O que você precisa saber: O segundo dia do Fórum Esfera 2024 recebeu importantes nomes do cenário político-econômico, que discutiram diversas pautas, como segurança pública e inflação.
O segundo dia do nosso Fórum Esfera 2024 foi recheado de nomes de peso do cenário político-econômico brasileiro, que trouxeram suas perspectivas sobre o papel do Estado nos investimentos e na segurança pública.
“Precisamos de recomposição fiscal pelo lado da receita e fazer o controle de gastos do outro lado”, ponderou o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, ao justificar a escolha do governo por editar a Medida Provisória 1.227/2024, que limita a recuperação de créditos tributários de PIS/Pasep e Cofins. De acordo com o número 2 da pasta, o Executivo está totalmente comprometido com o equilíbrio fiscal. “O Ministério da Fazenda vive de dar boas notícias para o BC”, enfatizou.
Painelistas demonstraram visões de mundo complementares. Entre os mais otimistas com a estabilidade política e o cenário econômico, Wesley Batista, sócio do Grupo J&F, apontou que o País atualmente conta com a menor taxa de desemprego da história, além de possuir um sistema financeiro entre os mais modernos do mundo. “Nós somos otimistas em relação ao futuro da economia no Brasil. Temos a menor taxa de desemprego”, destacou. Para André Esteves, do chairman BTG Pactual, o aumento da massa salarial e a reforma trabalhista aprovada há sete anos são bons sinais de que o País caminha para o pleno crescimento.
Participante da mesa de abertura, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu uma redução do tamanho do Estado e visão modernizante para que sejam implementadas as reformas necessárias.
Pontos divergentes também não faltaram e colaboraram para que quem acompanhou os painéis pudesse construir sua própria visão sobre os temas apresentados. O fundador e sócio da Cosan, Rubens Ometto, mencionou sua avaliação negativa em relação ao arcabouço fiscal aprovado pelo governo no ano passado. Segundo ele, a falta de regras mais rígidas para o controle do gasto público contribui para um cenário de incerteza e pode afastar investidores.
Segurança pública
A relação sobre segurança pública e economia esteve no centro de um dos painéis. De acordo com o jurista Pierpaolo Bottini, são contabilizados R$ 170 bilhões de gastos anuais com segurança privada. Com base em encomendado por nós ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil conta com 72 facções criminosas, que expandiram sua atuação para garimpo ilegal e madeira ilegal, além do ramo imobiliário. A pesquisa completa será apresentada no fim do mês, durante o XII Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal.
Bottini sugere uma gestão centralizada que identifique onde estão os recursos do crime organizado, além do fortalecimento de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que atualmente responde ao Banco Central.
Segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, as organizações criminosas têm se expandido para outras atividades, o que dificulta o trabalho da polícia. Ele acrescentou que “o governo federal não tem capacidade nenhuma de operar nos estados” na questão da segurança — afirmação que recebeu resposta incisiva do secretário de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Mário Sarrubbo: “Goiás é o sexto estado que mais executou o Fundo Nacional da Segurança Pública, da União”, retrucou.
“Precisamos de um documento de compromisso, para que num próximo encontro da Esfera possamos entender o que avançou” – Preto Zezé
“Precisamos de um documento de compromisso, para que num próximo encontro da Esfera possamos entender o que avançou”, sugeriu o presidente da Central Única de Favelas (Cufa), Petro Zezé. “Partido é secundário. Eu quero saber de política pública que torne a vida da sociedade mais segura”, complementou.
Inflação e Estado solvente
Ainda na direção do gasto público, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, fez referência à desoneração da folha de pagamentos para apresentar um quadro de desigualdade e, em seguida, salientou a existência de um desajuste na previdência do funcionalismo público, que também precisa ser observado pelos gestores públicos. “Nós estamos caminhando para 6% do PIB de renúncias fiscais. Estamos tirando do Tesouro Nacional dinheiro que poderia estar na economia, mas estamos onerando os poucos que pagam os impostos”.
Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou a atuação estritamente técnica da autarquia. “O que o BC tenta fazer sempre é seguir sua missão principal: fazer a inflação convergir para a meta determinada pelo governo e manter o sistema financeiro sólido. O que a gente faz é um trabalho técnico, com um certo rito, para tentar fazer a inflação ir pra meta com o mínimo de custo possível para a sociedade”, explicou.
Por fim, em suma, é o que disse o pesquisador Samuel Pessôa, da Fundação Getúlio Vargas, durante breve fala no fim da manhã: “É muito importante que tenhamos um Estado poderoso, solvente, com condições de financiamento e estabilidade. Precisamos ponderar isso com a capacidade de crescimento da economia a longo prazo. Não podemos piorar a eficiência microeconômica”.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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O que você precisa saber: O primeiro dia do Fórum Esfera 2024 debateu importantes temas, com reforma tributária, sustentabilidade, setor de saúde e outros.
Ajustes na legislação para a reforma tributária, perspectivas para o varejo dentro de um mundo onde as relações têm se tornado cada vez mais digitais, o futuro da previdência e avanços na agenda de sustentabilidade: estes foram alguns destaques do primeiro dia do Fórum Esfera 2024, realizado nesta sexta-feira, 7, no litoral paulista.
Os impactos da isenção de compras internacionais de até US$ 50 para o varejo brasileiro, a Medida Provisória 1.227/2024, que limita a compensação de créditos de PIS/Pasep e Cofins, e as leis de regulamentação da reforma tributária concentraram grande parte da atenção dos espectadores. Entre representantes da classe política, estiveram os deputados federais Reginaldo Lopes e Augusto Coutinho, bem como o senador Angelo Coronel.
“Quem vai empregar os funcionários das pequenas e médias empresas de varejo? As pequenas indústrias que irão demitir porque não vão ter a quem vender já que o varejo não tem como comprar? A situação é muito delicada. Infelizmente, o que vejo muito no Congresso é receio em criar imposto em ano eleitoral. Isso tem que acabar no Brasil. Não tem por que o produto chinês entrar no Brasil com preço mais barato que o brasileiro”, refletiu o senador.
Demandas da saúde
O fundador e CEO do Grupo Oncoclínicas, Bruno Ferrari, aproveitou a ocasião para trazer demandas do setor da saúde para a regulamentação da reforma tributária, atualmente em debate dentro dos grupos de trabalho criados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Ferrari pediu a ampliação dos medicamentos que terão isenção dentro do novo regime, incluindo aqueles prescritos no tratamento contra o câncer.
“Nós, médicos, nós, prestadores de serviços, vamos ter que ser mais eficazes. E há uma contribuição neste custo, que são os impostos. Incrivelmente, no Brasil, ainda pagamos imposto para medicamentos de câncer. Cobrar imposto de medicamento para câncer é o fim da picada. Não dá, mas é o que acontece. A reforma endereça isso”, argumentou.
Competição desleal
Rafael Sales, CEO da Allos, concorda com a taxa de 20% para compras internacionais de até US$ 50. “Um governo como o do PT não pode achar que o empresário brasileiro pequeno que recolhe todos os impostos pode competir com a estrutura chinesa, eficiente e desbalanceada em tributação e direitos trabalhistas.”
No mesmo sentido, o tributarista Luiz Gustavo Bichara fez uma crítica ao governo Lula: “O sujeito que gera emprego e paga imposto concorre com o sujeito que importa sem pagar tributo, por razão nenhuma. Somente neste ano esse valor corresponde a US$ 7,3 bilhões. Por que não tem coragem de enfrentar esse tema, ao invés de fazer proselitismo eleitoral? Daí é que deveria sair esse dinheiro, e não dos fundadores brasileiros”.
“Um governo como o do PT não pode achar que o empresário brasileiro pequeno que recolhe todos os impostos pode competir com a estrutura chinesa, eficiente e desbalanceada em tributação e direitos trabalhistas” – Rafael Sales.
Sustentabilidade
A transição do consumo e os impactos para as cadeias produtivas foram destaque da fala do presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Dyogo Oliveira. Ele ponderou que a criação de seguros na área de infraestrutura iria de encontro a uma necessidade urgente, dado o agravamento de um cenário de incertezas com a frequência cada vez maior de fenômenos climáticos extremos.
Sobre a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, Rafael Tello, Head de Sustentabilidade da Ambipar, complementou. “Precisamos aprender a olhar para esses cenários, transformar em risco e conseguir fazer um sistema que nos permita preparar as pessoas, capacitar os profissionais do setor público, privado, sociedade civil. Ter planos de prevenção e de contenção, obras, sistemas de drenagem, e ter também ter os protocolos de resposta bem desenvolvidos”, disse.
Previdência
A necessidade de fortalecimento da previdência privada, dadas as incertezas sobre o sistema de seguridade social e as mudanças no regime demográfico, também fez parte do diálogo de nosso evento. Diretor da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena elencou fatores que deixam o Brasil a desejar na comparação com a legislação de outros países.
“O primeiro problema é regulatório. Por exemplo: um fundo de pensão fechado brasileiro não pode comprar uma laje corporativa. Mas um fundo canadense — o Canada Pension Plan, Ontario Teachers’ Pension Plan, ou o Calpers, pode. Ou seja, o dinheiro do trabalhador canadense, do americano, pode investir no real estate — mas o brasileiro não. Isso é uma ingerência que a gente acha que tem que acabar”, afirmou.
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O que você precisa saber: O conceito All Weather, desenvolvido por Ray Dalio, é uma estratégia de investimento que visa criar portfólios resilientes e diversificados para enfrentar qualquer condição econômica.
Imagine-se em alto mar, em um veleiro, navegando pelas imensidões azuis do oceano. Às vezes, o mar está calmo, outras vezes, agitado, desafiando sua embarcação. Assim como a natureza tem seus caprichos, o mercado financeiro também têm seus momentos de serenidade e tempestade.
Agora, traga essa metáfora para o mundo dos investimentos. No vasto oceano das finanças, os investidores também enfrentam os altos e baixos do mercado. É aí que entra em cena o conceito All Weather, uma espécie de bússola financeira que ajuda os investidores a navegar por todo tipo de clima econômico.
A história desse conceito remonta aos anos 1970, quando o lendário gestor de fundos Ray Dalio começou a desenvolver suas teorias sobre como construir portfólios resilientes. Autor do best-seller Principles, Dalio percebeu que os investidores estavam muito suscetíveis aos caprichos do mercado, sofrendo grandes perdas durante períodos de recessão ou volatilidade extrema.
Assim, ele começou a misturar diferentes ativos e estratégias, buscando a combinação perfeita que pudesse resistir a qualquer condição “climática” do mercado. Ele buscava por algo que funcionasse bem, não importasse se o sol estivesse brilhando ou se uma tempestade econômica estivesse se formando no horizonte.
Em sua essência, trata-se de um portfólio diversificado, equilibrado e resistente o suficiente para enfrentar qualquer cenário econômico. Não importa se os mercados estão em alta, em queda, ou em algum ponto intermediário, um portfólio All Weather está preparado para enfrentar todos eles.
Então, como funciona o All Weather na prática?
A carteira All Weather geralmente inclui uma diversificação de ativos, como ações, títulos, commodities e investimentos alternativos. Cada ativo desempenha um papel crucial, contribuindo para a estabilidade e o crescimento do portfólio como um todo. Ao equilibrar esses diferentes elementos, busca minimizar os riscos e maximizar os retornos ao longo do tempo, proporcionando estabilidade e consistência.
O portfólio foi projetado para alcançar um equilíbrio uniforme entre o risco associado a cada classe de ativos, alocando 25% do risco para cada ambiente econômico. Dalio desenvolveu a composição desse portfólio de forma que o investidor médio pudesse imitá-lo:
40% em títulos do Tesouro Americano de longo prazo;
30% em ações;
15% em títulos do Tesouro Americano de médio prazo;
7,5% em ouro; e
7,5% em commodities.
Segundo ele, essa combinação performa bem em quatro ambientes econômicos principais:
Aumento de preços (inflação);
Preços em queda (deflação);
Crescimento econômico (mercados em alta); e
Economia em retração (mercados de baixa).
Em períodos de inflação, commodities e ouro tendem a ter desempenho favorável, enquanto em períodos de deflação, os títulos do Tesouro têm melhor desempenho. Durante as fases de crescimento econômico, as ações se destacam, enquanto em períodos de desaceleração, os títulos de renda fixa podem ser mais vantajosos.
Entender este conceito é como possuir uma bússola em meio a um mar imprevisível de oportunidades e desafios financeiros. Assimilá-lo não é apenas entender uma estratégia de investimento, mas também adotar uma mentalidade de preparação e adaptação às mudanças constantes do mercado.
Na Portofino, contamos com um time de gestão robusto, experiente e complementar para “proteger e ampliar o patrimônio de pessoas, famílias e empresas, de forma sustentável e multigeracional”. Essa composição enriquece o nosso processo de investimento e o conceito de gestão dinâmica e personalizada.
Aqui, todas as decisões de investimento são tomadas de forma colegiada em diferentes e recorrentes comitês, garantindo uma abordagem equilibrada e bem fundamentada. Além disso, a alocação estratégica é totalmente alinhada com o perfil do investidor e suas necessidades, utilizando estratégias diversificadas que visam a consistência e a maximização dos resultados no longo prazo.
Para nós, a tecnologia também é um ponto imprescindível para a evolução. O nosso robusto time de TI desenvolve soluções para auxiliar na gestão dos patrimônios, como o Business Intelligence, plataforma de controle de carteiras e ativos para gestão dinâmica.
Assim, com uma equipe capacitada, estratégias robustas e o suporte da tecnologia, estamos prontos para ajudar nossos clientes a navegarem pelo oceano das finanças, enfrentando qualquer tempestade que possa surgir e aproveitando as marés favoráveis para alcançar seus objetivos financeiros.
O conteúdo apresentado neste texto é apenas para fins informativos e educativos. Não constitui uma recomendação de investimento ou uma orientação financeira. Consulte sempre um consultor financeiro qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
Por Mariam Dayoub, mestre em Administração Pública pela Universidade Columbia.
O que você precisa saber:
É possível quantificar, preliminarmente, os impactos da tragédia em alguns indicadores econômicos;
O RS responde por 6,5% do PIB, 12,5% da agropecuária, 6,5% da indústria e 6% dos serviços totais do Brasil.
Em 2004, foi lançado o filme de ficção científica O Dia Depois de Amanhã. Com cenas fortes, ele tratava dos impactos do aquecimento global sobre a civilização. Vivendo em um país tropical — e apesar de políticas públicas não adaptadas à nova realidade climática —, acreditávamos que nossa nação permaneceria inviolável às forças da natureza. No entanto, no ano mais quente da história da humanidade, a realidade climática se impôs em forma de tragédia no Sul brasileiro.
Inicialmente, alguns números, ainda inexatos, das enchentes no Rio Grande do Sul:
o governo estadual computou que 46 de um total de 497 municípios estão em estado de calamidade. Essa região abriga 40% dos habitantes do RS e representa 2,3% do PIB nacional. Ademais, 320 municípios estão em estado de emergência;
as enchentes impactaram diretamente cerca de 2,5 milhões de pessoas e mais de uma centena de vidas foram perdidas;
todo o estado foi assolado pela tragédia climática que se iniciou no final de abril;
é impossível quantificar o sofrimento humano, que comove toda a nação.
Porém, pode-se quantificar, preliminarmente, os impactos da tragédia em alguns indicadores econômicos, já que as enchentes podem ser consideradas um choque de oferta clássico, o que se traduz em menos atividade e mais inflação.
Com relação aos impactos sobre a atividade, pela óptica da oferta, todos os setores foram atingidos. O RS responde por 6,5% do PIB, 12,5% da agropecuária, 6,5% da indústria e 6% dos serviços totais do Brasil. Com as enchentes, todos esses setores serão atingidos, reduzindo drasticamente as expectativas de crescimento para o PIB estadual em 2024 para algo próximo a 0,5%.
Na agropecuária, os maiores impactos serão nas grandes culturas, principalmente arroz, com 70% da produção nacional sendo cultivada no estado, além de soja, milho e trigo. A produção de proteína animal também será negativamente impactada. Na indústria, a atividade será afetada pela destruição da capacidade instalada, como infraestrutura produtiva, máquinas e equipamentos. Já no setor de serviços, o mais abalado deve ser o de transporte e logística.
Quando as águas baixarem, o setor de construção civil deve ser impulsionado no processo de reconstrução, que, segundo cálculos de especialistas, demandará cerca de R$ 100 bilhões, ou 1% do PIB nacional, acima das estimativas preliminares do governo federal de R$ 50 bilhões.
“Ela precisa ser uma porta para que as lideranças políticas e empresariais apresentem propostas para nos preparar para lidar com os muitos desafios que já nos são impostos pelas mudanças climáticas”.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), enchentes são o segundo tipo de desastre mais frequente, e os danos a elas associados têm aumentado, particularmente em áreas com urbanização desordenada. Uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre 29 desastres ocorridos entre 1990 e 2014 calculou um custo fiscal médio desses eventos em 1,6% do PIB.
Em 2024, a tragédia deve impactar o PIB do Brasil negativamente em cerca de 0,2 a 0,3 ponto percentual (p.p.) e elevar a inflação em 0,1 a 0,2 p.p., com pressões mais fortes no grupo da alimentação. Na última pesquisa Focus do Banco Central, a mediana para o crescimento em 2024 exibiu a primeira queda em quase um ano, passando de 2,09% para 2,04%, enquanto a mediana para a inflação subiu de 3,66% para 3,74%.
Até o momento, o governo federal anunciou um pacote de R$ 50,9 bilhões para o RS. Enquanto os impactos fiscais ficarão de fora do cálculo do resultado primário e do limite de gastos, a dívida pública em 2024 sofrerá um aumento adicional, possivelmente da ordem de 0,5% do PIB, comparada com a projeção anterior próxima a 78% do PIB.
A grande preocupação dos analistas é que a catástrofe seja utilizada para aumentar ainda mais os gastos públicos em um ano de eleições municipais. Com a mudança no cenário internacional, o aumento do risco fiscal local e a desancoragem das expectativas de inflação, a cautela do Banco Central na condução da política monetária é justificada, com analistas passando a esperar que a taxa de juros tenha atingido seu valor terminal aos 10,5%.
No dia depois de amanhã de uma das maiores calamidades ambientais do Brasil, quando a água baixar e a vida for retomada, que nossa sociedade não deixe mais esta crise ser perdida. Ela precisa ser uma porta para que as lideranças políticas e empresariais apresentem propostas para nos preparar para lidar com os muitos desafios que já nos são impostos pelas mudanças climáticas.
Nossos sentimentos, solidariedade e empatia seguem com o povo gaúcho.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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O que você precisa saber: Um Exchange-Traded Fund (ETF), ou fundo de índice, é um fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores. A maioria dos ETFs acompanham um índice, como o de ações ou de títulos de renda fixa.
O material produzido pela nossa equipe de Investimentos Internacionais explica o que é ETF e a importância desses fundos na composição de portfolio. A apresentação fala como os estudos de mercado apontam a importância da diversificação de alocação, um dos principais benefícios dos ETFs. Além disso, o investimento nessa classe de fundos traz outros benefícios, como: baixo custo, liquidez, transparência e tributação.
Baixe e confira o material completo para tirar possíveis dúvidas sobre os Exchange-Traded Funds (ETFs).