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Geração de empregos nos EUA desacelera e abre caminho para corte de juros

Geração de empregos nos EUA desacelera e abre caminho para corte de juros

por danielbarbuglio | 5 set 2025 | Investimentos Internacionais, Family Office

(Tempo de leitura: 3 minutos)

O que você precisa saber:
Os dados do relatório payroll reforçaram queda no mercado de trabalho e aumenta possibilidade para corte de juros.


O mercado de trabalho americano mostrou sinais de desaceleração em agosto, com a criação de apenas 22 mil empregos – resultado bem abaixo da expectativa do mercado, que era de 75 mil. No setor privado, foram 38 mil vagas criadas, também abaixo dos 75 mil esperados.

Principais pontos do relatório

  • A média de criação de empregos nos últimos seis meses caiu para 64 mil (ante 78 mil no mês anterior).
  • A taxa de desemprego subiu de 4,2% para 4,3%, confirmando a tendência de enfraquecimento.
  • Os rendimentos médios dos trabalhadores desaceleraram mais que o previsto, caindo de 3,9% para 3,7% no acumulado anual.

Contexto e implicações

Os dados reforçam que o mercado de trabalho americano está perdendo fôlego, possivelmente refletindo os efeitos das políticas comerciais do governo Trump – especialmente as tarifas impostas em abril, que reduziram o volume de comércio
e afetaram a atividade econômica.

Diante desse cenário, e considerando o duplo mandato do Federal Reserve (que busca equilibrar emprego e inflação), o fraco resultado de agosto aumenta a probabilidade de um corte de juros na próxima reunião do Fed. Isso ocorre mesmo com preocupações inflacionárias relacionadas às tarifas, sinalizando que a prioridade do banco central é sustentar o crescimento econômico.

Thomás Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager

É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.

Entre chips, tarifas e tensão global: a lição de Tucídides na disputa EUA-China

Entre chips, tarifas e tensão global: a lição de Tucídides na disputa EUA-China

por danielbarbuglio | 1 set 2025 | Investimentos Internacionais, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
A política tarifária de Donald Trump é um dos grandes destaques do ano, principalmente em relação à China. Essa disputa é ainda mais relevante no setor tecnológico, com os chips semicondutores.


Se tem algo que está marcando 2025, é a política tarifária de Donald Trump. Especialmente sua “guerra” contra a China, com tarifas que chegaram a 145% sobre os produtos chineses. Muito além da diplomacia e das manchetes, ela impacta diretamente o cenário econômico global.

Mas essa disputa entre China e Estados Unidos não começou agora. Ela remonta ao primeiro mandato de Trump e nos faz lembrar de um conceito clássico das Relações Internacionais: a Armadilha de Tucídides.

Esse conceito descreve o risco de conflito quando uma potência emergente ameaça tomar o lugar de uma potência dominante. Para entender melhor, vale uma viagem rápida no tempo.

No século V a.C., depois das Guerras Médicas contra os persas, Atenas despontou como uma potência naval, econômica e cultural. Liderava a Liga de Delos, uma aliança militar que, com o tempo, virou praticamente um império ateniense.

Do outro lado, Esparta era a potência tradicional — terrestre, conservadora, militarista — e liderava a Liga do Peloponeso. O embate entre as duas era inevitável.

E foi o que aconteceu: Atenas e Esparta entraram em guerra. Esparta venceu, mas saiu enfraquecida e logo foi dominada pelos macedônios. O historiador Tucídides analisou o conflito e escreveu:

“O crescimento do poder de Atenas e o medo que isso causou em Esparta tornaram a guerra inevitável.”

Mas calma. Isso não quer dizer que EUA e China vão entrar numa guerra militar. Muitos analistas consideram esse movimento improvável. Só que, como disse recentemente Warren Buffett, tarifas nesse nível já podem ser vistas como um ato de guerra.

Essa disputa já dura quase uma década — especialmente no setor tecnológico — e ganhou ainda mais força com a ascensão dos chips semicondutores. Lembra deles? Ficaram famosos na pandemia.

No livro A Guerra dos Chips, o autor Chris Miller afirma que o futuro da economia mundial será liderado por quem dominar o poder computacional. E isso vai muito além de notebooks ou smartphones — envolve supremacia militar e avanços em inteligência artificial.

Hoje, a cadeia dos chips se divide em três partes:

  • Design: dominado pelos EUA, com destaque para empresas do Vale do Silício.
  • Manufatura: liderada por Taiwan, com a poderosa TSMC.
  • Corte: onde a China tem ganhado espaço.

Mesmo com avanços significativos, a China ainda fica para trás, especialmente no design. E é por isso que países ocidentais estão barrando o acesso chinês às suas tecnologias — tentando frear esse crescimento.

Mas o susto veio no início de 2025, quando a DeepSeek, uma empresa chinesa de IA, mostrou resultados tão bons quanto os das big techs americanas, com custos muito menores. (Entenda o caso aqui.)

Para os EUA, a China representa um rival direto à ordem global construída nas últimas décadas: mercados abertos, alianças como a OTAN e instituições lideradas pelo Ocidente.

E é verdade: nas últimas quatro décadas, a China saiu de uma economia agrícola para se tornar a segunda maior do mundo. Um salto impressionante que acendeu o alerta em Washington.

Esse sentimento de ameaça aumentou tensões em várias frentes:

  • Comercial: tarifas e restrições ao acesso a tecnologias críticas.
  • Tecnológica: briga por chips, IA, telecomunicações.
  • Geopolítica: disputas em torno de Taiwan, Mar do Sul da China e influência na Ásia.

O caso da Guerra do Peloponeso nos lembra que mudanças no equilíbrio de poder global tendem a gerar tensões e instabilidades — e é exatamente isso que vemos hoje entre EUA e China.

A escalada tarifária, os bloqueios tecnológicos e as disputas geopolíticas refletem não apenas uma competição por protagonismo, mas um choque de modelos e visões de mundo. Cenários como esses destacam a importância de contar com um gestor profissional. 

indicação livro guerra dos chips
Por que a demissão da diretora do Fed virou caso de justiça?

Por que a demissão da diretora do Fed virou caso de justiça?

por danielbarbuglio | 1 set 2025 | Investimentos Internacionais, Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
O presidente Donald Trump escalou a tensão contra o Federal Reserve após demitir a diretora Lisa Cook. O movimento acontece poucos dias antes da próxima reunião de juros.


A pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Federal Reserve chegou a um ponto sem precedentes na história. Trump publicou uma carta na qual demitia Lisa Cook, diretora do banco central americano.

A acusação? Supostas fraudes em empréstimos hipotecários. O presidente afirmou que há provas suficientes para comprovar os pedidos falsos em hipotecas. A situação escalou ainda mais após o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos Estados Unidos, William Pulte, afirmar que as investigações foram realizadas de forma regular, e não pertencem a uma “caça às bruxas” contra a oposição.

Lisa Cook, por sua vez, não aceitou a derrota. Ela se recusou a deixar o cargo e entrou com uma ação na Justiça, alegando que Trump não tem autoridade para tirá-la de lá. O ponto-chave dessa batalha está na lei que rege o Fed, que exige a comprovação de uma falta grave para que um membro seja demitido. Essa disputa é um marco, pois coloca à prova os limites do poder presidencial.

Qual a relevância dessa relação?

Qual a importância dessa decisão? A resposta está nas ambições de Donald Trump. Desde que assumiu a presidência, o líder americano tem pressionado Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, a reduzir as taxas de juros. As ameaças e os xingamentos — como “burro” e “teimoso” — viraram rotina. Trump, que curiosamente foi quem indicou Powell, agora o acusa de ter motivações políticas para não reduzir os juros, alegando que o país já deveria estar com taxas “pelo menos dois a três pontos abaixo”.

Com a possível saída de Cook, abre-se uma nova vaga no Conselho de Governadores do Fed e a oportunidade de Trump indicar alguém mais alinhado aos seus interesses. Cook é uma das 12 integrantes responsáveis por definir a política de juros nos Estados Unidos.

Se a saída da economista se concretizar, Trump poderá ampliar sua influência na composição do conselho do Fed. Ele já nomeou Michelle Bowman para ser a principal reguladora bancária do banco central e, segundo rumores, estaria pensando em Christopher Waller para suceder Powell.

E como está a política de juros?

A grande expectativa está para a próxima reunião de juros em setembro. Na sua participação no Simpósio de Jackson Hole, Powell abriu uma porta, ainda que tímida, para um corte na taxa de juros. Jerome Powell afirmou em seu discurso anual em Jackson Hole que, diante de um cenário de elevada incerteza, há possibilidade de cortes de juros à frente, ainda que de forma cautelosa. Hoje, os juros se encontram na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

O chairman do Fed destacou que a política monetária já se encontra em “território restritivo” e que o equilíbrio de riscos entre crescimento e inflação está mudando, o que pode justificar ajustes na postura atual. Ele reforçou que o mercado de trabalho segue forte e a economia mostra resiliência, mas os riscos de desaceleração aumentaram. Apesar disso, poucos dias depois, a segunda prévia do PIB do segundo trimestre foi revisado para 3,3% anualizado, acima da previsão anterior de 3,0%.

Por fim, em meio ao velho debate sobre a independência do Fed e a um possível corte nos juros, o presidente do BC mandou um recado claro: as decisões serão tomadas com base em dados econômicos, e não em pressões políticas – reafirmando a independência da instituição.

EUA: PMI Composto tem alta inesperada em agosto

EUA: PMI Composto tem alta inesperada em agosto

por danielbarbuglio | 21 ago 2025 | Análise de Mercado, Family Office, Investimentos Internacionais, Wealth management

O nosso sócio e responsável pela área de Investimentos Internacionais, Adriano Cantreva, participou ao vivo na CNN Brasil para comentar o resultado PMI Composto de agosto. Ele também analisou o mercado de trabalho americano e a política monetária do país.

Inflação americana sobe 0,3% em junho e reforça postura cautelosa do Fed

Inflação americana sobe 0,3% em junho e reforça postura cautelosa do Fed

por danielbarbuglio | 15 jul 2025 | Investimentos Internacionais, Análise de Mercado, Family Office, Wealth management

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,3% em junho, com a inflação anual acelerando para 2,7%, acima das expectativas de mercado. A alta foi impulsionada principalmente por energia, alimentação e efeitos indiretos das tarifas comerciais recentemente impostas. Como reflexo, as taxas dos Treasuries subiram e as bolsas recuam na manhã desta terça-feira (15), diante da percepção de que o processo de desinflação pode estar perdendo força.

O dado reforça a postura mais cautelosa do Federal Reserve, que interrompeu sua trajetória de cortes de juros e manteve a taxa básica entre 4,25% e 4,50% nas últimas três reuniões. Parte da preocupação vem dos potenciais efeitos inflacionários das políticas do governo Trump — como tarifas sobre importações e restrições à imigração — que aumentam pressões de custo e reduzem a oferta de trabalho. O cenário amplia a incerteza monetária e exige atenção redobrada quanto à alocação em ativos sensíveis a juros e inflação.

Fernando Godoy cursou Administração de Empresas na FGV com foco em Gestão Estratégica, atuou por 2 anos em empresa de capital aberto e possui 9 anos de experiência no mercado financeiro, com ênfase em investimentos internacionais. Está no time da Portofino MFO há 7 anos, 5 deles como sócio.

Powell e Lagarde se encontram em Portugal para falar sobre juros, tarifas e inflação

Powell e Lagarde se encontram em Portugal para falar sobre juros, tarifas e inflação

por danielbarbuglio | 1 jul 2025 | Wealth management, Family Office, Investimentos Internacionais

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
Nesta semana, alguns dos nomes mais importantes do mundo dos bancos centrais estão reunidos em Sintra, Portugal, para o tradicional fórum do Banco Central Europeu. E o painel desta terça-feira (1) reuniu duas figuras de peso: Christine Lagarde, do BCE, e Jerome Powell, do Fed.


Como era de se esperar, o trio “tarifas, juros e inflação” dominou a conversa.

Powell foi direto ao ponto: com a economia americana ainda mostrando força, o Fed prefere manter os juros como estão — pelo menos por enquanto. “Acreditamos que o mais prudente é esperar, entender melhor os efeitos das tarifas e observar os dados”, afirmou.

Segundo ele, a política tarifária tem segurado cortes que, de outro modo, talvez já tivessem acontecido. “Se você ignorar as tarifas, a inflação está se comportando exatamente como esperávamos”, comentou. E completou: “A economia americana está em uma posição muito boa. No geral, estamos saudáveis”. Para embasar, citou a inflação em 2,3% e o desemprego em 4,2%.

Sobre os efeitos das tarifas na inflação, o presidente do Federal Reserve explicou que o comitê do BC não esperava manifestação neste momento, mas que espera uma inflação um pouco maior no verão. ”Ela pode vir mais tarde ou mais cedo do que esperávamos”, disse.

Questionado se podemos ver corte de juros ainda este ano, ele respondeu: “Vamos ponderar se podemos seguir com reduções de juros ainda neste ano, vamos monitorar o que aparece e não aparece na inflação e também observar o mercado de trabalho. Mas uma maioria do comitê enxerga que seria apropriado começar a reduzir os juros no decorrer das próximas quatro reuniões”.

As declarações dadas pelo presidente acontecem poucos dias após novas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após sugerir até que poderia demitir Powell e chamá-lo de “burro e teimoso”, por não cortar os juros, Trump chegou a escrever uma carta à mão com um ranking das taxas de juros de diversos países ao redor do mundo.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, o BCE tem sido mais ativo: já cortou os juros oito vezes no último ano. Mas Lagarde manteve o tom de cautela: “os dados vão dizer. Nós estamos determinados a continuar analisando os dados, decidir a partir de cada encontro e não se comprometer com nenhum movimento previamente sobre o caminho dos juros”.

Ainda ontem, durante discurso de abertura do evento, a presidente do BC reiterou que o “trabalho não está terminado” contra a inflação. Apesar de se manter vigilante, ela destacou a importância de atingir a meta de 2% após anos de desafio político para estabilizar a inflação.

Por fim, mesmo com a prévia da inflação na Zona do Euro voltando a subir para 2% em junho (a primeira alta desde janeiro), Lagarde mostrou confiança: “Estamos em uma boa posição para atingir o objetivo e navegar nas águas turbulentas que antecipamos”.

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