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Quais os tipos de estrutura societária? Conheça cada uma delas

Quais os tipos de estrutura societária? Conheça cada uma delas

por danielbarbuglio | 20 out 2022 | Finanças Comportamentais

Os tipos de estrutura societária de negócios variam dependendo do país, mas alguns exemplos comuns incluem empresas individuais, parcerias, sociedades de responsabilidade limitada e corporações. 

Uma empresa individual é de propriedade e operada por um indivíduo, enquanto uma parceria envolve vários indivíduos compartilhando a propriedade e a tomada de decisões. 

As sociedades de responsabilidade limitada têm algumas características de sociedades unipessoais, permitindo aos proprietários limitar a sua responsabilidade pessoal, ao mesmo tempo que oferecem a flexibilidade de estruturas de gestão semelhantes às sociedades. 

Já as corporações são entidades mais complexas com a propriedade dividida em ações que podem ser compradas e vendidas pelos investidores após a abertura de capital, ou o popular IPO. 

Em última análise, a escolha da estrutura de negócios adequada depende de fatores como o tamanho e os objetivos da empresa, bem como os riscos potenciais envolvidos. 

Então, para entender melhor todas essas diferenças e também para identificar qual estrutura pode ser mais vantajosa para os seus interesses, preparamos este artigo explicativo.

Boa leitura.

O que é estrutura societária?

De forma técnica, a estrutura societária é a maneira manifesta em contrato de gerir uma empresa onde há mais de um dono.

Essa estrutura estabelece a hierarquia da tomada de decisões e também a divisão das responsabilidades dos sócios envolvidos e também o quanto de capital social cada um terá empregado aos interesses da empresa.

A escolha por qual modelo de sociedade é determinante para o planejamento tributário, jurídico e financeiro do seu negócio, por isso é fundamental que você conheça bem quais são e como funcionam as opções disponíveis.

Qual a importância de escolher a estrutura societária correta?

A escolha pela estrutura societária adequada é importante em vários aspectos, não só para os sócios envolvidos mas também para o bem estar da empresa.

Muitos fatores precisam ser analisados, mas idealmente, o objetivo tem que ser sempre a longevidade do negócio e sua saúde financeira, sendo assim uma organização a fim de estruturar uma empresa viável.

Uma sociedade nem sempre será igualitária, por isso que a modalidade certa faz diferença, afinal, envolvem pessoas e por mais que o início seja promissor, em tanto momento os interesses de cada um podem ficar desalinhados e só um bom contrato mantém a ordem no negócio.

tipos estrutura societária

Quais os tipos de estrutura societária?

Existem hoje na legislação brasileira vários tipos de estruturas societárias que podem ser mais práticas ou mais complexas e a escolha por cada uma delas vai depender da realidade do seu negócio.

Há sócios que têm um perfil mais de mão na massa, ou seja, vão estar no dia a dia da operação tomando decisões, portanto assumindo mais riscos e de fato colocando força de trabalho na operação.

Por outro lado, há os chamados sócios investidores que colocam um aporte de capital no negócio e recolhem os seus ganhos posteriormente, sem estar envolvido no dia a dia.

Essas funções são diferentes e podem ser geradoras de conflitos entre os sócios, por isso que a estrutura contratual da sociedade precisa ser bem acordada entre os envolvidos.

Sendo assim, separamos a seguir alguns modelos de estruturas societárias para que você entenda melhor como cada uma delas pode ser importante para sua operação.

Sociedade Limitada

Sem dúvidas o modelo de sociedade mais utilizado pelas empresas brasileiras por vários motivos.

O termo “limitada” que vem nesse modelo se refere justamente à responsabilidade dos sócios no negócio que será limitada a sua participação social na operação da empresa.

Esse modelo é utilizado geralmente para associação de duas ou mais pessoas e permite adição de mais sócios posteriormente se houver interesse das partes.

Também é permitido que os sócios do modelo limitado sejam pessoas jurídicas, por isso é a estrutura mais utilizada, pois permite a inserção de mais capital societário na empresa com bem menos burocracias.

Sociedade Anônima

As sociedades anônimas também são bastantes comuns no Brasil, principalmente pela sigla S/A e atualmente tem estado em alta por conta de grandes times de futebol que estão aderindo a modalidade SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Porém, o modelo traz consigo algumas restrições e por isso costuma ser adotado por empresas de grande porte, justamente por possuir aspectos jurídicos muito mais complexos.

A estrutura em si depende da aquisição de ações por parte dos sócios e o corpo societário de uma S/A deve ter no mínimo 7 acionistas.

Outra característica marcante dessa modalidade de sociedade é que podem eventualmente abrir o capital por meio de um IPO e colocar suas ações disponíveis nas Bolsas de valores.

Sociedade de Propósito Específico

O nome aqui já entrega bastante da finalidade e serve justamente para organizar e estruturar empresas que vão executar algo específico, como no caso da construção civil.

Ou seja, é um tipo de empresa “temporária” que vai funcionar somente para atender aquele fim, sendo encerrada após a conclusão.

Seguindo o exemplo da construção civil, seria aberta uma SPE para construção de um empreendimento e após a conclusão termina suas atividades, não podendo por exemplo começar uma nova construção.

Esse modelo é bastante utilizado para realização de grandes projetos de infraestrutura, em especial aqueles de parceria público privada.

Sociedade em Conta de Participação

O modelo SCP é aquele utilizado para diminuir as burocracias envolvidas na abertura de uma empresa e serve principalmente para operações comerciais que afetem apenas os sócios.

Também tem um caráter temporário e é bastante utilizada para que os sócios possam investir em um negócio específico sem precisar aparecer, recolhendo apenas os seus lucros ao fim do processo.

Sociedade Cooperativa

As cooperativas são modelos societários que servem para agregar vários pequenos produtores e prestadores de serviço em prol de uma demanda maior.

Como o objetivo é a entrega de um volume maior, esses prestadores se unem para otimizar a produção e as decisões são tomadas em conjunto, por meio de conselhos.

As responsabilidades e direitos de cada envolvido serão devidamente acordadas seguindo a estrutura pré definida.

Estrutura societária – Empresas Individuais

As empresas individuais são aquelas que não possuem sócio e há apenas um proprietário.

Os modelos mais utilizados no Brasil são as MEI, ME e EPPs, que possuem vantagens específicas e também limitações.

A vantagem é uma tributação menor, porém a desvantagem é que a arrecadação fica limitada a um teto relativamente baixo.

Em geral, são modelos que servem para regularizar uma atividade autônoma ou para contratos de prestação de serviços para grandes empresas.

Na Portofino, temos clientes que se encaixam em praticamente todos esses tipos de estruturas societárias, afinal, nosso objetivo é fazer uma gestão eficiente do seu patrimônio, oferecendo um time multidisciplinar para cuidar do financeiro, jurídico e tributário envolvendo sua empresa e seus bens.

Entenda melhor a nossa atuação conhecendo um pouco mais do nosso trabalho aqui.

Conclusão

conclusão estrutura societária

As estruturas societárias são uma necessidade para que os empresários possam organizar seus negócios de forma a buscar maiores ganhos.

Na prática, não faltam opções para escolher, porém é preciso entender o que melhor se encaixa na sua realidade, e esperamos que o conteúdo tenha clareado as suas ideias a respeito do assunto.No mais, conte com os serviços da Portofino Multifamily Office para uma gestão patrimonial eficiente e lucrativa.

Leia também Desafios nas empresas familiares: saiba quais são e como evitar

Ação e Reação | Lula x Bolsonaro a caminho do 2º turno

Ação e Reação | Lula x Bolsonaro a caminho do 2º turno

por danielbarbuglio | 3 out 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Portofino On - Insights, Wealth management

(Tempo de leitura: 9 min)

Família Portofino,

O domingo mais esperado do ano finalmente chegou. A festa da democracia foi marcada pela confirmação de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Apesar de algumas pesquisas apontarem que o candidato do PT pudesse levar a disputa já no fim de semana, nosso cenário base apontava para a decisão em segundo turno. A apuração das urnas confirmou nossas expectativas, mas temos que reconhecer que a votação efetiva para Bolsonaro e o crescimento de sua base no Congresso e nos governos estaduais também nos surpreenderam.

Ao longo dos últimos meses, principalmente quando o dia de votação se aproximava, grande parte das pesquisas colocavam Lula com uma vantagem considerável em relação a seu opositor. A realidade foi completamente diferente. O ex-presidente, que venceu em 14 estados, com destaque para a região Nordeste, teve 48,43% dos votos, enquanto Bolsonaro, o qual obteve vantagem em 12 estados e no Distrito Federal, com maior adesão nos estados do Sul e Centro-Oeste, teve 43,20% de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Simone Tebet ficou como a terceira mais bem votada, com 4,2%, e Ciro Gomes na sequência, com 3%.

Mapa eleições - Portofino
Elaboração: Portofino MFO/Fonte: TSE

Governadores

O domingo também marcou a votação para os cargos de governadores dos estados da União. Com algumas reeleições e outros indo para segundo turno, veja como ficaram as votações em cada estado.

Eleitos em primeiro turno:

Acre – Gladson Cameli (PP) – 56,75%

Roraima – Antônio Denarium (PP) – 56,47%

Amapá – Clécio (SD) – 53,69%

Pará – Hélder (MDB) – 70,41%

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – 68,45%

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – 51,29%

Tocantins – Wanderlei Barbosa (REP) – 58,14%

Goiás – Ronaldo Caiado (União) – 51,81%

Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB) – 50,30%

Piauí – Rafael Fonteles (PT) – 57,17%

Ceará – Elmano De Freitas (PT) – 54,02%

Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – 58,31%

Minas Gerais – Zema (Novo) – 56,18%

Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL) – 58,67%

Paraná – Carlos Massa Junior (PSD) – 69,64%

Segundo turno:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB – 46,64%) x Rodrigo Cunha (União – 26,79%)

Amazonas – Wilson Lima (União – 42,80%) x Eduardo Braga (MDB – 21,00%)

Bahia – Jerônimo (PT – 49,45%) x ACM Neto (União – 40,80%)

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB – 46,94%) x Manato (PL – 38,48%)

Mato Grosso do Sul – Capitão Contar (PRTB – 26,71%) x Eduardo Riedel (PSDB – 25,16%)

Paraíba – João (PSB – 39,65%) x Pedro Cunha Lima (PSDB – 23,90%)

Pernambuco – Marília Arraes (SD – 23,97%) x Raquel Lyra (PSDB – 20,58%)

Rio Grande do Sul – Onyx Lorenzoni (PL – 37,50%) x Eduardo Leite (PSDB – 26,81%)

Rondônia – Marcos Rocha (União – 38,88%) x Marcos Rogério (PL – 37,05%)

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL – 38,61%) x Décio Lima (PT – 17,42%)

São Paulo – Tarcísio de Freitas (REP – 42,32%) x Fernando Haddad (PT – 35,70%)

Sergipe – Rogério Carvalho (PT – 44,70%) x Fábio (PSD – 38,91%)

Bolsonarismo consolida força

Além da arrancada de Bolsonaro na corrida presidencial, as votações para o Congresso e aos governos dos estados expuseram a força dos aliados do presidente. Como diz aquele ditado “treino é treino, jogo é jogo”, a equipe treinada por Lula chegou à final acreditando que sairia vitorioso com alguma tranquilidade, porém sofreu um empate no último lance da partida e agora encara um adversário ainda mais motivado para a prorrogação. Inclusive, foi dessa forma que Lula se referiu ao segundo turno, como “apenas uma prorrogação”.

Neste sentido, o Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, conta agora com uma bancada ampla na Câmara dos Deputados e no Senado, mais o “Centrão”, base aliada que apoia o governo, e outros partidos com viés inclinado ao presidente. Em discurso após a apuração dos votos, o presidente afirmou que a legenda deve angariar cadeiras na Mesa Diretora das casas e a disputa para a presidência do Senado será definitivamente colocada para avaliação. Dos 27 senadores eleitos, 14 pertencem a partidos pró-Bolsonaro, 8 pró-Lula e 5 independentes. A eleição de vários nomes apoiados por Bolsonaro, como Hamilton Mourão (senador pelo Rio Grande do Sul), Damares Alves (senadora pelo Distrito Federal), Marcos Pontes (senador por São Paulo) e Tereza Cristina (senadora pelo Mato Grosso do Sul), alguns deles como surpresa e desbancando nomes apoiados por Lula, também consolidam apoio ao presidente em caso de vitória. Na Câmara dos Deputados, o bolsonarismo também teve bom desempenho, com Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles vitoriosos em São Paulo, sem mencionar outros nomes que já integraram o atual governo.

A votação no governo estadual também trouxe vitórias para Bolsonaro. Em São Paulo, por exemplo, a surpresa foi Tarcísio de Freitas passar para o segundo turno à frente do candidato do PT Fernando Haddad. Em Minas Gerais, Romeu Zema foi reeleito em primeiro turno, mais um exemplo que, apesar do afastamento do presidente ao longo dos anos, pode ser um importante fator para Bolsonaro captar votos no estado em que foi derrotado por Lula. No Rio Grande Sul, a surpresa foi Onyx Lorenzoni que desbancou Eduardo Leite e passou para o segundo turno liderando as votações.

A caminho do 2º turno

De olho no dia 30 de outubro, a expectativa, por enquanto, fica no aguardo dos posicionamentos de Simone Tebet e Ciro Gomes. A terceira colocada geral afirmou que já tem um posicionamento e não irá se omitir, mas pediu uns dias para declarar seu apoio até falar com os líderes de partidos. Por outro lado, Ciro também pediu uns dias para pensar e se privou a dizer que o Brasil vive um momento complexo.

Lula, que manteve o discurso confiante de que sairá vitorioso dessas eleições, contudo, enfrentou ontem seu primeiro revés. Isso, pois terá mais dificuldade para governar caso ganhe, precisando fazer um aceno maior para o centrão e trabalhar com uma agenda mais ortodoxa, tendo mais dificuldade para aprovar projetos que deseja. Na outra ponta, Bolsonaro e seus aliados foram os vencedores do primeiro domingo de eleições. Apesar de estar atrás de Lula e ter muito chão para tirar a desvantagem, ele teve muito mais votos do que as projeções apontavam e viu seus aliados formar maioria no Congresso. Em caso de triunfo, por já ter relacionamento com o centrão e agora com o apoio de aliados, teria maior facilidade para fazer manobras e aprovar pautas, especialmente no campo econômico, que antes ficavam travadas.

Do lado de Lula, a campanha de segundo turno começa com o ex-presidente e seus eleitores absorvendo o impacto de compreender que a disputa será mais acirrada do que o esperado e como farão para puxar os votos que ficaram com a natimorta “terceira via”. Do outro lado, Bolsonaro terá que tirar a desvantagem de votos para o opositor, seja com o apoio da força de seus aliados nos governos estaduais e no Congresso Nacional, seja com a conversão de parte dos eleitores de Tebet e Ciro. Ele já afirmou que sua estratégia será, adicionalmente à pauta de costumes, tangibilizar os feitos nos campos econômico e social do seu primeiro mandato.  

O mercado, sempre pragmático, comemora a possibilidade da continuidade do atual governo em um ambiente de maior suporte às reformas vinda da nova composição do Congresso Nacional. Nossas posições se beneficiaram bastante do resultado, em particular nosso aumento tático da exposição à renda variável. Agora, a expectativa fica para o próximo domingo mais importante do ano, no dia 30 de outubro. Continuaremos atentos às oportunidades e riscos!

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

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por danielbarbuglio | 30 set 2022 | Wealth management, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de Leitura: 3 mins)

Taxa de Juros e o Banco Central

A divulgação da Ata do último Comitê de Política Monetária demonstrou que a conjuntura econômica atual permitiu que o Banco Central realizasse a manutenção da taxa de juros nos níveis atuais, ainda que o discurso seja de preocupação e vigilância quanto aos dados inflacionários vindos da economia local.

A atenção do Banco Central continua, em maior parte, voltada para o controle da pressão inflacionária em 2023, onde a incerteza ainda se faz presente, diante da inflação global persistente. Ao passo que no cenário local, a preocupação continua para com o arcabouço fiscal, mediante os estímulos adicionais que sustentam a demanda agregada do país.

Em síntese, apesar da decisão por manter a Selic em 13,75% a.a ao ponderar os riscos de baixa da inflação, relacionados a uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local, desaceleração econômica global acima das projeções e a manutenção dos impostos projetados para serem revertidos em 2023.

O discurso permanece restritivo, inclusive reforçado pelo voto por uma elevação de 0,25% por parte de dois membros do comitê. Contudo, prevaleceu a aderência à estratégia de manter este patamar por tempo indeterminado, com o intuito de incorporar os riscos atuais, sem que haja desancoragem dos indicadores econômicos de um horizonte ainda incerto.

Inglaterra

No Reino Unido, surpresa para o anúncio do maior corte de impostos desde 1972 e o mercado reagiu de forma bastante negativa, vimos as taxas de juros futuras subindo. O recado do mercado ratifica o sinal de alerta para o Brasil, dado que mesmo em países com a reputação do Reino Unido, a percepção de menor responsabilidade fiscal faz com que os investidores peçam um prêmio adicional nos títulos públicos.

Eleições no Brasil

Mesmo que haja uma chance de vitória em primeiro turno, o cenário mais provável ainda é de termos uma disputa de segundo turno. Confirmado esse cenário, não devemos ter grande alteração no mercado, salvo se houver uma vitória muito confortável de algum dos candidatos ou se for por uma diferença muito pequena, esses extremos sim poderiam levar a alguma preocupação, mas não é a nossa expectativa.

Movimentos táticos

Tanto na renda fixa quanto, principalmente, na bolsa, há muito prêmio para ser destravado, mas ainda dependente da melhora no cenário externo e da definição das eleições. Outro ponto importante, é que o Brasil está mais adiantado em seu processo de aperto monetário.

Nos últimos meses, repetimos algumas vezes que a bolsa está com “valuation” bastante atrativo. Por conta disso, aumentamos a nossa exposição no mercado de Renda Variável, utilizando uma estrutura que nos permita surfar uma possível alta e, ao mesmo tempo, com alguma proteção.

Gestão – Portofino MFO

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Encontro com Lula e empresários em São Paulo

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Encontro com Lula e empresários em São Paulo

por danielbarbuglio | 30 set 2022 | EsferaBR

(Tempo de Leitura: 4 mins)

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Marcamos presença em mais um jantar da Esfera Brasil. Um projeto que apoiamos para promover o diálogo entre importantes personalidades de diferentes setores brasileiros, político, empresarial e econômico. Desta vez, com Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência.

Na noite de terça-feira (27.09.2022), nosso sócio Enzo Giovanella, participou de um jantar exclusivo, promovido pela Esfera Brasil, com importantes personalidades do empresariado brasileiro, além de Luiz Inácio Lula da Silva.

Com quase duas horas de atraso, Lula chegou acompanhado pela sua esposa Janja, Geraldo Alckmin, Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann e cumprimentou todos os presentes antes de iniciar o encontro. Durante todo o evento, Lula passou um sentimento de estar muito confiante e ressaltou a todo momento que priorizará o diálogo. “Aprendi com Lula que Deus nos dá 2 ouvidos e 1 boca. Este governo é quem vai dialogar com todos, pois Lula sempre fez isso”, disse Mercadante, no evento.

Resumidamente listamos alguns dos principais assuntos e, caso queira mais informações, estaremos à disposição para conversar.

Aloizio Mercadante

Abrindo os discursos, Mercadante afirmou que “é um momento de oportunidade para o Brasil. O país precisa de um líder como Lula”. Ele também falou do lado econômico, levantando que o cenário externo preocupa, mas que o candidato sabe como usar o momento para fazer o Brasil voltar a ser protagonista no mundo. 

O ex-ministro também falou que o país precisa voltar a se “reindustrializar” e criticou o BNDES. “Sabemos que não existe crescimento do país sem investimento privado. O BNDES financiando a indústria a IPCA+5 inviabiliza os projetos”, disse. 

Por fim, Mercadante também comentou sobre política fiscal. Ele falou que não vê preocupação quanto a isso, pois, segundo ele, o governo Lula foi o que mais entregou superávit primário. Ele explicou que precisarão encontrar recursos para manter o auxílio emergencial, logo a pauta do teto dos gastos será muito discutida.

Geraldo Alckmin

Com tom de voz sereno e calmo, o vice-presidente de Lula falou sobre a reunião que tiveram com um grupo de ex-ministros – alguns da época do FHC – para discutir o futuro do governo e comentou a presença de Henrique Meirelles. “A união e a pluralidade são muito importantes neste momento de mundo desafiador”, citou o ex-governador de São Paulo, novamente reforçando a questão de dialogar com todos.

Além disso, Alckmin disse que governar é escolher e, neste sentido, escolherão um crescimento inclusivo e complementou dizendo que acredita em Lula, pois neste momento é preciso identidade com o povo. Sobre uma possível vitória no primeiro turno, Alckmin foi sucinto: “Se encerrar domingo, é melhor para o Brasil”.

Lula

Em um primeiro momento, o ex-presidente ressaltou que sempre dialogou com empresários, então pediu para inverter a dinâmica e escutar dos próprios quais eram as expectativas de seu mandato.

Abílio Diniz

Em pé, ao lado da mesa, Abílio Diniz tomou a palavra e se dirigiu à Lula, falando que esteve sempre ao lado dele e que ajudou a Dilma também. Ponderou, contudo, que está em outra fase da vida e repensando muitas coisas diante dos últimos acontecimentos, mas reforçou que quer ajudar o Brasil.

Dentre os seus pedidos, pediu que o sistema tributário que expeliu a indústria do país fosse revisto e que Lula fosse o Lula que governa para todos os brasileiros.

André Esteves

Na sequência, André Esteves, sócio e chairman do BTG Pactual, falou ao candidato sobre consertar aquilo que não está funcionando e manter os bons planos, independentemente de lado ou partido. 

“Lula, todos esperamos paz, alegria e leveza no seu governo”, foi o que disse Esteves. Encerrou sua fala ao dizer que espera que não andemos para o caminho da Argentina. 

Fábio Ermírio de Moraes (Conselheiro Votorantim)

O empresário apontou que é preciso organizar o sistema tributário, pois o que desindustrializou o país foi a complexidade do atual sistema.

Luis Henrique Guimarães (CEO Cosan)

O CEO da Cosan pediu menos interferência do Estado, para se preocupar com Saúde, Educação e Segurança, “que é aquilo que diz respeito ao Estado”, e deixar o povo trabalhar. Destacou também que o Brasil é abundante em recursos naturais e seguirá fazendo grande parte do PIB, mas espera que no governo dele haja estabilidade nas regras. 

Eduardo Saggioro (CEO LTS Investments)

Saggioro ressaltou sua preocupação com o Brasil seguir sendo a “Grande Fazenda” para o mundo. “Não podemos ser somente fonte de commodities”, finalizou. 

Lula retoma a palavra

Em seu discurso, o petista se dirigiu ao empresariado pedindo que eles, “os empresários de verdade, se envolvam mais com as entidades de classe”. Retomou a fala do diálogo, que conversar com todos é importante para manter o Estado estável e opinou que “o Brasil está corroído politicamente”. Além disso, para falar que não existe unanimidade em um governo, usou o exemplo do câmbio. “O exemplo do câmbio: o exportador quer o câmbio nas alturas, já o importador quer o câmbio o mais barato possível. Não existe unanimidade. Precisamos pensar em todas as pernas num governo”.

Falando mais sobre propostas, Lula relembrou que em 2007 tentou levar uma proposta de Reforma Tributária, que não foi para frente, mas que acha importante fazê-la. Outro ponto bastante polêmico que o ex-presidente abordou foi o teto de gastos. Ele disse que é contra, mas é a favor da responsabilidade fiscal. Para explicar sua opinião, usou os próprios empresários como exemplo, mencionando que grande parte deles toma dívida para expandir os negócios e que é assim que ele vai fazer com a educação. “Educação não é gasto, mas, sim, investimento. Não pode entrar como gasto”, comentou. A independência do Banco Central também foi discutida e Lula voltou à época em que governava para dizer que duvida que Henrique Meirelles tinha menos independência que Roberto Campos Neto tem hoje.

Lula passou por outros assuntos, como as eleições de 2018, das quais ele disse que o povo votou por medo, afirmou que é obrigação do empresário querer elevar o pobre a um nível civilizado, que os bancos públicos voltarão a funcionar e que não vai privatizar a Petrobras. 

Na parte final, comentou sobre os outros candidatos, disse que o know how e histórico dele e do Alckmin juntos são imensamente melhores que os da oposição. Ele mencionou que acabar com a fome e investir em educação serão os dois pilares de seu governo e encerrou: “O país pode ser construído por nós [ele junto aos empresários]. Vou recuperar a credibilidade no exterior. Vem com o Lulinha e o Geraldo paz e amor”.

Veja como esse encontro repercutiu na grande mídia:

Lula se reúne com elite do empresariado – Valor Econômico

Lula se reúne com grandes nomes do PIB em SP e fala em reformas – O Globo

Lula pede diálogo ‘sem hipocrisia’ ao PIB em encontro mais disputado que o de Bolsonaro – Folha de São Paulo

Lula faz promessas em noite com Abílio, André Esteves e outros empresários – Revista Oeste

Confira também como foi o encontro que estivemos presente com Jair Bolsonaro:

Almoço com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes | Esfera Brasil

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela EsferaBR e Portofino MFO.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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Um overview dos mercados, por nosso time de Gestão

IPO Porsche

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IPO Porsche

IPO Porsche

por danielbarbuglio | 30 set 2022 | Análise de Mercado, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de Leitura: 3 mins

A Oferta Pública Inicial (IPO) da Porsche foi lançada ontem (29.09.22) na Alemanha e, de acordo com o jornal The New York Times, está começando bem.
O IPO atingiu a Bolsa de Valores alemã e se tornou o maior da Europa em mais de uma década.

No lançamento, a Porsche AG teve uma valorização de US$ 72 milhões (R$ 388,8 milhões em conversão direta). A Reuters relata que as ações subiram durante o dia, atingindo um pico de US$ 84,85 antes de se estabelecerem a US$ 80,74. A venda das ações avaliou a montadora em 75 € bilhões. Quatro grandes investidores responderam por 40% da oferta, com 25% indo para as famílias Porsche e Piech. Não há nenhuma menção de quantas ações foram ofertadas no total; alguns veículos chegaram a cogitar que 911 milhões de ações poderiam compor a IPO, uma clara referência ao carro mais famoso da Porsche, o modelo 911.

Icônico modelo 911 da Porsche

A Porsche acelerou firme e cravou o maior IPO na Europa desde a suíça Glencore PLC – que levantou quase US$ 10 bilhões em 2011. O IPO da fabricante veio no momento em que o mercado europeu está muito estressado. Muitas empresas puxaram o freio de mão ao realizar novas ofertas em meio às incertezas que pairam sobre a economia europeia, com a guerra no leste do continente, a crise energética, inflação recorde e aumento da taxa de juros. Esse conjunto de fatores tem colocado muita pressão e elevado o receio de uma recessão no velho continente.

A Porsche, contudo, parece estar no caminho oposto dos dados negativos e do pessimismo que toma conta dos mercados. Em 2021, a fabricante bateu recordes com mais de 300 mil unidades vendidas e viu o crescimento na procura dos seus modelos 100% elétricos. E não parou por aí. Em 2022, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, a marca superou os resultados, com lucro operacional de 3,48 €  bilhões e aumento no retorno sobre as vendas de 16,9% para 19,4%. O objetivo é investir o valor arrecadado para potencializar o desenvolvimento de seus carros elétricos e, consequentemente, rivalizar esse mercado com a Tesla.

Uma das marcas mais icônicas do mundo e objeto de desejo de muitas pessoas, a Volkswagen aproveitou esses argumentos para convencer potenciais investidores. O IPO da fabricante de carros vem em um momento bastante delicado da economia global. Motivada pelos números que apresentou no último ano, em plena recuperação de pandemia, e aos divulgados nos primeiros seis meses do ano, mesmo em um momento adversário, a Porsche mostra que confia na potência do seu motor.

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