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O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

por danielbarbuglio | 15 fev 2022 | Fundos de Investimentos, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Planejamento, Wealth management

Todo bom investidor deveria parar alguns minutinhos do seu dia para conhecer o fundo exclusivo. Afinal, a personalização desse investimento somado aos seus inúmeros privilégios pode fazer toda diferença na hora de o seu patrimônio se multiplicar.  

Não por acaso, esse fundo de investimento vem se consagrando e se tornando um dos preferidos entre os investidores espalhados por diversas partes do mundo e que possuem patrimônios elevados.

Então, para que você possa entender como funciona o fundo exclusivo, quais são os seus benefícios e se ele é realmente a melhor opção de investimento para você, preparamos este conteúdo! Continue a leitura e descubra como aumentar os seus bens!

O que são fundos exclusivos?

Os fundos de investimentos exclusivos, ou simplesmente fundos exclusivos, consistem em modalidades de investimento destinadas a um único cotista. Isso quer dizer que eles são exclusivos, como o próprio nome já diz.

Assim, em sua estrutura, eles são exatamente como os fundos tradicionais do mercado. No entanto, a sua diferença se pauta justamente no fato de eles terem apenas um investidor e, é claro, de contarem com uma personalização.

Nesse sentido, todas as características de um fundo exclusivo são personalizadas e estão alinhadas com o perfil e os objetivos de seu único investidor.

Convém mencionar que, nessa modalidade de investimento, é necessário ter uma reserva elevada de capital. Os fundos exclusivos são ideais para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões, pois esse é o valor mínimo para aporte. 

Diferenças entre fundo restrito e fundo exclusivo

Em razão da semelhança entre ambos, muitos investidores confundem o fundo restrito com o fundo exclusivo. Entretanto, são modalidades que apresentam distinções referente à quantidade de cotistas suportada.

Enquanto o fundo exclusivo é direcionado para apenas um cotista, como já mencionado, o fundo restrito pode contar com mais de um, desde que essas pessoas possuam relações entre si, seja essa profissional, familiar ou afetiva.

Convém mencionar ainda que a modalidade de investimento restrito é indicada para um grupo empresarial ou familiar de até 20 pessoas, na qual uma delas deve ser escolhida para realizar a gestão do fundo.  

o que são fundos de investimentos exclusivos

Como funciona um fundo exclusivo?

O fundo exclusivo tem a mesma estrutura e funcionamento que um fundo tradicional. A única diferença é que não poderão entrar outros cotistas, obviamente.

Nesse sentido, esse fundo deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Ambas são instituições responsáveis por regular o mercado financeiro.

Além disso, para que o fundo exclusivo possa se constituir, é necessário que o cotista tenha qualificação, isto é, que seja um investidor profissional.

Outra importante premissa é que o cotista encontre profissionais/instituições capacitados para administrar e gerir os recursos do seu fundo e viabilizá-lo. Assim, são necessários:

  • Administrador: instituição financeira que organiza o fundo para que ele funcione em consonância com as normas necessárias.
  • Gestor de recursos: instituição que define onde os recursos serão aplicados e os movimenta, sempre de acordo com as estratégias adotadas junto ao investidor.
  • Custodiante: instituição que garante que os ativos do fundo estejam seguros.
  • Auditor independente: empresa ou profissional capacitado responsável por auditar as operações contábeis do fundo.

Quando o fundo exclusivo já estiver constituído, então o investidor poderá solicitar ao seu gestor que aplique o capital em qualquer ativo que seja de seu interesse. 

Custos para abertura

Para abrir um fundo exclusivo é necessário um aporte inicial de, no mínimo, R$10 milhões.  Por isso mesmo, essa é uma modalidade de investimento indicada para quem possui uma quantidade considerável e elevada de patrimônios.  

como funciona fundo exclusivo

Quais os tipos de fundos exclusivos?

Basicamente, os fundos exclusivos se dividem em dois principais modelos: abertos e fechados. Eles apresentam diferenças com relação à incidência no imposto de renda, prazos para resgate, entre outras questões que veremos adiante!

Abertos 

Nos fundos exclusivos abertos, tanto as aplicações quanto os resgates podem ser feitos em qualquer ocasião pelo cotista.

Além disso, há o come-cotas semestralmente e alíquotas regressivas de imposto de renda, ambas com exceção para os fundos de ação. Vale dizer que o seu prazo de vigência é indeterminado e que não é permitida a transferência de cotas. 

Fechados 

Com a aprovação da Lei nº 14.754 de 2023, a partir de 2024, existe a incidência do come-cotas semestral de 15% IRPF, nos meses de maio e novembro de cada ano, para fundos de longo prazo. Em relação a resgates e aportes, há a limitação de dois resgates e aportes por ano.

Além disso, esse fundo possui um prazo determinado de encerramento, que pode, no entanto, ser prorrogado caso seja da vontade do investidor. Convém mencionar ainda que a transferência de cotas é permitida por meio de termo de cessão. 

Quais os principais benefícios?

Graças à exclusividade e personalização presentes no processo, o fundo exclusivo apresenta inúmeros benefícios para o investidor que decide apostar nessa modalidade de investimento.

Listamos todas essas vantagens abaixo para que se torne possível visualizá-las e descobrir se esse fundo atende às suas expectativas.  

Governança

A governança é um dos principais benefícios conferidos pelo fundo exclusivo. Afinal, o cotista tem completo controle quanto à operação do seu investimento. Inclusive, cabe destacar que é possível contar com relatórios individualizados.

Naturalmente, esse poder e controle do investidor sobre o fundo de investimento permite que ele participe ativamente da sua gestão e tenha total segurança quanto à transparência dos processos e trâmites envolvidos.  

Blindagem patrimonial

Uma outra vantagem que também vale ser destacada é a blindagem patrimonial, que está totalmente interligada à governança e à gestão individual do fundo.

Isso quer dizer que, como tudo no investimento será feito pensando apenas nos resultados do único acionista, é possível encontrar as melhores maneiras de proteger e ampliar o seu patrimônio.

E sabe-se que proteção e segurança são questões almejadas por todo investidor, não é verdade? 

Sucessão

O fundo exclusivo também pode ser uma excelente oportunidade de otimizar o planejamento sucessório. Isso porque esse investimento permite que o cotista faça transferências diretas para os seus herdeiros. Basta definir quantas cotas cada um herdará.

O interessante é que, enquanto estiver vivo, o investidor continua mantendo o direito de usufruto do seu fundo de investimento, mas com a tranquilidade de que a sua vontade será cumprida na sua ausência. 

Eficiência tributária

Com relação à tributação, o fundo exclusivo também se mostra consideravelmente vantajoso quando comparado a outros tipos de investimentos.

Em primeiro lugar, porque esse fundo é isento de imposto de renda nas movimentações internas. Ou seja, os recursos podem ser migrados de um ativo para o outro dentro do fundo sem que impostos ou custos adicionais incidam sobre o patrimônio.

Mas, além disso, outro grande benefício é que o fundo exclusivo gera um novo CNPJ. Dessa forma, o investidor consegue se aproveitar de outras vantagens tributárias oferecidas para pessoa jurídica. 

Gestão de Investimentos Integrada

Um último benefício que podemos citar sobre o fundo exclusivo, porém não menos importante, é a sua característica relacionada à gestão de investimentos integrada.

Afinal, como mencionamos, esse é um investimento gerido e administrado por uma equipe de profissionais qualificados e de sua confiança.

Dessa forma, como cada um dos integrantes da equipe é especialista em uma área, a gestão do seu fundo tende a ser integrada, multidisciplinar e muito mais assertiva. Logo, os resultados também se tornam mais promissores.

como investir em fundos exclusivos

Para quem são indicados?

Os fundos exclusivos são a estratégia ideal para quem busca expandir o seu patrimônio de forma segura e não está satisfeito com as soluções mais comuns do mercado.

Em resumo, esses fundos servem para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões e que tenham horizontes de investimentos mais longos.

Portanto, essa categoria é ideal para quem já dispõe de altos valores para investir e busca algo privado, aderente unicamente aos seus objetivos.

Além disso, por desvincular o dinheiro da pessoa física para a jurídica, essa modalidade de investimento também se torna ideal para quem deseja proteger o seu patrimônio. 

Restrições de investimento em fundos exclusivos

Apesar de serem poucas, existem sim algumas restrições para o investimento em fundos exclusivos. Por isso, quem se interessou por essa modalidade, precisa ficar atento e conferir se está dentro dos pré-requisitos.

Nesse sentido, as restrições de investimento são:

  • Valor de aporte inicial precisa ser superior a R$10 milhões: quem não tiver esse valor mínimo, não consegue realizar o investimento.
  • Obrigatoriedade de arcar com outros custos envolvidos, como auditoria, custódia, CVM etc.: quem não estiver disposto a ter essas e outras despesas, não deve investir nesse tipo de fundo.
  • Contraindicações de investimento: o fundo exclusivo não é indicado para produtos que são isentos de imposto de renda de pessoa física (IRRF).

Como investir com fundos de investimento exclusivos?

Antes de investir com fundos de investimento, é sempre importante realizar algumas simulações a fim de visualizar os seus ganhos com essa modalidade.

Nesse sentido, é ideal que você leve em consideração nessa simulação:

  • Valor aplicado
  • Prazo do investimento
  • CDI projetado
  • Rentabilidade CDI
  • Giro da carteira ao ano
  • Custo anual fixo

Convém saber que no custo anual fixo do seu fundo exclusivo estão incluídos:

  • SELIC – Sistema de Liquidação
  • Custódia
  • ANBIMA
  • CVM
  • KPMG
  • B3/CETIP

E, além desses valores, existem também os gastos que variam conforme o valor líquido mensal do patrimônio, que são: administrador e gestor de recursos.

Com relação aos ativos que podem compor o fundo, saiba que eles podem ser tanto de renda fixa quanto variável. É você quem decide! Obviamente, eles vão influenciar diretamente nos valores da sua simulação.

Alguns exemplos de investimento com o seu fundo exclusivo podem ser:

  • Ações: representam uma parte do capital social de uma empresa. Podem ser ordinárias, preferenciais ou units.
  • Câmbio: investimento em moedas estrangeiras, como o dólar.
  • Títulos públicos: emitidos pelo Tesouro Nacional, podem ser classificados em prefixado, Selic ou IPCA+.
  • Títulos privados: emitidos por instituições privadas, como os bancos. Alguns exemplos são o CDB, LCI, LCA, Debêntures e COE.
  • Multimercado: investimento composto por diferentes ativos, como ações e câmbio, ou títulos públicos e ações, entre outras combinações.

Esses são apenas alguns exemplos, existem muitos outros.

Além disso, convém mencionar que os melhores ativos para investir com o seu fundo exclusivo serão orientados pelo seu gestor de recursos. No entanto, você deve participar desse processo. Afinal, essa é uma gestão integrada e compartilhada!

vale a pena investir em fundos

Vale a pena constituir um fundo exclusivo?

Se você tem um patrimônio elevado e quer muito vê-lo se multiplicar, então é claro que essa opção de investimento vale a pena!

Afinal, o fundo exclusivo é um processo que te confere segurança, blindagem patrimonial, redução dos tributos e possibilita um planejamento sucessório impecável. Tudo isso sem falar da personalização e da própria exclusividade do investimento.

Portanto, para os investidores profissionais e que têm um bom aporte financeiro, essa é uma das melhores formas para investir e ter um bom e seguro retorno financeiro.

Mas por que só vale a pena se eu tiver uma alta quantia e for um profissional da área?

Porque essa é uma modalidade que demanda um investimento elevado. São muitos custos iniciais que podem pesar no bolso de quem não tem certo aporte e estrutura financeira.

Ademais, falando especificamente da questão profissional enquanto investidor, o fundo exclusivo demanda decisões importantes e pontuais por parte do cotista, principalmente por ele ser o único integrante do fundo.

Por todas essas questões, fica claro que sim, esse é um investimento que vale a pena, mas para pessoas que se enquadram no perfil e na proposta dessa modalidade. 

Como a Portofino Multi Family Office assessora a constituição de fundos exclusivos?

Cada cliente possui demandas que exigem uma estruturação específica de seus fundos exclusivos. Por isso, profissionais especializados devem ser procurados para melhor aconselhamento personalizado de investimento.

Pensando em garantir a segurança e uma maior rentabilidade do investidor, a Portofino Multi Family Office oferece aos seus clientes assessoria completa na gestão de recursos financeiros.

Para isso, a empresa estrutura seus processos em 5 principais etapas:

1. Levantamento de informações: nessa primeira etapa compreendemos as necessidades e objetivos do cliente. Ou seja, identificamos o perfil do investidor.

2. Elaboração da política de investimento: aqui, em conjunto com o investidor, definimos as melhores estratégias para a constituição do fundo e para a movimentação de sua carteira de ativos.

3. Alocação: os recursos do investidor são direcionados para o fundo exclusivo. Em outras palavras, é nessa etapa em que ocorre a aplicação na prática.

4. Gestão: essa etapa é contínua e permanente. Isso porque realizamos o balanceamento do investimento sempre que necessário, a fim de adequá-lo ao cenário do momento e impedir que o cliente tenha qualquer perda.

5. Prestação de contas: essa etapa deve ocorrer periodicamente para que o investidor tenha um conhecimento completo de toda a movimentação que foi realizada na sua carteira de ativos e visualize melhor os seus gastos e rendimentos.

Agora que você já sabe o que é, como funciona e os benefícios do fundo exclusivo, pode ter chegado à conclusão de que esse é o investimento ideal para o seu perfil.

Se esse for o caso, entre em contato conosco para te ajudarmos a planejar e a gerenciar da melhor forma o seu patrimônio.

E caso você considere que o fundo exclusivo não é o ideal para você, mas tem dúvidas de qual seria a melhor opção, saiba que a assessoria da Portofino também pode te ajudar nessa jornada de descobertas e de sucesso!

Conte com a assessoria da Portofino para auxiliá-lo na abertura e no gerenciamento do seu fundo exclusivo!

Operações estruturadas: quando investir e como fazer?

Operações estruturadas: quando investir e como fazer?

por danielbarbuglio | 10 fev 2022 | Análise de Mercado

Você já ouviu falar em soluções estruturadas e estratégia de opções? Faz ideia de como fazer operação estruturada? As operações estruturadas são um investimento que pode trazer muitos benefícios ao investidor. 

Para que isso aconteça, é preciso estudar bastante o mercado e traçar boas estratégias. Confira a seguir o que são operações estruturadas, quando e como fazê-las!

O que são Operações Estruturadas?

É possível, em um único investimento, combinar títulos de renda fixa, operações com derivativos e ativos de renda variável? Sim. A esse investimento damos o nome de Operações Estruturadas, que combina dois ou mais ativos para negociação no mercado. 

Por isso, quando nos deparamos com a pergunta “O que são opções estruturadas?”, pensamos na carteira diversificada. São vários tipos de investimento reunidos para maximizar os ganhos, limitar o risco, diversificar e proteger (Hedge). 

Esses investimentos estruturados podem ser utilizados para diversas finalidades, como:

  • remuneração ou proteção da carteira;
  • operações de capital protegido;
  • alavancagem financeira.

O próprio investidor pode pensar em seus produtos estruturados conforme seus objetivos. No entanto, o auxílio de profissionais é importante para garantir uma operação vantajosa e estratégica.

Com uma boa estratégia, é possível combinar, por exemplo, cenários que considerem variação cambial e oscilações de juros. Em outras palavras, é pensar nas operações estruturadas considerando eventuais oportunidades na bolsa.

Quer saber como fazer operação estruturada? Você verá que temos estratégia de opções e outras soluções estruturadas. Mas, para compreendê-las, vamos ver os instrumentos financeiros utilizados nos investimentos estruturados.

Instrumentos financeiros utilizados em operações estruturadas

Para investir em operações estruturadas, podemos utilizar diversos instrumentos. Os mais comuns são:

  • Swaps: é um tipo de derivativo que representa um acordo entre duas partes de troca de indexadores (moedas, juros e índices). Por isso, é definido também como troca de “riscos”, pois os participantes negociam as rentabilidades de ativos ou mercadorias diferentes.
  • NDF (ou termo de moeda): contrato negociado em mercado de balcão que tem como objetivo fixar, antecipadamente, uma taxa de câmbio. É um instrumento voltado para proteção contra oscilações cambiais, muito usado no comércio exterior.
  • Opções: as operações estruturadas com opções envolvem direitos de compra e venda de um ativo. Esse ativo pode ser índices, juros, ações, moedas e commodities agrícolas.

Após conhecer os instrumentos, é preciso ter cuidado ao realizar operações estruturadas com opções ou outro instrumento. Isso porque tudo depende do objetivo do investimento. A ideia é fazer planejamento sucessório? É preciso considerar esta finalidade específica e ver se essas operações são indicadas. 

Para aprofundar nos produtos estruturados, vamos entender as características deste investimento.

caracteristicas das operações estruturadas

Principais características desse tipo de investimento

Antes de realizar investimentos estruturados, o investidor deve avaliar seu perfil. Uma das características das operações estruturadas é o perfil moderado a dinâmico de investidor. Isso significa que ele deve ter alta tolerância aos riscos oferecidos pelo mercado financeiro.

Se por um lado os ativos de renda variável permitem ganhos ilimitados em pouco tempo, por outro há grande volatilidade. Ou seja, os produtos estruturados podem acarretar prejuízos. 

Ao mesmo tempo, com a análise certa de cada ativo e a escolha da estratégia mais adequada, é possível mitigar riscos. 

Diante dessa equação de ganhos e perdas da renda variável, outra característica dos investimentos estruturados é o amplo conhecimento do mercado financeiro. Para ter bons resultados com essas operações complexas, é preciso traçar uma estratégia apurada. Somente bons profissionais têm essa percepção tão clara. 

Conhecendo mais sobre as características das operações estruturadas com opções e outros instrumentos, qual o próximo passo? Como fazer operação estruturada? Como montar uma operação com opções? O que é operação de opções?

Para responder a essas perguntas, vamos conhecer melhor as estratégias com operações estruturadas.

Estratégias com operações estruturadas

Você já conhece o que são operações estruturadas, as operações estruturadas com opções e outros instrumentos. E as estratégias? Como fazer operação estruturada? São diversas opções, e a escolha dependerá do objetivo do investidor.

É possível criar soluções estruturadas por conta própria, especialmente se você pratica day trade ou swing trade. Por outro lado, você pode se aproveitar também de soluções oferecidas por uma instituição financeira.

Borboleta, estratégia de financiamento com opções, operações de trava. Tudo isso são estratégias com operações estruturadas. Conheça um pouco mais sobre elas!

Operações de trava

Ao conhecer o que são operações estruturadas, você verá uma estratégia bastante comum: as operações de trava. Elas se dividem em: 

  • Trava de alta: o investidor adquire uma opção de compra (call) com preço determinado e a vende com preço superior. O objetivo é garantir que o valor do ativo na venda seja maior do que no momento da compra.
  • Trava de baixa: investidor vende a call com preço inferior e a recompra com preço superior. Sua expectativa é ter um ativo com valor mais baixo no final do prazo estabelecido.

Borboleta

Outra estratégia aplicada às operações estruturadas é chamada de operação borboleta. Nela, o investidor acredita na baixa volatilidade do mercado. Ou seja, sem variações relevantes na cotação do ativo. 

Assim, investe em determinada faixa de preço e, quanto mais estável o preço se mantiver, melhor. Se o preço disparar ou diminuir muito, há perdas.

Lançamento coberto de opções (ou financiamento)

Você já ouviu falar em estratégia de financiamento com opções? O que é financiamento de opções? É a compra à vista de uma ação específica no mercado, que ocorre simultaneamente à venda de uma call do mesmo ativo. O comprador é, assim, o titular e o lançador da opção.

Isso é uma estratégia de opções em que ele pode vender a ação pelo preço já determinado em data futura. O investidor segue com o ativo na carteira enquanto a opção não for exercida.

Ao final do prazo, se a opção for exercida, ele vende as ações sabendo o retorno da operação de financiamento. Se não for exercida, receberá o valor como prêmio e a ação na carteira.

Para quem é indicado investir com operações estruturadas?

As soluções estruturadas, como a estratégia de opções, são indicadas para perfis com alta resistência à perda. Investidores com perfil arrojado, em geral, podem investir em produtos estruturados. 

No entanto, nada impede que um investidor de perfil moderado considere esse tipo de investimento. É fundamental, em qualquer caso, ter experiência e conhecimento dos riscos das movimentações.

Além do conhecimento sobre o mercado financeiro, é fundamental se atentar às taxas e aos custos das operações estruturadas. Eles podem diluir o ganho real do investidor. Além disso, há tributação, como imposto de renda e IOF, que podem afetar os investimentos.

investir em operações

Como colocá-las em prática?

Se você quer investir em operações estruturadas, deve ter uma conta em um banco de investimentos ou uma corretora de valores. 

Na sequência, deve escolher as estratégias e a operação que realizará. Avalie o risco da operação, o valor do investimento e tudo que achar relevante. 

Caso não tenha conhecimento suficiente ou esteja inseguro para investir, busque o auxílio de especialistas. Profissionais especializados em gestão de patrimônio e investimentos podem encontrar a estratégia mais adequada para seu caso. 

Conheça o trabalho da Portofino Multi Family Office!

Conclusão

Investir em operações estruturadas pode trazer muitos benefícios, como proteção da carteira e alavancagem financeira. Para tanto, é importante traçar as estratégias corretas e utilizar os instrumentos adequados.

Se você tem um perfil arrojado de investidor, essas operações são boas opções!

Causa e Efeito | 05.02.2022

Causa e Efeito | 05.02.2022

por danielbarbuglio | 4 fev 2022 | Causa e Efeito, Análise de Mercado, Family Office, Finanças Comportamentais, Fundos de Investimentos, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Wealth management

Tempo de Leitura: 4 minutos

Olá, Família Portofino.

Difícil fugir do assunto, visto que este tema vem ditando o comportamento dos mercados nas últimas semanas.

A mudança do tom dos bancos centrais quanto à dinâmica da inflação disseminada e a consequente necessidade de se acelerar e intensificar a retirada de estímulos vem causando extrema volatilidade. O último a capitular foi o Banco Central Europeu e sua presidente, Christine Lagarde, não descartou subir os juros ainda este ano.

A relevância do tema é tão grande que outras preocupações têm sido colocadas de lado. O reconhecimento da menor letalidade e baixa hospitalização dos infectados pela variante Ômicron, principalmente aqueles já vacinados, fez com que os mercados já atribuíssem um caráter endêmico para a pandemia. Para os mercados, é limitado o risco de impacto adicional ao processo de reabertura e a normalização da economia mundial. Isso sem falar do aumento significativo da tensão entre a Rússia e Ucrânia. Uma invasão russa ao território ucraniano teria impacto importante sobre os preços dos ativos. Espera-se consequentes sanções impostas pelos Estados Unidos e aliados à Rússia com reflexos sobre o preço do petróleo, agravando o problema da inflação.

A queda de braço entre as narrativas a respeito do impacto do aumento de juros sobre o crescimento continua. Ora o mercado embarca na tese de que a retirada dos estímulos apenas desacelerá a taxa de crescimento da economia global, ora o pêndulo se move para o temor de que a dose necessária para arrefecer o processo inflacionário terá um efeito recessivo sobre a atividade. Continuamos acreditando na redução do crescimento na margem, mas reconhecemos que essa incerteza continuará.

Esta última semana foi didática para descrever o momento em que vivemos. Nesse ambiente incerto quanto à condução da política monetária e com as empresas precificadas à perfeição, o escrutínio dos analistas nos resultados e no guidance de crescimento das mega techs americanas tem sido enorme. A constatação da queda de usuários ativos do Facebook fez com que o preço das ações da sua holding, Meta Plataforms, Inc., caísse incríveis 26%. Estamos falando de uma destruição de valor de mais de R$ 1,3 trilhões. Colocando em perspectiva, é como se o valor de mercado da Petrobras, Vale, Itaú e Bradesco somados, evaporasse em um único pregão.

Do outro lado da moeda, a Amazon foi reconhecida por diversificar suas receitas em outros negócios além do tradicional marketplace. Recuperando parte do impacto do Facebook do dia anterior e valorizando adicionalmente, a Amazon subiu 14% acrescentando cerca de 1 trilhão ao seu valor de mercado. E como se não fosse suficiente volatilidade para uma única semana, na sexta também foi divulgado o número de criação de empregos nos Estados Unidos, número esse que superou em mais de três vezes a projeção dos analistas. Os títulos americanos de 10 anos tiveram suas taxas superando os 1,92%, valor observado antes só no final de 2019 e hoje a curva precifica probabilidades iguais de um aumento de 0,25% ou 0,50% na próxima reunião de março. A despeito de toda essa volatilidade, o S&P 500 terminou a semana subindo 1,5%, ufa! 

A guerra de narrativas certamente continuará pelo menos até março, quando o banco central americano deverá iniciar o ciclo de elevação de juros. O comportamento da inflação será crucial para a definição de um cenário mais consensual. Enquanto isso, o pêndulo do mercado continuará a oscilar entre o otimismo e o desespero. Estamos do lado dos que acreditam na continuidade de um ambiente positivo para os ativos de risco, mas sem qualquer pudor em mudar de ideia e adaptar nossos portfólios para um cenário estruturalmente adverso. É como dizem popularmente: só não muda de ideias quem não as tem.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino, que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Por Eduardo Castro, CIO (Chief Investment Officer) Portofino Multi Family Office ®.

Acesse as cartas anteriores clicando aqui.

Causa e Efeito | 05.02.2022

Causa e Efeito | 29.01.2022

por danielbarbuglio | 29 jan 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

Leitura 5 mins.

Família Portofino,

Se os mercados tinham dúvida quanto ao tamanho da preocupação do banco central americano com a desancoragem da inflação também pelos lados de lá, agora não têm mais. Na quarta-feira passada, o presidente Jerome Powell foi explícito em afirmar que a economia americana está crescendo de forma robusta, porém, com a inflação bem acima do objetivo de 2% e a situação atual é bem mais desafiadora quando comparado ao ciclo anterior de aumento de juros de 2015.

Naquela época a inflação rondava a casa dos 2% e o FED foi bem parcimonioso no processo de aperto monetário. Iniciou o ciclo de aumentos em dezembro de 2015 elevando a taxa básica de desconto de 0,75% a.a. para 1%. E o gradualismo pautou a estratégia; mais um aumento de 0,25% foi realizado em 2016, três em 2017 e, finalmente, quatro aumentos, sempre de 0,25%, em 2018. Interrompeu o ciclo de altas em 2,5% a.a.

Dessa vez, tudo indica que será diferente. O FED definitivamente não quis se comprometer com nenhum orçamento ou estratégia e foi claro em sinalizar aos mercados que agirá pautando-se nos dados de inflação a serem observados. Adiantou a intenção de iniciar o movimento já em março, porém, não descartou a possibilidade de elevar os juros nas sete reuniões desse ano, tampouco iniciar o ciclo em um passo mais agressivo de 0,50% a.a. A era do FED condescendente e preocupado com a reação dos mercados parece ter ficado no passado.

Não é por menos que os preços dos ativos vêm se ajustando a essa nova realidade. O S&P 500, por exemplo, amarga uma queda de 7%. No setor de tecnologia o impacto é ainda maior. A NASDAQ cai neste mês incríveis 12%! O que esperar então da bolsa brasileira, uma queda equivalente? Na verdade, não, nossa bolsa sobe este ano, 6,8%, abrimos um hiato para o S&P de quase 14%, isso sem considerar a valorização do Real! E o que explica tamanha diferença?

Muitas teorias foram ventiladas para se tentar explicar essa quebra inusitada de correlação. Possivelmente, a resposta mais intelectualmente honesta seja uma combinação de fatores explicativos. O preço das commodities vêm recentemente se apreciando, o que para o Brasil é sempre positivo. Dado o peso desse setor no Ibovespa, é bom também para o desempenho da nossa bolsa. Mas não foram só as empresas exportadoras de commodities que subiram. Bancos, empresas do setor imobiliário e até aquelas ligadas ao consumo doméstico, que dada as perspectivas para crescimento, juros e crédito não deveriam se beneficiar tanto, também se apreciaram. As commodities explicam em parte, mas não o suficiente.

Outro argumento que também circulou foi a dita percepção de que o ex-presidente Lula, líder absoluto nas recentes pesquisas eleitorais, havia acenado para uma composição mais ao centro do espectro político.  Ratificou, por exemplo, o modelo de independência do Banco Central e sua missão primeira de servir ao país e não àquele que assumir a presidência da república. Adicionalmente, ainda flerta com a possibilidade de ter o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, compondo sua chapa como vice. Acreditamos bem menos nessa teoria, dado que, é de se esperar que todos os candidatos, ora discursarão para a Faria Lima, ora para suas bases e militância. Nesta última sexta, por exemplo, Lula afirmou não ter compromisso com os acionistas da Petrobras e que não vê sentido em se atrelar os preços dos combustíveis aos preços internacionais do petróleo. A PETR4 chegou a realizar quase 5% depois desses comentários.

Por último, há que se reconhecer o aumento expressivo da participação de investidores estrangeiros na bolsa brasileira. Pelos dados fornecidos pela B3, investidores estrangeiros respondem esse ano por quase R$ 25 bilhões em compras líquidas até o dia 26, quase 25% do total de ingressos estrangeiros líquidos de todo ano passado.

Eles perceberam melhoras dos nossos fundamentos? Na verdade, não. Até porque não tivemos melhora alguma, no cenário macroeconômico local e estes investimentos não foram um privilégio tupiniquim. De forma geral, países que se apresentavam com câmbio desvalorizado, simultaneamente com queda importante de seus mercados de renda variável nos últimos 12 meses, que já haviam se adiantado no processo de elevação dos juros domésticos e preferencialmente exportadores de commodities, todos esses se aproveitaram desse fluxo. Já faz algum tempo, investidores estrangeiros iniciaram a rotação de seus portfólios vendendo empresas de crescimento e comprando empresas de valor. Aquelas que satisfizeram as condições descritas anteriormente, foram favorecidas. Além do Brasil, os mercados chileno e peruanos, por exemplo, se enquadram nesse perfil e apresentam comportamento semelhante.

Na busca por barganhas, fugindo do ambiente de política monetária de baixa previsibilidade, principalmente nos Estados Unidos e na contramão dos investidores locais, os estrangeiros são compradores. Essa surpresa era o gatilho que faltava para que parte pelo menos do nosso mau desempenho em 2021 fosse corrigida. Não esperamos que esse comportamento de performances antagônicas prevaleça por muito tempo, mas estávamos precisando dessa injeção de ânimo.

Desta vez, graças aos nossos amigos gringos. 

Aproveitem o final de semana!

Eduardo Castro.

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino, que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais. Por Eduardo Castro, CIO (Chief Investment Officer) Portofino Multi Family Office ®.

Somos GPTW!

por danielbarbuglio | 24 jan 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Investimentos Internacionais, Multi Family Office, Portofino pelo Mundo, Vagas, Wealth management

Conquistar uma certificação Great Place to Work mostra que estamos no caminho certo!

É muito importante para nós garantirmos que nossos colaboradores se sintam felizes, trabalhando em um ambiente que atenda suas expectativas pessoais e profissionais, alinhados ao propósito. Por isso, todo cuidar começa aqui, em casa e se estende até cada pessoa, família e empresa que atendemos.

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