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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

por danielbarbuglio | 5 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 11 minutos.

Família Portofino,

Nesta terça-feira (5), aconteceu o primeiro dia do Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento organizado pelo Bradesco Private Bank. O dia contou com diversos painéis sobre diferentes assuntos que estão em destaque no cenário econômico e político atual. Para falar sobre esses assuntos, nomes nacionais e internacionais do mercado, como Affonso Pastore, Luis Stuhlberger, Gustavo Montezano, William Dudley, entre outros, marcaram presença no evento.

Confira um resumo dos painéis desta terça-feira.

Desafios econômicos pós-eleições no Brasil

O primeiro painel contou com a presença de Affonso Pastore, ex-Presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-Ministro da Economia e ex-Ministro do Planejamento, e Gustavo Franco, Managing Partner da Rio Bravo Investimentos e ex-Presidente do Banco Central, discutiram suas visões sobre o que esperar para a economia brasileira após as tão aguardadas eleições presidenciais de 2022.

Os especialistas, além de falarem sobre os prognósticos e desafios pós-eleições, relembraram o período de pandemia, quando a taxa Selic bateu 2% ao ano, para contextualizar o momento de inflação vivido atualmente. Para Pastore, por exemplo, ele teme que a inflação não diminua o tanto quanto se espera. 

Além disso, eles também comentaram sobre a importância de se ter uma política fiscal que estimule o crescimento. “O próximo governo vai ter que desarmar uma bomba fiscal”, disse Barbosa.

Na parte final do debate, os economistas comentaram sobre a Petrobras e a privatização das estatais durante o último governo. A alta dos combustíveis também esteve em pauta, a qual os profissionais falaram sobre possibilidades para o tema.

As melhores ideias de investimentos para 2022

Na sequência do evento, foi a vez de Luis Stuhlberger, sócio fundador e gestor de carteira da Verde Asset, Carlos Woelz, sócio fundador e gestor de carteira da Kapitalo Investimentos, e Daniela Costa-Bulthuis, gestora de carteira na Robeco, analisarem o que o cenário econômico atual e quais, na visão deles, são as melhores ideias de investimentos.

Stuhlberger traçou um panorama desde o início da pandemia de coronavírus e destacou o período a partir de julho de 2021, dizendo que o “Brasil voltou ao inferno” e que “foi um período insano”. Ele relembrou que a crise dos precatórios, somada a todo o temor acerca do teto de gastos, fez a Bolsa de Valores sofrer uma grande queda no segundo semestre de 2021.

O gestor analisou que o Brasil está em um momento que vai se beneficiar muito das circunstâncias externas. Stuhlberger ainda ressaltou que acha que é a primeira vez que ele vê, apesar da alta de juros nos Estados Unidos, o Brasil sendo beneficiado nesse cenário. Ele também disse que acredita em um mundo mais inflacionista depois da crise de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Costa-Bulthuis abordou as opções que o investidor de mercados emergentes tem. Ela listou que na China há o risco de interferência nas empresas e a crise no setor imobiliário e de construção, a Europa Central está vivendo um momento muito arriscado devido à guerra , o Oriente Médio não apresenta tantas opções e a África do Sul tem a questão do desemprego.

Neste sentido, ela explicou que a América Latina tem mercados diversificados e com moedas líquidas. Ou seja, para a gestora, esse mercado voltou a ser o centro e o polo a se investir nos mercados emergentes em 2022. Contudo, ela fez questão de ressaltar os riscos de crises políticas, não só no Brasil.

Falando sobre o Brasil, Costa-Bulthuis explicou que o Banco Central do Brasil se antecipou aos outros em relação ao aumento da alta de taxas de juros. Ademais, o fator valuation, de acordo com a fala da gestora, com os preços dos ativos muito descontados também é um fator favorável aos investimentos no Brasil. Em outras palavras, ativos baratos, moeda com tendência de valorização, falta de opções e a conjuntura favoreceram a entrada de investimentos estrangeiros.

No fim do painel, a gestora comentou que os setores de commodities, os bancos e as empresas pagadoras de dividendos são investimentos que ela vê com bons olhos, além de dizer que não é a hora de voltar para growth.

O que é necessário para atrair investimentos em infraestrutura para 2023-26?

Ainda na parte da manhã do evento, Antônio Carlos Sepulveda, CEO da Santos Brasil, Bruno Serapião, Sócio Senior na Pátria Investimentos, e Marco Cauduro, CEO da CCR, discutiram sobre o setor de infraestrutura.

Sepulveda comentou que a área tem espaço para melhorar, principalmente na parte de regulação. Nas palavras do CEO, o Brasil é hiper regulado com um sistema que peca pelo excesso de regulação.

Em relação ao tema ambiental, Sepulveda explicou que há um anseio de países e pessoas sobre o tema. Ele falou que é um ponto indissociável a todos os projetos e que o licenciamento ambiental no nosso país não é diferente de nenhum outro.

Em suma, os três convidados falaram sobre investimentos, contratos e disponibilidade de capital atualmente.

Saiba mais: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

Sessão Especial: William Dudley, ex-Vice Chairman do Federal Open Market Committee e ex-Presidente do Fed de NY

William Dudley analisou o cenário econômico nos Estados Unidos e a participação do Federal Reserve. De acordo com ele, o Fed teve talvez quatro grandes erros.

O primeiro seria a nova política monetária adotada. “Estamos em uma situação que a política monetária precisa estar mais rígida”, disse o economista. O segundo erro é que o banco central americano estava muito preocupado em reduzir a compra de ativos. Terceiro erro foi a avaliação do mercado de trabalho. Dudley comentou que o Fed não considerou que a pandemia resultaria em um mercado mais rígido. O quarto, e último, erro foi considerar a inflação transitória. Ele afirmou que está “bem confiante” que a política monetária vai ser apertada nos próximos meses.

Em relação à guerra na Ucrânia, Dudley pensa que os Estados Unidos estão em um lugar melhor do que os outros países. Sobre o valor das commodities, ele comentou que depende muito do que acontecer no mundo e de quanto a guerra vai pressionar os preços. 

BNDES e a Nova Economia: Os pilares do desenvolvimento sustentável 

Nos painéis da parte da tarde, Gustavo Montezano, CEO do BNDES, e Marcelo Serfaty, Presidente do Conselho do Conselho de Administração do BNDES, iniciaram os trabalhos comentando o papel do banco.

Serfaty disse que o Brasil tem a capacidade de atrair muito capital e de se reinserir nas cadeias globais. “O BNDES pode ter papel importante na reinserção do setor privado nas cadeias globais. Vejo na guerra hoje uma oportunidade para o Brasil”, afirmou o presidente do conselho.

Já Montezano explicou que o BNDES tem um papel chave. Na opinião dele, o banco tem que atuar de forma multidimensional para descentralizar a economia, quanto mais a economia ser descentralizada mais sustentável e inovadora ela será. 

Foco em ESG: Desafios e oportunidades para produtores de commodities na era verde

Andrew Lichter, Vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo da Mobius Risk Group, e Vinicius Nonino, Diretor de Novos Negócios na Suzano, foram os responsáveis por falar sobre a agenda ESG.

Lichter disse que ele não sabe o que os governos vão fazer sobre regulamentações, mas imagina que devem haver alguns padrões de relatórios globais.

Por outro lado, Nonino afirmou que a Suzano quer ser referência em sustentabilidade a partir das iniciativas que os colocam em direção à agenda ESG. Ele também comentou que o Brasil precisa aprovar as leis do setor. Para ele, “é muito desafiador”, pois é necessário ver com uma perspectiva local de interesses políticos. “Enquanto olharmos com esses olhos será difícil avançar”, finalizou.

O renascimento das juniors E&Ps no Brasil

O penúltimo painel do dia teve a presença de Décio Oddone, CEO da Enauta e ex-Diretor da Agência Nacional do Petróleo, e Ricardo Savini, CEO da 3R Petroleum.

Oddone comentou sobre a onda de vendas dos ativos da Petrobras e disse acreditar que vamos ter um mercado secundário desses ativos da estatal.

Savini explicou que o momento das empresas juniores e majors são diferentes. Falando sobre a 3R, ele falou que estão em um momento quase embrionário e, por isso, é difícil falar sobre pagamento de dividendos. “É o momento de pagar a Petrobras pela compra dos ativos. É prematuro discutir sobre dividendos”, falou o CEO.

Eleições 2022: Visão de consultores políticos e instituto de pesquisa

Para finalizar o primeiro dia de evento, o último painel, com duração de 1h30, recebeu Chris Garman, Diretor-Executivo para as Américas da Eurásia Group, Fernando Abrucio, Consultor Político, Luciano Dias, Consultor Político e Sócio da CAC, e Márcia Cavallari, CEO da IPEC.

Os analistas falaram sobre o que esperam para as eleições deste ano e como os candidatos devem se comportar durante a corrida eleitoral. Garman destacou que há dois candidatos, Lula e Bolsonaro, “com credenciais ante sistemas muito fortes”. 

Ademais, para Abrucio, essas eleições não serão como as de 2018. Isso pois naquela época o tópico era corrupção, mas, atualmente, o tema mais forte é o bem-estar da população. O consultor ponderou que a principal característica dessa eleição é o plebiscito sobre o bolsonarismo. “O grande ponto é olhar para o governo Bolsonaro, avaliar e votar”, comentou.

Por fim, Cavallari disse que, no decorrer da corrida eleitoral, Lula pode perder quantidade de votos porque pode resgatar o que já aconteceu em outros mandatos. Bolsonaro, contudo, tem chance de crescer. “É comum vermos os governantes melhorarem ao longo da campanha”, finalizou.

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Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

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Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

por danielbarbuglio | 1 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de Leitura: 5 min

Família Portofino,

Na quarta-feira, 30 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com a presença do Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, e Daniella Marques, Secretária do Ministério da Economia.

“É como desarmar 50 bombas fiscais”

Marques começou a conversa falando sobre a sua trajetória e como chegou no ministério. Ela explicou que já havia trabalhado com o ministro Paulo Guedes no setor privado antes da vida pública e então foi chamada para a Economia no fim de 2019.

A secretária descreveu seu trabalho como assessora de assuntos estratégicos e disse: “É como desarmar 50 bombas fiscais e egos diariamente”. Ela ainda disse que, com a troca do ministro da Casa Civil, quem articulava no Poder Executivo e Poder Legislativo eram ela e Paulo Guedes, situação a qual descreveu como “desafio enorme”.

Efeito da Covid-19

Sem deixar de mencionar o impacto que a pandemia de coronavírus teve nos planos da pasta, Daniella explicou que a crise atrapalhou todos os projetos do ministério e ressaltou ser difícil achar um equilíbrio entre a saúde e a economia, “principalmente em um país de terceiro mundo”.

Contudo, apesar das dificuldades enfrentadas no período, Marques destacou que conseguiram aprovar marcos e leilões e digitalizaram boa parte dos processos burocráticos no Brasil, dando mais liberdade aos cidadãos.

Reformas e cenário econômico

Na parte final de seus destaques, a secretária mostrou-se contente com o que vem fazendo nos últimos tempos. Ela disse que sabe que ainda faltam algumas reformas, como a Administrativa e a Tributária, e admitiu que não será possível aprová-las nesse ano.

Ademais, ela disse que os economistas vão errar nos cálculos do crescimento do Brasil, pois o emprego, segundo Marques, vai voltar forte. Para defender sua linha de raciocínio, ela mencionou os dados do Caged, que vieram quase 100 mil novos empregos acima da projeção.

Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos

Pedro Guimarães e a “limpeza” na Caixa

Guimarães começou sua participação no jantar falando sobre a “limpeza” que fez quando entrou na Caixa Econômica Federal no início do governo. Ele relembrou que o banco não tinha um presidente, mas sim era comandado por cinco partidos que tinham até 13 vices-presidentes representando eles, e falou que trocou 49 dos 50 diretores. 

Ele ainda citou o caso em que a Polícia Federal achou R$ 50 milhões em espécie dentro do apartamento de um deles.

“O maior banco de crédito do hemisfério sul”

Falando um pouco mais sobre a Caixa Econômica, Guimarães afirmou que ela é “o maior banco de crédito do hemisfério sul” e ressaltou a importância da instituição ser estatal, comparando com o Itaú e o Bradesco, que fecharam 500 agências, enquanto a Caixa abriu 300.

Ao analisar o período da pandemia, o presidente disse que o momento ajudou a digitalizar o banco e diminuir os processos burocráticos. Em tempo, também comentou sobre o auxílio emergencial, que conseguiu entregar o benefício para mais de 60 milhões de brasileiros.

Em 2019, de acordo com Guimarães, eles tiveram R$ 20 bilhões de lucro. Já em 2021, esse valor foi de R$ 17 bilhões. Ele explicou que no ano passado abriu milhares de frentes no banco e lucrou um pouco menos, porém ficou contente pelo mérito da estatal.

“A Caixa foi o banco que mais emprestou microcréditos no Brasil. 3 milhões. Sabe quanto foi que o segundo maior banco emprestou? Zero”, disse Guimarães para destacar a capilaridade e capacidade da Caixa em atingir os brasileiros e, principalmente, os mais necessitados.

O foco deles agora é disponibilizar mais de R$100 bilhões de créditos voltados para o agronegócio.

Open finance e a meritocracia

Na opinião do presidente do banco, o open finance vai conseguir mostrar que a taxa da Caixa é a menor do Brasil entre os bancos e vai sempre conseguir bater a taxa dos outros. Além disso, mencionou também a importância da meritocracia na Caixa. Disse que antes tinha quase 0% de mulheres trabalhando e hoje são 28%. 

Por fim, ele finalizou mostrando que se ano que vem entrar um governo diferente, a Caixa poderá voltar a ser como era antes e todo o trabalho dele poderá ter sido em vão. Pediu também para que os brasileiros valorizem a estatal, pois o trabalho dela é essencial para a sociedade brasileira.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

Causa e Efeito | 02.04.2022

Causa e Efeito | 02.04.2022

por danielbarbuglio | 1 abr 2022 | Causa e Efeito, Family Office, Finanças Comportamentais, Multi Family Office, Wealth management

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Tempo do áudio e leitura: 6 mins

Família Portofino,

A guerra entre a Ucrânia e a Rússia continua sem uma perspectiva real de cessar-fogo. Ainda digerindo as consequências inflacionárias do pós-pandemia, o mundo se vê atropelado por um novo e intenso choque de oferta, choque este que pressiona ainda mais os preços de energia e alimentos principalmente. Os bancos centrais que já vinham correndo atrás do problema, foram recentemente obrigados a endurecer seus discursos na direção de juros mais altos, contracionistas para crescimento, portanto.

O índice da Bloomberg que replica uma carteira global de títulos de renda fixa, soberanos e corporativos, de mercados desenvolvidos e emergentes, apresenta queda de cerca de 12% desde o seu máximo observado recentemente. Para colocar em perspectiva o tamanho da realização, esse resultado supera os piores momentos da crise financeira mundial de 2008 ou mesmo a queda observada durante o pior da pandemia.

Por outro lado, quando observamos o comportamento dos ativos domésticos, seja o câmbio ou mesmo a bolsa, temos um início de ano surpreendentemente positivo. Quando comparada a uma cesta de mais de 30 moedas de diversos países, o Real é de longe aquela que apresenta o melhor desempenho. No menor nível dos últimos dois anos, a cotação de 4,66 representa uma apreciação frente ao dólar de 19,7% no ano. Já o Ibovespa, na mesma direção, sobe incríveis 16%!

Gráfico demonstra cotação do Dólar em Reais desde 2020. Um bom momento para dolarizar parte do patrimônio.

No mercado financeiro, nos acostumamos a descrever como sendo uma tempestade perfeita, numa analogia aos desastres meteorológicos, momentos de elevação dos riscos que se vêm adicionalmente agravados por uma combinação rara e concomitante de circunstâncias. No Brasil hoje, vivemos uma tempestade perfeita às avessas.

Após ter sido criticado por derrubar nossa taxa de juros básica a inéditos 2% ao ano, o Banco Central do Brasil, como se reconhecendo o erro e seu efeito perverso sobre a taxa de câmbio e inflação, antecipou-se aos seus pares iniciando o ciclo de aumento da SELIC há praticamente um ano. A SELIC encontra-se em 11,75% estando já contratada um aumento adicional de 1% para a próxima reunião de maio. O FED, o banco central americano, só agora em março, iniciou sua estratégia de normalização movendo a banda da taxa básica americana do intervalo de 0%-0,25% para 0,25%-0,5% ao ano.

Saiba mais: Não é banco, nem corretora: Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado

Diversas variáveis econômicas combinadas determinam a taxa de câmbio “justa”. Entre elas, sem dúvida o diferencial de juros entre dois países se apresenta como uma das mais relevantes. Os juros brasileiros superam os americanos em mais de 10% e esse diferencial acaba funcionando como um tremendo atrator de fluxo. Em um mundo de juros reais negativos, com a inflação no mundo desenvolvido indistintamente nos piores níveis dos últimos 30 anos ou mais, investir a 12% em uma democracia geopoliticamente estável tem sido considerado pelo investidor estrangeiro como uma alternativa viável.

É crescente o fluxo de investimento em portfólio por parte dos gringos tanto na renda fixa quanto na renda variável. O Ibovespa, por exemplo, já recebeu esse ano mais de US$ 83 bilhões de investidores internacionais, 12% a mais do recebido durante todo o ano passado. O movimento de rotação das carteiras desses investidores na busca por ativos menos sensíveis à elevação dos juros internacionais nos beneficiou.

Adicionalmente, a guerra na Europa forçou a redução de exposição em ações russas. Por serem economias emergentes relativamente comparáveis, as ações de empresas brasileiras tiveram fluxo adicional. A cereja do bolo.

Outro grande contribuidor para o aumento de fluxo financeiro para o Brasil vem sendo nosso saldo comercial beneficiado pela explosão dos preços das commodities. Grãos, petróleo e metais, em especial minério de ferro, já vinham tendo seus preços positivamente influenciados pela retomada da economia mundial. A guerra entre a Rússia e a Ucrânia deu impulso adicional aos nossos termos de troca, beneficiando adicionalmente os preços das nossas exportações.

E os riscos? Do lado doméstico, sempre que falamos de riscos, a irresponsabilidade fiscal, descontrole das contas públicas e aumento da nossa dívida pública em proporção ao PIB sempre aparecem em destaque em qualquer enquete com investidores. Temos que reconhecer que não só a dinâmica fiscal, mas também a da atividade, vêm surpreendendo positivamente. Nosso crescimento superou as estimativas dos analistas tanto no último trimestre do ano passado como vem surpreendendo nos primeiros meses deste ano. No fiscal, nossa arrecadação vem sendo positivamente impactada pelo crescimento das exportações, pelos ajustes dos impostos relativamente corrigidos pela inflação, pelos gastos correntes ainda contidos – ausência de aumento para o funcionalismo, por exemplo – e por mais royalties do petróleo beneficiados pela elevação dos preços. A foto é inquestionavelmente boa apesar das indefinições eleitorais de como terminará esse filme.

Porto seguro, um exagero talvez. Mas, sem sombra de dúvidas, o Brasil se posiciona pelas razões que descrevemos acima, em mundo repleto de incertezas geopolíticas e econômicas, como um candidato natural a continuar recebendo investimentos diretos e financeiros. Por quanto tempo essa janela vai permanecer aberta, é difícil dizer. Mas depois do último semestre do ano passado, onde nos colocamos entre os ativos com pior performance no mundo, é bom tirarmos proveito dessa tempestade perfeita às avessas.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

EsferaBR | Rogério Marinho

por danielbarbuglio | 21 mar 2022 | Family Office, EsferaBR, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de Leitura: 4 min

Família Portofino,

Na quinta-feira, 17 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com Rogério Marinho, Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil.

Trajetória

Rogério Marinho, hoje no Partido Liberal, já foi Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte entre 2012 até 2014. Depois disso foi Deputado Federal pelo o estado até ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir como Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Brasil.

No cargo, Marinho foi coordenador do governo em aprovar a Reforma da Previdência e o projeto “Carteira Verde-Amarelo”, que visava combater o desemprego por meio de incentivos fiscais. Logo depois, foi convidado para ser o Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil no começo de 2020, cargo que ocupa até hoje.

Rogerio Marinho em pronunciamento transmitido pela TV Globo.

Feitos da gestão

O ministro começou seu discurso no jantar falando que o empreendedor gera riqueza no país, sendo pequeno ou grande. Ademais, completou dizendo que o papel do governo é não atrapalhar.

Na sequência, como não podia ser diferente, Marinho começou a comentar sobre os feitos dentro da pasta. Ele ressaltou que a principal meta é a redução das desigualdades regionais no Brasil. Como exemplo, ele mencionou que pretende, até 2023, que 90% da população tenha esgoto, sendo que atualmente mais de 100 milhões de pessoas não têm acesso ao tratamento de esgoto. Em contrapartida, como afirma o político, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo.

Entre outros feitos, ele citou:

  • Gastos R$ 4,5 bilhões em obras de segurança hídrica;
  • O desenvolvimento de um trabalho para levar água de qualidade para a população;
  • Criação de um novo fundo que tem R$ 715 milhões para estados e municípios;
  • Extensão da linha férrea;
  • Novo marco hídrico com projetos aprovados de R$ 10,92 bilhões entre os nove leilões de saneamento básico;
  • Número de captação de recurso via debênture incentivada de 2015-2018 triplicou entre o ano de 2020-2021;
  • Obras com parceria entre o setor público e privado seguindo os critérios ESG.

Marinho também comentou sobre o déficit de habitação no Brasil. Segundo ele, nos últimos 20 anos o Brasil deu 200 mil títulos de propriedade aos pequenos produtores rurais. Neste governo, Marinho afirma que foram 340 mil títulos nos últimos três anos.

Leia mais: Holding Familiar: Entenda o funcionamento e os benefícios proporcionados pelo serviço

“Cemitério de obras”

Continuando seu discurso no jantar, Marinho avançou no campo das obras. Ele comentou que praticamente todos os governos que entram em um novo mandato abandonam obras anteriores. Rogério Marinho citou que recebeu 170 mil obras inacabadas, afirmou que “o Brasil é um cemitério de obras” e destacou que já ativou 140 mil obras, com 15.600 entregues. As outras 30 mil, de acordo com Marinho, têm algum problema ligado à empresas ou ao ministério público.

Reforma da Previdência

Ao comentar sobre sua passagem como articulador do governo para a aprovação da Reforma da Previdência, o ministro ressaltou que, na verdade, são R$ 1,1 trilhão economizados com o projeto, e não somente os R$ 800 bilhões.

Panorama do governo Bolsonaro

Em relação ao governo de forma geral, Marinho ressaltou que os maiores problemas são a desigualdade regional no Brasil e que o nordeste tem 28% da população do Brasil e apenas 14% do PIB.

Ele ponderou que o mandato do presidente Jair Bolsonaro passou por fatores como a pandemia de coronavírus, a guerra entre Rússia e Ucrânia, facada, entre outras situações que, na visão do ministro, pioraram sua reputação. Contudo, ele fez questão de destacar que é um governo que “trabalha em silêncio” e entrega muito, mas que infelizmente a grande imprensa cria narrativas que não refletem a realidade da gestão.

Por fim, Marinho disse que Bolsonaro é um homem rude, não tem filtro, mas tem a verdade. O político antes de finalizar ainda comentou que parece que nós temos saudades dos líderes pretéritos, os quais eram acusados de assaltar as estatais e de corromper as pessoas.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

Causa e Efeito | 19.03.2022

Causa e Efeito | 19.03.2022

por danielbarbuglio | 19 mar 2022 | Causa e Efeito, Análise de Mercado, Multi Family Office, Wealth management

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Tempo do áudio e leitura: 5 mins

Família Portofino,

Nessa última semana, tivemos o que se convencionou chamar “super quarta”. No mesmo momento, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos deliberaram sobre suas respectivas decisões de política monetária. Por aqui, nosso banco central deu seguimento à sua estratégia de elevação de juros, adicionando mais 1% à taxa SELIC, hoje em 11,75%. Nos Estados Unidos, o FED finalmente iniciou o processo de ajuste dos juros básicos da economia americana promovendo a primeira elevação de 0,25%.

O ritual de divulgação das decisões de política monetária por parte dos bancos centrais habitualmente inclui um comunicado que qualifica a ação tomada. A decisão, é obviamente importante, mas também faz parte da estratégia, atuar sobre as expectativas e antecipar, quando necessário, o plano de voo das futuras ações (forward guidance). Em determinados momentos, essa comunicação pós-reunião se torna mais relevante quando comparada a decisão em si. E dessa vez, foi exatamente o que aconteceu em ambos os casos.

Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos)

A decisão de elevar os juros americanos em 0,25% era francamente esperada por parte do mercado. A surpresa veio no aviso de que o FED, mantido o atual ambiente inflacionário, pretende elevar os juros nas próximas 6 reuniões deste ano e em pelo menos 3 em 2023. Mantendo o passo de 0,25%, estima-se que a taxa de juros no final do ciclo esteja em pelo menos 2,80%.

Nesse ambiente de preços de commodities sob pressão e, no caso dos Estados Unidos, de um mercado de trabalho extremamente apertado, há incertezas que certamente manterão a volatilidade dos mercados em um nível elevado. Os riscos dos juros americanos ainda permanecem assimétricos para cima. Não há que se descartar a alteração da estratégia para um passo de aumentos maior, 0,50%, e a necessidade de se interromper o ciclo bem acima de 3%. A mensagem teve um tom mais preocupado com a clara intenção de deixar os agentes de mercado preparados para mais juros e não o contrário.

Leia mais: Conflitos em empresas familiares: Saiba quais são os tipos mais comuns e a melhor forma para resolvê-los

Do lado de cá, a mensagem do nosso banco central foi percebida como mais otimista. Ratificada a esperada decisão de se elevar a SELIC em adicional 1%, o comunicado introduziu um cenário alternativo de que, mantido o preço do petróleo em torno dos US$ 100 ao longo desse ano, a estimativa da inflação para 2023 ficaria próxima de 3,1%, abaixo, portanto da meta de 3,5%. Isto posto, a elevação da SELIC para 12,75% seria suficiente para se concluir o ciclo de altas.

Trabalhamos com a inflação doméstica permanecendo pressionada, mas não o suficiente para alterar significativamente o plano do Banco Central do Brasil. Independentemente da necessidade de mais um aumento de 1%, é razoável inferir que o ciclo de altas de juros no Brasil se encerre, no máximo, nas próximas duas reuniões. Por aqui a mensagem surpreendeu positivamente os mercados.

Como se não bastasse o conflito entre a Rússia e a Ucrânia e todas suas consequências econômicas que discorremos em edições anteriores desta carta, temos hoje o principal banco central do mundo ajustando as expectativas do mercado para um ambiente ainda bastante desafiador. Concomitantemente, o Banco Central do Brasil se mostra mais positivo com o trabalho feito até agora, introduzindo um risco de cauda mais positivo para o cenário na totalidade.

E é nessa complexidade que navegamos e ajustamos as posições das nossas carteiras. Há algumas semanas, tomamos a decisão de aumentar nossa exposição na classe de multimercados.  Essa decisão tem se mostrado acertada, dado que, até o dia 17/03, o nosso veículo exclusivo de alocação sobe 4,72% no ano contra um CDI de 1,98%.  Essa decisão se pautou na observação de que alguns gestores se destacam justamente em anos de maiores incertezas políticas ou econômicas. Em outras palavras, tiram proveito justamente do aumento da volatilidade dos mercados.

Adicionalmente, o nosso veículo de alocação em fundos multimercados investe em vários produtos de distribuição restrita, produtos estes que não estão disponíveis nas plataformas de varejo. Como exemplo podemos citar o SPX RAPTOR, CAPSTONE e KAPITALO ZETA. Nessa linha de exclusividade, mais recentemente conseguimos espaço no fundo alavancado da Ace Capital. Pouquíssimos players de mercado têm acesso a este fundo. Aqui combinamos a decisão correta de mercado com a implementação mais eficiente, exclusiva e de menor custo.

Cada detalhe importa.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Esfera BR | Camilo Santana e Gilberto Kassab

Esfera BR | Camilo Santana e Gilberto Kassab

por danielbarbuglio | 15 mar 2022 | Multi Family Office

Família Portofino,

Ontem, na segunda-feira, 14 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com Camilo Santana, Governador do Ceará pelo partido do PT, e Gilberto Kassab, do PSD.

Camilo Santana

A trajetória de Camilo é dedicada ao Ceará. Em 2010, foi eleito como deputado estadual, em 2015 como governador e depois reeleito em 2018 com 80% dos votos no primeiro turno.

Um país mais unido

Santana conta que, quando eleito, virou governador de todos os cearenses, não apenas daqueles que votaram nele. Foi com este pensamento que conseguiu superar os desafios e afirmou acreditar no diálogo como o melhor caminho para a transformação do país.

No campo do diálogo, o qual mencionou inúmeras vezes, apresentou esta ferramenta como um dos seus pontos de maior atenção. Camilo utilizou como exemplo o fato de nunca ter visitado um município sem chamar o prefeito do local, mesmo que seus ideais não sejam convergentes, pois ele sempre está em busca do diálogo.

Além disso, o governador também ressaltou seus feitos enquanto à frente do estado cearense. Ele explicou que seu governo é responsável por uma série de reformas na previdência e uma revisão do teto de gastos para alcançar o equilíbrio fiscal. Estes projetos contribuíram para que ele conquistasse nota 10 em transparência por 5 anos pela CGU (Controladoria Geral da União) e mantivesse o crescimento do PIB do estado em 2021, acima do PIB Brasil.

“O Brasil perdeu a cultura de planejar”.

Durante o jantar, Santana expôs sua opinião em que diz que “o Brasil perdeu a cultura de planejar” e contou sobre seu projeto desenvolvido com visão para 2050, citando o setor de educação como exemplo. 

Em 2007, conforme mencionou o governador, o Ceará tinha um dos piores indicadores de educação do Brasil, mas com um quadro que evoluiu muito com aplicação do sistema de meritocracia, premiações e melhor distribuição de verba, olhando não apenas para o ensino fundamental, mas para toda a cadeia, ensino médio e superior. Com isso, o jogo virou. O estado recebeu o melhor índice de educação no ensino fundamental das últimas séries e 4° melhor no ensino médio.

Além disso, conta que, nos últimos 7 anos, o Ceará foi o estado que mais investiu de forma proporcional o seu orçamento, cobrindo os principais setores do estado.

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Trinca de hubs em Fortaleza

Falando sobre a capital do estado, a trinca de hubs desenvolvida para fortalecer Fortaleza também foi tema de debate. Santana explicou que na área do setor aéreo, ele percebeu que as cidades mais ricas do mundo têm algo em comum: todas têm um hub aéreo. Ou seja, um aeroporto que distribui voos para diversas localidades do mundo.

Dessa forma, Santana contou que o aeroporto da capital, o qual é administrado pela empresa alemã Fraport, aumentou de oito para 48 voos internacionais, com destinos para diferentes locais, como Paris, Lisboa, Amsterdã, entre outros.

No setor portuário, o governador exaltou que o Ceará possui a maior e mais moderna ZPE (Zona de Processamento de Exportação) em funcionamento no Brasil. Ele ainda destacou a parceria com coreanos e com o porto de Rotterdam, o maior da Europa.

Ainda no âmbito das hubs, mas agora no setor tecnológico, o governador falou sobre a rede de fibra óptica do estado, destacando que é totalmente pública. Ademais, falou também sobre o volume de startups e data centers, além dos investimentos em hidrogênio verde.

Pandemia

Em outro momento do jantar, como não podia ser diferente, Santana abordou como lidou com a situação da pandemia em seu estado. Ele explicou que criou um comitê com vários setores e participou de mais de 80 reuniões com cientistas para ouvir e achar uma solução para o problema.

Além disso, ele criticou a postura do Presidente da República durante a pandemia de coronavírus. “Com todo o respeito ao governo atual, faltou uma união federal nesta crise. Os governadores tiveram que assumir um papel que era do presidente na pandemia. Foram mais de 650 mil vidas perdidas”, criticou Santana.

Governo Bolsonaro

Outro tema que não poderia passar batido, ainda mais se tratando de ano de eleição, é o governo do presidente Jair Bolsonaro. Sobre este tema, Camilo Santana foi direto ao afirmar que o maior erro de Bolsonaro tem sido a falta de diálogo, citando como exemplo o atrito que tem com os governadores.

O político falou sobre a questão dos preços da gasolina, que Bolsonaro disse que os preços dos combustíveis estão altos por culpa dos governadores devido ao valor do ICMS. Santana rebateu tal acusação dizendo que o ICMS está com o preço da bomba de setembro congelado. Ele ainda ponderou que acha o valor do imposto alto, contudo ressaltou que o diálogo seria o melhor caminho para tentar achar uma solução. 

Na esteira da questão do ICMS, o governador disse que o Brasil é um país só. Portanto, ele defende o imposto igual para todos os estados e, inclusive, uma discussão ampla de reforma tributária e administrativa, explicando que há muita tributação diferente por estado. Para encerrar este assunto, ele questionou que os estados que não são bons pagadores têm que receber alguma punição, pois, dessa forma, praticamente estimula os estados a não pagarem suas contas. “Nós vemos pelo RS, que está com uma dívida absurda e acaba tendo descontos. Enquanto isso, o Ceará paga direito e não tem benefícios”, comentou Santana.

Eleições 2022

Em mais uma tema que o governador não teria como escapar, ele foi questionado sobre o que esperar do Lula. Em resposta, Camilo disse que o ex-presidente precisa unir o Brasil e que “o antagonismo não é bom para o país”. “Acredito que unir o Brasil vai ser o maior trabalho do Lula. E é isso que eu quero ver”, contou o cearense.  

O governador disse acreditar que a possível aliança com Geraldo Alckmin seria muito positiva para a candidatura petista.

Gilberto Kassab

Em sua participação no jantar, dentre os temas que comentou, Kassab explicou os motivos que levaram o senador Rodrigo Pacheco descartar o convite para a candidatura à presidência. Segundo o ex-prefeito de São Paulo, Pacheco alegou que o cenário está muito polarizado e ele não queria abandonar o Senado.

Em relação ao tema que está em destaque no noticiário, a possível filiação de Eduardo Leite ao PSD para disputar a presidência, Kassab disse que é quase certo que Leite irá aceitar o convite. 

O presidente nacional do PSD opinou sobre qual deveria ser a postura do Governador do Rio Grande do Sul na corrida presidencial. “Ele deve se apresentar como realmente é, mostrando as suas gestões e seus princípios”, disse Kassab. 

Por fim, ele ainda acrescentou que o governador é um líder e é uma alternativa para o Brasil. “Existe espaço e ansiedade do brasileiro para um país não polarizado”, finalizou Kassab.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

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