O que você precisa saber: O primeiro dia do II Fórum Esfera Internacional contou com a presença de importantes representantes dos governos brasileiro e italiano, além de empresários de diferentes setores da economia.
Por Esfera Brasil
Para não perder a janela de oportunidade que se apresenta principalmente em relação a investimentos no setor de energia, com a crescente demanda global por fontes renováveis e iniciativas sustentáveis, o Brasil precisa se basear em um caminho de previsibilidade, além de garantir parâmetros de segurança pública para coibir a atuação do crime organizado e combater a desigualdades e a fome.
No primeiro dia do II Fórum Esfera Internacional, os diálogos que envolveram autoridades brasileiras e italianas, além de representantes da classe produtiva, reforçaram a necessidade de pavimentar este caminho com força e otimismo.
“A América do Sul tem 450 milhões de habitantes e o Brasil não consegue se posicionar como um líder, com uma população de 200 milhões, para ser um parceiro estratégico da comunidade europeia, da Ásia e dos Estados Unidos. Cada governo tem um jeito, mais social ou mais liberal. A gente tem que conviver com todos os governos”, defendeu o presidente do Conselho da Localiza, Eugenio Mattar.
Infraestrutura e segurança
E oportunidades de crescimento não faltam, principalmente na área de infraestrutura. O Brasil deve receber um volume de recursos da ordem de R$ 20 bilhões da Enel até 2026, o que pode gerar demanda principalmente em relação a linhas de transmissão. Somado a isso, a ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, cujas negociações estão interrompidas, resultaria em benefícios para ambos os lados. “Pessoas estão perdendo energia hoje no Brasil e na Itália. Precisamos de um grande número de conexões. Os países precisam ser mais resilientes, e precisamos de investimentos específicos para que isso aconteça”, disse Alberto De Paoli, diretor de Resto do Mundo da Enel.
O avanço das organizações criminosas mundo afora, no entanto, é desafiador para o desenvolvimento das nações. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Ricardo Lewandowski, o avanço das atividades ilícitas se equipara, em termos de risco, a conflitos bélicos e também ao aquecimento global.
Em painel com a embaixadora Carla Barroso, representante permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e com Geyze Diniz, cofundadora do Pacto Contra a Fome, o jurista Pierpaolo Bottini foi na mesma direção de Lewandowski e lembrou que atividades criminosas interferem na segurança alimentar, seja pela adulteração e contrabando de produtos ou extorsão a produtores e manipulação de preços.
“O crime era local. A responsabilidade era da polícia civil, da polícia militar. A União cuidava de crimes que eram de interesse federal. Chegou o momento de fazermos uma reforma constitucional e repensar o modelo de segurança pública pensado há 36 anos, no seu artigo 144. Temos dez polícias no Brasil, e não há, dentro do federalismo brasileiro, uma coordenação entre essas forças”, sugeriu Lewandowski.
Na área econômica, o aumento dos gastos públicos nas últimas décadas é o principal desafio em relação à política fiscal brasileira. Ainda há incertezas de agentes econômicos sobre a real capacidade do arcabouço fiscal tornar sustentável a trajetória da dívida pública nos próximos anos. Por isso, a aprovação de uma reforma administrativa deve ser levada em consideração como alternativa concreta para redução de gastos públicos.
Harmonia entre Poderes
Baseada, entre outros aspectos, no princípio do equilíbrio entre os Poderes presente na Constituição de 1988, a solidez das instituições democráticas foi saudada pelos participantes como ponto indispensável para a segurança jurídica. Para o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), o País atravessa um momento de “judicialização da política pela própria política”, o que reforça a necessidade de reafirmação do pacto constituinte pela Corte Suprema.
“A sociedade precisa do Estado para se desenvolver, para criar emprego. A sociedade tem pressa. Quando há uma crise na base das instituições, precisamos estar atentos onde estamos falhando. O gestor público e o gestor privado têm que pensar mais rápido”, afirmou Toffoli. “A cultura da judicialização está arraigada na sociedade”, acrescentou.
Próximos passos
Outras autoridades de expressão internacional, como os ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia do Brasil, e Francesco Lollobrigida, da Agricultura da Itália, participaram dos diálogos desta sexta-feira, 11. Assista ao primeiro dia de plenária na íntegra para não perder nenhum detalhe.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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O que você precisa saber Gabriel Galípolo, economista e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, enfrentará uma nova sabatina no Senado em 8 de outubro, desta vez como indicado à presidência do Banco Central.
Marcada para 8 de outubro, a sabatina de Gabriel Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado será no mesmo dia em que o plenário da Casa deverá analisar a indicação do economista à presidência do Banco Central. O economista, contudo, já possui a experiência de ter vivido situação semelhante há pouco mais de um ano.
Em julho de 2023, o nome do então secretário-executivo do Ministério da Fazenda passou pelo escrutínio dos senadores na CAE ao ser indicado para assumir a diretoria de Política Monetária do BC. Visto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como habilidoso no trato com a classe política, Galípolo destacou aos senadores o esforço em conjunto entre os Poderes pela sustentabilidade econômica. Ele teve o currículo elogiado pelos integrantes do colegiado e lembrou que as medidas para promover uma melhora do ambiente econômico tiveram início ainda na transição de governo.
“As medidas até aqui implementadas produziram no primeiro semestre a valorização da nossa moeda, previsões de um déficit primário menor, a aprovação de um conceito de uma nova regra fiscal, projeções de crescimento mais elevado, menor inflação”, defendeu.
Ainda segundo afirmou Galípolo na ocasião da sabatina, economistas não podem, em função da necessidade da discussão técnica e pelo conhecimento adquirido ao longo dos anos, tentar interditar o debate econômico. E também fez questão de dispensar qualquer relação com o conceito de self-made man, que aponta o sucesso do homem como resultado de seus méritos pessoais, independentemente de qualquer influência externa, e muito utilizado para ilustrar trajetórias de sucesso no mundo do mercado financeiro.
“Eu sou eu e minha circunstância. Se eu não tenho condição de salvar a minha circunstância, eu não tenho condição de salvar a mim mesmo. O conceito de viver é o de coexistir”, disse, ao se apresentar aos senadores no início da sabatina. “Não cabe a nenhum economista, por mais excelência que ele tenha, impor o que ele entende ser o destino econômico do País, à revelia da vontade democrática e dos seus representantes eleitos, que são os senhores”, completou.
Gabriel Galípolo nasceu em São Paulo e graduou-se em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 2004, onde também obteve o título de mestre em Economia Política, em 2008. Foi professor da PUC-SP e do MBA da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) em parceria com a London School of Economics and Political Science.
Aprovação sem sustos
Antes de ser nomeado secretário-executivo da Fazenda e posteriormente diretor de Política Monetária do BC, Galípolo atuou, no estado de São Paulo, na Secretaria de Economia e Planejamento e na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Também foi presidente do Banco Fator, entre 2017 e 2021, e conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2022.
Após ser sabatinado pelos parlamentares, a indicação foi submetida à análise do plenário. Por fim, por 39 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção, Galípolo teve seu nome aprovado para assumir a diretoria do BC. No mesmo dia, Aílton Aquino, servidor de carreira, também teve sua indicação para a Diretoria de Fiscalização confirmada pelos senadores.
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O que você precisa saber Investir a longo prazo é essencial para enfrentar a volatilidade do mercado financeiro e alcançar crescimento sustentável. Essa estratégia permite mitigar riscos, aproveitar os juros compostos e obter benefícios fiscais.
O mercado financeiro, intrinsecamente volátil e repleto de incertezas, representa um desafio contínuo para os investidores. As oscilações nos preços dos ativos, crises econômicas e mudanças políticas são fatores que frequentemente desencorajam e geram desconfiança. No entanto, para investidores UHNW que buscam preservar e ampliar seu patrimônio ao longo das gerações, existe uma estratégia que se destaca pela sua capacidade de mitigar impactos e promover segurança e crescimento: o investimento a longo prazo.
Ao adotar uma perspectiva temporal prolongada, os investidores não apenas minimizam os efeitos da volatilidade de curto prazo, mas também potencializam os benefícios dos juros compostos. Essa abordagem permite uma redução significativa nos riscos do portfólio, aproveitando vantagens fiscais e alinhando-se aos objetivos financeiros de vida. Em essência, é uma estratégia inestimável para aqueles que aspiram a construir e perpetuar um legado financeiro sólido e próspero.
Os investimentos de longo prazo geralmente têm um horizonte superior a cinco anos, podendo se estender por várias décadas, conforme o perfil e os objetivos individuais dos investidores. Entre as opções mais comuns estão fundos de renda fixa, ações, fundos imobiliários e títulos do tesouro. Independentemente da escolha, é fundamental o compromisso com o prazo de resgate para evitar prejuízos e encargos tributários desnecessários.
Vantagens dos investimentos de longo prazo
Crescimento do Capital
O investimento a longo prazo permite que o capital se beneficie exponencialmente do poder dos juros compostos. Reinvestir os lucros ao longo dos anos maximiza o potencial de crescimento, criando uma base sólida para a construção de riqueza duradoura.
Redução do Risco
Esta estratégia atenua as oscilações de curto prazo do mercado, oferecendo uma proteção mais robusta em cenários de alta volatilidade, inflação, conflitos geopolíticos e mudanças políticas. Para investidores UHNW, que muitas vezes lidam com grandes somas e diversas responsabilidades, essa proteção é crucial.
Benefícios Fiscais
Em muitos países, os investimentos de longo prazo são tributados de maneira mais favorável. Ganhos de capital a longo prazo geralmente têm alíquotas de imposto reduzidas, aumentando os retornos líquidos. Nossa equipe na Portofino está constantemente atenta às mudanças na legislação fiscal para maximizar esses benefícios para nossos clientes.
Planejamento Financeiro
Alinhados com metas de vida como aposentadoria, aquisição de imóveis e financiamento educacional, os investimentos de longo prazo permitem um planejamento financeiro sólido e ajustável ao longo do tempo. Para nossos clientes UHNW, isso significa não apenas segurança financeira, mas a certeza de que seus valores e objetivos serão sustentados ao longo das gerações.
Correção de Rota
Com uma visão de longo prazo, é possível corrigir decisões de investimento ao longo do tempo sem comprometer os objetivos principais, proporcionando um ajuste contínuo e estratégico. Nossa gestão ativa e o suporte dos comitês multidisciplinares asseguram que cada decisão seja ponderada e estratégica.
Oportunidades de Mercado
Investidores de longo prazo têm a vantagem de adquirir ativos a preços baixos durante crises, aproveitando-se das recuperações subsequentes para obter ganhos significativos. Com uma gestão profissional, esses movimentos são identificados e aproveitados de forma disciplinada e racional.
Disciplina e Consistência
Esta abordagem promove disciplina e consistência, essenciais para o sucesso financeiro. Resistir às flutuações do mercado e seguir um plano estruturado contribui para um caminho mais estável rumo aos objetivos financeiros, reduzindo o estresse e evitando decisões impulsivas.
Monitoramento Contínuo e Flexibilidade Estratégica
É importante destacar que, embora o foco seja o longo prazo, isso não significa que os investimentos podem ser deixados de lado no dia a dia. Pelo contrário, exatamente por serem de longo prazo, esses investimentos exigem um monitoramento meticuloso, um olhar atento e uma gestão dinâmica. Na Portofino, entendemos que os resultados a longo prazo são construídos dia após dia, com decisões informadas e ajustadas de acordo com as condições de mercado e os objetivos dos nossos clientes. Além disso, a estratégia de investimento não é estática. Ao longo do tempo, podem surgir novas oportunidades ou desafios que demandam ajustes na estratégia inicial. Nossa equipe está preparada para realizar essas mudanças de forma ágil e estratégica, garantindo que o portfólio continue alinhado com as metas e expectativas dos nossos clientes.
Em síntese, os investimentos de longo prazo oferecem benefícios que transcendem os ganhos financeiros imediatos. Na Portofino, nossa equipe de investimentos está preparada para desenvolver estratégias personalizadas, adaptadas ao seu perfil e objetivos. Através de comitês recorrentes e reuniões periódicas, tomamos decisões colegiadas para proteger e ampliar o patrimônio de indivíduos, famílias e empresas de forma sustentável e multigeracional. Para investidores UHNW, nossa abordagem oferece a tranquilidade de saber que seu patrimônio está em mãos experientes e comprometidas com o seu sucesso a longo prazo.
O que você precisa saber Em momentos de volatilidade, os mercados financeiros desafiam até os investidores mais experientes. Decisões impulsivas podem comprometer objetivos de longo prazo, tornando a disciplina e a diversificação essenciais.
A volatilidade no mercado financeiro é marcada por oscilações rápidas e significativas nos preços dos ativos, criando tanto oportunidades quanto armadilhas. Essas variações provocam uma enxurrada de emoções nos investidores – medo, euforia, pessimismo – que frequentemente resultam em decisões impulsivas e potencialmente desastrosas. Em cenários de estresse, manter a disciplina e a paciência é um desafio monumental. Erros cometidos nessas situações podem comprometer o retorno de longo prazo e até mesmo desviar o investidor de seus objetivos financeiros. Preparar-se para enfrentar esses desafios de maneira racional e estratégica é, portanto, o fator decisivo para alcançar ou comprometer seus objetivos.
Durante momentos de volatilidade, a reação ao pânico é comum. Investidores, dominados por emoções incontroláveis, frequentemente tomam decisões irracionais, como vender seus ativos precipitadamente ao verem seus investimentos caindo, na tentativa de evitar perdas maiores. Esse comportamento, conhecido como efeito manada, é uma das armadilhas mais perigosas do mercado financeiro. Embora possa parecer sensato estancar as perdas vendendo ativos durante uma queda, essa abordagem muitas vezes resulta em danos ainda maiores. Manter a calma e focar no longo prazo é essencial. Um portfólio bem diversificado e equilibrado permite que o investidor perceba que as quedas são temporárias e que a paciência pode, de fato, ser recompensada.
Não diversificar a carteira é outro erro crítico que muitos investidores cometem, especialmente em tempos de incerteza. A concentração excessiva em poucos ativos ou em um único setor pode amplificar as perdas durante períodos de volatilidade. A famosa recomendação de “não colocar todos os ovos em uma única cesta” resume bem a importância da diversificação. Ao distribuir investimentos em diferentes classes de ativos, setores e regiões geográficas, os riscos são diluídos, e o impacto de um único ativo ou setor na performance geral da carteira é significativamente reduzido. Essa estratégia deve estar sempre alinhada com os objetivos e o perfil de investimento do cliente.
O equilíbrio emocional é fundamental para o sucesso no mercado financeiro. Investidores movidos por emoções extremas podem se tornar excessivamente otimistas durante picos de alta ou pessimistas em quedas bruscas, comprometendo seus objetivos de longo prazo. A euforia pode levar a riscos maiores do que o recomendado, enquanto o pânico pode resultar em decisões precipitadas e danosas. Portanto, é essencial manter a disciplina e a visão de longo prazo, tomando decisões baseadas em fundamentos sólidos e alinhadas com os objetivos financeiros.
Ter um plano e objetivos claros é indispensável. Investidores sem uma estratégia bem definida estão mais sujeitos a serem influenciados pelas oscilações do mercado, tomando decisões impulsivas que prejudicam o desempenho de seus portfólios. Quando se tem clareza sobre os motivos de cada investimento, o investidor consegue manter a calma e evitar agir por impulso, mesmo diante de perdas momentâneas.
Para famílias, empresários e investidores UHNW (Ultra High Net Worth), que muitas vezes não dispõem de tempo ou do conhecimento profundo necessário para navegar em mercados financeiros globais tão voláteis, a gestão profissional se torna não apenas importante, mas essencial devido ao alto grau de complexidade e valores das estratégias e operações. Na Portofino, oferecemos um suporte robusto que vai além da simples administração de ativos. Nossos comitês multidisciplinares de investimentos, compostos por profissionais experientes e altamente capacitados de diversos setores, asseguram que as decisões sejam tomadas de forma colegiada, profissional e livre de influências emocionais.
A presença de um CIO e CEO atuando como Minerva em nosso processo decisório garante que cada passo seja dado com a máxima diligência e visão estratégica. Nosso trabalho não é apenas proteger o patrimônio, mas ampliá-lo de forma sustentável e multigeracional, adaptando constantemente os portfólios às mudanças de mercado e buscando sempre as melhores oportunidades. Na Portofino, entendemos que a excelência na gestão de investimentos é o que diferencia um simples retorno financeiro de um legado que atravessa gerações.
O que você precisa saber O mercado de joias está passando por um período de mudança, com os diamantes sintéticos ganhando espaço em relação aos naturais. O novo comportamento dos consumidores têm impulsionado o avanço dessa nova tendência.
Imagine um futuro onde o brilho de um diamante não começa nas profundezas da Terra, mas sim nas mãos de cientistas em laboratórios de alta tecnologia. Esse futuro está se tornando realidade rapidamente, com as maiores joalherias do mundo apostando cada vez mais nos diamantes sintéticos.
Enquanto o preço dos diamantes naturais despenca e o impacto ambiental da mineração se torna uma preocupação crescente, as pedras criadas em laboratório emergem como a escolha da vez. Em uma década, diamantes sintéticos podem dominar o mercado, trazendo um brilho novo e acessível ao alcance de todos.
O mercado dos diamantes naturais passa por um momento turbulento. Informações da CNBC mostram que os preços dos diamantes caíram 5,7% em 2024, acumulando uma queda superior a 30% desde o pico de 2022.
O CEO da Pandora, Alexander Lacik, em entrevista para a Bloomberg, disse acreditar que levará menos de 10 anos para que as vendas de diamantes produzidos em laboratórios ultrapassem os extraídos. Segundo ele, o comportamento dos consumidores está mudando, pois eles estão cada vez mais avaliando os custos e os impactos climáticos ao comprar joias.
Especialistas do mercado dizem que as pedras sintéticas possuem as mesmas propriedades químicas e físicas dos naturais, mas custam ¼ do preço para serem feitas, além das vantagens ambientais que representam.
A Pandora, por exemplo, vendeu 61 milhões de coroas dinamarquesas (US$ 8,9 milhões) em diamantes cultivados em laboratório no segundo semestre, um aumento de 88% em relação ao ano anterior. Entretanto, isso ainda representa menos de 1% do total de vendas da empresa. A expectativa é que as vendas anuais dos diamantes sintéticos sejam de 1 bilhão de coroas dinamarquesas (US$ 147 milhões) até 2026.
O gosto pelas joias sintéticas parece ter chegado aos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de diamantes. Segundo levantamento divulgado pela Exame, em 2024, metade das peças terá pedras sintéticas, contra apenas 2% em 2018. Além disso, alguns números apontam que a produção de diamantes sintéticos deve chegar a 20% do mercado global em 2030.
Ao que tudo indica, essa é uma tendência que vai ganhar cada vez mais espaço, exigindo uma adaptação para as empresas e para os consumidores.
O que você precisa saber: Donald Trump e Kamala Harris se enfrentaram pela primeira vez em um debate para as eleições deste ano, e discutiram assuntos relevantes, como economia, inflação e aborto, para o desfecho que vamos conhecer em 5 de novembro.
Na noite da última terça-feira (10), aconteceu o tão esperado debate presidencial entre Donald Trump e Kamala Harris. Realizado pela rede ABC News, os norte-americanos entendiam o encontro como o mais importante dos últimos tempos, e a expectativa era grande, pois esse pode ter sido o único embate entre os candidatos até a eleição.
Fugindo um pouco do que tem sido os últimos debates americanos, esse começou com um aperto de mão entre os adversários, um clima amistoso que acabou por aí. Quando o debate de fato começou, vimos interrupções (mesmo com microfones desligados), checagem de fatos ao vivo e acusações pessoais.
Do lado de Trump, o seu visual mais carrancudo e as sinalizações negativas enquanto sua adversária falava demonstraram um incômodo maior do que o apresentado contra Joe Biden. Ao contrário do que aconteceu contra o atual presidente, desta vez Trump foi mais desafiado, contra uma adversária mais enérgica e que soube como provocá-lo e tirá-lo de sua zona de conforto em alguns momentos. Por vezes, o ex-presidente se preocupou em rebater as iscas jogadas por Harris e perdeu oportunidades de abordar temas em que leva vantagem. Entretanto, o candidato demonstrou força com seus ataques incisivos à administração Biden-Harris e em expor, na sua visão, as promessas não cumpridas por parte da democrata, como em relação à imigração.
Já Harris optou por uma postura diferente, sempre com expressões para a câmera quando seu rival falava e aproveitando oportunidades de olhar “olho no olho” com os espectadores. A sua repercussão foi positiva por parte de alguns analistas internacionais que destacaram sua habilidade em provocar e desestabilizar Trump e desviar a atenção de assuntos em que leva desvantagem. Contudo, também demonstrou momentos de fraqueza ao fugir de certas perguntas e posicionamentos.
O esperado era que economia, aborto e imigração fossem os principais temas do evento. E foi isso que aconteceu. Economia foi o primeiro assunto, e ao serem questionados se os eleitores estavam melhores do que há quatro anos, Harris tentou se esquivar da pergunta e afirmou que quer criar uma “economia de oportunidades” e baixar os custos de Habitação. Ela disse que Trump “vai fazer o que já fez antes” e beneficiar corporações e bilionários. O republicano, no entanto, prometeu impor tarifas aos outros países e afirmou que o seu plano “vai fazer as pessoas criarem empregos e gerar muito dinheiro para o país”. Ele ainda atacou a democrata ao dizer que ela não tem um plano e “só copiou Biden”.
Aborto
Em um dos temas em que os adversários apresentem maiores divergências, Harris criticou o posicionamento de Trump no assunto, citando os Estados em que as mulheres não podem realizar aborto e receber cuidados devido às “proibições de Trump ao aborto”, segundo suas palavras. Ela foi categórica contra seu adversário e pontuou que isso “é um insulto às mulheres da América” e que o ex-presidente “não deveria dizer a uma mulher o que fazer com o seu corpo”. Sobre esse tema, Trump defendeu sua decisão de que deveria ser uma questão estadual, assim como o seu apoio de proibir o aborto de seis semanas na Flórida. Ele também ja´comentou que é a favor do aborto em casos de crime, como estupros.
Imigração
Enquanto o aborto é um tema delicado para Trump, imigração é um assunto em que o ex-presidente parece levar vantagem com o eleitorado americano. Entretanto, o tópico marcou o momento mais controverso do debate, quando Trump afirmou que imigrantes estão comendo animais de estimação em Springfield, Ohio. O moderador do debate, contudo, desmentiu a afirmação e citou que o prefeito da cidade disse que não há relatos relacionados às alegações.
Tentativa de assassinato
Em relação ao ataque que sofreu, Trump culpou a postura dos democratas pela tentativa de assassinato. Ele comentou que “levou um tiro na cabeça devido às coisas que dizem sobre mim. Eles falam sobre democracia, dizem que sou uma ameaça à democracia”.
Guerra no leste europeu
O ex-presidente novamente foi contundente ao afirmar que terminaria com o conflito em 24 horas, que os líderes de outros países acham Biden e Kamala “fracos e extremamente incompetentes” e que ele é o único que separa os Estados Unidos de uma Terceira Guerra Mundial. A democrata, por outro lado, defendeu a atuação do governo, assim como associou que, se Trump estivesse no poder, Putin já teria conquistado a Ucrânia.
Repercussão do debate
Os eleitores americanos acreditam que Kamala Harris teve um desempenho melhor do que Donald Trump. Segundo pesquisa da CNN, 63% dos participantes acham que Harris foi melhor, enquanto para 37% a vitória foi de Trump. O jornal “The Washington Post” ouviu votantes dos chamados swing states (estados decisivos para definir o vencedor da eleição) em uma pesquisa qualitativa, na qual 23 dos 25 entrevistados disseram que a democrata levou a melhor.
O lado republicano reclamou que os moderadores, David Muir e Linsey Davis, da ABC, favoreceram a democrata durante o debate ao verificarem as afirmações de Trump ao vivo. Importante lembrar que Trump já processou a rede de televisão por difamação no início do ano.
Apesar de ter considerado este como o seu “melhor debate de todos os tempos”, o candidato foi duro nas críticas. “Foi manipulado, como eu presumi que seria. (…) Quando você olhava para o fato de que eles estavam corrigindo tudo e não corrigindo ela. Foi um três contra um. Tudo bem, eu tive chances piores antes, mas nunca tão óbvias”. Ao ser questionado sobre um novo debate, ele respondeu: “talvez se fosse em uma rede justa, eu faria isso”.
Em uma rede social, Trump disse que não vai participar de outro debate contra Kamala e publicou que “quando um boxeador profissional perde a luta, a primeira coisa que ele fala é que quer uma revanche. As pesquisas mostram claramente que eu ganhei o debate”. A campanha de Kamala tinha demonstrado desejo em participar de um novo debate, em outubro.
Este é um texto apartidário e tem por objetivo apenas informar sobre as eleições americanas, sem nenhuma preferência, inclinação ou envolvimento com partidos, ideologias ou debates políticos.