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Esfera Brasil | Entenda o que é a Estratégia de Governo Digital e como ela afeta a rotina dos brasileiros

Esfera Brasil | Entenda o que é a Estratégia de Governo Digital e como ela afeta a rotina dos brasileiros

por danielbarbuglio | 31 jul 2024 | EsferaBR, Family Office, Multi Family Office

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
O governo lançou a Estratégia Nacional de Governo Digital para 2024-2027, iniciativa que visa reduzir fraudes e custos, além de promover a transformação digital em saúde e educação.


Por Esfera Brasil

O governo divulgou recentemente um decreto definindo termos da Estratégia Nacional de Governo Digital para o período de 2024 a 2027, na direção da consolidação do sistema formado pela rede digital que nos últimos anos ficou conhecida como “gov.br”, para estados e municípios.

Um dos carros-chefes nesse processo é a popularização da Carteira de Identidade Nacional. Criado a partir de parâmetros rígidos de segurança da informação, o documento, que já chegou a cinco milhões de emissões, tem potencial para reduzir fraudes e reduzir custos de emissão. A carteira utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como número único para todas as unidades da federação. A padronização facilita a estruturação de cadastros em programas do governo e amplia verificações de Segurança Pública.

Composto de dez grandes objetivos, o plano possui um conjunto de orientações e recomendações para estados e municípios adotarem suas próprias diretrizes em relação à esfera digital. A responsabilidade de condução dessa política é do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGISP). E entre as prioridades estão o desenvolvimento de ações de capacitação para servidores públicos em temáticas de inovação, de governo digital e de governo aberto; e a adoção de práticas de transformação digital nas áreas de saúde e educação, com apoio ao compartilhamento seguro de dados entre diferentes órgãos da administração pública.

“Os municípios, no máximo, têm um plano de TI [Tecnologia da Informação]. E a gente fez uma estratégia, que é a Estratégia da Estratégia, como a gente chama, para que todos possam caminhar juntos com o governo federal, na mesma direção. Se a gente não conseguir trazer o Brasil inteiro nessa estratégia, todo mundo caminhando na mesma direção, a gente não vai conseguir prover à população os ganhos que essa estratégia pode ter”, afirmou a ministra Esther Dweck.

Adesão voluntária

Segundo o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Dweck, a adesão dos entes federativos será voluntária. Estados, municípios e Distrito Federal que decidirem integrar a rede digital devem difundir suas experiências de políticas públicas e compartilhar informações sobre o avanço na implementação da estratégia.

No último ano, o governo federal promoveu uma série de oficinas presenciais nas cinco regiões do País, além de eventos remotos para ampliar o debate nos entes federativos com organizações da sociedade civil, instituições privadas e também empresas públicas de tecnologia.

“O digital hoje está na vida de todas as empresas e não é diferente no âmbito do governo. A gente entende que é uma questão absolutamente transformadora. São linhas importantes conduzidas nessa pauta do digital”, apontou Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do MGISP, em entrevista concedida ao EsferaCast, durante a realização do Fórum Esfera 2024, em Guarujá.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela Esfera BR e Portofino MFO.

Análise Fundamentalista: a metodologia além dos gráficos

Análise Fundamentalista: a metodologia além dos gráficos

por danielbarbuglio | 30 jul 2024 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 7 minutos)

O que você precisa saber:
A Análise Fundamentalista avalia o valor intrínseco de uma empresa com base em seus fundamentos econômicos e financeiros, ajudando investidores a tomarem decisões informadas para o longo prazo.


Para entender a Análise Fundamentalista, podemos comparar o processo de compra de uma casa ou apartamento. Antes de fechar o negócio, você inspeciona cada detalhe: a estrutura, o encanamento, a eletricidade, a localização e até conversa com os vizinhos para saber sobre a vizinhança. Essa investigação cuidadosa é essencial para garantir que você está fazendo um bom investimento. Da mesma forma, acontece com essa metodologia, que envolve uma análise detalhada dos “alicerces” de uma empresa para determinar se vale a pena investir nela.

O que é a Análise Fundamentalista?

A Análise Fundamentalista é uma metodologia utilizada por investidores para avaliar o valor intrínseco de uma empresa. Diferentemente da Análise Técnica, que se baseia em gráficos e padrões de preço, esse modelo foca nos fundamentos econômicos e financeiros da empresa.

Como funciona a Análise Fundamentalista?

A Análise Fundamentalista pode ser dividida em quatro passos principais:

  1. Análise Macro e Microeconômica: analisar o ambiente macroeconômico (economia global e nacional) e o setor em que a empresa opera.
  2. Análise Qualitativa: entender as pessoas por trás da empresa, quem são os sócios e o que eles fizeram no passado, avaliar a diretoria que toca a operação no dia a dia e como funciona o alinhamento deles com os acionistas. Além disso, buscamos aqui avaliar quais são as vantagens competitivas da companhia em relação a seus pares.
  3. Análise Financeira: aqui, envolve examinar os relatórios financeiros para entender a saúde, lucratividade e estabilidade da empresa.
  4. Valuation: finalmente, usam-se técnicas como o fluxo de caixa descontado para projetar os fluxos de caixa futuros e descontá-los ao valor presente. Se o valor intrínseco encontrado for maior que o preço de mercado, a ação pode estar subvalorizada e ser uma boa compra.

Dentre esses passos, alguns componentes são importantes ao utilizar essa metodologia:

  • Demonstrativos Financeiros:
    • Balanço Patrimonial: apresenta os ativos (o que a empresa possui), os passivos (suas dívidas) e o patrimônio líquido (a diferença entre ativos e passivos);
    • Demonstração de Resultados: avalia o desempenho da empresa ao longo do tempo, passando por receitas, custos, despesas e lucros;
    • Demonstração de Fluxo de Caixa: acompanha o dinheiro que entra e sai da empresa, essencial para entender sua liquidez.
  • Indicadores Financeiros:
    • P/L (Preço/Lucro): relação entre o preço da ação e o lucro por ação. Indica quanto os investidores estão dispostos a pagar por cada real de lucro;
    • ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido): mede a rentabilidade dos recursos próprios da empresa. Um ROE alto geralmente é um bom sinal;
    • Dívida/Patrimônio Líquido: avalia o grau de endividamento da empresa. 

Análise Fundamentalista x Análise Técnica

Cada uma dessas metodologias oferece uma perspectiva única sobre como avaliar e selecionar ativos financeiros. Por exemplo, enquanto a abordagem da Análise Técnica utiliza gráficos e padrões de preço, a Análise Fundamentalista examina os demonstrativos financeiros, indicadores econômicos, gestão da empresa e o setor de atuação. 

Além da abordagem, há outros fundamentos principais que diferenciam essas duas metodologias.

1. Horizonte de Tempo

A Análise Fundamentalista é geralmente aplicada para investimentos de longo prazo, para os investidores que estão olhando empresas que tenham um bom desempenho sustentado ao longo do tempo. Já a Análise Técnica é muito utilizada pelos traders que procuram aproveitar movimentos de preços de curto a médio prazo para obter ganhos rápidos.

2. Ferramentas e Indicadores

Enquanto a Análise Técnica utiliza gráficos de preços (candlestick, linha, barra) e volume de negociação, o modelo fundamentalista mergulha no DNA da empresa, analisando o balanço patrimonial, demonstração de resultados, demonstração de fluxo de caixa e relatórios de análise de mercado.

3. Dados Utilizados

Nesse quesito, a Análise Técnica tem como característica se basear em dados do mercado, como preços e volumes de negociação. Os investidores que utilizam essa metodologia acreditam que as informações necessárias para a tomada de decisão estão refletidas nos gráficos. A Análise Fundamentalista, por outro lado, é baseada em dados quantificáveis e qualitativos. A partir do estudo de dados financeiros e econômicos da empresa, assim como notícias relevantes e informações sobre o setor e a economia global.

Por que usar a Análise Fundamentalista?

Investir com base em fundamentos ajuda a tomar decisões mais informadas e menos sujeitas a flutuações de curto prazo no mercado. Ela exige tempo e conhecimento. Contudo, também tem a capacidade de oferecer insights que ajudarão a encontrar oportunidades de investimentos que possam passar despercebidas.

Na Portofino, contamos com um time de gestão robusto, experiente e complementar, onde todas as decisões de investimento são tomadas de forma colegiada em diferentes e recorrentes comitês, garantindo uma abordagem equilibrada e bem fundamentada. 

Todas as nossas decisões de investimento passam por um rigoroso processo de escolha, buscando sempre um equilíbrio entre potencial de crescimento e sustentabilidade financeira. Analisamos relatórios detalhados fornecidos por nossos bancos parceiros, realizamos uma avaliação de risco própria e submetemos ao comitê para aprovação. 


Este texto tem fins informativos e educacionais e não constitui uma recomendação de investimento. Nenhuma estratégia de investimento, incluindo a análise fundamentalista ou técnica, garante retornos positivos ou evita perdas. As abordagens discutidas devem ser adaptadas às circunstâncias individuais de cada investidor. É importante que cada investidor realize sua própria pesquisa e considere seus objetivos, tolerância ao risco e situação financeira antes de tomar decisões de investimento.

Juro real: de olho no impacto dos seus investimentos

Juro real: de olho no impacto dos seus investimentos

por danielbarbuglio | 18 jul 2024 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
O juro real, que considera a inflação, é essencial para avaliar o verdadeiro ganho de poder de compra de um investimento. Essa taxa é extremamente importante para os investidores ao realizar um investimento.


Juros e inflação são temas que estão sob os holofotes dos investidores nos últimos tempos. E no meio desses dois conceitos, há um extremamente importante para os investimentos: o juro real. Apesar da relevância para os investimentos, muitos investidores ainda possuem dúvidas ou até mesmo não consideram essa informação ao realizar aplicações financeiras.

O juro real nada mais é do que o quanto você realmente ganha ou perde em um investimento, após considerar a inflação do período, diferentemente do juro nominal, que não considera a inflação. A sua importância se dá porque ela mostra o – real – ganho de poder de compra ao longo do tempo. 

Imagine que você tem uma poupança que paga 10% ao ano (esse é o juro nominal). Mas durante esse ano, os preços das coisas que você compra aumentam em 4% (essa é a inflação). Mesmo que pareça que você ganhou 10%, na verdade, você não ficou 10% mais rico porque as coisas ficaram 4% mais caras. O ganho real, o que realmente aumenta o seu poder de compra, é menor.

Para encontrar o juro real, você subtrai a inflação do juro nominal, mas de uma maneira um pouco mais precisa, usando uma fórmula. No exemplo:

  1. A taxa de juro nominal é 10%.
  2. A inflação é 4%.

O cálculo simplificado seria algo assim:

Juro Real ≈ Juro Nominal − Inflação = 10% − 4% = 6%

Então, no final, seu ganho real seria aproximadamente de 6%, o que representa o quanto sua poupança realmente cresceu após considerar o aumento dos preços. Esse valor final baliza qual o ganho ou a perda real de determinado investimento ao longo do tempo.

Taxa Selic e juro real são o mesmo?

Não. A Selic representa a taxa de juros básica do país, definida pelo Banco Central, e é a principal ferramenta de combate à inflação. Além disso, ela baliza as demais taxas de juros do mercado e serve como referência para inúmeros investimentos. 

A principal diferença entre elas é que a Selic não considera o impacto da inflação, enquanto o juro real representa o retorno ajustado pela inflação.

Na última reunião do Copom, o Banco Central do Brasil optou por interromper a sequência de sete cortes seguidos na taxa básica de juros, no patamar de 10,50% ao ano. Neste cenário atual de juro nominal e inflação, o juro real está em 7,17% nos últimos 12 meses, sendo um dos maiores do mundo.

Mas o que significa para um país ter juro real alto?

Países com juro real alto tendem a atrair investimento estrangeiro, já que investidores direcionam recursos para onde os retornos reais são maiores, o que pode fortalecer a moeda local e aumentar as reservas internacionais. Por outro lado, esse cenário também pode desacelerar o crescimento econômico, aumentar a dívida pública e ter impactos sociais negativos, assim como afetar as expectativas de mercado e a confiança dos investidores na política econômica do país. 

Entender o conceito de juro real é fundamental para qualquer investidor que deseja tomar decisões financeiras informadas. Enquanto o juro nominal pode parecer atrativo à primeira vista, é o juro real que revela o verdadeiro aumento do poder de compra proporcionado por um investimento, após ajustar os efeitos da inflação, assim como influenciar e incentivar a aplicação em investimentos mais arriscados ou conservadores.

Aqui, na Portofino, temos uma equipe de gestão robusta, experiente e complementar para “proteger e ampliar o patrimônio de pessoas, famílias e empresas, de forma sustentável e multigeracional”, sempre trabalhando de forma dinâmica e buscando soluções personalizadas. 

Neste cenário econômico global, o nosso time avalia e desenha estratégias diversificadas, de forma colegiada, em diferentes e recorrentes comitês, para cada investidor e seus respectivos perfis e objetivos, considerando todos aspectos que podem impactar no retorno de seus investimentos e na perpetuação de seus patrimônios.

Para os investidores, é crucial não apenas observar as taxas de juros nominais, mas entender como a inflação impacta esses retornos. Assim, podem avaliar com precisão os reais benefícios e riscos dos seus investimentos, garantindo que suas decisões estejam alinhadas com a preservação e crescimento do poder de compra ao longo do tempo.

*Dados referentes a 17/07/2024

O guru de Warren Buffett: o que aprender com Benjamin Graham

O guru de Warren Buffett: o que aprender com Benjamin Graham

por danielbarbuglio | 16 jul 2024 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 7 minutos)

O que você precisa saber:
Benjamin Graham, o pai do “value investing” e da “security analysis”, é uma figura fundamental para o sucesso de investimentos a longo prazo. Warren Buffett, um dos investidores mais bem-sucedidos, é um grande seguidor das teorias de Graham.


As ideias propostas por Benjamin Graham são atemporais e essenciais para quem deseja alcançar o sucesso no longo prazo. Talvez você nunca tenha ouvido falar nele, mas saiba que as mais importantes teorias modernas de investimentos derivaram dos seus princípios. Warren Buffett é a prova viva da validade delas.

Tido internacionalmente como um dos mais bem sucedidos investidores do século XXI, Buffett, curiosamente, considera Graham como o grande investidor de todos os tempos. Conhecido como o pai do conceito de Valor (value investing) e da análise de risco (security analysis), Graham amparou sua filosofia vencedora em 3 principais preceitos que busco hoje dividir com vocês.

(Fonte: http://financialhaze.com/benjamin-graham-and-the-art-of-value-investing/)

1. “Sempre invista considerando uma margem de segurança”

Este princípio pressupõe que, ao comprar um ativo, devemos adquiri-lo com significativo desconto no seu valor intrínseco, de modo a obter uma margem de segurança que ofereça conforto em momentos de baixa.

O grande diferencial nesse conceito é que, para ele, o foco não deve estar somente em procurar barganhas, mas também oportunidades que tenham possibilidade de alto retorno, combinadas com baixo risco de desvalorização. Ou seja, uma posição ideal pressupõe baixo investimento inicial e ativos subavaliados.

Para Graham, estabilidade de ganhos e disponibilidade financeira são fatores essenciais para configurar um bom negócio. O investimento em empresas com valor de mercado inferior ao valor dos seus ativos, deduzidos de dívidas, seriam um investimento clássico amparado no preceito de margem de segurança. Afinal, se o mercado inevitavelmente reavalia preço, mais cedo ou mais tarde o valor dessa companhia será ajustado de modo a convergir para o seu valor justo.  

2. Entender a importância e as implicações do fator “Risco”

Segundo ele, o investidor deve esperar volatilidade da mesma maneira que lucro nos seus portfólios. Investimento em ações pressupõe volatilidade. Um investidor inteligente vê momentos de stress como a oportunidade perfeita para ir às compras. Graham, para facilitar o entendimento desse conceito, apresenta o seu sócio imaginário, o “Sr. Mercado”.

O Sr. Mercado oferece aos investidores diariamente precificações, de modo que cada um decida por comprar ou vender. Às vezes, ele poderá estar otimista com relação às perspectivas futuras do negócio e tenderá a pagar mais caro pela companhia; em outros momentos, todavia, poderá estar pessimista, o que refletirá em uma precificação mais baixa.

Enfim, a lição a ser tomada é a de que o mercado não pode ditar nossas decisões de investimento. Movimentos de mercado, principalmente aqueles que são bruscos, para cima ou para baixo, podem gerar decisões amparadas em emoções, o que pode ser fatal para uma carteira de investimentos.

Graham sugere, então, que, antes de fazer qualquer investimento, devemos estabelecer nossa própria estimativa de valor para uma empresa. O racional por trás disso é o de sempre amparar decisões em preceitos racionais e fatos. Sendo assim, só devemos comprar quando o preço oferecido pelo mercado vá ao encontro ao valor que estimamos, e, por outro lado, vender quando o preço estiver acima do que consideramos justo.

Em suma, o mercado vai flutuar – por vezes de maneira insana – mas, melhor do que temer a volatilidade, é usá-la como vantagem para a compra de barganhas ou realização de lucros e, para tanto, manter a racionalidade é fundamental.

De acordo com Graham, existem 2 maneiras de mitigar os efeitos negativos da volatilidade do mercado: preço médio e diversificação. Se o investidor, disciplinadamente, for comprando em igual montante de valor e em intervalos de tempo regulares, dificilmente cairá na armadilha de ter comprado todo o seu portfólio pelo valor mais caro, ou como no jargão de mercado chamamos de “comprar na máxima”. Sendo assim, inexiste a necessidade de arbitrar o momento mais favorável à montagem de posições.

Outra estratégia que sugere é a diversificação. Segundo sua teoria, misturar ativos de risco com conservadores em uma carteira de investimentos é fundamental para a preservação de capital em mercados de baixa.

3. Perfil de Investimentos

Segundo Graham, o autoconhecimento também é fator fundamental para o sucesso nos investimentos. Para ele, o investidor tem 2 opções: a primeira é de comprometer tempo e energia para se tornar um bom investidor de modo a atingir retornos superiores ao mercado – este seria o ativo -; a segunda é de assumir uma postura passiva e, possivelmente, contentar-se com retornos inferiores, mas com menos dispêndio de tempo e trabalho.

O fato é que, para Graham, o resultado está diretamente relacionado à intensidade de trabalho. Quanto mais tempo despendido, maiores retornos serão atingidos. No caso do investidor não ter tempo ou vocação para se aprofundar nos seus investimentos, sugere que busque aplicar diretamente em índices ou em carteiras que replicam índices. “Trata-se da melhor alternativa ao investidor passivo, por garantir um retorno médio favorável, sem demandar dedicação”. De maneira resumida, o investidor passivo deve buscar montar estratégias que vislumbrem o longo prazo, sem tentar prever ou se antecipar aos movimentos do mercado.

Uma segunda classificação seria Especulador versus Investidor. Segundo Graham, nem todas as pessoas do mercado são efetivos investidores. Mas o que diferencia um do outro? Simples, o investidor seria aquela pessoa que se considera sócio da empresa em que investe seu dinheiro. O especulador, por outro lado, vê ações como papéis sem valor intrínseco e, por essa razão, entende que seu valor é determinado pelo montante que alguém está disposto a pagar. Parafraseando Graham, existem investidores inteligentes, assim como especuladores inteligentes. A questão é você entender “em qual time você joga”. O grande erro é pensar como investidor e agir como especulador.

Todos os princípios sugeridos por Graham são, de certa forma, de fácil entendimento e execução. A pergunta que fica é: seguindo os preceitos à risca me tornarei Warren Buffett? Difícil de prever e, sinceramente, provável que não, mas, dado o potencial de ganho, não custa tentar, não acha? O fato é que trazer os ensinamentos de Graham para sua vida representará um divisor de águas para os seus investimentos.


O conteúdo apresentado neste texto é apenas para fins informativos e educativos. Não constitui uma recomendação de investimento ou uma orientação financeira. Consulte sempre um consultor financeiro qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Bolsa de Valores do Rio de Janeiro: uma nova bolsa no Brasil?

Bolsa de Valores do Rio de Janeiro: uma nova bolsa no Brasil?

por danielbarbuglio | 11 jul 2024 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

O que você precisa saber:
A cidade do Rio de Janeiro está próxima de voltar a ter uma bolsa de valores. Ela está em processo final de obter as autorizações dos órgãos responsáveis e a expectativa é que comece a operar no segundo semestre de 2025.


“Aqui o beach tennis é na praia de verdade”. Foi com essa provocação bem-humorada que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, encerrou o vídeo no qual anunciou a volta da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Mais de 20 anos depois da bolsa carioca fechar, a expectativa é que ela comece a operar no segundo semestre de 2025.

A ATG (Americas Trading Group), responsável pela operação da nova bolsa, está com seu pedido na fase final do processo para obter as autorizações do Banco Central e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e ainda não conta com uma localização definida.

O presidente da ATG, Cláudio Pracownik, informou que a nova Bolsa de Valores do Rio de Janeiro irá negociar as mesmas ações que a B3. Além disso, derivativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities agropecuárias.

A expectativa é que a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro atraia empresas do setor financeiro para a cidade, novos investimentos, maior concorrência e fomente o emprego. Assim como espera Paes: “O Rio de Janeiro está recuperando seu protagonismo econômico no país. Vamos seguir criando cada vez mais oportunidades para estimular o nosso desenvolvimento e beneficiar o Rio e todo o Brasil”.

Confira o material que preparamos para contar um pouco sobre a história e a chegada da nova bolsa.

Bolsa de Valores do Rio de JaneiroDownload
Esfera Brasil | 2º dia do Fórum Esfera 2024 busca soluções para crise de segurança pública

Esfera Brasil | 2º dia do Fórum Esfera 2024 busca soluções para crise de segurança pública

por danielbarbuglio | 10 jun 2024 | Family Office, Multi Family Office, Wealth management

(Tempo de leitura: 6 minutos)

O que você precisa saber:
O segundo dia do Fórum Esfera 2024 recebeu importantes nomes do cenário político-econômico, que discutiram diversas pautas, como segurança pública e inflação.

Confira aqui como foi o primeiro dia.


Por Esfera Brasil

O segundo dia do nosso Fórum Esfera 2024 foi recheado de nomes de peso do cenário político-econômico brasileiro, que trouxeram suas perspectivas sobre o papel do Estado nos investimentos e na segurança pública.

“Precisamos de recomposição fiscal pelo lado da receita e fazer o controle de gastos do outro lado”, ponderou o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, ao justificar a escolha do governo por editar a Medida Provisória 1.227/2024, que limita a recuperação de créditos tributários de PIS/Pasep e Cofins. De acordo com o número 2 da pasta, o Executivo está totalmente comprometido com o equilíbrio fiscal. “O Ministério da Fazenda vive de dar boas notícias para o BC”, enfatizou.

Painelistas demonstraram visões de mundo complementares. Entre os mais otimistas com a estabilidade política e o cenário econômico, Wesley Batista, sócio do Grupo J&F, apontou que o País atualmente conta com a menor taxa de desemprego da história, além de possuir um sistema financeiro entre os mais modernos do mundo. “Nós somos otimistas em relação ao futuro da economia no Brasil. Temos a menor taxa de desemprego”, destacou. Para André Esteves, do chairman BTG Pactual, o aumento da massa salarial e a reforma trabalhista aprovada há sete anos são bons sinais de que o País caminha para o pleno crescimento.

Participante da mesa de abertura, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu uma redução do tamanho do Estado e visão modernizante para que sejam implementadas as reformas necessárias.

Pontos divergentes também não faltaram e colaboraram para que quem acompanhou os painéis pudesse construir sua própria visão sobre os temas apresentados. O fundador e sócio da Cosan, Rubens Ometto, mencionou sua avaliação negativa em relação ao arcabouço fiscal aprovado pelo governo no ano passado. Segundo ele, a falta de regras mais rígidas para o controle do gasto público contribui para um cenário de incerteza e pode afastar investidores.

Segurança pública

A relação sobre segurança pública e economia esteve no centro de um dos painéis. De acordo com o jurista Pierpaolo Bottini, são contabilizados R$ 170 bilhões de gastos anuais com segurança privada. Com base em encomendado por nós ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil conta com 72 facções criminosas, que expandiram sua atuação para garimpo ilegal e madeira ilegal, além do ramo imobiliário. A pesquisa completa será apresentada no fim do mês, durante o XII Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal.

Bottini sugere uma gestão centralizada que identifique onde estão os recursos do crime organizado, além do fortalecimento de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que atualmente responde ao Banco Central.

Segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, as organizações criminosas têm se expandido para outras atividades, o que dificulta o trabalho da polícia. Ele acrescentou que “o governo federal não tem capacidade nenhuma de operar nos estados” na questão da segurança — afirmação que recebeu resposta incisiva do secretário de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Mário Sarrubbo: “Goiás é o sexto estado que mais executou o Fundo Nacional da Segurança Pública, da União”, retrucou.

“Precisamos de um documento de compromisso, para que num próximo encontro da Esfera possamos entender o que avançou” – Preto Zezé

“Precisamos de um documento de compromisso, para que num próximo encontro da Esfera possamos entender o que avançou”, sugeriu o presidente da Central Única de Favelas (Cufa), Petro Zezé. “Partido é secundário. Eu quero saber de política pública que torne a vida da sociedade mais segura”, complementou.

Inflação e Estado solvente

Ainda na direção do gasto público, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, fez referência à desoneração da folha de pagamentos para apresentar um quadro de desigualdade e, em seguida, salientou a existência de um desajuste na previdência do funcionalismo público, que também precisa ser observado pelos gestores públicos. “Nós estamos caminhando para 6% do PIB de renúncias fiscais. Estamos tirando do Tesouro Nacional dinheiro que poderia estar na economia, mas estamos onerando os poucos que pagam os impostos”.

Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou a atuação estritamente técnica da autarquia. “O que o BC tenta fazer sempre é seguir sua missão principal: fazer a inflação convergir para a meta determinada pelo governo e manter o sistema financeiro sólido. O que a gente faz é um trabalho técnico, com um certo rito, para tentar fazer a inflação ir pra meta com o mínimo de custo possível para a sociedade”, explicou.

Por fim, em suma, é o que disse o pesquisador Samuel Pessôa, da Fundação Getúlio Vargas, durante breve fala no fim da manhã: “É muito importante que tenhamos um Estado poderoso, solvente, com condições de financiamento e estabilidade. Precisamos ponderar isso com a capacidade de crescimento da economia a longo prazo. Não podemos piorar a eficiência microeconômica”.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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