O que você precisa saber: Em encontro da Esfera Brasil, o ex-vice-presidente Hamilton Mourão defendeu que a sustentabilidade das contas públicas seja prioridade.
Por Esfera Brasil
O ex-vice-presidente da República e atualmente senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) avaliou que a direita brasileira tem grandes chances de vitória na corrida presidencial de 2026, citando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), como bons candidatos.
“Temos toda uma possibilidade do grupo de direita sair vitorioso. Temos gente capacitada, gestores provados. E temos um governo do presidente Lula, que ainda está preso no início dos anos 2000, e já estamos em 2025”, afirmou durante encontro na Casa ParlaMento na quarta-feira (10).
O parlamentar afirmou que o candidato a ser eleito terá trabalho longo e urgente com foco principalmente em medidas fiscais, a fim de reverter o cenário de vulnerabilidade para as contas públicas nos próximos anos.
“Quem foi eleito ano que vem vai ter que executar ao longo dos próximos quatro anos uma política de ajuste draconiana. Não tem como, independentemente se o atual presidente for reeleito ou se o alguém do nosso campo vencer a eleição, vai ter que tomar essa atitude”.
Tarifaço
Membro da comissão mista que analisa o texto da Medida Provisória do Plano Brasil Soberano (MP 1309/2025), o senador também fez breve análise sobre o fenômeno do tarifaço. Ele faz uma leitura de que o Brasil representa pilares como o pacto de gerações, a democracia, o capitalismo, e o estado de direito. Contudo, o governo petista tem se utilizado desses valores para ideologizar as relações internacionais.
“O que ocorre é que o governo do presidente Lula tem uma visão ideológica dessa relação. Não pode ser assim. Temos que atuar com pragmatismo e flexibilidade”, declarou.
Para Mourão, a relação institucional entre Brasil e Estados Unidos foi marcada por uma série de equívocos desde o início do mandato de Donald Trump. Ele citou a recusa do presidente Lula em se comunicar com o presidente norte-americano após o resultado das eleições americanas, postura que se manteve na gestão da crise das tarifas.
“O governo tem que perder a soberba, o presidente da República tem que passar a mão no telefone e ligar para o presidente Trump”, defendeu.
Ainda, no diagnóstico do senador, o plano traçado pelo governo brasileiro para socorrer as empresas afetadas é “paliativo”. Além de ser avaliada como insuficiente para a manutenção dos padrões da operação dos setores afetados, o pacote também conta com a estratégia de deixar o crédito extraordinário de fora do arcabouço.
Forças Armadas na política
Questionado sobre a participação das Forças Armadas na composição política, Mourão avaliou que hoje o país encara de forma mais madura a presença de militares em cargos públicos. O senador, que também é general da reserva do Exército brasileiro, descreve que a história da democracia brasileira foi marcada por episódios em que foi necessário que o Executivo colocasse limites claros, separando a política dos quartéis.
“Não há essa entrada da política dentro da força, porque se a política entra no quartel pela porta da frente, a disciplina e hierarquia se evadem pela porta dos fundos”, concluiu.
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O que você precisa saber: O IPCA caiu 0,11% em agosto, um resultado melhor que o de julho (0,26%) e que reduziu a inflação em 12 meses de 5,23% para 5,13%.
A queda foi puxada por fatores pontuais, como a redução na conta de luz (-4,21%), combustíveis (-0,89%) e alimentos in natura (-3,08%). Descontos em passagens aéreas (-2,44%) e eventos culturais (-4,02%) também ajudaram.
Apesar da desaceleração no índice cheio, os núcleos de inflação, acompanhados de perto pelo Banco Central, voltaram a acelerar. Destaque para bens industriais e serviços intensivos em trabalho, que subiram no trimestre móvel. A principal surpresa veio do preço de automóveis novos, que caiu menos que o esperado mesmo com incentivos do IPI Verde.
Resumo
A leitura interrompeu a melhora qualitativa vista nos últimos meses, mas não indica reversão da tendência de desinflação;
O cenário ainda reflete um mercado de trabalho aquecido no Brasil, contrastando com um ambiente internacional mais favorável, que tem ajudado câmbio e expectativas de inflação;
A combinação desses fatores reforça a visão de que a Selic deve permanecer estável até o 1º tri/2026.
Thomás Gibertoni Sócio | Portfolio Manager
É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.
O que você precisa saber: O cenário nos Estados Unidos está muito movimentado: próximo da reunião que pode cortar a taxa de juros, as tarifas, mercado de trabalho e imigração ainda são destaques.
Quando Donald Trump venceu a última eleição, ninguém esperava uma presidência sem turbulências. Pelo contrário: as expectativas eram de que o palco político global seria sacudido. E é exatamente isso que está acontecendo. Com medidas protecionistas e uma postura radical sobre imigração, ele coloca os Estados Unidos no centro de um furacão, e o mundo inteiro está de olho.
Em um cenário marcado pelo vaivém, o mundo acompanha atentamente as notícias que surgem sobre a política de tarifas. Longe das surreais taxas aplicadas no começo do ano – vide a de 145% para a China -, o momento se voltou para as tarifas de 50% aplicadas no Brasil. Diversos outros países continuam sob os holofotes da política tarifária do líder americano, como a União Europeia – que chegou a um recente acordo com os americanos -, a Índia – com taxas iguais a do Brasil -, entre outros.
Contudo, apesar de as tarifas estarem a todo vapor, a decisão de um tribunal federal as considerou ilegais. Agora, o presidente recorreu à Suprema Corte para os magistrados reverterem a decisão. Em meio a isso, as tarifas ainda continuam em vigor, já que a justiça permite a continuidade enquanto o processo avança. (Entenda mais aqui)
A relação de Trump com o Federal Reserve (o banco central americano) também é um capítulo à parte. As taxas que estão na faixa de 4,25% a 4,50% viram uma pequena fresta se abrir em direção a uma queda na próxima reunião – para a felicidade do presidente.
Trump está há meses pressionando Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, a reduzir as taxas de juros. As ameaças e os xingamentos — como “burro” e “teimoso” — viraram rotina. Curiosamente, foi o próprio Trump quem o indicou para o cargo em seu primeiro mandato, e agora o acusa de ter motivações políticas para não reduzir os juros.
E os ataques não se limitam somente a Powell. Trump mirou em Lisa Cook, uma das diretoras do Fed, após a demitir por supostas fraudes em empréstimos hipotecários. O caso não tem precedentes na história do país e reacende o debate sobre a independência do banco central. (Você pode mergulhar no assunto através deste link).
Apesar da pressão, o líder americano pode estar perto de ver seu desejo se realizar.
No importante simpósio de Jackson Hole, Powell sinalizou uma pequena abertura para um corte de juros, ainda que cautelosamente.
O chairman do Fed destacou que a política monetária já se encontra em “território restritivo” e que o equilíbrio de riscos entre crescimento e inflação está mudando, o que pode justificar ajustes na postura atual. Ele reforçou que as decisões seriam tomadas com base em dados econômicos, reafirmando que o Fed não se curvará a pressões políticas.
Porém, outros dados importantes precisam entrar na conta: o Livro Bege mostrou que as empresas estavam hesitantes em contratar trabalhadores, resultado da demanda mais fraca ou à incerteza. Além disso, também “quase todos os distritos observaram aumentos de preços relacionados a tarifas, com fontes de muitos distritos relatando que as tarifas tiveram impacto especialmente forte nos preços de insumos”.
Assim, os dados do mercado de trabalho também foram atualizados. O Payroll, por outro lado, mostrou sinais de desaceleração do mercado de trabalho em agosto, com a criação de apenas 22 mil empregos.
Os dados reforçam que o mercado de trabalho americano está perdendo fôlego, refletindo possivelmente os efeitos das políticas comerciais do governo Trump – especialmente as tarifas impostas em abril, que reduziram o volume de comércio e afetaram a atividade econômica.
Diante desse cenário, e considerando o duplo mandato do Federal Reserve (que busca equilibrar emprego e inflação), o fraco resultado de agosto é um sinal de que os juros podem cair na próxima reunião do Fed, mesmo com preocupações inflacionárias relacionadas às tarifas.
Nos dias 16 e 17 de setembro, teremos uma resposta quanto aos juros: Trump finalmente vai ver os juros caírem ou Powell continuará sendo “burro” e “teimoso” na visão do presidente?
E tem mais assunto…
Enquanto isso, em outras frentes, as promessas de Trump seguem sendo testadas. A promessa de acabar com a guerra no Leste Europeu em “24 horas” se mostrou uma ilusão. Oito meses de seu governo e o conflito entre Rússia e Ucrânia ainda é uma ferida aberta. Acordos de cessar-fogo frágeis e a morte de inocentes nos lembram que a guerra não é um jogo de palavras.
E se a situação não é nada animadora entre Rússia e Ucrânia, o mesmo pode-se dizer da guerra no Oriente Médio.
O – frágil – acordo de paz que Trump reivindicou para si ruiu como um castelo de cartas. Após alguns meses sem guerra na região e imagens emocionantes de reféns libertados, a impressão é que tudo voltou à estaca zero. Retratos desumanos e de violência voltaram a dar o tom nesse sangrento conflito entre Israel e Hamas.
Em meio a tantas manobras políticas, econômicas e militares, o mundo observa com atenção os desdobramentos das ações de Donald Trump. A cada decisão, ele redefine não somente o cenário interno dos Estados Unidos, mas também o equilíbrio global. Enquanto isso, seus aliados e adversários tentam se adaptar a essa nova dinâmica.
O que você precisa saber: Os dados do relatório payroll reforçaram queda no mercado de trabalho e aumenta possibilidade para corte de juros.
O mercado de trabalho americano mostrou sinais de desaceleração em agosto, com a criação de apenas 22 mil empregos – resultado bem abaixo da expectativa do mercado, que era de 75 mil. No setor privado, foram 38 mil vagas criadas, também abaixo dos 75 mil esperados.
Principais pontos do relatório
A média de criação de empregos nos últimos seis meses caiu para 64 mil (ante 78 mil no mês anterior).
A taxa de desemprego subiu de 4,2% para 4,3%, confirmando a tendência de enfraquecimento.
Os rendimentos médios dos trabalhadores desaceleraram mais que o previsto, caindo de 3,9% para 3,7% no acumulado anual.
Contexto e implicações
Os dados reforçam que o mercado de trabalho americano está perdendo fôlego, possivelmente refletindo os efeitos das políticas comerciais do governo Trump – especialmente as tarifas impostas em abril, que reduziram o volume de comércio e afetaram a atividade econômica.
Diante desse cenário, e considerando o duplo mandato do Federal Reserve (que busca equilibrar emprego e inflação), o fraco resultado de agosto aumenta a probabilidade de um corte de juros na próxima reunião do Fed. Isso ocorre mesmo com preocupações inflacionárias relacionadas às tarifas, sinalizando que a prioridade do banco central é sustentar o crescimento econômico.
Thomás Gibertoni Sócio | Portfolio Manager
É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.
O que você precisa saber: O equilíbrio fiscal é a base para garantir serviços públicos, atrair investimentos e dar segurança à população e ao setor produtivo. Em Mato Grosso, o ajuste iniciado em 2019 permitiu retomar obras, gerar empregos e melhorar indicadores sociais, mostrando que boa gestão começa pelas finanças.
Por Mauro Mendes, governador do Estado de Mato Grosso
“O orçamento é o coração do governo. Quem governa mal as contas, governa mal o povo” (Ulysses Guimarães). Essa frase, dita há décadas, é mais atual do que nunca. Nenhum governo consegue entregar políticas públicas de verdade se não tiver suas contas em ordem. Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil. É o ponto de partida para garantir o básico: salários em dia, investimentos estruturantes, credibilidade institucional e respeito ao cidadão.
Quando um estado ou país perde o controle do seu orçamento, o efeito é imediato: fornecedores não recebem, serviços travam, obras param e o investidor privado recua. Ninguém aplica dinheiro onde impera a instabilidade, onde há risco constante de aumento de impostos ou mudanças abruptas de regras. A desorganização fiscal vira sinônimo de insegurança.
Por isso, defendo com firmeza que o equilíbrio fiscal seja tratado como prioridade absoluta em qualquer esfera de governo. Isso vale para municípios, estados e, principalmente, para a União, que tem registrado déficits bilionários nas contas primárias e já recebeu alerta do Tribunal de Contas da União de uma “quebradeira geral” em 2027.
Em Mato Grosso, enfrentamos essa realidade logo no início da primeira gestão, em 2019. Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados e rombos acumulados. Optamos por fazer o que precisava ser feito: um ajuste fiscal duro, responsável e necessário. Cortamos gastos, reorganizamos contratos, acabamos com desperdícios e colocamos as finanças em ordem.
O resultado disso foi a recuperação da capacidade de investimento. Com as contas organizadas, conseguimos investir ano após ano quase 20% da receita em obras e serviços públicos, bem acima da média nacional. E não foi só isso: criamos um ambiente confiável para o setor produtivo, que passou a investir, gerar empregos e movimentar a economia do estado.
Um exemplo claro dessa combinação de responsabilidade e ação foi a solução para a BR-163, uma rodovia federal que estava há anos no abandono. O Governo do Estado pegou o problema para si, comprou a concessão e hoje executa a maior obra rodoviária do País, com mais de 100 quilômetros de duplicação já entregues e outros 130 previstos até o final do ano. A duplicação, prevista para terminar em oito anos, será feita em quatro.
Essa trajetória mostra que é possível, sim, aliar responsabilidade fiscal com entregas concretas que beneficiam diretamente o cidadão. E mais do que isso: mostra que boa gestão começa pelas finanças. Antes de pensar em grandes projetos, é preciso garantir que o caixa suporte as ideias.
Governo bom não é o que promete. É o que entrega para a população. E só entrega quem tem responsabilidade com o dinheiro público, sabe o que fazer, planeja e toma coragem para fazer. Essa é a escolha que fizemos em Mato Grosso. E que o Brasil precisa fazer com urgência.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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O que você precisa saber: A política tarifária de Donald Trump é um dos grandes destaques do ano, principalmente em relação à China. Essa disputa é ainda mais relevante no setor tecnológico, com os chips semicondutores.
Se tem algo que está marcando 2025, é a política tarifária de Donald Trump. Especialmente sua “guerra” contra a China, com tarifas que chegaram a 145% sobre os produtos chineses. Muito além da diplomacia e das manchetes, ela impacta diretamente o cenário econômico global.
Mas essa disputa entre China e Estados Unidos não começou agora. Ela remonta ao primeiro mandato de Trump e nos faz lembrar de um conceito clássico das Relações Internacionais: a Armadilha de Tucídides.
Esse conceito descreve o risco de conflito quando uma potência emergente ameaça tomar o lugar de uma potência dominante. Para entender melhor, vale uma viagem rápida no tempo.
No século V a.C., depois das Guerras Médicas contra os persas, Atenas despontou como uma potência naval, econômica e cultural. Liderava a Liga de Delos, uma aliança militar que, com o tempo, virou praticamente um império ateniense.
Do outro lado, Esparta era a potência tradicional — terrestre, conservadora, militarista — e liderava a Liga do Peloponeso. O embate entre as duas era inevitável.
E foi o que aconteceu: Atenas e Esparta entraram em guerra. Esparta venceu, mas saiu enfraquecida e logo foi dominada pelos macedônios. O historiador Tucídides analisou o conflito e escreveu:
“O crescimento do poder de Atenas e o medo que isso causou em Esparta tornaram a guerra inevitável.”
Mas calma. Isso não quer dizer que EUA e China vão entrar numa guerra militar. Muitos analistas consideram esse movimento improvável. Só que, como disse recentemente Warren Buffett, tarifas nesse nível já podem ser vistas como um ato de guerra.
Essa disputa já dura quase uma década — especialmente no setor tecnológico — e ganhou ainda mais força com a ascensão dos chips semicondutores. Lembra deles? Ficaram famosos na pandemia.
No livro A Guerra dos Chips, o autor Chris Miller afirma que o futuro da economia mundial será liderado por quem dominar o poder computacional. E isso vai muito além de notebooks ou smartphones — envolve supremacia militar e avanços em inteligência artificial.
Hoje, a cadeia dos chips se divide em três partes:
Design: dominado pelos EUA, com destaque para empresas do Vale do Silício.
Manufatura: liderada por Taiwan, com a poderosa TSMC.
Corte: onde a China tem ganhado espaço.
Mesmo com avanços significativos, a China ainda fica para trás, especialmente no design. E é por isso que países ocidentais estão barrando o acesso chinês às suas tecnologias — tentando frear esse crescimento.
Mas o susto veio no início de 2025, quando a DeepSeek, uma empresa chinesa de IA, mostrou resultados tão bons quanto os das big techs americanas, com custos muito menores. (Entenda o caso aqui.)
Para os EUA, a China representa um rival direto à ordem global construída nas últimas décadas: mercados abertos, alianças como a OTAN e instituições lideradas pelo Ocidente.
E é verdade: nas últimas quatro décadas, a China saiu de uma economia agrícola para se tornar a segunda maior do mundo. Um salto impressionante que acendeu o alerta em Washington.
Esse sentimento de ameaça aumentou tensões em várias frentes:
Comercial: tarifas e restrições ao acesso a tecnologias críticas.
Tecnológica: briga por chips, IA, telecomunicações.
Geopolítica: disputas em torno de Taiwan, Mar do Sul da China e influência na Ásia.
O caso da Guerra do Peloponeso nos lembra que mudanças no equilíbrio de poder global tendem a gerar tensões e instabilidades — e é exatamente isso que vemos hoje entre EUA e China.
A escalada tarifária, os bloqueios tecnológicos e as disputas geopolíticas refletem não apenas uma competição por protagonismo, mas um choque de modelos e visões de mundo. Cenários como esses destacam a importância de contar com um gestor profissional.