Nesta quarta-feira (15), tivemos o último dia do CEO Conference Brasil 2023, evento promovido pelo BTG Pactual. Desta vez, Fernando Haddad, Arthur Lira e os governadores dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul foram algumas das figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro que marcaram presença.
Fernando Haddad anunciou que antecipou a proposta de uma nova âncora fiscal para março;
Haddad falou sobre boa relação com o Banco Central;
Ratinho Jr. destacou a importância da nova geração na política;
André Jakurski, Luis Stuhlberger e Rogério Xavier falaram sobre mexer ou não na meta da inflação;
Flávio Dino comentou sobre uma possível CPI acerca dos atos do dia 8 de janeiro;
Arthur Lira descartou qualquer possibilidade de mudança na independência do Banco Central;
Mansueto Almeida criticou o debate sobre a meta da inflação.
Leia abaixo, com maiores detalhes, como foi o segundo dia do CEO Conference.
Top Gestoras do Mercado
Estava programado para o ministro Fernando Haddad ser o primeiro entrevistado do dia, mas os painéis foram invertidos e André Jakurski, sócio-fundador da JGP, Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset, e Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, abriram o evento.
Os três convidados passaram por uma análise macroeconômica, debatendo sobre como enxergam o momento atual e as perspectivas no cenário internacional até chegar ao Brasil. O tema principal, como em vários painéis do primeiro dia, se deu sobre a discussão entre Banco Central e governo.
O assunto gerou certo consenso entre os entrevistados. Xavier foi o primeiro a falar, e de forma contundente criticou a não revisão da meta de inflação e os juros. Ele disse que não entende quais os motivos que travam uma possível revisão.
O gestor destacou em sua participação que, desde 1999, o Brasil só conseguiu atingir a inflação de 3% ao ano, dentro da meta, uma única vez e ressaltou que na gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, a inflação ficou em média a 6%.
“Aquele cenário de 2020, quando definimos a meta de hoje, não se realizou. Se a gente tem uma reunião todo ano para reavaliar, não entendo a razão disto ser um dogma tão grande de corrigir. Por que estamos perseguindo um objetivo que está inalcançável? A meta definida há dois anos está errada”, opinou. Jakurski seguiu na mesma linha de Xavier e complementou sobre a importância de definir uma regra fiscal.
Stuhlberger, por sua vez, explorou sobre as decisões políticas e falta de visão de longo prazo destes, que adotam medidas visando apenas seus próprios interesses, aspas que foram aplaudidas ao fim. “Nos dois últimos anos do governo Bolsonaro, acho que houve uma involução, com políticas que servem para o curto prazo, usadas para interesses políticos, como a PEC Kamikaze. Isso vale para o Bolsonaro e Lula. Que a gente tenha presidentes e ministros que sejam estadistas e pensem no Brasil no longo prazo. O estrago de políticas erradas no longo prazo é muito grande”.
Perspectiva Econômica Brasileira
No painel mais aguardado do segundo dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi questionado sobre diversos assuntos que mexem com os ânimos das pessoas, como o novo arcabouço fiscal, caso Americanas e até mesmo sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Haddad declarou que depois de uma conversa com Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, decidiu antecipar a proposta de uma nova âncora fiscal para março.
“Nós vamos em março, provavelmente, anunciar o que entendemos que seja a regra fiscal adequada para o país. O Congresso estabeleceu agosto, tínhamos puxado para abril devido à LDO, mas a Simone ponderou, com razão, e Alckmin também, que para mandar para o Congresso junto com a LDO era bom a gente ter um período de discussão, porque não tenho a pretensão de ser o dono da verdade.”.
Durante o evento, o ministro teceu críticas ao ex-presidente sobre não saber perder e fazer oposição sem risco. “É muito fácil pensar nas grandes personalidades do Brasil e saber quem se portou de maneira adequada e quem não”. Além disso, também comentou sobre a herança fiscal deixada pelo antigo governo, relatando as medidas consideradas por ele eleitoreiras e com custo expressivo às contas públicas.
O ministro falou sobre as polêmicas acerca da meta da inflação e o “braço de ferro” do governo com o Banco Central. Ele afirmou que todo dia a Fazenda conversa com o Banco Central e a “comunicação nunca deixou de existir e nunca deixará”. Haddad expôs sua opinião em relação ao caso das Americanas, o qual ele disse que gerou “um estresse”. “Um cara que dá um tombo de 0,5% do PIB, com 16 mil credores. E nós estamos aguardando um pronunciamento até agora”, finalizou.
O Papel do Ministério da Justiça
O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou sobre os atos do dia 8 de janeiro. Para ele, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os acontecimentos poderia se tornar uma distração para o governo Lula e tirar as atenções da Reforma Tributária.
“Talvez resultasse na perda de foco do principal que é a Reforma Tributária, estratégica para o momento que o Brasil vive”. O ministro ainda destacou que as condições institucionais estão melhores, mas deseja que melhorem ainda mais.
Dino também falou sobre o decreto de armas e pontuou que o armamentismo sustentou quadrilhas e organizações criminosas.
Agenda Política Brasileira
Outro nome importante do cenário político que marcou presença no evento foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Assim como grande parte das personalidades que passaram pelo palco, Lira foi mais indagado sobre Banco Central versus governo e afirmou que não vê nenhuma possibilidade de mudança na independência do Banco Central, ressaltando a importância da independência da autarquia e que Lula e Campos Neto são duas pessoas que vão saber dialogar.
Lira também não ficou de fora da pauta da Americanas e comentou o caso. “O que aconteceu foi muito grave. Esse assunto deve e será tratado tanto pelos órgãos de controle do sistema financeiro quanto do Congresso Nacional”.
O presidente da Câmara mencionou haver um acordo para que o novo arcabouço fiscal seja moderado e que o texto radical para um lado ou para outro não terá apoio”.
Governos Estaduais: Desafios dos Novos Ciclos
Ratinho Jr, governador do Paraná, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, participaram do painel que debateu a relação com o governo Lula, polarização e reforma tributária.
O governador do Paraná se mostrou cético quanto à reforma, disse que não acredita que irá avançar. Dentre as justificativas para sua opinião, ele comentou que “não temos um ambiente econômico saudável”. Na sequência, ele afirmou que acha que é possível avançar com uma simplificação dos tributos federais, dando mais dinâmica para o setor privado.
Tarcísio partiu para o campo das privatizações, explicou que esse será seu contraponto em relação ao governo federal e falou que a grande privatização é a da Sabesp, que deve seguir um modelo parecido com o da Eletrobras.
Governador reeleito do RS, Leite mencionou o fato do estado ser muito polarizado, as privatizações que realizou na sua primeira passagem e destacou a importância de um bom ambiente de diálogo, mas sem deixar que tenha divergências com o governo federal.
Por fim, Ratinho Jr. deu um breve discurso sobre o Brasil ser um país escasso de lideranças, não só na política. Destacou o fato do tempo que o Lula está como figura de destaque na política, relacionando com a necessidade de uma nova geração, “não de idade, mas de tese, projeto e de caráter”. “Essa nova geração tem a obrigação de assumir o Brasil. De estimular novas lideranças e apresentar novos caminhos para o país. Temos que inspirar novas lideranças a dar as caras. Não podemos ser um país dependente de uma ou duas figuras”, complementou.
Os Desafios do Ajuste Fiscal e da Redução da Inflação
Encerrando o CEO Conference de 2023, Eduardo Loyo, sócio BTG Pactual, Mansueto Almeida, economista-chefe BTG Pactual, e Tiago Berriel, estrategista-chefe BTG Pactual Asset Management, falaram dentre os assuntos sobre a mudança, ou não, da meta da inflação.
“O mero fato de afrouxar as metas é lido como uma revelação das suas preferências como Banco Central de tolerar inflações mais altas. Mostra que tem dificuldades de trazer a inflação para onde ela deveria estar”, explicou Loyo.
Mansueto Almeida seguiu pelo mesmo caminho e, na opinião dele, “o grande debate no Brasil hoje não deveria ser a meta da inflação”. Ele explica que o preço dos ativos piorou muito desde o término das eleições, não pelo banco central, mas, sim, pelas mensagens sobre o ajuste fiscal. “Eventualmente, lá na frente, quando a inflação estiver convergindo para a meta, tivermos um plano fiscal que mostre que a trajetória da dívida não será explosiva, a gente pode debater a eficiência do sistema de metas. Agora não é o momento”.
Ele finalizou comentando que o mundo está querendo acreditar no Brasil, mas internamente não estamos dando a mensagem adequada com clareza. Olhando para frente, temos um cenário de incerteza agravado pela mudança de meta e discussão sobre a autonomia do Banco Central.
Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.
Nesta terça-feira (14), aconteceu o primeiro dia do CEO Conference Brasil 2023, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou com a presença de diversas figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro, como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Bernard Appy, Secretário Especial da Reforma Tributária, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, entre outros.
O CEO Conference 2023 começou com André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual, como o primeiro entrevistado. O tópico de início de conversa foi sobre o novo governo e as questões da política fiscal, da qual ele relacionou que quanto mais saudável, menores os juros. “Acho que o presidente tem uma natural ansiedade de rapidamente atender a população que ele enxerga como seu objetivo de governo, algo que acho louvável e respeitável. O risco, entretanto, é essa ansiedade buscar um atalho. O atalho não vai levar a lugar nenhum”, disse Esteves.
A “guerra fria” também foi tema no painel. O assunto que vem dominando as manchetes nas últimas semanas foi abordado em outras entrevistas, mas Esteves, perguntado sobre o assunto, disse que devemos torcer para o Brasil. Ele ressaltou que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, está fazendo um trabalho excepcional e opinou: “Dizer que ele está sabotando algo é ingenuidade. Está claro que performa um trabalho técnico. Se fosse para sabotar algum governo, teria sido o último, quando subiu a taxa de juros”.
Adiante, as eleições foram tema do painel. Para Esteves, o governo não foi a vitória de um partido e nem de uma ideologia. “Um segmento da sociedade acreditava que a defesa da democracia passava pela mudança de poder”, explicou. Ele ainda ressaltou o fato do Brasil possuir eleições limpas e “uma das mais modernas do mundo”.
No ambiente externo, o sócio sênior do BTG demonstrou seu pessimismo acerca das projeções muito positivas, na opinião dele, sobre o processo de desinflação no mundo. Ele explicou que a Europa não resolveu a questão da guerra na Ucrânia, na verdade, ela se acostumou. E, ao contrário do que muitos pensam, o conflito escalou nos últimos meses. A análise sobre a China é que haverá uma onda muito positiva agora, mas no médio prazo eles ainda têm desafios, como o Real Estate. Por último, as tensões recentes entre EUA e China terão um desenrolar.
Política Monetária Brasileira
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi o segundo convidado do primeiro dia de evento. O painel passou por diversos assuntos, desde o cenário nos Estados Unidos até a implementação tecnológica que o Banco Central implementou.
No que diz respeito aos Estados Unidos, Campos Neto destacou bastante a questão inflacionária por lá e destacou a importância de acompanhar o ritmo e o desenvolvimento da inflação.
Como não poderia deixar de acontecer, o presidente foi questionado sobre o “braço de ferro” envolvendo o Banco Central e o governo. “Acho que é importante respeitar as instituições e seguir as regras do jogo”, disse ele sobre as questões acerca de uma revisão na meta da inflação. Na relação com o novo governo, Campos Neto pediu “um pouco mais de boa vontade”.
“O investidor é muito apressado, é muito afoito. A gente precisa ter um pouco mais de boa vontade com o governo, 45 dias é pouco tempo. Acho que tem uma boa vontade enorme do ministro Haddad, de falar: olha, temos aqui um princípio de seguir um plano fiscal com disciplina, tem um arcabouço que está sendo trabalhado. Já foram elaborados alguns objetivos. A gente precisa ter um pouco de boa vontade”, declarou, Campos Neto.
Acerca da polêmica da autonomia do Banco Central, ele afirmou ser muito importante e ainda mencionou alguns países como exemplo. Ele mencionou o Chile, onde não mexer com a autonomia da autoridade monetária é um dos princípios, e também falou do Peru, que vive uma crise política, mas que, segundo ele, o presidente da autarquia peruana dirige de forma totalmente independente, sem as interferências de um sistema político instável.
A tecnologia também foi tema do painel. Campos Neto debateu sobre pix e real digital, dizendo que já há um piloto da moeda digital. Ele também explicou que “é um processo bom para os bancos que vão ter mais digitalização em seus processos e vai gerar muita eficiência”.
Novo Governo e os Efeitos nas Carteiras de Ações
André Caldas, Sócio da Clave Capital, Christian Faricelli, Sócio da Absolute Investimentos, e Laercio Henrique, Sócio BTG, foram,os convidados e discutiram sobre cenário e renda variável.
Caldas comentou sobre o cenário de juros altos e a falta de visibilidade para saber qual vai ser o momento de corte, criando um cenário desafiador. Ele foi perguntado também sobre empresas estatais, das quais destacou o Banco do Brasil que, segundo ele, está com um valuation muito atrativo e em um bom momento. O sócio mencionou também a Petrobras, mas ponderou que aguarda mais definições do novo presidente.
Laercio foi por esse campo das estatais, porém, ao contrário de Caldas, opinou que prefere se expor a um banco privado, como o Itaú, por exemplo, ao invés do Banco do Brasil. Ele também comentou sobre o caso das lojas Americanas, que definiu como a “maior fraude contábil que conhece”.
O apetite do investidor estrangeiro foi alvo de debate. Faricelli disse que o investidor acha que em algum momento os juros cairá e está de olho no cenário para os emergentes. “O investidor local está com muito medo do governo e o estrangeiro com menos. O investidor estrangeiro que está vindo para o Brasil é puramente o que está fazendo trade global, então da mesma forma que ele entrou com o dinheiro, ele pode sair. Não é uma visão de 5 ou 10 anos”, completou.
O Futuro do Mercado Brasileiro de Capitais
João Pedro Nascimento, presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foi outro convidado do primeiro dia de evento. Dentre os assuntos discutidos, ele passou sobre importantes normas implementadas pela instituição nos últimos anos, como o marco legal das startups (flexibilização da dispensa das demonstrações financeiras para as companhias abertas com receita bruta anual inferior a R$ 500 milhões), a nova regra de fundos de investimento (apresentou uma simplificação, consolidação em um arcabouço único), a resolução 135 (regra que fala dos mercados organizados) e a nova regra dos assessores de investimentos (promove a liberdade e acaba com a exclusividade regulatória).
Além disso, Nascimento comentou sobre o open capital market, o qual é a transposição do open finance para o mercado de capitais, passando a ideia de finanças descentralizadas e abertura do mercado de capitais, e sobre o evento que atingiu a Americanas. Nesta linha, sem citar nomes, ele disse que a CVM não comenta nenhum caso específico, mas tratam como algo gravíssimo, que não pouparão esforços para responsabilizar cada um dos responsáveis pelos acontecimentos e classificou o caso como lamentável.
O Momento do Varejo Brasileiro
Painel bastante aguardado em meio a toda polêmica envolvendo a Americanas, gigante do setor do varejo, Stelleo Tolda, Conselheiro do Mercado Livre, e Roberto Fulcherberguer, CEO da Via, falaram sobre os acontecimentos da empresa e outros aspectos do mercado.
Em relação ao caso da Americanas, Tolda contou que houve um impacto no setor, mas ponderou que, além disso, houve o aumento da alta de juros do ano que implica fortemente no cenário competitivo. Ele explicou que os recentes eventos, do ponto de vista do investidor, traz a lição da importância de ser mais seletivo.
O conselheiro ainda falou sobre o mercado em geral, com destaque para a participação dos players estrangeiros, tais quais Amazon, Shopee e Shein. Ele afirmou que essa chegada não é surpresa, dizendo que o potencial de crescimento do mercado tem acomodado todos. “Esses outros players trazem novidades, e quem decide é o consumidor, que vai atrás do melhor preço, experiência e outros atributos”.
Transição Energética: Fontes Alternativas e Crescimento
A transição energética também foi alvo de debate durante o CEO Conference de 2023. Com a presença de Marcos Lutz, CEO da Ultrapar, e Mauricio Bähr, CEO da Engie Brasil, o painel percorreu sobre o posicionamento do Brasil e do mundo neste tema.
Lutz destacou as vantagens do Brasil, caracterizando como um país diferente e privilegiado. Ele afirmou que o biocombustível é uma parte do ecossistema renovável que ainda é muito subutilizado em uma perspectiva global. “O biocombustível como uma política de governo faz muito sentido para o Brasil”, disse.
As consequências energéticas da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, na opinião de Bähr, é uma lição para nós que estamos distantes da Europa. “O maior aprendizado que tivemos foi que a Europa se valeu de uma infraestrutura de muitos anos que permitiu a ela garantir a segurança de suprimentos nesse período. Para o Brasil fica que devemos aproveitar o momento de bonança energética para construir a nossa infraestrutura para garantir essa segurança de suprimentos.
A Agenda de Reformas Estruturais do Brasil
Bernard Appy, Secretário Especial da Reforma Tributária, e Gustavo Guimarães, Secretário Executivo do Ministério do Planejamento, participaram do painel junto a Mansueto Almeida.
Os três discutiram sobre a reforma tributária e o amadurecimento da proposta. “Hoje estamos em uma situação mais favorável à aprovação da reforma tributária. Pelo amadurecimento da sociedade, entes federativos e pelo avanço no congresso nacional o tema já avançou muito”, explicou Appy.
Appy falou que um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) ideal na reforma tributária deve ter o mínimo possível de benefícios fiscais, que geram, segundo ele, distorções nas alocações da economia, contrapondo ao Brasil que tem cinco impostos entre federais, estaduais e municipais. Neste sentido, para Appy, o IVA para dar certo aqui no Brasil precisa ter o menor número de alíquotas possível e nenhum benefício fiscal.
A Agenda Política Brasileira: O Papel do Senador
O último painel do dia recebeu o presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Pacheco passou por diversas temáticas e disse que após a sua reeleição no Senado busca a unificação de “um Senado que seja um só”. “Nosso trabalho é em busca constante de uma reunificação na Casa, assim como no Brasil”.
O embate entre governo e Banco Central tomou boa parte do tempo do painel, assim como foi em outros. Ele afirmou que não houve nenhuma formalização quanto a retroceder a autonomia do Banco Central ou desoneração de Campos Neto. “Não vejo nenhuma perspectiva de retrocesso em relação à autonomia do Banco Central”, opinou.
Ele ainda expôs o que pensa sobre o comportamento do governo nessa questão e disse que “acha muito importante a sinceridade e verbalização do que se pensa, mas tem certeza que o presidente Lula compreenderá que essa é uma realidade que ele e o governo terão que conviver”.
A entrevista com a jornalista Amanda Klein discutiu sobre os atos de 8 de janeiro, polarização das eleições, a busca pela reconciliação e reforma tributária. A respeito desta última, ele expressou o desejo de que a reforma seja concretizada. “Nós temos que fazer a reforma tributária. O desejo é esse ano”.
Por fim, Pacheco foi perguntado sobre os atos de 8 de janeiro e de uma possível participação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele respondeu que “não pode afirmar isso. Essa será uma investigação que com certeza vai ser feita. O que eu atribuo a ele [Bolsonaro] foi a sua incapacidade de conter sua militância e adeptos. Não houve da parte dele fazer com que aquelas pessoas entendessem que democracia é algo que não se mexe”, finalizou.
O CEO Conference Brasil 2023 retorna nesta quarta-feira (15) com a presença de Fernando Haddad em um dos painéis.
Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.
A oferta 476 era um tipo de oferta de ações a um público restrito de investidores. Ela foi extinta e revogada pela Resolução CVM 160.
Isso não significa que ofertas com esforços restritos deixaram efetivamente de existir, mas sim que ganharam contornos mais amplos e flexíveis.
Quer entender tudo sobre a oferta 476? Então continue lendo a texto a seguir para saber mais sobre o assunto:
O que é a CVM?
Para entender o que é a oferta 476 exatamente, antes é necessário estabelecer alguns conceitos, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as suas Instruções Normativas e Resoluções.
A CVM é a autarquia federal responsável por regulamentar, fiscalizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários no Brasil.
Ela tem como objetivo proteger o investidor e garantir a integridade e a transparência das operações realizadas no mercado de valores mobiliários.
O órgão emite regulamentos e normas que regem as atividades de emissão, negociação e registro de valores mobiliários, bem como supervisiona a atuação de intermediários financeiros e outras instituições envolvidas no mercado de valores mobiliários.
Quando identifica irregularidades, a CVM tem o poder de aplicar multas e cancelar registros e credenciamentos, ou seja, sua atuação é fundamental par garantir a transparência no mercado financeiro, protegendo investidores, empresas, fundos e instituições.
Os termos “oferta 476”, “oferta restrita” e “oferta com esforços restritos de distribuição” fazem referência à Instrução Normativa 476 (ICVM 476).
A ICVM 476 era uma regulamentação que regia as ofertas públicas de valores mobiliários, incluindo ações, debêntures, bônus de subscrição, entre outros.
Ela foi criada com o objetivo de proteger os investidores e garantir a transparência e integridade do mercado de valores mobiliários.
O nome “oferta restrita”, vem do fato de que a IN 476 estabelecia um limite máximo de 50 investidores profissionais pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$10 milhões em ativos financeiros).
Além disso, as regras eram ainda mais restritivas, estabelecendo que as ações só poderiam ser oferecidas para até no máximo 75 investidores.
Isso significava que as ofertas públicas de valores mobiliários eram restritas a uma audiência propositalmente limitada, diminuindo o acesso de outros potenciais investidores a esses ativos.
Nesse cenário, a CVM agia de forma mais afastada dos acordos feitos entre as empresas e os investidores, sendo acionada somente em casos suspeitos ou em situações em que as regras eram claramente violadas.
No entanto, a ICVM 476 foi revogada pela Resolução CVM 160, que foi retificada no Diário Oficial da União (DOU) em dezembro de 2022.
A Resolução 160 foi criada com o intuito de modernizar as regras de oferta pública de valores mobiliários, aumentar a eficiência e a competitividade do mercado e facilitar o acesso de empresas de menor porte ao capital de longo prazo.
Em outras palavras, ela busca simplificar os processos de registro e oferta, reduzir os custos e os prazos para as empresas, e permitir que as ofertas públicas de valores mobiliários sejam feitas por meio de novas tecnologias, como plataformas eletrônicas.
A ideia é que a autarquia seja muito mais presente e atuante no mercado de valores mobiliários, as ofertas com esforços restritos de contribuição agora contem com registro automático na CVM.
Oferta 476 e IPO: entenda a diferença
Como vimos, a oferta 476 era uma instrução normativa da CVM que estabelecia as regras e procedimentos para as ofertas públicas de valores mobiliários, incluindo ações, debêntures, bônus de subscrição, entre outros.
Ela tinha como objetivo proteger os investidores e garantir a transparência e integridade do mercado de valores mobiliários.
Já o IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial, em português) é o processo pelo qual uma empresa passa a ter suas ações negociadas em bolsa de valores, tornando-se uma empresa aberta.
Durante um IPO, a empresa emite novas ações e vende-as ao público, geralmente com o objetivo de levantar capital para financiar seu crescimento ou para recompensar os acionistas existentes.
Isto é, a Oferta 476 era uma das regulamentações que regia as ofertas públicas de valores mobiliários, enquanto o IPO é o processo de uma empresa tornar-se pública, vendendo suas ações ao público.
Ou seja, normativas como a Oferta 476 estabeleciam as regras que as empresas deveriam seguir durante um IPO. Hoje, essas regras e procedimentos estão todos descritos e fundamentados na Resolução 160.
Oferta restrita: principais dúvidas
Agora veja as principais dúvidas sobre oferta restrita:
O que é uma emissão 476?
Uma emissão 476 é um tipo de oferta restrita que existia quando a ICVM 476 ainda estava em vigor. Em outras palavras, tratava-se da emissão de papéis que visavam atender um grupo de investidores altamente selecionados.
O que é uma oferta 400?
A oferta 400 é o nome dado às ofertas públicas, ou seja, que tem como público-alvo todas as pessoas, sendo acessível a todos os investidores.
Diferentemente da oferta 476, a oferta 400 não tem um número restrito de investidores e, em geral, não possui restrições de negociações.
O que é uma oferta CVM 400
A Instrução CVM 400 é uma regra obrigatória para as empresas que desejam listar suas ações na bolsa de valores.
Ela assegura que todos os requisitos serão satisfeitos e que os investidores terão informações completas sobre a empresa, seus desempenhos e os lotes de ações disponíveis para compra.
Qual a diferença entre oferta 400 e 476?
Basicamente a diferença entre a oferta 400 e 476 é que a 400 é a oferta pública, ou seja, é aquele que tem como público alvo todos os investidores, enquanto a 476 é a oferta restrita, ou seja, tem um público alvo de no máximo 50 investidores.
Quais investidores podem participar da oferta 476?
Só poderiam participar de ofertas 476 investidores profissionais, ou seja, aqueles que já possuíssem mais de R$10 milhões investidos ou certificação específica para atuar no mercado financeiro.
Além disso, as empresas negociadas nesse tipo de negócio só poderiam ser apresentadas para no máximo 75 investidores, sendo que somente no máximo 50 poderiam comprar ações da empresa.
A Oferta 476 foi extinta pela Resolução CVM 160, mas isso não significa que ofertas com esforços restritos não aconteçam mais.
Na verdade, ao participar deste tipo de oferta, é importante considerar sua própria situação financeira, metas de investimento e tolerância a risco, assim como fazer uma análise cuidadosa da empresa em questão.
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Também chamado de gestão de fortunas, esse serviço foi criado para atender a maior demanda por personalização para investimentos de clientes mais ricos.
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Se você se identifica com este perfil, mas ainda tem dúvidas sobre o tema, não se preocupe. Montamos este artigo reunindo todas as principais informações sobre o serviço de wealth management e quando contratá-lo.
Boa leitura!
O que é Wealth Management?
Wealth Management é um tipo de assessoria patrimonial voltada para a gestão de fortunas de indivíduos ou famílias.
Podendo ser realizada por um único profissional ou por gestoras especializadas, esta atividade inclui uma série de responsabilidades de cunho financeiro, administrativo, jurídico e contábil.
Em geral, os serviços inclusos em um wealth management são:
Atividades Fiscais;
Consultoria Financeira;
Planejamento Imobiliário;
Consultoria de Investimentos;
Serviços de Contabilidade;
Planejamento de Aposentadoria.
Juntos, eles contribuem para a proteção, consolidação e também multiplicação de patrimônios através da aplicação em fundos exclusivos.
Qual é o seu objetivo?
O objetivo do wealth management é centralizar e atender todas as necessidades financeiras de pessoas com alto poder aquisitivo.
Os indivíduos que contratam este serviço eliminam a obrigação de escolher diferentes profissionais e produtos para gerenciar seus ativos.
Em outras palavras, toda a estruturação de um plano estratégico de proteção e acúmulo financeiro pode ser realizada em um só lugar com o wealth management.
Mas para que isso seja possível, as funções designadas aos gestores incluem o aconselhamento financeiro, proteção patrimonial, escolha de seguros e planejamento patrimonial, familiar e sucessório.
Por suas características, este tipo de assessoria financeira também pode ser direcionada para a preservação do patrimônio de empresas.
Como funciona o wealth management na prática?
Para entender como funciona o wealth management na prática, é preciso entender quando esse tipo de assessoria é necessária e quais pessoas podem querer ter acesso a eles.
Assim sendo, veja a seguir as principais situações em que o wealth management pode ser aplicado para entender como esse tipo de assessoria e funciona na prática:
Pessoas que passaram por grandes mudanças na vida
Quando uma pessoa que possui muitos bens, propriedades e ativos financeiros morre, todo o seu patrimônio privado é dividido entre seus familiares mais próximos, como cônjuges, filhos, sobrinhos e outros parentes.
O serviço de wealth management ajuda novos herdeiros, que acabaram de passar por grandes mudanças na vida, conectando-os com profissionais imobiliários, advogados, contadores e corretores de investimento.
A ideia é utilizar a expertise e o conhecimento desses profissionais como auxílio no processo de planejamento do que fazer com a fortuna herdada.
Em outros termos, administrar as propriedades e a sua documentação, os processos de transferências de titularidade, de nomes e hipotecas é feito de maneira terceirizada, por um profissional devidamente capacitado.
Isto posto, o cliente – que acabou de passar por um processo traumático – não precisa lidar com todos os trâmites burocráticos envolvidos nos processos a serem tomados após a morte de um parente próximo.
Os consultores de wealth management ajudam a elaborar planos de administração da herança de forma a gerar renda com as propriedades e diminuindo ao máximo os impactos dos impostos sobre propriedade incididos nesse tipo de situação.
Pessoas que não tem tempo de gerir a própria carteira de investimentos
Pessoas que trabalham em tempo integral normalmente não conseguem administrar os seus investimentos sozinhas.
Por esse motivo, normalmente espalham os seus próprios ativos entre várias corretoras diferentes, de modo a terceirizar a geração de renda com o investimento.
Nessas circunstâncias, a implementação de estratégias fiscais e de investimentos futuros é complicada, pois o mercado se movimenta muito rapidamente e quem trabalha mais de oito horas por dia não tem tempo de se atualizar sobre tudo que acontece.
Gerentes de patrimônio aplicam metodologias de wealth management para que todo esse processo de gestão de ativos e propriedades seja mais fácil, de modo que o cliente possa exercer a sua atividade principal sem se preocupar com seus investimentos.
Uma vez que são contratados, esses profissionais definem um plano financeiro com o objetivo de atingir as necessidades relatadas pelo cliente no curto, médio e longo prazo.
Todo esse processo, portanto, é feito junto com o gerente de patrimônio consultando o cliente sobre as suas necessidades e instruindo-o sobre as etapas do plano e como ele mudará ao longo do tempo para aumentar as suas finanças e rentabilidade.
Pessoas que entraram na aposentadoria
Pessoas que fizeram um bom plano de aposentadoria e que fizeram investimentos significativos acumulam um grande patrimônio ao longo da vida e, quando chega a hora de se aposentar, pode ser difícil gerir todo esse capital sozinho.
Nesses casos, é possível contratar um gerente de patrimônio para aconselhar o recém aposentado sobre como garantir que aqueles investimentos forneçam um fluxo confiável de dinheiro para que ele possa viver a aposentadoria com tranquilidade.
A ideia é que o cliente não só terceirize os seus investimentos, mas que compreenda todas as estratégias que serão utilizadas durante a sua aposentadoria.
Trata-se de um processo contínuo, em que o recém aposentado e o wealth manager conversam sobre as necessidades de cada momento da vida.
Nesse processo, o gestor analisa todas as opções mais lucrativas de modo a diminuir ao máximo os riscos e permitir que o cliente escolha um estilo de vida e desfrute da segurança de saber que o seu patrimônio está sendo administrado com excelência.
Estrutura de serviços em Wealth Management
Os serviços oferecidos por uma instituição de gestão patrimonial vão muito além do planejamento financeiro.
Além da situação financeira do cliente, são levados em conta os seus objetivos de curto, médio e longo prazo, como também o seu nível de tolerância ao risco.
Com um plano desenhado de forma personalizada e sua devida implementação, o gestor deve se reunir regularmente com o cliente para a revisão e atualização de metas.
Neste momento, pode ser identificada a necessidade de adição de novos serviços, como os de assessoria jurídica, por exemplo.
O resultado esperado deve ser sempre atender o cliente por completo e tornar o gerenciamento de sua vida financeira o mais cômodo e eficiente possível.
Carteiras administradas
As carteiras administradas (ou carteiras gerenciadas) fazem parte da estrutura de serviços de um wealth management.
Ao contar com uma carteira administrada, o cliente possui um portfólio de investimentos construído de acordo com as suas necessidades particulares.
Assim, conseguindo interferir em fatores como o volume, liquidez e prazo dos investimentos.
O nível de tolerância ao risco também é levado em conta durante a alocação de ativos, feita de modo diversificado pelo wealth manager.
Fundos exclusivos
Como o nome já indica, os fundos exclusivos são fundos de investimento direcionados a um só indivíduo ou famílias completas.
Mesmo com todas as características de um fundo tradicional, ele deve ser completamente baseado nos objetivos de apenas um investidor (ou família).
Com limite máximo de até 20 cotistas, este tipo de fundo atende a demandas específicas dos clientes, como:
Além da customização, outra grande vantagem de um fundo exclusivo tem relação com a sua tributação.
Afinal, ele não envolve a cobrança de come-cotas, uma antecipação do imposto a ser pago pelo investidor de fundos, e a cobrança do Imposto de Renda (IR) é feita apenas apenas no resgate do dinheiro.
Investimentos Offshore
O investimento offshore é uma modalidade de aplicação financeira feita em outro domicílio fiscal, ou seja, no exterior.
Essa estratégia tende a ser bastante utilizada por quem busca por uma menor tributação sobre seu patrimônio.
Isso porque o investimento offshore envolve a criação de conta em países onde a alíquota de tributos sobre capital estrangeiro é muito pequena ou nula.
Sendo eles, portanto, os chamados “paraísos fiscais”.
É importante ressaltar que, apesar do termo offshore ser muitas vezes atrelado à atividades ilícitas, a sua prática possui regulamentação pela lei.
Entre os indivíduos com mais experiência no mercado financeiro, o investimento offshore é um dos mais populares.
Para quem o Wealth Management é recomendado?
Os serviços de Wealth Management costumam ser indicados para indivíduos com alta renda. De acordo com a consultoria EY Wealth & Management, responsável pelo relatório Global Wealth Management Research Report de 2019, os clientes deste serviço são classificados em 4 categorias:
Abastados em geral: US$250 mil a US$999 mil;
Patrimônio financeiro alto: US$1 milhão a US$4,9 milhões;
Patrimônio financeiro muito alto: US$5 milhões a US$29,9 milhões;
Patrimônio financeiro ultra-alto: a partir de US$30 milhões.
Portanto, este tipo de gestão é direcionado para aqueles com realidades patrimoniais elevadas, como empresários, investidores e herdeiros.
O wealth management, contudo, costuma ser bastante demandado por famílias, seja para cuidar dos seus negócios ou das aplicações pessoais de seus integrantes.
Family Wealth Management: como funciona?
Os gestores de fortuna, quando com foco direcionado para as famílias, oferecem o serviço de family wealth management.
Neste caso, um pouco mais complexo, é preciso se atentar não só ao capital financeiro dos indivíduos, mas também ao capital humano, intelectual, cultural e social da família.
Afinal, o cuidado com processos ligados à sucessão, herança e inventário tem papel fundamental na preservação da riqueza familiar.
Entretanto, a gestão de patrimônio familiar também envolve o atendimento individual, incluindo a criação de uma carteira de ativos personalizada.
Assim como no formato tradicional, o perfil e objetivos de cada um são devidamente considerados pelo wealth manager.
O que são Family Offices?
Family Office é o termo usado para se referir às gestoras de patrimônio com foco em famílias.
O serviço dessas empresas consiste na atuação de uma equipe de profissionais diversificada para assessorar de modo completo as famílias.
Além dos investimentos, o trabalho dos Family Offices engloba questões como o planejamento tributário e sucessório, análise patrimonial, escolha de previdência e seguros e dimensionamento do padrão de vida familiar.
De acordo com a necessidade de cada grupo, é possível contratar serviços adicionais.
Tipos de Family Office
No mercado financeiro, existem dois tipos existentes de Family Office: single e multi.
O Single Family Office possui estrutura definida pela própria família, incluindo serviços exclusivos e personalizados.
Já o Multi Family Office contém uma estrutura padrão de serviços, oferecidos para diferentes grupos familiares.
Quanto à gestão do Family Office, é possível optar entre os modelos passivo ou ativo.
Na gestão passiva, existe apenas o aconselhamento de boas estratégias e ativos.
Já no modelo de gestão ativa, com custo mais elevado, a gestora tem permissão para comprar e vender investimentos sempre que entender que isso trará mais retornos à carteira dos clientes.
Vantagens de contratar um Family Office
Contratar o serviço de um Family Office contribui para a correta estruturação de diversas áreas financeiras de uma família com grande patrimônio.
Baseando-se nos interesses do grupo, é possível estruturar um planejamento que ofereça eficiência financeira e contribua para melhorar a gestão da fortuna como um todo.
No longo prazo, contar com serviços de wealth management, como planejamento tributário e financeiro, contabilidade e gestão de patrimônio é fundamental.
Afinal de contas, em uma família com estrutura patrimonial complexa e inúmeras obrigações administrativas e financeiras, cometer erros pode custar muito mais caro.
Você precisa de um Family Office? Veja o que avaliar
O custo de um Family Office pode variar bastante de acordo com diversos fatores relacionados ao grupo.
Em geral, a cobrança pode ser feita por meio de uma taxa física ou por um percentual sobre o patrimônio administrado.
Existe também a opção de combinação entre as duas opções citadas.
Tudo depende da complexidade da estrutura familiar, tamanho do patrimônio a ser administrado e quantidade de serviços solicitados.
É importante pontuar, no entanto, que o preço não é o único valor a ser analisado na busca por um Family Office.
Na verdade, existem outros pontos ainda mais importantes. Confira-os abaixo!
1. O tamanho da sua riqueza
Para qual nível de patrimônio recomenda-se um serviço de wealth management?
Apesar de existirem algumas definições, não é possível encontrar um consenso no mercado financeiro.
O motivo é que, apesar do patrimônio líquido e número de ativos serem importantes, na prática, a renda acaba sendo uma medida mais relevante para essa análise.
Como regra, a renda de um negócio familiar, além de garantir o estilo de vida dos seus indivíduos, deve ser o suficiente para cumprir com as despesas gerais com colaboradores de modo tranquilo.
Em outras palavras, seu negócio deve ser grande o suficiente para não exigir a compensação financeira através da liquidez pessoal.
Considerando os custos anuais de uma empresa, um patrimônio líquido abaixo de 2 milhões não justifica a contratação de um Family Office.
Acima deste valor, a gestão de um grupo especializado de consultores se torna muito mais vantajosa financeiramente.
2. A complexidade de sua vida
A análise de fatores relacionados à complexidade exigida para gestão de patrimônio é essencial na avaliação por um Family Office.
Em alguns casos, quando o patrimônio é pouco diversificado ou concentrado em um só grande ativo, pode ser que não haja complexidade na administração dos bens.
Sendo assim, a ajuda de um Family Office é recomendada quando existe a sobrecarga de ativos, como: Galpões, Casas, Carros, Barcos, Caminhões, Motos, etc.
Quando há amplitude de propriedades, a múltipla exigência de manutenção e pagamento de impostos pode justificar facilmente a necessidade de wealth management.
Um outro ponto a se observar é o pagamento de contas.
Em alguns casos, os indivíduos podem se ver cansados de pagarem contas e mais contas relacionadas às suas propriedades profissionais e pessoais.
Nesses casos, a terceirização da função de pagamento de contas por um Family Office também pode ser uma opção válida.
3. Relacionamento e interesses da família
A contratação de um Family Office e estabelecimento de todas as responsabilidades atreladas aos familiares exige bastante atenção.
Além dos interesses pessoais de cada um, questões de confiança e confidencialidade são pontos chaves para a preservação da riqueza familiar.
Em alguns casos, herdeiros podem não ter interesse ou aptidão para serem posicionados como sucessores.
Outras situações, infelizmente, irão exigir a exclusão de integrantes que ofereçam risco ao patrimônio coletivo.
Uma conversa franca com todos os integrantes da família, deixando claro os benefícios e obrigações envolvidas no negócio, sempre será a atitude mais indicada.
Desta forma, permitindo que o grupo busque por serviços de wealth management alinhados com suas reais necessidades e objetivos de curto, médio e longo prazo.
Qual a diferença entre wealth management e asset management?
Wealth management (gestão de patrimônio) e asset management (gestão de ativos) são dois conceitos que são frequentemente confundidos, mas que representam dois tipos de gestão e serviços diferentes.
Como vimos, o wealth management consiste em uma grande gama de serviços, como o planejamento de herança, assessoria tributária, gestão financeira, family office, entre outros.
O asset management, por outro lado, é um serviço oferecido por bancos ou fundos de investimento especializados em gestão de patrimônio de seus cotistas.
Em outras palavras, o wealth management é um tipo de gestão de patrimônio mais ampla, cobrindo os diferentes tipos de ativo e capital que os clientes possuem de forma a otimizar os ganhos e garantir um estilo de vida mais confortável.
O asset management, por outro lado, diz respeito à gestão de um ativo específico, depositado em um banco ou fundo de investimento.
Isto é, no gerenciamento de ativos, a ideia é terceirizar totalmente a gestão de uma parte dos ativos de forma a gerar rendimentos, enquanto o gerenciamento de patrimônio é uma consultoria que engloba todo o patrimônio do cliente de uma só vez.
Como escolher o Family Office para gestão patrimonial?
Analisados os pontos anteriores, chega a hora de identificar a melhor opção de Family Office para você.
Nesse momento, é fundamental escolher empresas que ofereçam, além da segurança, a personalização de estratégias de acordo com os seus objetivos, sem conflitos de interesse.
O histórico de mercado, quantidade de ativos sob gestão e existência ou não de conflitos de interesse também são pontos essenciais a serem avaliados.
Com certeza, esses pontos te ajudarão a escolher a gestora mais adequada e preservar a saúde financeira da sua família.
Wealth Management com a Portofino Multi Family Office
Através das nossas sedes em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Nova York, superamos a marca dos R$15 bilhões de ativos sob gestão (AUM) no Brasil e no exterior.
Se você busca por descrição no atendimento e garantia de estratégias personalizadas com produtos de qualidade no mercado nacional e internacional, está no lugar certo.
Com o aumento no número de investidores e complexidade envolvida na gestão de grandes patrimônios, contar com o wealth management pode ser a melhor opção.
O real estate, ou indústria imobiliária, é uma dos setores mais importantes do mundo e oferece diversas oportunidades para investimento e negócios.
No Brasil, o mercado imobiliário tem crescido ao longo dos anos e influenciado por fatores econômicos, demográficos e tecnológicos.
Neste texto, vamos explorar o que é o real estate, seus diferentes segmentos e as tendências futuras da atuação no Brasil. Boa leitura
O que é Real Estate?
Real Estate é uma expressão que se refere ao mercado imobiliário, que inclui a compra, venda e aluguel de terrenos, edifícios e outros tipos de propriedades.
Inclui tanto imóveis residenciais quanto comerciais e pode incluir desde apartamentos até shopping centers e galpões logísticos.
O valor de uma propriedade imobiliária é determinado por fatores como localização, tamanho, estado de conservação e condições de mercado.
Ou seja, o termo “real estate” diz respeito a qualquer terreno com propriedades ou recursos neles, o que inclui a terra e as edificações presentes.
No Brasil, os direitos subterrâneos de uma propriedade só podem ser explorados com devida autorização do governo, pois são propriedade da União, como podemos ver no Art. 20 da Constituição Federal:
Art. 20 – São bens da União:
IX – os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
Parágrafo 1º – É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.
Apesar disso, o real state ainda é aplicado no Brasil no que se refere à produção, compra, venda e gestão de propriedades imobiliárias por meio de fundos de investimentos.
Por fim, é válido dizer que o real estate é um indicador importante para a economia de um país, afinal, o setor é responsável por criar milhões de empregos diretos e indiretos, empregando cerca de 10% da força de trabalho e representando 7% do PIB brasileiro.
O real estate é composto por uma variedade de atores, incluindo consumidores, incorporadoras, corretores, instituições financeiras e investidores. Entenda:
Consumidores são aqueles que vão viver ou trabalhar na propriedade;
As incorporadoras são empresas que investem na construção e venda/aluguel de imóveis;
Os corretores são profissionais que facilitam a negociação entre as incorporadoras e os consumidores;
As instituições financeiras, como bancos, financiam tanto as incorporadoras quanto os consumidores através de empréstimos;
Investidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, colocam seu dinheiro em fundos imobiliários ou projetos para lucrar com a venda ou aluguel desses imóveis.
Ou seja, trata-se de um mercado muito amplo e complexo, com diversas oportunidades para investimentos.
Real estate e coworking: entenda essa relação
A relação entre coworking e imóveis é uma parceria crescente e cada vez mais importante no mercado imobiliário.
O coworking é uma forma de compartilhar espaço de trabalho em que diferentes profissionais e pequenas empresas podem trabalhar juntos em um ambiente colaborativo.
As empresas de coworking precisam de espaços físicos para seus membros trabalharem, o que significa que eles são clientes importantes do setor imobiliário.
Essa demanda por espaços de coworking tem aumentado significativamente nos últimos anos, o que tem impactado positivamente no setor imobiliário, já que muitas propriedades estão sendo reformadas ou construídas especificamente para serem usadas como espaços de coworking.
Por outro lado, as empresas de coworking também estão impactando o mercado imobiliário de outras maneiras.
A criação de novos padrões para as necessidades dos usuários, como flexibilidade, tecnologia e colaboração, vem influenciando as empresas a criar projetos para construção de novos edifícios comerciais.
Real Estate: conheça os seguimentos
O Real Estate funciona em diferentes segmentos, sendo que investidores, Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e empresas (como construturas e incorporadoras) podem lucrar com a compra e venda de imóveis.
Isso acontece porque investimentos imobiliários são conhecidos por serem seguros, já que os terrenos e imóveis tendem a valorizar ao longo do tempo.
Como uma forma de investimento, eles são considerados de alto risco, com horizontes de investimento de médio prazo e grandes recompensas, mas com uma liquidez relativamente baixa, afinal não é fácil vender um imóvel.
O alto risco está relacionado ao preço elevado dos imóveis, que geralmente está além do poder de compra da população.
Nesse cenário, quem investe em um imóvel pensa em maneiras de conseguir gerar uma renda com essas propriedades.
Isso significa que os proprietários podem permitir o uso de suas propriedades a terceiros mediante uma taxa ou aluguel.
Os locadores, então, ganham uma porcentagem sobre o lucro obtido com o aluguel. O mesmo acontece com FIIs que investem em propriedades para locação comercial, como shoppings centers e galpões logísticos.
Nesse caso, o FII paga dividendos aos cotistas com base no lucro obtido com o aluguel cobrado dos lojistas, oferecendo recompensas moderadas, mas constantes e, por isso, requer um grande volume de capital aplicado.
Real Estate no Brasil: conheça mais
No Brasil, o setor imobiliário é um dos principais motores da economia e desempenha uma papel fundamental para o desenvolvimento de empregos, negócios e crescimento do país.
Em 2021, a perspectiva para o setor imobiliário era positiva, de acordo com o estudo “Panorama do mercado imobiliário para 2022” da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil).
32% das empresas entrevistadas superaram as metas de vendas em 2021 e 32% esperavam um ano melhor em 2022.
Entre os desafios enfrentados pelas empresas do setor estão a volatilidade econômica, o aumento dos custos de materiais e a questão burocrática, incluindo a dificuldade de aprovação e licenciamento.
Para 38% das empresas, a pandemia também contribuiu para os problemas no setor imobiliário brasileiro e um dos principais riscos para 2022 é a inflação e o aumento da taxa de juros.”
Como fazer real estate no Brasil?
Trabalhar com real estate no Brasil requer algum conhecimento e habilidades específicas, bem como cumprimento de regulamentações e procedimentos. Aqui estão algumas dicas gerais para começar:
Conheça as leis e regulamentos: é importante estar familiarizado com as leis e regulamentos relevantes que regulam a compra, venda, aluguel e administração de imóveis no Brasil – o ideal é consultar um advogado especializado em direito imobiliário para obter informações precisas e atualizadas;
Obtenha a licença adequada: para trabalhar como corretor de imóveis ou incorporador no Brasil, é preciso ter uma licença, que pode ser obtida por meio de treinamento especializado e exames;
Desenvolva suas habilidades: além de conhecer as leis e regulamentos, é importante desenvolver suas habilidades em negociação, comunicação e marketing para ter sucesso neste campo;
Crie sua rede de contatos: Ter uma boa rede de contatos, incluindo corretores, incorporadoras, banqueiros e investidores é fundamental ao trabalhar com imóveis, pois aumenta suas chances de encontrar bons negócios.
O que faz um profissional de real estate?
Um profissional de real estate é uma pessoa que trabalha no mercado de compra, venda e aluguel de propriedades.
Para exercer essa profissão, é necessário ter as licenças específicas e conhecer bem a área em que o imóvel está localizado, incluindo seu potencial e limitações.
Assim sendo, o “real estate agent” (corretor de imóveis ou agente imobiliário) é um profissional que ajuda outros indivíduos, empresas e investidores a comprar e vender propriedades.
O mercado de imóveis é dividido em especializações, com agentes que ajudam empreendimentos a encontrar interessados e outros que ajudam interessados a encontrar o empreendimento certo.
É essencial ser capaz de manter boas relações com outros profissionais do setor, como advogados, notários, banqueiros e incorporadores.
Para aumentar sua carteira de vendas ou aluguéis, profissionais do real estate geralmente investem em estratégias de marketing digital, utilizando canais como websites, sites de vendas de imóveis, Facebook e Google.
É interessante saber usar essas ferramentas de maneira eficaz para desenvolver uma estratégia ideal para cada cliente e vender mais.
Por fim, além dos agentes imobiliários, outro tipo de profissional no mercado imobiliário é o investidor, que seleciona empreendimentos ou fundos imobiliários para obter renda com a venda ou aluguel de propriedades.
O futuro do Real Estate: conheça
No Brasil e no mundo, a pandemia da Covid-19 causou profundas marcas em muitos mercados, incluindo o imobiliário.
Apesar disso, mesmo com os desafios enfrentados, o estudo da ADIT Brasil que citamos anteriormente indica algumas oportunidades para 2022, como:
crescimento de 55% no interesse em loteamentos fechados e abertos;
crescimento de 46% no interesse em imóveis residenciais verticais de alta renda;
crescimento de 44% no interesse em segunda moradia para lazer;
crescimento de 32% no interesse em multipropriedades;
crescimento de 28% no interesse em prédios e apartamentos para locação.
O estudo também aponta algumas das principais tendências em produtos imobiliários para 2022, destacando:
O real estate é um mercado complexo que abrange vários setores e oferece diversas oportunidades para investimento e negócios.
No Brasil, a atuação do mercado imobiliário tem se expandido ao longo dos anos e é influenciada por fatores econômicos, demográficos e tecnológicos.
Com a evolução da tecnologia e as mudanças nas necessidades dos consumidores, é provável que a indústria imobiliária continue a se desenvolver e apresentar novas tendências no futuro.
Portanto, é importante estar atento às tendências e oportunidades no mercado imobiliário para se beneficiar de como se posicionar de forma estratégica ou então contar com a ajuda de uma ajuda especializada como a Portofino Multi Family Office!