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Por que a demissão da diretora do Fed virou caso de justiça?

Por que a demissão da diretora do Fed virou caso de justiça?

por danielbarbuglio | 1 set 2025 | Investimentos Internacionais, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
O presidente Donald Trump escalou a tensão contra o Federal Reserve após demitir a diretora Lisa Cook. O movimento acontece poucos dias antes da próxima reunião de juros.


A pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Federal Reserve chegou a um ponto sem precedentes na história. Trump publicou uma carta na qual demitia Lisa Cook, diretora do banco central americano.

A acusação? Supostas fraudes em empréstimos hipotecários. O presidente afirmou que há provas suficientes para comprovar os pedidos falsos em hipotecas. A situação escalou ainda mais após o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos Estados Unidos, William Pulte, afirmar que as investigações foram realizadas de forma regular, e não pertencem a uma “caça às bruxas” contra a oposição.

Lisa Cook, por sua vez, não aceitou a derrota. Ela se recusou a deixar o cargo e entrou com uma ação na Justiça, alegando que Trump não tem autoridade para tirá-la de lá. O ponto-chave dessa batalha está na lei que rege o Fed, que exige a comprovação de uma falta grave para que um membro seja demitido. Essa disputa é um marco, pois coloca à prova os limites do poder presidencial.

Qual a relevância dessa relação?

Qual a importância dessa decisão? A resposta está nas ambições de Donald Trump. Desde que assumiu a presidência, o líder americano tem pressionado Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, a reduzir as taxas de juros. As ameaças e os xingamentos — como “burro” e “teimoso” — viraram rotina. Trump, que curiosamente foi quem indicou Powell, agora o acusa de ter motivações políticas para não reduzir os juros, alegando que o país já deveria estar com taxas “pelo menos dois a três pontos abaixo”.

Com a possível saída de Cook, abre-se uma nova vaga no Conselho de Governadores do Fed e a oportunidade de Trump indicar alguém mais alinhado aos seus interesses. Cook é uma das 12 integrantes responsáveis por definir a política de juros nos Estados Unidos.

Se a saída da economista se concretizar, Trump poderá ampliar sua influência na composição do conselho do Fed. Ele já nomeou Michelle Bowman para ser a principal reguladora bancária do banco central e, segundo rumores, estaria pensando em Christopher Waller para suceder Powell.

E como está a política de juros?

A grande expectativa está para a próxima reunião de juros em setembro. Na sua participação no Simpósio de Jackson Hole, Powell abriu uma porta, ainda que tímida, para um corte na taxa de juros. Jerome Powell afirmou em seu discurso anual em Jackson Hole que, diante de um cenário de elevada incerteza, há possibilidade de cortes de juros à frente, ainda que de forma cautelosa. Hoje, os juros se encontram na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

O chairman do Fed destacou que a política monetária já se encontra em “território restritivo” e que o equilíbrio de riscos entre crescimento e inflação está mudando, o que pode justificar ajustes na postura atual. Ele reforçou que o mercado de trabalho segue forte e a economia mostra resiliência, mas os riscos de desaceleração aumentaram. Apesar disso, poucos dias depois, a segunda prévia do PIB do segundo trimestre foi revisado para 3,3% anualizado, acima da previsão anterior de 3,0%.

Por fim, em meio ao velho debate sobre a independência do Fed e a um possível corte nos juros, o presidente do BC mandou um recado claro: as decisões serão tomadas com base em dados econômicos, e não em pressões políticas – reafirmando a independência da instituição.

Esfera Brasil | Tarcísio: Brasil precisa perseguir o ‘40 anos em 4’

Esfera Brasil | Tarcísio: Brasil precisa perseguir o ‘40 anos em 4’

por danielbarbuglio | 28 ago 2025 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de leitura: 6 minutos)

O que você precisa saber:
Nesta semana, aconteceu a terceira edição do Seminário Brasil Hoje, com a presença de grandes nomes, como Tarcísio de Freitas, Gilberto Kassab, Ciro Nogueira, entre outros.


Por Esfera Brasil

Empresários, especialistas e líderes políticos deram o tom dos debates no próximo ano: a agenda desenvolvimentista precisa ser retomada. Com a presença de governadores, ex-presidentes e lideranças partidárias, a terceira edição do Seminário Brasil Hoje, realizada pela Esfera Brasil, nesta segunda-feira, 25, mergulhou nos temas mais urgentes para o Brasil atualmente — cenário eleitoral, regulação das redes sociais, fortalecimento das agências reguladoras, além de temas recorrentes, como economia e inovação.

Cotado como possível nome da centro-direita para disputar a Presidência em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, refletiu sobre a relevância de se estabelecer um projeto de País que tenha como preocupação central a agenda de desenvolvimento econômico e social. Ele aponta que a agenda fiscal, a desindexação de despesas do orçamento público e a harmonia entre os Três Poderes serão pontos-chave a serem enfrentados pelo próximo governo eleito. 

Questionado pelo presidente do Partido Progressistas, Ciro Nogueira, sobre um lema para o próximo pleito, Tarcísio fez referência ao ex-presidente Juscelino Kubitschek e declarou que o Brasil precisa perseguir o “40 anos em 4”. Ainda, ponderou a necessidade do Brasil deixar a agenda eleitoral de lado e começar a discutir um projeto de País: “A gente não pode pensar só em eleição, a gente tem que pensar em geração”.

“Esse cara [JK] impulsionou a indústria, interiorizou e construiu o Brasil. Ele construiu uma cidade, que hoje é a nossa capital, em três anos. Então, um líder disruptivo, uma pessoa que pensou o futuro, que implantou bases para a gente dar um salto subsequente. Não sei qual vai ser o lema de um novo governo, mas eu sei que a gente precisa fazer pelo menos 40 anos em 4. Isso está muito claro”, declarou o governador por fim.

Partidos no tabuleiro de 2026

O posicionamento foi endossado por lideranças partidárias presentes que defenderam, além de um projeto de País, a importância da integração com o setor produtivo e da harmonia entre os Três Poderes, de modo a garantir melhor governabilidade do País.

Para o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o próximo pleito eleitoral será sobre encontrar uma liderança capaz de unir a política nacional. “O Brasil precisa fazer o que fez o Chile uns anos atrás, que é a famosa concertação política entre o Poder Judiciário, Legislativo e Executivo. Existe muita tensão. Não é hora de você acirrar os ânimos, de promover enfrentamentos. É hora de encontrar um líder que possa ser respeitado pela esquerda e pela direita”, analisou. 

Já o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apontou que segue com o ex-presidente Jair Bolsonaro o poder da definição dos rumos da direita no próximo ano. Apesar dos recentes desdobramentos judiciais, Costa Neto diz que o partido ainda tem “esperança que Bolsonaro possa ser candidato”. Ele também compartilhou as pesquisas da sigla, que apontam a capacidade de 30% de transferência de votos do ex-presidente para outro possível candidato.

A Federação União Progressista, oficializada neste mês pelo União Brasil e o PP,  já firmou sua posição na composição de chapa presidencial. Ainda assim, o novo grupo político busca aliados no empresariado para consolidar a campanha nacional, contra uma possível candidatura à reeleição do presidente Lula.  

“A Federação União Progressista nasce com uma força muito grande. São 16 pré-candidatos a governos estaduais, mais de 26 candidatos ao Senado. E chapas completas para deputados federais e deputados estaduais. Não tenha dúvida de que a federação estará na chapa majoritária. Temos uma força que pende para o governador Ronaldo Caiado e também para a senadora Tereza Cristina”, disse Antonio de Rueda.

Mesmo com o adiantamento do processo eleitoral, os rumos do MDB serão definidos apenas no início do próximo ano, avaliou o presidente Baleia Rossi. Apesar disso, o partido já trabalha na elaboração de um projeto político para nortear as decisões da pré-campanha.  “Nós estamos preparando um documento-projeto para apresentar em outubro, em Brasília, que é o que o MDB pensa sobre os pontos mais importantes do País. E, a partir daí, nós vamos discutir eleições“, afirmou.

Despesa e sustentabilidade fiscal

Mais uma vez, a preocupação fiscal retornou ao centro das discussões do cenário brasileiro. Lideranças empresariais e especialistas discorreram sobre a necessidade de se reavaliar as prioridades das despesas do Estado brasileiro, com olhares voltados para a redução de gastos, a eficiência e a qualidade das políticas públicas. 

“O governo é grande demais, gasta demais”, afirmou o vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, Roberto Campos Neto, que também é ex-presidente do Banco Central. Ele defende que o País tenha coragem para olhar para a estrutura do Estado e propor uma redução das despesas públicas.

A visão reverbera também em representantes do mercado. Para Isaac Sydney, presidente da Febraban, o Brasil precisa de um “freio de arrumação”. “Ou fazemos um freio de arrumação ou vai se tornar insustentável a trajetória da dívida. Não adianta olhar para o governo de plantão ou para o Congresso de plantão. Precisamos também da sociedade e do empresariado, que se vale de uma série de renúncias fiscais”, disse.

O economista Marcos Lisboa ponderou um meio-termo: “Vamos enfrentar o problema não no estado do bem-estar, mas nos vazamentos do Estado, capturado pelos interesses rentistas do setor privado. Não seria uma boa maneira de começar uma discussão?”.

Censura x regulamentação

A regulamentação das plataformas digitais foi tema de um dos painéis, composto por parlamentares atuantes na defesa do assunto. Os avanços mais recentes com o tema no Congresso vieram na forma do projeto de lei que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, aprovado na Câmara na semana passada. A discussão abriu espaço para uma nova tentativa de regulamentar as plataformas digitais antes das eleições, matéria que já é gestada no Planalto.

Para o senador Alessandro Vieira, autor do projeto que cria o ECA Digital, o Congresso ainda precisa avançar no nível das discussões e despolarizar o tema: “É preciso compreender o que é o ambiente digital, e entender que ele não é isento ou democrático é um passo fundamental”.

O posicionamento foi endossado por parlamentares da base governista presentes no evento. Segundo o deputado federal Guilherme Boulos, é necessário assegurar o respeito às legislações dos países também no ambiente digital, de forma a coibir práticas criminosas.

“Transformar o debate de regulação das redes sociais em um tema de censura é ignorar a legislação existente sobre radiodifusão. […] Ninguém está propondo um polígrafo digital para saber o que é verdade ou mentira. O que está se propondo é que o ambiente digital não seja livre para o cometimento de crimes”, defendeu Boulos.

Orlando Silva, deputado federal e relator da proposta — inicialmente tramitada no Legislativo —, pondera que, diferentemente da narrativa de opositores, somente a regulamentação de redes sociais garantiria o exercício pleno da liberdade de expressão.

“A ideia de ambiente digital separado de ambiente real é cada vez mais tênue. E por isso é importante preservarmos a esfera pública do debate. Regulação das plataformas digitais só faz sentido se for para garantir a liberdade de expressão”, comentou.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela Esfera BR e Portofino MFO.

Inflação prévia de agosto surpreende negativamente e mostra que cautela ainda é necessária

Inflação prévia de agosto surpreende negativamente e mostra que cautela ainda é necessária

por danielbarbuglio | 26 ago 2025 | Análise de Mercado, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 2 minutos)

O que você precisa saber:
A prévia da inflação caiu – 0,14% em agosto, após registrar alta 0,33% em julho. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) foi o menor desde setembro de 2022 (-0,37%) e o primeiro negativo desde julho de 2023 (-0,07%).


A prévia da inflação (IPCA-15) de agosto recuou 0,14%, uma queda menor do que a esperada pelo mercado (-0,20%). Embora o índice tenha desacelerado bastante em relação a julho (0,33%) e tenha caído no acumulado de 12 meses (de 5,30% para 4,95%), o resultado veio pior do que o previsto em itens importantes.

Apesar da queda geral, alguns setores que o Banco Central monitora de perto continuaram pressionados:

  • Serviços como educação e reparos: alta de 0,55%
  • Serviços que dependem muito de mão de obra: alta de 0,62%
  • Média dos núcleos de inflação: alta de 0,32%

Desta forma, o resultado de agosto mostra que, apesar da melhora recente, a economia ainda enfrenta desafios. A inflação segue acima da meta, o mercado de trabalho está aquecido e há pressões fiscais. Por isso, ainda é pouco provável que o Banco Central corte juros esse ano, mantendo os juros altos por mais tempo para garantir que a inflação continue caindo.

grafico com dados de inflação

Thomás Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager

É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.

A tecnologia que garante a taça perfeita e evita o desperdício

A tecnologia que garante a taça perfeita e evita o desperdício

por danielbarbuglio | 25 ago 2025 | Lifestyle, Family Office

(Tempo de leitura: 2 minutos)

O que você precisa saber:
A história do biomédico Greg Lambrecht está influenciando a forma como as pessoas estão bebendo vinho. O produto desenvolvido por ele mexeu com o mercado de restaurantes, bares, entre outros.


Toda garrafa de vinho guarda em sua história um universo de aromas e sabores que esperam o momento certo para serem liberados. Por séculos, o ritual de abrir um bom rótulo foi um prelúdio sagrado, com o som do saca-rolhas anunciando o início de uma celebração.

Mas e se a magia pudesse acontecer sem quebrar o lacre, sem violar a quietude do vinho? Pense como seria poder saborear uma taça daquela safra especial, guardando o restante da garrafa intacto. O produto permite que cada gole seja uma nova descoberta, sem comprometer o futuro da garrafa.

O equipamento, desenvolvido pelo biomédico Greg Lambrecht, é a chave para servir o vinho sem precisar remover a rolha. O conceito já conquistou o mundo, sendo usado para mais de 300 milhões de taças em mais de 60 países. Antes de chegar ao mercado, Greg passou 12 anos testando sua invenção em mais de 4,8 mil garrafas de vinho.

Afinal, como é possível encher uma taça de vinho sem violar a integridade da rolha? O segredo nasceu do seu trabalho como biomédico. Em uma entrevista à Bloomberg Línea, Greg revelou que trabalhava com muitas agulhas e, fascinado, se pegava imaginando como usá-las para furar a rolha sem abrir a garrafa. O Timeless, modelo original, funciona com uma agulha ultrafina que atravessa a rolha, injeta gás argônio na garrafa e permite que o vinho seja extraído sem que o oxigênio entre, protegendo a bebida.

Unindo duas paixões — a medicina e o vinho — o dispositivo, cujo nome significa “coração do vinho” em latim, nasceu para promover uma mudança de mentalidade. Segundo o criador, o Coravin veio para mostrar que “servir vinho por taça pode ser seguro, lucrativo e prazeroso. E que o vinho não precisa ser consumido todo de uma vez”, concluindo uma revolução no modo como apreciamos a bebida.

Confira essa história completa na Bloomberg Línea pelo link abaixo.
Biomédico criou método para tirar vinho sem abrir a garrafa. Hoje fatura US$ 100 mi

O Brasil como ele é: sol, praias e nada monótono

O Brasil como ele é: sol, praias e nada monótono

por danielbarbuglio | 25 ago 2025 | Análise de Mercado, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
O cenário econômico e político no Brasil é sempre – muito – movimentado, e neste ano não tem sido diferente.


Dizem que ser brasileiro é um privilégio: praias que parecem pintadas à mão, uma cultura vibrante, uma natureza que nos abraça de verde e vida, um cheiro de comida que acalma a alma e, claro, um talento nato para o futebol. Mas há algo a mais, uma característica que nos define e nos mantém na ponta da cadeira: o Brasil simplesmente se recusa a ser monótono. Por aqui, a vida é uma série de reviravoltas, e o cenário político e econômico é o nosso show de “breaking news” particular.

Vamos começar pelo espectro da economia. Empossado no começo do ano como presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo aplicou remédios amargos na economia, elevando os juros a 15% ao ano – o maior patamar em quase 20 anos – em resposta a um cenário de elevada incerteza, tanto no cenário externo — com destaque para as políticas comerciais dos Estados Unidos — quanto no doméstico, especialmente em relação aos rumos da política fiscal e inflação.

Na última decisão de juros, o Copom manteve a taxa básica em 15% ao ano, com um tom duro e antecipando manutenção neste patamar para a próxima reunião. Segundo o nosso sócio e Portfolio Manager, Thomas Gibertoni, diante desse cenário, o Banco Central decidiu manter os juros altos por mais tempo para garantir que a inflação volte à meta. Além disso, o Comitê reforçou que vai continuar atento e pode voltar a subir os juros se perceber que os riscos aumentaram, como o aumento com incertezas sobre a guerra comercial com os Estados Unidos, que pode respingar na inflação por aqui.

E por falar em inflação, aquela sombra que assombra o nosso bolso… parece que ela está dando um sinal de paz – mas com muito trabalho ainda pela frente. O IPCA de julho subiu 0,26%, ficando abaixo das expectativas do mercado (0,36%) e mostrou desaceleração no acumulado em 12 meses (de 5,35% para 5,23%). O núcleo de inflação (que exclui itens voláteis) seguiu em desaceleração, reforçando que a pressão inflacionária está perdendo força. É como se, finalmente, as sementes que o Banco Central plantou estivessem dando frutos.

Conclusão? “Os dados reforçam que a inflação está em trajetória de queda, com menos pressão nos setores mais sensíveis à política monetária. Isso apoia a visão do BC de que os juros altos estão funcionando e abre discussão para corte ainda em 2025.”, analisou o nosso Portfolio Manager.

Se a economia nos mantém atentos, a política é o palco onde o espetáculo não para.

Nos primeiros meses do ano, o governo sentiu o peso da opinião pública. Pesquisas de popularidade, como a do Datafolha, revelaram uma desaprovação recorde, mostrando que a lua de mel com a população já havia terminado. A cada nova pesquisa, um novo resultado negativo, e a cada dia uma nova polêmica assombrando o Palácio do Planalto — do aumento do IOF ao rombo do INSS.

A bola da vez é o desgaste entre o governo brasileiro e o dos Estados Unidos, que acarretou na imposição de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. Mas, como em toda boa história, o roteiro também tem reviravoltas. Nas últimas semanas, a aprovação do governo deu um pequeno sinal de vida, como uma planta que recebe um pouco de sol depois de dias de chuva. Os dados, divulgados pela pesquisa da AtlasIntel, trouxeram um fôlego, mostrando que, pela primeira vez desde 2024, a aprovação de Lula superou numericamente a desaprovação.

Leia mais: Gestão Dinâmica | Trump impõe tarifaço ao Brasil: embate comercial vira capital político para Lula

Será que essa pequena melhora na economia vai ser suficiente para manter o governo em posição de força para 2026?

(Aprofunde-se no assunto em nosso texto sobre “A nova lógica eleitoral brasileira: por que a boa economia não tem sustentado a avaliação do atual governo?”)

No final das contas, o título do nosso texto se confirma: o Brasil é nada monótono. Seja na política ou na economia, sempre teremos o que conversar e o que nos preocupar. E é por isso que, mais do que nunca, a necessidade de um gestor profissional é fundamental — alguém para ajudar a decifrar os sinais e navegar por águas agitadas.

Pois ser brasileiro e morar por aqui tem suas vantagens, porém é uma constante negociação entre desafios e oportunidades, com uma dose de imprevisibilidade que mantém as coisas interessantes.

Nos mantemos atentos e ativos com os próximos desdobramentos.

EUA: PMI Composto tem alta inesperada em agosto

EUA: PMI Composto tem alta inesperada em agosto

por danielbarbuglio | 21 ago 2025 | Análise de Mercado, Family Office, Investimentos Internacionais, Wealth management

O nosso sócio e responsável pela área de Investimentos Internacionais, Adriano Cantreva, participou ao vivo na CNN Brasil para comentar o resultado PMI Composto de agosto. Ele também analisou o mercado de trabalho americano e a política monetária do país.

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