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Portofino
Eduardo Castro é o novo CIO da Portofino Multi Family Office.

Eduardo Castro é o novo CIO da Portofino Multi Family Office.

por danielbarbuglio | 20 ago 2021 | Family Office, Análise de Mercado, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

A Portofino Multi Family Office, especializada na gestão de patrimônios, anuncia a chegada de novo sócio, Eduardo Castro.

Com extensa carreira no mercado financeiro, Eduardo foi o número um da área de investimentos do ABN Amro Asset Management para América Latina e recentemente o principal executivo da área de Gestão da Santander Asset Management coordenando as operações no Brasil, México, Chile e Argentina.

“O propósito, trabalho consistente e resultados exponenciais que a gestora tem alcançado, reforçam o sucesso deste modelo. Com a minha experiência, chego para somar a este time e contribuir no desenvolvimento de soluções que possam oferecer às famílias, produtos e serviços de investimentos nos mais altos níveis para proteger e ampliar os seus patrimônios e dar sequência neste belo trabalho totalmente focado nos clientes”, comenta Eduardo.

Na Portofino, Castro será o CIO (Chief Investment Officer), principal responsável pela área de Gestão de Investimentos, apoiando o processo de expansão do Multi Family Office que hoje atende mais de 500 pessoas, famílias, empresas e administra R$ 9 Bi em ativos no Brasil e exterior.

“Os nossos clientes são o centro de tudo, o motivo de estarmos aqui e o Eduardo chega para reforçar de forma contundente a nossa equipe e contribuir com muita experiência, internacionalidade e criatividade na construção das soluções customizadas para as famílias que cuidamos. Mais pessoas estão conhecendo e aderindo ao nosso modelo de investimentos, um modelo evoluído, transparente, conectado com o que há de melhor nos mercados globais e com uma remuneração justa para todos. Com isso, estamos crescendo ano após ano e, simultaneamente, reforçando os nossos alicerces para que esse crescimento seja sustentável e garanta os melhores resultados para as famílias e empresas que atendemos, além de uma experiência de padrão elevado. Faremos sempre o máximo para retribuir a confiança depositada em nosso trabalho”, afirma Carolina Giovanella, Sócia Fundadora da Portofino.

 

Eduardo Castro, Chief Investiment Officer da Portofino Multi Family Office.

Eduardo possui certificações CFP® e CGA, é formado em Engenharia Eletrônica pela USP e pós graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, além de MBA pela Business School São Paulo, Sustainable Business Strategy pela Harvard e Finanças Comportamentais na Universidade de Chicago.

Carta #99: Rocky

Carta #99: Rocky

por danielbarbuglio | 13 ago 2021 | Multi Family Office

Abro a carta com talvez a melhor notícia da semana: nosso vôlei feminino vai para a final nas olimpíadas!
Ruídos

Apertemos os cintos – a  turbulência parece não querer nos deixar.
Desde aquela sexta-feira, 25 de junho, onde o powerpoint da proposta de reforma tributária começou a circular, os mercados não tem tido trégua. Se o final de junho foi atrapalhado pelo balde de água fria que representou a versão inicial da proposta, o término de julho padece de ruídos em torno do parcelamento de precatórios, votação eletrônica, e bolsa família. O mau humor parece instalado, fazendo sofrer todo tipo de classe de ativo, no que parece mais uma daquelas tempestades perfeitas que teimam em assolar nossas terras. Nos mercados, a notícia do aumento de 1% (100 pontos base) levando a taxa de juros à 5,25% não pegou ninguém de surpresa – mas isso não deveria diminuir a importância da sinalização. A última vez que o Copom tomou uma decisão de tamanha magnitude foi em Março de 2003. Me lembro bem, faltavam menos de 3 semanas para meu casamento, e andava mais preocupado com os preparativos finais do complexo evento, do que com o Henrique Meirelles, recém empossado como presidente do Banco Central do primeiro governo de Lula. A nova taxa de juros a partir daquele mês? Estratosféricos 26,5% ao ano.

 
Robinhood
Durante boa parte do segundo trimestre de 2020, peguei emprestado o termo “gamificação” para descrever o fenômeno de corrida à bolsa de valores como forma de entretenimento durante a pandemia, principalmente entre os jovens. Se foi verdade que os generosos cheques de auxílio do governo americano foram usados para apostar no mercado financeiro, enquanto casinos de Las Vegas permaneciam fechados, então não haveria maior beneficiário do fenômeno do que a Robinhood. A novata corretora americana, cuja missão, assim como o herói do folclore inglês, parece ser “roubar dos ricos” (o sistema financeiro e seu vilão principal, Sr. Wallstreet ) para “dar aos pobres” (o pequeno investidor), abriu seu capital (IPO) uma semana atrás, e de forma estrondosa. Os números do negócio parecem validar a tese dos investimentos encarados como jogo: quase metade da receita da companhia (46%) vem de operações com opções (uma forma de derivativo financeiro altamente especializado, com elevado grau de especulação e alavancagem), mesmo quando tais ativos respondem por diminutos 3% do que está sob custódia. Preocupa-me ver que parte desta tendência parece estar sendo replicada mundo afora, inclusive por nossas terras.
CCPO
O tema parece finalmente ganhar a luz do dia com o aperto regulatório do governo chinês. Um artigo recente atacou a indústria de games de lá diretamente, declarando tratar-se de “ópio espiritual”. Explorar este defeito de fábrica do ser humano, minando nossos mecanismos de autocontrole, parece de fato lucrativo. Aquilo que a indústria de jogos e as mídias sociais já tinham descoberto (sim, me refiro aos feeds infinitos do Insta e do TikTok), o mundo das finanças parece querer também abraçar, como neste episódio do Robinhood. Interessantemente, em vários artigos e podcasts que escutei sobre esta mão pesada do governo chinês para com o assunto, vi americanos se referirem ao partido que governa o país através da sigla CCP – “Chinese Communist Party”. Impossível não fazer a associação com a antiga CCCP, que era como a união soviética se auto-identificava (em seu idioma e alfabeto cirílico) até o começo da década de 90. Como adolescente nos anos 80, parece evidente fazer um paralelo do atual cenário com a guerra fria que vivemos naquela época. Para quem quiser se lembrar do clima que Hollywood criou em torno do assunto, recomendo dois filmes icônicos, ainda que sofríveis: “Firefox“, de ’82 com Clint Eastwood, e “Rocky IV” de ’85. No primeiro, Clint rouba uma avançada aeronave soviética controlada por pensamento (sim, já falávamos do assunto na época!), e, no segundo, Stallone enfrenta o temível lutador Drago, interpretado pelo sueco-nada-soviético Hans Lundgren. Confesso: ando saudosista. 
Retornos Razoáveis III
Volto com a terceira prestação da minissérie sobre qual rentabilidade devemos usar em nossas planilhas de 30 anos. No primeiro capítulo, argumentei que devemos ser críticos com relação à razoabilidade, e veracidade, dos números usados. No segundo, alertei sobre os perigos de usar uma estimativa alta demais, especialmente para o patrimônio como um todo. Neste, jogo luz no ponto crucial de que qualquer retorno estimado tem que levar em consideração a inflação. Estimar a inflação pessoal de cada dinâmica familiar é assunto para ser tratado caso-a-caso. Portanto, para simplificar, combinemos que a rentabilidade esperada deve ser a real, ou seja, acima da inflação. A indústria de fundos de pensão nos dá alguma pista sobre o que seria um número razoável. No Brasil, é comum encontrar planos de pensão com metas atuariais (cuja ciência também foge ao escopo aqui) de IPCA + 6%. Nos EUA, sistemas públicos de pensão tem uma meta um pouco mais econômica, em torno de inflação + 4,5%. Tomemos um meio do caminho. Seria então 5% um número mágico a ser usado em planejamentos de longo prazo? Bem, ambos países enfrentam dificuldades para acreditar que conseguirão entregar tais retornos, e andam buscando renegociar com seus participantes. O número de IPCA+6% no Brasil, nos tempos de juros turbinados, costumava não tirar o sono de gestores – dado que a oferta de títulos com este tipo de rentabilidade era farta. Não é o caso hoje. Uma curiosidade, as famosas NTN-B, títulos do governo que pagam juros (cupom) semestrais, são emitidos originalmente pelo tesouro à taxas de justamente 6%. Onde quero chegar? Concluo na carta #100.

Há um assunto ressurgindo recentemente, no mínimo intrigante: a real possibilidade de que o vírus da Covid tenha vazado de um laboratório, em oposição à teoria que viemos a aceitar sobre o hospedeiro animal. Sinceramente, acho que teorias da conspiração ornam muito melhor com as telas de Hollywood, mas, se há alguém sério que pode fazer um apanhado científico, e nada enviesado do assunto, trata-se do meu guru Peter Attia. Já recomendei inúmeras vezes o podcast deste médico canadense radicado nos EUA. Sempre relembro de sua paixão pelo automobilismo brasileiro, tendo inclusive batizado um de seus filhos de Ayrton. No episódio 169, Peter entrevista Katherine Eban, jornalista investigativa que explora de forma cartesiana ambos lados da controvérsia. Provavelmente nunca saberemos definitivamente, já que a possibilidade aventada certamente geraria enorme controvérsia geopolítica. Disponível tanto no link indicado, como no seu player de podcasts favorito. O meu? Uso o stitcher.

Esta carta semanal tem o objetivo de fazer um apanhado breve e bem-humorado das notícias do mercado financeiro, com foco nos temas de gestão de riqueza e planejamento
financeiro. O texto não constitui nenhuma oferta de produto financeiro, ou recomendação de investimento. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem o posicionamento oficial da Portofino Multi Family Office. Pedro Saboia é sócio da Portofino Multi-Family Office, investidor profissional, CEA (Certificação de Especialistas em Investimentos ANBIMA), e Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela CVM, conforme instrução 592. A Portofino cuida das pessoas para que alcancem um futuro financeiro equilibrado – com ética, transparência e responsabilidade. Quer conhecer mais? Agende uma conversa conosco!

Carta #100 | Comemorações

Carta #100 | Comemorações

por danielbarbuglio | 13 ago 2021 | Multi Family Office, Family Office, Wealth management

Suponho que a centésima carta mereça comemoração. Afinal, são cem semanas ininterruptas buscando mesclar o resumo dos acontecimentos da semana, com uma visão de longo prazo dos temas que realmente importam na gestão do nosso patrimônio – ao mesmo tempo que busco ponderar pontos de vista distintos, e manter meus próprios vieses sob controle. 

Numerar as cartas não foi algo que fiz desde o princípio. Na verdade, acatei a sugestão de um grande amigo meu, e dos primeiros leitores destas linhas, que argumentou que eu poderia comemorar marcos exatamente como o de hoje. Fui uma bela sacada! Na verdade, muito do estilo e conteúdo destas cartas é justamente moldado pelo feedback que recebo, e pelos quais sou muito grato!

 “Se tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta”. 

A frase é atribuída à variados pensadores, desde o matemático francês Blaise Pascal até o escritor americano, e campeão nas citações que uso, Mark Twain. Se sou contido ao falar, o mesmo não pode ser dito da minha prolixidade ao escrever. Portanto, é com enorme esforço que toda semana faço caber as ideias no limite daquilo que considero ser uma leitura rápida. Muitos já me perguntaram quanto trabalho dá escrever esta carta semanal. A resposta sincera é que o grande trabalho, no fundo, é escrever pouco – sintetizar sem perder a essência!

Confesso que esperava um dia mais iluminado para esta #100. Mas, a combinação de uma sexta-feira 13, o retorno das temperaturas árticas, a fina garoa paulistana, o temor com novas variantes do vírus, e os desarranjos no mercado financeiro local, parecem todos jogar contra uma comemoração ao ar livre. Ainda bem que contratei aquela cobertura para chuva!
Reflexividade

O mau desempenho do mercado financeiro brasileiro, afetando praticamente todas as classes de ativos que investimos (bolsa, renda fixa, moedas, …), parece ter instalado um clima de pessimismo e mau humor. Ou seria ao contrário? A tentação por buscar explicações lógicas, e narrativas aconchegantes, parece inescapável. Os jornais estão cheias delas. Seria o culpado o vai-e-vem da reforma tributária, onde as emendas parecem pior que o soneto inicial? A escalada da tensão política? Porque estamos tão descolados, por exemplo, dos EUA? Acordei com um pensamento: estaríamos diante de um caso claro da teoria da reflexividade, cujo expoente mais famoso é George Soros? Esta teoria econômica prega que existe um tipo de “microfonia”, um loop de feedback, em que as percepções de investidores afetariam fundamentos econômicos, que por sua vez mudariam os sentimentos dos investidores. Este processo, ao se retroalimentar, acaba tendendo ao desequilíbrio, forçando preços a ficarem cada vez mais descolados da realidade. Meu ponto? Talvez estejamos no meio de uma tempestade cuja intensidade está sendo exageradamente aumentada pelo comportamento dos participantes, e não necessariamente por fundamentos. Soros, cujo grande feito foi ter ficado bilionário ao apostar contra, e quase ter quebrado, o banco central Inglês em 1992, tem como segunda carreira a de filósofo. Discípulo do influente Karl Popper, esta intrigante ideia pode ser conferida aqui.

Roubo

Esta semana circulou mais uma notícia de roubo de cripto-moedas de uma corretora/custodiante, desta vez a Poly Network. Hackers teriam explorado vulnerabilidades técnicas, e extraído 600 milhões (de usd). Notícias começam a chegar de que o hacker, num ato inesperado de penitência e arrependimento, estaria já devolvendo parte destes valores. Foi provavelmente a maior operação deste tipo, deixando para trás até o icônico caso da Mt. Gox, baseada no Japão, que faliu após ter aproximadamente 450 milhões (de usd) roubados em 2014. Penso que talvez o grande atributo dos cripto-ativos, sua descentralização e independência de um agente regulador, é justamente o calcanhar de Aquiles que estes hackers exploram. O tema bitcoin surge com frequência nas discussões que temos com clientes. Por hora, e sempre respeitando preferências pessoais e pontos de vista divergentes, penso que o Bitcoin precisa ser comparado a outros investimentos sob a rubrica de “alternativos”, avaliando quesitos como facilidade de precificação e quantificação da relação risco x retorno. Investimentos alternativos são um componente importante de como construímos portfolios, mas sempre adequadamente compreendidos e dimensionados.
Retornos Razoáveis, Conclusão

Fecho esta edição comemorativa concluindo a minissérie sobre retornos esperados, iniciada na carta #97. Relembro o objetivo: estamos aqui em busca de qual retorno anual podemos esperar de nossas carteiras de investimento, no longo prazo. Sim, refiro-me ao percentual que colocamos naquele Excel lotado de macros, que serve de base para todo tipo de planejamento de aposentadoria, longevidade e sucessão. Os principais dois pontos até aqui: em primeiro lugar, que a estimativa seja baseada no retorno real, acima da inflação. Não corrigir pela inflação pode fazer com que em apenas uma década o patrimônio pareça ter dobrado, sem que o real poder de compra tenha se alterado (considerando uma inflação de 7%). O segundo ponto é igualmente crítico: usar um valor alto demais, composto ao longo de décadas, pode gerar distorções relevantes no resultado final. Então qual seria este número mágico? A primeira resposta é de que não há um único número. Estamos aqui necessariamente fazendo exercícios com horizontes temporais alargados, às vezes abrangendo múltiplas gerações. O futuro não é conhecível, e muito menos exprimível por um único número. O que sim podemos fazer é explorar vários cenários. A boa prática de administração sugere que façamos a simulação considerando, pelo menos: um cenário otimista, um pessimista, e um intermediário (ou provável). Reconheço aqui, de forma ampla, meu viés conservador: prefiro me apegar ao cenário pessimista, e trabalhar duro para ser positivamente surpreendido no futuro. Em termos práticos: se 6% (retorno real) é uma tradicional meta atuarial do mercado de previdência no Brasil, como falamos na carta passada, então este número poderia ser a base do cenário otimista. O pessimista? Proponho metade disso, ou 3%. O intermediário, por imposição matemática, ficaria em 4,5%. Penso serem bons pontos de partida para este exercício, para o qual, insisto, estamos aqui sempre prontos para ajudar!


Depois de um breve hiato, retorno ao tema musical. Quero recomendar a banda americana Vulfpeck. Fundada em 2011 por músicos formados na universidade de Michigan, esta banda com pegada funk e raízes no jazz, só de verdade entrou no meu radar lá por 2019, quando do seu antológico show no Madison Square Garden – naquele tempo em que seres humanos desmascarados lotavam estádios. O vídeo que recomendo é do sucesso “Dean Town”, gravado na ocasião. Como se o visual inusitado e descolado da banda, o virtuosismo dos integrantes, e a plateia empolgada cantarolando uma linha melódica complexa, não fossem suficientes, há a performance do excepcional baixista Joe Dart. Recomendo fortemente que seja escutado com headphones, já que os auto-falantes de celulares e notebooks não costumam ter boa resposta para frequências mais graves. Já fui perguntado várias vezes sobre minha obsessão pelo baixo, como instrumento. A razão é simples: meu primeiro “emprego” numa banda foi de baixista. O ano era 1985, e Eu um guitarrista iniciante, que sonhava com o estrelato das bandas de rock da época. O destino pregou uma peça: a banda que me aceitou precisava mesmo era de um baixista, posição que ocupei por algum tempo, usando um baixo emprestado – que por sinal está com a devolução atrasada em pelo 35 anos!

Esta carta semanal tem o objetivo de fazer um apanhado breve e bem-humorado das notícias do mercado financeiro, com foco nos temas de gestão de riqueza e planejamento financeiro. O texto não constitui nenhuma oferta de produto financeiro, ou recomendação de investimento. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem o posicionamento oficial da Portofino Multi Family Office. Pedro Saboia é sócio da Portofino Multi-Family Office, investidor profissional, CEA (Certificação de Especialistas em Investimentos ANBIMA) e Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela CVM, conforme instrução 592.
A Portofino cuida das pessoas para que alcancem um futuro financeiro equilibrado – com ética, transparência e responsabilidade. Quer conhecer mais? Agende uma conversa.

Planejamento Sucessório, para proteger e ampliar o seu patrimônio gerando benefícios para você e as próximas gerações.

por danielbarbuglio | 9 ago 2021 | Sucessão, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Com um planejamento sucessório bem estruturado, você pode garantir estabilidade na transição do patrimônio para as próximas gerações.

Você sabe da importância de montar o seu Planejamento Sucessório? Essa prática é fundamental para estruturar a passagem de bens para os herdeiros.

É bem-sabido que lidar com heranças é uma situação com potencial de causar um sem-número de desentendimentos familiares e profissionais. Além disso, uma transição mal planejada pode trazer problemas, inclusive jurídicos, aos envolvidos.

Pensando nisso, hoje vamos explicar tudo sobre o Planejamento Sucessório. Aqui, você vai entender o que é essa prática e os benefícios que ela traz!

O QUE É PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Como o próprio nome já sugere, o Planejamento Sucessório consiste em organizar e estruturar o processo de sucessão de patrimônio e demais bens para os herdeiros.

Em casos como esse, o chefe da família faz o registro do patrimônio e determina como e com quem ele será dividido, mesmo em vida. Pois, é isso mesmo. Embora o nome deixe muita gente assustada e um assunto que nem todo mundo gosta de falar, mas os benefícios fiscais e tributários de um projeto como este podem trazer benefícios imediatos para o patrimônio da empresa sem considerar o falecimento do seu patriarca. Dessa forma, esse processo não é apenas uma boa prática de organização, como também é uma forma fundamental para garantir segurança jurídica para todos.

Já no caso de perdas de familiares, caso não exista nem uma categoria de documento ratificando como será a divisão de bens, os herdeiros passarão por um longo e desgastante processo de organização. Esse cenário pode, inclusive, gerar uma desvalorização dos itens em questão. Temos casos recentes no Brasil, como a herança de Gugu Liberato.

Além disso, ninguém quer que o patrimônio acumulado, após anos de trabalho duro, se desfaça dessa forma. Por isso, o Planejamento Sucessório é algo primordial para organização familiar e, principalmente, proteção dos bens.

QUAIS AS VANTAGENS DO PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Além de ser um instrumento jurídico que dá segurança para a família, também permite que tudo se desenvolva de forma rápida, prática e, sobretudo, estratégica.

Quando a transição é feita sem esse tipo de preparação, os custos envolvidos, tanto financeiros quanto de tempo, acabam por ser elevados. É preciso gastar com inventário, pagar altos impostos e lidar com toda a burocracia envolvida.

Além disso, a divisão de bens tem o potencial de causar uma grande animosidade na família. É bastante comum ver profundos desentendimentos em questões como essa.

Dessa forma, o Planejamento Sucessório:

●            reduz os custos fiscais

●            garante segurança para os bens

●            possibilita uma transição pacífica do patrimônio

●            evita um longo processo burocrático

No âmbito das empresas, principalmente as empresas familiares, um planejamento sucessório bem definido garante uma transição tranquila, evitando impactos profundos e negativos nos resultados dos negócios.

COMO FAZER O PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Existem algumas formas de fazer esse processo. As mais conhecidas são:

●            Testamentos;

●            Holdings Familiares;

●            Doação de bens.

Entretanto, é primordial que todo o processo conte com o acompanhamento de profissionais com expertise no assunto para que se adéque à todas as normas fiscais e tributárias do país.

Dessa maneira, todo o processo de transição será estruturado da melhor forma, garantindo a proteção dos bens e uma sucessão estratégica.

COMO FAZER O SEU PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Aqui na Portofino, oferecemos todo suporte para as famílias que atendemos na hora de planejarem a sucessão ou organização dos seus patrimônios, estabelecendo um modelo de governança.

Além do nosso conhecimento na gestão dos patrimônios, temos uma ampla rede de parceiros desde advogados com amplo conhecimento no assunto, desde o planejamento à solução de conflitos pré-existentes.

Se você está interessado em iniciar um plano sucessório para garantir a sua tranquilidade e dos seus entes queridos, vamos conversar.

O que são Fundos Imobiliários (FIIs), como analisar e investir?

O que são Fundos Imobiliários (FIIs), como analisar e investir?

por danielbarbuglio | 9 ago 2021 | Real Estate, Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Uma boa alternativa para quem deseja aproveitar os lucros do setor imobiliário sem precisar adquirir uma propriedade são os Fundos Imobiliários.

Esse tipo de investimento se mostra uma opção excelente e bastante viável para quem busca ter retornos nesse mercado e, consequentemente, menos dores de cabeça operacionais.

Com a queda brusca da taxa básica de juros (Selic), os investidores brasileiros foram levados a correr mais risco em busca de melhores retornos. 

Por consequência, os Fundos Imobiliários acabaram se popularizando no mercado de investimentos.

Segundo dados da B3, o segmento de FIIs, que tinha apenas 20 mil investidores há dez anos, já contava com 1,583 milhão de investidores em janeiro de 2022.

Se você tem interesse em compor sua carteira de ativos com algum dos diferentes tipos de Fundos Imobiliários, está no caminho certo.

Mas você sabe como iniciar os investimentos nos Fundos Imobiliários? Neste conteúdo, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre os benefícios de ter os FIIs na sua carteira.

O QUE SÃO OS FUNDOS IMOBILIÁRIOS (FIIs)?

Quando se pensa em obter renda passiva com o mercado da construção civil, é natural que a compra de imóveis seja a primeira opção.

Contudo, os Fundos Imobiliários também cumprem esse papel.

Ou seja, em vez de comprar um apartamento, o investidor atuará em uma espécie de “sociedade de investidores”.

E assim, poderá ser dono de inúmeros imóveis em simultâneo, residenciais ou corporativos, nos mais importantes endereços do país.

Em termos simples, ao invés de comprar uma estrutura física, o acionista compra uma parcela de um ou mais empreendimentos. 

Esses cotistas não são donos do espaço e também não possuem poder de decisão. 

Entretanto, é possível receber os lucros proporcionais ao investimento.

Nesse cenário, há um gestor do fundo, que será o responsável por encontrar e investir nos ativos imobiliários que ofereçam maior segurança e lucratividade para o fundo.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os fundos imobiliários se dividem em algumas categorias. No entanto, duas merecem destaque por serem as mais usuais:

  • Fundos de aluguel;
  • Fundos de papel.

No primeiro, existe o investimento em ativos que serão alugados. Eles também são chamados fundos de tijolo. 

Nesse cenário, os investidores aplicam seu dinheiro em determinados locais físicos, como “shopping” ou hotéis, e obtêm retorno a partir da locação desses ambientes.

Já nos fundos de papel, o investimento está nos títulos. 

Ou seja, o acionista recebe a partir da valorização dos mesmo, e não dos aluguéis propriamente ditos.

Embora em ambos os casos existam o repasse regular dos rendimentos aos investidores, eles se enquadram como renda variável e não como fixa.

O motivo para isto é que os Fundos Imobiliários estão sujeitos às oscilações da Bolsa de Valores. Além disso, não há garantias de lucros periódicos.

Quais são as características do investimento em FIIs?

Na prática, o gestor do Fundo Imobiliário deve selecionar e realizar investimentos seguindo regras estabelecidas em regulamento, relacionadas ao nível de risco e liquidez de cada ativo.

Essa atividade pode ser exercida através de uma gestão passiva, quando há limitação de desempenho por um benchmark, ou de gestão ativa.

No último caso, quando há liberdade na seleção de ativos e operações em busca de melhores resultados.

Em um Fundo Imobiliário, os ganhos obtidos com os investimentos são divididos mensal ou semestralmente entre os investidores, de forma proporcional à quantidade de cotas de cada um.

No entanto, quem investe em FIIs também está sujeito a alguns custos, como a taxa de administração (remuneração do gestor) e taxa de performance (no caso de fundos com resultado atrelado a indicadores).

De acordo com a Lei 11.196, de 2005, algumas das principais regras dos Fundos Imobiliários são:

  • Mínimo de 50 cotistas em sua composição;
  • Limite de 10% do fundo por cotista;
  • Distribuição obrigatória de 95% do resultado semestral;
  • Ser listado na bolsa de valores brasileira, a B3.

Na B3, assim como as units, os FIIs são identificados pelo número 11 ao final do ticker, um código com quatro letras maiúsculas. 

Apesar de estarem sujeitas à influência da oferta e demanda, as cotas dos fundos possuem uma volatilidade menor do que a das ações.

Agora que você já entende como os Fundos Imobiliários funcionam, chegou a hora de entender a diferença entre os diversos tipos existentes no mercado brasileiro.

QUEM DEVE INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os Fundos Imobiliários podem ser classificados como um dos formatos de investimentos preferidos por quem está se familiarizando com o mercado financeiro.

Principalmente para quem possui horizontes mais longos e não está preocupado com rendimentos imediatos.

Eles se destacam por terem uma barreira de entrada relativamente baixa. É possível, por exemplo, encontrar cotas de FIIs por R$100.

Entretanto, isso não significa que quem dispõe de valores mais altos para investir não deve olhar com atenção para eles.

É importante destacar que os Fundos Imobiliários conseguem produzir rendimentos periódicos. 

Esses, consequentemente, são proporcionais a quantidade de cotas adquiridas.

Além disso, eles são uma ótima opção para quem busca ter uma carteira de investimentos mais diversificada. 

Assim, os Fundos Imobiliários se apresentam para quem vê o potencial de mercado de imóveis, mas não pode ou quer adquirir um.

É sempre importante ressaltar que ter uma estrutura física traz consigo vários custos, especialmente com manutenção. Isso pode se converter em grandes preocupações e prejuízos no futuro.

QUAIS AS VANTAGENS DE INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os FIIs possuem ótimos benefícios. O principal deles está, justamente, na possibilidade de conseguir rendimentos com regularidade e diversificar em diversos imóveis.

O melhor de tudo: sem precisar se tornar dono de apenas um ou vários, e ter que arcar com todas as responsabilidades de sua gestão ou manutenção.

Além disso, quem compra FIIs não passa pelas mesmas dores que o dono de um condomínio, por exemplo. 

Toda a preocupação com manutenção e outras papeladas referentes aos imóveis ficam na responsabilidade dos administradores e gestores do local.

Ademais, outro ponto que merece destaque é que, caso você opte por retirar o dinheiro que aplicou, é possível resgatar só uma porcentagem. 

Algo que seria impensável em um imóvel de fato, percebe?

Assim, os Fundos Imobiliários são ideais para quem busca:

  • uma opção acessível para investir no mercado de imóveis
  • diversificar sua carteira de ativos
  • garantir uma renda passiva a partir de “aluguéis”

Como analisar um FII? Entenda 3 dos principais aspectos 

Analisar um Fundo Imobiliário para investir envolve uma série de ações, como checar a localização dos imóveis e identificar quem é o administrador do fundo.

Outros pontos importantes na hora de analisar um FII é entender quais são as taxas cobradas pelo fundo e avaliar o número e liquidez das cotas emitidas.

Além desses aspectos, existem outros 3 fatores que são fundamentais na hora de analisar um Fundo Imobiliário para investir. São eles: 

Dividend Yield

O Dividend Yield (DY) é uma métrica usada para averiguar a performance de retorno do fundo de acordo com os proventos pagos aos cotistas.

Seu cálculo leva em conta os rendimentos distribuídos em relação ao valor da cota. 

De modo geral, essa avaliação leva em conta os últimos 12 meses do Fundo de Investimento, podendo se estender para períodos maiores, como 24, 36 e 48 meses, por exemplo.

Se o Dividend Yield se mantém em uma taxa constante ou crescente, eis um bom sinal de gestão do fundo.

Como não existe um DY ideal, faz sentido comparar o resultado com o de outros fundos do seu interesse.

Vacância

Se o ganho dos FIIs está atrelado ao rendimento dos aluguéis, é importante entender se eles estão ocupados ou ficam vagos, não é mesmo?

E isso é possível através da análise da Vacância.

A Taxa de Vacância representa o percentual de um imóvel que se encontra desocupado, sendo uma métrica bastante importante para escolher um Fundo Imobiliário.

Por meio dela, é possível entender por quanto tempo um imóvel está vago e alguns sinais sobre sua qualidade e localização. 

Afinal de contas, os melhores imóveis são os que tendem a ficar menos tempo vazios.

Na prática, quando os empreendimentos possuem uma menor Taxa de Vacância, eles conseguem entregar uma melhor rentabilidade aos cotistas.

Vale ressaltar, no entanto, que períodos com Vacância elevada podem gerar oportunidades de compra de ativos mais baratos.

Para chegar a essa métrica, é importante considerar o cenário atual e a vacância histórica do imóvel.

Setor de atuação

O setor de atuação de um Fundo Imobiliário é outro fator essencial a ser analisado no momento de decisão.

Isso porque, dependendo do setor, ele pode se distanciar ou estar alinhado ao seu perfil de investidor e objetivo financeiro.

De modo geral, os principais tipos de fundos são os fundos de tijolo (com imóveis reais e lucros através dos aluguéis e vendas) e os fundos de papel (investem em outros ativos financeiros do mercado imobiliário, incluindo outros fundos).

Dentro destes, a partir de subdivisões baseadas no tipo de imóvel investido, você poderá escolher entre diversos setores, como por exemplo:

  • Shoppings;
  • Lajes Corporativas;
  • Hotéis;
  • Galpões industriais;
  • Galpões logísticos;
  • Hospitais;
  • Fundos de Desenvolvimento Imobiliário;
  • Fundos de Fundos (FOFs);
  • Agências bancárias;
  • Imóveis educacionais.

Como investir em FIIs com auxílio profissional?

Existem uma série de Fundos Imobiliários listados na Bolsa de Valores, mas para determinar quais são os melhores, alinhados aos seus objetivos, contar com profissionais aumentará as chances de sucesso da sua carteira.

Aqui na Portofino temos uma área específica responsável por Fundos Imobiliários. 

São profissionais do segmento, especialistas que, além de conhecer profundamente o processo de gestão dos FIIs, estão antenados com o mercado para ver quais as melhores alternativas para as carteiras dos nossos clientes.

Se quiser entender mais sobre isso ou deseja começar um investimento neste tipo de produto, vamos agendar uma conversa, clique aqui.

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Internacionalização de investimentos

por Guilherme Oliveira | 9 jun 2021 | Análise de Mercado, Family Office, Finanças Comportamentais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Artigo Publicado no Valor Econômico | Valor Investe em 09.06.2021 – Por Carolina Giovanella.

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Durante muito tempo, investir fora do Brasil era visto com um ar de desconfiança. Infelizmente, o país tem um histórico bastante conhecido e evidente de que a manutenção de contas no exterior foi amplamente usada para ocultação de patrimônio, muitas vezes de origem duvidosa. Mas isso não foi exclusividade nossa. As famosas contas numeradas na Suíça foram tema de múltiplos sucessos de Hollywood.

O fato é que, a partir de pelo menos 1986, possuir depósitos além das nossas fronteiras é absolutamente legal, desde que, claro, sejam devidamente declarados. No entanto, flutuações cambiais e um generoso prêmio para investimento em títulos públicos no Brasil fizeram com que o assunto permanecesse dormente e pouco difundido por décadas.

Dois grandes marcos mudaram a história desta categoria de investimento. Em 2014, a CVM editou a instrução 555, que modernizou o mercado e a indústria defundos de investimento, explicitamente autorizando esta modalidade de alocação. Em 2016, nosso governo seguiu o exemplo de outros países promovendo um amplo programa de anistia e regularização de ativos não declarados mantidos no exterior.

Desde então, paralelamente, assistimos a um sadio movimento de redução de taxas de juros. Em meados de 2017, nossa Selic finalmente deixou o território dos dois dígitos e iniciou sua trajetória de queda. Estava, portanto, construído o ambiente fértil para que o assunto florescesse.

Se o velho adágio do mercado financeiro nos ensina a não colocar todos os ovos na mesma cesta, investir fora dos mercados locais nos provoca a ampliar o conceito de diversificação e pensar em variar o próprio galinheiro. Do ponto devista estratégico e de gerenciamento de riscos, faz um enorme sentido.

Nossa bolsa, por exemplo, cuja capitalização total no final de 2020, em dólares, rondava a marca de 1 trilhão, é uma pequena fração dos mercados de capitais globais. Uma única empresa americana, a Apple, vale o dobro disso. Outro bom exemplo é a Microsoft, que também se aproxima rapidamente do clube dos US$ 2 trilhões. Mundialmente, estamos falando de US$ 95 trilhões, e vai muito além disso. Quando comemoramos em 2020 termos passado a marca de 3 milhões de contas cadastradas na B3, o número de investidores de varejo na China já ultrapassava 160 milhões.

Outros mercados não ficam atrás. Se localmente o mercado de renda fixa se resume a títulos públicos e a um mercado de crédito privado que ainda se desenvolve, mundialmente estima-se que o mercado de títulos de dívida soberana e corporativa seja ainda maior que o de ações, acima de US$ 120 trilhões. De forma prática, o investidor que acessa somente ativos locais deixa de participar de mais de 97% das oportunidades globais de investimentos.

A preferência pelo investimento local tem nome: “home bias”, ou viés local. O estudo das finanças comportamentais nos mostra ser da natureza humana investir naquilo que nos é mais familiar. Este desejo por proximidade, no entanto, pode custar caro.

Um investidor que tivesse aderido ao programa de regularização de 2016, conhecido como RERCT, mas não tivesse repatriado os recursos e adotasse a mais simples e passiva das alocações no mercado americano teria se saído bastante bem. Um portfólio composto de 60% do maior ETF (fundo de índice) que replica o S&P 500 e os 40% restantes em caixa teria rendido do começo de 2017 ao final de 2020 respeitáveis 39% em dólar – isso com a pandemia incluída! Já localmente, o CDI acumulado do mesmo período, campeão das alocações sugeridas durante boa parte destes anos, foi de 27,36%. No entanto, neste mesmo período, o dólar se apreciou 58%, levando o rendimento da carteira “offshore” para impressionantes 120% em moeda local.

Rendimentos passados, claro, devem ser olhados com atenção. Mas o exemplo sugere o tamanho da oportunidade que a diversificação geográfica e de moedas oferece.

Se há uma crítica recorrente quanto ao investimento no exterior é aquela relativa à complexidade operacional. Mercados globais podem parecer desesperadamente vastos e incompreensíveis. O desafio tributário de se manter em dia com o fisco é igualmente grande, assim como é negociar em outro idioma, com outros costumes e em distantes fusos horários.

Uma boa notícia recente do ponto de vista tributário foi a revisão do piso da Declaração de Capitais e Bens no Exterior (DCBE). A obrigatorieda de a partir de 2021 se dá apenas para patrimônios no exterior acima de US$ 1 milhão (ou o equivalente em outras moedas), facilitando assim a vida do contribuinte que anteriormente precisava preencher esta obrigação acessória do Banco Central já a partir de US$100 mil.

Cabe também lembrar que remessas ao exterior têm incidência tributária apenas de IOF e, se não são tão imediatas como o nosso bem-sucedido projeto do Pix, são hoje seguras, ágeis e totalmente globalizadas.

O parceiro de investimentos certo é aquele que ajudará o investidor a navegar por esta complexidade, selecionando e dimensionando os ativos que melhor se adequam aos objetivos de longo prazo, buscando os menores custos transacionais, jogando luz naquilo que é opaco e oferecendo uma visão verdadeiramente integrada da carteira global de investimentos. Em um mundo globalizado, onde riscos e dinâmicas apresentam escala mundial, não faz sentido pensar no dinheiro “daqui” e no dinheiro “de lá”. A visão precisa ser holística.

CAROLINA GIOVANELLA (CGA – CFP ®) é Diretora Geral e Sócia fundadora da Portofino Multi Family Office.
Em 2012, Carolina criou o Family office para cuidar do patrimônio da própria família e hoje atende mais de 400 famílias e empresas com o mesmo propósito.

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