CEO CONFERENCE | BTG Pactual – Dia 1

CEO CONFERENCE | BTG Pactual – Dia 1

Tempo de leitura – Overview do dia em 10 minutos.

Nesta terça-feira (22), aconteceu o primeiro dia do CEO Conference Brasil 2022, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou com a presença de diversas figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro, como os presidenciáveis Sérgio Moro e João Dória, além dos ministros Paulo Guedes, da Economia, Tarcísio Freitas, da Infraestrutura e Joaquim Leite, Meio Ambiente. Dentre outras personalidades, Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central, e Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados.

A Agenda Política Brasileira

No primeiro painel do dia, Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados, falou sobre o cenário político brasileiro. O parlamentar afirmou ser demagogia não querer discutir os jogos de azar no âmbito Legislativo. Além disso, Lira também falou que irá trabalhar para que o semipresidencialismo seja discutido até o fim do ano.

Perspectiva Econômica Brasileira

O painel “Perspectiva Econômica Brasileira” contou com a presença de Paulo Guedes, ministro da Economia, com a moderação de Mansueto Almeida, Economista-Chefe do BTG Pactual.

O ministro deu sua visão sobre o que esperar da nossa economia no futuro, dizendo que o Brasil vai surpreender com um crescimento para cima, ao contrário do que ele espera do exterior, que a perspectiva é de surpreender para baixo.

Ademais, Guedes manteve sua postura padrão, na qual mencionou todas as evoluções e, a contraponto, no que diz respeito às críticas que ele e o governo vêm recebendo, seguiu afirmando que as informações estão desencontradas e que os avanços são inúmeros.

Presidenciáveis 2022: Sérgio Moro

Ex-ministro da Justiça e Segurança e pré-candidato à Presidência da República, Sérgio Moro mostrou durante sua passagem no evento um posicionamento extremamente contrário e incisivo em relação à corrupção e contra Jair Bolsonaro.

Dentre os principais temas abordados por ele, Moro se mostrou favorável às privatizações e ao combate à corrupção. Neste sentido, o ex-ministro trouxe um discurso bem literal e reformista visando sua campanha eleitoral.

No tocante à sua campanha eleitoral, o presidenciável ressaltou a participação de Affonso Pastore como seu principal conselheiro, além de mais três economistas. Ainda neste campo, Moro demonstrou uma postura de união contra extremos, a qual deve buscar alianças para poder buscar mais eleitores. Por fim, em sua participação, o pré-candidato apresentou a intenção de acabar com a reeleição e a sua posição a favor do teto de gastos.

Leia mais: Fuja dos riscos locais e cruze fronteiras: Entenda as vantagens e veja para qual perfil os investimentos offshore são indicados

Presidenciáveis 2022: João Dória

Na sequência de Sérgio Moro, foi a vez de João Dória subir ao palco e falar um pouco sobre seus feitos durante seu governo em São Paulo e sua campanha eleitoral para as eleições presidenciais.

Questionado sobre o seu programa de governo na economia, Dória foi enfático ao falar sobre a importância do teto de gastos. “Jamais romper o teto de gastos e manter o controle do orçamento”, afirmou o candidato. Além disso, ele aproveitou o momento para “cutucar” o atual governo e mencionar as reformas que não foram feitas no mandato de Jair Bolsonaro. Em outras palavras, ele se mostrou a favor de reformas e aproveitou o momento para criticar o governo inúmeras vezes.

Ainda no campo da economia, Dória usou da plataforma para falar sobre a alta da inflação e os impactos para as famílias de classe baixa. Neste campo, o filiado ao PSDB ressaltou os projetos sociais que realizou em São Paulo e a importância de pensar nas pessoas que estão à margem.

Dória também comentou sobre os números das pesquisas dos candidatos de terceira via, e afirmou que vai manter sua candidatura independente das perspectivas das pesquisas. No fim de sua participação, o pré-candidato comentou sobre a possível união entre MDB, União Brasil, Cidadania e PSDB. De acordo com artigo publicado pela jornalista Bela Megale, o MDB, União Brasil e PSDB decidiram criar uma espécie de grupo de trabalho para que as legendas tenham uma candidatura única na eleição presidencial de 2022.

O artigo também afirma que, além de debater uma candidatura única à Presidência, as siglas definiram que não estarão ao lado de Bolsonaro e nem de Lula.

O Protagonismo da Infraestrutura em 2022

No painel que teve a presença de Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, o parlamentar destacou que 2021 foi “super desafiador”. Ademais, ele também fez questão de mencionar que o Brasil tem tudo para virar um “canteiro de obras” nos próximos anos. Neste sentido, ele defendeu o avanço que o Brasil está tendo em diversos setores da infraestrutura.

Na parte final do painel, o ministro dedicou os últimos minutos para falar sobre narrativa versus realidade, ou seja, o que falam por aí e o que de fato acontece. Freitas explicou como a narrativa e a desconexão que há entre esses dois posicionamentos pode ser perigosa. Sendo assim, ele questionou a narrativa que está sendo criada e disse que não podemos acreditar nelas.

O painel também contou com a presença de Marco Cauduro, CEO da CCR, João Alberto F. de Abreu, CEO da Rumo S.A., e Antônio Sepúlveda, presidente da Santos Brasil.

Cenário da Política Monetária Brasileira

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tomou o palco para fazer uma apresentação sobre o cenário global da economia e do Brasil. Campos Neto explicou que a Covid gerou o deslocamento da demanda de serviço para bens, aumentando assim a demanda de energia na produção. Para produzir mais bens, é necessário mais energia e, mesmo a energia verde, também custa mais caro e contribuiu nos índices de inflação. Em resumo, houve um aumento dos preços de energia que se manterá alto por mais tempo devido ao deslocamento da demanda.

Além disso, pontuou que acredita haver uma inflação encomendada nos EUA, por vir, e que a mudança estrutural na forma de trabalho americana, com as pessoas trabalhando mais de casa, fez o mercado precificar 5 altas de 0,25%.

Em relação à política monetária brasileira, Campos Neto analisou que os países emergentes, com exceção do Brasil e Rússia, estão abaixo da taxa de juros neutra. Ou seja, isso indica que muitos países ainda vão subir suas respectivas taxas de juros. Segundo ele, o Brasil tem atualmente a maior inflação dos emergentes e que 60% da taxa de 10% veio da Energia.

O site do Banco Central disponibilizou todo conteúdo da apresentação feita por Campos Neto que você pode baixar, clicando aqui.

Economia Verde: um Novo Brasil

No penúltimo painel do dia se discutiu muito o tema da sustentabilidade. Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, falou sobre o programa para criação de crédito de reciclagem que está sendo desenvolvido junto com Paulo Guedes.

Além de Leite, Gustavo Montezano, presidente do BNDES, também participou e comentou sobre como o programa de saneamento está sendo bem-sucedido. Ele instigou a opinião pública a perguntar a seus representantes municipais, estaduais e federais qual o projeto de saneamento de seu estado.

Ricardo Botelho, CEO da Energisa, também esteve no painel e finalizou com uma comparação com a Fórmula 1: “O Brasil está na pole position de potência ambiental e energética”.

Análise: Pesquisas Eleitorais 2022

O último painel do dia recebeu Márcia Cavallari, CEO da IPEC, Marcelo Tokarski, Sócio-Diretor do Instituto FSB Pesquisa, e Maurício Moura, Fundador e Presidente da Ideia Big Data, para falarem sobre as eleições de 2022.

Dentre as falas mais importantes, podemos mencionar a explicação da Cavallari, dizendo que “as pesquisas representam o diagnóstico de momento, sem querer representar o que vai ocorrer no futuro”. Em outras palavras, ainda é muito cedo para algumas afirmações e podem haver movimentações que podem mudar o jogo.

Em outro ponto, Moura foi perguntado sobre o que pode mudar até as eleições. Ao responder, ele levantou três pontos: 1) a popularidade de Jair Bolsonaro; 2) a rejeição do PT voltar a ser tema; 3) o desempenho dos candidatos que buscam ser a terceira via. Sobre este último ponto, ele falou que para uma terceira via mais forte, seria necessário algumas mudanças ou algum evento que mude as alternativas do eleitor.

Por fim, o CEO Conference Brasil 2022 retorna nesta quarta-feira (23) com a presença de Jair Bolsonaro em um dos painéis.

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

Causa e Efeito | 19.02.2022

Causa e Efeito | 19.02.2022

Tempo de leitura: 5 mins

Família Portofino,

Tempos estranhos esses…

Lá fora, os bancos centrais dos países desenvolvidos exercitam sua criatividade e tentam desarmar a bomba do chamado “quantitative easing”. Tudo isso sem sermos empurrados para uma recessão global ou ser deflagrada uma expressiva correção dos preços dos ativos. Na verdade, essa estratégia de injeção massiva de liquidez começou a ser testada a partir de 2008. Naquela época, os bancos centrais se viram obrigados a navegar por mares nunca antes navegados implementando uma estratégia de política monetária pouquíssimo convencional e de certa forma inédita.  

Com objetivo de evitar que o colapso do mercado financeiro, pós crise das hipotecas americanas (Crise do Subprime), conduzisse a economia mundial na direção de algo semelhante ao que se viveu em 1929, os bancos centrais decidiram basicamente imprimir dinheiro, expandir seus balanços para, então, usar essa liquidez na compra de títulos de longo prazo. Desta forma, se garantiu que as taxas de juros se mantivessem baixas e em alguns momentos, negativas. Isso mesmo, por mais estranho que possa parecer, o investidor que desejasse investir seus recursos na segurança dos títulos soberanos de países desenvolvidos, teria que remunerar os tesouros destes países. A história nós conhecemos, recursos quase que inesgotáveis, migraram para ativos de maior risco.

Até 2019, os quatro maiores bancos centrais do mundo, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Europa, cresceram seus balanços do nada para inimagináveis 15 trilhões de dólares. Não por coincidência, experienciamos um dos mais longos bull markets. Nesse período, o S&P 500 subiu inacreditáveis 160%, em outras palavras, 11% ao ano por pouco mais de 11 anos.

E aí, surgiu a Covid-19. O que esses bancos centrais fizeram? Praticamente dobraram a aposta em pouco mais de dois anos. Aumentaram sua munição em 11 trilhões de dólares, expandiram o universo de títulos de renda fixa elegíveis à compra e tudo isso em menos de 2 anos. Contudo, dessa vez a conta chegou. A combinação dos efeitos da pandemia sobre a regularidade das cadeias produtivas mundiais, com o aumento da demanda de bens, serviços, commodities, ativos reais e financeiros, deflagraram um dos maiores, se não o maior processo inflacionário globalizado da nossa história contemporânea.


Como se isso não fosse suficientemente complexo, do lado doméstico flertamos mais uma vez com o precipício da irresponsabilidade fiscal. Desde a implosão do teto dos gastos, no segundo semestre do ano passado, perdemos a garantia de que um autodenominado governo liberal jamais ameaçaria o arcabouço fiscal vigente. Do outro lado do espectro ideológico, a outra candidatura provável no segundo turno das eleições presidenciais, recentemente afirmou que o Brasil não necessitava da reforma da previdência e tampouco da trabalhista e que ambas aconteceram por pressão do setor empresarial. Independente se de direita ou de esquerda, populismo é populismo. E na ausência, pelo menos por enquanto, de uma terceira via competitiva e viável, este ambiente está longe de ser animador.


Dito isso, os ativos brasileiros deveriam estar sendo impactados, certo? Errado! O Real é hoje destaque de valorização no ano e nossa bolsa também se apresenta entre as que mais sobem. Óbvio que nossos fundamentos não explicam essa performance. A complexidade do cenário externo que discorremos acima forçaram os investidores globais a rebalancearem seus portfólios reduzindo suas exposições em mercados desenvolvidos, buscando alternativas que atendessem a algumas condições. Países que já se encontravam em estágio avançado no processo de aumento de juros proporcionando, portanto, um carregamento favorável, que tivessem sua moeda depreciada e seus mercados de ações apresentassem companhias com preços historicamente atrativos, preferencialmente nos setores de commodities, foram os escolhidos da vez. Brasil, Chile, Peru, Colômbia e África do Sul foram alguns dos beneficiados por essa rotação.

Isso tudo para colocar em perspectiva a enorme complexidade do atual momento que vivemos e da necessidade de nos mantermos cautelosos, porém atentos às oportunidades.

Nas nossas carteiras continuamos a privilegiar ativos de renda fixa de crédito privado, premiados de um lado, mas com sólida estrutura de garantias ou protegidos por robusta subordinação do outro. Continuamos com o nosso portfólio de ações mais defensivo. Recentemente, iniciamos a elevação da nossa exposição em fundos multimercados, pois estes têm se provado mais aparelhados para rapidamente adequar suas posições à volatilidade dos mercados que certamente permanecerá em níveis elevados.

E muitos diziam, no fim do ano passado, que o nosso grande desafio seria navegar um ano de eleições majoritárias.

Ainda nem mencionamos os impactos sobre a economia global, caso se chegasse às vias de fato, o conflito entre Rússia e Ucrânia. 

Tempos estranhos esses…

Aproveite seu fim de semana!

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

Todo bom investidor deveria parar alguns minutinhos do seu dia para conhecer o fundo exclusivo. Afinal, a personalização desse investimento somado aos seus inúmeros privilégios pode fazer toda diferença na hora de o seu patrimônio se multiplicar.  

Não por acaso, esse fundo de investimento vem se consagrando e se tornando um dos preferidos entre os investidores espalhados por diversas partes do mundo e que possuem patrimônios elevados.

Então, para que você possa entender como funciona o fundo exclusivo, quais são os seus benefícios e se ele é realmente a melhor opção de investimento para você, preparamos este conteúdo! Continue a leitura e descubra como aumentar os seus bens!

O que são fundos exclusivos?

Os fundos de investimentos exclusivos, ou simplesmente fundos exclusivos, consistem em modalidades de investimento destinadas a um único cotista. Isso quer dizer que eles são exclusivos, como o próprio nome já diz.

Assim, em sua estrutura, eles são exatamente como os fundos tradicionais do mercado. No entanto, a sua diferença se pauta justamente no fato de eles terem apenas um investidor e, é claro, de contarem com uma personalização.

Nesse sentido, todas as características de um fundo exclusivo são personalizadas e estão alinhadas com o perfil e os objetivos de seu único investidor.

Convém mencionar que, nessa modalidade de investimento, é necessário ter uma reserva elevada de capital. Os fundos exclusivos são ideais para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões, pois esse é o valor mínimo para aporte. 

Diferenças entre fundo restrito e fundo exclusivo

Em razão da semelhança entre ambos, muitos investidores confundem o fundo restrito com o fundo exclusivo. Entretanto, são modalidades que apresentam distinções referente à quantidade de cotistas suportada.

Enquanto o fundo exclusivo é direcionado para apenas um cotista, como já mencionado, o fundo restrito pode contar com mais de um, desde que essas pessoas possuam relações entre si, seja essa profissional, familiar ou afetiva.

Convém mencionar ainda que a modalidade de investimento restrito é indicada para um grupo empresarial ou familiar de até 20 pessoas, na qual uma delas deve ser escolhida para realizar a gestão do fundo.  

o que são fundos de investimentos exclusivos

Como funciona um fundo exclusivo?

O fundo exclusivo tem a mesma estrutura e funcionamento que um fundo tradicional. A única diferença é que não poderão entrar outros cotistas, obviamente.

Nesse sentido, esse fundo deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Ambas são instituições responsáveis por regular o mercado financeiro.

Além disso, para que o fundo exclusivo possa se constituir, é necessário que o cotista tenha qualificação, isto é, que seja um investidor profissional.

Outra importante premissa é que o cotista encontre profissionais/instituições capacitados para administrar e gerir os recursos do seu fundo e viabilizá-lo. Assim, são necessários:

  • Administrador: instituição financeira que organiza o fundo para que ele funcione em consonância com as normas necessárias.
  • Gestor de recursos: instituição que define onde os recursos serão aplicados e os movimenta, sempre de acordo com as estratégias adotadas junto ao investidor.
  • Custodiante: instituição que garante que os ativos do fundo estejam seguros.
  • Auditor independente: empresa ou profissional capacitado responsável por auditar as operações contábeis do fundo.

Quando o fundo exclusivo já estiver constituído, então o investidor poderá solicitar ao seu gestor que aplique o capital em qualquer ativo que seja de seu interesse. 

Custos para abertura

Para abrir um fundo exclusivo é necessário um aporte inicial de, no mínimo, R$10 milhões.  Por isso mesmo, essa é uma modalidade de investimento indicada para quem possui uma quantidade considerável e elevada de patrimônios.  

como funciona fundo exclusivo

Quais os tipos de fundos exclusivos?

Basicamente, os fundos exclusivos se dividem em dois principais modelos: abertos e fechados. Eles apresentam diferenças com relação à incidência no imposto de renda, prazos para resgate, entre outras questões que veremos adiante!

Abertos 

Nos fundos exclusivos abertos, tanto as aplicações quanto os resgates podem ser feitos em qualquer ocasião pelo cotista.

Além disso, há o come-cotas semestralmente e alíquotas regressivas de imposto de renda, ambas com exceção para os fundos de ação. Vale dizer que o seu prazo de vigência é indeterminado e que não é permitida a transferência de cotas. 

Fechados 

Com a aprovação da Lei nº 14.754 de 2023, a partir de 2024, existe a incidência do come-cotas semestral de 15% IRPF, nos meses de maio e novembro de cada ano, para fundos de longo prazo. Em relação a resgates e aportes, há a limitação de dois resgates e aportes por ano.

Além disso, esse fundo possui um prazo determinado de encerramento, que pode, no entanto, ser prorrogado caso seja da vontade do investidor. Convém mencionar ainda que a transferência de cotas é permitida por meio de termo de cessão. 

Quais os principais benefícios?

Graças à exclusividade e personalização presentes no processo, o fundo exclusivo apresenta inúmeros benefícios para o investidor que decide apostar nessa modalidade de investimento.

Listamos todas essas vantagens abaixo para que se torne possível visualizá-las e descobrir se esse fundo atende às suas expectativas.  

Governança

A governança é um dos principais benefícios conferidos pelo fundo exclusivo. Afinal, o cotista tem completo controle quanto à operação do seu investimento. Inclusive, cabe destacar que é possível contar com relatórios individualizados.

Naturalmente, esse poder e controle do investidor sobre o fundo de investimento permite que ele participe ativamente da sua gestão e tenha total segurança quanto à transparência dos processos e trâmites envolvidos.  

Blindagem patrimonial

Uma outra vantagem que também vale ser destacada é a blindagem patrimonial, que está totalmente interligada à governança e à gestão individual do fundo.

Isso quer dizer que, como tudo no investimento será feito pensando apenas nos resultados do único acionista, é possível encontrar as melhores maneiras de proteger e ampliar o seu patrimônio.

E sabe-se que proteção e segurança são questões almejadas por todo investidor, não é verdade? 

Sucessão

O fundo exclusivo também pode ser uma excelente oportunidade de otimizar o planejamento sucessório. Isso porque esse investimento permite que o cotista faça transferências diretas para os seus herdeiros. Basta definir quantas cotas cada um herdará.

O interessante é que, enquanto estiver vivo, o investidor continua mantendo o direito de usufruto do seu fundo de investimento, mas com a tranquilidade de que a sua vontade será cumprida na sua ausência. 

Eficiência tributária

Com relação à tributação, o fundo exclusivo também se mostra consideravelmente vantajoso quando comparado a outros tipos de investimentos.

Em primeiro lugar, porque esse fundo é isento de imposto de renda nas movimentações internas. Ou seja, os recursos podem ser migrados de um ativo para o outro dentro do fundo sem que impostos ou custos adicionais incidam sobre o patrimônio.

Mas, além disso, outro grande benefício é que o fundo exclusivo gera um novo CNPJ. Dessa forma, o investidor consegue se aproveitar de outras vantagens tributárias oferecidas para pessoa jurídica. 

Gestão de Investimentos Integrada

Um último benefício que podemos citar sobre o fundo exclusivo, porém não menos importante, é a sua característica relacionada à gestão de investimentos integrada.

Afinal, como mencionamos, esse é um investimento gerido e administrado por uma equipe de profissionais qualificados e de sua confiança.

Dessa forma, como cada um dos integrantes da equipe é especialista em uma área, a gestão do seu fundo tende a ser integrada, multidisciplinar e muito mais assertiva. Logo, os resultados também se tornam mais promissores.

como investir em fundos exclusivos

Para quem são indicados?

Os fundos exclusivos são a estratégia ideal para quem busca expandir o seu patrimônio de forma segura e não está satisfeito com as soluções mais comuns do mercado.

Em resumo, esses fundos servem para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões e que tenham horizontes de investimentos mais longos.

Portanto, essa categoria é ideal para quem já dispõe de altos valores para investir e busca algo privado, aderente unicamente aos seus objetivos.

Além disso, por desvincular o dinheiro da pessoa física para a jurídica, essa modalidade de investimento também se torna ideal para quem deseja proteger o seu patrimônio. 

Restrições de investimento em fundos exclusivos

Apesar de serem poucas, existem sim algumas restrições para o investimento em fundos exclusivos. Por isso, quem se interessou por essa modalidade, precisa ficar atento e conferir se está dentro dos pré-requisitos.

Nesse sentido, as restrições de investimento são:

  • Valor de aporte inicial precisa ser superior a R$10 milhões: quem não tiver esse valor mínimo, não consegue realizar o investimento.
  • Obrigatoriedade de arcar com outros custos envolvidos, como auditoria, custódia, CVM etc.: quem não estiver disposto a ter essas e outras despesas, não deve investir nesse tipo de fundo.
  • Contraindicações de investimento: o fundo exclusivo não é indicado para produtos que são isentos de imposto de renda de pessoa física (IRRF).

Como investir com fundos de investimento exclusivos?

Antes de investir com fundos de investimento, é sempre importante realizar algumas simulações a fim de visualizar os seus ganhos com essa modalidade.

Nesse sentido, é ideal que você leve em consideração nessa simulação:

  • Valor aplicado
  • Prazo do investimento
  • CDI projetado
  • Rentabilidade CDI
  • Giro da carteira ao ano
  • Custo anual fixo

Convém saber que no custo anual fixo do seu fundo exclusivo estão incluídos:

  • SELIC – Sistema de Liquidação
  • Custódia
  • ANBIMA
  • CVM
  • KPMG
  • B3/CETIP

E, além desses valores, existem também os gastos que variam conforme o valor líquido mensal do patrimônio, que são: administrador e gestor de recursos.

Com relação aos ativos que podem compor o fundo, saiba que eles podem ser tanto de renda fixa quanto variável. É você quem decide! Obviamente, eles vão influenciar diretamente nos valores da sua simulação.

Alguns exemplos de investimento com o seu fundo exclusivo podem ser:

  • Ações: representam uma parte do capital social de uma empresa. Podem ser ordinárias, preferenciais ou units.
  • Câmbio: investimento em moedas estrangeiras, como o dólar.
  • Títulos públicos: emitidos pelo Tesouro Nacional, podem ser classificados em prefixado, Selic ou IPCA+.
  • Títulos privados: emitidos por instituições privadas, como os bancos. Alguns exemplos são o CDB, LCI, LCA, Debêntures e COE.
  • Multimercado: investimento composto por diferentes ativos, como ações e câmbio, ou títulos públicos e ações, entre outras combinações.

Esses são apenas alguns exemplos, existem muitos outros.

Além disso, convém mencionar que os melhores ativos para investir com o seu fundo exclusivo serão orientados pelo seu gestor de recursos. No entanto, você deve participar desse processo. Afinal, essa é uma gestão integrada e compartilhada!

vale a pena investir em fundos

Vale a pena constituir um fundo exclusivo?

Se você tem um patrimônio elevado e quer muito vê-lo se multiplicar, então é claro que essa opção de investimento vale a pena!

Afinal, o fundo exclusivo é um processo que te confere segurança, blindagem patrimonial, redução dos tributos e possibilita um planejamento sucessório impecável. Tudo isso sem falar da personalização e da própria exclusividade do investimento.

Portanto, para os investidores profissionais e que têm um bom aporte financeiro, essa é uma das melhores formas para investir e ter um bom e seguro retorno financeiro.

Mas por que só vale a pena se eu tiver uma alta quantia e for um profissional da área?

Porque essa é uma modalidade que demanda um investimento elevado. São muitos custos iniciais que podem pesar no bolso de quem não tem certo aporte e estrutura financeira.

Ademais, falando especificamente da questão profissional enquanto investidor, o fundo exclusivo demanda decisões importantes e pontuais por parte do cotista, principalmente por ele ser o único integrante do fundo.

Por todas essas questões, fica claro que sim, esse é um investimento que vale a pena, mas para pessoas que se enquadram no perfil e na proposta dessa modalidade. 

Como a Portofino Multi Family Office assessora a constituição de fundos exclusivos?

Cada cliente possui demandas que exigem uma estruturação específica de seus fundos exclusivos. Por isso, profissionais especializados devem ser procurados para melhor aconselhamento personalizado de investimento.

Pensando em garantir a segurança e uma maior rentabilidade do investidor, a Portofino Multi Family Office oferece aos seus clientes assessoria completa na gestão de recursos financeiros.

Para isso, a empresa estrutura seus processos em 5 principais etapas:

1. Levantamento de informações: nessa primeira etapa compreendemos as necessidades e objetivos do cliente. Ou seja, identificamos o perfil do investidor.

2. Elaboração da política de investimento: aqui, em conjunto com o investidor, definimos as melhores estratégias para a constituição do fundo e para a movimentação de sua carteira de ativos.

3. Alocação: os recursos do investidor são direcionados para o fundo exclusivo. Em outras palavras, é nessa etapa em que ocorre a aplicação na prática.

4. Gestão: essa etapa é contínua e permanente. Isso porque realizamos o balanceamento do investimento sempre que necessário, a fim de adequá-lo ao cenário do momento e impedir que o cliente tenha qualquer perda.

5. Prestação de contas: essa etapa deve ocorrer periodicamente para que o investidor tenha um conhecimento completo de toda a movimentação que foi realizada na sua carteira de ativos e visualize melhor os seus gastos e rendimentos.

Agora que você já sabe o que é, como funciona e os benefícios do fundo exclusivo, pode ter chegado à conclusão de que esse é o investimento ideal para o seu perfil.

Se esse for o caso, entre em contato conosco para te ajudarmos a planejar e a gerenciar da melhor forma o seu patrimônio.

E caso você considere que o fundo exclusivo não é o ideal para você, mas tem dúvidas de qual seria a melhor opção, saiba que a assessoria da Portofino também pode te ajudar nessa jornada de descobertas e de sucesso!

Conte com a assessoria da Portofino para auxiliá-lo na abertura e no gerenciamento do seu fundo exclusivo!

Causa e Efeito | 05.02.2022

Causa e Efeito | 05.02.2022

Tempo de Leitura: 4 minutos

Olá, Família Portofino.

Difícil fugir do assunto, visto que este tema vem ditando o comportamento dos mercados nas últimas semanas.

A mudança do tom dos bancos centrais quanto à dinâmica da inflação disseminada e a consequente necessidade de se acelerar e intensificar a retirada de estímulos vem causando extrema volatilidade. O último a capitular foi o Banco Central Europeu e sua presidente, Christine Lagarde, não descartou subir os juros ainda este ano.

A relevância do tema é tão grande que outras preocupações têm sido colocadas de lado. O reconhecimento da menor letalidade e baixa hospitalização dos infectados pela variante Ômicron, principalmente aqueles já vacinados, fez com que os mercados já atribuíssem um caráter endêmico para a pandemia. Para os mercados, é limitado o risco de impacto adicional ao processo de reabertura e a normalização da economia mundial. Isso sem falar do aumento significativo da tensão entre a Rússia e Ucrânia. Uma invasão russa ao território ucraniano teria impacto importante sobre os preços dos ativos. Espera-se consequentes sanções impostas pelos Estados Unidos e aliados à Rússia com reflexos sobre o preço do petróleo, agravando o problema da inflação.

A queda de braço entre as narrativas a respeito do impacto do aumento de juros sobre o crescimento continua. Ora o mercado embarca na tese de que a retirada dos estímulos apenas desacelerá a taxa de crescimento da economia global, ora o pêndulo se move para o temor de que a dose necessária para arrefecer o processo inflacionário terá um efeito recessivo sobre a atividade. Continuamos acreditando na redução do crescimento na margem, mas reconhecemos que essa incerteza continuará.

Esta última semana foi didática para descrever o momento em que vivemos. Nesse ambiente incerto quanto à condução da política monetária e com as empresas precificadas à perfeição, o escrutínio dos analistas nos resultados e no guidance de crescimento das mega techs americanas tem sido enorme. A constatação da queda de usuários ativos do Facebook fez com que o preço das ações da sua holding, Meta Plataforms, Inc., caísse incríveis 26%. Estamos falando de uma destruição de valor de mais de R$ 1,3 trilhões. Colocando em perspectiva, é como se o valor de mercado da Petrobras, Vale, Itaú e Bradesco somados, evaporasse em um único pregão.

Do outro lado da moeda, a Amazon foi reconhecida por diversificar suas receitas em outros negócios além do tradicional marketplace. Recuperando parte do impacto do Facebook do dia anterior e valorizando adicionalmente, a Amazon subiu 14% acrescentando cerca de 1 trilhão ao seu valor de mercado. E como se não fosse suficiente volatilidade para uma única semana, na sexta também foi divulgado o número de criação de empregos nos Estados Unidos, número esse que superou em mais de três vezes a projeção dos analistas. Os títulos americanos de 10 anos tiveram suas taxas superando os 1,92%, valor observado antes só no final de 2019 e hoje a curva precifica probabilidades iguais de um aumento de 0,25% ou 0,50% na próxima reunião de março. A despeito de toda essa volatilidade, o S&P 500 terminou a semana subindo 1,5%, ufa! 

A guerra de narrativas certamente continuará pelo menos até março, quando o banco central americano deverá iniciar o ciclo de elevação de juros. O comportamento da inflação será crucial para a definição de um cenário mais consensual. Enquanto isso, o pêndulo do mercado continuará a oscilar entre o otimismo e o desespero. Estamos do lado dos que acreditam na continuidade de um ambiente positivo para os ativos de risco, mas sem qualquer pudor em mudar de ideia e adaptar nossos portfólios para um cenário estruturalmente adverso. É como dizem popularmente: só não muda de ideias quem não as tem.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino, que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Por Eduardo Castro, CIO (Chief Investment Officer) Portofino Multi Family Office ®.

Acesse as cartas anteriores clicando aqui.

Causa e Efeito | 05.02.2022

Causa e Efeito | 29.01.2022

Leitura 5 mins.

Família Portofino,

Se os mercados tinham dúvida quanto ao tamanho da preocupação do banco central americano com a desancoragem da inflação também pelos lados de lá, agora não têm mais. Na quarta-feira passada, o presidente Jerome Powell foi explícito em afirmar que a economia americana está crescendo de forma robusta, porém, com a inflação bem acima do objetivo de 2% e a situação atual é bem mais desafiadora quando comparado ao ciclo anterior de aumento de juros de 2015.

Naquela época a inflação rondava a casa dos 2% e o FED foi bem parcimonioso no processo de aperto monetário. Iniciou o ciclo de aumentos em dezembro de 2015 elevando a taxa básica de desconto de 0,75% a.a. para 1%. E o gradualismo pautou a estratégia; mais um aumento de 0,25% foi realizado em 2016, três em 2017 e, finalmente, quatro aumentos, sempre de 0,25%, em 2018. Interrompeu o ciclo de altas em 2,5% a.a.

Dessa vez, tudo indica que será diferente. O FED definitivamente não quis se comprometer com nenhum orçamento ou estratégia e foi claro em sinalizar aos mercados que agirá pautando-se nos dados de inflação a serem observados. Adiantou a intenção de iniciar o movimento já em março, porém, não descartou a possibilidade de elevar os juros nas sete reuniões desse ano, tampouco iniciar o ciclo em um passo mais agressivo de 0,50% a.a. A era do FED condescendente e preocupado com a reação dos mercados parece ter ficado no passado.

Não é por menos que os preços dos ativos vêm se ajustando a essa nova realidade. O S&P 500, por exemplo, amarga uma queda de 7%. No setor de tecnologia o impacto é ainda maior. A NASDAQ cai neste mês incríveis 12%! O que esperar então da bolsa brasileira, uma queda equivalente? Na verdade, não, nossa bolsa sobe este ano, 6,8%, abrimos um hiato para o S&P de quase 14%, isso sem considerar a valorização do Real! E o que explica tamanha diferença?

Muitas teorias foram ventiladas para se tentar explicar essa quebra inusitada de correlação. Possivelmente, a resposta mais intelectualmente honesta seja uma combinação de fatores explicativos. O preço das commodities vêm recentemente se apreciando, o que para o Brasil é sempre positivo. Dado o peso desse setor no Ibovespa, é bom também para o desempenho da nossa bolsa. Mas não foram só as empresas exportadoras de commodities que subiram. Bancos, empresas do setor imobiliário e até aquelas ligadas ao consumo doméstico, que dada as perspectivas para crescimento, juros e crédito não deveriam se beneficiar tanto, também se apreciaram. As commodities explicam em parte, mas não o suficiente.

Outro argumento que também circulou foi a dita percepção de que o ex-presidente Lula, líder absoluto nas recentes pesquisas eleitorais, havia acenado para uma composição mais ao centro do espectro político.  Ratificou, por exemplo, o modelo de independência do Banco Central e sua missão primeira de servir ao país e não àquele que assumir a presidência da república. Adicionalmente, ainda flerta com a possibilidade de ter o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, compondo sua chapa como vice. Acreditamos bem menos nessa teoria, dado que, é de se esperar que todos os candidatos, ora discursarão para a Faria Lima, ora para suas bases e militância. Nesta última sexta, por exemplo, Lula afirmou não ter compromisso com os acionistas da Petrobras e que não vê sentido em se atrelar os preços dos combustíveis aos preços internacionais do petróleo. A PETR4 chegou a realizar quase 5% depois desses comentários.

Por último, há que se reconhecer o aumento expressivo da participação de investidores estrangeiros na bolsa brasileira. Pelos dados fornecidos pela B3, investidores estrangeiros respondem esse ano por quase R$ 25 bilhões em compras líquidas até o dia 26, quase 25% do total de ingressos estrangeiros líquidos de todo ano passado.

Eles perceberam melhoras dos nossos fundamentos? Na verdade, não. Até porque não tivemos melhora alguma, no cenário macroeconômico local e estes investimentos não foram um privilégio tupiniquim. De forma geral, países que se apresentavam com câmbio desvalorizado, simultaneamente com queda importante de seus mercados de renda variável nos últimos 12 meses, que já haviam se adiantado no processo de elevação dos juros domésticos e preferencialmente exportadores de commodities, todos esses se aproveitaram desse fluxo. Já faz algum tempo, investidores estrangeiros iniciaram a rotação de seus portfólios vendendo empresas de crescimento e comprando empresas de valor. Aquelas que satisfizeram as condições descritas anteriormente, foram favorecidas. Além do Brasil, os mercados chileno e peruanos, por exemplo, se enquadram nesse perfil e apresentam comportamento semelhante.

Na busca por barganhas, fugindo do ambiente de política monetária de baixa previsibilidade, principalmente nos Estados Unidos e na contramão dos investidores locais, os estrangeiros são compradores. Essa surpresa era o gatilho que faltava para que parte pelo menos do nosso mau desempenho em 2021 fosse corrigida. Não esperamos que esse comportamento de performances antagônicas prevaleça por muito tempo, mas estávamos precisando dessa injeção de ânimo.

Desta vez, graças aos nossos amigos gringos. 

Aproveitem o final de semana!

Eduardo Castro.

“Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo para clientes Portofino, que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais. Por Eduardo Castro, CIO (Chief Investment Officer) Portofino Multi Family Office ®.

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