AgroForum 2022

AgroForum 2022

Tempo de leitura: 14 min

Família Portofino,

Nesta quinta-feira (29.09.22), aconteceu o AgroForum, evento realizado pelo BTG Pactual, que discutiu diversos assuntos relacionados ao agronegócio com a presença de pessoas importantes, como Fábio Faria, Ministro das Comunicações, Marcelo Sampaio, Ministro da Infraestrutura, e outros diretores de grandes empresas do setor. 

Confira a seguir um overview do evento.

Cenário Econômico e Político Brasileiro

O evento começou com o primeiro painel dando uma visão geral do mercado com as análises de André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual. Logo no início, Esteves já comentou sobre a importância das reformas. “Quando você implementa um ciclo de reformas, o país vira o que vemos hoje. O Brasil vai crescer. Um dos resultados mais importantes da história”, disse ele. Ele justificou essa opinião ao falar sobre o aumento de juros do Brasil, a angústia do cenário eleitoral e o ambiente externo. “A gente crescer 3% tem muita conquista envolvida”.

No campo político, ele comentou que o bom governo é aquele que melhora as coisas e preserva o que deu certo. Voltando a falar de reformas, ele “acha que ambas as candidaturas irão priorizar a reforma tributária. Estamos prontos para simplificar o nosso sistema tributário”.

No cenário externo, a visão dele é que a direção dos juros americanos é para cima, com mais uma elevação de 0,75 ponto percentual e depois discussões sobre altas de 0,5 p.p. Na Europa, ele chamou a atenção para uma possível atitude russa que possa fazer com que os países parem de importar petróleo russo. Sobre China, “a questão é mais complexa. Acho que ela vive um momento muito desafiador, um ‘Lehman Brothers’ no setor imobiliário. Por ser tudo muito controlado lá, as crises também andam em câmera lenta. Além disso, tem a política contra o covid adotada por eles, que tem empurrado o crescimento para baixo”.

O mercado de capitais e o agro

Na sequência, Rodrigo Penna, CFO da Jalles Machado, Maurício Puliti, CFO da Agrogalaxy, e Marino Colpo, CEO da Boa Safra, subiram no palco do evento e falaram bastante sobre a representação do agronegócio na Bolsa de Valores.

Penna falou que o agro é um setor que o Brasil é muito competitivo e representa quase 30% do PIB, por isso deveriam ter mais empresas na bolsa. Complementando a opinião do CFO, Colpo acrescentou que sente o desejo das pessoas físicas em investir no agro. “Na minha visão, o mercado de capitais traz muita democratização, pois por R$ 10 a R$ 15, todo mundo pode ter a mesma ação que eu tenho”, afirmou o CEO.

Questionados sobre as principais dificuldades quando suas respectivas empresas realizaram IPO, Puliti comentou que um dos principais desafios foi por se tratar de um setor desconhecido do público em geral, mas que o fator de sucesso foi que tinha janela na época. Colpo, por outro lado, disse que o mais importante foi o planejamento e mostrar a trajetória de crescimento do que seria feito com o dinheiro levantado para estimular o investidor.

Além disso, os convidados também falaram sobre ser um setor que é difícil explicar a sazonalidade, uma característica marcante do agronegócio. “O agro precisa de muito crédito. O investidor gosta de uma empresa relógio, que fatura sempre a mesma coisa e tem picos em datas comemorativas. A maioria das empresas do agro não têm isso, ela é anual”, explicou Marino Colpo. 

5G no Agronegócio

A recente chegada do 5G e sua relação com o agro também foi tema durante o evento. O Ministro das Comunicações, Fábio Faria, esteve no painel e começou ressaltando que hoje o Brasil é respeitado lá fora, “o nosso modelo de leilão está sendo replicado em vários locais. Estamos mostrando ao mundo que estamos bem no 5G, sendo a primeira implementação na América Latina”.

No atual momento, segundo o ministro, estamos na fase de transição devido ao tamanho do nosso país. “Estamos tendo cerca de 3 a 5 vezes mais o número de antenas instaladas do que prevíamos no leilão”, citou Faria. Ele ainda acrescentou que para cobrir o país inteiro será necessário capilaridade, portanto terá espaço para todos os players.

Em relação a como a tecnologia poderá contribuir com o agronegócio, Faria contou que esteve em contato com algumas empresas, como Samsung, Nokia e Huaweii, que disseram que o foco delas está no setor. Ele disse que a aplicação poderá ser feita em drones, pulverizadores autônomos e defensivos agrícolas, por exemplo. Com isso, o agro terá uma bandeira mais sustentável e maior precisão, na opinião dele. “Estimamos que o agronegócio deve crescer mais de 10% com o 5G. Encerraremos o ano com 25% da população utilizando o 5G”, afirmou o ministro.

Crescimento Sustentável do Agronegócio no Brasil

Ricardo Mussa, CEO da Raízen, Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, e Beny Fiterman, CEO da Agropalma, subiram ao palco no quarto painel do dia. O principal tema foi a sustentabilidade e sua relação com o setor. 

Tomazoni, dentre suas falas, explicou que corremos um risco de causar uma grande catástrofe caso a temperatura não seja reduzida. Ao falar sobre como a JBS lida com a sustentabilidade, ele disse que tratam a questão como oportunidade e incorporaram ao negócio.

Fiterman também falou sobre o assunto e contou que a Agropalma nasceu sustentável. “É uma condição de competitividade no nosso mercado, condição de atuar. Estamos a todo momento olhando como gerar mais sustentabilidade”, explicou.

Reduzindo Custos Brasil – Logística & Infraestrutura

Marcelo Sampaio, Ministro da Infraestrutura, e João Alberto de Abreu, CEO da Rumo, discutiram sobre como a infraestrutura e a logística ajudam a reduzir os custos no agronegócio.

Sampaio citou algumas das conquistas do ministério nos últimos anos e relatou como facilitarão para a área do agronegócio em todos os tipos de transporte. No caso do setor portuário, por exemplo, ele disse que são responsáveis por quase 97% do que o país exporta e importa. “Qualificamos no último mês a Companhia Docas do Rio de Janeiro e Pará para privatizar”, contou ele.

O ministro também falou que estamos colhendo os frutos do que foi plantado em meio à pandemia. O político comentou que podemos seguir plantando “o país do futuro, gigantesco e continental de um povo trabalhador”.

O CEO da Rumo adicionou no painel o fato de o Brasil e os EUA serem os grandes provedores do mundo e, que na visão dele, é necessário investir em infraestrutura. “Os EUA produzem o dobro que o Brasil em alguns alimentos, mas exporta menos. Há muito consumo interno. A boa notícia para o Brasil é que conseguimos exportar muito e podemos expandir a liderança em trading global de grãos”, disse João Alberto.

Ele completou falando que a visão deles é aumentar a posição competitiva do Brasil frente aos outros países. Neste sentido, ele explicou que com o rearranjo geopolítico do mundo o Brasil terá a oportunidade de se posicionar de uma forma diferente daqui para frente. “Garantir que nossa posição ambiental seja um ativo ao nosso país”, concluiu.

Land Grabbing: Financeirização da Agricultura e Mercado de Terras

Abrindo os painéis da tarde, Ricardo Faria, Presidente do Conselho da Granja Faria, André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, e Ivo Marco Brum, CFO da SLC Agrícola, subiram ao palco. 

O CEO da BrasilAgro comentou sobre como a pandemia foi um divisor de águas para mostrar a importância do agronegócio. A respeito do preço de terras, ele disse que a leitura está muito atrelada aos preços das commodities. Segundo ele, um dos fatores decisivos para o incremento no preço da terra foi a segunda safra no Brasil.

Guillaumon também opinou que viu muitos avanços no setor, mas acha que falta uma visão estratégica, que o agronegócio vive muito do imediatismo de propostas. Neste sentido, Faria citou que o grande gargalo é a falta de compromisso do poder público com o desenvolvimento. Marco Brum complementou que a logística é um ponto crítico, mencionou que o Arco Norte já é uma realidade, “mas ainda há muito a melhorar”.

ESG também foi tema na roda. O CEO da BrasilAgro disse que o país tem capacidade para sair na frente na parte ambiental e, no social, é a atividade mais pulverizada do mundo inteiro com a oportunidade de ter vantagens na descentralização. O CFO da SLC Agrícola comentou o assunto e disse que na empresa muito está sendo feito em relação a segurança de trabalho e de educação.

Alimentando o Mundo: Brasil no Contexto Global

Já na parte final do evento, Adriano Pires, Conselheiro Independente da Caramuru e Sócio-diretor da CBIE, e José Eduardo Miron, CEO da Frigol, discutiram sobre o posicionamento do Brasil em relação ao resto do mundo.

Pires explicou que o Brasil tem um desafio enorme em integrar o setor de energia com o agro. Para ele, é importante usar nossa diversidade de fontes primárias de energia para diminuir a dependência da água e poder ser mais direcionada para o agronegócio, consequentemente diminuindo o receio de racionamento que o país tem todo ano quando chove pouco e aumenta o preço da energia.

Referindo-se a como está a dinâmica mundial atualmente, a guerra entre Rússia e Ucrânia impulsionou a preocupação com segurança alimentar e energética. “Essas duas coisas andam juntas. Nisso, o Brasil é craque”, disse Pires.

Seguindo nesta linha, Miron falou que o Brasil tem benefícios que o mundo está conspirando a favor, como a questão da segurança alimentar e a geopolítica que começa a ter maior importância. “Essa briga entre EUA e China cria uma oportunidade para alimentarmos o mundo”. “O agro é a vitrine do Brasil, algo que deveria ser mais repetido”, finalizou.

Outlook para o Mercado de Etanol

Por fim, no último painel do evento, Felipe Vicchiato, CFO da São Martinho, e Rafael Abud, CEO da FSBIO Energia, comentaram como está se comportando o mercado de Etanol. Vicchiato explicou que a queda do etanol teve como parte a questão tributária e queda do petróleo. Ele ainda pontuou que de maio até hoje o preço da gasolina repassada pela Petrobras caiu 20%.

Especificamente sobre a São Martinho, ele abriu que 80% dos custos são agrícolas, como defensivos, fertilizantes e maquinários. “Nos últimos dois anos, antes da pandemia, o fertilizante subiu na ordem 1.5 vezes, maquinário mais que dobrou de preço e o diesel subiu 60% ano contra ano. Diferentemente do preço da gasolina, que vem caindo, o diesel – importante para o maquinário – cai menos proporcionalmente. A gente da São Martinho tem um custo caixa de R$ 2,6 por litro de etanol e o açúcar de R$ 1800 por tonelada”, contou. 

Abud, por sua vez, explicou como a inflação influencia as indústrias, mas, no caso da FSBIO, o impacto foi menor. “90% do nosso custo estava blindado ao movimento de curto prazo da inflação, o que ajuda a navegar neste momento de menor competitividade do etanol”, finalizou.

Este é um conteúdo produzido por PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária. Quer acessar outros mais? Clique aqui.

AgroForum 2022

Roberto Campos Neto não descarta nova alta de juros

(Tempo de leitura: 4 mins)

Família Portofino,

O mercado passou esta terça-feira (06) repercutindo as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no evento “Prêmio Valor 1000”, promovido pelo Jornal Valor Econômico, em São Paulo. Campos Neto falou muito sobre inflação e como ele enxerga o ciclo de aperto monetário no Brasil e no mundo.

Dentre suas falas de maior destaque, o presidente afirmou que o Brasil passará por três meses de deflação, contudo deixou claro que ainda há muito jogo pela frente e que o Banco Central não pensa em queda de juros no momento. O objetivo dos membros do BC segue em trazer a inflação para a meta.

Mesmo com a melhora recente do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para ele, não há motivos para comemorar e atribuiu as melhores expectativas no curto prazo às medidas de desoneração tributária do governo. “A gente entende que a inflação teve alguma melhora recente por medidas do governo. Tem outra melhora que vem acompanhada disso, mas há um elemento de preocupação grande e a mensagem é que a gente precisa combater este processo”, disse Campos Neto.

Dito isso, ele comentou que os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) irão avaliar, na próxima reunião, em setembro, “um possível ajuste final” na taxa básica de juros. Atualmente em 13,75% ao ano, na ata da última reunião, o comitê expôs que avaliaria “a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”. “No Brasil, como começamos o processo de aperto monetário mais cedo e de maneira rápida, existe a percepção de que estamos no fim do processo e um dos únicos países em que o mercado espera cortes de juros. A gente não pensa em corte de juros no momento. Pensamos em finalizar o trabalho. Isso significa a convergência da inflação”, afirmou o presidente do BC.

Panorama global da inflação

No Brasil, a inflação já dá alguns sinais de arrefecimento, mesmo que em grande parte devido às medidas do governo. Por outro lado, Campos Neto disse haver muito do processo já realizado de alta de juros que ainda não fez efeito. Nos EUA, o processo inflacionário também é a maior preocupação por parte do Banco Central de lá, com Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, afirmando que o combate à inflação é prioridade por lá e que o país precisará de uma política monetária apertada “por algum tempo”.

Na Europa, a situação não é fácil. Muito pelo contrário. A inflação anual ao consumidor na Zona do Euro atingiu a máxima histórica de 9,1% em agosto no acumulado de 12 meses, pressionada pela disparada dos preços de energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia. O cenário ficou ainda mais delicado no início desta semana, com os russos interrompendo o fornecimento de gás natural para a Europa até que as sanções impostas contra o país sejam suspensas. A notícia é mais um agravante para a alta de preços no continente, pressionando os custos de energia e dando mais justificativas para um grande aumento dos juros pelo Banco Central Europeu em 8 de setembro.

PIB também foi pauta

Por fim, durante o evento, Campos Neto também falou sobre a recente divulgação da alta de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Ele disse que “acredita que vamos ter revisões para cima de crescimento” e ressaltou que somos exceções, pois os países estão revisando suas projeções de crescimento para baixo.

Supremo admite erro e anula decisão sobre cobrança de ITBI

Supremo admite erro e anula decisão sobre cobrança de ITBI

(Tempo de leitura: 3 mins)

Família Portofino,

O STF (Supremo Tribunal Federal) admitiu erro e anulou a decisão que determinava o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) no momento da Cessão de Direitos da Promessa de Compra e Venda. De acordo com matéria do Valor Econômico, o motivo dado pelos ministros para voltar na decisão foi devido a uma “confusão” processual.

O Supremo disse que irá analisar novamente a questão, porém nenhuma data ainda foi definida. Dessa forma, valem as leis municipais para o recolhimento desse imposto, as quais determinam a cobrança na transferência da titularidade, após o habite-se. O valor cobrado pelos municípios varia entre 2% a 3% do valor do imóvel, e, segundo a matéria, São Paulo, por exemplo, nos primeiros seis meses deste ano, já arrecadou R$ 1,45 bilhão, representando 3,5% de todas as receitas. Em 2021, foram R$ 3,5 bilhões – 5% de toda a receita do município.

O ITBI faz parte do processo de transferência de um imóvel para um novo proprietário, com o pagamento, em geral, de responsabilidade do comprador, necessário para a lavratura da escritura do imóvel e posterior registro.

A matéria havia sido analisada pelos ministros em fevereiro do ano passado, por meio de Plenário Virtual. Os ministros entenderam na época que a discussão era sobre a cobrança de ITBI sobre o compromisso de compra e venda de imóvel. Contudo, na verdade, o caso envolve cessão de direitos relativos ao compromisso de compra e venda.

No julgamento em questão, o contribuinte comprou um imóvel na planta e assinou uma promessa de compra e venda com a incorporadora. Entretanto, antes de o prédio ficar pronto e a construtora transferir ao atual proprietário no momento do habite-se e entrega definitiva do apartamento, esse contribuinte transferiu o seu direito aquisitivo para um terceiro.

Portanto, o debate em questão é se nesse momento, em que houve a cessão de direito da promessa de compra de um para o outro, incidiria o ITBI. Por fim, ocorreu que a tese fixada não abrange a hipótese nos autos, que versa sobre Cessão de Direitos, ou seja, os ministros admitiram o erro e anularam a decisão sobre a cobrança do ITBI neste caso.

Confira a matéria completa no Valor Econômico http://glo.bo/3ACZqQb

Caso queira tirar dúvidas sobre este ou demais assuntos do mercado imobiliário, fale com nossa equipe de Real Estate – Imobiliário através do e-mail realestate@pmfo.com.br

Portofino Multi Family Office – Real Estate

Wealth Planning – Comunicado – Novas regras BVI

Algumas regras nas Ilhas Virgens Britânicas (BVI) mudaram e entram em vigor no dia 01 de janeiro de 2023. 
Preparamos este resumo para você saber como ficará:

1) Registro de diretores de empresas: passa a ser “público”. Os nomes dos diretores em exercício poderão ser consultados exclusivamente por entidades autorizadas a utilizar o sistema da junta comercial de BVI. Em geral os agentes de registro usam esse sistema. As consultas poderão ser feitas a partir do nome da empresa. Não será possível fazer uma pesquisa genérica a partir do nome de uma pessoa que atua como diretor. Esse registro “público” já existe e é utilizado em outras jurisdições como Bahamas, Cayman e Panamá.

2) Informações financeiras (Ex. balanço): deverá ser apresentado ao agente de registro. Apesar de muitos clientes já compartilharem essa informação, antes não era obrigatório e agora passa a ser. As informações financeiras não serão públicas. Para os clientes que utilizam dois provedores (Ex. um atua como agente de registro e outro elabora o balanço), importante considerar essa mudança.

3) Registro de pessoas físicas, que possuem o controle da empresa: não há mudança imediata, mas a lei já prevê um processo simplificado para que as pessoas físicas que exercem o controle sobre a sociedade sejam reportadas em um registro “público”.

Estamos acompanhando esse assunto. A expectativa é que, se um registro público for estabelecido, ele provavelmente será semelhante ao dos diretores, com um acesso mais restrito a entidades e pessoas autorizadas.

Essa nova regra é inspirada num modelo que já é adotado hoje pelo Reino Unido. No sistema inglês, o acesso às informações é restrito a pessoas/entidades autorizadas a consultá-lo e as pessoas que são reportadas, por exercerem o controle da sociedade, podem ser inclusive os diretores.

Quadro Comparativo – Principais jurisdições
 BVIBahamasCaymanPanamá
Registro público de diretoresA partir de 01/01/2023Em vigorEm vigorEm vigor
Obrigatoriedade de apresentar demonstrações financeiras ao agente de registroA partir de 01/01/2023. Na prática, o balanço só precisa ser apresentado em 2024, referente ao exercício de 023. Em discussãoEm vigor para empresas que investem em outras empresas.Empresas que possuem apenas ativos financeiros por enquanto não precisam apresentar o balanço.Em vigor
Possível registro público de acionistasSem mudança imediata.Planos de implementação para 2023  Em discussão Emdiscussão Em discussão

O objetivo de todas essas mudanças é alinhar as normas de BVI aos padrões internacionais de Compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. 

Vejam abaixo comunicado da Harneys (agente de registro que possui advogados locais) com mais detalhes sobre essas mudanças nas leis de BVI. Destacamos de amarelos os pontos mais importantes. 

BVI continua sendo uma opção para constituição de empresas no exterior. Se houver evoluções na questão de registro “público” de pessoas que controlam a estrutura, nós manteremos todos os clientes informados.

Em geral, essas atualizações nas normas costumam acontecer, ao mesmo tempo, nas principais jurisdições consideradas “paraísos fiscais”. Por isso, não é uma exclusividade de BVI e sim uma tendência geral de alinhamento às regras e padrões internacionais. 

Qualquer dúvida, estamos à disposição.

Portofino Multi Family Office | Wealth Planning

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Brasil apresenta boa recuperação no último mês, mas cautela segue sendo a palavra-chave.

(Tempo de leitura: 3 mins)

Família Portofino,

A recuperação do mercado financeiro ajudou na melhora do humor dos investidores nos últimos dias. Apesar das persistentes preocupações com os rumos que a inflação irá tomar, tanto no Brasil quanto no exterior, os mercados, nos últimos 40 dias, tiveram uma boa evolução se comparado à dinâmica do primeiro semestre.

Conectado à inflação, o rumo das taxas de juros dos países é assunto discutido praticamente diariamente entre os profissionais da área e os meios de comunicação. O Banco Central Brasileiro ter sido um dos primeiros do mundo a perceber que o problema da inflação era mais sério do que outras economias achavam, nos faz estar adiantados em termos de política monetária. Ou seja, subiu os juros antes que o restante do mundo e os impactos já começaram a ajudar o cenário inflacionário. 

No que diz respeito às eleições, apesar de os debates e das propagandas eleitorais terem começado no mês de agosto, os riscos globais preocupam mais o mercado e, embora sempre controverso, a disputa eleitoral tem sido algo secundário no cenário.

De fora para dentro

Nossa posição é que, apesar de o cenário ser melhor que de alguns meses, toda cautela é necessária. Ainda vivemos uma inflação alta nos EUA, precisamos monitorar os próximos passos da política monetária do principal banco central do mundo e quais serão os impactos em termos de crescimento na economia e para as empresas. Embora nossa convicção seja bem maior para o mercado local, sabemos que teremos impacto caso haja um problema maior vindo do mercado externo. 

De olho na nossa atuação, estávamos posicionados nas diversas classes de ativos e, desde o começo do ano, viemos carregando um risco mais baixo nas carteiras do que de costume, o que ajudou bastante os portfólios. Além disso, a recente alta nos ajudou a superar o CDI na maioria dos perfis, o que mostra que bastavam os preços se descomprimirem para demonstrar estarmos bem-posicionados, em um ano onde a taxa Selic está elevada e o juro real esperado para os próximos 12 meses ser de 7,5%, algo pouco usual.

Por fim, como oportunidades, gostamos da parte pré-fixada e de juro real, bem como o mercado de crédito privado, que, por sinal, vem tendo um volume interessante de emissões primárias de empresas privadas. Em bolsa, gostamos mais do local por conta do preço deprimido em comparação aos Estados Unidos.

Por Mario Kepler, Gestão Portofino Multi Family Office.

OFFSHORE – Investimentos Internacionais

Ontem, sexta-feira, houve o evento Jackson Hole nos EUA para tratar do cenário econômico e o discurso mais esperado foi o do Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (FED).
Separamos alguns pontos sobre a reunião:

– FED vai ficar de olho em indicadores econômicos, principalmente os de trabalho e inflação para próximas decisões sobre aumento de juros. 

– Prioridade única e total é controlar a inflação para atingir ou chegar perto da meta de 2% a.a. mesmo que isso impacte o crescimento do país.

– Não se mostra incomodado em fazer outro aumento significativo de 75 bps na taxa de juros, alguns bancos ainda preveem 50 bps. 

– Último dado estático do CPI (índice de inflação nos EUA) foi visto com bons olhos, mas não indica uma inversão de curso ou controle imediato.

– Mercado precifica juros de 3,5% até o final do ano, mas alguns economistas acreditam que pode chegar a 4%.

– De certa forma, o discurso veio em linha com o que o mercado previa, tendo controle da inflação como prioridade. Agora, resta saber o tempo e a intensidade dos aumentos nos juros. 

E como isso pode afetar os portfólios? A recessão e o aumento significativo na taxa de juros é negativo para renda variável e renda fixa à medida que influencia o crescimento das empresas, tornam financiamentos mais caros e aumentam o desconto para o valor presente. Além disso, a taxa de juros é inversamente proporcional aos preços. Quanto maior a expectativa futura de aumento, menor é o preço atual.
Para quem está investido, terá uma marcação a mercado para baixo, para quem tem caixa, gera oportunidades de entrada.
Estamos acompanhando e tomando todas as medidas possíveis e de olho nas oportunidades.

por Fernando Godoy, Investimentos Internacionais Portofino MFO.

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Portofino inaugura área de M&A e amplia portfólio de soluções para clientes.

Para atender as necessidades dos nossos clientes, famílias investidoras e empreendedoras, nos processos de M&A – Fusões e Aquisições, é com alegria que anunciamos o desenvolvimento desta unidade em nosso Multi Family Office.

A implementação desta área, liderada pelos sócios Luiz Guilherme Guimarães e Thiago Barros, vai de acordo com o plano de expansão da gestora em oferecer um serviço completo, diversificado e personalizado para atender as necessidades dos clientes, que estão no centro de tudo que a empresa faz.

“Para atender uma necessidade crescente dos nossos clientes, decidimos estruturar uma área de M&A – Fusões e Aquisições, com profissionais altamente qualificados e grande experiência no segmento. Sabemos que o M&A é um momento único e muito importante para as famílias e, seja no processo de venda, compra ou captação de recursos, iremos oferecer um serviço de qualidade, alinhado exclusivamente com os objetivos do cliente, sem nenhum conflito de interesses, como tudo que fazemos aqui”, explica Carolina Giovanella, CEO e Fundadora.

A executiva ainda reforça que, desta forma, a empresa se torna um “centro de inteligência”, com soluções completas para atender seus clientes em qualquer situação ou necessidade, seja no planejamento e estruturação familiar e patrimonial, na estratégia e gestão de investimentos no Brasil e no Exterior, Real Estate, além desta unidade dedicada a Fusões e Aquisições.

Os serviços de M&A são procurados por empresas que buscam impulsionar seu crescimento, reposicionar a marca e ganhar força no mercado para expandir seus negócios. “Desenhamos soluções customizadas de acordo com o momento e os objetivos das empresas e seus acionistas. Atuamos de forma direta nas negociações, com uma assessoria livre de conflitos de interesse, pregando excelência da estratégia à execução, em busca da melhor da transação para o cliente”, afirma Luiz Guimarães, sócio Portofino MFO – Fusões e Aquisições.

Com mais de 15 anos de experiência no mercado, apoiando em negociações de diversos setores – com destaque para a área de tecnologia -, Thiago e Luiz participaram em mais de 40 transações concluídas envolvendo empreendedores, famílias e grandes corporações. “Eu e o Luiz trazemos muita bagagem do mercado, e nos unindo com os valores de ética, responsabilidade e transparência da Portofino, sempre com o cliente no centro de tudo, vislumbramos excelentes oportunidades e soluções de negócios no futuro”, comenta Barros.

A gestora aposta em seis diferenciais competitivos para a sua área de Fusões e Aquisições:

  • Time experiente: sócios com mais de 15 anos de experiência em M&A;
  • Sólidos resultados: participações em mais de 40 transações concluídas envolvendo empreendedores, famílias e grandes corporações;
  • Atendimento personalizado: liderança e senioridade em todas as etapas do processo;
  • Seletividade e eficiência: alta seletividade e conversão de transações;
  • Acesso global: experiência em transações cross-border com time dedicado à cobertura de investidores globalmente;
  • Abordagem Customer Centric: visamos relacionamentos de longo prazo nas decisões mais importantes em todos aspectos patrimoniais de nossos clientes.

Serviços como o de M&A fazem parte do amplo portfólio de soluções oferecidas pela Portofino Multi Family Office, que inclui gestão patrimonial, financeira – através da estratégia, gestão e alocação de ativos no Brasil e no exterior -, estruturação de soluções imobiliárias (Real Estate) e Wealth Planning que apoia clientes no processo de planejamento patrimonial e sucessório.

Completando uma década neste ano e com R$ 12,5 bilhões em ativos sob gestão no Brasil e no exterior – figurando entre os tops 5 do setor -, a Portofino é o Multi Family Office brasileiro com a maior capilaridade, com escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Nova York. E como diferenciais, além de ser independente, ou seja, sem nenhuma instituição financeira como dona ou controladora, a gestora tem como premissa oferecer aos seus clientes apenas soluções alinhadas aos seus perfis, objetivos e interesses.

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E mais…

Um overview dos mercados, por nosso time de Gestão

Encontro com Lula e empresários em São Paulo

IPO Porsche

Portofino MFO na mídia – as principais matérias com os nossos especialistas

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