por Guilherme Oliveira | 24 set 2020 | Análise de Mercado, Mídia
O Ibovespa fechou em alta de 1,33%, aos 97.012,07 pontos, recuperando parte das perdas de ontem sustentado principalmente por ações do setor financeiro e acompanhando a melhora das Bolsas norte-americanas.
No entanto, o índice mostrou certa volatilidade ao longo do pregão com o cenário externo ainda de cautela em meio aos alertas dados pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, e à espera pelo pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos, além de monitorar o aumento de casos de coronavírus. O volume total negociado foi de R$ 25,4 bilhões.
“As Bolsas norte-americanas deram uma melhorada em relação à abertura do pregão e os papéis de bancos, que caíram ontem, estão subindo hoje. Mas não há novidades no cenário”, disse o economista-chefe da Codepe Corretora, José Costa.
Investidores voltaram a buscar ações mais baratas após as quedas da Bolsa nos últimos dias, que fizeram o índice voltar à faixa dos 95 mil pontos ontem. Os papéis do setor financeiro se destacaram, caso do Itaú Unibanco (ITUB4 2,44%). As maiores altas do Ibovespa foram do IRB Brasil (IRBR3 12,38%), que avançaram na esteira de ganhos de ontem, quando divulgou dados positivos, além dos papéis da B3 (B3SA3 5,51%), da Qualicorp (QUAL3 4,96%) e da Petro Rio (PRIO3 4,73%).
Ao lado da Petro Rio, os papéis da Petrobras (PETR3 0,84%) também passaram a subir mais acompanhando a alta dos preços do petróleo, embora tenham reduzido ganhos perto do fim o dia.
Na contramão, as maiores perdas do índice foram da CSN (CSNA3 -1,80%), da Localiza (RENT3 -1,66), que devolveram as fortes altas de ontem após anúncio de incorporação da Unidas, e da Suzano (SUZB3 -1,71%).
No exterior, as Bolsas norte-americanas fecharam em leve alta após volatilidade ao longo do dia. Para a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, algum pacote de ajuda deve sair “para acalmar ânimos” no país e após Powell alertar que o apoio fiscal do governo é necessário para que a economia continue se recuperando. No entanto, acredita que ele pode não ser do tamanho esperado pelo mercado e será preciso acompanhar as negociações entre democratas e republicanos.
Pasianotto destaca ainda que, mais cedo, dados mostraram que os pedidos de seguro-desemprego voltaram a subir na última semana, mantendo dúvidas sobre o ritmo da retomada econômica nos Estados Unidos.
Para o especialista da Portofino Investimentos, Thomás Gilbertoni, as notícias e preocupações em torno do aumento de casos de contaminação pelo coronavírus em países da Europa, principalmente, corroborou para a recuperação das moedas emergentes na sessão. “Nos últimos dias, tivemos uma forte desvalorização [dessas moedas] baseada no aumento de casos de covid-19 no mundo”, diz.
Gilbertoni pondera que, como a semana foi “muito ruim” para os ativos globais, amanhã “pode ser que seja pouco melhor”, com tendência para o dólar ter movimento lateral em sessão, normalmente, de menos negócios e com a agenda de indicadores esvaziada. “Mas uma discussão mais aprofundada, mais notícias sobre o pacote de estímulo fiscal nos Estados Unido pode fazer preço”, acrescenta.
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por Guilherme Oliveira | 24 set 2020 | Análise de Mercado, Mídia
A sessão desta quarta-feira foi de alta firme do Ibovespa, a despeito de um desempenho mais tímido em Nova York. A causa está exatamente no cenário local, onde sinalizações do Banco Central de “absoluta tranquilidade” com a inflação resultaram em uma desaceleração da curva de juros de longo prazo. O fato de o índice cair quase 40% em 2020, em dólar, também ajuda no desempenho, já que a bolsa brasileira está com preços menos esticados do que no exterior.
Após ajustes, o Ibovespa fechou em alta de 1,33%, aos 97.012 pontos. Na máxima, aos 97.955 pontos, a valorização chegou a 2,31%, enquanto na mínima, aos 95.653 pontos, o recuo foi de apenas de 0,09%.
Em Nova York, a sessão foi marcada pela volatilidade diante das incertezas relacionadas ao desempenho da economia global e sobre um novo pacote de estímulos. Durante a tarde, o viés positivo começou a ser trilhado com declarações da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, de que haverá uma nova rodada de negociações.
No fechamento, Dow Jones subiu 0,20%, S&P 500 avançou 0,30% e o Nasdaq subiu 0,37%.
A menor aversão ao risco no exterior contribuiu para o Ibovespa, mas foi o cenário local que ditou o ritmo dos negócios.
Logo pela manhã, o Banco Central divulgou o relatório Trimestral de Inflação (RTI), com perspectivas de que o IPCA seguirá abaixo da meta em 2021. Além disso, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, disse que o BC tem “absoluta tranquilidade” com a inflação e que pressões recentes de preços devem ficar circunscritas a este ano.
“O mercado se acalmou porque um pouco da nuvem negra passou, mas seguem os riscos fiscais”, afirma Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office.
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por Guilherme Oliveira | 24 set 2020 | Análise de Mercado, Mídia
O fato de concentrar perdas de 40% em 2020, em dólar, e o alívio na curva de longo prazo dos juros futuros são os responsáveis pela valorização do Ibovespa neste pregão, a despeito de um desempenho tímido em Nova York e perdas na Europa.
Às 13h30, o Ibovespa operava em alta de 1,44%, aos 97.113 pontos, próximo da máxima do dia, de 97.166 pontos. Na mínima, aos 95.653 pontos, o índice chegou a cair 0,09%, em linha com uma abertura negativa em Nova York.
O volume financeiro totalizava R$ 7,6 bilhões, com projeção de atingir R$ 20,34 bilhões até o fim do dia.
Em Nova York, o Dow Jones sobe 0,06%, o S&P 500 tem alta de 0,32% e o Nasdaq avança 0,84%. Já o EEM, principal fundo de índice (ETF) de mercados emergentes, recua 0,53%, o que mostra o menor apetite pelos ativos mais arriscados.
Ne Europa, o índice Stoxx 600 cai 1,05% e a Bolsa de Londres tem baixa de 1,27%.
No exterior, os investidores seguem cautelosos com o aumento dos casos do coronavírus, com impacto sobre o ritmo de retomada das economias.
No Brasil, o reflexo é visto nas ações das exportadoras, como CSN ON, Minerva ON e Usiminas PNA, que recuam 2,36%, 1,14% e 1,05%.
Embora o temor sobre a atividade global exista, a bolsa brasileira tem um pregão em alta. A explicação, segundo profissionais do mercado, está em um certo alívio local e no fato de a bolsa brasileira já ser penalizada desde agosto.
“A bolsa brasileira saiu na frente na queda e não teve esse rali como o S&P depois da crise. Então, o Ibovespa tem um valor menos esticado das ações”, afirma Thomás Gibertoni, especialista da Portofino Multi Family Office, detalhando que enquanto o mercado subia no exterior, o Ibovespa já recuava com riscos fiscais e ruídos políticos.
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por Guilherme Oliveira | 27 jul 2020 | Análise de Mercado, Mídia
Tradicionalmente considerado o porto seguro dos investidores, a cotação do ouro sobe conforme a gravidade das crises financeiras. Como os impactos do novo coronavírus na economia estão entre os mais fortes da história, não é de se surpreender que o valor do ouro esteja atingindo patamares históricos. A cotação do metal disparou, ultrapassou até mesmo o nível de 2011 e se aproximou dos 2 mil dólares a onça troy (31,1035 gramas) nos índices futuros. No final da manhã dessa segunda-feira, operava em alta de 2,05%, a 1.964,60 dólares a onça troy. A expectativa dos especialistas é que ela suba ainda mais. “As pessoas estão com receio do poder de compra do dinheiro, então estão comprando mais ativos físicos, como ouro, casa e ações de empresas”, diz Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos.
É impossível falar de ouro sem falar de dólar. Até o dólar se tornar a principal moeda do mundo, o ouro era o principal valor de transação, acompanhando a libra esterlina da potente Inglaterra, antes da Primeira Guerra Mundial. Com o fortalecimento da economia dos Estados Unidos no pós-guerra, o dólar substituiu o ouro e hoje é responsável por 80% de todas as transações mundiais. Por isso é natural e histórico que os investidores se refugiem no ouro quando a economia e a moeda americana não vão bem.
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por Guilherme Oliveira | 22 jul 2020 | Análise de Mercado, Mídia
“Diversificação” é lema mais velho que andar para frente no universo dos investimentos. Aquela velha história, “não coloque todos os ovos numa só cesta”.
Com a Selic na mínima histórica de 2,25% ao ano e apontando para baixo, no entanto, essa analogia famosa merece ser expandida. A necessidade de se expor a mais riscos em busca de ganhos potencialmente maiores exige, também, diversificar entre os galinheiros. Seja para mitigar perdas ou, no melhor dos casos, engordar o patrimônio ao longo dos anos.
“O Brasil representa 3% dos ativos globais”, conta Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos. “Mesmo que esteja diversificado no Brasil, existem os 97% de investimentos que você não tem acesso diretamente.”
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por Guilherme Oliveira | 22 jul 2020 | Análise de Mercado, Mídia
Diversificação é um antigo lema do universo dos investimentos. Com a taxa básica Selic na mínima histórica, aos 2,25% anuais, e com chance de seguir em queda, esse pensamento ganha ainda mais relevância. Na busca por ganhos potencialmente maiores, as fronteiras também podem ser testadas.
“O Brasil representa 3% dos ativos globais”, afirma Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos. “Mesmo que esteja diversificado no Brasil, existem os 97% de investimentos que você não tem acesso diretamente.”
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