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Copa do Mundo do mercado financeiro

Copa do Mundo do mercado financeiro

por danielbarbuglio | 30 nov 2022 | Portofino On - Insights, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

A espera acabou. A Copa do Mundo já começou e a expectativa pelo hexa está cada vez mais forte. Se dentro das quatro linhas o Brasil figura entre um dos favoritos ao título, será que em uma “Copa do Mundo de Economia” a seleção canarinho também estaria bem posicionada para vencer o torneio?

Com a bola rolando temos a mais vitoriosa seleção da história e um histórico em Copas de dar orgulho. Mas, quando o assunto é economia, já não é bem assim. Existem países muito mais estruturados, como os Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Alemanha, entre outros. Contudo, como dizem os analistas, “Copa é momento”, e devido ao período complexo da conjuntura econômica global, muitos dos “favoritos” não vivem suas melhores fases.

Inflação

A inflação tem sido a principal vilã dos países, que enfrentam uma alta de preços persistente, obrigando as autoridades monetárias a elevarem as taxas de juros a níveis não vistos há muito tempo. Entretanto, alguns países estão conseguindo se proteger da inflação em manter níveis baixos se comparados com a maioria dos países. Reunindo só as nações que estão no mundial, a Suíça é a que apresenta a menor taxa de inflação, juntamente a Arábia Saudita. O Japão e o Equador aparecem na sequência, fechando os países vencedores desta categoria.

Diferentemente do que se espera que aconteça com a bola rolando, o Brasil não teria muitas chances de vencer essa competição. Apesar de estar distante dos países que apresentam as maiores taxas, há algumas nações melhores posicionadas neste quesito. O Brasil, com uma inflação de 6,47% nos últimos 12 meses até outubro, foi um dos primeiros a começar a combater o dragão. Por ter iniciado o processo de elevação de juros antes das grandes economias, os investidores estão no aguardo de uma sinalização do início da redução dos juros, enquanto outras autoridades monetárias ainda estão em um momento de aumentar as taxas. Na outra ponta, os países que estão na Copa do Mundo e que apresentam maior inflação são: Argentina (88%), Irã (52,2%, dados até agosto) e Polônia (17,9%).

PIB per capita

Recentemente, a Global Finance divulgou uma lista com os países mais ricos do mundo, conforme os PIBs per capita de cada nação. Na liderança geral, está Luxemburgo, de PIB per capita de US$ 140.694, localizado na Europa Ocidental e com uma população de 642.371 habitantes.

Contudo, como o clima é de Copa do Mundo, e Luxemburgo não se classificou para o torneio, a primeira colocação fica com os anfitriões Catar, seguidos pela Suíça e Estados Unidos. O Brasil, na lista divulgada pela Global Finance, fica na 92ª colocação, com PIB per capita de US$ 17.208.

Confira a lista dos 20 países mais ricos do mundo por PIB per capita, segundo a Global Finance.

1° Luxemburgo – US$ 140.694

2° Cingapura – US$ 131.580

3° Irlanda – US$ 124.596

4° Catar – US$ 112.789

5° Macau – US$ 85.611

6° Suíça – US$ 84.658

7° Emirados Árabes Unidos – US$ 78.255

8° Noruega – US$ 77.808

9° Estados Unidos – US$ 76.027

10° Brunei – US$ 74.953

11° Hong Kong – US$ 70.448

12° San Marino – US$ 70.139

13° Dinamarca – US$ 69.273

14° Taiwan – US$ 68.730

15° Holanda – US$ 68.572

16° Áustria – US$ 64.571

17° Islândia – US$ 64.621

18° Andorra – US$ 63.600

19° Alemanha – US$ 63.271

20° Suécia – US$ 62.926

Seleção mais valiosa

Voltando a falar da verdadeira Copa do Mundo, os jogadores que compõem o espetáculo valem milhões e movimentam rios de dinheiro. As principais seleções reúnem os melhores jogadores, aqueles que todos os times desejam. Mas para contratá-los, os clubes devem desembolsar enormes quantias. Para se ter ideia, em 2017, o principal jogador da Seleção Brasileira, Neymar Jr., foi vendido do Barcelona para o PSG por €222 milhões, até hoje a transferência mais cara da história do futebol.

A título de curiosidade, o CIES Football Observatory aponta em levantamento que dentre os países da Copa, a Inglaterra é a que possui o elenco mais valioso, seguida de Brasil e França. Dentre os jogadores, o inglês Jude Bellingham (€202 milhões), Vinícius Jr. (€201 milhões) e Kylian Mbappé (€185 milhões) são os mais valiosos.

Por fim, deixamos aqui a nossa torcida para que o Brasil faça uma boa Copa do Mundo e consiga trazer o hexa! E mais importante, que a nossa economia e PIB figurem no topo da lista mundial, como a nossa seleção.

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Copa do Mundo do mercado financeiro

FTX crash

por danielbarbuglio | 30 nov 2022 | Portofino On - Insights, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

Dividido entre pessimistas e entusiastas, o Bitcoin e as criptomoedas ainda não são uma unanimidade entre os investidores, e, em meio a recordes de valorização nos últimos anos e polêmicas sobre segurança e funcionamento, tentam se consolidar como uma forma segura de investimento.

Os primeiros sinais do Bitcoin foram notificados em 2008, por um e-mail enviado para interessados em criptografia. O remetente do conteúdo era Satoshi Nakamoto, um pseudônimo que até hoje ninguém sabe qual é a verdadeira identidade da pessoa por trás do desenvolvimento da maior criptomoeda do mercado. Alguns nomes já foram relacionados, inclusive o do bilionário Elon Musk, que em diversas oportunidades deu sinais de aceitação e confiança no uso do Bitcoin e outras criptomoedas.

Indo na contramão de tudo isso, no último mês, o mercado de criptomoedas sofreu um grande revés. O crash da FTX, a segunda maior exchange de criptomoedas do mundo, chocou o mercado e acendeu um alerta quanto à segurança de investir neste tipo de ativo. Coincidência, ou não, na última terça-feira (29), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a prestação de serviços de criptomoedas no Brasil. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Dentre as regras do projeto, ficou de fora a obrigação de segregação de patrimônio por parte de corretoras, questão de amplo pedido do mercado, que ficou em evidência no recente escândalo da FTX.

O que houve com a FTX?

Vindo de um primeiro semestre difícil para os ativos de risco (leia-se, entre eles, o mercado cripto), principalmente pela conjuntura econômica, Sam Bankman-Fried – conhecido como SBF -, jovem prodígio e dono da corretora, começou a emprestar dinheiro a outras empresas, dentre elas a Alameda Research, do próprio SBF. A empresa recebeu bilhões em token FTT da corretora.

Para entender melhor, é válido explicar que a Alameda é um fundo de investimentos que comprava criptomoedas em determinada região e vendia em outra na qual a cotação estivesse maior. Além disso, o fundo agia também tomando empréstimos para comprar criptomoedas nos momentos de baixa e vender quando as cotações subissem. Neste sentido, em 2019, ele criou a FTX para, ao invés de pagar taxas para outras corretoras, pagar para ele mesmo. Em outras palavras, os empréstimos da Alameda seriam financiados pelos lucros da corretora.

Como mencionado acima, Bankman-Fried criou sua própria cripto, a FTT, o que é comum as corretoras fazerem. Neste mercado, as criptomoedas de exchanges se valorizam e desvalorizam conforme a demanda, ou seja, quanto mais pessoas comprarem, maior será o valor. E foi isso que aconteceu em 2021. Não só a FTT, mas os ativos digitais em geral sofreram um boom. O Bitcoin, por exemplo, atingiu sua máxima em novembro do ano passado, US$ 69 mil. Entretanto, no caso do token da FTX, o detalhe importante é que ele se valorizava, mas a demanda preponderante partia da Alameda. Não é preciso dizer que esse sistema não era sustentável, mesmo com a FTX tendo sido avaliada em US$ 32 bilhões em certo momento. A conta não demorou muito para chegar.

O inverno cripto veio e as cotações das criptomoedas despencaram, assim como o FTT. Uma queda de 70%. A tragédia se desenhava. O token era a garantia de pagamento da Alameda a seus credores e, com eles não valendo mais nada, não tinha como pagar as dívidas. Diante desse cenário, Bankman-Fried, aparentemente, utilizou recursos dos clientes da FTX para salvar a operação da Alameda, o que é uma conduta ilegal. Em reportagem da CoinDesk, publicada no começo de novembro, apontava que a maioria das reservas do fundo eram mantidas em FTT. A reportagem também obteve acesso a um balanço patrimonial da Alameda, o que iniciou uma corrida dos investidores para sacarem seus recursos. Sem dinheiro para arcar com as retiradas, a FTX/Alameda faliu.

“Dedinho” da Binance

Changpeng Zhao, CEO da Binance, foi o primeiro, após o furo de reportagem, a perceber que algo estava errado. Ele anunciou que estava liquidando toda a posição em FTT. O post serviu como mais lenha na fogueira e acelerou o desejo dos clientes da FTX em sacar seus recursos. 

A exchange de Zhao ainda chegou a anunciar que pretendia comprar a FTX e evitar a falência da concorrente. Contudo, não demorou muito para o negócio melar e desistir da aquisição.

Grandes nomes no prejuízo

Conforme as notícias são divulgadas, grandes investidores institucionais vão se manifestando. Um dos institucionais lesados foi o Ontario Teachers’ Pension Plan, um dos maiores fundos de pensão do mundo, que investiu US$ 95 milhões na FTX. 

A dor de cabeça não ficou apenas para os grandes fundos. Algumas personalidades ligadas à empresa são alvos de investigação e estão sendo processadas por investidores juntamente com a FTX, caso de Tom Brady, jogador de futebol americano do Tampa Bay Buccaneers, sua ex-esposa e modelo Gisele Bundchen, o jogador de basquete do Golden State Warriors Stephen Curry e o ex-jogador e atual comentarista de basquete Shaquille O’Neal. 

E agora? O que será do Bitcoin e do mercado de criptomoedas?

O mercado vem sofrendo bastante ao longo deste ano com os movimentos econômicos, especialmente a alta de juros, e esse episódio aumenta a desconfiança com que algumas pessoas veem esses ativos. 

Tal acontecimento deve aumentar a atenção sobre a regulamentação das empresas deste mercado. Em entrevista à Exame, André Portilho, Head de Digital Asset no BTG Pactual, falou que “a crise não teve a ver com cripto, mas com o uso da tecnologia pelos intermediários. Esse problema foi uma fraude, um ato criminoso, e isso não tem nada a ver com a tecnologia de cripto e os benefícios que pode trazer para diferentes indústrias”. “Dinheiro do cliente é dinheiro do cliente, não toca nele. Em 1980, isso [usar recursos de clientes] aconteceu muito com corretoras brasileiras, é impressionante como a história se repete”, finalizou Portilho.

Na moda?

Nós, da Portofino, vemos o Bitcoin e as criptomoedas em si como ativos não consolidados e que ainda precisam avançar muito em sua regulamentação. Apesar de toda beleza tecnológica da arquitetura Blockchain, o Bitcoin ainda é um faroeste e, por isso, selecionamos outros tipos de ativos alternativos para estruturas dos nossos clientes. É importante manter a diversificação dos investimentos, seja qual for a classe de ativos, mas tomar cuidado com o modismo, de não estudar o ativo e investir só porque outras pessoas estão ganhando dinheiro com isso.

Por fim, é fundamental o apoio de uma gestora profissional como a Portofino. Isso fará toda diferença para te auxiliar na definição do seu perfil, escolha dos melhores investimentos alinhados aos seus objetivos e, principalmente, em como utilizá-los da melhor maneira, de acordo com as dinâmicas e momentos do mercado, o famoso “market time”.

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por danielbarbuglio | 30 nov 2022 | Portofino On - Insights, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

É prática comum no mercado as corretoras, bancos e gestoras serem comissionadas por “spreads”, rebates e taxas que escondem os custos de transação. Não acreditamos neste modelo, pois ele acaba gerando um conflito de interesses que pode resultar em uma estratégia de carteira bem longe daquela que seria a ideal para você.

Vamos supor que você acabou de virar cliente de uma instituição X que fará a gestão dos seus investimentos. Eles têm na “prateleira” uma série de fundos e, como você sabe, recebem comissões “estimulantes” de suas gestoras para oferecê-los. Considerando isso, em qual nível esse modelo pode influenciar na construção da sua carteira? A instituição venderá o produto que gera mais comissão ou o que é melhor para você? Neste caso, é bem provável que a pressão por metas, vendas e comissões prevaleça na escolha, resultando em uma estratégia de carteira que com certeza não será a mais ideal para você. Além do conflito de interesses, às vezes nos deparamos com discursos de taxas zero de transação e outras “pegadinhas” que passam despercebidas pela falta de conhecimento financeiro da maioria das pessoas.

Neste sentido, podemos fazer uma analogia com o que acontece nos supermercados. Os produtos em destaque sempre possuem um motivo para estarem ali, seja por ofertas, queima de estoque, produtos próximos do vencimento, entre outros. A diferença é que você consegue saber exatamente o preço de um chocolate em diversos supermercados e decidir se aquele é o melhor preço para você ou não. 

Contudo, quando o assunto são os seus investimentos, existem valores embutidos não tão transparentes que podem fazer você pagar um preço muito mais alto do que imagina. Vale ressaltar também que os melhores produtos, em geral, se vendem por si e nem precisam de estímulos. Mas, dado isso, será que o assessor desta instituição X, mesmo diante de um excelente produto, que não pague nenhuma comissão para ele, ofereceria essa oportunidade para você?

Na Portofino, contamos com um modelo de remuneração que não gera conflitos de interesses, além de oferecer cashback para os clientes, que consiste na devolução dos rebates, comissões e tarifas em operação dos fundos e ativos geridos em instituições custodiantes. Para se ter ideia, só em 2021, mais de R$ 5 milhões foram devolvidos aos clientes de forma direta (em suas contas nas instituições parceiras) ou indireta, em fundos exclusivos geridos pelo multi family office.

Toda empresa precisa de resultado para financiar o seu funcionamento, arcar com seus compromissos e lucrar para poder crescer. Porém, não acreditamos que o jeito certo de fazer isso seja omitir informações ou explorar a falta de conhecimento das pessoas em um assunto tão complexo e importante: as finanças.

Além da premissa ética, definimos valores importantes para a nossa marca que são imutáveis sob qualquer circunstância: responsabilidade, transparência e resultados. Três palavras conectadas não por acaso.

Sobre esse modelo de remuneração ilustrado na instituição X, aqui nós relatamos e repassamos mensalmente para os nossos clientes todas as comissões que recebemos inevitavelmente. Embora ainda tenhamos uma parcela muito pequena de clientes que optam pelo modelo tradicional acima descrito, buscando inverter a equação e diminuir o percentual de gestão que recebemos. Nestes poucos casos, damos toda transparência e mostramos os possíveis conflitos na forma que somos remunerados. O papo é franco e a escolha é dele, mas é um formato com os dias contados.

Recentemente, algumas das instituições que sempre adotaram o modelo de remuneração que beneficiava a eles e não os clientes estão se adaptando para o formato que consideramos mais justo. Por um lado, é muito importante vermos que o mercado financeiro, mesmo que aos poucos, caminha para ficar mais transparente em relação aos custos e taxas embutidos.

Contudo, por que será que somente agora, depois de muito tempo tirando vantagem em cima de taxas, muitas vezes despercebidas, essas instituições estão decidindo operar de maneira diferente? Será que o movimento é genuíno de preocupação em oferecer o que há de melhor para os clientes?

Diferentemente dessas outras instituições, a Portofino já nasceu com esse propósito, de priorizar os objetivos dos nossos clientes, sem conflito de interesses nas soluções personalizadas que oferecemos para proteção e ampliação de patrimônio.

Nos últimos anos, fazendo um exercício de projeção e de olho nas tendências e todos os modelos de remuneração utilizados no mundo, temos 99% da nossa base operando em um formato justo que acreditamos muito, totalmente baseado no alinhamento de interesses com nosso cliente, transparência e reciprocidade.

Veja como funciona:

Resumidamente, recebemos um percentual sob o total do patrimônio que cuidamos e uma pequena participação na performance excedente.

Esta dinâmica de remuneração nos garante cobrir os custos da estrutura do nosso negócio e, ao mesmo tempo, de forma meritocrática, receber pelos ganhos excedentes, que vão além do acordado e das expectativas do cliente. Este formato visa a proteção, ampliação e sucessão do patrimônio, tendo o cliente como foco, não o produto.

Visto que trazemos a performance como adicional, para evitarmos conflitos de interesses, utilizamos metodologias para definir os perfis de risco e alocação validados com nossos clientes e seguidos à risca, nos certificando que nenhuma alocação em busca de performance será realizada fora do perfil de risco. Além disso, 100% do nosso capital está alocado nos mesmos ativos que nossos clientes, skin in the game.

É um formato justo que também considera todas as nuances do mercado e nos impõe em tempo integral a necessidade de superação para aumentarmos os nossos resultados de um jeito ético, responsável e transparente. Todos os envolvidos saem ganhando. Quem paga a nossa conta é o cliente, e somos fiéis a ele. 

Para terminar, gostaria de chamar a sua atenção para o momento que estamos vivendo. Mercados globais super integrados, variações cambiais, ativos de reserva em desequilíbrio, guerra, resquícios da pandemia e inflação, além de alguns outros fatores. Você já parou para pensar no quanto seus investimentos renderão por aí, sabendo que dentro desta complexidade você ainda corre o risco de pagar por mais taxas do que deveria? Ou que alguém pode estar oferecendo para a sua carteira produtos que beneficiam antes a eles do que você?

Fuja destes formatos de gestão de investimentos do passado. Entenda, aprofunde-se, pergunte. Afinal, estamos na era da informação e o poder está em suas mãos, assim como a decisão de buscar uma gestora séria, transparente e responsável que pensa em crescer com você, fazendo a coisa certa, do jeito certo.

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Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar, diz Alckmin | Esfera Brasil

Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar, diz Alckmin | Esfera Brasil

por danielbarbuglio | 28 nov 2022 | EsferaBR, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Portofino On - Insights, Wealth management

(Tempo de leitura: 7 min)

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Neste fim de semana, entre os dias 25 e 27, aconteceu o Fórum Esfera Brasil, evento que contou com a presença de importantes nomes que irão governar o Brasil nos próximos quatro anos, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, e importantes figuras do empresariado brasileiro.

No primeiro dia de evento, Helder Barbalho (MDB), governador reeleito do Pará, Renato Casagrande (PSB), governador reeleito do Espírito Santo, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador eleito de São Paulo, debateram as reformas necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Barbalho e Casagrande, defensores da Reforma Tributária, comentaram sobre o assunto, com o governante do ES falando que apoia o IVA, mas ponderando que precisa ser feito respeitando o tempo necessário para não prejudicar estados específicos. 

Tarcísio de Freitas comentou sobre a complexidade da reforma, pois, conforme ele disse, interfere na renda dos estados. Em uma análise macro, o governador ressaltou o impacto da guerra, que fará com que as empresas globais busquem novos destinos e “temos que nos situar como esse lugar”. “Precisamos acionar a Reforma Tributária para potencializar a procura pelo Brasil”, afirmou Freitas.

Além disso, o governador disse sua opinião sobre o IVA, afirmando que apoia separar tributos federais de estaduais, e complementou falando que a guerra fiscal entre estados tem que diminuir. Sobre São Paulo, o governador do estado comentou que mesmo perdendo em um primeiro momento em receita, acredita que o investimento vai direcionar de forma mais forte que hoje, podendo compensar, e muito, a perda de curto prazo.

Em relação ao novo governo federal, Barbalho falou que Lula sinalizou que na primeira semana após a posse vai chamar todos os governadores, contudo ainda não houve interação. Em complemento, Tarcísio, apoiador do atual presidente Jair Bolsonaro, disse que ainda não teve interações com o presidente eleito Lula, mas mostrou-se aberto e apresentou um tom bem leve e colaborativo

Outro assunto de muito debate é sobre as privatizações, principalmente em São Paulo, das quais o governador falou do porto de Santos, que o objetivo é torná-lo o maior do hemisfério sul, ajudando no futuro a financiar projetos de infraestrutura. Ele também comentou que vê com bons olhos a privatização da Sabesp, que vai olhar para o interior de São Paulo devido ao agro e citou que o estado vai ter programa de transferências de renda para educação com o intuito de segurar o aluno na escola.

O evento reuniu ainda Gilberto Kassab (PSD) que comentou sobre a PEC da Transição e a proposta de manter R$ 600 de auxílio para os beneficiários do Bolsa Família. Na opinião de Kassab, apesar de apoiar a PEC, ressaltou a importância de preservar a estabilidade fiscal. 

Em outro painel, o “Políticas Prioritárias para um Brasil Menos Desigual e Mais Sustentável”, Patrícia Ellen, ex-secretária de Desenvolvimento de São Paulo, falou da importância de aliar desenvolvimento econômico, política social e climática, envolvidos com o setor privado. 

Tecnologia e desenvolvimento do país também foram temáticas discutidas no fórum. O déficit de profissionais nas áreas de ciência e tecnologia, para o deputado federal Felipe Rigoni (União-ES), só será sanado com a formação de capital humano. Neste sentido, o CEO da Qualcomm, Luiz Tonisi, foi de acordo e completou analisando que as pessoas vão precisar de requalificação.

O destaque ficou para o painel de encerramento que teve o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, Abílio Diniz, André Esteves, Bruno Dantas e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Alckmin fez alguns acenos, assegurando o compromisso com o ajuste fiscal, que falta pouco para o anúncio do futuro ministro da Fazenda e descartou a revisão de reformas já aprovadas no Congresso. “Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai se decepcionar, quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar”, disse Alckmin. Abílio Diniz adicionou outro ponto à discussão, o da ineficiência da máquina pública. Ao falar sobre o assunto, o empresário exemplificou com o pagamento de R$ 600, que, na opinião dele, foi distribuído para pessoas que não precisavam, “inclusive os militares”.

Em um de seus momentos de fala, André Esteves alertou para os limites fiscais e apontou ser preciso pensar na eficácia dos gastos. Dando continuidade ao assunto, Campos Neto abordou a importância do equilíbrio entre política fiscal e monetária, explicando que “o evento recente na Inglaterra quebrou paradigmas. O mercado não é de direita e nem de esquerda, tanto que ficou contra um governo de direita na Inglaterra”. Por fim, Geraldo Alckmin afirmou que as reformas já aprovadas no Congresso se manterão e não serão desfeitas.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela EsferaBR e Portofino MFO.

Ação e Reação | As manobras dinâmicas do nosso time de gestão, frente aos impactos causados nos mercados pelo discurso de Lula.

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por danielbarbuglio | 11 nov 2022 | Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

[Tempo de leitura: 5 mins]

Família Portofino,

O mercado reagiu muito mal à sinalização dada pelo próximo governo para a dinâmica dos gastos públicos. O discurso reforçado ontem (quinta-feira 10.11) pela manhã do novo governo, deu a impressão ao mercado de que estão caminhando para derrubar todo o arcabouço fiscal existente, como o teto de gastos, regra de ouro, metas de primário, antes mesmo de começar o mandato, indo na contramão de tudo que foi criado nos últimos anos.

As próximas perguntas que surgem, mais óbvias, são: mas o que aconteceu com os meus investimentos? Vocês estão olhando? Dúvida legítima e justíssima.

A nossa leitura sobre a situação:

Primeiramente, foi sim um dia ruim, mas vamos clarear um pouco a visão e dimensionar corretamente os impactos. Não temos grandes posições em risco de mercado, desta forma não vamos ter grandes quedas no valor das carteiras. Então, a preocupação aqui não é apenas explicar onde perdemos, mas sim testar se a carteira, desenhada para amortecer momentos como esses, respondeu como projetada.

Nossas posições em ativos Pós Fixados, em Crédito Privado e Fundos Multimercado, não tiveram impacto, destaque para Fundos Multimercados que, mesmo sendo uma classe de risco de mercado, conseguiu defender muito bem com retorno positivo no dia. Por outro lado, as estratégias em Ações (sempre sensíveis à volatilidade), Juro Real e Prefixado sofreram mais, dado que com uma dinâmica pior nas contas públicas, o Banco Central precisará manter os juros mais altos até ter um fiscal no mínimo neutro para a inflação. Para se ter ideia da magnitude do movimento, o mercado precificava cortes de juros para 2023, chegando ao redor de 10,5% no fim do próximo ano.
Hoje, a precificação infere que não haverá cortes em 2023 e que os juros serão mantidos próximos dos atuais 13,75%.

Se o cenário pré-eleições já era de cautela, com esse fato, a nossa cautela será triplicada. Estamos de maneira dinâmica analisando o “baixar da poeira” e estudando como reagir, sejam com alterações nos níveis de risco das carteiras ou, o mais importante, se iremos nos reposicionar em ativos caso se confirme essa dinâmica do governo relacionada ao ambiente fiscal. Todavia, mesmo em cenários como estes, existem, sim, classes de ativos que poderão nos trazer resultados. Por exemplo, o Pós Fixado esse ano teve um retorno acima de 11%, apesar do cenário turbulento.

Aqui na gestão, já mapeamos o histórico do comportamento das diversas classes de ativos durante os governos de esquerda, com menor comprometimento com o gasto público. Esta análise, somada ao estudo e acompanhamento do cenário atual, irá contribuir com as melhores decisões sobre as alocações de médio e longo prazo, ou seja, o nosso trabalho para encontrar a melhor forma de montar os quebra-cabeças dos novos cenários que se apresentam. Reforçamos que não manteremos posições em nenhuma estratégia nas quais as premissas originais se alteraram ou que não exista mais convicção. Somos contratados para defender, da melhor forma, o seu patrimônio, com muito estudo, disciplina e análise, aliados à experiência do time em gerir portfólios em um país tão cíclico nas esferas econômica e política.

“A regra nº 1 é nunca perder dinheiro. A regra nº 2 é nunca esquecer a regra nº 1” – Warren Buffett.

É muito importante reforçar o nosso compromisso com a preservação do seu patrimônio. E mesmo que o cenário seja de cautela triplicada, trabalharemos incansavelmente para encontrar as melhores oportunidades em investimentos, estruturas com bons preços, alinhados aos seus objetivos e planejamento, sem nenhum conflito e cientes do nosso dever fiduciário. É também em momentos de crise que os ótimos negócios aparecem.

Manteremos contato.

Mario Kepler é sócio e Portfólio Manager na Portofino MFO.

“Ação e Reação” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO, que retrata fatos importantes, urgentes e seus reflexos nos mercados financeiros globais. Clique aqui para ler e ouvir outras cartas e conteúdos.

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E mais…

Escute em nosso podcast os comentários do nosso sócio Adriano Cantreva sobre o assunto.

Copa do Mundo do mercado financeiro

Eventos Portofino Multi Family Office

por danielbarbuglio | 31 out 2022 | Portofino On - Insights, Análise de Mercado, Family Office, Multi Family Office, Wealth management

Durante o último mês, realizamos uma série de eventos com nossos clientes e parceiros, abordando temas como investimentos internacionais, planejamento sucessório, sucessão em empresas familiares, estratégia de alocação e outros encontros com o objetivo de gerar informação e educação patrimonial e financeira para as famílias que atendemos em todo país.

Confira um breve resumo de cada evento:

Porto Alegre – Investimentos Internacionais

No fim do mês de setembro, Adriano Cantreva, sócio e responsável pelos Investimentos Internacionais, visitou o nosso escritório em Porto Alegre para conversar com clientes e colaboradores sobre “Investimentos internacionais, muito além da diversificação”. Em um agradável café da manhã para os convidados, Adriano falou sobre o atual momento das economias globais e destacou oportunidades de investimento no exterior, as melhores estratégias e estruturas.

São Paulo – Sucessão de Empresas Famíliares

No dia 30 de setembro, na nossa sede em São Paulo, recebemos clientes para um café da manhã que contou com a presença do Dr. Leandro Chiarottino, do Chiarottino, Nicoletti & Associados, que, ao lado de Victória Siqueira, nossa Head de Wealth Planning, falou aos nossos clientes e colaboradores sobre sucessão nas empresas familiares.
O evento também teve a presença da nossa sócia fundadora, Carolina Giovanella, que explicou as características de um family office, seus benefícios e as diferenças em relação às outras instituições.

Victória, falou sobre as soluções e benefícios que o Wealth Planning pode proporcionar, explicando em detalhes as etapas da consultoria: diagnóstico e análise, construção e discussão de alternativas, implementação e monitoramento ativo e, por último, revisão periódica.

O Dr. Leandro contou que o objetivo é tentar simplificar ao máximo, dentro do possível, apesar da complexidade de caso a caso, o processo de sucessões nas empresas familiares. Ele trouxe números que auxiliam a entender a importância do planejamento de sucessão, como o fato de 92% das sociedades empresárias brasileiras serem total ou parcialmente estruturadas sob controle familiar. Além disso, dentre vários outros assuntos abordados no evento, Chiarottino explicou como funciona cada instrumento de planejamento, sendo eles o regime de bens, doações, testamentos e acordo de acionistas. Quer saber mais sobre o assunto? Fale com o nosso time de Wealth Planning, solicite uma reunião para seu Executive de Relacionamento ou escreva para gente.

São Paulo – GIMI Network

Em 11 de outubro, recebemos também no nosso escritório sede em São Paulo, aproximadamente 15 integrantes do GIMI (Grupo de Mulheres Investidoras) para conversar com Eduardo Castro, nosso sócio e CIO, e Alan Feldon, sócio Portofino, sobre Asset Allocation.

Os presentes discutiram sobre princípios e oportunidades de investimentos no cenário econômico atual. Eduardo e Alan comentaram sobre a importância da diversificação e de conhecer as classes de ativos que compõem suas respectivas carteiras. Os nossos sócios aproveitaram para explicar o nosso escopo de trabalho e seus três importantes pilares: Wealth Planning, Estratégia e Gestão de Investimentos, além do pilar de negócios com serviços e soluções de Fusões & Aquisições (M&A).

Recife – LIDE Business Lunch

Na penúltima semana de outubro, nossos sócios Adriano Cantreva e Danilo Miranda, sócio responsável pelo nosso escritório em Recife, participaram de alguns eventos pelo nordeste, promovendo ricos encontros com grupos de empresários e famílias da região.


Da esquerda para direita: Adriano Cantreva (Portofino), Helena Rocha (PWC e Presidente LIDE Empresas Familiares),
Danilo Miranda (Portofino) e Cícero Rocha (Instituto Empresariar).

A primeira parada foi na capital de Pernambuco, em Recife, para cumprir agenda com o LIDE Empresas Familiares da região. Cantreva realizou uma palestra para os convidados que estavam presentes sobre Investimentos Internacionais e a importância da Diversificação Internacional, uma conversa relevante, principalmente considerando a conjuntura econômica que estamos enfrentando.

Fortaleza – PMFO e Instituto Empresariar

No dia 20 de outubro, Adriano e Danilo realizaram um evento no Iate Clube de Fortaleza, em parceria com o Instituto Empresariar, de Dr. Cícero Rocha. A temática principal foi sobre “Proteção do Patrimônio em Empresas Familiares: A Importância do Multi Family Office”.

O encontro teve a presença de famílias empresárias que puderam entender e conversar sobre estratégias para proteger seus patrimônios durante períodos turbulentos, modelos de atuação no mercado financeiro e investimentos no exterior.

Belo Horizonte – Ativos Alternativos com Jive Investimentos

No mesmo dia, em nosso escritório de Belo Horizonte, abrimos as portas para a Jive Investimentos falar aos nossos clientes e colaboradores sobre a gestora e alguns de seus fundos de investimentos.

Os sócios da Jive explicaram sobre o mercado de ativos alternativos e fizeram uma apresentação da empresa, com uma linha do tempo contando os principais acontecimentos dos seus 12 anos de experiência e a parceria com a gente.

Foz do Iguaçu – Planejamento Patrimonial e Sucessório

No mesmo dia 20 de outubro, em Foz do Iguaçu, conversamos com famílias paranaenses sobre Wealth Planning – Planejamento Patrimonial e Sucessório.

Claudio Demeterco, Sócio e Fundador da Demeterco Sade Advogados, e Victória Siqueira, nossa Head de Wealth Planning, falaram sobre a importância de realizar um planejamento patrimonial e seus benefícios na eficiência fiscal, tributária ainda para o patriarca (ainda em vida) e herdeiros.

Gostaria de participar dos nossos próximos eventos?
Fale com seu Executivo de Relacionamento ou escreva para info@pmfo.com.br.

Leia outros conteúdos da nossa newsletter:

Guerras: Rússia x Ucrânia, mundo vs inflação.

Macroview – Resultado das Eleições Presidenciais no Brasil.

Investimentos Internacionais: é o momento certo para investir lá fora?

Inflação ou Deflação?

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