O que você precisa saber: Os eventos climáticos extremos estão cada vez mais intensos e a urgência para medidas sustentáveis fica cada vez mais latente. O Brasil desempenha um papel fundamental, com vasta biodiversidade, podendo liderar a sustentabilidade global. Entretanto, é necessário cooperação internacional para mitigar os impactos climáticos.
As mudanças climáticas estão cada vez mais evidentes e trazem consigo uma série de eventos extremos, como ondas de calor, furacões, enchentes e secas severas. Esses fenômenos não são apenas alarmes naturais, mas também sinalizam a necessidade urgente de ações concretas para proteger o nosso planeta. As enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul, na China e na Rússia, as secas severas no Marrocos, o calor escaldante na Índia e os recordes de temperaturas globais são apenas alguns exemplos das manifestações drásticas das mudanças climáticas. A negligência nas ações em relação à preservação do nosso planeta tem custado milhares de vidas e o bem-estar das gerações futuras.
É nesse contexto que a sigla ESG (Environmental, Social, and Governance), especialmente o “E”, ganha relevância. O componente ambiental refere-se às práticas de uma empresa que impactam o meio ambiente, como a gestão de recursos naturais, a redução de emissões de carbono, o manejo de resíduos, a eficiência energética e a preservação da biodiversidade.
A crescente preocupação ambiental tem levado governos, empresas e indivíduos a adotarem medidas proativas na tentativa de mitigar os efeitos das mudanças climáticas e prevenir catástrofes ambientais. Uma das estratégias fundamentais é a transição para fontes de energia renovável, como solar, eólica e hidráulica, que reduzem a dependência de combustíveis fósseis e diminuem a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, políticas de reflorestamento e preservação de áreas verdes são cruciais para manter a biodiversidade e melhorar a capacidade de sequestro de carbono das florestas.
No âmbito empresarial, muitas companhias estão implementando práticas de economia circular, que visam minimizar o desperdício através da reutilização e reciclagem de materiais. A inovação em tecnologias sustentáveis, como o desenvolvimento de produtos biodegradáveis e processos de produção mais eficientes, também desempenha um papel essencial na redução do impacto ambiental.
Além das ações voltadas diretamente ao meio ambiente, a educação e conscientização da população sobre a importância da sustentabilidade são vitais. Campanhas de sensibilização e programas educativos podem incentivar comportamentos mais ecológicos, como a redução do consumo de plástico, o uso responsável da água e a adoção de meios de transporte mais sustentáveis.
Medidas governamentais robustas também são imprescindíveis. A implementação de regulamentações ambientais rigorosas, como limites para emissões de poluentes e incentivos para empresas que adotam práticas sustentáveis, pode acelerar a transição para uma economia verde. A cooperação internacional é igualmente crucial, pois as mudanças climáticas são um problema global que requer soluções colaborativas, como os acordos climáticos internacionais e a partilha de tecnologias sustentáveis entre os países.
O Brasil tem papel fundamental para acelerar a discussão sobre sustentabilidade no mundo. O país possui a maior biodiversidade do planeta, com proporções geográficas e populacionais que ressaltam o nosso poder como potência nesse campo. “O Brasil está bem posicionado para ser líder de sustentabilidade no mundo. Mas, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, disse Georg Kell, fundador do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), para o portal Fast Company Brasil, no fim de 2023. O executivo é um dos principais nomes quando o assunto é sustentabilidade e setor privado.
Por outro lado, toda essa potência brasileira passa a ser um vetor negativo quando se pensa nos riscos da crise climática. “O Brasil está na linha de frente das ameaças climáticas, seja de secas ou de enchentes”, disse o executivo à época. O conceito de Sustentabilidade cresceu 292% e para muitos setores passou a ser prioridade. Segundo a projeção do Fórum Econômico Mundial, estima-se que, até 2050, as alterações climáticas devem reduzir o PIB mundial em até 18%.
Sendo assim, a adaptação às mudanças climáticas já inevitáveis é uma área que necessita de atenção. Infraestruturas resilientes, capazes de suportar eventos climáticos extremos, e planos de resposta a desastres bem elaborados são essenciais para minimizar os impactos nas comunidades vulneráveis.
Em suma, a luta contra as mudanças climáticas exige um esforço conjunto e multidimensional. A integração de práticas sustentáveis nas esferas ambiental, social e econômica é crucial para garantir um futuro viável e saudável para o nosso planeta e as futuras gerações.
O que você precisa saber: O mercado financeiro utiliza muitas nomenclaturas e siglas, como “Value” e “Growth”, que refletem diferentes estratégias de investimento. O texto destaca a trajetória de empresas de crescimento, como a Uber, que enfrentam desafios ao buscar expansão acelerada.
O mercado financeiro tem a mania de criar nomenclaturas e siglas para tudo, como se tivesse um vocabulário único (relembre de alguns que explicamos neste artigo: Glossário Portofino).
Uma das principais discussões entre investidores é a de quais são as melhores empresas para investir: as de valor (Value) ou crescimento (Growth). De fato, não há uma resposta absoluta, as duas estratégias possuem características e objetivos diferentes. Nesse texto, vamos desmistificar um pouco da segunda tese e trazer desafios enfrentados pelos fundadores e gestores dessas empresas ao longo do tempo.
Na realidade, todo negócio de sucesso já passou por essa fase, faz parte do processo, mas o mundo é repleto de histórias de empresas que aspiram crescimento exponencial a qualquer custo e acabam se deparando com uma realidade completamente diferente. Um termo que frequentemente acompanha esse fenômeno é o cash burn – queima de caixa – que se refere à rapidez com que uma empresa gasta seu capital para sustentar seu crescimento. Empresas como Amazon, Tesla, Netflix, Airbnb e Twitter utilizaram esse método, mas um exemplo emblemático é a Uber. A empresa de transporte iniciou com um serviço de excelência, mas enfrentou dificuldades em manter o mesmo nível de qualidade após uma expansão global acelerada.
O que me motivou a escrever esse texto foi uma simples conversa com um motorista da Uber que fez parte da primeira leva de condutores em São Paulo. Em meados de 2015, quando a empresa estava focada na expansão, havia treinamentos esporádicos de como se portar com o cliente, como reagir a situações inusitadas, como puxar uma conversa ou saber a hora de ficar calado e outras habilidades sociais para dar uma boa experiência e ganhar as tão desejadas “5 estrelas”.
Naquela época, estar bem ranqueado gerava mais incentivos para novas corridas e, consequentemente, mais dinheiro no bolso. Para o bem-estar dos motoristas, a Uber também disponibilizava pontos estratégicos na cidade onde podiam parar os seus carros, descansar, comer alguma coisa ou interagir com colegas. Criava-se uma cultura entre eles e olha que nem mencionei as balas e águas que ganhávamos nas corridas.
Era uma relação ganha-ganha, o motorista feliz gerava clientes satisfeitos e maior fluxo de corridas. Isso era o crescimento, o futuro da empresa dependia disso, porém, em sua sede nos Estados Unidos, os números não estavam indo tão bem assim. A empresa enfrentava outros desafios também – aproveito para recomendar a série “Super Pumped: The Battle for Uber” que conta bastante sobre esse caso -, mas o fato é que o fascínio pelo crescimento ficou insustentável ao ponto de terem que tirar o fundador do cargo de CEO em 2017. O novo diretor assumiu com três objetivos principais: mudar a cultura, fazer o IPO (abrir capital na bolsa, que aconteceu em 2019) e virar o fluxo de caixa para positivo. Esse último acontecimento só foi ocorrer em 2022, depois de um árduo processo de corte de custos.
A conclusão de tudo isso é que o crescimento é uma peça-chave para o sucesso das empresas, impulsionando inovação e expansão, é ele que diferencia as líderes de mercado das empresas comuns. No entanto, deve ser gerenciado com cautela para evitar gastos excessivos.
Quando a busca pelo crescimento se torna descontrolada, o risco de desperdício financeiro e cash burn aumenta, afetando a qualidade do serviço e impactando negativamente os clientes. Portanto, equilibrar o crescimento com a responsabilidade financeira é essencial para garantir que a expansão seja sustentável e estruturada, para que os clientes continuem a receber um serviço de qualidade e personalizado.
Na Portofino, trabalhamos com um rigoroso processo de escolha das empresas nas quais investimos, buscando sempre um equilíbrio entre potencial de crescimento e sustentabilidade financeira. Analisamos relatórios detalhados fornecidos por nossos bancos parceiros, realizamos uma avaliação de risco própria e submetemos ao comitê para aprovação.
Nossas decisões são colegiadas, envolvendo equipes tanto onshore quanto offshore, assegurando que as áreas tenham espaço para trazer os seus pontos e perspectivas, sejam elas positivas ou negativas. Assim que aprovado, cada equipe fica encarregada de alocar os recursos conforme perfil de risco dos clientes, monitorar os preços diariamente e reportar qualquer evento ou alteração da perspectiva, se necessário.
Esse cuidado e metodologia nos permitem identificar oportunidades de crescimento, mas com o objetivo central de proteger o capital dos nossos clientes e garantir que nossas escolhas estejam alinhadas com seus objetivos de longo prazo.
Fernando Godoy cursou Administração de Empresas na FGV com foco em Gestão Estratégica, atuou por 2 anos em empresa de capital aberto e possui 8 anos de experiência no mercado financeiro, com ênfase em investimentos internacionais. Está no time da Portofino MFO há 6 anos, 4 deles como sócio.
O que você precisa saber: O projeto Ellinikon transforma um antigo aeroporto em uma smart city na Grécia, impulsionando a economia e gerando empregos. Com previsão de conclusão em 2037, visa aumentar o PIB em 2,5 pontos percentuais, criar 80 mil novos empregos e gerar mais de 10 bilhões de euros.
Nos últimos anos, o conceito de “smart city” tem se tornado cada vez mais presente nas discussões sobre o futuro urbano. Mas o que exatamente é uma cidade inteligente?
Imagine um lugar onde a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas uma aliada na busca por soluções para os desafios urbanos. Uma cidade onde os semáforos sabem quando há congestionamento, os postes de luz economizam energia automaticamente e os cidadãos têm acesso a uma rede de transporte público eficiente e sustentável. Bem-vindo às smart cities, onde a conectividade, a inovação e a sustentabilidade se unem para criar um ambiente urbano mais eficiente, inclusivo e habitável.
Na esteira da popularização desse conceito, estados estão cada vez mais trabalhando para deixar suas cidades “inteligentes” ou até mesmo criá-la. E esse é o caso que está acontecendo na Grécia. Na costa sul de Atenas, está em andamento o projeto de transformar o antigo aeroporto da cidade na maior smart city da Europa: o Ellinikon.
Localizado a 20 minutos da capital, Ellinikon é caracterizado por especialistas no assunto como um projeto dos moldes que só são vistos na China e nos Emirados Árabes Unidos, como Dubai. Entre softwares para supervisionar serviços de necessidades básicas e arranha-céus, o projeto é visto como um sinal do ressurgimento da Grécia pós-crise.
A Lamda, empresa responsável pelo desenvolvimento da região, projeta que a cidade inteligente impulsionará a economia grega, adicionando 2,5 pontos percentuais no PIB da Grécia, 80 mil novos empregos e podendo gerar mais de 10 bilhões de euros após a conclusão em 2037. Além disso, a empresa já divulgou que o valor de venda de imóveis totalizou 641 milhões de euros até março. Ellinikon não foi um projeto fácil de sair do papel e carrega grandes expectativas, tanto em inovação quanto no impacto econômico em um país que recentemente viveu uma grande crise.
Neste link, você confere a matéria da Bloomberg Línea que traz mais curiosidades e informações sobre a smart city.
O que você precisa saber: A produção de whisky ao ar livre, em condições extremas de calor e frio, fazem os barris de carvalho “respirarem”, impactando o envelhecimento e o sabor do whisky em uma bebida única que reflete a resiliência e a inovação dos destiladores.
Imagine um destilador teimoso, armado com sua paixão pelo whisky, disposto a desafiar os extremos da natureza. Em um dia, ele se encontra em meio ao deserto escaldante, onde o sol parece derreter até o espírito mais forte. No outro, está nas regiões árticas, com o frio cortante transformando cada respiração em uma pequena nuvem de vapor.
Os contrastes extremos desenham um cenário em que a arte da produção de whisky ao ar livre ganha vida. Um verdadeiro jogo de resistência e adaptação, onde cada gota da bebida carrega a essência dos elementos enfrentados, como o calor abrasador e o frio intenso se tornam ingredientes secretos na busca pelo sabor perfeito.
É em Saskatoon, no Canadá, onde a Black Fox Farm & Distillery encontrou as condições perfeitas ao ar livre para tornar o seu whisky único. A cidade canadense é conhecida por duas características singulares: seu caráter pitoresco, no meio das pradarias canadenses, e suas oscilações extremas de temperatura – mínimas de -40°C no inverno e máximas de 37°C no verão não são incomuns. No pátio da destilaria, as autoridades da região já registraram temperaturas de -42ºC e 40ºC, com a variação podendo ser de 36ºC em um dia.
A co-proprietária da Black Fox explicou, em entrevista à Forbes, que ao ar livre, impactados pelas mudanças de temperatura e pressão atmosférica, os barris de carvalho se expandem e contraem. O movimento, chamado de “respiração” pelos proprietários da marca, contribui na forma que o whisky envelhece.
Pesquisadores descobriram que essas oscilações nos barris são tão marcantes que criam um vácuo dentro dos barris, que suga o líquido infiltrado na madeira do recipiente. No movimento contrário, quando o vácuo é liberado com uma oscilação reversa na temperatura, o whisky em envelhecimento é empurrado de volta para as tábuas de carvalho.
No calor abrasador ou no frio intenso, o whisky produzido ao ar livre captura a essência das temperaturas extremas em cada gota. A história da Black Fox Farm & Distillery nos mostra que, quando se trata de whisky, a natureza não é apenas um obstáculo a ser superado, mas um parceiro vital na criação de sabores únicos e memoráveis, nos brindando bebidas que são verdadeiras obras de arte. Afinal, cada garrafa conta uma história de resiliência, inovação e, acima de tudo, paixão pela arte de fazer whisky.
Neste link, você confere a matéria completa da Forbes sobre a destilaria e outras curiosidades sobre o envelhecimento da bebida sob condições extremas.
Um Family Office é uma estrutura especializada na gestão do patrimônio de uma única família, oferecendo serviços financeiros personalizados e exclusivos. Um Family Office surge para atender as necessidades de famílias com elevado patrimônio líquido, com o objetivo de preservar, aumentar e transferir a riqueza entre gerações de forma eficiente e segura.
A principal função de um Family Office é fornecer um serviço completo e integrado de gestão patrimonial. Isso inclui a administração de investimentos, planejamento financeiro, planejamento tributário e sucessório, bem como a gestão de bens imóveis e outros ativos tangíveis. Além disso, um Family Office pode oferecer serviços adicionais como contabilidade, serviços jurídicos, gestão de seguros e até mesmo a coordenação de atividades filantrópicas e educacionais.
Características de um Family Office
Uma das características distintivas é o seu enfoque altamente personalizado. As decisões são tomadas de acordo com as metas e os valores da família, garantindo que todas as ações estejam alinhadas com seus interesses a longo prazo. Esse nível de personalização permite que o Family Office ofereça soluções sob medida que maximizem a eficiência fiscal, protejam os ativos e facilitem a transição de riqueza entre gerações.
A estrutura de um Family Office pode variar consideravelmente. Existem os Single Family Offices (SFO), que servem exclusivamente uma única família, e os Multi Family Offices (MFO), que atendem várias famílias ao mesmo tempo. A escolha entre essas estruturas depende das necessidades e do tamanho do patrimônio da família.
Os Single Family Offices geralmente possuem uma equipe dedicada de profissionais que gerenciam exclusivamente os interesses da família. Isso proporciona um nível de serviço e confidencialidade incomparáveis. No entanto, a manutenção de um Single Family Office pode ser bastante onerosa, devido aos custos operacionais elevados, que incluem salários de profissionais altamente qualificados e despesas administrativas.
Por outro lado, os Multi Family Offices oferecem uma solução mais acessível para famílias que desejam os benefícios de uma gestão patrimonial profissional sem os custos associados a um Single Family Office. Ao compartilhar os custos de operação entre várias famílias, os MFOs conseguem oferecer serviços de alta qualidade a um custo mais reduzido. Essa estrutura permite que mesmo famílias com um patrimônio significativo, mas não extraordinário, possam acessar serviços de gestão patrimonial profissionalizados e personalizados.
Assim, apesar da sofisticação e exclusividade dos Single Family Offices, muitos optam pelos Multi Family Offices devido à sua relação custo-benefício mais favorável, permitindo um gerenciamento eficiente do patrimônio com uma estrutura de custos mais racional.
A Portofino MFO é um Multi Family Office preparado para atender a todas as dimensões do patrimônio de uma família UHNW (Ultra High Net Worth). Fundado para atender a família de nossa fundadora, hoje atende diversas outras famílias, com o mesmo propósito: proporcionar uma gestão patrimonial eficiente, segura e personalizada, garantindo a tranquilidade e a prosperidade das famílias ao longo das gerações.
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O que você precisa saber: Credor e devedor devem informar o empréstimo ocorrido no ano de 2023 em suas respectivas declarações, e refletir a situação da dívida em 31/12/2023. Quem “toma” um empréstimo, possui uma dívida. Quem concede o empréstimo, possui um direito de crédito.
O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2024 termina no dia 31 de maio.
Pensando em te ajudar nesse processo e sanar possíveis dúvidas, a nossa equipe de Wealth Planning elaborou um guia sobre como declarar os empréstimos concedidos ou contraídos no ano de 2023 entre pessoas físicas residentes fiscais no Brasil.
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