Causa e Efeito | 26.02.2022

Causa e Efeito | 26.02.2022

Tempo de leitura: 4 mins.

Família Portofino,

Antes de falar sobre os mercados, vou pedir para que salve este número na agenda do seu telefone:

(11) 91024-4484

A partir de hoje, será através deste número que enviaremos diretamente para o seu celular as cartas “Causa e Efeito”, “Ação e Reação” e muitos outros conteúdos. Neste serviço de “WhatsApp Corporativo”, não solicitaremos informações sobre suas movimentações ou contas, ele servirá unicamente para entregar conteúdos informativos produzidos especialmente para você. Todas as demais solicitações continuarão a ser atendidas por seu Executivo de Relacionamento.

Os reflexos desta guerra injustificável.

Na última quinta-feira, na nossa carta Ação e Reação, analisamos os potenciais impactos à economia mundial e aos mercados financeiros com a invasão russa ao território ucraniano. Passado um dia de conflito militar aberto, com as tropas russas e ucranianas se enfrentando pelo controle da capital Kiev. O que aprendemos até agora? Com qual cenário base trabalhamos? E como toda essa crise afeta as nossas carteiras?

Quanto mais durar o conflito, maiores serão as chances de que a elevação dos preços das commodities pressione ainda mais a inflação mundial. Esta nova pressão sobre os preços de bens e serviços forçará os bancos centrais a acelerarem o processo de elevação dos juros, comprometendo ainda mais o crescimento mundial. Rússia e Ucrânia são produtores e exportadores relevantes de várias commodities, em especial as de energia, petróleo e gás natural, as matérias-primas de fertilizantes, macronutrientes potássicos, fosfatados e nitrogenados e vários metais estratégicos para a indústria como o níquel, o paládio e o alumínio.

Leia mais: Você sabe o que são Distressed Assets? Entenda sobre como funciona esse mercado e seus benefícios

Colocando de lado, se é que possível, as consequências brutais de um conflito dessa magnitude e seu impacto nefasto sobre vidas humanas, o que importa aos mercados, agora, não é que o que diretamente acontecerá com a Rússia e a Ucrânia. A dúvida está na incerteza quanto à possibilidade de o conflito militar migrar para uma guerra econômica declarada.  De um lado estão as principais economias ocidentais impondo sanções econômico-financeiras à Rússia e do outro, a própria Rússia tacitamente ameaçando responder a estas sanções interrompendo o fornecimento de gás natural e petróleo principalmente aos países europeus bem como o fornecimento de outras commodities estratégicas.

A nossa percepção é de que o teor das sanções, pelo menos por enquanto, não induzirão a Rússia a puxar mais este gatilho, agora de uma guerra econômica aberta. Por isso o apreçamento dos mercados passou a considerar como provável o cenário onde provavelmente a Rússia terá sucesso em alterar o atual regime político ucraniano na direção de garantir seu poder de influência na região em simultâneo, em que neutraliza o risco de crescente expansão da OTAN em países fronteiriços.

Os preços dos ativos demonstram o crescente consenso na direção do nosso cenário base. Esta crise deverá ficar circunscrita à região, sem se observar sua escalada tanto do ponto de vista geográfico quanto econômico. A bolsa brasileira já retornou para os níveis observados anteriormente ao início da invasão, nossa moeda, entretanto, não devolveu o ajuste recente o que nos parece compreensível dado às seis semanas consecutivas de valorização do real e a necessidade de se manter certa cautela às vésperas do feriado do carnaval. Do lado internacional, o S&P500 reforça nossa percepção de que se entende como menos provável um contágio maior das economias dado que o índice subiu mais de 6% das suas mínimas recentes, retornando para os níveis observados no fim da semana passada.

O cenário alternativo, apesar de hoje menos provável, nos impõe a manutenção de postura mais conservadora, postura esta que já vínhamos adotando mesmo antes do surgimento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. O processo de normalização das economias com as retiradas de estímulos e aumento de juros por parte dos bancos centrais, já nos fez adotar anteriormente uma postura mais conservadora em todos nossos portfólios. A ênfase em posições pós-fixadas com bom carregamento, na classe de fundos multimercados, em exposição mais conservadora em renda variável associadas a um posicionamento neutro em ativos prefixados e de juros reais, vem garantindo maior estabilidade nos resultados do ano. Nossas carteiras, em sua maioria, vêm mantendo rentabilidades alinhadas com o CDI do período, não tendo sido impactadas de maneira relevante pela volatilidade recente.

Mantemos nossa prudência e torcemos para que essa guerra injustificável se encerre o mais rápido possível preservando vidas e retornando a paz e tranquilidade às famílias ucranianas.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Ação e Reação | Rússia x Ucrânia

Ação e Reação | Rússia x Ucrânia

Tempo de Leitura: 10 minutos.

Família Portofino,

Na madrugada do Brasil, desta quinta-feira (24), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma “ação militar especial” na Ucrânia, visando “desmilitarizar o país” vizinho, ordenando um “baixar armas” aos militares ucranianos. A tensão entre os dois países começou com a aproximação entre a Ucrânia e a Otan (aliança militar intergovernamental formada por 30 países, criada em meio a Guerra Fria, e existente até hoje). Desde então, as manchetes dos jornais repercutem o tema bem de perto. 

Este movimento fez com que Vladimir Putin enviasse tropas rumo à fronteira da Rússia com a Ucrânia, posicionando soldados e equipamentos militares. A todo momento, Putin se posicionou afirmando que se tratava somente de “exercícios militares”, contudo países do Ocidente, especialmente os Estados Unidos, afirmavam que o presidente pretendia atacar o país ucraniano.

Ao longo das últimas semanas, diversos diplomatas de países europeus se reuniram com o presidente russo para tentar achar uma saída diplomática para o impasse no leste europeu. As exigências russas para o fim do conflito incluíam uma declaração de que a Ucrânia nunca se aliaria à Otan e o recuo das tropas da aliança militar.

Nesta semana, o que já era tenso ficou ainda mais, após a Rússia reconhecer a independência de Donetsk e Luhansk, áreas separatistas da Ucrânia, e enviar tropas em “missão de paz” para garantir a segurança das duas áreas. O movimento foi visto como uma violação flagrante do direito internacional.

Foi a partir disso que ocorreram as primeiras sanções ao governo russo, o que fez Putin afirmar que uma resposta “forte e dolorosa” seria dada. Foi então que a Rússia decidiu invadir a Ucrânia.

Confira: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

O que se sabe até agora sobre o combate militar?

  • Dezesseis regiões da Ucrânia estão sob ataques, incluindo a capital Kiev, onde explosões e mísseis já foram registrados;
  • Ucrânia informou que mais de 50 pessoas foram mortas durante os primeiros ataques, incluindo civis;
  • Kiev tem estradas congestionadas com cidadãos tentando fugir, falta de combustíveis, mercados lotados e estações de trens cheias. A estimativa é que cerca de 1 milhão de refugiados busquem asilo nos países vizinhos como Polônia, Romênia e Hungria;
  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu que os cidadãos ajudem a defender a Ucrânia e permitiu que, quem tiver arma, utilize para ajudar no confronto;
  • Governo da Ucrânia informou que seis aviões russos foram abatidos;
  • Espaço aéreo ucraniano fica vazio após início de confronto;
  • Vladimir Putin afirmou que quem interferir no confronto entre os países terá consequências como nunca vistas.
  • De acordo com Anton Gerashchenko, conselheiro do ministro do Interior da Ucrânia, “invasores” acessaram a zona fechada de Chernobyl;
  • A Rússia afirmou ter destruído 74 instalações militares ucranianas.

Os EUA e a Otan já haviam dado a entender que medidas serão tomadas. Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, comunicou que o país americano e seus aliados responderão de forma unida e decisiva.

Confira algumas das sanções que já foram tomadas contra o país do leste europeu.

  • O impedimento da negociação de novos papéis da dívida pública russa em mercados ocidentais imposto pelos Estados Unidos;
  • A interrupção, por parte da Alemanha, do processo de certificação do gasoduto Nord Stream 2, ligando o país à Rússia;
  • Sanções econômicas direcionadas a cinco bancos e a elite russa, entre eles três bilionários russos pelo Reino Unido, impedindo estes últimos de viajar para o país e congelando seus respectivos ativos congelados;
  • A proibição de todos os integrantes da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, que aprovaram a independência dos territórios ucranianos de Donetsk e Luhansk, de viajar pela União Europeia e o congelamento de quaisquer investimentos financeiros destes indivíduos no bloco, sanção esta aplicada conjuntamente pelos países membros;
  • Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, declarou que os países devem cancelar a dependência de petróleo e gás natural da Rússia, além de dizer convocará amanhã uma reunião da Otan;
  • O ministro disse após os ataques que o Reino Unido criará lei para banir exportações à Rússia e congelará ativos de mais de 100 entidades, além de outras medidas que serão anunciadas;
  • A União Europeia anunciará um pacote para bloquear o acesso dos russos a tecnologias e setores econômicos estratégicos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou, na tarde desta quinta-feira (24), sobre os conflitos no leste europeu e anunciou algumas das sanções que serão impostas contra a Rússia.

Biden disse que a Rússia não poderá negociar em dólares, euro e iene, terão medidas sobre o rublo (moeda do país), limitará as transações em dólar das empresas russas, entre outras. Em outras palavras, o pacote de medidas visa sufocar a indústria e os bancos russos.

O democrata afirmou em seu pronunciamento que Putin não quer apenas anexar a Ucrânia, mas, sim, a antiga União Soviética. Em suma, no seu discurso, ele afirmou que “esta será a maior sanção econômica da história […] Os EUA vão defender todos seus aliados da região. A Otan está mais unida e determinada do que nunca”.

Agora, partindo para o cenário econômico, o desenrolar deste conflito e as possíveis sanções que serão impostas aos russos podem gerar impactos econômicos graves para diferentes países, incluindo o Brasil.

A seguir, veja uma lista de como o mercado reagiu com os primeiros passos da  guerra e o que pode ocorrer nos próximos dias, a depender de como o conflito se desenrole.

  • O índice de medo subiu mais de 20%, maior nível de tensão desde setembro de 2020;
  • As bolsas de valores caíram ao redor do mundo. A bolsa de valores russa chegou a despencar 50%, com a moeda do país atingindo a mínima histórica. Em Nova Iorque, as bolsas de valores se recuperaram após as falas de Joe Biden;
  • Como era de se esperar, as commodities dispararam. O petróleo chegou a atingir US$ 105, maior patamar nos últimos sete anos;
  • No cenário europeu, uma guerra pode aumentar ainda mais a crise energética no continente, visto que a Rússia é responsável por distribuir cerca de ⅓ de todo o gás natural consumido no continente;
  • No Brasil, o impacto seria representado em um aumento da pressão inflacionária, principalmente nos preços dos combustíveis e da alimentação. A Rússia é uma das principais produtoras e exportadoras de petróleo do mundo. Desta forma, uma redução na oferta aumentaria os preços. No caso da alimentação, Rússia e Ucrânia são produtores estratégicos de milho e trigo, e possíveis sanções podem elevar os já elevados preços ainda mais no mercado internacional. Quando se trata especificamente do trigo, a Rússia se apresenta como a maior exportadora da “commodity” no mundo, com quase 20% do volume total em bilhões de dólares;
  • O Brasil importa muitos insumos usados na fabricação de fertilizantes advindos da Rússia. Uma sanção econômica no país europeu pode ser prejudicial para o agronegócio;
  • No mercado financeiro, a aversão ao risco dos investidores pode fazer com que recursos sejam direcionados para economias mais seguras, extraindo recursos dos emergentes, como o Brasil;
  • A bolsa de valores brasileira pode apresentar queda, mesmo sendo composta por ativos de commodities, mas que podem não sustentar a alta, sozinhos, e o dólar pode voltar a se valorizar;
  • O maior aperto inflacionário, tanto no Brasil quanto ao redor do mundo, fará com que os bancos centrais elevem os juros, dificultando, ou retardando, um possível crescimento econômico;
  • A redução da oferta de metais preciosos no mercado global, a exemplo da platina, matéria-prima utilizada em inúmeras indústrias, englobando desde a produção de automóveis até a fabricação de fios dentais, e consequente aumento do preço do material.

Apesar dos últimos acontecimentos, ainda não se sabe o que pode realmente acontecer. Neste sentido, podemos dizer que o avanço do conflito armado pode desencadear diferentes níveis de sanções à Rússia. Alguns economistas do mercado avaliam que os movimentos russos foram bem pensados, dizendo que os mesmos agiram para proteger a economia e poder continuar o avanço militar mesmo com sanções. O respaldo chinês é um fator muito importante neste caso.

A resposta dos mercados acabou por surpreender visto que, depois de uma abertura bastante pressionada, as bolsas de valores, por exemplo, apresentaram forte recuperação ao longo do dia. De certa forma, parte do risco da efetivação do conflito já estava precificada nos ativos e do ponto de vista das carteiras, já vínhamos com posições neutras  privilegiando ativos de renda fixa com bom carregamento. 

Ainda é muito cedo para dizer, mas já é razoável inferir que alguma pressão sobre a inflação no mundo via preços de energia e alguma desaceleração na atividade econômica poderão ser verificadas. Crise humanitária à parte, vamos observar se o conflito se mantém circunscrito à  região o que poderá a vir ser absorvido pelos mercados sem maiores impactos sobre os preços de ativos. A conferir.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office. ”Ação e Reação” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO, que retrata fatos importantes, urgentes e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Conteúdo produzido por Portofino Multi Family Office.

CEO CONFERENCE | BTG Pactual – Dia 1

CEO CONFERENCE | BTG Pactual – Dia 1

Tempo de leitura – Overview do dia em 10 minutos.

Nesta terça-feira (22), aconteceu o primeiro dia do CEO Conference Brasil 2022, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou com a presença de diversas figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro, como os presidenciáveis Sérgio Moro e João Dória, além dos ministros Paulo Guedes, da Economia, Tarcísio Freitas, da Infraestrutura e Joaquim Leite, Meio Ambiente. Dentre outras personalidades, Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central, e Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados.

A Agenda Política Brasileira

No primeiro painel do dia, Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados, falou sobre o cenário político brasileiro. O parlamentar afirmou ser demagogia não querer discutir os jogos de azar no âmbito Legislativo. Além disso, Lira também falou que irá trabalhar para que o semipresidencialismo seja discutido até o fim do ano.

Perspectiva Econômica Brasileira

O painel “Perspectiva Econômica Brasileira” contou com a presença de Paulo Guedes, ministro da Economia, com a moderação de Mansueto Almeida, Economista-Chefe do BTG Pactual.

O ministro deu sua visão sobre o que esperar da nossa economia no futuro, dizendo que o Brasil vai surpreender com um crescimento para cima, ao contrário do que ele espera do exterior, que a perspectiva é de surpreender para baixo.

Ademais, Guedes manteve sua postura padrão, na qual mencionou todas as evoluções e, a contraponto, no que diz respeito às críticas que ele e o governo vêm recebendo, seguiu afirmando que as informações estão desencontradas e que os avanços são inúmeros.

Presidenciáveis 2022: Sérgio Moro

Ex-ministro da Justiça e Segurança e pré-candidato à Presidência da República, Sérgio Moro mostrou durante sua passagem no evento um posicionamento extremamente contrário e incisivo em relação à corrupção e contra Jair Bolsonaro.

Dentre os principais temas abordados por ele, Moro se mostrou favorável às privatizações e ao combate à corrupção. Neste sentido, o ex-ministro trouxe um discurso bem literal e reformista visando sua campanha eleitoral.

No tocante à sua campanha eleitoral, o presidenciável ressaltou a participação de Affonso Pastore como seu principal conselheiro, além de mais três economistas. Ainda neste campo, Moro demonstrou uma postura de união contra extremos, a qual deve buscar alianças para poder buscar mais eleitores. Por fim, em sua participação, o pré-candidato apresentou a intenção de acabar com a reeleição e a sua posição a favor do teto de gastos.

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Presidenciáveis 2022: João Dória

Na sequência de Sérgio Moro, foi a vez de João Dória subir ao palco e falar um pouco sobre seus feitos durante seu governo em São Paulo e sua campanha eleitoral para as eleições presidenciais.

Questionado sobre o seu programa de governo na economia, Dória foi enfático ao falar sobre a importância do teto de gastos. “Jamais romper o teto de gastos e manter o controle do orçamento”, afirmou o candidato. Além disso, ele aproveitou o momento para “cutucar” o atual governo e mencionar as reformas que não foram feitas no mandato de Jair Bolsonaro. Em outras palavras, ele se mostrou a favor de reformas e aproveitou o momento para criticar o governo inúmeras vezes.

Ainda no campo da economia, Dória usou da plataforma para falar sobre a alta da inflação e os impactos para as famílias de classe baixa. Neste campo, o filiado ao PSDB ressaltou os projetos sociais que realizou em São Paulo e a importância de pensar nas pessoas que estão à margem.

Dória também comentou sobre os números das pesquisas dos candidatos de terceira via, e afirmou que vai manter sua candidatura independente das perspectivas das pesquisas. No fim de sua participação, o pré-candidato comentou sobre a possível união entre MDB, União Brasil, Cidadania e PSDB. De acordo com artigo publicado pela jornalista Bela Megale, o MDB, União Brasil e PSDB decidiram criar uma espécie de grupo de trabalho para que as legendas tenham uma candidatura única na eleição presidencial de 2022.

O artigo também afirma que, além de debater uma candidatura única à Presidência, as siglas definiram que não estarão ao lado de Bolsonaro e nem de Lula.

O Protagonismo da Infraestrutura em 2022

No painel que teve a presença de Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, o parlamentar destacou que 2021 foi “super desafiador”. Ademais, ele também fez questão de mencionar que o Brasil tem tudo para virar um “canteiro de obras” nos próximos anos. Neste sentido, ele defendeu o avanço que o Brasil está tendo em diversos setores da infraestrutura.

Na parte final do painel, o ministro dedicou os últimos minutos para falar sobre narrativa versus realidade, ou seja, o que falam por aí e o que de fato acontece. Freitas explicou como a narrativa e a desconexão que há entre esses dois posicionamentos pode ser perigosa. Sendo assim, ele questionou a narrativa que está sendo criada e disse que não podemos acreditar nelas.

O painel também contou com a presença de Marco Cauduro, CEO da CCR, João Alberto F. de Abreu, CEO da Rumo S.A., e Antônio Sepúlveda, presidente da Santos Brasil.

Cenário da Política Monetária Brasileira

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tomou o palco para fazer uma apresentação sobre o cenário global da economia e do Brasil. Campos Neto explicou que a Covid gerou o deslocamento da demanda de serviço para bens, aumentando assim a demanda de energia na produção. Para produzir mais bens, é necessário mais energia e, mesmo a energia verde, também custa mais caro e contribuiu nos índices de inflação. Em resumo, houve um aumento dos preços de energia que se manterá alto por mais tempo devido ao deslocamento da demanda.

Além disso, pontuou que acredita haver uma inflação encomendada nos EUA, por vir, e que a mudança estrutural na forma de trabalho americana, com as pessoas trabalhando mais de casa, fez o mercado precificar 5 altas de 0,25%.

Em relação à política monetária brasileira, Campos Neto analisou que os países emergentes, com exceção do Brasil e Rússia, estão abaixo da taxa de juros neutra. Ou seja, isso indica que muitos países ainda vão subir suas respectivas taxas de juros. Segundo ele, o Brasil tem atualmente a maior inflação dos emergentes e que 60% da taxa de 10% veio da Energia.

O site do Banco Central disponibilizou todo conteúdo da apresentação feita por Campos Neto que você pode baixar, clicando aqui.

Economia Verde: um Novo Brasil

No penúltimo painel do dia se discutiu muito o tema da sustentabilidade. Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, falou sobre o programa para criação de crédito de reciclagem que está sendo desenvolvido junto com Paulo Guedes.

Além de Leite, Gustavo Montezano, presidente do BNDES, também participou e comentou sobre como o programa de saneamento está sendo bem-sucedido. Ele instigou a opinião pública a perguntar a seus representantes municipais, estaduais e federais qual o projeto de saneamento de seu estado.

Ricardo Botelho, CEO da Energisa, também esteve no painel e finalizou com uma comparação com a Fórmula 1: “O Brasil está na pole position de potência ambiental e energética”.

Análise: Pesquisas Eleitorais 2022

O último painel do dia recebeu Márcia Cavallari, CEO da IPEC, Marcelo Tokarski, Sócio-Diretor do Instituto FSB Pesquisa, e Maurício Moura, Fundador e Presidente da Ideia Big Data, para falarem sobre as eleições de 2022.

Dentre as falas mais importantes, podemos mencionar a explicação da Cavallari, dizendo que “as pesquisas representam o diagnóstico de momento, sem querer representar o que vai ocorrer no futuro”. Em outras palavras, ainda é muito cedo para algumas afirmações e podem haver movimentações que podem mudar o jogo.

Em outro ponto, Moura foi perguntado sobre o que pode mudar até as eleições. Ao responder, ele levantou três pontos: 1) a popularidade de Jair Bolsonaro; 2) a rejeição do PT voltar a ser tema; 3) o desempenho dos candidatos que buscam ser a terceira via. Sobre este último ponto, ele falou que para uma terceira via mais forte, seria necessário algumas mudanças ou algum evento que mude as alternativas do eleitor.

Por fim, o CEO Conference Brasil 2022 retorna nesta quarta-feira (23) com a presença de Jair Bolsonaro em um dos painéis.

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

Causa e Efeito | 19.02.2022

Causa e Efeito | 19.02.2022

Tempo de leitura: 5 mins

Família Portofino,

Tempos estranhos esses…

Lá fora, os bancos centrais dos países desenvolvidos exercitam sua criatividade e tentam desarmar a bomba do chamado “quantitative easing”. Tudo isso sem sermos empurrados para uma recessão global ou ser deflagrada uma expressiva correção dos preços dos ativos. Na verdade, essa estratégia de injeção massiva de liquidez começou a ser testada a partir de 2008. Naquela época, os bancos centrais se viram obrigados a navegar por mares nunca antes navegados implementando uma estratégia de política monetária pouquíssimo convencional e de certa forma inédita.  

Com objetivo de evitar que o colapso do mercado financeiro, pós crise das hipotecas americanas (Crise do Subprime), conduzisse a economia mundial na direção de algo semelhante ao que se viveu em 1929, os bancos centrais decidiram basicamente imprimir dinheiro, expandir seus balanços para, então, usar essa liquidez na compra de títulos de longo prazo. Desta forma, se garantiu que as taxas de juros se mantivessem baixas e em alguns momentos, negativas. Isso mesmo, por mais estranho que possa parecer, o investidor que desejasse investir seus recursos na segurança dos títulos soberanos de países desenvolvidos, teria que remunerar os tesouros destes países. A história nós conhecemos, recursos quase que inesgotáveis, migraram para ativos de maior risco.

Até 2019, os quatro maiores bancos centrais do mundo, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Europa, cresceram seus balanços do nada para inimagináveis 15 trilhões de dólares. Não por coincidência, experienciamos um dos mais longos bull markets. Nesse período, o S&P 500 subiu inacreditáveis 160%, em outras palavras, 11% ao ano por pouco mais de 11 anos.

E aí, surgiu a Covid-19. O que esses bancos centrais fizeram? Praticamente dobraram a aposta em pouco mais de dois anos. Aumentaram sua munição em 11 trilhões de dólares, expandiram o universo de títulos de renda fixa elegíveis à compra e tudo isso em menos de 2 anos. Contudo, dessa vez a conta chegou. A combinação dos efeitos da pandemia sobre a regularidade das cadeias produtivas mundiais, com o aumento da demanda de bens, serviços, commodities, ativos reais e financeiros, deflagraram um dos maiores, se não o maior processo inflacionário globalizado da nossa história contemporânea.


Como se isso não fosse suficientemente complexo, do lado doméstico flertamos mais uma vez com o precipício da irresponsabilidade fiscal. Desde a implosão do teto dos gastos, no segundo semestre do ano passado, perdemos a garantia de que um autodenominado governo liberal jamais ameaçaria o arcabouço fiscal vigente. Do outro lado do espectro ideológico, a outra candidatura provável no segundo turno das eleições presidenciais, recentemente afirmou que o Brasil não necessitava da reforma da previdência e tampouco da trabalhista e que ambas aconteceram por pressão do setor empresarial. Independente se de direita ou de esquerda, populismo é populismo. E na ausência, pelo menos por enquanto, de uma terceira via competitiva e viável, este ambiente está longe de ser animador.


Dito isso, os ativos brasileiros deveriam estar sendo impactados, certo? Errado! O Real é hoje destaque de valorização no ano e nossa bolsa também se apresenta entre as que mais sobem. Óbvio que nossos fundamentos não explicam essa performance. A complexidade do cenário externo que discorremos acima forçaram os investidores globais a rebalancearem seus portfólios reduzindo suas exposições em mercados desenvolvidos, buscando alternativas que atendessem a algumas condições. Países que já se encontravam em estágio avançado no processo de aumento de juros proporcionando, portanto, um carregamento favorável, que tivessem sua moeda depreciada e seus mercados de ações apresentassem companhias com preços historicamente atrativos, preferencialmente nos setores de commodities, foram os escolhidos da vez. Brasil, Chile, Peru, Colômbia e África do Sul foram alguns dos beneficiados por essa rotação.

Isso tudo para colocar em perspectiva a enorme complexidade do atual momento que vivemos e da necessidade de nos mantermos cautelosos, porém atentos às oportunidades.

Nas nossas carteiras continuamos a privilegiar ativos de renda fixa de crédito privado, premiados de um lado, mas com sólida estrutura de garantias ou protegidos por robusta subordinação do outro. Continuamos com o nosso portfólio de ações mais defensivo. Recentemente, iniciamos a elevação da nossa exposição em fundos multimercados, pois estes têm se provado mais aparelhados para rapidamente adequar suas posições à volatilidade dos mercados que certamente permanecerá em níveis elevados.

E muitos diziam, no fim do ano passado, que o nosso grande desafio seria navegar um ano de eleições majoritárias.

Ainda nem mencionamos os impactos sobre a economia global, caso se chegasse às vias de fato, o conflito entre Rússia e Ucrânia. 

Tempos estranhos esses…

Aproveite seu fim de semana!

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

O que são Fundos de Investimentos Exclusivos e como aplicar?

Todo bom investidor deveria parar alguns minutinhos do seu dia para conhecer o fundo exclusivo. Afinal, a personalização desse investimento somado aos seus inúmeros privilégios pode fazer toda diferença na hora de o seu patrimônio se multiplicar.  

Não por acaso, esse fundo de investimento vem se consagrando e se tornando um dos preferidos entre os investidores espalhados por diversas partes do mundo e que possuem patrimônios elevados.

Então, para que você possa entender como funciona o fundo exclusivo, quais são os seus benefícios e se ele é realmente a melhor opção de investimento para você, preparamos este conteúdo! Continue a leitura e descubra como aumentar os seus bens!

O que são fundos exclusivos?

Os fundos de investimentos exclusivos, ou simplesmente fundos exclusivos, consistem em modalidades de investimento destinadas a um único cotista. Isso quer dizer que eles são exclusivos, como o próprio nome já diz.

Assim, em sua estrutura, eles são exatamente como os fundos tradicionais do mercado. No entanto, a sua diferença se pauta justamente no fato de eles terem apenas um investidor e, é claro, de contarem com uma personalização.

Nesse sentido, todas as características de um fundo exclusivo são personalizadas e estão alinhadas com o perfil e os objetivos de seu único investidor.

Convém mencionar que, nessa modalidade de investimento, é necessário ter uma reserva elevada de capital. Os fundos exclusivos são ideais para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões, pois esse é o valor mínimo para aporte. 

Diferenças entre fundo restrito e fundo exclusivo

Em razão da semelhança entre ambos, muitos investidores confundem o fundo restrito com o fundo exclusivo. Entretanto, são modalidades que apresentam distinções referente à quantidade de cotistas suportada.

Enquanto o fundo exclusivo é direcionado para apenas um cotista, como já mencionado, o fundo restrito pode contar com mais de um, desde que essas pessoas possuam relações entre si, seja essa profissional, familiar ou afetiva.

Convém mencionar ainda que a modalidade de investimento restrito é indicada para um grupo empresarial ou familiar de até 20 pessoas, na qual uma delas deve ser escolhida para realizar a gestão do fundo.  

o que são fundos de investimentos exclusivos

Como funciona um fundo exclusivo?

O fundo exclusivo tem a mesma estrutura e funcionamento que um fundo tradicional. A única diferença é que não poderão entrar outros cotistas, obviamente.

Nesse sentido, esse fundo deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Ambas são instituições responsáveis por regular o mercado financeiro.

Além disso, para que o fundo exclusivo possa se constituir, é necessário que o cotista tenha qualificação, isto é, que seja um investidor profissional.

Outra importante premissa é que o cotista encontre profissionais/instituições capacitados para administrar e gerir os recursos do seu fundo e viabilizá-lo. Assim, são necessários:

  • Administrador: instituição financeira que organiza o fundo para que ele funcione em consonância com as normas necessárias.
  • Gestor de recursos: instituição que define onde os recursos serão aplicados e os movimenta, sempre de acordo com as estratégias adotadas junto ao investidor.
  • Custodiante: instituição que garante que os ativos do fundo estejam seguros.
  • Auditor independente: empresa ou profissional capacitado responsável por auditar as operações contábeis do fundo.

Quando o fundo exclusivo já estiver constituído, então o investidor poderá solicitar ao seu gestor que aplique o capital em qualquer ativo que seja de seu interesse. 

Custos para abertura

Para abrir um fundo exclusivo é necessário um aporte inicial de, no mínimo, R$10 milhões.  Por isso mesmo, essa é uma modalidade de investimento indicada para quem possui uma quantidade considerável e elevada de patrimônios.  

como funciona fundo exclusivo

Quais os tipos de fundos exclusivos?

Basicamente, os fundos exclusivos se dividem em dois principais modelos: abertos e fechados. Eles apresentam diferenças com relação à incidência no imposto de renda, prazos para resgate, entre outras questões que veremos adiante!

Abertos 

Nos fundos exclusivos abertos, tanto as aplicações quanto os resgates podem ser feitos em qualquer ocasião pelo cotista.

Além disso, há o come-cotas semestralmente e alíquotas regressivas de imposto de renda, ambas com exceção para os fundos de ação. Vale dizer que o seu prazo de vigência é indeterminado e que não é permitida a transferência de cotas. 

Fechados 

Com a aprovação da Lei nº 14.754 de 2023, a partir de 2024, existe a incidência do come-cotas semestral de 15% IRPF, nos meses de maio e novembro de cada ano, para fundos de longo prazo. Em relação a resgates e aportes, há a limitação de dois resgates e aportes por ano.

Além disso, esse fundo possui um prazo determinado de encerramento, que pode, no entanto, ser prorrogado caso seja da vontade do investidor. Convém mencionar ainda que a transferência de cotas é permitida por meio de termo de cessão. 

Quais os principais benefícios?

Graças à exclusividade e personalização presentes no processo, o fundo exclusivo apresenta inúmeros benefícios para o investidor que decide apostar nessa modalidade de investimento.

Listamos todas essas vantagens abaixo para que se torne possível visualizá-las e descobrir se esse fundo atende às suas expectativas.  

Governança

A governança é um dos principais benefícios conferidos pelo fundo exclusivo. Afinal, o cotista tem completo controle quanto à operação do seu investimento. Inclusive, cabe destacar que é possível contar com relatórios individualizados.

Naturalmente, esse poder e controle do investidor sobre o fundo de investimento permite que ele participe ativamente da sua gestão e tenha total segurança quanto à transparência dos processos e trâmites envolvidos.  

Blindagem patrimonial

Uma outra vantagem que também vale ser destacada é a blindagem patrimonial, que está totalmente interligada à governança e à gestão individual do fundo.

Isso quer dizer que, como tudo no investimento será feito pensando apenas nos resultados do único acionista, é possível encontrar as melhores maneiras de proteger e ampliar o seu patrimônio.

E sabe-se que proteção e segurança são questões almejadas por todo investidor, não é verdade? 

Sucessão

O fundo exclusivo também pode ser uma excelente oportunidade de otimizar o planejamento sucessório. Isso porque esse investimento permite que o cotista faça transferências diretas para os seus herdeiros. Basta definir quantas cotas cada um herdará.

O interessante é que, enquanto estiver vivo, o investidor continua mantendo o direito de usufruto do seu fundo de investimento, mas com a tranquilidade de que a sua vontade será cumprida na sua ausência. 

Eficiência tributária

Com relação à tributação, o fundo exclusivo também se mostra consideravelmente vantajoso quando comparado a outros tipos de investimentos.

Em primeiro lugar, porque esse fundo é isento de imposto de renda nas movimentações internas. Ou seja, os recursos podem ser migrados de um ativo para o outro dentro do fundo sem que impostos ou custos adicionais incidam sobre o patrimônio.

Mas, além disso, outro grande benefício é que o fundo exclusivo gera um novo CNPJ. Dessa forma, o investidor consegue se aproveitar de outras vantagens tributárias oferecidas para pessoa jurídica. 

Gestão de Investimentos Integrada

Um último benefício que podemos citar sobre o fundo exclusivo, porém não menos importante, é a sua característica relacionada à gestão de investimentos integrada.

Afinal, como mencionamos, esse é um investimento gerido e administrado por uma equipe de profissionais qualificados e de sua confiança.

Dessa forma, como cada um dos integrantes da equipe é especialista em uma área, a gestão do seu fundo tende a ser integrada, multidisciplinar e muito mais assertiva. Logo, os resultados também se tornam mais promissores.

como investir em fundos exclusivos

Para quem são indicados?

Os fundos exclusivos são a estratégia ideal para quem busca expandir o seu patrimônio de forma segura e não está satisfeito com as soluções mais comuns do mercado.

Em resumo, esses fundos servem para investidores com patrimônio superior a R$10 milhões e que tenham horizontes de investimentos mais longos.

Portanto, essa categoria é ideal para quem já dispõe de altos valores para investir e busca algo privado, aderente unicamente aos seus objetivos.

Além disso, por desvincular o dinheiro da pessoa física para a jurídica, essa modalidade de investimento também se torna ideal para quem deseja proteger o seu patrimônio. 

Restrições de investimento em fundos exclusivos

Apesar de serem poucas, existem sim algumas restrições para o investimento em fundos exclusivos. Por isso, quem se interessou por essa modalidade, precisa ficar atento e conferir se está dentro dos pré-requisitos.

Nesse sentido, as restrições de investimento são:

  • Valor de aporte inicial precisa ser superior a R$10 milhões: quem não tiver esse valor mínimo, não consegue realizar o investimento.
  • Obrigatoriedade de arcar com outros custos envolvidos, como auditoria, custódia, CVM etc.: quem não estiver disposto a ter essas e outras despesas, não deve investir nesse tipo de fundo.
  • Contraindicações de investimento: o fundo exclusivo não é indicado para produtos que são isentos de imposto de renda de pessoa física (IRRF).

Como investir com fundos de investimento exclusivos?

Antes de investir com fundos de investimento, é sempre importante realizar algumas simulações a fim de visualizar os seus ganhos com essa modalidade.

Nesse sentido, é ideal que você leve em consideração nessa simulação:

  • Valor aplicado
  • Prazo do investimento
  • CDI projetado
  • Rentabilidade CDI
  • Giro da carteira ao ano
  • Custo anual fixo

Convém saber que no custo anual fixo do seu fundo exclusivo estão incluídos:

  • SELIC – Sistema de Liquidação
  • Custódia
  • ANBIMA
  • CVM
  • KPMG
  • B3/CETIP

E, além desses valores, existem também os gastos que variam conforme o valor líquido mensal do patrimônio, que são: administrador e gestor de recursos.

Com relação aos ativos que podem compor o fundo, saiba que eles podem ser tanto de renda fixa quanto variável. É você quem decide! Obviamente, eles vão influenciar diretamente nos valores da sua simulação.

Alguns exemplos de investimento com o seu fundo exclusivo podem ser:

  • Ações: representam uma parte do capital social de uma empresa. Podem ser ordinárias, preferenciais ou units.
  • Câmbio: investimento em moedas estrangeiras, como o dólar.
  • Títulos públicos: emitidos pelo Tesouro Nacional, podem ser classificados em prefixado, Selic ou IPCA+.
  • Títulos privados: emitidos por instituições privadas, como os bancos. Alguns exemplos são o CDB, LCI, LCA, Debêntures e COE.
  • Multimercado: investimento composto por diferentes ativos, como ações e câmbio, ou títulos públicos e ações, entre outras combinações.

Esses são apenas alguns exemplos, existem muitos outros.

Além disso, convém mencionar que os melhores ativos para investir com o seu fundo exclusivo serão orientados pelo seu gestor de recursos. No entanto, você deve participar desse processo. Afinal, essa é uma gestão integrada e compartilhada!

vale a pena investir em fundos

Vale a pena constituir um fundo exclusivo?

Se você tem um patrimônio elevado e quer muito vê-lo se multiplicar, então é claro que essa opção de investimento vale a pena!

Afinal, o fundo exclusivo é um processo que te confere segurança, blindagem patrimonial, redução dos tributos e possibilita um planejamento sucessório impecável. Tudo isso sem falar da personalização e da própria exclusividade do investimento.

Portanto, para os investidores profissionais e que têm um bom aporte financeiro, essa é uma das melhores formas para investir e ter um bom e seguro retorno financeiro.

Mas por que só vale a pena se eu tiver uma alta quantia e for um profissional da área?

Porque essa é uma modalidade que demanda um investimento elevado. São muitos custos iniciais que podem pesar no bolso de quem não tem certo aporte e estrutura financeira.

Ademais, falando especificamente da questão profissional enquanto investidor, o fundo exclusivo demanda decisões importantes e pontuais por parte do cotista, principalmente por ele ser o único integrante do fundo.

Por todas essas questões, fica claro que sim, esse é um investimento que vale a pena, mas para pessoas que se enquadram no perfil e na proposta dessa modalidade. 

Como a Portofino Multi Family Office assessora a constituição de fundos exclusivos?

Cada cliente possui demandas que exigem uma estruturação específica de seus fundos exclusivos. Por isso, profissionais especializados devem ser procurados para melhor aconselhamento personalizado de investimento.

Pensando em garantir a segurança e uma maior rentabilidade do investidor, a Portofino Multi Family Office oferece aos seus clientes assessoria completa na gestão de recursos financeiros.

Para isso, a empresa estrutura seus processos em 5 principais etapas:

1. Levantamento de informações: nessa primeira etapa compreendemos as necessidades e objetivos do cliente. Ou seja, identificamos o perfil do investidor.

2. Elaboração da política de investimento: aqui, em conjunto com o investidor, definimos as melhores estratégias para a constituição do fundo e para a movimentação de sua carteira de ativos.

3. Alocação: os recursos do investidor são direcionados para o fundo exclusivo. Em outras palavras, é nessa etapa em que ocorre a aplicação na prática.

4. Gestão: essa etapa é contínua e permanente. Isso porque realizamos o balanceamento do investimento sempre que necessário, a fim de adequá-lo ao cenário do momento e impedir que o cliente tenha qualquer perda.

5. Prestação de contas: essa etapa deve ocorrer periodicamente para que o investidor tenha um conhecimento completo de toda a movimentação que foi realizada na sua carteira de ativos e visualize melhor os seus gastos e rendimentos.

Agora que você já sabe o que é, como funciona e os benefícios do fundo exclusivo, pode ter chegado à conclusão de que esse é o investimento ideal para o seu perfil.

Se esse for o caso, entre em contato conosco para te ajudarmos a planejar e a gerenciar da melhor forma o seu patrimônio.

E caso você considere que o fundo exclusivo não é o ideal para você, mas tem dúvidas de qual seria a melhor opção, saiba que a assessoria da Portofino também pode te ajudar nessa jornada de descobertas e de sucesso!

Conte com a assessoria da Portofino para auxiliá-lo na abertura e no gerenciamento do seu fundo exclusivo!

Operações estruturadas: quando investir e como fazer?

Operações estruturadas: quando investir e como fazer?

Você já ouviu falar em soluções estruturadas e estratégia de opções? Faz ideia de como fazer operação estruturada? As operações estruturadas são um investimento que pode trazer muitos benefícios ao investidor. 

Para que isso aconteça, é preciso estudar bastante o mercado e traçar boas estratégias. Confira a seguir o que são operações estruturadas, quando e como fazê-las!

O que são Operações Estruturadas?

É possível, em um único investimento, combinar títulos de renda fixa, operações com derivativos e ativos de renda variável? Sim. A esse investimento damos o nome de Operações Estruturadas, que combina dois ou mais ativos para negociação no mercado. 

Por isso, quando nos deparamos com a pergunta “O que são opções estruturadas?”, pensamos na carteira diversificada. São vários tipos de investimento reunidos para maximizar os ganhos, limitar o risco, diversificar e proteger (Hedge). 

Esses investimentos estruturados podem ser utilizados para diversas finalidades, como:

  • remuneração ou proteção da carteira;
  • operações de capital protegido;
  • alavancagem financeira.

O próprio investidor pode pensar em seus produtos estruturados conforme seus objetivos. No entanto, o auxílio de profissionais é importante para garantir uma operação vantajosa e estratégica.

Com uma boa estratégia, é possível combinar, por exemplo, cenários que considerem variação cambial e oscilações de juros. Em outras palavras, é pensar nas operações estruturadas considerando eventuais oportunidades na bolsa.

Quer saber como fazer operação estruturada? Você verá que temos estratégia de opções e outras soluções estruturadas. Mas, para compreendê-las, vamos ver os instrumentos financeiros utilizados nos investimentos estruturados.

Instrumentos financeiros utilizados em operações estruturadas

Para investir em operações estruturadas, podemos utilizar diversos instrumentos. Os mais comuns são:

  • Swaps: é um tipo de derivativo que representa um acordo entre duas partes de troca de indexadores (moedas, juros e índices). Por isso, é definido também como troca de “riscos”, pois os participantes negociam as rentabilidades de ativos ou mercadorias diferentes.
  • NDF (ou termo de moeda): contrato negociado em mercado de balcão que tem como objetivo fixar, antecipadamente, uma taxa de câmbio. É um instrumento voltado para proteção contra oscilações cambiais, muito usado no comércio exterior.
  • Opções: as operações estruturadas com opções envolvem direitos de compra e venda de um ativo. Esse ativo pode ser índices, juros, ações, moedas e commodities agrícolas.

Após conhecer os instrumentos, é preciso ter cuidado ao realizar operações estruturadas com opções ou outro instrumento. Isso porque tudo depende do objetivo do investimento. A ideia é fazer planejamento sucessório? É preciso considerar esta finalidade específica e ver se essas operações são indicadas. 

Para aprofundar nos produtos estruturados, vamos entender as características deste investimento.

caracteristicas das operações estruturadas

Principais características desse tipo de investimento

Antes de realizar investimentos estruturados, o investidor deve avaliar seu perfil. Uma das características das operações estruturadas é o perfil moderado a dinâmico de investidor. Isso significa que ele deve ter alta tolerância aos riscos oferecidos pelo mercado financeiro.

Se por um lado os ativos de renda variável permitem ganhos ilimitados em pouco tempo, por outro há grande volatilidade. Ou seja, os produtos estruturados podem acarretar prejuízos. 

Ao mesmo tempo, com a análise certa de cada ativo e a escolha da estratégia mais adequada, é possível mitigar riscos. 

Diante dessa equação de ganhos e perdas da renda variável, outra característica dos investimentos estruturados é o amplo conhecimento do mercado financeiro. Para ter bons resultados com essas operações complexas, é preciso traçar uma estratégia apurada. Somente bons profissionais têm essa percepção tão clara. 

Conhecendo mais sobre as características das operações estruturadas com opções e outros instrumentos, qual o próximo passo? Como fazer operação estruturada? Como montar uma operação com opções? O que é operação de opções?

Para responder a essas perguntas, vamos conhecer melhor as estratégias com operações estruturadas.

Estratégias com operações estruturadas

Você já conhece o que são operações estruturadas, as operações estruturadas com opções e outros instrumentos. E as estratégias? Como fazer operação estruturada? São diversas opções, e a escolha dependerá do objetivo do investidor.

É possível criar soluções estruturadas por conta própria, especialmente se você pratica day trade ou swing trade. Por outro lado, você pode se aproveitar também de soluções oferecidas por uma instituição financeira.

Borboleta, estratégia de financiamento com opções, operações de trava. Tudo isso são estratégias com operações estruturadas. Conheça um pouco mais sobre elas!

Operações de trava

Ao conhecer o que são operações estruturadas, você verá uma estratégia bastante comum: as operações de trava. Elas se dividem em: 

  • Trava de alta: o investidor adquire uma opção de compra (call) com preço determinado e a vende com preço superior. O objetivo é garantir que o valor do ativo na venda seja maior do que no momento da compra.
  • Trava de baixa: investidor vende a call com preço inferior e a recompra com preço superior. Sua expectativa é ter um ativo com valor mais baixo no final do prazo estabelecido.

Borboleta

Outra estratégia aplicada às operações estruturadas é chamada de operação borboleta. Nela, o investidor acredita na baixa volatilidade do mercado. Ou seja, sem variações relevantes na cotação do ativo. 

Assim, investe em determinada faixa de preço e, quanto mais estável o preço se mantiver, melhor. Se o preço disparar ou diminuir muito, há perdas.

Lançamento coberto de opções (ou financiamento)

Você já ouviu falar em estratégia de financiamento com opções? O que é financiamento de opções? É a compra à vista de uma ação específica no mercado, que ocorre simultaneamente à venda de uma call do mesmo ativo. O comprador é, assim, o titular e o lançador da opção.

Isso é uma estratégia de opções em que ele pode vender a ação pelo preço já determinado em data futura. O investidor segue com o ativo na carteira enquanto a opção não for exercida.

Ao final do prazo, se a opção for exercida, ele vende as ações sabendo o retorno da operação de financiamento. Se não for exercida, receberá o valor como prêmio e a ação na carteira.

Para quem é indicado investir com operações estruturadas?

As soluções estruturadas, como a estratégia de opções, são indicadas para perfis com alta resistência à perda. Investidores com perfil arrojado, em geral, podem investir em produtos estruturados. 

No entanto, nada impede que um investidor de perfil moderado considere esse tipo de investimento. É fundamental, em qualquer caso, ter experiência e conhecimento dos riscos das movimentações.

Além do conhecimento sobre o mercado financeiro, é fundamental se atentar às taxas e aos custos das operações estruturadas. Eles podem diluir o ganho real do investidor. Além disso, há tributação, como imposto de renda e IOF, que podem afetar os investimentos.

investir em operações

Como colocá-las em prática?

Se você quer investir em operações estruturadas, deve ter uma conta em um banco de investimentos ou uma corretora de valores. 

Na sequência, deve escolher as estratégias e a operação que realizará. Avalie o risco da operação, o valor do investimento e tudo que achar relevante. 

Caso não tenha conhecimento suficiente ou esteja inseguro para investir, busque o auxílio de especialistas. Profissionais especializados em gestão de patrimônio e investimentos podem encontrar a estratégia mais adequada para seu caso. 

Conheça o trabalho da Portofino Multi Family Office!

Conclusão

Investir em operações estruturadas pode trazer muitos benefícios, como proteção da carteira e alavancagem financeira. Para tanto, é importante traçar as estratégias corretas e utilizar os instrumentos adequados.

Se você tem um perfil arrojado de investidor, essas operações são boas opções!

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