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Como funcionam um Family Office e Multi Family Office? (Guia)

Como funcionam um Family Office e Multi Family Office? (Guia)

por danielbarbuglio | 16 nov 2021 | Family Office

Pessoas com maior poder aquisitivo normalmente têm acesso a produtos e serviços exclusivos, como o Family Office.

Esse serviço de assessoria é destinado às famílias com muitos recursos e abrange as áreas jurídica, contábil, fiscal e de investimentos.

De acordo com o relatório global World Wealth, o número de milionários no Brasil já chega perto das 200 milhões de pessoas.

Através do Family Office, é possível garantir que os bens dessas famílias sejam administrados e multiplicados com segurança. 

Assim, garantindo uma boa qualidade de vida para as suas próximas gerações.

Para te ajudar a entender melhor como funciona o Family Office e quais os tipos existentes desse serviço, preparamos este guia completo. Confira abaixo!

O que é um Family Office?

O Family Office é um serviço completo de assessoria voltado para a administração dos bens de famílias com alto poder aquisitivo.

A gestão de grandes patrimônios também serve para atender famílias donas de empresas de grande porte ou multinacionais. 

É válido pontuar que, apesar das semelhanças, esse tipo de assessoria patrimonial não é igual ao private banking ou wealth management. 

Afinal, o private banking está relacionado a disponibilização de produtos e serviços financeiros por bancos para clientes vips.

Já o wealth management tem foco na alocação de recursos financeiros de clientes com grande riqueza.

Em contrapartida, o Family Office é uma consultoria prestada após a contratação de escritórios especializados na gestão de fortunas.

Além da gestão de investimentos, ele abrange questões como:

     

      • Dimensionamento do padrão de vida familiar;

      • Análise patrimonial;

      • Planejamento sucessório e tributário;

      • Conformidade tributária;

      • Acesso a serviços financeiros privados e fiduciários;

      • Gestão de documentos e registros;

      • Contabilidade (gestão de despesas e pagamento de contas);

      • Escolha de previdência e seguros;

      • Educação financeira para membros da família.

    Nos escritórios de Family Office, consultores ficam responsáveis por amparar tudo o que está relacionado ao patrimônio da família.

    Além disso, eles também podem auxiliar na gestão do grupo empresarial do seu cliente.

    O objetivo final é contribuir para o crescimento econômico das famílias avaliando cenários, riscos e oportunidades.

    Em geral, a quantia mínima de patrimônio para poder contratar os serviços de um Family Office é de R$100 milhões.

    family office o que é

    Tipos de Family Office

    Existem dois tipos de Family Office disponíveis no mercado: o single-family office (próprio) e o multi-family office (terceirizado).

    Para que você entenda melhor como cada um deles funciona, vamos te apresentar suas principais características.

    Confira abaixo quais são os dois tipos de Family Office:

    Single Family Office (SFO)

    O Single Family Office é um tipo de empresa criada pela própria família para administrar e multiplicar seu patrimônio e investimentos.

    O objetivo é poder contar com serviços exclusivos e personalizados que atendam a todas as necessidades dos indivíduos.

    Entretanto, por precisar ser totalmente desenvolvida pelo grupo familiar, a estrutura de family office próprio costuma sair mais cara.

    Multi Family Office (MFO)

    O Multi-family Office consiste em uma empresa privada que oferece serviço de assessoria patrimonial a várias famílias.

    Apesar de não ser constituído por um grupo familiar, ele pode apresentar soluções personalizadas aos seus clientes.

    Dentro dessa categoria, existem Multi-Family Offices que investem, decidindo a estratégia de investimento junto à família e executando-a posteriormente.

    Além disso, também existe a opção de monitoramento. 

    Nesse caso, ao invés de executar a estratégia definida junto com a família, eles a repassam para que bancos, gestores de fundos ou de ativos possam colocá-la em prática.

    Single ou Multi Family Office: qual escolher?

    A escolha entre o tipo de Family Office a ser contratado deve levar em consideração as suas particularidades.

    No Single-Family Office, é preciso que uma empresa seja criada para a gestão de patrimônio, o que envolve bastante planejamento.

    Consequentemente, os custos dessa estrutura são mais altos, já que é necessário criar processos seguros e que atendam com totalidade as demandas da família.

    O investimento aumenta para a contratação de profissionais especializados na gestão de fortunas.

    Nesse caso, ainda existe o risco de que o andamento do processo seja prejudicado caso eles saiam do projeto sem alguém para substituí-los.

    Já no Multi-Family Office, a gestão patrimonial é feita por uma empresa especializada e com processos já bem estruturados.

    Por conta disso, o custo envolvido é muito menor para as famílias, que também contam com organização e planejamento patrimonial nas mais diversas áreas.

    Outro ponto de destaque é a existência de uma equipe de especialistas com vasta experiência em áreas específicas e no projeto como um todo.

    Se um profissional estiver ausente ou tirar férias, outros estarão totalmente capacitados para assumir as obrigações.

    Além disso, por conta da divisão por atividades, as informações das famílias não ficam concentradas, aumentando a segurança e privacidade.

    Portanto, com possibilidade de personalização e uma equipe amplamente capacitada tecnicamente, o Multi-Family Office pode ser considerado uma melhor opção.

    family office

    Como funciona um Family Office?

    O serviço de Family Office, como já dito, abrange todos os pontos relacionados aos bens de famílias e seu patrimônio financeiro como um todo.

    Na parte financeira, ele fica responsável por negociar com prestadores de serviços, escritórios de contabilidade, advogados e bancos. 

    O Family Office também faz o planejamento de pagamentos e acompanhamento do fluxo de caixa de forma a regularizar as finanças como um todo.

    Além disso, o serviço analisa e, em alguns casos, executa as melhores aplicações financeiras de acordo com os objetivos e perfil de risco definidos pelos indivíduos.

    Em geral, a carteira de investimentos é diversificada para obter uma maior lucratividade com menos exposição ao risco.

    O gerenciamento patrimonial do Family Office também faz o monitoramento e preservação dos bens como um todo.

    Por isso, atua fazendo a assessoria na compra, venda ou locação de imóveis e automóveis residenciais ou comerciais.

    É possível notar, portanto, que o Family Office funciona com o objetivo de preservar, multiplicar e transmitir o patrimônio de famílias para suas futuras gerações.

    Sem esse suporte, a gestão do grande volume de recursos se torna muito mais vulnerável a erros que possam comprometer todo o esforço dedicado a conquistá-los.

    Por isso, a busca por empresas com expertise e vasta experiência no gerenciamento patrimonial, como a Portofino, é essencial.

    Serviços oferecidos

    Como visto, um Family Office pode oferecer uma vasta gama de soluções desenvolvidas de acordo com a necessidade das famílias.

    São serviços relacionados ao Family Office:

    Dimensionamento do padrão de vida

    Levantamento de ganhos e despesas para estabelecimento de limites de gastos e alinhamento com as possibilidades da família.

    O objetivo é a manutenção do patrimônio e melhoria do padrão de vida de forma equilibrada.

    Planejamento Tributário 

    Ações para a redução da carga tributária, escolha de produtos de previdência, mediação com advogados e contadores etc.

    Entre algumas ações, estão incluídas: implantação de fundos exclusivos, escolha de produtos de previdência e criação de uma holding patrimonial para administração dos bens.

    Análise Patrimonial

    Análise completa para ajudar as famílias a obterem mais retornos de cada item pertencente ao patrimônio.

    É definido quais bens devem ser mantidos, vendidos ou dispensados, também auxiliando na gestão dos passivos e outros compromissos financeiros.

    Gestão de Investimentos

    Escolha dos produtos financeiros mais adequados para a proteção, preservação e multiplicação do patrimônio.

    A estratégia deve levar em consideração a distribuição de renda e retorno total da aplicação, incluindo planos de resgate e aporte nas carteiras.

    Planejamento Sucessório 

    Definição das melhores estratégias para distribuição de herança e doações em vida visando eliminar conflitos e alinhar interesses individuais e coletivos.

    Para isso, são avaliados quais os produtos mais adequados para o portfólio de cada herdeiro.

    Proteção Patrimonial

    Estudo das melhores coberturas para o patrimônio mensurável e imensurável das famílias de acordo com o planejamento sucessório.

    Pode incluir produtos previdenciários.

    Administração de despesas

    Eliminação de gastos desnecessários e inesperados, como juros e multas, para possibilitar um aproveitamento saudável do patrimônio por parte dos membros da família.

    Educação Financeira

    Treinamentos individuais e coletivos aos herdeiros para garantir um bom uso dos bens e o cumprimento das obrigações relacionadas.

    É apresentado tudo o que os membros precisam saber sobre seu patrimônio e investimentos.

    Custos e formas de remuneração

    Os custos do serviço do Family Office podem ser cobrados de diferentes formas, como através de uma taxa fixa ou percentual sobre o patrimônio administrado.

    Em alguns casos, existe a combinação das duas opções de acordo com a complexidade da estrutura familiar e quantidade dos serviços demandados.

    De todo modo, o investimento é compensado rapidamente com a melhoria na gestão dos recursos, redução tributária e melhor rentabilidade de investimentos.

    Outra vantagem que faz o serviço de Family Office valer a pena financeiramente é o controle de despesas, dando mais tranquilidade aos membros da família.

    family office

    Entenda os seus benefícios

    Contar com o serviço de um Family Office para a gestão patrimonial envolve diversas vantagens para famílias com grandes fortunas.

    Afinal, esse apoio profissional ajuda na administração de inúmeros bens e obrigações financeiras, evitando problemas financeiros e fiscais.

    Contemplando, além do capital financeiro, mas também imóveis, empresas e demais bens, o Family Office oferece os seguintes benefícios:

    Gestão profissional do seu patrimônio

    Com o Multi-Family Office, você possui uma equipe profissional e diversificada dedicada a atender as necessidades da sua família.

    Tendo vasta experiência no mercado como um todo, esses especialistas oferecem soluções completas que envolvem a gestão de contas e investimentos.

    Indo além dos investimentos, esse tipo de assessoria financeira também pode ser voltado para a preservação do patrimônio de empresas.

    Dessa forma, garantindo o cumprimento de obrigações e a execução de atividades fundamentais para a manutenção dos bens para as próximas gerações.

    Personalização

    Apesar de ser dito que apenas o Single-Family Office oferece serviços personalizados por conta da exclusividade, esse é um equívoco.

    Multi-Family Offices como a Portofino, por exemplo, oferecem uma gama de soluções personalizadas para atender com eficiência as necessidades das famílias.

    E tudo isso com um custo muito mais vantajoso e uma série de outras garantias de segurança e resultado.

    Solução estratégica

    A estrutura robusta dos Multi-Family Offices também contribui para uma melhor solução de problemas.

    Assim que uma questão é identificada, é muito mais fácil encontrar sua solução com uma rede de profissionais qualificados em diferentes áreas do conhecimento.

    Seja qual for o problema ou necessidade relacionados ao seu patrimônio, esse tipo de Family Office é capaz de solucioná-los com agilidade e responsabilidade.

    family office 2

    Boa relação custo benefício

    O serviço de Family Office tem como vantagem uma estrutura preparada para o atendimento a famílias com alto nível de recursos.

    Em contrapartida, a contratação dos profissionais especializados envolvidos de forma individual se tornaria muito mais cara.

    No final das contas, a assessoria patrimonial realizada por um Multi-Family Office se torna muito mais econômica.

    Isso sem contar com todos os benefícios tributários e financeiros que são consequência desse trabalho.

    Preservação da autonomia

    Embora o serviço de um Family Office envolva bastante comodidade pela gestão patrimonial, todas as decisões são tomadas em conjunto com as famílias.

    Isso quer dizer que, mesmo que uma ação seja a mais vantajosa de acordo com os especialistas, nada pode ser realizado sem a devida autorização de cada membro.

    Somente com esse sinal verde a empresa começa a executar a estratégia e lidar com suas questões burocráticas.

    Produção de relatórios

    Uma das vantagens do Family Office é que este tipo de serviço, além de montar e realizar planos de ação, também permite o acompanhamento de todo o processo.

    Periodicamente, relatórios são produzidos e compartilhados com toda a família para que ela possa analisar o resultado de estratégias ainda durante a sua execução.

    Essa visualização completa e transparente de todos os serviços torna a relação entre Family Office e membros da família muito mais transparente e segura.

    Mais tranquilidade para a família

    Com o Multi-Family Office se responsabilizando por todas as atividades burocráticas, acaba sobrando muito mais tempo para que você se dedique ao que realmente importa.

    Seja para a gestão estratégica de uma empresa ou para desfrutar os bens junto a quem você ama, contar com a assessoria patrimonial é a melhor decisão.

    family office

    Para quem é indicado a contratação do serviço?

    Junto às grandes fortunas, naturalmente vêm também necessidades complexas e burocráticas de gestão de patrimônio.

    Por conta disso, não é difícil encontrar famílias, geralmente proprietárias de grandes empresas, com dificuldade para lidar com seus bens e diversas obrigações.

    Seja para a compra, venda de imóveis ou para resolver questões de contabilidade e de planejamento sucessório, o serviço de assessoria é o mais indicado.

    Vale ressaltar, no entanto, a importância de optar por profissionais com experiência e reconhecimento no mercado. 

    Por que escolher a Portofino Multi Family Office?

    A Portofino é uma Multi-Family Office independente com mais de R$26 bilhões em ativos sob gestão e 50 especialistas.

    Com escritórios em São Paulo, Recife, Porto Alegre e Nova York, temos soluções completas para gestão, proteção e ampliação do seu patrimônio.

    Estamos comprometidos com a segurança dos seus recursos e com a pessoalidade e descrição no atendimento.

     

    Conheça nossas soluções de assessoria patrimonial da Portofino clicando aqui.

    Conclusão

    Os Multi-Family Offices são organizações dedicadas à gestão, preservação e aumento do patrimônio de famílias com realidade financeira elevada.

    Esse tipo de serviço auxilia nas decisões diárias e melhora a administração de fortunas em todas as áreas que a envolvem

    Por isso, se sua família precisa de ajuda para preservar o próprio patrimônio, não deixe de solicitar os serviços de um Family Office como a Portofino. 

    Em 2024 fomos reconhecidos pela EUROMONEY BANKING AWARDS como um “Best Family Office Services Brazil”.

    Causa e Efeito | 13.11.2021

    Causa e Efeito | 13.11.2021

    por danielbarbuglio | 12 nov 2021 | Causa e Efeito, Análise de Mercado, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

    Tempo de Leitura (5 mins)

    Família Portofino,

    Terminamos a carta da semana passada nos colocando cautelosamente mais otimistas com o mercado local. Nossa expectativa se confirmou! Diferentemente do que observamos nos últimos meses, os ativos brasileiros se destacaram nesta semana. Depois de flertar com os 103 mil pontos, o Ibovespa termina a semana mais próximo dos 106 mil, com melhor desempenho comparado a outras bolsas pelo mundo. O real foi uma das moedas que mais se valorizou na semana contra o dólar, quando comparado às moedas dos países desenvolvidos e às dos nossos pares emergentes. As taxas dos títulos prefixados cederam por volta de 1% dos máximos observados no início do mês.

    Não que tenhamos tido melhoras importantes do lado macroeconômico, pelo contrário. A inflação de outubro voltou a surpreender o mercado. Esperava-se 1,06%, veio 1,25%! Para termos a correta dimensão do tamanho do problema que nosso banco central está tendo que lidar, a inflação observada foi a mais alta para o mês de outubro desde 2002.

    Do lado da atividade, as notícias também não têm sido positivas. O resultado do setor de serviços e vendas no varejo também decepcionaram e vieram bem piores do que os analistas projetaram. Tudo leva a crer que as condições financeiras mais apertadas já começam a afetar negativamente o crescimento do PIB.

    O que explica então a melhora dos nossos ativos? A combinação de um cenário externo, onde a despeito de pressões inflacionárias, os bancos centrais ainda mantêm a estratégia de maior parcimônia na retirada dos estímulos monetários, com um ambiente político doméstico menos incerto quanto à condução da nossa política fiscal.

    Tivemos essa semana a aprovação em segundo turno da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados. A partir de agora, o projeto passa a ser discutido no Senado Federal. O prognóstico é de aprovação, mas ainda não se tem a certeza se potenciais alterações no texto da emenda constitucional forçariam a recondução do projeto à Câmara. A conferir e acompanhar.

    Os investidores institucionais ajustaram suas posições ao longo destas últimas semanas. Fundos multimercados e mesmo pessoas físicas se viram obrigados a reduzir os riscos de suas carteiras em ativos locais, juros e bolsa, principalmente. Mesmo aqueles que se posicionaram para ganhar com a piora também aliviaram suas posições. Hoje, podemos afirmar sem receio de errar que o risco da indústria de multimercados em ativos brasileiros é o menor dos últimos anos.

    A participação do Brasil nos portfólios dos investidores internacionais também é a menor em décadas. Investidores não-residentes detêm por volta de 10% apenas da nossa dívida interna e essa participação vem diminuindo constantemente ao longo do tempo. Esses ajustes de posição tanto dos investidores locais quanto dos estrangeiros reduzem a pressão por mais vendas forçadas. No linguajar do mercado, o equilíbrio técnico do mercado melhorou significativamente.

    Estamos longe de ficarmos otimistas o suficiente para, neste momento, recomendarmos um aumento generalizado do risco das nossas carteiras. Isso não significa que já não tenhamos começado a aproveitar dos excessos. Nossa recomendação de alocação em ativos prefixados, isentos de imposto de renda emitidos por bancos de primeira linha, se mostrou acertada.

    A próxima semana vai ser menos intensa do ponto de vista da divulgação de dados econômicos domésticos. Nosso foco continuará no acompanhamento da aprovação da PEC. Temos sido vocais em afirmar que um acordo em bases ruins é melhor que a persistência da indefinição. Virada essa página, os mercados terão condições de precificar mais corretamente o risco de solvência da nossa dívida e alguns poderão retornar às compras. Nesse nível de juros e câmbio, institucionais estrangeiros pelo menos voltaram a cotar as tesourarias e corretoras para compra de títulos do Tesouro.   Ainda nos mantemos cautelosamente otimistas e continuamos atentos às oportunidades que o exagero porventura provoque.

    Aproveitem o feriado com suas famílias.

    Edu Castro
    Chief Investment Office
    Portofino Multi Family Office

     

    ______________________________________________

    Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.

    ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

     

    Causa e Efeito | 13.11.2021

    Causa e Efeito | 05.11.2021

    por danielbarbuglio | 5 nov 2021 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Sucessão, Wealth management

    (Tempo de Leitura: 4 mins)

     

    Família Portofino,

     

    Permanece a dinâmica de cenários doméstico e externo quase que antagônicos. Do lado doméstico, tivemos nessa semana, a aprovação em primeiro turno na Câmara dos Deputados da PEC dos Precatórios por placar apertado de 312 votos a favor. Lembrando que para a aprovação de proposta de emenda constitucional são necessários no mínimo 308 votos favoráveis ao pleito.

    A solução de todo esse imbróglio via a PEC dos Precatórios está longe de ser uma solução que não impacte a credibilidade da nossa política fiscal e tranquilize por completo os mercados. Permanecerá a percepção do início de um novo regime, digamos, menos responsável. E, por outro lado, até mesmo uma solução ruim, será entendida como melhor que nenhuma solução. Para estancar a crise de confiança instaurada, o mercado demanda alguma visibilidade dos futuros gastos com o novo Bolsa Família e com a solução para o parcelamento dos pagamentos dos precatórios.

    O reflexo de toda essa confusão nos ativos brasileiros é enorme. Pode passar despercebido, por exemplo, o aumento das taxas futuras de juros e seu impacto negativo sobre as condições financeiras, custo do crédito e o aumento do serviço da dívida pública. No mês de outubro, nossa curva de juros, a depender do vencimento, subiu até 2,7% ao ano. Movimento equivalente a esse, foi por último observado no primeiro trimestre de 2001.

    As votações continuam na semana que vem. De um lado, com um possível maior quórum facilitando a cooptação de novos votos favoráveis  e do outro, possíveis reversões de votos vindos de deputados principalmente do PDT e PSB.

    A aprovação em segundo turno na Câmara e posteriormente em dois turnos no Senado pode ser o gatilho para uma certa descompressão dos preços dos ativos brasileiros, principalmente juros e bolsa.

    Parece existir uma certa assimetria nos preços favorecendo a melhora. Entretanto, a imprevisibilidade política desse processo faz com que aguardemos um pouco mais para só então, rebalancearmos os portfólios, mesmo que a preços menos atrativos.

    Nossa decisão de diversificarmos o risco em renda variável no S&P500 vem se comprovando acertada. Cerca de 90% das 500 empresas que compõem o índice já tiveram seus resultados do terceiro trimestre divulgados e desses, mais de 81% superaram as expectativas dos analistas.

    Decidimos também implementar nossa decisão pelo instrumento mais eficiente do ponto de vista de custos, fundo passivo. É antiga a discussão acadêmica entre vantagens e desvantagens da gestão ativa e passiva de carteiras de empresas americanas. Um estudo da Morningstar, divulgado agora em outubro, demonstrou que entre julho de 2020 e junho de 2021, de um universo de 3.500 fundos de gestão ativa analisados, apenas 49% performaram melhor que suas versões indexadas. Estendendo a análise para 10 anos, o percentual de fundos ativos que superam o índice cai para apenas 25%.

    Daí a importância de uma curadoria profissional na seleção principalmente dos fundos locais. No Brasil, a maior concentração de setores e empresas no índice Bovespa e menor eficiência do mercado possibilitam que uma carteira bem selecionada de fundos ativos tenha maior probabilidade de superar fundos indexados. O resultado favorável do nosso FoF de ações tem comprovado essa observação.

    Como o banco central americano reiterou essa semana se manter paciente em relação à retirada de estímulos da economia, voltamos nossa atenção para dentro de casa. Torcemos para que o desenrolar da votação da PEC na Câmara e Senado se dê sem sustos ou surpresas. É o que o mercado precisa para, pelo menos, interromper esse processo de realização. Estamos cautelosamente mais otimistas.

    Tenham um ótimo fim de semana!

    Edu Castro
    Chief Investment Office
    Portofino Multi Family Office

     

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    Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.

    ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

     

     

    Causa e Efeito | 13.11.2021

    Causa e Efeito | 29.10.2021

    por danielbarbuglio | 29 out 2021 | Análise de Mercado, Causa e Efeito, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

    (Tempo de Leitura: 5 min)

    Família Portofino,

    É difícil esconder a frustração com a piora recente dos mercados brasileiros. Em um momento que observamos o mundo se recuperando do impacto da pandemia na economia mundial, o Brasil destoa e não se permite surfar essa onda, única e exclusivamente devido às escolhas equivocadas da nossa classe política. A discussão entre os analistas já flerta com comparações aos piores momentos do governo Dilma Rousseff.

    Avaliamos como sendo precipitadas algumas comparações, entretanto parecem inequívocas algumas semelhanças. Avançamos em reformas estruturantes. Há de se reconhecer que a Reforma da Previdência aprovada neste governo foi ainda mais agressiva que a anteriormente tentada pelo governo Temer. Projeta-se uma economia de mais de R$ trilhão em 10 anos. Aquém do que se pretendia, é verdade, há avanços nos processos de privatização da Eletrobras e a dos Correios, ainda em um estágio inicial.

    Temos também um cenário externo mais benigno favorecendo nossas contas externas com aumento da nossa exportação de commodities tanto no “quantum” como no preço. A alavancagem do setor público e privado é menor e o balanço das empresas e das famílias encontram-se mais saudáveis. Semelhanças? A potencial desancoragem inflacionária e fiscal.

    Temos constantemente questionado o quanto desse cenário ainda incerto já foi incorporado nos preços dos ativos. Particularmente na Bolsa, permanecemos mais cautelosos dado que continua complicado prever o impacto dos juros mais altos e da piora das condições financeiras de forma geral sobre o crescimento econômico e sobre o resultado das empresas. Mantemos nosso posicionamento mais cauteloso com uma carteira de renda variável bem mais defensiva quando comparada ao início do ano. Relembrando que aumentamos nossa exposição em bolsas internacionais, Estados Unidos e China principalmente, zeramos posicionamentos direcionais em índices de bolsas locais, Ibovespa e “Small Caps”, e privilegiamos a alocação em gestores de fundos “long biased”. Esses gestores mantêm estruturalmente maior exposição em caixa além de trabalharem com parte dos seus portfólios vendida.

    Na renda fixa pós-fixada, mantemos nossa saga em procurar bons créditos privados indexados em CDI + taxa, mas reconhecemos a dificuldade de escalar essa estratégia sem termos que renunciar a retorno ou elevar imprudentemente o risco de crédito. A própria disfuncionalidade do mercado de juros observada recentemente e o receio quanto à materialização de um cenário de estagflação pouco contribuem para que boas empresas acessem o mercado de capitais nesse momento. Como alternativa, temos aumentado nossas alocações em fundos de crédito estruturado que, a despeito do cenário, mantêm suas carteiras com posições bem equilibradas do ponto de vista do risco e retorno. Isso também vale para os ativos indexados em IPCA + taxa.

    A novidade está na nossa decisão de iniciar gradativamente um aumento do risco das nossas carteiras em ativos prefixados. Quando analisamos nossa curva futura de taxa de juros já podemos verificar a precificação de aumentos da Selic em adicionais 6%. Confirmada a projeção do mercado, o ciclo de juros só seria interrompido pelo Banco Central por volta de 13,75%. Parece exagerado visto que comungamos com a visão de parte dos analistas que julgam ser suficiente a elevação da Selic para 12% de modo a estabilizar as expectativas da inflação. Esse prêmio adicional de 1,75% aguenta certo desaforo e nos deixa relativamente mais otimistas com a posição. Podemos verificar também poucos fundos multimercados posicionados acreditando na continuidade da abertura da curva corroborado pelo anúncio do Tesouro Nacional de que, em coordenação com o Banco Central, atuará na compra de títulos do mercado caso avalie ser necessário. A assimetria de preços nos parece favorável.

    Implementaremos essa estratégia de forma paulatina até porque ainda existem incertezas a serem monitoradas. A votação da PEC dos Precatórios foi mais uma vez adiada para a quarta-feira da próxima semana e sua aprovação se faz necessária para garantir a limitação dos gastos com verbas adicionais para emendas dos parlamentares e com o novo Bolsa Família limitados a cerca de R$ 100 bilhões. A desistência desse caminho poderá suscitar volatilidade adicional nos mercados o que justifica nossa prudência na implementação da estratégia. Do ponto de vista dos ativos, daremos preferência aos ativos isentos de imposto de renda emitidos pelos grandes bancos de modo a adicionar uma proteção extra, contra eventuais pioras do mercado.

    Como sempre diz um grande amigo do mercado — “Esse é o nosso Brasil, às vezes enverga, mas não quebra!”. Mesmo com todas as incertezas geradas pela decisão de se flertar com a imprudência nos gastos públicos e macular o guardião do arcabouço fiscal, o teto de gastos, não aventamos a possibilidade de mudança estrutural do regime ou de um estado de dominância fiscal.

    Aproveitem o feriado com suas famílias. Descansem, porque semana que vem tem mais!

    Edu Castro
    Chief Investment Office
    Portofino Multi Family Office

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    Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.

    ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

    #Portofinonamídia | Inauguração Recife

    por danielbarbuglio | 27 out 2021 | Multi Family Office, Análise de Mercado, Family Office, Mídia, Portofino pelo Mundo, Wealth management

    Hoje inauguramos nosso escritório em Recife e queremos agradecer à todos os profissionais e veículos de imprensa que nos ajudaram a contar para bastante gente este momento especial.

     

    BAHIA ECONOMICA
    https://bahiaeconomica.com.br/wp/2021/10/22/recife-recebe-o-mais-novo-escritorio-da-portofino-multi-family-office/

    O ESTADO DE SÃO PAULO / BROADCAST / AGÊNCIA ESTADO
    https://economia.estadao.com.br/blogs/coluna-do-broad/portofino-family-office-chega-ao-recife-e-aos-r-10-bi-em-ativos-sob-gestao/


    MOVIMENTO ECONÔMICO (PE)
    https://movimentoeconomico.com.br/financas/2021/10/26/portofino-inaugura-filial-no-recife-com-r-500-milhoes-sob-gestao-local/

    FOLHA DE PERNAMBUCO
    https://www.folhape.com.br/colunistas/folha-financas/recife-recebe-novo-escritorio-da-portofino-multi-family-office/27749/

     

     

     

    Ação e Reação | 21.10.2021

    Ação e Reação | 21.10.2021

    por danielbarbuglio | 21 out 2021 | Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

    Ação e Reação

    Tempo de Leitura: 4 minutos.

    Família Portofino,

    No Brasil, não se morre de tédio… A grande verdade é que ninguém imaginava que o governo, na intenção de equacionar o orçamento para se fazer caber o pagamento dos precatórios e o aumento do novo Bolsa Família, faria a opção por não respeitar a restrição imposta pelo teto dos gastos. Erramos todos.

    O agravante é que além de não se saber exatamente o montante total, o mercado se viu surpreendido pelo anúncio de novas benesses. Adicional de R$ 30 bi, R$ 50 ou R$ 80 bi, não se sabe ao certo. O que se sabe é que a percepção de austeridade fiscal assegurada pelo instrumento do teto foi maculada apesar toda a ginástica retórica por parte do governo em negar o fato.

    A sensação é de porteira aberta. Agora, R$ 400 reais por famílias, ventilou-se R$ 500. R$ 400 para 750.000 caminhoneiros autônomos. O que poderia vir, além disso é a pergunta que o mercado se faz. E os preços refletem as surpresas negativas e incertezas.

    No meio do calor do fato, não devemos optar pela decisão mais fácil e potencialmente errada de sair vendendo tudo e reduzindo riscos. Isso não quer dizer que não devamos reavaliar o cenário e ajustar nossas expectativas para um novo ambiente onde, na melhor das hipóteses, a probabilidade de uma desancoragem fiscal aumentou.

    É uma análise complexa, o que pede serenidade, mais técnica e menos estômago. Nos juros, o dia foi de zeragem compulsória (stop loss) por parte de alguns fundos. Por outro lado, tivemos sinais de estrangeiros voltando a comprar títulos do Tesouro prefixados aproveitando os níveis estressados das taxas, o que isoladamente é uma boa notícia. Perdemos todos a referência para até onde o Banco Central deverá levar a SELIC, confirmada a perda da âncora fiscal, mas tudo parece precificado para o pior.

    Na linha das falsas obviedades, vender ações em situações de completo descontrole de gastos públicos, no longo prazo, nem sempre é a melhor opção. Importante dizer que ainda estamos muito distantes disso, a foto do nosso fiscal ainda é muito boa. Somente como exercício, em crises fiscais severas, ações no portfólio passam a ter características de ativo real com proteção adicional à inflação. Em outras palavras, melhor ser sócio de empresas líderes em seus setores de atuação, que você confia no management, com negócios diversificados geograficamente e descorrelacionados da economia local do que eventualmente emprestar dinheiro ao Tesouro. Reforço mais uma vez, ainda estamos muito distantes de um cenário de risco de solvência da dívida pública, mas não vamos negligenciar o fato de que, na margem, esse risco aumentou.

    Lembramos também que já havíamos reduzido o risco da exposição em renda variável das nossas carteiras aumentando exposição no exterior e concentrando a parte local em estratégia “long biased”, portanto mais defensivas. Isso também não quer dizer que, com as novidades do cenário, não consideremos, por exemplo, intensificar nossa exposição no S&P500. Os resultados das empresas americanas, a despeito de todas as recentes preocupações com o aumento da inflação, continuam a surpreender positivamente.

    Todos os mercados domésticos — juros, câmbio e bolsa — fecharam melhores do que seus piores momentos no dia. No linguajar do mercado, muitas posições trocaram de mão, o que minimiza a potencial continuidade de vendas forçadas. Falamos com vários dos nossos gestores e muitos já se encontravam com menor exposição a Brasil de forma geral, outros potencialmente se beneficiarão da recente volatilidade.

    Estamos debruçados sobre as novas informações, reavaliando riscos, mas também oportunidades. Continuaremos dia e noite cumprindo nosso dever fiduciário de zelar pelo patrimônio das nossas famílias, sempre fiéis às nossas convicções.

    Segue o jogo. Amanhã tem mais.

    Edu Castro
    Chief Investment Office
    Portofino Multi Family Office

    Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Office) na Portofino Multi Family Office.
    ”Ação e Reação” é um conteúdo pontual e exclusivo para clientes Portofino que traz uma visão técnica sobre os momentos mais sensíveis do mercado, no dia de hoje.

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