A nossa área de Real Estate, faz parte da nossa estrutura que leva soluções estratégicas completas para atender as mais variadas necessidades dos nossos clientes, neste caso, soluções do setor imobiliário. Com profissionais altamente capacitados e especializados no setor, a vertical tem como foco trazer um olhar mais profundo para o patrimônio (ilíquido) do cliente, estendendo essa análise para o “tijolo”, oferecendo acesso e desintermediação a investimentos únicos e exclusivos, sem nenhum conflito de interesses, como tudo que fazemos.
Como exemplo recente, temos o empreendimento que investimos através do Speciale Real Estate Developmente, chamado AYMIRÁ, da JALGP, na qual os nossos clientes podem investir no fundo que apoia na viabilização do empreendimento e até obter benefícios na aquisição do imóvel, caso queira também morar lá.
Conheça o empreendimento
O residencial Amyrá Moema, fruto de uma parceria com a Portofino Multi Family Office, é o mais novo projeto da JALGP. Localizado na Avenida Jamaris, 879, em Moema, na cidade de São Paulo, o empreendimento está em um dos bairros mais valorizados da cidade, próximo a uma gama de serviços.
Com arquitetura de Königsberger Vannucchi, paisagismo de Roberto Riscala e decoração de Suite Arquitetos, os 17 apartamentos, um por andar, contam com uma arquitetura autoral e estão de forma elegante e sofisticada distribuídos em uma única torre, em apartamentos conceituais 259m² (237m² de área residencial + 22m² de personal space) e cobertura duplex de 413m² (391m² de espaço residencial + 22m² de studio integrado).
“Além de poderem investir no fundo de desenvolvimento imobiliário que apoia na viabilização deste projeto, os nossos clientes contam com benefícios diferenciados e totalmente alinhados aos nossos valores e atributos, caso queiram adquirir um dos apartamentos. Os benefícios são: tarifa zero de corretagem e desconto adicional que pode variar de acordo com os prazos de pagamento. Não recebemos valor nenhum na venda do imóvel, o nosso objetivo é acelerar o processo de aquisição e por consequência a performance do fundo. É bom para todos!
Leonardo Bersot, Sócio Portofino MFO.
Ao inserir empreendimentos deste nível em nossos fundos e, além disso, oferecer benefícios também na aquisição para os nossos clientes, aceleramos o processo de ocupação trazendo performance para o fundo. Os nossos clientes são beneficiados em todos os sentidos, além dos stakeholders, toda a cadeia envolvida no projeto sai ganhando de forma justa e sustentável.
Neste sentido, Lucas Reis e Leonardo Bersot, sócios e responsáveis pelas soluções de Real Estate na Portofino, contam que estão prestes a lançar um novo produto que, segundo eles, será uma “segunda versão” do Speciale Real Estate Development. Os especialistas explicam que o ciclo atual é mais favorável para a negociação e compra de terrenos, que em 2020 e 2021, por exemplo. Anos nos quais os donos de terrenos estipulavam valores muito mais altos, dificultando aquisições.
“Vemos o mercado de São Paulo, nos últimos dois anos, caminhar muito bem”, comenta Bersot. Ele explica que o segmento de incorporação residencial lida com o desafio das altas taxas de juros que afetam o financiamento dos construtores e os consumidores finais, porém o especialista entende que “a classe de altíssimo padrão é muito menos suscetível a essa retração, postergação da tomada de decisão de aquisição de um determinado imóvel”.
Além disso, Lucas Reis destaca que a participação em projetos como esse gera a possibilidade de originação de novos negócios, visto a atual base de clientes que temos e a nossa capilaridade para acessar determinadas regiões.
“Sócio com know-how financeiro para criação de estruturas de capital e network que possibilita angariar novos parceiros que agregam para os projetos”. A oportunidade de ter um sócio com uma marca que agregue na evolução do projeto é visto como um movimento de impacto nos negócios.
O Amyrá Moema é mais um projeto que a Portofino faz parte, colaborando na geração de novos negócios que sejam relevantes e benéficos, sobretudo, para os nossos clientes.
Caso queira mais informações ou tirar dúvidas sobre a área de Real Estate e seus projetos, entre em contato conosco ou fale com o seu Executivo de Relacionamento.
Nesta semana, recebemos, em nosso escritório sede em São Paulo, Ricardo Denadai, CEO e Economista-Chefe da Ace Capital, gestora de fundos de investimentos com R$ 5,5 bi sob gestão, para um café da manhã com nossos clientes e colaboradores.
No bate-papo, além de apresentar a metodologia e modelo de operação da gestora, o executivo traçou um panorama político e econômico com os desafios do mercado para 2023. Confira:
A Ace Capital é organizada por setores, num “modelo de caixinhas”, como definiu Ricardo. Em cada uma, especialistas dedicados a diferentes setores do mercado estão o tempo todo, de forma dinâmica, avaliando indicadores e tendências para se certificarem de que estão no norte correto em seu processo de investimentos. “Temos um norte e nos organizamos, avaliando dia e noite se estamos certos ou errados, para fazer qualquer tipo de alteração em nosso processo de investimentos”, explicou.
Contexto Global:
O mercado internacional tem dado um alívio para os emergentes.
O mercado se animou por três motivos diferentes: Europa conseguiu se reorganizar e lidar bem com a questão do gás durante o inverno; antecipação do fim da política de Covid zero na China que estava restringindo a mobilidade no país; e inflação nos EUA que, apesar de melhores, ainda é o principal ponto de preocupação no ponto de vista do mercado.
Neste cenário, com notícias mais construtivas, o mercado voltou para o sonho de que seria possível pousar um A380 em um porta-aviões. Ou seja, começaram a acreditar que seria possível desacelerar a economia americana sem gerar recessão e resolver o problema da inflação.
Na visão da gestora, essa combinação é possível, mas pela dificuldade de acontecer, improvável.
O cenário global continua bastante desafiador, mas não é catastrófico. Existem vários desafios na mesa.
Brasil
Em relação ao Brasil, vínhamos caminhando em uma direção de nos diferenciarmos do restante do mundo, principalmente no que diz respeito à política monetária.
Vemos um sentido de intensificação da desaceleração econômica por conta do aperto das condições financeiras somada a outras incertezas.
Com o mínimo de organização, compromisso com a nova regra fiscal e a vontade dos investidores estrangeiros de dar o benefício da dúvida ao governo, seguramente agora estaríamos discutindo o início do corte de juros.
Denadai também abordou, sem entrar em muitos detalhes, sobre a discussão dos juros estarem muito altos e afirmou que “taxa de juros não é causa, mas, sim, consequência”.
Por fim, nosso CIO, Eduardo Castro, disse que o BC se encontra em uma situação incômoda, pois as próximas decisões serão questionadas pelo governo ou pelo mercado.
Nesta quarta-feira (15), tivemos o último dia do CEO Conference Brasil 2023, evento promovido pelo BTG Pactual. Desta vez, Fernando Haddad, Arthur Lira e os governadores dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul foram algumas das figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro que marcaram presença.
Fernando Haddad anunciou que antecipou a proposta de uma nova âncora fiscal para março;
Haddad falou sobre boa relação com o Banco Central;
Ratinho Jr. destacou a importância da nova geração na política;
André Jakurski, Luis Stuhlberger e Rogério Xavier falaram sobre mexer ou não na meta da inflação;
Flávio Dino comentou sobre uma possível CPI acerca dos atos do dia 8 de janeiro;
Arthur Lira descartou qualquer possibilidade de mudança na independência do Banco Central;
Mansueto Almeida criticou o debate sobre a meta da inflação.
Leia abaixo, com maiores detalhes, como foi o segundo dia do CEO Conference.
Top Gestoras do Mercado
Estava programado para o ministro Fernando Haddad ser o primeiro entrevistado do dia, mas os painéis foram invertidos e André Jakurski, sócio-fundador da JGP, Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset, e Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, abriram o evento.
Os três convidados passaram por uma análise macroeconômica, debatendo sobre como enxergam o momento atual e as perspectivas no cenário internacional até chegar ao Brasil. O tema principal, como em vários painéis do primeiro dia, se deu sobre a discussão entre Banco Central e governo.
O assunto gerou certo consenso entre os entrevistados. Xavier foi o primeiro a falar, e de forma contundente criticou a não revisão da meta de inflação e os juros. Ele disse que não entende quais os motivos que travam uma possível revisão.
O gestor destacou em sua participação que, desde 1999, o Brasil só conseguiu atingir a inflação de 3% ao ano, dentro da meta, uma única vez e ressaltou que na gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, a inflação ficou em média a 6%.
“Aquele cenário de 2020, quando definimos a meta de hoje, não se realizou. Se a gente tem uma reunião todo ano para reavaliar, não entendo a razão disto ser um dogma tão grande de corrigir. Por que estamos perseguindo um objetivo que está inalcançável? A meta definida há dois anos está errada”, opinou. Jakurski seguiu na mesma linha de Xavier e complementou sobre a importância de definir uma regra fiscal.
Stuhlberger, por sua vez, explorou sobre as decisões políticas e falta de visão de longo prazo destes, que adotam medidas visando apenas seus próprios interesses, aspas que foram aplaudidas ao fim. “Nos dois últimos anos do governo Bolsonaro, acho que houve uma involução, com políticas que servem para o curto prazo, usadas para interesses políticos, como a PEC Kamikaze. Isso vale para o Bolsonaro e Lula. Que a gente tenha presidentes e ministros que sejam estadistas e pensem no Brasil no longo prazo. O estrago de políticas erradas no longo prazo é muito grande”.
Perspectiva Econômica Brasileira
No painel mais aguardado do segundo dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi questionado sobre diversos assuntos que mexem com os ânimos das pessoas, como o novo arcabouço fiscal, caso Americanas e até mesmo sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Haddad declarou que depois de uma conversa com Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, decidiu antecipar a proposta de uma nova âncora fiscal para março.
“Nós vamos em março, provavelmente, anunciar o que entendemos que seja a regra fiscal adequada para o país. O Congresso estabeleceu agosto, tínhamos puxado para abril devido à LDO, mas a Simone ponderou, com razão, e Alckmin também, que para mandar para o Congresso junto com a LDO era bom a gente ter um período de discussão, porque não tenho a pretensão de ser o dono da verdade.”.
Durante o evento, o ministro teceu críticas ao ex-presidente sobre não saber perder e fazer oposição sem risco. “É muito fácil pensar nas grandes personalidades do Brasil e saber quem se portou de maneira adequada e quem não”. Além disso, também comentou sobre a herança fiscal deixada pelo antigo governo, relatando as medidas consideradas por ele eleitoreiras e com custo expressivo às contas públicas.
O ministro falou sobre as polêmicas acerca da meta da inflação e o “braço de ferro” do governo com o Banco Central. Ele afirmou que todo dia a Fazenda conversa com o Banco Central e a “comunicação nunca deixou de existir e nunca deixará”. Haddad expôs sua opinião em relação ao caso das Americanas, o qual ele disse que gerou “um estresse”. “Um cara que dá um tombo de 0,5% do PIB, com 16 mil credores. E nós estamos aguardando um pronunciamento até agora”, finalizou.
O Papel do Ministério da Justiça
O ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou sobre os atos do dia 8 de janeiro. Para ele, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os acontecimentos poderia se tornar uma distração para o governo Lula e tirar as atenções da Reforma Tributária.
“Talvez resultasse na perda de foco do principal que é a Reforma Tributária, estratégica para o momento que o Brasil vive”. O ministro ainda destacou que as condições institucionais estão melhores, mas deseja que melhorem ainda mais.
Dino também falou sobre o decreto de armas e pontuou que o armamentismo sustentou quadrilhas e organizações criminosas.
Agenda Política Brasileira
Outro nome importante do cenário político que marcou presença no evento foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Assim como grande parte das personalidades que passaram pelo palco, Lira foi mais indagado sobre Banco Central versus governo e afirmou que não vê nenhuma possibilidade de mudança na independência do Banco Central, ressaltando a importância da independência da autarquia e que Lula e Campos Neto são duas pessoas que vão saber dialogar.
Lira também não ficou de fora da pauta da Americanas e comentou o caso. “O que aconteceu foi muito grave. Esse assunto deve e será tratado tanto pelos órgãos de controle do sistema financeiro quanto do Congresso Nacional”.
O presidente da Câmara mencionou haver um acordo para que o novo arcabouço fiscal seja moderado e que o texto radical para um lado ou para outro não terá apoio”.
Governos Estaduais: Desafios dos Novos Ciclos
Ratinho Jr, governador do Paraná, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, participaram do painel que debateu a relação com o governo Lula, polarização e reforma tributária.
O governador do Paraná se mostrou cético quanto à reforma, disse que não acredita que irá avançar. Dentre as justificativas para sua opinião, ele comentou que “não temos um ambiente econômico saudável”. Na sequência, ele afirmou que acha que é possível avançar com uma simplificação dos tributos federais, dando mais dinâmica para o setor privado.
Tarcísio partiu para o campo das privatizações, explicou que esse será seu contraponto em relação ao governo federal e falou que a grande privatização é a da Sabesp, que deve seguir um modelo parecido com o da Eletrobras.
Governador reeleito do RS, Leite mencionou o fato do estado ser muito polarizado, as privatizações que realizou na sua primeira passagem e destacou a importância de um bom ambiente de diálogo, mas sem deixar que tenha divergências com o governo federal.
Por fim, Ratinho Jr. deu um breve discurso sobre o Brasil ser um país escasso de lideranças, não só na política. Destacou o fato do tempo que o Lula está como figura de destaque na política, relacionando com a necessidade de uma nova geração, “não de idade, mas de tese, projeto e de caráter”. “Essa nova geração tem a obrigação de assumir o Brasil. De estimular novas lideranças e apresentar novos caminhos para o país. Temos que inspirar novas lideranças a dar as caras. Não podemos ser um país dependente de uma ou duas figuras”, complementou.
Os Desafios do Ajuste Fiscal e da Redução da Inflação
Encerrando o CEO Conference de 2023, Eduardo Loyo, sócio BTG Pactual, Mansueto Almeida, economista-chefe BTG Pactual, e Tiago Berriel, estrategista-chefe BTG Pactual Asset Management, falaram dentre os assuntos sobre a mudança, ou não, da meta da inflação.
“O mero fato de afrouxar as metas é lido como uma revelação das suas preferências como Banco Central de tolerar inflações mais altas. Mostra que tem dificuldades de trazer a inflação para onde ela deveria estar”, explicou Loyo.
Mansueto Almeida seguiu pelo mesmo caminho e, na opinião dele, “o grande debate no Brasil hoje não deveria ser a meta da inflação”. Ele explica que o preço dos ativos piorou muito desde o término das eleições, não pelo banco central, mas, sim, pelas mensagens sobre o ajuste fiscal. “Eventualmente, lá na frente, quando a inflação estiver convergindo para a meta, tivermos um plano fiscal que mostre que a trajetória da dívida não será explosiva, a gente pode debater a eficiência do sistema de metas. Agora não é o momento”.
Ele finalizou comentando que o mundo está querendo acreditar no Brasil, mas internamente não estamos dando a mensagem adequada com clareza. Olhando para frente, temos um cenário de incerteza agravado pela mudança de meta e discussão sobre a autonomia do Banco Central.
Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.
Nesta terça-feira (14), aconteceu o primeiro dia do CEO Conference Brasil 2023, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou com a presença de diversas figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro, como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Bernard Appy, Secretário Especial da Reforma Tributária, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, entre outros.
O CEO Conference 2023 começou com André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual, como o primeiro entrevistado. O tópico de início de conversa foi sobre o novo governo e as questões da política fiscal, da qual ele relacionou que quanto mais saudável, menores os juros. “Acho que o presidente tem uma natural ansiedade de rapidamente atender a população que ele enxerga como seu objetivo de governo, algo que acho louvável e respeitável. O risco, entretanto, é essa ansiedade buscar um atalho. O atalho não vai levar a lugar nenhum”, disse Esteves.
A “guerra fria” também foi tema no painel. O assunto que vem dominando as manchetes nas últimas semanas foi abordado em outras entrevistas, mas Esteves, perguntado sobre o assunto, disse que devemos torcer para o Brasil. Ele ressaltou que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, está fazendo um trabalho excepcional e opinou: “Dizer que ele está sabotando algo é ingenuidade. Está claro que performa um trabalho técnico. Se fosse para sabotar algum governo, teria sido o último, quando subiu a taxa de juros”.
Adiante, as eleições foram tema do painel. Para Esteves, o governo não foi a vitória de um partido e nem de uma ideologia. “Um segmento da sociedade acreditava que a defesa da democracia passava pela mudança de poder”, explicou. Ele ainda ressaltou o fato do Brasil possuir eleições limpas e “uma das mais modernas do mundo”.
No ambiente externo, o sócio sênior do BTG demonstrou seu pessimismo acerca das projeções muito positivas, na opinião dele, sobre o processo de desinflação no mundo. Ele explicou que a Europa não resolveu a questão da guerra na Ucrânia, na verdade, ela se acostumou. E, ao contrário do que muitos pensam, o conflito escalou nos últimos meses. A análise sobre a China é que haverá uma onda muito positiva agora, mas no médio prazo eles ainda têm desafios, como o Real Estate. Por último, as tensões recentes entre EUA e China terão um desenrolar.
Política Monetária Brasileira
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi o segundo convidado do primeiro dia de evento. O painel passou por diversos assuntos, desde o cenário nos Estados Unidos até a implementação tecnológica que o Banco Central implementou.
No que diz respeito aos Estados Unidos, Campos Neto destacou bastante a questão inflacionária por lá e destacou a importância de acompanhar o ritmo e o desenvolvimento da inflação.
Como não poderia deixar de acontecer, o presidente foi questionado sobre o “braço de ferro” envolvendo o Banco Central e o governo. “Acho que é importante respeitar as instituições e seguir as regras do jogo”, disse ele sobre as questões acerca de uma revisão na meta da inflação. Na relação com o novo governo, Campos Neto pediu “um pouco mais de boa vontade”.
“O investidor é muito apressado, é muito afoito. A gente precisa ter um pouco mais de boa vontade com o governo, 45 dias é pouco tempo. Acho que tem uma boa vontade enorme do ministro Haddad, de falar: olha, temos aqui um princípio de seguir um plano fiscal com disciplina, tem um arcabouço que está sendo trabalhado. Já foram elaborados alguns objetivos. A gente precisa ter um pouco de boa vontade”, declarou, Campos Neto.
Acerca da polêmica da autonomia do Banco Central, ele afirmou ser muito importante e ainda mencionou alguns países como exemplo. Ele mencionou o Chile, onde não mexer com a autonomia da autoridade monetária é um dos princípios, e também falou do Peru, que vive uma crise política, mas que, segundo ele, o presidente da autarquia peruana dirige de forma totalmente independente, sem as interferências de um sistema político instável.
A tecnologia também foi tema do painel. Campos Neto debateu sobre pix e real digital, dizendo que já há um piloto da moeda digital. Ele também explicou que “é um processo bom para os bancos que vão ter mais digitalização em seus processos e vai gerar muita eficiência”.
Novo Governo e os Efeitos nas Carteiras de Ações
André Caldas, Sócio da Clave Capital, Christian Faricelli, Sócio da Absolute Investimentos, e Laercio Henrique, Sócio BTG, foram,os convidados e discutiram sobre cenário e renda variável.
Caldas comentou sobre o cenário de juros altos e a falta de visibilidade para saber qual vai ser o momento de corte, criando um cenário desafiador. Ele foi perguntado também sobre empresas estatais, das quais destacou o Banco do Brasil que, segundo ele, está com um valuation muito atrativo e em um bom momento. O sócio mencionou também a Petrobras, mas ponderou que aguarda mais definições do novo presidente.
Laercio foi por esse campo das estatais, porém, ao contrário de Caldas, opinou que prefere se expor a um banco privado, como o Itaú, por exemplo, ao invés do Banco do Brasil. Ele também comentou sobre o caso das lojas Americanas, que definiu como a “maior fraude contábil que conhece”.
O apetite do investidor estrangeiro foi alvo de debate. Faricelli disse que o investidor acha que em algum momento os juros cairá e está de olho no cenário para os emergentes. “O investidor local está com muito medo do governo e o estrangeiro com menos. O investidor estrangeiro que está vindo para o Brasil é puramente o que está fazendo trade global, então da mesma forma que ele entrou com o dinheiro, ele pode sair. Não é uma visão de 5 ou 10 anos”, completou.
O Futuro do Mercado Brasileiro de Capitais
João Pedro Nascimento, presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), foi outro convidado do primeiro dia de evento. Dentre os assuntos discutidos, ele passou sobre importantes normas implementadas pela instituição nos últimos anos, como o marco legal das startups (flexibilização da dispensa das demonstrações financeiras para as companhias abertas com receita bruta anual inferior a R$ 500 milhões), a nova regra de fundos de investimento (apresentou uma simplificação, consolidação em um arcabouço único), a resolução 135 (regra que fala dos mercados organizados) e a nova regra dos assessores de investimentos (promove a liberdade e acaba com a exclusividade regulatória).
Além disso, Nascimento comentou sobre o open capital market, o qual é a transposição do open finance para o mercado de capitais, passando a ideia de finanças descentralizadas e abertura do mercado de capitais, e sobre o evento que atingiu a Americanas. Nesta linha, sem citar nomes, ele disse que a CVM não comenta nenhum caso específico, mas tratam como algo gravíssimo, que não pouparão esforços para responsabilizar cada um dos responsáveis pelos acontecimentos e classificou o caso como lamentável.
O Momento do Varejo Brasileiro
Painel bastante aguardado em meio a toda polêmica envolvendo a Americanas, gigante do setor do varejo, Stelleo Tolda, Conselheiro do Mercado Livre, e Roberto Fulcherberguer, CEO da Via, falaram sobre os acontecimentos da empresa e outros aspectos do mercado.
Em relação ao caso da Americanas, Tolda contou que houve um impacto no setor, mas ponderou que, além disso, houve o aumento da alta de juros do ano que implica fortemente no cenário competitivo. Ele explicou que os recentes eventos, do ponto de vista do investidor, traz a lição da importância de ser mais seletivo.
O conselheiro ainda falou sobre o mercado em geral, com destaque para a participação dos players estrangeiros, tais quais Amazon, Shopee e Shein. Ele afirmou que essa chegada não é surpresa, dizendo que o potencial de crescimento do mercado tem acomodado todos. “Esses outros players trazem novidades, e quem decide é o consumidor, que vai atrás do melhor preço, experiência e outros atributos”.
Transição Energética: Fontes Alternativas e Crescimento
A transição energética também foi alvo de debate durante o CEO Conference de 2023. Com a presença de Marcos Lutz, CEO da Ultrapar, e Mauricio Bähr, CEO da Engie Brasil, o painel percorreu sobre o posicionamento do Brasil e do mundo neste tema.
Lutz destacou as vantagens do Brasil, caracterizando como um país diferente e privilegiado. Ele afirmou que o biocombustível é uma parte do ecossistema renovável que ainda é muito subutilizado em uma perspectiva global. “O biocombustível como uma política de governo faz muito sentido para o Brasil”, disse.
As consequências energéticas da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, na opinião de Bähr, é uma lição para nós que estamos distantes da Europa. “O maior aprendizado que tivemos foi que a Europa se valeu de uma infraestrutura de muitos anos que permitiu a ela garantir a segurança de suprimentos nesse período. Para o Brasil fica que devemos aproveitar o momento de bonança energética para construir a nossa infraestrutura para garantir essa segurança de suprimentos.
A Agenda de Reformas Estruturais do Brasil
Bernard Appy, Secretário Especial da Reforma Tributária, e Gustavo Guimarães, Secretário Executivo do Ministério do Planejamento, participaram do painel junto a Mansueto Almeida.
Os três discutiram sobre a reforma tributária e o amadurecimento da proposta. “Hoje estamos em uma situação mais favorável à aprovação da reforma tributária. Pelo amadurecimento da sociedade, entes federativos e pelo avanço no congresso nacional o tema já avançou muito”, explicou Appy.
Appy falou que um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) ideal na reforma tributária deve ter o mínimo possível de benefícios fiscais, que geram, segundo ele, distorções nas alocações da economia, contrapondo ao Brasil que tem cinco impostos entre federais, estaduais e municipais. Neste sentido, para Appy, o IVA para dar certo aqui no Brasil precisa ter o menor número de alíquotas possível e nenhum benefício fiscal.
A Agenda Política Brasileira: O Papel do Senador
O último painel do dia recebeu o presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Pacheco passou por diversas temáticas e disse que após a sua reeleição no Senado busca a unificação de “um Senado que seja um só”. “Nosso trabalho é em busca constante de uma reunificação na Casa, assim como no Brasil”.
O embate entre governo e Banco Central tomou boa parte do tempo do painel, assim como foi em outros. Ele afirmou que não houve nenhuma formalização quanto a retroceder a autonomia do Banco Central ou desoneração de Campos Neto. “Não vejo nenhuma perspectiva de retrocesso em relação à autonomia do Banco Central”, opinou.
Ele ainda expôs o que pensa sobre o comportamento do governo nessa questão e disse que “acha muito importante a sinceridade e verbalização do que se pensa, mas tem certeza que o presidente Lula compreenderá que essa é uma realidade que ele e o governo terão que conviver”.
A entrevista com a jornalista Amanda Klein discutiu sobre os atos de 8 de janeiro, polarização das eleições, a busca pela reconciliação e reforma tributária. A respeito desta última, ele expressou o desejo de que a reforma seja concretizada. “Nós temos que fazer a reforma tributária. O desejo é esse ano”.
Por fim, Pacheco foi perguntado sobre os atos de 8 de janeiro e de uma possível participação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele respondeu que “não pode afirmar isso. Essa será uma investigação que com certeza vai ser feita. O que eu atribuo a ele [Bolsonaro] foi a sua incapacidade de conter sua militância e adeptos. Não houve da parte dele fazer com que aquelas pessoas entendessem que democracia é algo que não se mexe”, finalizou.
O CEO Conference Brasil 2023 retorna nesta quarta-feira (15) com a presença de Fernando Haddad em um dos painéis.
Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.
Seja por falta de tempo ou de conhecimento, gerenciar um grande patrimônio pode ser um desafio para muitos indivíduos. Uma solução para isso é o wealth management.
Também chamado de gestão de fortunas, esse serviço foi criado para atender a maior demanda por personalização para investimentos de clientes mais ricos.
Desta forma, é uma boa opção para quem busca investir com mais segurança, comodidade e profissionalismo.
Se você se identifica com este perfil, mas ainda tem dúvidas sobre o tema, não se preocupe. Montamos este artigo reunindo todas as principais informações sobre o serviço de wealth management e quando contratá-lo.
Boa leitura!
O que é Wealth Management?
Wealth Management é um tipo de assessoria patrimonial voltada para a gestão de fortunas de indivíduos ou famílias.
Podendo ser realizada por um único profissional ou por gestoras especializadas, esta atividade inclui uma série de responsabilidades de cunho financeiro, administrativo, jurídico e contábil.
Em geral, os serviços inclusos em um wealth management são:
Atividades Fiscais;
Consultoria Financeira;
Planejamento Imobiliário;
Consultoria de Investimentos;
Serviços de Contabilidade;
Planejamento de Aposentadoria.
Juntos, eles contribuem para a proteção, consolidação e também multiplicação de patrimônios através da aplicação em fundos exclusivos.
Qual é o seu objetivo?
O objetivo do wealth management é centralizar e atender todas as necessidades financeiras de pessoas com alto poder aquisitivo.
Os indivíduos que contratam este serviço eliminam a obrigação de escolher diferentes profissionais e produtos para gerenciar seus ativos.
Em outras palavras, toda a estruturação de um plano estratégico de proteção e acúmulo financeiro pode ser realizada em um só lugar com o wealth management.
Mas para que isso seja possível, as funções designadas aos gestores incluem o aconselhamento financeiro, proteção patrimonial, escolha de seguros e planejamento patrimonial, familiar e sucessório.
Por suas características, este tipo de assessoria financeira também pode ser direcionada para a preservação do patrimônio de empresas.
Como funciona o wealth management na prática?
Para entender como funciona o wealth management na prática, é preciso entender quando esse tipo de assessoria é necessária e quais pessoas podem querer ter acesso a eles.
Assim sendo, veja a seguir as principais situações em que o wealth management pode ser aplicado para entender como esse tipo de assessoria e funciona na prática:
Pessoas que passaram por grandes mudanças na vida
Quando uma pessoa que possui muitos bens, propriedades e ativos financeiros morre, todo o seu patrimônio privado é dividido entre seus familiares mais próximos, como cônjuges, filhos, sobrinhos e outros parentes.
O serviço de wealth management ajuda novos herdeiros, que acabaram de passar por grandes mudanças na vida, conectando-os com profissionais imobiliários, advogados, contadores e corretores de investimento.
A ideia é utilizar a expertise e o conhecimento desses profissionais como auxílio no processo de planejamento do que fazer com a fortuna herdada.
Em outros termos, administrar as propriedades e a sua documentação, os processos de transferências de titularidade, de nomes e hipotecas é feito de maneira terceirizada, por um profissional devidamente capacitado.
Isto posto, o cliente – que acabou de passar por um processo traumático – não precisa lidar com todos os trâmites burocráticos envolvidos nos processos a serem tomados após a morte de um parente próximo.
Os consultores de wealth management ajudam a elaborar planos de administração da herança de forma a gerar renda com as propriedades e diminuindo ao máximo os impactos dos impostos sobre propriedade incididos nesse tipo de situação.
Pessoas que não tem tempo de gerir a própria carteira de investimentos
Pessoas que trabalham em tempo integral normalmente não conseguem administrar os seus investimentos sozinhas.
Por esse motivo, normalmente espalham os seus próprios ativos entre várias corretoras diferentes, de modo a terceirizar a geração de renda com o investimento.
Nessas circunstâncias, a implementação de estratégias fiscais e de investimentos futuros é complicada, pois o mercado se movimenta muito rapidamente e quem trabalha mais de oito horas por dia não tem tempo de se atualizar sobre tudo que acontece.
Gerentes de patrimônio aplicam metodologias de wealth management para que todo esse processo de gestão de ativos e propriedades seja mais fácil, de modo que o cliente possa exercer a sua atividade principal sem se preocupar com seus investimentos.
Uma vez que são contratados, esses profissionais definem um plano financeiro com o objetivo de atingir as necessidades relatadas pelo cliente no curto, médio e longo prazo.
Todo esse processo, portanto, é feito junto com o gerente de patrimônio consultando o cliente sobre as suas necessidades e instruindo-o sobre as etapas do plano e como ele mudará ao longo do tempo para aumentar as suas finanças e rentabilidade.
Pessoas que entraram na aposentadoria
Pessoas que fizeram um bom plano de aposentadoria e que fizeram investimentos significativos acumulam um grande patrimônio ao longo da vida e, quando chega a hora de se aposentar, pode ser difícil gerir todo esse capital sozinho.
Nesses casos, é possível contratar um gerente de patrimônio para aconselhar o recém aposentado sobre como garantir que aqueles investimentos forneçam um fluxo confiável de dinheiro para que ele possa viver a aposentadoria com tranquilidade.
A ideia é que o cliente não só terceirize os seus investimentos, mas que compreenda todas as estratégias que serão utilizadas durante a sua aposentadoria.
Trata-se de um processo contínuo, em que o recém aposentado e o wealth manager conversam sobre as necessidades de cada momento da vida.
Nesse processo, o gestor analisa todas as opções mais lucrativas de modo a diminuir ao máximo os riscos e permitir que o cliente escolha um estilo de vida e desfrute da segurança de saber que o seu patrimônio está sendo administrado com excelência.
Estrutura de serviços em Wealth Management
Os serviços oferecidos por uma instituição de gestão patrimonial vão muito além do planejamento financeiro.
Além da situação financeira do cliente, são levados em conta os seus objetivos de curto, médio e longo prazo, como também o seu nível de tolerância ao risco.
Com um plano desenhado de forma personalizada e sua devida implementação, o gestor deve se reunir regularmente com o cliente para a revisão e atualização de metas.
Neste momento, pode ser identificada a necessidade de adição de novos serviços, como os de assessoria jurídica, por exemplo.
O resultado esperado deve ser sempre atender o cliente por completo e tornar o gerenciamento de sua vida financeira o mais cômodo e eficiente possível.
Carteiras administradas
As carteiras administradas (ou carteiras gerenciadas) fazem parte da estrutura de serviços de um wealth management.
Ao contar com uma carteira administrada, o cliente possui um portfólio de investimentos construído de acordo com as suas necessidades particulares.
Assim, conseguindo interferir em fatores como o volume, liquidez e prazo dos investimentos.
O nível de tolerância ao risco também é levado em conta durante a alocação de ativos, feita de modo diversificado pelo wealth manager.
Fundos exclusivos
Como o nome já indica, os fundos exclusivos são fundos de investimento direcionados a um só indivíduo ou famílias completas.
Mesmo com todas as características de um fundo tradicional, ele deve ser completamente baseado nos objetivos de apenas um investidor (ou família).
Com limite máximo de até 20 cotistas, este tipo de fundo atende a demandas específicas dos clientes, como:
Além da customização, outra grande vantagem de um fundo exclusivo tem relação com a sua tributação.
Afinal, ele não envolve a cobrança de come-cotas, uma antecipação do imposto a ser pago pelo investidor de fundos, e a cobrança do Imposto de Renda (IR) é feita apenas apenas no resgate do dinheiro.
Investimentos Offshore
O investimento offshore é uma modalidade de aplicação financeira feita em outro domicílio fiscal, ou seja, no exterior.
Essa estratégia tende a ser bastante utilizada por quem busca por uma menor tributação sobre seu patrimônio.
Isso porque o investimento offshore envolve a criação de conta em países onde a alíquota de tributos sobre capital estrangeiro é muito pequena ou nula.
Sendo eles, portanto, os chamados “paraísos fiscais”.
É importante ressaltar que, apesar do termo offshore ser muitas vezes atrelado à atividades ilícitas, a sua prática possui regulamentação pela lei.
Entre os indivíduos com mais experiência no mercado financeiro, o investimento offshore é um dos mais populares.
Para quem o Wealth Management é recomendado?
Os serviços de Wealth Management costumam ser indicados para indivíduos com alta renda. De acordo com a consultoria EY Wealth & Management, responsável pelo relatório Global Wealth Management Research Report de 2019, os clientes deste serviço são classificados em 4 categorias:
Abastados em geral: US$250 mil a US$999 mil;
Patrimônio financeiro alto: US$1 milhão a US$4,9 milhões;
Patrimônio financeiro muito alto: US$5 milhões a US$29,9 milhões;
Patrimônio financeiro ultra-alto: a partir de US$30 milhões.
Portanto, este tipo de gestão é direcionado para aqueles com realidades patrimoniais elevadas, como empresários, investidores e herdeiros.
O wealth management, contudo, costuma ser bastante demandado por famílias, seja para cuidar dos seus negócios ou das aplicações pessoais de seus integrantes.
Family Wealth Management: como funciona?
Os gestores de fortuna, quando com foco direcionado para as famílias, oferecem o serviço de family wealth management.
Neste caso, um pouco mais complexo, é preciso se atentar não só ao capital financeiro dos indivíduos, mas também ao capital humano, intelectual, cultural e social da família.
Afinal, o cuidado com processos ligados à sucessão, herança e inventário tem papel fundamental na preservação da riqueza familiar.
Entretanto, a gestão de patrimônio familiar também envolve o atendimento individual, incluindo a criação de uma carteira de ativos personalizada.
Assim como no formato tradicional, o perfil e objetivos de cada um são devidamente considerados pelo wealth manager.
O que são Family Offices?
Family Office é o termo usado para se referir às gestoras de patrimônio com foco em famílias.
O serviço dessas empresas consiste na atuação de uma equipe de profissionais diversificada para assessorar de modo completo as famílias.
Além dos investimentos, o trabalho dos Family Offices engloba questões como o planejamento tributário e sucessório, análise patrimonial, escolha de previdência e seguros e dimensionamento do padrão de vida familiar.
De acordo com a necessidade de cada grupo, é possível contratar serviços adicionais.
Tipos de Family Office
No mercado financeiro, existem dois tipos existentes de Family Office: single e multi.
O Single Family Office possui estrutura definida pela própria família, incluindo serviços exclusivos e personalizados.
Já o Multi Family Office contém uma estrutura padrão de serviços, oferecidos para diferentes grupos familiares.
Quanto à gestão do Family Office, é possível optar entre os modelos passivo ou ativo.
Na gestão passiva, existe apenas o aconselhamento de boas estratégias e ativos.
Já no modelo de gestão ativa, com custo mais elevado, a gestora tem permissão para comprar e vender investimentos sempre que entender que isso trará mais retornos à carteira dos clientes.
Vantagens de contratar um Family Office
Contratar o serviço de um Family Office contribui para a correta estruturação de diversas áreas financeiras de uma família com grande patrimônio.
Baseando-se nos interesses do grupo, é possível estruturar um planejamento que ofereça eficiência financeira e contribua para melhorar a gestão da fortuna como um todo.
No longo prazo, contar com serviços de wealth management, como planejamento tributário e financeiro, contabilidade e gestão de patrimônio é fundamental.
Afinal de contas, em uma família com estrutura patrimonial complexa e inúmeras obrigações administrativas e financeiras, cometer erros pode custar muito mais caro.
Você precisa de um Family Office? Veja o que avaliar
O custo de um Family Office pode variar bastante de acordo com diversos fatores relacionados ao grupo.
Em geral, a cobrança pode ser feita por meio de uma taxa física ou por um percentual sobre o patrimônio administrado.
Existe também a opção de combinação entre as duas opções citadas.
Tudo depende da complexidade da estrutura familiar, tamanho do patrimônio a ser administrado e quantidade de serviços solicitados.
É importante pontuar, no entanto, que o preço não é o único valor a ser analisado na busca por um Family Office.
Na verdade, existem outros pontos ainda mais importantes. Confira-os abaixo!
1. O tamanho da sua riqueza
Para qual nível de patrimônio recomenda-se um serviço de wealth management?
Apesar de existirem algumas definições, não é possível encontrar um consenso no mercado financeiro.
O motivo é que, apesar do patrimônio líquido e número de ativos serem importantes, na prática, a renda acaba sendo uma medida mais relevante para essa análise.
Como regra, a renda de um negócio familiar, além de garantir o estilo de vida dos seus indivíduos, deve ser o suficiente para cumprir com as despesas gerais com colaboradores de modo tranquilo.
Em outras palavras, seu negócio deve ser grande o suficiente para não exigir a compensação financeira através da liquidez pessoal.
Considerando os custos anuais de uma empresa, um patrimônio líquido abaixo de 2 milhões não justifica a contratação de um Family Office.
Acima deste valor, a gestão de um grupo especializado de consultores se torna muito mais vantajosa financeiramente.
2. A complexidade de sua vida
A análise de fatores relacionados à complexidade exigida para gestão de patrimônio é essencial na avaliação por um Family Office.
Em alguns casos, quando o patrimônio é pouco diversificado ou concentrado em um só grande ativo, pode ser que não haja complexidade na administração dos bens.
Sendo assim, a ajuda de um Family Office é recomendada quando existe a sobrecarga de ativos, como: Galpões, Casas, Carros, Barcos, Caminhões, Motos, etc.
Quando há amplitude de propriedades, a múltipla exigência de manutenção e pagamento de impostos pode justificar facilmente a necessidade de wealth management.
Um outro ponto a se observar é o pagamento de contas.
Em alguns casos, os indivíduos podem se ver cansados de pagarem contas e mais contas relacionadas às suas propriedades profissionais e pessoais.
Nesses casos, a terceirização da função de pagamento de contas por um Family Office também pode ser uma opção válida.
3. Relacionamento e interesses da família
A contratação de um Family Office e estabelecimento de todas as responsabilidades atreladas aos familiares exige bastante atenção.
Além dos interesses pessoais de cada um, questões de confiança e confidencialidade são pontos chaves para a preservação da riqueza familiar.
Em alguns casos, herdeiros podem não ter interesse ou aptidão para serem posicionados como sucessores.
Outras situações, infelizmente, irão exigir a exclusão de integrantes que ofereçam risco ao patrimônio coletivo.
Uma conversa franca com todos os integrantes da família, deixando claro os benefícios e obrigações envolvidas no negócio, sempre será a atitude mais indicada.
Desta forma, permitindo que o grupo busque por serviços de wealth management alinhados com suas reais necessidades e objetivos de curto, médio e longo prazo.
Qual a diferença entre wealth management e asset management?
Wealth management (gestão de patrimônio) e asset management (gestão de ativos) são dois conceitos que são frequentemente confundidos, mas que representam dois tipos de gestão e serviços diferentes.
Como vimos, o wealth management consiste em uma grande gama de serviços, como o planejamento de herança, assessoria tributária, gestão financeira, family office, entre outros.
O asset management, por outro lado, é um serviço oferecido por bancos ou fundos de investimento especializados em gestão de patrimônio de seus cotistas.
Em outras palavras, o wealth management é um tipo de gestão de patrimônio mais ampla, cobrindo os diferentes tipos de ativo e capital que os clientes possuem de forma a otimizar os ganhos e garantir um estilo de vida mais confortável.
O asset management, por outro lado, diz respeito à gestão de um ativo específico, depositado em um banco ou fundo de investimento.
Isto é, no gerenciamento de ativos, a ideia é terceirizar totalmente a gestão de uma parte dos ativos de forma a gerar rendimentos, enquanto o gerenciamento de patrimônio é uma consultoria que engloba todo o patrimônio do cliente de uma só vez.
Como escolher o Family Office para gestão patrimonial?
Analisados os pontos anteriores, chega a hora de identificar a melhor opção de Family Office para você.
Nesse momento, é fundamental escolher empresas que ofereçam, além da segurança, a personalização de estratégias de acordo com os seus objetivos, sem conflitos de interesse.
O histórico de mercado, quantidade de ativos sob gestão e existência ou não de conflitos de interesse também são pontos essenciais a serem avaliados.
Com certeza, esses pontos te ajudarão a escolher a gestora mais adequada e preservar a saúde financeira da sua família.
Wealth Management com a Portofino Multi Family Office
Através das nossas sedes em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Nova York, superamos a marca dos R$15 bilhões de ativos sob gestão (AUM) no Brasil e no exterior.
Se você busca por descrição no atendimento e garantia de estratégias personalizadas com produtos de qualidade no mercado nacional e internacional, está no lugar certo.
Com o aumento no número de investidores e complexidade envolvida na gestão de grandes patrimônios, contar com o wealth management pode ser a melhor opção.
Para encerrar a “Super Quarta”, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu ontem (1), por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% pela quarta reunião consecutiva. A decisão era amplamente esperada pelo mercado, portanto as atenções foram direcionadas para o comunicado divulgado após a decisão.
O tom apresentado pelo comitê foi mais duro quanto ao nível da taxa de juros à frente. A sinalização da autoridade monetária é que os juros devem se manter em patamares elevados por mais tempo do que o mercado precificou.
No texto, o comitê ressaltou a preocupação com o cenário fiscal, afirmando que “a conjuntura, particularmente incerta no âmbito fiscal e com as expectativas de inflação se distanciando da meta em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”.
O Copom, por fim, reforçou sua postura vigilante ao enfatizar que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.