Esfera BR | Um Rio de oportunidades

Esfera BR | Um Rio de oportunidades

(Tempo de leitura: 6 minutos)

Por Esfera Brasil | Rodrigo Hunger*

Braskem está intimamente ligada à história da indústria petroquímica no Rio de Janeiro. Mas a gente não fica só falando de passado: todos os especialistas reconhecem que o Rio está especialmente posicionado para desfrutar de um novo ciclo de desenvolvimento que tem o gás natural e a indústria petroquímica como propulsores, promovendo desenvolvimento, empregos e renda.

O estado do Rio de Janeiro é responsável por 73% da produção nacional de gás natural e quase 90% da de petróleo, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já a indústria química representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do estado e emprega diretamente mais de 24,6 mil pessoas, estando presente em todas as regiões e em mais da metade dos 92 municípios fluminenses.

Em termos de distribuição de riqueza para o Rio, em 2020, foram arrecadados mais de R$ 349 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), considerando apenas a indústria do plástico, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Desenvolver novos projetos a partir do gás natural do pré-sal, com infraestrutura para extração de matérias-primas para indústrias químicas e de fertilizantes, por exemplo, tem potencial de atrair até R$ 65 bilhões em investimentos, conforme pesquisa da Firjan feita em parceria com o Senai. Além disso, é estimada uma demanda de 180 mil empregos diretos e indiretos apenas para viabilizar as infraestruturas de tratamento e escoamento do gás.

Com todo esse potencial identificado, o desafio colocado para todos os players do setor é literalmente dar um gás – ou melhor: fazer o gás chegar ao continente para impulsionar novos investimentos, empregos e renda para a região e para o País.

O eixo que demanda mais atenção é a infraestrutura de hubs para o gás natural. Atualmente, temos 20 milhões de m3/dia em operação, 18 milhões de m3/dia para entrar em operação, 16 milhões de m3/dia já confirmados e outros 32 milhões de m3/dia em estudo. Isso significa mais que triplicar a oferta atual.

A discussão não se limita aos hubs de gás natural em si e chega à segregação das frações do gás natural em seus componentes. Por razões históricas e pelo perfil do gás natural produzido na bacia pós-sal, a infraestrutura de processamento de gás foi construída, no Brasil, privilegiando o uso energético e, dessa forma, o etano não é separado em todos os hubs de gás.

Entretanto, o gás natural oriundo dos campos de pré-sal apresenta teores mais elevados das frações pesadas, como etano, propano e butano. Se no passado havia razões técnicas e econômicas para evitar a separação de etano, atualmente faz menos sentido realizar investimentos mínimos somente com foco em energia. A partir da divisão das frações, a valiosa matéria-prima etano é aproveitada em seu potencial máximo, multiplicando a geração de valor pela cadeia petroquímica.

Dentre todas as matérias-primas de origem da cadeia de Óleo e Gás que podem gerar o eteno – químico básico mais importante na petroquímica –, o etano é a substância com maior eficiência de conversão, menor valor de investimento e menor impacto ambiental em termos de emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Os ativos de produção de eteno e polietilenos da Braskem em Duque de Caxias são baseados em gás natural, especificamente em etano e propano. A Braskem identifica um potencial para duplicar a capacidade instalada para processamento dessas matérias-primas, chegando a um milhão de toneladas de eteno por ano antes do final desta década.

Contudo, para destravar esse potencial, é necessário estimular a livre concorrência, buscar convergência entre os agentes da cadeia produtiva e logística, além da regulamentação e fomento dos governos federal, estadual e municipal, de forma a gerar competitividade para o gás brasileiro na comparação com outras regiões.

Investimentos na separação do gás e na ampliação da capacidade produtiva existente possibilitam não só reverter a tendência de aumento das importações de produtos petroquímicos, mas também abrem a possibilidade de o Brasil passar a exportar produtos de maior valor agregado a partir do gás natural do pré-sal, gerando desenvolvimento e riqueza para o estado do Rio de Janeiro.

É assim, pensando juntos em novas oportunidades, que pretendemos levar a indústria do Rio de Janeiro a um patamar mais alto, que o estado do Rio tanto merece.

*Diretor Industrial RJ da Braskem

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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Esfera BR | 5G, IA, IoT: as oportunidades do mundo conectado

Esfera BR | 5G, IA, IoT: as oportunidades do mundo conectado

(Tempo de leitura: 6 minutos)

Por Esfera Brasil | Luiz Tonisi*

As transformações tecnológicas estão cada vez mais rápidas, e acompanhar as inovações que de fato terão impacto na sociedade pode parecer um desafio. Contudo, compreender os conceitos que impulsionam essas tecnologias nos auxilia a ter uma visão do presente e do futuro. Na Qualcomm, pensamos em um mundo conectado, no qual, virtualmente, qualquer dispositivo móvel pode ser transformado em inteligente.

Dentro dessa visão, destacamos o impacto do 5G, da inteligência artificial (IA) e da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que juntos promovem a conexão de uma infinidade de dispositivos na nuvem ao mesmo tempo, criando o que chamamos de Borda Inteligente Conectada. Essas tecnologias terão impacto na Indústria 4.0, telemedicina, agronegócio, educação a distância, cidades inteligentes, automóveis, entretenimento e mais.

Há aproximadamente um ano, o Brasil viu o início da implementação do 5G. A nova geração de conectividade traz um ganho revolucionário não apenas para a velocidade de transmissão de dados, mas também na geração de novas oportunidades de negócios no País. Para se ter uma ideia de sua potência, um estudo da Information Handling Services (IHS) aponta que, globalmente, o impacto do 5G no número de vendas poderá atingir US$ 13,1 trilhões até 2035, além de gerar 22,8 milhões de empregos.

Se no 4G milhares de coisas podem ser conectadas por quilômetro quadrado, no 5G esse número salta para a casa do milhão. Sim, são milhões de coisas conectadas simultaneamente no mesmo espaço que antes suportava milhares. Somando isso a uma conexão de qualidade, baixa latência e segurança para a digitalização de uma série de processos e objetos, teremos um forte avanço nas aplicações de IoT.

Ao pensarmos em uma aplicação industrial, um administrador passa a poder acompanhar em tempo realum processo de fabricação e logística. Entre as aplicações que já estão ocorrendo no País, a instalação de luminárias públicas inteligentes, que, além de iluminar, fornecem ponto de conexão 5G para smartphones da região e câmeras, fica em destaque.

Essas inovações fazem parte do conceito de “cidades Inteligentes”, as smart cities, nas quais dispositivos urbanos são inteligentemente conectados para trazer mais eficiência, segurança e comodidade para a população e gestores.

A velocidade e a estabilidade da conexão 5G habilitarão uma série de novas experiências em smartphones e laptops, carros conectados e autônomos, além de outros dispositivos como headsets para realidade estendida.

Os carros conectados, por exemplo, fazem parte de um dos segmentos mais interessantes dessa revolução viabilizada pelo 5G. Por meio da conectividade, os carros poderão incorporar cada vez mais funções dos smartphonesproporcionando experiências personalizadas e intuitivas, incluindo infoentretenimento imersivo, assistência ao motorista e segurança aprimorada.

Outro exemplo são as soluções de 5G Fixed Wireless Access (FWA), que trazem essa conectividade sem fio para dentro de residências e comércios por meio de um roteador que não necessita de instalação profissional. A Qualcomm tem trabalhado com a Intelbras para o desenvolvimento de produtos brasileiros com essa finalidade que já estão chegando ao mercado.

Ainda assim, é claro que os smartphones seguem sendo nosso principal dispositivo de conectividade, e sua importância e funcionalidades apenas aumentam.

Todas essas possibilidades de conectividade dos devices proporcionam experiências e serviços que podem – e precisam – ser aprimorados cada vez mais. Não à toa, a IA tem sido uma grande aliada ao aprender padrões e aprimorar processos.

Nos últimos meses, a IA tem viralizado por meio de imagens de famosos e do ChatGPT, uma inteligência artificial generativa, que é o tipo de tendência mais quente da área neste momento. Estimativas avaliam o mercado de IA generativa em US$ 1 trilhão. A tecnologia não só tem o potencial de mudar a forma como buscamos e criamos conteúdo, mas também de melhorar nosso cotidiano. Com a IA generativa, seu smartphone pode se tornar um verdadeiro assistente digital, permitindo que você se comunique naturalmente e receba respostas completas.

E a inteligência artificial ainda vai muito além. A tecnologia pode ser utilizada até para compreender como processos climáticos influenciam em determinada cultura no campo, possibilitando a melhoria da produção.

A conectividade é a força motriz por trás de uma série de inovações. Conectar os dispositivos é sinônimo de conectar o mundo e as pessoas. Isso traz uma infinidade de oportunidades de negócios e, acima de tudo, melhorias para a sociedade.

*Presidente da Qualcomm América Latina

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Esfera BR | 1º Diálogos Esfera reúne Legislativo e Executivo em torno de prioridades

Esfera BR | 1º Diálogos Esfera reúne Legislativo e Executivo em torno de prioridades

(Tempo de leitura: 5 minutos)

*Por Esfera Brasil

Na noite desta segunda-feira, 5, nós, com o apoio do Tecnobank, promovemos mais um de nossos essenciais diálogos sobre o Brasil. Estavam na pauta o novo Marco Legal de Garantias e as prioridades do Congresso Nacional, com destaque para a reforma tributária e o arcabouço fiscal.

O primeiro painel da noite reuniu o senador Weverton Rocha, relator do Projeto de Lei (PL) 4188/2021 – que trata do marco – na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, o também senador Ciro Nogueira, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, que introduziu brevemente o tema antes do bate-papo. “A gente precisa ter alavancas e âncoras para fazer o Brasil ter um crescimento sustentável”, defendeu Sidney, que prevê que garantias mais efetivas devem diminuir as taxas de juros.

Rocha comentou sua expectativa para a aprovação do PL no Senado. “Antes do recesso, vamos conseguir dar uma resposta importante”, afirmou o senador. De acordo com ele, contudo, será barrada do texto original a permissão para penhora de imóvel considerado bem de família.

Além disso, o parlamentar disse que também pretende tirar do texto a criação das Instituições Gestoras De Garantias (IGGs). Berenguer, porém, sugeriu que elas permaneçam, mas de forma facultativa.

Enviado ao Congresso pelo governo de Jair Bolsonaro em 2021, o PL acabou ganhando o apoio do Ministério da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que quer rapidez na apreciação da matéria. “Pode destravar muito crédito no País. O que queremos é preservar o centro do projeto, onde há consenso, e tentar ouvir o Senado e a Câmara para aprovar com a maior celeridade possível”, declarou Pinto.

Já o segundo painel, mediado pela jornalista Luciana Barreto, contou com a presença do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que falaram sobre pautas prioritárias para o Brasil.

Questionado sobre a reforma tributária, há décadas discutida, Lira preferiu não se comprometer com o resultado da tramitação. “Nosso compromisso é pautá-la antes do recesso deste semestre. Não posso, não tenho a ousadia – e nem faria – de dizer que garanto a aprovação”, afirmou o deputado.

Após uma semana dos contratempos na articulação política do governo, Lira e Lula se encontraram nesta mesma segunda-feira para um diálogo, que o parlamentar descreveu como “amistoso”, uma vez que Lula é “agradável no trato, bom de conversa e de relacionamento”. “Nós temos dado toda a contribuição para que o governo tenha a oportunidade de formar a sua base. E essa atribuição não é do presidente da Câmara”, disse Lira. “O governo precisa fazer, junto com seus líderes, o processo de arregimentação de uma base que se mostre cristalina. Hoje, o governo tem contado com a boa vontade desses partidos”, acrescentou.

Lira ainda comentou o arcabouço fiscal, que julga ser uma pauta positiva para unir o Brasil. O texto do PL 93/2023 já foi aprovado na Câmara e segue em apreciação na CAE, onde o senador Omar Aziz, relator, deve acatar mudanças de colegas da Casa.

Castro, por sua vez, criticou o distanciamento do governo federal em relação aos estados e culpou o pacto federativo. “Começa muito bem-intencionado, mas as sequências de crise acabam dificultando o processo de diálogo”, avaliou, destacando que, com R$ 460 bilhões pagos em impostos federais, o Rio de Janeiro só perde para São Paulo no ranking de quem mais contribui anualmente com a União. “Temos uma dívida que aumentou 2.000%, enquanto o ICMS cresceu 700%. A União pega o nosso dinheiro e nos empresta com juros.”

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Portofino Real Estate – Explorando oportunidades exclusivas de investimentos imobiliários internacionais.

Portofino Real Estate – Explorando oportunidades exclusivas de investimentos imobiliários internacionais.

(Tempo de leitura: 3 mins)

O nosso sócio, Lucas Reis, um dos responsáveis pela área de Real Estate, recentemente esteve em Miami, a convite da Leste Group, dando sequência na iniciativa de diligenciar e identificar novas oportunidades de investimentos fora do Brasil. Durante a visita, conheceu e avaliou diversos projetos internacionais, entre eles o Sunny Isles St. Regis Residences, localizado em Sunny Isles Beach, área nobre no condado Miami.

Sobre o projeto: Sunny Isles St. Regis Residences

O projeto está sendo desenvolvido pela Château e Fortune, incorporadores com profunda experiência no mercado local e importantes realizações num passado recente. Um projeto similar, entregue anteriormente, em 2020, o Sunny Isles Ritz Residences, teve uma média de vendas de aproximadamente US$2.000 por pé quadrado (1 metro quadrado equivale a 10,76 pés quadrados). Além do Sunny Isles Ritz Residences, a Château e a Fortune, realizaram muitos projetos em Miami, e possuem fortes relações locais, além de uma ampla experiência em desenvolvimento.

Dado o sucesso dos empreendimentos anteriores, a parceria das incorporadoras lança agora o Sunny Isles St Regis Residences, avaliado em 2 bilhões de dólares, projetado pelo renomado escritório de arquitetura Arquitectonica.

Com torres residenciais ultra luxuosas de frente para a praia e uma vista privilegiada do Oceano Atlântico, o empreendimento oferece uma ampla gama de comodidades luxuosas, incluindo beach club, restaurantes, bares, spa, academia, suíte para convidados, espaço para crianças e centro de negócios.

A construção está programada para iniciar no segundo semestre deste ano, com previsão de conclusão total em um período de 5 a 7 anos.

Confira abaixo as fotos reais do local, tiradas por drones, refletindo a vista da cobertura:

Clique aqui para ver o material completo do empreendimento.

O mercado de Miami

O mercado imobiliário em Miami há muito tempo tem sido influenciado pelos fluxos de capital latino-americanos, além das flutuações cambiais. Nos últimos anos, observou-se uma mudança estrutural neste cenário, com a migração de americanos de outras partes do país, influenciados pelos benefícios fiscais disponíveis no estado da Flórida, melhores níveis de qualidade de vida e temperaturas mais agradáveis. Esse movimento vem resultando em uma valorização dos preços dos projetos imobiliários da região.

“Estamos em contato constante com diversos parceiros no Brasil e no mundo, analisando novos projetos para identificar as melhores oportunidades para nossos clientes, seguindo os padrões e propósito Portofino, ou seja, sem intermediação ou qualquer conflito de interesse, bem como, investimentos onde o risco condiz com o retorno. Essa iniciativa é ampla e não se resume somente ao mercado de Miami”, explica Lucas Reis.

Aqui, na Portofino Multi Family Office, fornecemos uma visão holística e estratégica para otimizar o patrimônio dos nossos clientes. Entendemos que o patrimônio vai além dos ativos financeiros líquidos e compreende também, resumidamente, propriedades imobiliárias, suas empresas e participações societárias em negócios.

Dado isso, seja para investir ou estruturar soluções no setor imobiliário, através da nossa vertical de Real Estate oferecemos expertise em investimentos imobiliários, realizando análises detalhadas, due diligence minuciosa, construção de fundos exclusivos e gestão ativa desses ativos.

Nossa equipe está preparada para identificar oportunidades imobiliárias no Brasil e no exterior, seja em propriedades residenciais, comerciais ou industriais, buscando o máximo retorno para nossos clientes.

Para saber mais sobre os nossos serviços, fale com seu Executivo de Relacionamento.

Finanças Comportamentais: o impacto das emoções na gestão financeira

Finanças Comportamentais: o impacto das emoções na gestão financeira

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O momento econômico vivido nos últimos anos tem sido bastante estressante, tanto no cenário local quanto internacional, com altas taxas de juros, dados inflacionários, pandemia, guerras, crises bancárias e perspectivas de desaceleração econômica à frente. Nesses momentos, é normal surgir dúvidas e inseguranças sobre como investir e proteger o próprio patrimônio.

As Finanças Comportamentais combinam conceitos da Psicologia e da Economia para entender como os fatores comportamentais e socioculturais influenciam nas decisões financeiras, revelando que as nossas escolhas são muito mais influenciadas pela emoção do que imaginamos.

Estudos e pesquisadores

Daniel Kahneman e Amos Tversky são dois dos mais conceituados pesquisadores da área. Seus estudos refutaram a consolidada Teoria da Utilidade Esperada, em que as pessoas agiam de forma racional antes de uma decisão, escolhendo o caminho mais seguro e fugindo do risco.

Contudo, o trabalho dos psicólogos mostrou que o comportamento financeiro não é baseado somente em decisões racionais. O medo da perda afeta o modo como as decisões são tomadas, indicando que as pessoas estão dispostas a correr risco, desde que o objetivo seja evitar perdas. Essa descoberta ganhou o nome de Teoria do Prospecto. O reconhecimento e importância dos estudos foram destaques no meio econômico, tanto que, em 2002, Kahneman, mesmo não sendo economista, conquistou o Prêmio Nobel de Economia.

Além deles, Richard Thaler, considerado por muitos como o “papa da economia comportamental”, também fez contribuições importantes para a área, incluindo parceria com Kahneman e Tversky, na década de 70.

Em 2017, Thaler também foi premiado com o Prêmio Nobel de Economia pelas suas contribuições sobre economia e psicologia, sendo o responsável pela tese da “contabilidade mental”, processo cognitivo em que as pessoas fazem separações mentais de suas finanças ou recursos em diferentes categorias, sem considerar a conexão real entre eles.

Finanças Comportamentais no dia a dia

Entender como funciona o comportamento humano em meio a importantes escolhas financeiras ajuda a equilibrar as decisões da vida. Os efeitos dos vieses cognitivos no dia a dia distorcem a percepção da realidade e levam a conclusões incorretas ou irracionais.

Apesar das finanças comportamentais mostrarem que nem tudo é tão preto no branco como se imagina, existem atitudes que podem ajudar a evitar que as emoções atrapalhem e conduzam a movimentos equivocados na hora das decisões: 

  • Evitar o “efeito manada”: fazer algo porque todos estão fazendo é uma tendência do comportamento humano e um dos principais erros no mercado financeiro. 
  • Gestão profissional: o suporte de especialistas é fundamental para maximizar os investimentos. Além da expertise de um profissional, ele irá te auxiliar a ver as decisões de uma forma mais racional.
  • Saber lidar com os resultados: em investimentos nem sempre é possível só ganhar, sendo preciso aprender a lidar com as perdas.
  • Saber seu perfil e entender no que está investindo: se conhecer como investidor e estudar, de forma detalhada, os ativos que está investindo.

Esse campo possui muitas vertentes que podem ser exploradas para o entendimento das escolhas no mercado financeiro e nas finanças pessoais. O apoio de um gestor profissional é parte importante na perspectiva comportamental, gerindo o patrimônio sem interferência emocional e racionalmente fazendo as escolhas com maior potencial de gerar resultados positivos para os investidores.

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Retrospectiva Q1 2023 – Inflação ficou para trás?

Retrospectiva Q1 2023 – Inflação ficou para trás?

Retrospectiva Q1 2023 – Inflação ficou para trás?

(Tempo de leitura: 7 mins)

Por Mário Kepler, sócio e Portfolio Manager – Portofino Multi Family Office.

Iniciamos o ano de 2023 com a continuação da batalha dos Bancos Centrais ao redor do mundo contra a inflação. Alguns indicadores mostravam certa estabilidade, embora em níveis elevados, o que manteve o mercado bastante atento aos dados. O discurso dos Bancos Centrais era firme, até mais do que o dos operadores do mercado, sugerindo uma manutenção das taxas por um período mais longo.

Estados Unidos

Em fevereiro, após dados muito positivos da economia americana, superando as projeções, o mercado começou a questionar se o nível de juros atual era realmente suficiente para reduzir a inflação. Isso resultou em uma importante piora do cenário e em uma maior indefinição em relação às futuras medidas do Banco Central Americano em relação às taxas de juros. No entanto, após o anúncio da falência de alguns bancos regionais, o FED enfrentou uma crise de liquidez. O próprio aumento das taxas de juros provocou retiradas de dinheiro dos bancos regionais. Como resultado, o mercado começou a reduzir suas expectativas em relação às taxas de juros novamente. O quadrimestre foi caracterizado por muita volatilidade, poucas respostas e ainda muitas dúvidas, seja em relação à duração dos juros mais altos, seja em relação ao tamanho da recessão global iminente.

Antes disso, um dos períodos com a maior inflação nos Estados Unidos foi durante a década de 1970, especialmente entre os anos de 1973 e 1982. Essa época ficou conhecida como a “década da inflação” ou “estagflação”. Durante esse período, os Estados Unidos enfrentaram um aumento acentuado e persistente nos níveis de preços, resultando em uma alta inflação. 

Vários fatores contribuíram para a alta inflação nessa época. Alguns dos principais foram os choques do petróleo, com os aumentos significativos nos preços do petróleo e a crise do petróleo de 1973, que resultou em uma escassez do produto e um aumento nos custos de produção. Além disso, houve um aumento nos salários e nas expectativas de inflação, que se tornaram autossustentáveis e alimentaram o ciclo inflacionário.

Durante esse período, a taxa de inflação nos Estados Unidos atingiu níveis muito altos, chegando a picos anuais de dois dígitos. Em 1980, por exemplo, a inflação anual chegou a mais de 13,5%. O Federal Reserve, o banco central dos EUA, adotou uma série de medidas para combater a inflação, incluindo o aumento das taxas de juros e a adoção de políticas monetárias restritivas.

Foi apenas na década de 1980, com as políticas adotadas pelo então presidente Ronald Reagan e o presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que a inflação começou a diminuir e a economia se recuperou. Desde então, os Estados Unidos vinha conseguindo manter um controle relativamente estável sobre a inflação.

Brasil

No cenário doméstico, uma economia ainda frágil e suscetível a sofrer com os impactos das economias do primeiro mundo, houve muito ruído, mas pouca mudança na prática. Podemos dizer que saímos na frente no combate à inflação, se nos compararmos com outros países de economias mais fortes, mas tudo permaneceu o mesmo por aqui, com uma leve melhora na inflação e as taxas de juros mantendo-se estáveis.

A discussão sobre um possível aumento adicional ocorreu durante o primeiro quadrimestre do ano, mas não se concretizou, assim como a proposta de manter as taxas em 13,75% para todo o ano de 2023, que também foi discutida. No entanto, as projeções atuais apontam para um início de redução das taxas a partir do segundo semestre, chegando a cerca de 12% de taxa Selic no final do ano.

O maior período de inflação registrado na economia brasileira ocorreu durante a década de 1980 e início da década de 1990, em um período conhecido como “hiperinflação”. Nesse período, o Brasil enfrentou taxas de inflação extremamente altas, com aumentos de preços que ocorriam diariamente.

A hiperinflação no Brasil teve início nos anos 1980, mas se intensificou na década de 1990. O país passou por diferentes planos econômicos e tentativas de estabilização, mas nenhum deles conseguiu resolver de forma efetiva o problema inflacionário.

O ápice da hiperinflação brasileira ocorreu no período entre 1989 e 1994. Em 1993, por exemplo, a inflação anual atingiu uma taxa de aproximadamente 2.477%, ou seja, os preços dos bens e serviços aumentavam mais de 20 vezes ao mês.

Somente em 1994, com a implantação do Plano Real, o Brasil conseguiu controlar a inflação e estabilizar sua economia. O Plano Real introduziu uma nova moeda, o Real, e adotou medidas de combate à inflação, como a âncora cambial e a política de metas de inflação. Desde então, o país tem mantido a inflação sob controle, embora com variações ao longo dos anos.

Voltando para dias mais atuais, a divulgação do arcabouço fiscal foi o tema principal (e esperado) do cenário local, gerando uma mistura de sensações. Por um lado, ter algum tipo de regra acalma o mercado; por outro lado, a proposta ficou longe de ser brilhante ou animadora. Como um alento, o Congresso surpreendeu e endureceu a proposta final, o que foi um ponto positivo. Os ativos brasileiros foram influenciados pelo ambiente global desafiador, mas depois da percepção de um Congresso mais atuante como mediador e superada a briga entre o presidente e o Banco Central, houve uma leve melhora, ratificando a tese de que o Brasil sempre vive próximo do precipício, mas nunca cai.

Essa história continua…

Clique aqui para ler a carta Causa e Efeito do nosso CIO, Eduardo Castro, com suas visões estratégicas.

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