a ver com sua realidade.

portofino regimes casamento

Como a Porto Fino pode te ajudar no regime de casamento

Cuidar do seu patrimônio é o que a Portofino pode fazer, mas não apenas isso, temos uma junta multidisciplinar, com profissionais de várias áreas que vão fazer o “Wealth Management” que é o gerenciamento dos seus bens e ativos, buscando a ampliação do patrimônio.

Temos equipe jurídica e podemos te dar toda assessoria antes de decidir qual regime de casamento blindar seu patrimônio sem criar qualquer tipo de desentendimento com o futuro cônjuge. 

Nossos especialistas podem te ajudar, então vem saber um pouco mais do que fazemos.

Conclusão

O regime de casamento ideal é aquele que tem mais a ver com a sua realidade e com os objetivos do casal. É fundamental que qualquer que seja a escolha, que ela seja de comum acordo e que cada envolvido tenha em mente a importância de cuidar do que é seu.

Conheça o serviço de Wealth Management e gestão de patrimônio que a Portofino Multifamily Office tem para você.

Leia também Desafios nas empresas familiares: saiba quais são e como evitar

Spa m&a: entenda o que é e quais as etapas do processo

Spa m&a: entenda o que é e quais as etapas do processo

por danielbarbuglio | 27 set 2022 | Análise de Mercado

SPA e M&A são duas siglas que podem assustar a princípio, mas na verdade representam uma prática muito comum no mercado corporativo, que envolve as empresas que se juntam, seja por meio de uma aquisição ou de uma fusão.

Mas isso não acontece da noite para o dia, então, quando duas empresas estão se unindo, por qualquer motivo, há um processo de transição que abre várias possibilidades para os investidores e sócios.

Isso mesmo, quem investe em ações precisa entender melhor como funcionam os M&A e quais impactos eles causam nas ações das respectivas empresas. 

E quem pensa em eventualmente vender sua empresa ou se unir a outra, também precisa conhecer esse processo.

Isso e muito mais você verá no artigo de hoje, e entendendo o SPA e o M&A, você poderá incorporá-los às suas estratégias de investimentos de forma bem mais assertiva.

Boa leitura.

o que é spa mea

O que é um SPA em M&A?

Essas duas siglas têm muito a ver, mas são diferentes, pois acontecem em etapas distintas do processo de aquisição ou de fusão entre duas empresas.

Primeiro, vamos entender o que significa cada uma dessas siglas que vai ajudar na compreensão dos conceitos.

Começando por M&A que é a sigla para Mergers and Acquisitions que é Fusão e Aquisição de uma empresa por outra, como houve recentemente quando a Disney comprou a Marvel e depois a FOX. 

Quando isso acontece com empresas desta dimensão, imagina o que acontece com os investidores que têm ações e quotas dessas empresas? E aí é que entra a nossa outra sigla, o SPA.

SPA quer dizer Shareholder Purchase Agreement, que em português é Acordo de Compra e Venda, e é uma das etapas do processo de fusão ou aquisição de uma empresa, onde os acionistas e sócios têm a opção de vender as suas participações para terceiros.

A frente vamos entender o processo de M&A e como o SPA entra na negociação.

Quanto tempo demora um processo de M&A?

Nesse ponto há muitas variáveis para serem consideradas que podem impactar muito no tempo final da conclusão do processo de M&A, então o que podemos estimar é uma média baseada na maioria dos processos que já foram realizados.

Em média, uma transação dessas pode levar em torno de 18 meses do seu início até a sua conclusão, isso se não houver nenhum tipo de interferência do Estado no processo.

No caso mais recente que ficou em alta na mídia foi a aquisição da Fox pela Disney, e o processo de negociação começou em 2017 e foi concluída só em 2019 por conta da legislação dos Estados Unidos poder embargar o acordo para não cair em um monopólio.

Mas esse é um caso muito particular, afinal, trata-se de duas das maiores empresas de comunicação do mundo, portanto é algo sem precedentes.

Em geral, as empresas que fazem fusão e aquisição levam em torno de um ano e meio para serem concluídas.

Quais são as etapas de um M&A?

Essas operações de Merge and Acquisitions passam por alguns procedimentos bastante complexos e burocráticos para que essa negociação seja viável, pois em geral muitos fatores são considerados, inclusive os acionistas e investidores.

Todo um estudo é feito para que a fusão ou aquisição ocorra de uma forma que seja viável para todos os envolvidos, como quadros societários, situação tributária, concorrência, entre outros aspectos.

Em tese pode parecer algo bastante complexo, porém as etapas são muito bem definidas o que permite um transcorrer bem tranquilo do processo, desde que tudo esteja adequado com as documentações.

Vamos ver o passo a passo do processo, chegando até o SPA do M&A que é o ponto que impacta diretamente os investidores.

1. Preparação ou atos preparatórios

O primeiro passo do processo de M&A é definir quais são os interesses dos envolvidos para entender com mais clareza as características dos bens que estão em negociação.

Idealmente o caminho é encontrar alguns pontos de sinergia entre os dois negócios para que a fusão possa acontecer de uma maneira mais suave, atraindo negociantes que têm interesse real no projeto.

Também são analisados os riscos que estão envolvidos na operação, e assim definir as bases e ajustes contratuais.

É o momento de fazer uma busca bem criteriosa para que compradores ou vendedores tenham interesses alinhados com os da empresa.

2. Due Diligence

Due Diligence, também chamado de diligência prévia, é o processo onde é feita a investigação sobre determinada empresa, geralmente por parte da que está comprando para com a que será adquirida.

A ideia é que a empresa que será comprada, passe por essa análise para identificar se não há nada de errado com as informações que foram a princípio informadas ao comprador.

É analisado todo o histórico da empresa, nas áreas financeiras, contábeis, trabalhistas, tributárias, previdência entre outros.

Alguns tipos de empresas desenvolvem atividades específicas, portanto demandam uma auditoria especializada, como em casos onde há possibilidade de risco ambiental.

3. Reorganização societária

Essa etapa pode ocorrer antes ou depois da conclusão da operação de M&A mas é ideal que todos os sócios e acionistas tenham conhecimento de como o processo de fusão está acontecendo.

A reorganização é acontece por vários motivos, mas os principais são:

  • Mudança no tipo societário
  • Incorporação
  • Cisão
  • Distribuição de Lucros.

Em geral isso acontece porque o comprador vai querer ter o controle da sua nova aquisição e muitas vezes é necessária a mudança nos quadros societários para viabilizar isso.

4. Negociação contratual

Essa é a etapa mais burocrática e envolve a elaboração e assinatura do contrato, mediante ao tipo de compra que irá ocorrer.

Há os contratos de compra e venda de cotas ou de ações, contrato de subscrição de cotas ou contratos de compra e venda de ativos.

Aqui vai depender muito da natureza da operação.

5. Contrato principal e acordo de acionistas

Depois de tudo devidamente auditado e negociado, é o momento de fazer as assinaturas de contrato e também do SPA M&A, que é o acordo de acionistas.

Nesse ponto são estabelecidos os preços, mecanismos, condições e outros pontos que vão direcionar essas aquisições por parte dos acionistas.

fechamento spa mea

6. Fechamento

O fechamento, também chamado de closing, é onde tudo é revisado para garantir que todo o processo transcorreu adequadamente e assim são feitos os devidos pagamentos e as transferências de titularidades.

7. Pós-fechamento

Essa última etapa ocorre quando M&A é devidamente finalizado, com registro nos órgãos responsáveis e alteração dos documentos.

É importante saber como funciona o SPA no M&A se você for investidor que tem ativos das empresas envolvidas, mas também para que sua empresa possa um dia passar por esse processo.

Afinal, toda empresa tem 3 destinos: ser herdada, ser vendida ou ser fechada, portanto em algum momento pode ser que valha a pena vender o seu negócio para ter liquidez.

Porém isso tudo passa por uma estratégia de Wealth Management, e isso é o carro chefe da Portofino Multifamily Office, nossos serviços unem vários profissionais para cuidar do seu patrimônio pessoal e corporativo.

Conheça nossas soluções e direcione seus ativos para um destino promissor.

Conclusão: Spa m&a  

Uma empresa ser comprada ou vendida é um processo natural do mercado, e processos como o SPA do M&A são estruturas muito utilizadas para que essas operações transcorra da forma mais tranquila.

É importante entender como isso funciona para ajustar uma estratégia de investimentos, mas também para uma eventual fusão ou aquisição da sua empresa.Tenha um guia profissional nesse processo, conheça o que fazemos aqui na Portofino.

Leia também Desafios nas empresas familiares: saiba quais são e como evitar

Causa e Efeito | 23.09.22

Causa e Efeito | 23.09.22

por danielbarbuglio | 23 set 2022 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

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Família Portofino,

Vamos nos aproximando do fim de mais um mês e os principais assuntos continuam os mesmos, inflação e o ajuste necessário das taxas de juros ao redor do globo. Desta vez, a Super Quarta – decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos – agitou os mercados. Por aqui, Campos Neto e sua equipe decidiram pela manutenção da Selic em 13,75%. Algumas horas mais cedo, Jerome Powell informou mais um aumento de 0,75 ponto percentual – a terceira alta dessa magnitude e a quinta vez que os juros foram elevados por lá em 2022.

O combate à inflação continua, os bancos centrais seguem buscando controlar o processo inflacionário que afeta o mundo todo, sem exceção. Enquanto a alta de preços segue batendo recordes em muitas economias e as instituições se veem na obrigação de correr atrás do tempo perdido, o receio de uma recessão global segue fazendo barulho.

No nosso quintal, chegou o momento de dar uma pausa no aumento da Selic. O Brasil interrompeu o maior ciclo de alta da taxa de juros em 23 anos, saindo dos 2% em março de 2021 para os atuais 13,75%. Essa decisão de interromper o ciclo de altas só foi possível devido à antecipação da nossa autoridade monetária em antever que a inflação, que muitos países consideravam até então transitória, era muito mais severa e disseminada do que se imaginava. Sabe aquela expressão “meu passado me condena”? Pois bem, quando se trata de inflação o brasileiro é escolado e talvez isso tenha ajudado o BC a não brincar com o fogo.

O comunicado do COPOM deu sinais do que podemos encontrar mais adiante. Primeiramente, a decisão não foi unânime, dois membros votaram para um aumento de 0,25 ponto percentual, enquanto os outros sete membros, incluindo o presidente Roberto Campos Neto, votaram pela manutenção. Além disso, o comunicado apontou que a taxa pode estacionar neste patamar por um período suficientemente prolongado. Contudo, a autoridade estará vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de alta caso a desinflação não ocorra como o esperado. 

Nos Estados Unidos, Jerome Powell teve a árdua missão de realizar mais um aumento de 0,75 ponto percentual, para uma faixa de 3% a 3,25%. Antecipando seus próximos movimentos, o Fed já anunciou que novos ajustes serão necessários, reforçando o compromisso da autoridade em trazer a inflação de volta à meta de 2%. “Nós não podemos falhar em relação a isso [reduzir os índices de inflação]”, declarou Powell. Olhando o copo meio cheio, pelo menos a guerra está sendo travada: o banco central americano não vai descansar enquanto não observar sinais de desinflação. No lado do copo meio vazio, essa já foi a quinta alta neste ano e os índices seguem decepcionando. Principalmente a inflação de serviços ainda se mostra desancorada.

De volta à recessão, o presidente do Fed não mediu palavras ao dizer que um “pouso suave” é desafiador, “mas não trazer a inflação para baixo traria dores maiores mais adiante”. Como resposta, o mercado não digeriu bem os remédios prescritos pela autoridade monetária americana e segue amargando quedas desde ontem.

“Opositores, sim. Inimigos, nunca”

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado desta forma ao ser questionado sobre a sua aliança com políticos, adversários em outras eleições do passado recente, com visões diferentes das suas. Nesta semana, oito ex-presidenciáveis se reuniram para demonstrar apoio a Lula. Dentre os políticos ligados mais à esquerda, como Luciana Genro e Guilherme Boulos, os de centro-direita, como Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin, o partido de Lula segue apostando na “frente ampla pela democracia”.

Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central / Foto: Valor Econômico

Apesar de ter sido apenas uma sinalização de apoio, o mercado não deixou de imaginar que o movimento possa ser uma abertura para que Meirelles venha a integrar a equipe ministerial de Lula. Nome respeitado e de credibilidade no cenário econômico global e importante na história econômica do nosso país, o ex-ministro foi o criador do teto de gastos, por exemplo. Esta aproximação do petista com Meirelles, neste momento bastante próximo das eleições, demonstra uma certa insegurança do PT e do seu candidato, mesmo com a diferença atual superior a 10 pontos percentuais, segundo o Datafolha.

Diferentemente do consenso de mercado, trabalhamos com uma certa assimetria positiva na definição das eleições. Apesar do favoritismo do ex-presidente Lula, estudos recentes mostram a candidatura de Bolsonaro em mais competitiva do que sinalizam a média das pesquisas eleitorais. Um posicionamento do PT mais ao centro amparado por figuras de histórico mais liberal como, por exemplo, o ex-ministro Henrique Meirelles ou uma possível reeleição do atual governo poderão destravar certo valor nos ativos brasileiros.

Movimentos táticos: Gestão Portofino MFO

O discurso de Powell foi mais “hawkish¹” do que o esperado,  e por ainda não saber quando os juros começarão a afetar a atividade ou qual será a taxa terminal, o mercado segue estressado e ainda observamos ajustes nos ativos internacionais. Com as projeções da taxa de juros da economia americana apontando para 4,4% ao final de 2022 e de 4,6% em 2023, o fim do ciclo de aumentos nos parece mais próximo. No atual nível de preços, principalmente a renda fixa começa a nos parecer atrativa.

No Brasil, mesmo com um comunicado mais duro vindo do presidente Roberto Campos Neto em relação ao combate contra a inflação, as discussões já migraram para a previsão do início do processo de redução de juros, provavelmente em meados do próximo ano. Desde que não haja nenhum novo fato global que provoque uma mudança brusca negativa no processo inflacionário externo, uma maior valorização do dólar ou que o cenário fiscal do país não se deteriore, o aumento das posições de risco nas carteiras começa a fazer sentido.

Por mais que tudo ainda pareça nebuloso quanto aos juros e à inflação, a nossa análise é que, por mais duras que tenham sido as duas autoridades monetárias, uma leitura mais analítica nos apresenta motivos para sermos otimistas, na margem. Já observamos uma luz no fim do túnel, nos resta saber se este túnel é de 1 ou 10 quilômetros.

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO.
Uma carta de gestão que traz uma visão técnica sobre o que acontece no mundo e os reflexos nos mercados financeiros globais.

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Legenda:
¹Hawkish
 e Dovish são condutas dos Bancos Centrais e governos em relação ao cenário econômico. Uma postura hawkish é caracterizada pela elevação de juros e contração monetária. Já a política dovish é marcada pela redução de juros e expansão da oferta de moeda. 

AgroForum 2022

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

por danielbarbuglio | 6 set 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 4 mins)

Família Portofino,

O mercado passou esta terça-feira (06) repercutindo as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no evento “Prêmio Valor 1000”, promovido pelo Jornal Valor Econômico, em São Paulo. Campos Neto falou muito sobre inflação e como ele enxerga o ciclo de aperto monetário no Brasil e no mundo.

Dentre suas falas de maior destaque, o presidente afirmou que o Brasil passará por três meses de deflação, contudo deixou claro que ainda há muito jogo pela frente e que o Banco Central não pensa em queda de juros no momento. O objetivo dos membros do BC segue em trazer a inflação para a meta.

Mesmo com a melhora recente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para ele, não há motivos para comemorar e atribuiu as melhores expectativas no curto prazo às medidas de desoneração tributária do governo. “A gente entende que a inflação teve alguma melhora recente por medidas do governo. Tem outra melhora que vem acompanhada disso, mas há um elemento de preocupação grande e a mensagem é que a gente precisa combater este processo”, disse Campos Neto.

Dito isso, ele comentou que os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) irão avaliar, na próxima reunião, em setembro, “um possível ajuste final” na taxa básica de juros. Atualmente em 13,75% ao ano, na ata da última reunião, o comitê expôs que avaliaria “a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”. “No Brasil, como começamos o processo de aperto monetário mais cedo e de maneira rápida, existe a percepção de que estamos no fim do processo e um dos únicos países em que o mercado espera cortes de juros. A gente não pensa em corte de juros no momento. Pensamos em finalizar o trabalho. Isso significa a convergência da inflação”, afirmou o presidente do BC.

Panorama global da inflação

No Brasil, a inflação já dá alguns sinais de arrefecimento, mesmo que em grande parte devido às medidas do governo. Por outro lado, Campos Neto disse haver muito do processo já realizado de alta de juros que ainda não fez efeito. Nos EUA, o processo inflacionário também é a maior preocupação por parte do Banco Central de lá, com Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmando que o combate à inflação é prioridade por lá e que o país precisará de uma política monetária apertada “por algum tempo”.

Na Europa, a situação não é fácil. Muito pelo contrário. A inflação anual ao consumidor na Zona do Euro atingiu a máxima histórica de 9,1% em agosto no acumulado de 12 meses, pressionada pela disparada dos preços de energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia. O cenário ficou ainda mais delicado no início desta semana, com os russos interrompendo o fornecimento de gás natural para a Europa até que as sanções impostas contra o país sejam suspensas. A notícia é mais um agravante para a alta de preços no continente, pressionando os custos de energia e dando mais justificativas para um grande aumento dos juros pelo Banco Central Europeu em 8 de setembro.

PIB também foi pauta

Por fim, durante o evento, Campos Neto também falou sobre a recente divulgação da alta de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Ele disse que “acredita que vamos ter revisões para cima de crescimento” e ressaltou que somos exceções, pois os países estão revisando suas projeções de crescimento para baixo.

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