por danielbarbuglio | 25 maio 2022 | Multi Family Office, Family Office
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Família Portofino,
Nesta quarta-feira (25), participamos de um café da manhã, evento promovido pela RPS Capital, com o vice-presidente da República Hamilton Mourão.
Confira a seguir alguns dos principais assuntos abordados no encontro.
Aquecimento global
Dentre os assuntos discutidos, o vice-presidente foi questionado sobre a questão do aquecimento global. Mourão destacou que se o Brasil encerrar o desmatamento já entrega o compromisso de redução de emissão de carbono. “Acabar com o desmatamento é fácil, o difícil é a manutenção”, afirmou ele.
Crise global
A respeito da crise que o mundo todo vive, o ex-militar comentou um pouco sobre a guerra que acontece no leste europeu. Na opinião dele, a Ucrânia se preparou para esse conflito desde a invasão da Crimeia, com o ocidente já auxiliando o país com armas de última tecnologia. Ademais, ele disse não haver um indicativo para o fim do conflito.
Mourão abordou mais dois tópicos referentes à crise mundial. Ele comentou sobre os superciclos de manutenção de poder, tanto na Rússia quanto na China, que querem ficar até 2035 no poder. Além disso, ele também falou da dificuldade que o lado democrático tem em meio a enorme guerra de versões e disputas culturais.
Saiba mais: Conheça e tire suas dúvidas em nosso guia sobre Family Offices e Multi Family Offices
Dificuldades do Brasil
Trazendo a conversa para o território nacional, o vice-presidente comentou sobre dois pilares: fiscal e produtividade. No âmbito fiscal, ele disse que a reforma da previdência precisará voltar daqui a 5 anos. Complementou também falando que tem que ser aprovada uma reforma administrativa, que já está muito bem formulada e só precisa de empenho político.
No lado da produtividade, para Mourão o primeiro passo é a reforma tributária com um IVA, trocando do imposto do consumo para a renda. Ainda conforme o general da reserva, o segundo passo tem que ser via infraestrutura
Eleições 2022
Por fim, Mourão falou sobre as eleições presidenciais de 2022. Segundo ele, até o meio do ano Bolsonaro deve empatar tecnicamente com Lula. Dessa forma, ele diz não acreditar em terceira via e que as eleições serão acirradas.
O vice-presidente fez questão de ressaltar que não há nenhuma possibilidade de golpe. “Não há espaço na política global para isso. Teríamos sanções ao estilo das que estão ocorrendo na Rússia”, finalizou.
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Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.
Somos um multi family office independente, de plataforma aberta, mas não estamos isolados.
Podemos gerenciar os seus investimentos em qualquer instituição financeira custodiante no Brasil e no exterior, consolidando as suas posições e cuidando para que a seleção dos ativos utilizados em suas carteiras não tenham nenhuma intermediação, com relatórios mensais integrados para lhe fornecer uma visão global do seu patrimônio.
Nosso trabalho é alinhado exclusivamente aos seus objetivos, sem conflitos de interesses.
Imagem em destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil
por danielbarbuglio | 24 maio 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office
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Em jantar realizado na última segunda-feira (23), pela Esfera Brasil, Nelson Marconi, assessor de Ciro Gomes na área econômica, compartilhou com empresários sua opinião sobre a política de preços da Petrobras, reformas e as prioridades do governo do candidato à Presidência.
O caso Petrobras
“Esse é um assunto que ninguém tem escapado de responder”. Marconi foi questionado sobre como a Petrobras pode melhorar o “controle” de preços e respondeu que ela deveria focar mais no refino, além de incentivar outras empresas a voltarem a refinar o petróleo para o país ficar próximo de ser autossustentável. Em complemento, ele comentou que a estatal precisa ser sustentável, no mínimo, pelos próximos 20-30 anos.
Sobre a companhia, o economista também foi indagado sobre a privatização da mesma. Na opinião de Marconi, ele não julga que a solução é continuar como está, ou seja, uma parte com capital aberto e outra pública. Neste sentido, ele argumentou que não podemos vender uma empresa com uma atividade tão importante como essa 100% focado no lucro. Ademais, incluiu a Eletrobras nesse argumento, mas fez questão de ressaltar que gostou muito do marco do saneamento, por exemplo, e irá estimular a continuidade de outras privatizações.
Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos
Reformas em pauta
- Administrativa: a respeito da reforma administrativa, Marconi disse que não precisa criar reformas do zero, pois, segundo ele, existe uma reforma parada na Câmara dos Deputados desde 1999 devido a uma grande resistência. Ele completou explicando que não apoia a meritocracia individual, mas, sim, em grupos e órgãos, o que seria fundamental para uma melhora no desempenho dos prestadores.
- Trabalhista: “não tem que voltar para CLT de antes”, falou o economista, que completou afirmando que o mais importante são os mecanismos para negociar. Ele ainda destacou que os encargos trabalhistas são muito altos, portanto é “essencial” mudar isso.
- Tributária: nesse caso, Marconi se mostrou favorável a tributação de dividendos, lembrando que a Eslovênia é o outro único país que não taxa os proventos, além de defender a taxação de grandes fortunas. Entre outros assuntos, o economista falou em subir a tributação dos estados sobre herança, mas foi discutido no grupo de participantes que isso é algo do estado e não do Governo Federal e que Ciro Gomes pode perder poder político entrando em uma discussão que acaba não refletindo em algo que seria do escopo dele.
Banco Central e teto de gastos
Nelson Marconi também foi indagado sobre o que pensa a respeito da autonomia do Banco Central, a qual ele se diz contra. Ele diz acreditar que o Banco Central acaba fazendo uma política monetária que é um grande driver do presidente da República. Em suma, ele respeita a autonomia operacional, mas não a administrativa. “O BC faz política econômica e é um braço muito importante de qualquer governo. O presidente da República tem que ter autonomia para escolher um presidente do Banco Central alinhado com ele”, analisou.
Quando perguntado sobre o teto de gastos, ele disse que concorda, mas vai deixar os investimentos fora do teto, pois é algo fundamental para o crescimento e desenvolvimento do país.
Campanha de Ciro Gomes
Cada vez mais perto das eleições, Marconi teve que responder quais as prioridades do governo Ciro. O economista citou que a criação de emprego, saúde e educação são os principais pontos.
Por fim, encerrou sua participação elogiando Ciro Gomes, dizendo que o que ele fez para o Ceará foi incrível e que a parte da educação é algo que ele quer replicar para o Brasil. Inclusive, cutucou o PT ao falar que Ciro se desvinculou do partido faz tempo, porque não concorda com a corrupção da sigla e desafiou achar algum problema de corrupção do candidato. “O foco principal é melhorar a produtividade do Brasil, não por decreto, e sim criando uma situação para o país crescer e prosperar”, finalizou o economista.
Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela iniciativa EsferaBR e Portofino MFO.
Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
por danielbarbuglio | 12 maio 2022 | Multi Family Office, Family Office
Para ler a matéria no portal Gazeta do Povo, clique aqui.
Com escritórios montados em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Nova Iorque, a Portofino Multi Family Office abriu recentemente uma sede em Curitiba. A empresa é especializada em gestão financeira de famílias milionárias ou de alta renda, e oferece produtos e serviços para diferentes realidades patrimoniais.
Em entrevista à Gazeta do Povo, a CEO da Portofino, Carolina Giovanella, explicou que a empresa surgiu da necessidade da própria família em gerir seu patrimônio. A maior dificuldade, apontou, era encontrar soluções que atendessem os interesses da família, e não só do banco ou da corretora contratada.
“Nós nascemos de uma maneira muito genuína, e nós temos um nível de empatia muito grande com os nossos clientes. Nós somos resultados das dores que sentíamos nesses relacionamentos permeados por conflitos de interesses com bancos e corretoras. No modelo que nós podemos chamar de padrão, o foco é no produto, que é o que esses tentam vender a todo custo, seja ou não indicado para aquele perfil de investidor. No modelo dos Family Offices, o foco é na família, para a qual será montado um plano exclusivo”, explicou.
Empresa atende clientes com patrimônio a partir de R$ 1,5 milhão
Prestes a completar uma década, a Portofino agora conta com um quadro com mais de 80 especialistas em investimentos dentro e fora do país. Em sua carteira, a empresa tem mais de R$ 12,5 bilhões de ativos em gestão junto aos mais de 500 clientes – pessoas, famílias e empresas. De acordo com a CEO, os serviços da Portofino podem ser contratados por clientes com um patrimônio mínimo de R$ 1,5 milhão, um dos menores valores do mercado – para aproveitar toda a experiência da empresa, reforça, o indicado é ter uma realidade patrimonial a partir de R$ 5 milhões.
A chegada da Portofino a Curitiba, definiu Giovanella, vem ao encontro do potencial identificado na região. De acordo com a CEO, o objetivo é atingir não só clientes na capital do estado, mas também no interior. “O interessante é que quando a gente investe junto com o cliente, nós buscamos o ganho junto a esse cliente. Se a família tiver prejuízo, nós teremos perdas também. É a principal diferença do modelo convencional, onde o cliente pode até ter prejuízo, mas a comissão dos operadores vai estar garantida. Nós pensamos com a cabeça do novo, descartando tudo o que for mais ou menos e buscando sempre o ótimo”, concluiu.
Diferenciais incluem transparência e condições exclusivas
Giovanella deu mais detalhes sobre os diferenciais de um Multi Family Office frente às opções tradicionais no mercado de investimentos. Segundo ela, são três os pilares de atuação da empresa: foco no cliente, transparência e acesso a produtos com condições exclusivas. A primeira característica, comentou a CEO, assemelha o trabalho dos consultores da empresa ao de um médico de confiança da família.
“Hoje, quando a gestão de patrimônio é feita diretamente em um banco, há todo um ambiente de eventual potencial conflito de interesses, o foco é todo voltado para o produto que o banco quer vender, seja ele indicado para aquele cliente ou não. Para quem já tem muitos imóveis dentro do portfólio, não é necessário investir em fundos imobiliários, por exemplo. Nós temos esse cuidado de diversificar a carteira, e não buscar algo que só seria interessante para a nossa empresa. Os Family Offices são como aquele médico de confiança da família. Somos os gestores de investimentos de confiança da família”, comparou.
Sobre a transparência junto aos clientes, Giovanella argumenta que a Portofino, diferente de outros players do mercado de investimentos, não possui produtos próprios. Segundo a CEO, assim tanto os analistas quanto os clientes têm mais liberdade para adequarem suas necessidades aos mais diversos produtos oferecidos pelo mercado – inclusive investimentos fora do país. Entre os pontos destacados por ela está a possibilidade de que ganhos não previstos nos investimentos voltem para os clientes.
Cashback para os clientes
“Só no ano passado, nós devolvemos mais de R$ 6 milhões em cashback aos nossos clientes. São benefícios que podem acontecer em algumas aplicações, mas que em 99% das vezes acabam sendo incorporados nos ganhos dos bancos e das corretoras. E nós devolvemos isso em benefício dos clientes, tudo para manter essa relação de transparência. O cliente nos remunera e sabe exatamente quanto a gente ganha. Se houver qualquer ganho que não seja pago pelos nossos clientes, temos o dever contratual de devolver”, confirmou.
Por fim, a CEO reforça que os clientes da empresa conseguem benefícios exclusivos que, de outra forma, seriam praticamente inacessíveis. Giovanella explicou que a atuação da empresa retira os intermediários do meio das negociações, e permite que os clientes tenham acesso a produtos financeiros “no atacado”.
“Nossos clientes se tornam pessoas unidas para, de certa forma, tirar esses intermediários do mercado de investimentos. Hoje, um ativo como renda fixa no mercado padrão, quando chega ao canal de varejo, vem com taxas piores do que aquelas que seriam obtidas pelos próprios bancos nos canais de atacado. Nós tiramos esses intermediários e levamos nossos clientes direto à possibilidade de adquirir esses produtos com as mesmas condições de atacado”, explicou.
por danielbarbuglio | 6 maio 2022 | Family Office, Mídia, Multi Family Office
Este é um resumo com as principais notícias e conteúdos da Portofino Multi Family Office, confira:
Portofino vê oportunidade para ganho real em mix de papéis pós-fixados com indexados à inflação
- Em entrevista ao veículo Valor Econômico, Eduardo Castro (CIO) comentou sobre o momento de pressão inflacionária, tanto no Brasil quanto no exterior;
- Neste sentido, Castro acrescentou o impacto que o conflito entre Rússia e Ucrânia tem nessa questão, além do novo surto de Covid-19 na China;
- Edu ainda explicou um pouco sobre a posição da Portofino, falando que a recomendação da gestora foi a redução de alocação na renda variável e aumento na renda fixa.
Link para a análise completa:
https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/05/05/portofino-v-oportunidade-para-ganho-real-em-mix-de-papis-ps-com-indexados-inflao.ghtml
Renda fixa domina com alta de juros, mas inflação pode ser ‘pegadinha’ para investidor
- Após as decisões do Banco Central do Brasil e do Fed (banco central americano) de aumentarem as taxas de juros de suas respectivas economias, o CIO da Portofino, Eduardo Castro, falou ao Valor Econômico como esse movimento afeta as carteiras;
- Em sua participação na matéria, Edu ressaltou o fato de os países emergentes, como o Brasil, terem antecipado o início do aperto monetário e para o brasileiro esse “gap” abriu oportunidade para investir com risco doméstico;
- Sobre teses de investimentos, o nosso Executivo-Chefe de Investimentos falou sobre as aplicações em bolsa, que ele afirmou que a sugestão é ter posições menores e mais defensivas.
Leia a matéria completa:
https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/05/06/com-alta-de-juros-no-brasil-e-nos-eua-renda-fixa-domina.ghtml
Portfólio: Selic a 12,75% exige maior busca por prêmio na renda fixa, mas bolsa deve sentir pouco
- Thomás Gibertoni, gestor de portfólio da Portofino Multi Family Office, fez uma avaliação geral das taxas de títulos de crédito privado mais interessantes do momento;
- Além disso, Gibertoni também analisou o comunicado do Banco Central, o qual ele caracterizou como “hawkish“.
- “O Copom deixa a porta aberta para um aumento além da próxima reunião, o que o mercado ainda não coloca na conta, que pode fazer com que as curvas de juros ‘abram’ mais do que elas estão hoje”, explicou Gibertoni.
Veja a matéria:
https://br.investing.com/news/economic-indicators/copom-tom-duro-e-possiveis-altas-adicionais-da-selic-chamam-atencao–de-analistas-996949
Estrangeiros de saída? Capital externo da B3 fica negativo em abril
- Analisando a queda da entrada de capital estrangeiro no Brasil, Thomás Gibertoni analisou que o período de maior entrada de estrangeiros já tenha ficado para trás;
- “O estrangeiro, que estava sustentando a alta da bolsa brasileira nos últimos meses, parou de segurar”, disse Thomas Gibertoni, gestor de portfólio da Portofino Multi Family Office.
Confira o conteúdo completo:
https://exame.com/invest/mercados/fluxo-de-estrangeiros-chegou-ao-fim-bolsa-perde-capital-externo-em-abril/
por danielbarbuglio | 28 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office
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Família Portofino,
Em jantar realizado nesta quarta-feira, 27, pela Esfera Brasil, Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, compartilhou com empresários os avanços em sua gestão nos últimos três anos.
A nova realidade ESG
Montezano iniciou o jantar contando como chegou ao comando do BNDES. Ele relembrou que na época estava morando em Londres e percebeu, enquanto analisava o mercado, o aumento da procura por ativos ESG. Neste sentido, quando foi avaliar o Brasil, ele percebeu o potencial que o país teria e o quão pouco se falava sobre isso. Assim, por acreditar que seria a próxima sacada, ele decidiu voltar para o Brasil.
Além disso, ele comentou também da mudança em relação a focar em empresas pequenas e médias e usou muito a expressão “banco tridimensional”, ou seja, quando você se preocupa com a parte Social, Ambiental e Infraestrutura do país. Segundo o presidente, é para isso que o BNDES serve.
Mudança energética
Ademais, ele ressaltou a importância da transição energética. Sobre o tema, Montezano comentou que qualquer instituição tem um departamento para cuidar disso, seja para rodovias, portos, estradas, exportações, indústria e agropecuária.
Ele destacou que é preciso aprender sobre o clima e mensurar os impactos dos financiamentos e projetos. Ainda nesse assunto, o presidente do BNDES explicou que às vezes os gastos são um pouco mais altos, porém é em detrimento de ter um rendimento melhor no futuro. Completou dizendo que isso é uma tendência irreversível, pois gera vantagem competitiva.
No campo da energia limpa, ele também dedicou um tempo do jantar para falar sobre crédito de carbono. Montezano disse que essa seria uma iniciativa do banco para financiar projetos relacionados ao mercado livre de energia e lembrou que o BNDES é o terceiro maior financiador de energia limpa do mundo e o maior estruturador de concessões ambientais. Para fechar esse tema, finalizou afirmando que o foco é a transformação do setor energético brasileiro.
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Volta por cima
Em um dos últimos assuntos debatidos no evento, Montezano comentou sobre o trabalho na recuperação da imagem do BNDES e disse que o banco está preparado para responder a questionamentos que podem voltar durante as eleições presidenciais deste ano.
“Implementamos uma mudança cultural no BNDES, que era um banco fechado, com medo de se expor. O banco apanhou muito em sua reputação e não vou entrar em meandros jurídicos. Mas até hoje nenhuma irregularidade foi verificada”, destacou Montezano.
O presidente do banco aproveitou para falar sobre a importância do trabalho público-privado nos últimos anos, principalmente depois das mudanças regulatórias, como saneamento e aeroportos. Na visão dele, isso traz otimismo sobre novos investimentos. Em adição, disse que o Brasil tem muito espaço de evolução no quesito, pois quando comparado com os países vizinhos, como Chile, Peru, Colômbia e México, estamos muito atrás.
Por fim, para ele, a prestação contínua de contas à sociedade transformou a imagem do banco, que hoje trabalha com a lógica de projetos, com visibilidade para a sociedade brasileira.
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Esta é uma iniciativa Portofino Multi Family Office e EsferaBR com o propósito de fomentar o diálogo entre políticos e empresários brasileiros. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir a todos os lados, neutro e não partidário.
por danielbarbuglio | 19 abr 2022 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office
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Família Portofino,
Na segunda-feira, 18 de abril, participamos de um almoço da Esfera Brasil com Guido Mantega, ex-ministro da Economia nos governos Lula e Dilma Rousseff e nome cotado para assumir a pasta em caso de eleição do ex-presidente.
O Estado em questão
Logo em sua primeira fala no almoço, Mantega ressaltou a importância do Estado no desenvolvimento do Brasil. Ele disse que observou o presidente Jair Bolsonaro trabalhar em direção às privatizações, imaginando que iria “chover investimentos”. Porém, segundo o ex-ministro, não foi isso que aconteceu.
Na opinião dele, quando o país está em crise o investimento não vem. Ele complementou explicando que não é contra as privatizações, mas que em alguns pontos é necessário o trabalho em conjunto e em outros a predominância do Estado.
Petrobras em pauta
Na esteira das privatizações, não demorou muito para o assunto chegar até a Petrobras. Um dos temas de maior discussão atualmente e de grandes implicações na corrida eleitoral, Mantega rapidamente questionou: “Qual a vantagem de privatizar a Petrobras?”. Em resposta, argumentou que a empresa “seria um oligopólio que na mão da iniciativa privada iria focar somente no lucro”. Ele ainda destacou que os preços poderiam estar mais altos e que são eles que direcionam a bússola para a crise que enfrentamos.
Ademais, afirmou que empresa pública tem que ser eficiente, mas ponderou que não precisa do lucro astronômico que teve no ano passado. O economista comentou sua posição dizendo que as empresas ligadas à holding acabavam atrapalhando. Por outro lado, relembrou que as mesmas já foram vendidas e que não vê necessidade de privatização.
Ainda sobre a estatal, ele disse acreditar na importância da empresa por trabalhar com a “commodity mais sensível do mundo”. Encerrando o debate a respeito do tema, o ex-ministro explicou que a sugestão dele para a alta dos preços dos combustíveis seria fazer como a Noruega e criar um fundo estabilizador, o qual, segundo ele, não funcionaria para controlar os preços, mas sim para controlar as grandes variações.
Teto de gastos: sim ou não?
Mantega disse que é contra. Ele comentou que acredita em uma âncora fiscal para controlar os custos, contudo argumentou que isso não pode limitar os investimentos no Brasil. Neste sentido, ele explicou que “investimento não é gasto” e que estamos atrás de muitos países vizinhos em questão de infraestrutura. Apesar de ser contra, ele afirmou que vai trabalhar para manter o teto de gastos, porém irá tirar o investimento da equação.
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Reforma Tributária x Reforma Trabalhista
No campo das reformas, ele começou falando sobre a tributária. Sobre ela, o economista falou que não existe a Reforma Tributária perfeita, mas existe a boa. Ele relembrou que tentou duas vezes, em 2004 e 2008, realizar a reforma, mas esbarrou na dificuldade de diálogo.
Ele disse que o foco principal teria que ser para alimentar a produtividade com foco nos setores produtivos do país. Adicionou também que acha errado a tributação atual ser focada em consumo e, para ele, a ideia teria que ser taxar grandes lucros ou fortunas, chegando em um ponto de equilíbrio.
No caso da Reforma Trabalhista, Mantega analisou que terá reajustes, pois é uma lei antiga que precisa de formulação. Ele falou que sabe que é necessário facilitar a geração de emprego. Sendo assim, explicou que programas como Minha Casa Minha Vida são exemplos de como um projeto público envolve construtoras privadas, que estimulam a economia.
Chapa Lula-Alckmin
Alvo de muita polêmica, a união entre Lula e Geraldo Alckmin, na visão de Mantega, terá um grande peso para focar no centro. Além disso, ponderou que as falas de Lula pró-sindicato são mais emocionais, mas, caso eleito, pensa que o governo será um centro-esquerda.
Banco Central, Campos Neto, Pedro Guimarães e a pandemia
Ao ser perguntado sobre a atuação de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, o ex-ministro disse que os dois estão fazendo um bom trabalho de forma geral, mesmo achando que o Campos Neto não deveria ter baixado os juros para 2%, mas admitiu que dentro da crise você só descobre o exagero quando ela melhora.
Agora, no aumento da taxa de juros, acredita que o presidente do BC também subiu um pouco de forma exagerada, e que como não temos uma demanda de inflação, não precisaria aumentar tanto. Contudo, ressaltou que foi um bom gestor.
Estratégia do PT
Já na parte final do almoço, Guido Mantega foi questionado sobre qual seria a estratégia do PT. Em meio a dedução de ser estatista, ele afirmou “não é estatista, e sim desenvolvista”. Ele ressaltou que o capitalismo retardatário (o Brasil chegou depois em um mundo já capitalista), precisa do Estado para acelerar.
Por fim, reconheceu que dentro do partido tem extremistas, contudo não é o Lula que dá essa orientação. “O Lula de hoje é o mesmo de 2002. O foco dele é conciliar e estimular o diálogo”, finalizou Mantega.
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