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Portofino

Manifesto | Portofino Multi Family Office

por danielbarbuglio | 8 set 2021 | Family Office, Finanças Comportamentais, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Sucessão, Wealth management

CICLOS
A vida não corre em uma só direção.
Não se trata de uma linha reta a ser seguida do início ao fim.
Mas, de inúmeras possibilidades.
A vida vai se desenhando em ciclos.
Ciclos que nos trouxeram até aqui e muitos outros que virão.
Estamos em constante movimento, aprendendo, evoluindo e construindo.
Cada momento tem seu tempo.
E com o tempo construímos um patrimônio.
Patrimônios não surgem num piscar de olhos.
Quando falamos de gestão de patrimônio, podemos falar muito de números, dinheiro, performance.
Mas, acreditamos que para oferecer uma gestão financeira completa e personalizada é preciso entender não apenas o que você tem, mas quem você é.
O seu crescimento é o nosso crescimento.
Nosso compromisso é o de proteger e ampliar o patrimônio de nossos clientes.
Fazer com que cada família, sob a nossa responsabilidade, possa usufruir e alcançar um futuro financeiro equilibrado.
Somos do mundo dos negócios, e não importa quantas voltas esse mundo dê, nossos valores serão os mesmos e inegociáveis: ética, responsabilidade e transparência.
Patrimônios se perpetuam, reverberam por gerações.
Ciclos se transformam em legados.
Estamos prontos para embarcar ao seu lado nessa grande jornada.

Portofino Multi Family Office

 

Não é Banco, nem Corretora. É Multi Family Office.

por danielbarbuglio | 26 ago 2021 | Multi Family Office, Análise de Mercado, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Planejamento, Wealth management

Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado.

Family offices, ou escritórios familiares numa tradução livre, são empresas privadas focadas na gestão dos investimentos, dos ativos e da riqueza em geral de famílias detentoras de elevado patrimônio. Seu objetivo é claro: preservar, ampliar e transmitir o patrimônio e legado familiar, para as próximas gerações.

Este conceito, tem raízes no século VI, quando mordomos cuidavam dos assuntos cotidianos e financeiros de famílias reais e da nobreza. No entanto, é apenas no século XIX que começa a se modernizar, quando, primeiro, a família de John Pierpont (J.P.) Morgan, e depois os Rockefellers, fundaram suas próprias estruturas, dando início a indústria dos escritórios dedicados aos negócios de uma única família, os chamados Single-Family Offices.

À medida em que esta indústria se desenvolvia, ficava mais claro que o custo de uma estrutura dedicada a uma família era economicamente viável apenas para aquelas com patrimônios muito elevados. Além disso, o rápido desenvolvimento dos mercados financeiros globais demandava mais sofisticação, especialização e conhecimento por parte dos profissionais que integravam um family office. Custos regulatórios, operacionais, e de compliance, acompanharam o mesmo passo.

O século XX trouxe à tona uma nova realidade em termos de possibilidades de acumulação de patrimônio, fazendo crescer o número de famílias de empresários, empreendedores e executivos que demandavam este mesmo tipo de serviço. E os avanços tecnológicos na forma de infraestrutura computacional, ferramentas, e conectividade, pavimentaram de forma definitiva o caminho para o ganho de escala destas estruturas. Surgiam então os escritórios multi-familiares, ou Multi-Family Offices (MFO).

PERSONALIZAÇÃO.

Com um olhar holístico e integrado, um Multi-Family Office atua desde o planejamento, estratégia e gestão financeira global dos seus clientes, passando pelos investimentos, controle de riscos, temas tributários, fiscais, sucessórios, até a educação financeira. Desta forma, o trabalho de um MFO exige conhecer intimamente os detalhes e particularidades de cada família e situação, utilizando seu profundo conhecimento técnico e ampla rede de parceiros especialistas, na construção de soluções alinhadas exclusivamente aos interesses de seus clientes.

INDEPENDENTES E ALINHADOS EXCLUSIVAMENTE AOS SEUS CLIENTES.

Outros fatores distinguem a atuação de um MFO, como a sua independência e modelo de remuneração. Aqueles que atuam de forma independente, ou seja, sem bancos ou outras instituições financeiras como controladores, não se limitam ao portfólio de uma única casa, podendo explorar os mais variados tipos de ativos existentes nos mercados financeiros globais, desde que estejam alinhados aos objetivos e perfis de seus clientes. Por isso são reconhecidos como plataformas abertas.

MODELO DE REMUNERAÇÃO TRANSPARENTE, SEM CONFLITO DE INTERESSES.

Seu modelo de remuneração remete ao praticado na Inglaterra e países do hemisfério norte, e se dá por uma taxa previamente negociada com o cliente, eliminando qualquer tipo de conflito de interesses advindo de incentivos cruzados, ocultos ou comissões embutidas. Isso torna a recomendação de produtos usados na construção de carteiras fiel ao perfil, e planos, do contratante.

Um MFO celebra os mais altos padrões éticos em seus negócios, e cumpre seu dever fiduciário de zelar pelos interesses de seus clientes acima de tudo, garantindo um vínculo verdadeiro com cada família.

A FORÇA E UNIÃO DAS FAMÍLIAS GERANDO BENEFÍCIOS PARA TODOS, COMO O ACESSO À PRODUTOS RESTRITOS E EXCLUSIVOS.

Finalmente, a união e a força conjunta de diversas famílias representadas sob a mesma gestão, além de gerar sinergias e oportunidades de negócios entre as mesmas, abre portas de acesso a produtos restritos a investidores institucionais, antes reservados a empresas e grandes agentes do mercado. Este acesso institucional se traduz em custos menores para o investidor, e consequente melhora na rentabilidade.

Tradicionalmente, tamanha customização do serviço implicava que a viabilidade de um Multi-Family Office ficasse restrita a algumas poucas famílias. Mas, avanços na tecnologia e no funcionamento dos mercados de capitais, tem trazido otimização de processos e maior escalabilidade também à esta indústria. A gama de situações atendidas é hoje muito maior e, investidores mais exigentes, com patrimônios à partir de R$ 3 milhões, podem se dar a oportunidade de conhecer este modelo de gestão profissional.

A crescente globalização, e consequente sofisticação dos mercados financeiros, se apresentam como desafios progressivamente mais complexos para que famílias administrem e preservem seu patrimônio e legado. Os MFOs se apresentam como uma alternativa cada vez mais ao alcance de famílias brasileiras. Uma relação duradoura, intergeracional, de confiança e confidencialidade absoluta é construída passo a passo, projeto a projeto. E esta jornada se inicia com uma escolha criteriosa e ponderada do parceiro certo.

COMPARATIVO: BANCOS, CORRETORAS E MULTI FAMILY OFFICE.

Numa visão cronológica, veja abaixo o comparativo entre o modelo dos Bancos, Corretoras e Multi Family Offices. Apesar de já centenários, os Multi Family Offices são uma alternativa transparente e futurista para os seus investimentos.

Passado
Bancos com plataformas fechadas
Investidores com acesso restrito a investimentos no banco de relacionamento
Pouca adequação às necessidades pessoais
Falta de clareza no custo de serviço
Relação com alto conflito de interesses
Venda de produtos próprios

Presente
Corretoras com plataformas abertas e bancos em processo de abertura
Acesso ampliado a opção de investimento
Concorrência entre bancos e corretoras melhora o preço
Porém ainda baixa customização
Permanece a falta de clareza com relação aos custos
Relação permanece conflitada

Futuro
Novos modelos de negócios ampliam acesso a consultores  / gestores
Profissionais isentos de conflitos de interesses que trabalham para garantir e são remunerados de acordo com o
sucesso do cliente
Total clareza de custos
Adequação as necessidades e objetivos dos clientes
Melhor relação risco x retorno
Foco em produtos diferenciados
No caso dos Multi Family Offices, a força dos grupos familiares permite acesso à produtos restritos aos investidores institucionais.

Clique aqui e agende uma conversa com os nossos especialistas.

Portofino Multi Family Office™.

Leia o artigo também na Exame.

Carolina Giovanella (CGA – CFP ®) é fundadora da Portofino Multi Family Office. Em 2012, Carolina criou a empresa para cuidar do patrimônio da própria família e hoje, com o mesmo propósito, atende inúmeras pessoas, famílias e empresas.

Eduardo Castro é o novo CIO da Portofino Multi Family Office.

Eduardo Castro é o novo CIO da Portofino Multi Family Office.

por danielbarbuglio | 20 ago 2021 | Family Office, Análise de Mercado, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

A Portofino Multi Family Office, especializada na gestão de patrimônios, anuncia a chegada de novo sócio, Eduardo Castro.

Com extensa carreira no mercado financeiro, Eduardo foi o número um da área de investimentos do ABN Amro Asset Management para América Latina e recentemente o principal executivo da área de Gestão da Santander Asset Management coordenando as operações no Brasil, México, Chile e Argentina.

“O propósito, trabalho consistente e resultados exponenciais que a gestora tem alcançado, reforçam o sucesso deste modelo. Com a minha experiência, chego para somar a este time e contribuir no desenvolvimento de soluções que possam oferecer às famílias, produtos e serviços de investimentos nos mais altos níveis para proteger e ampliar os seus patrimônios e dar sequência neste belo trabalho totalmente focado nos clientes”, comenta Eduardo.

Na Portofino, Castro será o CIO (Chief Investment Officer), principal responsável pela área de Gestão de Investimentos, apoiando o processo de expansão do Multi Family Office que hoje atende mais de 500 pessoas, famílias, empresas e administra R$ 9 Bi em ativos no Brasil e exterior.

“Os nossos clientes são o centro de tudo, o motivo de estarmos aqui e o Eduardo chega para reforçar de forma contundente a nossa equipe e contribuir com muita experiência, internacionalidade e criatividade na construção das soluções customizadas para as famílias que cuidamos. Mais pessoas estão conhecendo e aderindo ao nosso modelo de investimentos, um modelo evoluído, transparente, conectado com o que há de melhor nos mercados globais e com uma remuneração justa para todos. Com isso, estamos crescendo ano após ano e, simultaneamente, reforçando os nossos alicerces para que esse crescimento seja sustentável e garanta os melhores resultados para as famílias e empresas que atendemos, além de uma experiência de padrão elevado. Faremos sempre o máximo para retribuir a confiança depositada em nosso trabalho”, afirma Carolina Giovanella, Sócia Fundadora da Portofino.

 

Eduardo Castro, Chief Investiment Officer da Portofino Multi Family Office.

Eduardo possui certificações CFP® e CGA, é formado em Engenharia Eletrônica pela USP e pós graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, além de MBA pela Business School São Paulo, Sustainable Business Strategy pela Harvard e Finanças Comportamentais na Universidade de Chicago.

Carta #100 | Comemorações

Carta #100 | Comemorações

por danielbarbuglio | 13 ago 2021 | Multi Family Office, Family Office, Wealth management

Suponho que a centésima carta mereça comemoração. Afinal, são cem semanas ininterruptas buscando mesclar o resumo dos acontecimentos da semana, com uma visão de longo prazo dos temas que realmente importam na gestão do nosso patrimônio – ao mesmo tempo que busco ponderar pontos de vista distintos, e manter meus próprios vieses sob controle. 

Numerar as cartas não foi algo que fiz desde o princípio. Na verdade, acatei a sugestão de um grande amigo meu, e dos primeiros leitores destas linhas, que argumentou que eu poderia comemorar marcos exatamente como o de hoje. Fui uma bela sacada! Na verdade, muito do estilo e conteúdo destas cartas é justamente moldado pelo feedback que recebo, e pelos quais sou muito grato!

 “Se tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta”. 

A frase é atribuída à variados pensadores, desde o matemático francês Blaise Pascal até o escritor americano, e campeão nas citações que uso, Mark Twain. Se sou contido ao falar, o mesmo não pode ser dito da minha prolixidade ao escrever. Portanto, é com enorme esforço que toda semana faço caber as ideias no limite daquilo que considero ser uma leitura rápida. Muitos já me perguntaram quanto trabalho dá escrever esta carta semanal. A resposta sincera é que o grande trabalho, no fundo, é escrever pouco – sintetizar sem perder a essência!

Confesso que esperava um dia mais iluminado para esta #100. Mas, a combinação de uma sexta-feira 13, o retorno das temperaturas árticas, a fina garoa paulistana, o temor com novas variantes do vírus, e os desarranjos no mercado financeiro local, parecem todos jogar contra uma comemoração ao ar livre. Ainda bem que contratei aquela cobertura para chuva!
Reflexividade

O mau desempenho do mercado financeiro brasileiro, afetando praticamente todas as classes de ativos que investimos (bolsa, renda fixa, moedas, …), parece ter instalado um clima de pessimismo e mau humor. Ou seria ao contrário? A tentação por buscar explicações lógicas, e narrativas aconchegantes, parece inescapável. Os jornais estão cheias delas. Seria o culpado o vai-e-vem da reforma tributária, onde as emendas parecem pior que o soneto inicial? A escalada da tensão política? Porque estamos tão descolados, por exemplo, dos EUA? Acordei com um pensamento: estaríamos diante de um caso claro da teoria da reflexividade, cujo expoente mais famoso é George Soros? Esta teoria econômica prega que existe um tipo de “microfonia”, um loop de feedback, em que as percepções de investidores afetariam fundamentos econômicos, que por sua vez mudariam os sentimentos dos investidores. Este processo, ao se retroalimentar, acaba tendendo ao desequilíbrio, forçando preços a ficarem cada vez mais descolados da realidade. Meu ponto? Talvez estejamos no meio de uma tempestade cuja intensidade está sendo exageradamente aumentada pelo comportamento dos participantes, e não necessariamente por fundamentos. Soros, cujo grande feito foi ter ficado bilionário ao apostar contra, e quase ter quebrado, o banco central Inglês em 1992, tem como segunda carreira a de filósofo. Discípulo do influente Karl Popper, esta intrigante ideia pode ser conferida aqui.

Roubo

Esta semana circulou mais uma notícia de roubo de cripto-moedas de uma corretora/custodiante, desta vez a Poly Network. Hackers teriam explorado vulnerabilidades técnicas, e extraído 600 milhões (de usd). Notícias começam a chegar de que o hacker, num ato inesperado de penitência e arrependimento, estaria já devolvendo parte destes valores. Foi provavelmente a maior operação deste tipo, deixando para trás até o icônico caso da Mt. Gox, baseada no Japão, que faliu após ter aproximadamente 450 milhões (de usd) roubados em 2014. Penso que talvez o grande atributo dos cripto-ativos, sua descentralização e independência de um agente regulador, é justamente o calcanhar de Aquiles que estes hackers exploram. O tema bitcoin surge com frequência nas discussões que temos com clientes. Por hora, e sempre respeitando preferências pessoais e pontos de vista divergentes, penso que o Bitcoin precisa ser comparado a outros investimentos sob a rubrica de “alternativos”, avaliando quesitos como facilidade de precificação e quantificação da relação risco x retorno. Investimentos alternativos são um componente importante de como construímos portfolios, mas sempre adequadamente compreendidos e dimensionados.
Retornos Razoáveis, Conclusão

Fecho esta edição comemorativa concluindo a minissérie sobre retornos esperados, iniciada na carta #97. Relembro o objetivo: estamos aqui em busca de qual retorno anual podemos esperar de nossas carteiras de investimento, no longo prazo. Sim, refiro-me ao percentual que colocamos naquele Excel lotado de macros, que serve de base para todo tipo de planejamento de aposentadoria, longevidade e sucessão. Os principais dois pontos até aqui: em primeiro lugar, que a estimativa seja baseada no retorno real, acima da inflação. Não corrigir pela inflação pode fazer com que em apenas uma década o patrimônio pareça ter dobrado, sem que o real poder de compra tenha se alterado (considerando uma inflação de 7%). O segundo ponto é igualmente crítico: usar um valor alto demais, composto ao longo de décadas, pode gerar distorções relevantes no resultado final. Então qual seria este número mágico? A primeira resposta é de que não há um único número. Estamos aqui necessariamente fazendo exercícios com horizontes temporais alargados, às vezes abrangendo múltiplas gerações. O futuro não é conhecível, e muito menos exprimível por um único número. O que sim podemos fazer é explorar vários cenários. A boa prática de administração sugere que façamos a simulação considerando, pelo menos: um cenário otimista, um pessimista, e um intermediário (ou provável). Reconheço aqui, de forma ampla, meu viés conservador: prefiro me apegar ao cenário pessimista, e trabalhar duro para ser positivamente surpreendido no futuro. Em termos práticos: se 6% (retorno real) é uma tradicional meta atuarial do mercado de previdência no Brasil, como falamos na carta passada, então este número poderia ser a base do cenário otimista. O pessimista? Proponho metade disso, ou 3%. O intermediário, por imposição matemática, ficaria em 4,5%. Penso serem bons pontos de partida para este exercício, para o qual, insisto, estamos aqui sempre prontos para ajudar!


Depois de um breve hiato, retorno ao tema musical. Quero recomendar a banda americana Vulfpeck. Fundada em 2011 por músicos formados na universidade de Michigan, esta banda com pegada funk e raízes no jazz, só de verdade entrou no meu radar lá por 2019, quando do seu antológico show no Madison Square Garden – naquele tempo em que seres humanos desmascarados lotavam estádios. O vídeo que recomendo é do sucesso “Dean Town”, gravado na ocasião. Como se o visual inusitado e descolado da banda, o virtuosismo dos integrantes, e a plateia empolgada cantarolando uma linha melódica complexa, não fossem suficientes, há a performance do excepcional baixista Joe Dart. Recomendo fortemente que seja escutado com headphones, já que os auto-falantes de celulares e notebooks não costumam ter boa resposta para frequências mais graves. Já fui perguntado várias vezes sobre minha obsessão pelo baixo, como instrumento. A razão é simples: meu primeiro “emprego” numa banda foi de baixista. O ano era 1985, e Eu um guitarrista iniciante, que sonhava com o estrelato das bandas de rock da época. O destino pregou uma peça: a banda que me aceitou precisava mesmo era de um baixista, posição que ocupei por algum tempo, usando um baixo emprestado – que por sinal está com a devolução atrasada em pelo 35 anos!

Esta carta semanal tem o objetivo de fazer um apanhado breve e bem-humorado das notícias do mercado financeiro, com foco nos temas de gestão de riqueza e planejamento financeiro. O texto não constitui nenhuma oferta de produto financeiro, ou recomendação de investimento. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem o posicionamento oficial da Portofino Multi Family Office. Pedro Saboia é sócio da Portofino Multi-Family Office, investidor profissional, CEA (Certificação de Especialistas em Investimentos ANBIMA) e Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela CVM, conforme instrução 592.
A Portofino cuida das pessoas para que alcancem um futuro financeiro equilibrado – com ética, transparência e responsabilidade. Quer conhecer mais? Agende uma conversa.

Planejamento Sucessório, para proteger e ampliar o seu patrimônio gerando benefícios para você e as próximas gerações.

por danielbarbuglio | 9 ago 2021 | Sucessão, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Com um planejamento sucessório bem estruturado, você pode garantir estabilidade na transição do patrimônio para as próximas gerações.

Você sabe da importância de montar o seu Planejamento Sucessório? Essa prática é fundamental para estruturar a passagem de bens para os herdeiros.

É bem-sabido que lidar com heranças é uma situação com potencial de causar um sem-número de desentendimentos familiares e profissionais. Além disso, uma transição mal planejada pode trazer problemas, inclusive jurídicos, aos envolvidos.

Pensando nisso, hoje vamos explicar tudo sobre o Planejamento Sucessório. Aqui, você vai entender o que é essa prática e os benefícios que ela traz!

O QUE É PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Como o próprio nome já sugere, o Planejamento Sucessório consiste em organizar e estruturar o processo de sucessão de patrimônio e demais bens para os herdeiros.

Em casos como esse, o chefe da família faz o registro do patrimônio e determina como e com quem ele será dividido, mesmo em vida. Pois, é isso mesmo. Embora o nome deixe muita gente assustada e um assunto que nem todo mundo gosta de falar, mas os benefícios fiscais e tributários de um projeto como este podem trazer benefícios imediatos para o patrimônio da empresa sem considerar o falecimento do seu patriarca. Dessa forma, esse processo não é apenas uma boa prática de organização, como também é uma forma fundamental para garantir segurança jurídica para todos.

Já no caso de perdas de familiares, caso não exista nem uma categoria de documento ratificando como será a divisão de bens, os herdeiros passarão por um longo e desgastante processo de organização. Esse cenário pode, inclusive, gerar uma desvalorização dos itens em questão. Temos casos recentes no Brasil, como a herança de Gugu Liberato.

Além disso, ninguém quer que o patrimônio acumulado, após anos de trabalho duro, se desfaça dessa forma. Por isso, o Planejamento Sucessório é algo primordial para organização familiar e, principalmente, proteção dos bens.

QUAIS AS VANTAGENS DO PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Além de ser um instrumento jurídico que dá segurança para a família, também permite que tudo se desenvolva de forma rápida, prática e, sobretudo, estratégica.

Quando a transição é feita sem esse tipo de preparação, os custos envolvidos, tanto financeiros quanto de tempo, acabam por ser elevados. É preciso gastar com inventário, pagar altos impostos e lidar com toda a burocracia envolvida.

Além disso, a divisão de bens tem o potencial de causar uma grande animosidade na família. É bastante comum ver profundos desentendimentos em questões como essa.

Dessa forma, o Planejamento Sucessório:

●            reduz os custos fiscais

●            garante segurança para os bens

●            possibilita uma transição pacífica do patrimônio

●            evita um longo processo burocrático

No âmbito das empresas, principalmente as empresas familiares, um planejamento sucessório bem definido garante uma transição tranquila, evitando impactos profundos e negativos nos resultados dos negócios.

COMO FAZER O PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Existem algumas formas de fazer esse processo. As mais conhecidas são:

●            Testamentos;

●            Holdings Familiares;

●            Doação de bens.

Entretanto, é primordial que todo o processo conte com o acompanhamento de profissionais com expertise no assunto para que se adéque à todas as normas fiscais e tributárias do país.

Dessa maneira, todo o processo de transição será estruturado da melhor forma, garantindo a proteção dos bens e uma sucessão estratégica.

COMO FAZER O SEU PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO?

Aqui na Portofino, oferecemos todo suporte para as famílias que atendemos na hora de planejarem a sucessão ou organização dos seus patrimônios, estabelecendo um modelo de governança.

Além do nosso conhecimento na gestão dos patrimônios, temos uma ampla rede de parceiros desde advogados com amplo conhecimento no assunto, desde o planejamento à solução de conflitos pré-existentes.

Se você está interessado em iniciar um plano sucessório para garantir a sua tranquilidade e dos seus entes queridos, vamos conversar.

O que são Fundos Imobiliários (FIIs), como analisar e investir?

O que são Fundos Imobiliários (FIIs), como analisar e investir?

por danielbarbuglio | 9 ago 2021 | Real Estate, Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Uma boa alternativa para quem deseja aproveitar os lucros do setor imobiliário sem precisar adquirir uma propriedade são os Fundos Imobiliários.

Esse tipo de investimento se mostra uma opção excelente e bastante viável para quem busca ter retornos nesse mercado e, consequentemente, menos dores de cabeça operacionais.

Com a queda brusca da taxa básica de juros (Selic), os investidores brasileiros foram levados a correr mais risco em busca de melhores retornos. 

Por consequência, os Fundos Imobiliários acabaram se popularizando no mercado de investimentos.

Segundo dados da B3, o segmento de FIIs, que tinha apenas 20 mil investidores há dez anos, já contava com 1,583 milhão de investidores em janeiro de 2022.

Se você tem interesse em compor sua carteira de ativos com algum dos diferentes tipos de Fundos Imobiliários, está no caminho certo.

Mas você sabe como iniciar os investimentos nos Fundos Imobiliários? Neste conteúdo, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre os benefícios de ter os FIIs na sua carteira.

O QUE SÃO OS FUNDOS IMOBILIÁRIOS (FIIs)?

Quando se pensa em obter renda passiva com o mercado da construção civil, é natural que a compra de imóveis seja a primeira opção.

Contudo, os Fundos Imobiliários também cumprem esse papel.

Ou seja, em vez de comprar um apartamento, o investidor atuará em uma espécie de “sociedade de investidores”.

E assim, poderá ser dono de inúmeros imóveis em simultâneo, residenciais ou corporativos, nos mais importantes endereços do país.

Em termos simples, ao invés de comprar uma estrutura física, o acionista compra uma parcela de um ou mais empreendimentos. 

Esses cotistas não são donos do espaço e também não possuem poder de decisão. 

Entretanto, é possível receber os lucros proporcionais ao investimento.

Nesse cenário, há um gestor do fundo, que será o responsável por encontrar e investir nos ativos imobiliários que ofereçam maior segurança e lucratividade para o fundo.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os fundos imobiliários se dividem em algumas categorias. No entanto, duas merecem destaque por serem as mais usuais:

  • Fundos de aluguel;
  • Fundos de papel.

No primeiro, existe o investimento em ativos que serão alugados. Eles também são chamados fundos de tijolo. 

Nesse cenário, os investidores aplicam seu dinheiro em determinados locais físicos, como “shopping” ou hotéis, e obtêm retorno a partir da locação desses ambientes.

Já nos fundos de papel, o investimento está nos títulos. 

Ou seja, o acionista recebe a partir da valorização dos mesmo, e não dos aluguéis propriamente ditos.

Embora em ambos os casos existam o repasse regular dos rendimentos aos investidores, eles se enquadram como renda variável e não como fixa.

O motivo para isto é que os Fundos Imobiliários estão sujeitos às oscilações da Bolsa de Valores. Além disso, não há garantias de lucros periódicos.

Quais são as características do investimento em FIIs?

Na prática, o gestor do Fundo Imobiliário deve selecionar e realizar investimentos seguindo regras estabelecidas em regulamento, relacionadas ao nível de risco e liquidez de cada ativo.

Essa atividade pode ser exercida através de uma gestão passiva, quando há limitação de desempenho por um benchmark, ou de gestão ativa.

No último caso, quando há liberdade na seleção de ativos e operações em busca de melhores resultados.

Em um Fundo Imobiliário, os ganhos obtidos com os investimentos são divididos mensal ou semestralmente entre os investidores, de forma proporcional à quantidade de cotas de cada um.

No entanto, quem investe em FIIs também está sujeito a alguns custos, como a taxa de administração (remuneração do gestor) e taxa de performance (no caso de fundos com resultado atrelado a indicadores).

De acordo com a Lei 11.196, de 2005, algumas das principais regras dos Fundos Imobiliários são:

  • Mínimo de 50 cotistas em sua composição;
  • Limite de 10% do fundo por cotista;
  • Distribuição obrigatória de 95% do resultado semestral;
  • Ser listado na bolsa de valores brasileira, a B3.

Na B3, assim como as units, os FIIs são identificados pelo número 11 ao final do ticker, um código com quatro letras maiúsculas. 

Apesar de estarem sujeitas à influência da oferta e demanda, as cotas dos fundos possuem uma volatilidade menor do que a das ações.

Agora que você já entende como os Fundos Imobiliários funcionam, chegou a hora de entender a diferença entre os diversos tipos existentes no mercado brasileiro.

QUEM DEVE INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os Fundos Imobiliários podem ser classificados como um dos formatos de investimentos preferidos por quem está se familiarizando com o mercado financeiro.

Principalmente para quem possui horizontes mais longos e não está preocupado com rendimentos imediatos.

Eles se destacam por terem uma barreira de entrada relativamente baixa. É possível, por exemplo, encontrar cotas de FIIs por R$100.

Entretanto, isso não significa que quem dispõe de valores mais altos para investir não deve olhar com atenção para eles.

É importante destacar que os Fundos Imobiliários conseguem produzir rendimentos periódicos. 

Esses, consequentemente, são proporcionais a quantidade de cotas adquiridas.

Além disso, eles são uma ótima opção para quem busca ter uma carteira de investimentos mais diversificada. 

Assim, os Fundos Imobiliários se apresentam para quem vê o potencial de mercado de imóveis, mas não pode ou quer adquirir um.

É sempre importante ressaltar que ter uma estrutura física traz consigo vários custos, especialmente com manutenção. Isso pode se converter em grandes preocupações e prejuízos no futuro.

QUAIS AS VANTAGENS DE INVESTIR EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS?

Os FIIs possuem ótimos benefícios. O principal deles está, justamente, na possibilidade de conseguir rendimentos com regularidade e diversificar em diversos imóveis.

O melhor de tudo: sem precisar se tornar dono de apenas um ou vários, e ter que arcar com todas as responsabilidades de sua gestão ou manutenção.

Além disso, quem compra FIIs não passa pelas mesmas dores que o dono de um condomínio, por exemplo. 

Toda a preocupação com manutenção e outras papeladas referentes aos imóveis ficam na responsabilidade dos administradores e gestores do local.

Ademais, outro ponto que merece destaque é que, caso você opte por retirar o dinheiro que aplicou, é possível resgatar só uma porcentagem. 

Algo que seria impensável em um imóvel de fato, percebe?

Assim, os Fundos Imobiliários são ideais para quem busca:

  • uma opção acessível para investir no mercado de imóveis
  • diversificar sua carteira de ativos
  • garantir uma renda passiva a partir de “aluguéis”

Como analisar um FII? Entenda 3 dos principais aspectos 

Analisar um Fundo Imobiliário para investir envolve uma série de ações, como checar a localização dos imóveis e identificar quem é o administrador do fundo.

Outros pontos importantes na hora de analisar um FII é entender quais são as taxas cobradas pelo fundo e avaliar o número e liquidez das cotas emitidas.

Além desses aspectos, existem outros 3 fatores que são fundamentais na hora de analisar um Fundo Imobiliário para investir. São eles: 

Dividend Yield

O Dividend Yield (DY) é uma métrica usada para averiguar a performance de retorno do fundo de acordo com os proventos pagos aos cotistas.

Seu cálculo leva em conta os rendimentos distribuídos em relação ao valor da cota. 

De modo geral, essa avaliação leva em conta os últimos 12 meses do Fundo de Investimento, podendo se estender para períodos maiores, como 24, 36 e 48 meses, por exemplo.

Se o Dividend Yield se mantém em uma taxa constante ou crescente, eis um bom sinal de gestão do fundo.

Como não existe um DY ideal, faz sentido comparar o resultado com o de outros fundos do seu interesse.

Vacância

Se o ganho dos FIIs está atrelado ao rendimento dos aluguéis, é importante entender se eles estão ocupados ou ficam vagos, não é mesmo?

E isso é possível através da análise da Vacância.

A Taxa de Vacância representa o percentual de um imóvel que se encontra desocupado, sendo uma métrica bastante importante para escolher um Fundo Imobiliário.

Por meio dela, é possível entender por quanto tempo um imóvel está vago e alguns sinais sobre sua qualidade e localização. 

Afinal de contas, os melhores imóveis são os que tendem a ficar menos tempo vazios.

Na prática, quando os empreendimentos possuem uma menor Taxa de Vacância, eles conseguem entregar uma melhor rentabilidade aos cotistas.

Vale ressaltar, no entanto, que períodos com Vacância elevada podem gerar oportunidades de compra de ativos mais baratos.

Para chegar a essa métrica, é importante considerar o cenário atual e a vacância histórica do imóvel.

Setor de atuação

O setor de atuação de um Fundo Imobiliário é outro fator essencial a ser analisado no momento de decisão.

Isso porque, dependendo do setor, ele pode se distanciar ou estar alinhado ao seu perfil de investidor e objetivo financeiro.

De modo geral, os principais tipos de fundos são os fundos de tijolo (com imóveis reais e lucros através dos aluguéis e vendas) e os fundos de papel (investem em outros ativos financeiros do mercado imobiliário, incluindo outros fundos).

Dentro destes, a partir de subdivisões baseadas no tipo de imóvel investido, você poderá escolher entre diversos setores, como por exemplo:

  • Shoppings;
  • Lajes Corporativas;
  • Hotéis;
  • Galpões industriais;
  • Galpões logísticos;
  • Hospitais;
  • Fundos de Desenvolvimento Imobiliário;
  • Fundos de Fundos (FOFs);
  • Agências bancárias;
  • Imóveis educacionais.

Como investir em FIIs com auxílio profissional?

Existem uma série de Fundos Imobiliários listados na Bolsa de Valores, mas para determinar quais são os melhores, alinhados aos seus objetivos, contar com profissionais aumentará as chances de sucesso da sua carteira.

Aqui na Portofino temos uma área específica responsável por Fundos Imobiliários. 

São profissionais do segmento, especialistas que, além de conhecer profundamente o processo de gestão dos FIIs, estão antenados com o mercado para ver quais as melhores alternativas para as carteiras dos nossos clientes.

Se quiser entender mais sobre isso ou deseja começar um investimento neste tipo de produto, vamos agendar uma conversa, clique aqui.

Gostou de saber mais sobre os Fundos Imobiliários? Aproveite para indicar essa leitura para um amigo que se interessa sobre o assunto.Quer saber mais sobre fundos? Conheça nossos serviços de fundos exclusivos.

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