Pular para o conteúdo principal
  • Investimentos
  • Investimentos Internacionais
  • Planejamento Patrimonial
  • Imobiliário (Real Estate)
  • Esporte, Arte e Entretenimento
  • Fusões e Aquisições (M&A)
  • Portofino On
  • Contato
Portofino
Esfera BR | Bruno Araújo

Esfera BR | Bruno Araújo

por danielbarbuglio | 12 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de leitura: 5 minutos

Família Portofino,

Na segunda-feira, 11 de abril, participamos de um jantar da Esfera Brasil com Bruno Araújo, presidente do PSDB.

Eleições 2022

“É muito difícil quebrar a polarização, mas é possível” e “o jogo acaba quando balança a bandeira” foram as frases que Bruno Araújo iniciou sua participação no evento.

Como não poderia ser diferente, muito em virtude das recentes polêmicas envolvendo o PSDB e quem seria o candidato do partido para chefe do executivo, o discurso de Araújo na maior parte do jantar foi sobre o tema.

Em suas falas iniciais, ele disse que o objetivo é quebrar a polarização “com todos os esforços”. Neste sentido, Araújo comentou que o planejamento do PSDB era fazer as prévias em relação ao candidato para Presidente da República no ano passado para se prepararem melhor.

Saiba mais: Fuja dos riscos locais e cruze fronteiras: Entenda as vantagens e veja para qual perfil os investimentos offshore são indicados

Pacto entre partidos e o caso João Dória

O presidente do partido revelou que o PSDB, Cidadania, MDB e União Brasil fizeram um “pacto” entre os partidos e afirmou que o nome oficial para terceira via dessa coalizão será feito em consenso no dia 18 de maio, podendo ser qualquer pessoa filiada a algum desses quatro e com mais de 35 anos de idade.

Como sabemos, os principais nomes em disputa são o de João Dória (PSDB), ex-Governador de São Paulo, Sergio Moro (União Brasil), ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Eduardo Leite (PSDB), ex-Governador do Rio Grande do Sul, e Simone Tebet (MDB), senadora.

O critério da estratégia da coalizão, segundo Araújo, será escolher o candidato e depois estudar a melhor forma de lançar. Contudo, o que ele garante é que o candidato escolhido terá mais de um terço da força política do Brasil: 20 mil vereadores, 2 mil prefeitos, 160 deputados e 10 governadores. Além disso, ele destacou que o conjunto de recursos do Fundo Eleitoral será o maior do Brasil.

  • PT: R$ 484 milhões;
  • PL: R$ 283 milhões
  • Pacto: R$ 770 milhões (União Brasil) + R$ 356 milhões (MDB) + R$ 314 milhões (PSDB) + R$ 86 milhões (Cidadania) = R$ 1.5 bilhões.

Quando perguntado sobre as prévias feitas no PSDB e como seria para conciliar com o movimento entre os partidos, Araújo afirmou “que o pacto partidário está acima de qualquer prévia do partido”.

Questionado sobre Dória, o presidente do PSDB confirmou o que já havia dito antes sobre a escolha de um nome único e disse acreditar que o ex-governador vai aceitar. “Em consenso vamos chegar em um nome único e, independentemente de qual seja, ele tem certeza que o Dória vai aceitar colocar o Brasil na frente”, comentou.

Lula x Bolsonaro

No caso da estratégia da terceira via não dar certo e a disputa realmente se concentrar entre Lula e Jair Bolsonaro, Araújo explicou que há 40 dias pensava ser possível que o candidato do PT vencesse as eleições ainda no primeiro turno, mas ponderou que o atual presidente pode virar o jogo.

“Muitos eleitores acabaram ‘doando’ seus votos para o Lula, mas o que vem acontecendo é que Lula está preso nas suas últimas candidaturas, questão que está assustando os eleitores e os fazendo repensar. Desta forma, faz com que Bolsonaro ganhe tração e possa conseguir virar o jogo e ser reeleito”, analisou o convidado.

Os objetivos do PSDB

Na parte final do jantar, Araújo contou sobre o projeto do partido para as eleições deste ano. Além da presidência, um dos objetivos é manter o PSDB no estado de São Paulo com Rodrigo Garcia. “60% dos prefeitos gostam dele e praticamente domina o interior de São Paulo. Ele vai surpreender a todos”, finalizou.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades eventos promovidos pela iniciativa EsferaBR e PortofinoMFO.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir a todos os lados, neutro e não partidário.

Conflitos em empresas familiares: causas e como gerenciá-los

Conflitos em empresas familiares: causas e como gerenciá-los

por danielbarbuglio | 8 abr 2022 | Family Office

Desentendimentos são naturais em relações de trabalhos, e principalmente os conflitos em empresas familiares. Afinal, pessoas pensam diferente uma das outras e isso não é necessariamente algo negativo.

Saber gerenciar esses conflitos é que se torna o ponto chave, pois manter um clima harmonioso no ambiente de trabalho é muito mais produtivo para todos da equipe.

Também vale dizer que as divergências de ideias, quando bem administradas, podem ser muito saudáveis e colaborar para criação de soluções inovadores, por isso é algo que tem sim seu valor.

Contudo, a visão negativa a respeito desse tema e a falta de ferramentas para lidar com as divergências tornam sua resolução um assunto delicado para a maioria dos profissionais.

Então, vem com a gente entender quais as principais causas de conflitos em empresas familiares e qual a melhor forma de gerenciá-los para tirar algo positivo mesmo de uma situação adversa.

Boa leitura.

O que é um conflito em empresas familiares?

Trabalhar com familiares e conhecidos é algo muito bacana, porém é importante saber separar muito bem o que é da vida pessoal e o que é do profissional, senão o conflito é inevitável.

Empresas familiares por muitas vezes vem de uma longa geração, e todos estão empenhados em proteger o legado da família, mas há casos em que cada integrante tem uma visão diferente de como fazer isso, e aí surgem as divergências.

Quando a liderança discorda de algum ponto, e a discussão sai do âmbito profissional e passa a ser pessoal, nesse momento é que os conflitos aparecem e podem acabar contaminando outros setores, por isso é fundamental administrar bem essas situações.

Tipos de conflitos nas empresas familiares

Existem alguns tipos de conflitos que ocorrem com frequência em empresas familiares, e para organizar, é possível categorizarmos em 4 estágios, que são:

conflitos em empresa familiar

Pequenos Desentendimentos

Uma resposta mais ríspida, não responder um e-mail na hora ou até discordar de quais cores devem ir na nova logo, tudo isso são exemplos de desentendimentos pequenos, mas corriqueiros e frequentes.

A melhor forma de lidar com eles é um diálogo franco e direto ao ponto, para que não cresçam.

Disputa sérias

Quando nenhuma das partes quer abrir mão do seu ponto de vista sobre alguma decisão da empresa, aí temos uma disputa séria que por vezes pode escalar rapidamente.

Tem origem em visões de mundo completamente opostas e podem fugir do campo da razão para algo emocional onde as partes ficam defensivas quanto ao assunto.

Conflitos Desestabilizantes

Esse tipo de desentendimento é quanto às visões ideológicas opostas acabam se tornando mais agressivas, incluindo ataques pessoais que nada têm a ver com o dia a dia do trabalho.

Quando chega nesse estágio, a empresa familiar passa a não ter colegas de trabalho, mas sim inimigos que estão mais focados em derrotar uns aos outros do que em fazer o negócio prosperar.

Estado de Guerra

Quando chega nesse nível, pessoal e profissional se misturam e o ambiente fica insustentável, com familiares discutindo em toda e qualquer decisão.

Perde-se o foco nos negócios da empresa e começa uma briga eterna para destruir uns aos outros, às custas dos ativos da companhia.

Se o conflito escalar até esse ponto, realmente é difícil salvar.

Quais são as causas frequentes desses conflitos?

Como vimos nos 4 estágios citados acima, as causas podem começar pequenas e ir escalando à medida que não haja resolução.

Podemos destacar que os conflitos mais frequentes são por visões políticas antagônicas, objetivos diferentes, sentimento de injustiça quanto ao cargo que ocupa e, principalmente, desavenças pessoais que vêm de fora da empresa.

mediação de conflitos em empresa familiar

Como resolver conflitos em empresas familiares?

O diálogo sempre será a maneira mais acertada para resolver todo e qualquer conflito, e será efetivo se aplicado nos primeiros estágios do conflito, onde a animosidade ainda é baixa.

É importante que todos partam da base do respeito, e principalmente que a empresa tenha valores e regras claras para não permitir esse tipo de coisa.

Também é fundamental estar claro que os familiares não estão acima das leis e podem sim ser punidos. Isso mostra para os demais funcionários que o ambiente é justo.

resolução de conflito em empresa familiar

Dicas para evitar o surgimento dos conflitos

Em certa escala, conflitos nas empresas são inevitáveis, mesmo nas que não são compostas por familiares, mas em geral, há sempre uma resolução pacífica e muitas vezes até construtiva.

No caso das relações familiares é mais complicado, pois como vimos envolve fatores extra empresa que são difíceis de contar.

Então, para diminuir as chances de brigas, separamos algumas dicas que você poderá aplicar no seu negócio.

1. Você precisa contratar um familiar? Já verificou outros profissionais para a função?

Essa é a primeira e talvez mais eficiente dica, pois quanto menos misturada for a vida pessoal da profissional, menos serão as chances de conflito.

Caso tenha que contratar familiares, tente pensar em funções que não se cruzem e, se possível, que não tenha convívio e relação direta com a sua.

2. Alinhe e compartilhem os mesmos valores

As regras precisam ser bem claras e respeitadas, então deixe claro que os valores da empresa são mais importantes até que os laços sanguíneos, pois o legado precisa ser preservado.

Não favoreça funcionário só por ser parente, pois isso cria uma cultura péssima para empresa e desvaloriza os demais colaboradores.

3. Tenha um processo para lidar com conflitos

É fundamental que exista um processo claro para resolução de todo e qualquer conflito independentemente do estágio dele e do nível de parentesco.

Assim como as regras se aplicam a todos, o método de resolução deve ser devidamente respeitado.

É impossível agradar a todos, então proponha soluções onde cada um ceda um pouco, sem favoritismo para nenhum lado, e claro, sempre tome a decisão que será melhor para empresa, não para o colaborador/familiar.

4. Busque ajuda de mediadores

Ter alguém para mediar os conflitos que sejam de fora da família ou mesmo de fora da empresa é muito bom, por ser alguém que tem distanciamento emocional da situação.

Um mediador externo vai analisar os fatos pelos fatos, e vai buscar chegar num acordo que satisfaça as partes, sempre seguindo o que é objetivo primário da empresa. 

Conclusão

Você sabe que gerir uma empresa de sucesso é matar um leão por dia, e no meio do caminho ter que lidar com conflitos familiares pode ser algo totalmente improdutivo.

Em muitos casos são inevitáveis e a responsabilidade de gerenciá-los é sua enquanto gestor, então o melhor cenário é impedir que desentendimentos graves ocorram ou se prolonguem para além da conta.

Buscar assessoria externa pode ser uma excelente forma de gerenciar essas situações de conflito em empresa familiar, principalmente se for uma solução que tenha experiência no assunto e também possua um método eficiente.

Nesse sentido, nós da Portofino Multi Family Office podemos te ajudar, pois somos especialistas em gerir patrimônios familiares pensando sempre nas necessidades dos integrantes e no legado que irá ser passado para frente.

Conheça um pouco das nossas soluções para te ajudar a gerir conflitos e muito mais.

Leia também Desafios nas empresas familiares: saiba quais são e como evitar

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

por danielbarbuglio | 7 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 3 minutos

Família Portofino,

Chegou ao fim, nesta quinta-feira (7), o Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank. Com somente um painel no dia, o fórum terminou com a participação de Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil.

Para saber como foi o primeiro e o segundo dia, respectivamente, clique aqui ou acesse o link.

Sessão Especial com Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil

“Vamos surpreender novamente esse ano”, foi assim que Guedes iniciou seu discurso no evento. Para justificar essa afirmação, o ministro comentou que o Brasil está à frente do resto do mundo. “Fomos a única grande economia do mundo que conseguiu zerar o déficit e ao mesmo tempo fazer a política monetária já em posição de combate à inflação. Em qualquer momento a inflação pode começar a ceder”, falou Guedes.

Seguindo nos tópicos de inflação e crescimento, o chefe da pasta destacou que o nosso país tem uma dinâmica de crescimento já contratada, ressaltando que reformas importantes foram feitas, mas passaram despercebidas por terem sido feitas “no calor do momento da Covid-19”. No discurso, para validar sua visão da melhora do ambiente econômico, o economista citou que dois bancos revisaram a expectativa do PIB para cima.

Confira: Wealth Management: Saiba tudo como funciona esse serviço e qual o momento correto para contratar

Questionado sobre a agenda prioritária para 2022 e 2023, ele comentou que irão fazer reforma até o último dia desse mandato e a partir do primeiro do ano que vem. Sobre 2023, o ministro explicou que além de acelerar as privatizações, reduzir impostos, desburocratizar o ambiente de negócios e reforço das questões sociais, a prioridade é a Reforma Tributária. Nas palavras dele, “já estamos atrasados”, portanto, a expectativa dele é que as reformas acelerem.

Nos últimos assuntos abordados, Guedes analisou que com o cenário de guerra, os países europeus virão procurar soluções energéticas e alimentar no Brasil, fazendo com que petroleiras e empresas de energia venham para o país.

Por fim, o ministro da Economia reiterou o aumento do corte da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 25% para 33%, além de poder fazer uma nova redução de 10% nas tarifas de importação. 

_________________________

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 2

por danielbarbuglio | 6 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 12 minutos.

Família Portofino,

O Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank, chegou, nesta quarta-feira (6), ao segundo dia de painéis. O evento foi repleto de grandes personalidades do cenário econômico e político, que discutiram diversos assuntos de importância para o dia a dia do investidor. 

Clique aqui para saber como foi o primeiro dia.

Mesa redonda: O que esperar dos investimentos em Private Equity e Venture Capital em 2022?

O pontapé inicial do segundo dia teve em pauta os mercados de Private Equity e Venture Capital em 2022. Além de discutirem suas experiências e expectativas, Rafael Padilha, Head de Private Equity, Luiz Ribeiro, Diretor Executivo e Co-Head do escritório da General Atlantic no Brasil, e Joaquim Lima, Sócio na Riverwood Capital, também comentaram sobre os riscos e cuidados nesses mercados.

No caso do investidor-gestor, para Padilha, é importante estar atento ao que está acontecendo no cenário macroeconômico, focar no micro e analisar de forma “detalhista” o time da empresa que está investindo. Do ponto de vista do investidor, o economista disse que a principal preocupação tem que ser o timing, ter muito claro em mente que é um investimento a longo prazo e escolher um gestor com track record de sucesso.

Ribeiro concordou com as colocações de Padilha e acrescentou que o investidor tem que ter clareza do tipo de investimento, setor e exposição que ele está investindo. Ou seja, ter certeza que o investimento faz sentido ao perfil de risco.

Sessão Especial com Nick Beighton, ex-CEO da ASOS

Na sequência, Nick Beighton, ex-CEO da ASOS, loja britânica de roupas e artigos de beleza destinada a jovens adultos, falou sobre as mudanças do varejo e a implementação cada vez maior do e-commerce.

Beighton comentou sobre os desafios em mudar para o mobile. Nas palavras dele, a empresa teve que ter bons engenheiros de tecnologia e precisaram pensar em diferentes abordagens. “A experiência mobile é muito melhor que a desktop”, disse o ex-CEO. Ele explicou que o desktop é para adquirir clientes, enquanto no mobile é possível criar conexões com os clientes. 

“Os aplicativos se tornaram uma conexão melhor para os nossos clientes. Portanto, aperfeiçoamos o nosso user experience. Trabalhamos com inteligência artificial também para fazer com que o cliente prestasse mais atenção no aplicativo e ficasse mais engajado”, contou Nick.

O executivo ainda falou sobre conteúdo e como ele é importante para atrair os clientes. Ele ressaltou que quanto mais o consumidor estiver engajado com o software, melhor será a experiência. Ademais, com a inteligência artificial ele conseguiu diminuir a quantidade de cliques que os usuários precisavam dar para realizar suas ações e, segundo ele, “os clientes amam isso”. No campo de conteúdo, ele precisa ser inspirador e engajador, principalmente quando trata-se do mercado de moda.

Bancos digitais: A rentabilização de clientes como desafio

O terceiro painel do segundo dia de evento abordou um tema alvo de muitas questões e discussões, tanto de investidores quanto de clientes. Jean Sigrist, Presidente do Conselho de Administração do Neon, João Vitor Menin, CEO do Banco Inter, e Renato Ejnisman, CEO do Next, debateram sobre as inovações e os desafios do mercado de bancos digitais.

Dentre os assuntos discutidos pelos convidados, podemos destacar a análise sobre a questão da relação entre preço/serviço. Menin disse que o Inter sempre aposta em ter uma gama de serviços bem completos, mas ponderou que investem muito na questão de preço. Ele complementou dizendo que alinha experiência e preço, porém cada cliente pode ter um olhar diferente, então “tem que ser bom nos dois”.

Para Ejnisman, com o tempo a experiência vai ser mais relevante. Nas palavras dele, o passar do tempo vai mostrar que entender o cliente e se antecipar às suas expectativas vai ser mais importante. Ele também abordou a questão da monetização, a qual disse acreditar que não será um mercado de winner takes all. 

Sessão Especial com Charles Gave – Sócio fundador da Gavekal Research

A sessão especial com Charles Gave teve uma apresentação do convidado, no qual ele falou sobre os principais fatores econômicos dos últimos 25 anos. Além disso, também comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na questão da inflação, ele afirmou que estamos entrando num mundo inflacionário e a inflação ainda vai subir mais. Por fim, disse que na construção de um portfólio, ao se considerar a inflação, é importante olhar a aceleração e não o nível.

A abertura do mercado “livre” de energia elétrica no Brasil – Desafios e oportunidades para distribuidoras, geradoras, comercializadoras e consumidores

Na parte da tarde, Elisa Bastos, Diretora da Aneel, e Ricardo Lisboa, Presidente da Abraceel, foram os responsáveis por compor o painel que teve como tema o mercado de energia elétrica no Brasil.

Lisboa fez questão de pontuar que toda e qualquer mudança estrutural traz medo. De um lado, ele comentou que esse receio atrasou a abertura, mas, por outro lado, ajudou a trazer soluções para problemas e riscos. “Estou bastante otimista e acho que é uma virada importante para o país”, afirmou. Ricardo contou que no futuro as pessoas teriam que saber de quem contratar energia.

Em geral, a opinião é de que o mercado livre aumentaria a competição e poderia melhorar a qualidade de atendimento do consumidor.

Saiba mais: Ativos alternativos: Entenda em que consiste esse investimento, benefícios, exemplos e como investir

Sessão Especial com Ricardo Reis, especialista em Política Monetária e professor de Economia na London School of Economics

Ricardo Reis realizou uma análise sobre os desafios da política monetária em 2022 e para os próximos anos. Logo no início de sua fala, o professor fez questão de deixar claro: “A inflação pode, de fato, subir de forma consistente. Estamos com um problema grave”.

Para explicar essa afirmação, ele traçou um panorama desde o começo da pandemia, explicando que o período trouxe enormes mudanças e desafios para a economia global, tais como: dispersão das fortunas das empresas, trabalho a distância, transição climática, digitalização, entre outros. Reis definiu essas questões como desafios de longo prazo, mas disse que são poucos comentados porque há um problema mais urgente. 

Além disso, ele explicou que há 12 meses tivemos a rápida recuperação da economia e a consequente alta da inflação. Neste cenário, os bancos centrais mantiveram um nível histórico expansionista ao invés de mudar a rota para conter a inflação.

Dessa forma, o professor concluiu que há grandes desafios estruturais para os bancos centrais, que todo o foco está na inflação depois dos erros dos últimos 12 meses e pressão da dívida pública. No caso da inflação, Reis opinou que “baixá-la sem causar uma recessão seria um feito extraordinário”.

Assimetria regulatória no sistema bancário

Isaac Sidney, CEO da Febraban, Bruno Balduccini, Parceiro na Pinheiro Neto Advogados, e Rubens Sardenberg, Diretor de Assuntos Econômicos, Regulamentação e Riscos da Febraban, foram os selecionados para debaterem sobre o sistema bancário no evento.

Os convidados discutiram sobre o sistema bancário e as novas regulações do Banco Central. Ademais, falaram sobre o crescimento das fintechs e as questões que elas trazem para o BC lidar. Sobre as fintechs, Balduccini foi categórico ao dizer que “se alguém das fintechs falar que não esperava as mudanças regulatórias estará mentindo”.

Outro tema abordado foram as criptomoedas, com Isaac Sidney pontuando que é um tema que merece atenção.

Sessão Especial com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do governo de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central

O penúltimo painel do dia contou com Henrique Meirelles como convidado para falar sobre o atual cenário econômico e político. 

Em sua primeira fala, Meirelles fez uma rápida análise sobre as últimas décadas. Ele comentou que no período de 2000-2010 o Brasil cresceu bastante, com média de 4% mesmo com as crises. Já nos anos de 2011-2020, segundo o secretário, foi de altos e baixos, com um governo Dilma de muita interferência e gastos exagerados, movimentos que geraram muita desconfiança na economia. 

Meirelles também comentou sobre o teto de gastos. Ele disse que é normal que todos queiram disputar o orçamento para suas regiões e estados, mas o problema, nesse caso, é a necessidade de haver um limite, uma âncora que permita uma gerência inteligente. Para ele, é preciso voltar a respeitar o teto até 2026 e, a partir desse momento, definir um novo critério.

Outro assunto abordado diz respeito à autonomia do Banco Central e a importância disso. O ex-ministro explicou que a decisão de dar autonomia à instituição é fundamental, pois proporciona condições de fazer a política adequada. Meirelles complementou dizendo que é importante que o próximo governo faça política fiscal para dar âncora na economia e na inflação, ajudando o BC.

Por fim, o ex-presidente do BC foi questionado sobre a polêmica do preço dos combustíveis. Em relação aos combustíveis, ele falou que não pode haver intervencionismo na Petrobras. “Se for isso, é melhor deixar como está”, afirmou Meirelles. Ele foi objetivo ao dizer qual a solução: “Competição”. “Divide a Petrobras em 3, 4 companhias, privatiza e o mercado determina o valor de competição. Não criar monopólio privado, mas dividir a companhia”, disse.

Desafios e oportunidades para os bancos incumbentes

Para finalizar a quarta-feira do fórum, o evento recebeu três CEO de grandes bancos do Brasil. Fausto de Andrade Ribeiro, CEO do Banco do Brasil, Octavio de Lazari, CEO do Bradesco, e Milton Maluhy, CEO do Itaú, comentaram sobre tudo da participação dos bancos digitais no mercado.

Lazari comentou que enxerga essas instituições como concorrentes em nichos específicos, mas, de forma geral, não, a não ser algumas que já atingiram um certo patamar. Do ponto de vista dos investidores, o CEO destacou que eles já começam a olhar as coisas de uma forma diferente, principalmente com o novo momento da taxa de juros.

Maluhy concordou com a colocação do executivo do Bradesco, e acrescentou que são a favor da competição e concorrência dentro das regulamentações. Ele ainda disse que a questão do preço (anuidade, isenção de taxas) foi uma boa porta de entrada para esses novos players. O CEO do Itaú também mencionou a taxa de juros, explicando que no cenário oposto ao atual, de baixa taxa de juros, tem mais espaço para capital de risco.

_________________________

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

por danielbarbuglio | 5 abr 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Sucessão, Wealth management

Tempo de leitura: 11 minutos.

Família Portofino,

Nesta terça-feira (5), aconteceu o primeiro dia do Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento organizado pelo Bradesco Private Bank. O dia contou com diversos painéis sobre diferentes assuntos que estão em destaque no cenário econômico e político atual. Para falar sobre esses assuntos, nomes nacionais e internacionais do mercado, como Affonso Pastore, Luis Stuhlberger, Gustavo Montezano, William Dudley, entre outros, marcaram presença no evento.

Confira um resumo dos painéis desta terça-feira.

Desafios econômicos pós-eleições no Brasil

O primeiro painel contou com a presença de Affonso Pastore, ex-Presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-Ministro da Economia e ex-Ministro do Planejamento, e Gustavo Franco, Managing Partner da Rio Bravo Investimentos e ex-Presidente do Banco Central, discutiram suas visões sobre o que esperar para a economia brasileira após as tão aguardadas eleições presidenciais de 2022.

Os especialistas, além de falarem sobre os prognósticos e desafios pós-eleições, relembraram o período de pandemia, quando a taxa Selic bateu 2% ao ano, para contextualizar o momento de inflação vivido atualmente. Para Pastore, por exemplo, ele teme que a inflação não diminua o tanto quanto se espera. 

Além disso, eles também comentaram sobre a importância de se ter uma política fiscal que estimule o crescimento. “O próximo governo vai ter que desarmar uma bomba fiscal”, disse Barbosa.

Na parte final do debate, os economistas comentaram sobre a Petrobras e a privatização das estatais durante o último governo. A alta dos combustíveis também esteve em pauta, a qual os profissionais falaram sobre possibilidades para o tema.

As melhores ideias de investimentos para 2022

Na sequência do evento, foi a vez de Luis Stuhlberger, sócio fundador e gestor de carteira da Verde Asset, Carlos Woelz, sócio fundador e gestor de carteira da Kapitalo Investimentos, e Daniela Costa-Bulthuis, gestora de carteira na Robeco, analisarem o que o cenário econômico atual e quais, na visão deles, são as melhores ideias de investimentos.

Stuhlberger traçou um panorama desde o início da pandemia de coronavírus e destacou o período a partir de julho de 2021, dizendo que o “Brasil voltou ao inferno” e que “foi um período insano”. Ele relembrou que a crise dos precatórios, somada a todo o temor acerca do teto de gastos, fez a Bolsa de Valores sofrer uma grande queda no segundo semestre de 2021.

O gestor analisou que o Brasil está em um momento que vai se beneficiar muito das circunstâncias externas. Stuhlberger ainda ressaltou que acha que é a primeira vez que ele vê, apesar da alta de juros nos Estados Unidos, o Brasil sendo beneficiado nesse cenário. Ele também disse que acredita em um mundo mais inflacionista depois da crise de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Costa-Bulthuis abordou as opções que o investidor de mercados emergentes tem. Ela listou que na China há o risco de interferência nas empresas e a crise no setor imobiliário e de construção, a Europa Central está vivendo um momento muito arriscado devido à guerra , o Oriente Médio não apresenta tantas opções e a África do Sul tem a questão do desemprego.

Neste sentido, ela explicou que a América Latina tem mercados diversificados e com moedas líquidas. Ou seja, para a gestora, esse mercado voltou a ser o centro e o polo a se investir nos mercados emergentes em 2022. Contudo, ela fez questão de ressaltar os riscos de crises políticas, não só no Brasil.

Falando sobre o Brasil, Costa-Bulthuis explicou que o Banco Central do Brasil se antecipou aos outros em relação ao aumento da alta de taxas de juros. Ademais, o fator valuation, de acordo com a fala da gestora, com os preços dos ativos muito descontados também é um fator favorável aos investimentos no Brasil. Em outras palavras, ativos baratos, moeda com tendência de valorização, falta de opções e a conjuntura favoreceram a entrada de investimentos estrangeiros.

No fim do painel, a gestora comentou que os setores de commodities, os bancos e as empresas pagadoras de dividendos são investimentos que ela vê com bons olhos, além de dizer que não é a hora de voltar para growth.

O que é necessário para atrair investimentos em infraestrutura para 2023-26?

Ainda na parte da manhã do evento, Antônio Carlos Sepulveda, CEO da Santos Brasil, Bruno Serapião, Sócio Senior na Pátria Investimentos, e Marco Cauduro, CEO da CCR, discutiram sobre o setor de infraestrutura.

Sepulveda comentou que a área tem espaço para melhorar, principalmente na parte de regulação. Nas palavras do CEO, o Brasil é hiper regulado com um sistema que peca pelo excesso de regulação.

Em relação ao tema ambiental, Sepulveda explicou que há um anseio de países e pessoas sobre o tema. Ele falou que é um ponto indissociável a todos os projetos e que o licenciamento ambiental no nosso país não é diferente de nenhum outro.

Em suma, os três convidados falaram sobre investimentos, contratos e disponibilidade de capital atualmente.

Saiba mais: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

Sessão Especial: William Dudley, ex-Vice Chairman do Federal Open Market Committee e ex-Presidente do Fed de NY

William Dudley analisou o cenário econômico nos Estados Unidos e a participação do Federal Reserve. De acordo com ele, o Fed teve talvez quatro grandes erros.

O primeiro seria a nova política monetária adotada. “Estamos em uma situação que a política monetária precisa estar mais rígida”, disse o economista. O segundo erro é que o banco central americano estava muito preocupado em reduzir a compra de ativos. Terceiro erro foi a avaliação do mercado de trabalho. Dudley comentou que o Fed não considerou que a pandemia resultaria em um mercado mais rígido. O quarto, e último, erro foi considerar a inflação transitória. Ele afirmou que está “bem confiante” que a política monetária vai ser apertada nos próximos meses.

Em relação à guerra na Ucrânia, Dudley pensa que os Estados Unidos estão em um lugar melhor do que os outros países. Sobre o valor das commodities, ele comentou que depende muito do que acontecer no mundo e de quanto a guerra vai pressionar os preços. 

BNDES e a Nova Economia: Os pilares do desenvolvimento sustentável 

Nos painéis da parte da tarde, Gustavo Montezano, CEO do BNDES, e Marcelo Serfaty, Presidente do Conselho do Conselho de Administração do BNDES, iniciaram os trabalhos comentando o papel do banco.

Serfaty disse que o Brasil tem a capacidade de atrair muito capital e de se reinserir nas cadeias globais. “O BNDES pode ter papel importante na reinserção do setor privado nas cadeias globais. Vejo na guerra hoje uma oportunidade para o Brasil”, afirmou o presidente do conselho.

Já Montezano explicou que o BNDES tem um papel chave. Na opinião dele, o banco tem que atuar de forma multidimensional para descentralizar a economia, quanto mais a economia ser descentralizada mais sustentável e inovadora ela será. 

Foco em ESG: Desafios e oportunidades para produtores de commodities na era verde

Andrew Lichter, Vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo da Mobius Risk Group, e Vinicius Nonino, Diretor de Novos Negócios na Suzano, foram os responsáveis por falar sobre a agenda ESG.

Lichter disse que ele não sabe o que os governos vão fazer sobre regulamentações, mas imagina que devem haver alguns padrões de relatórios globais.

Por outro lado, Nonino afirmou que a Suzano quer ser referência em sustentabilidade a partir das iniciativas que os colocam em direção à agenda ESG. Ele também comentou que o Brasil precisa aprovar as leis do setor. Para ele, “é muito desafiador”, pois é necessário ver com uma perspectiva local de interesses políticos. “Enquanto olharmos com esses olhos será difícil avançar”, finalizou.

O renascimento das juniors E&Ps no Brasil

O penúltimo painel do dia teve a presença de Décio Oddone, CEO da Enauta e ex-Diretor da Agência Nacional do Petróleo, e Ricardo Savini, CEO da 3R Petroleum.

Oddone comentou sobre a onda de vendas dos ativos da Petrobras e disse acreditar que vamos ter um mercado secundário desses ativos da estatal.

Savini explicou que o momento das empresas juniores e majors são diferentes. Falando sobre a 3R, ele falou que estão em um momento quase embrionário e, por isso, é difícil falar sobre pagamento de dividendos. “É o momento de pagar a Petrobras pela compra dos ativos. É prematuro discutir sobre dividendos”, falou o CEO.

Eleições 2022: Visão de consultores políticos e instituto de pesquisa

Para finalizar o primeiro dia de evento, o último painel, com duração de 1h30, recebeu Chris Garman, Diretor-Executivo para as Américas da Eurásia Group, Fernando Abrucio, Consultor Político, Luciano Dias, Consultor Político e Sócio da CAC, e Márcia Cavallari, CEO da IPEC.

Os analistas falaram sobre o que esperam para as eleições deste ano e como os candidatos devem se comportar durante a corrida eleitoral. Garman destacou que há dois candidatos, Lula e Bolsonaro, “com credenciais ante sistemas muito fortes”. 

Ademais, para Abrucio, essas eleições não serão como as de 2018. Isso pois naquela época o tópico era corrupção, mas, atualmente, o tema mais forte é o bem-estar da população. O consultor ponderou que a principal característica dessa eleição é o plebiscito sobre o bolsonarismo. “O grande ponto é olhar para o governo Bolsonaro, avaliar e votar”, comentou.

Por fim, Cavallari disse que, no decorrer da corrida eleitoral, Lula pode perder quantidade de votos porque pode resgatar o que já aconteceu em outros mandatos. Bolsonaro, contudo, tem chance de crescer. “É comum vermos os governantes melhorarem ao longo da campanha”, finalizou.

___________________________________________________________________________________

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.

Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.

____________________________________________________________________________________

Clique aqui para ler outros conteúdos Portofino Multi Family Office.

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

Esfera BR | Daniella Marques e Pedro Guimarães

por danielbarbuglio | 1 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

Tempo de Leitura: 5 min

Família Portofino,

Na quarta-feira, 30 de março, participamos de um jantar da Esfera Brasil com a presença do Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, e Daniella Marques, Secretária do Ministério da Economia.

“É como desarmar 50 bombas fiscais”

Marques começou a conversa falando sobre a sua trajetória e como chegou no ministério. Ela explicou que já havia trabalhado com o ministro Paulo Guedes no setor privado antes da vida pública e então foi chamada para a Economia no fim de 2019.

A secretária descreveu seu trabalho como assessora de assuntos estratégicos e disse: “É como desarmar 50 bombas fiscais e egos diariamente”. Ela ainda disse que, com a troca do ministro da Casa Civil, quem articulava no Poder Executivo e Poder Legislativo eram ela e Paulo Guedes, situação a qual descreveu como “desafio enorme”.

Efeito da Covid-19

Sem deixar de mencionar o impacto que a pandemia de coronavírus teve nos planos da pasta, Daniella explicou que a crise atrapalhou todos os projetos do ministério e ressaltou ser difícil achar um equilíbrio entre a saúde e a economia, “principalmente em um país de terceiro mundo”.

Contudo, apesar das dificuldades enfrentadas no período, Marques destacou que conseguiram aprovar marcos e leilões e digitalizaram boa parte dos processos burocráticos no Brasil, dando mais liberdade aos cidadãos.

Reformas e cenário econômico

Na parte final de seus destaques, a secretária mostrou-se contente com o que vem fazendo nos últimos tempos. Ela disse que sabe que ainda faltam algumas reformas, como a Administrativa e a Tributária, e admitiu que não será possível aprová-las nesse ano.

Ademais, ela disse que os economistas vão errar nos cálculos do crescimento do Brasil, pois o emprego, segundo Marques, vai voltar forte. Para defender sua linha de raciocínio, ela mencionou os dados do Caged, que vieram quase 100 mil novos empregos acima da projeção.

Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos

Pedro Guimarães e a “limpeza” na Caixa

Guimarães começou sua participação no jantar falando sobre a “limpeza” que fez quando entrou na Caixa Econômica Federal no início do governo. Ele relembrou que o banco não tinha um presidente, mas sim era comandado por cinco partidos que tinham até 13 vices-presidentes representando eles, e falou que trocou 49 dos 50 diretores. 

Ele ainda citou o caso em que a Polícia Federal achou R$ 50 milhões em espécie dentro do apartamento de um deles.

“O maior banco de crédito do hemisfério sul”

Falando um pouco mais sobre a Caixa Econômica, Guimarães afirmou que ela é “o maior banco de crédito do hemisfério sul” e ressaltou a importância da instituição ser estatal, comparando com o Itaú e o Bradesco, que fecharam 500 agências, enquanto a Caixa abriu 300.

Ao analisar o período da pandemia, o presidente disse que o momento ajudou a digitalizar o banco e diminuir os processos burocráticos. Em tempo, também comentou sobre o auxílio emergencial, que conseguiu entregar o benefício para mais de 60 milhões de brasileiros.

Em 2019, de acordo com Guimarães, eles tiveram R$ 20 bilhões de lucro. Já em 2021, esse valor foi de R$ 17 bilhões. Ele explicou que no ano passado abriu milhares de frentes no banco e lucrou um pouco menos, porém ficou contente pelo mérito da estatal.

“A Caixa foi o banco que mais emprestou microcréditos no Brasil. 3 milhões. Sabe quanto foi que o segundo maior banco emprestou? Zero”, disse Guimarães para destacar a capilaridade e capacidade da Caixa em atingir os brasileiros e, principalmente, os mais necessitados.

O foco deles agora é disponibilizar mais de R$100 bilhões de créditos voltados para o agronegócio.

Open finance e a meritocracia

Na opinião do presidente do banco, o open finance vai conseguir mostrar que a taxa da Caixa é a menor do Brasil entre os bancos e vai sempre conseguir bater a taxa dos outros. Além disso, mencionou também a importância da meritocracia na Caixa. Disse que antes tinha quase 0% de mulheres trabalhando e hoje são 28%. 

Por fim, ele finalizou mostrando que se ano que vem entrar um governo diferente, a Caixa poderá voltar a ser como era antes e todo o trabalho dele poderá ter sido em vão. Pediu também para que os brasileiros valorizem a estatal, pois o trabalho dela é essencial para a sociedade brasileira.

Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

« Entradas Antigas
Próximas Entradas »

Posts recentes

  • A sua próxima taça de vinho pode vir do fundo do mar
  • CEO Conference 2026 | BTG Pactual – Dia 2
  • CEO Conference 2026 | BTG Pactual – Dia 1
  • Nova proposta de Imposto sobre Grandes Fortunas
  • A Groenlândia no centro da crise geopolítica. Os EUA arriscam as relações pela a ilha

11 2592 4484

info@pmfo.com.br

INFORMAÇÕES REGULATÓRIAS E POLÍTICAS DE OPERAÇÃO.

CANAL DE DENÚNCIAS

CANAL DPO

DISCLAIMER

  • Investimentos
  • Investimentos Internacionais
  • Wealth Planning
  • Real Estate
  • Fusões e Aquisições
  • Esportes, Artes e Entretenimento
  • Nossos escritórios
  • Portofino On
  • Imprensa
  • Trabalhe conosco
  • Contatos
  • Seguir
  • Seguir
  • Seguir