Bancos centrais implementam ferramentas distintas para cumprir seus mandatos de inflação e estabilidade financeira.
Por Mariam Dayoub, CFA charterholder e mestre em Administração Pública pela Universidade Columbia
Após um período prolongado de taxa de juros baixas mundo afora, ainda que com algum atraso por terem inicialmente caracterizado o surto inflacionário corrente como “transitório”, os bancos centrais reagiram às taxas de inflação mais altas das últimas quatro décadas com uma elevação forte e rápida dos juros.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, subiu a taxa de juros em quase cinco pontos percentuais desde março de 2022, na campanha de aperto monetário mais intensa desde a década de 1980. Porém, a inflação, dados os impactos variáveis e cumulativos da política monetária, permanece elevada e distante da meta de 2%.
Sempre que o Fed embarcou em um ciclo de aperto monetário, houve episódios de estresse ou crises no mercado financeiro subsequentemente. Geralmente, o maior impacto ocorre em entidades alavancadas. Alguns exemplos são: a crise de dívida externa da América Latina (1982), o estouro da bolha da internet (2000) e a crise do subprime (2007).
Desta vez, após fortes quedas nos preços das ações de crescimento e altas nas taxas de juros de mercado em 2022, tremores foram sentidos no sistema bancário americano. Em março de 2023, ocorreram a segunda, a terceira e a quarta maiores falências bancárias da história dos EUA, concomitantes ao colapso de um grande banco suíço.
Os problemas nesses bancos regionais americanos não ocorreram por perdas nas concessões de crédito, mas por má gestão de risco e fragilidades em seus modelos de negócio. Ademais, hoje, a tecnologia permite que correntistas saquem seus depósitos de instituições financeiras com um toque nos aplicativos, o que aumenta exponencialmente a velocidade de corridas bancárias. Nos casos desses bancos, isso foi potencializado por publicações em redes sociais. Ficou claro que a revolução tecnológica e digital transformou o mercado bancário global.
O pilar que sustenta o setor bancário é a confiança. Quando abalada, seus impactos são sentidos por toda a economia. Dadas as cicatrizes deixadas pela crise financeira global de 2008 a 2009, os reguladores do sistema financeiro, que falharam na supervisão dos bancos que quebraram em 2023, agiram rapidamente para impedir que esses eventos se tornassem sistêmicos. Nos EUA, além da janela de redesconto, o Fed criou um programa para prover liquidez aos bancos, aceitando títulos públicos no valor de face como colateral. Com essas medidas, os saques de depósitos por correntistas do sistema bancário e o uso desses programas disponibilizados pelo Fed se estabilizaram.
O episódio de 2023 evidenciou a separação de instrumentos utilizados pelos bancos centrais para o cumprimento de seus objetivos de controle de inflação, via taxa de juros, e de estabilidade financeira, via implementação de medidas macroprudenciais. Essa separação é válida enquanto crises financeiras ou bancárias não se transmitem para a economia de forma mais intensa.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) seguiu os pares globais. Em sua comunicação recente, o Copom avaliou que “a melhor contribuição da política monetária segue sendo no combate a pressões inflacionárias e na suavização de flutuações econômicas” e ressaltou a separação de instrumentos entre os dois objetivos.
Historicamente, estresses no sistema financeiro levaram a apertos de crédito nas economias. Neste episódio contemporâneo, todavia, o pano de fundo é relativamente saudável. No agregado, tanto as famílias quanto as empresas estão com balanços mais robustos, o que limita o impacto do choque. Contudo, ele será transmitido nos trimestres à frente, com a restrição de crédito impactando a atividade, equivalente a um aperto adicional da política monetária.
Membros do Fed têm indicado que, isso posto, o banco central encerrará seu ciclo de aperto monetário com uma taxa de juros aquém do esperado antes do choque bancário, porém com manutenção de taxas de juros elevadas por um período prolongado. Esse modus operandi segue o Copom, que antecipou o ciclo de aperto monetário comparado aos pares e mantém uma postura paciente neste segundo estágio do processo de desinflação, que requer moderação da atividade para atuação dos canais de transmissão da política monetária.
Tanto lá quanto cá, para antecipar o ciclo de afrouxamento da política monetária, o impacto dos choques transmitidos pelo sistema bancário terá de ser mais profundo do que o esperado pelas autoridades monetárias, levando a uma desinflação mais intensa, simultânea ao aumento da taxa de desemprego.
Diante dos múltiplos desafios, os bancos centrais indicam que seguirão atuando com paciência e serenidade para garantir que, nos próximos anos, a inflação retorne para níveis próximos às metas, em um ambiente com expectativas ancoradas e com reformas em prol da estabilidade financeira.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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Na madrugada da sexta-feira (7), a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da 1ª Etapa da Reforma Tributária, a qual busca melhorar e simplificar o sistema tributário brasileiro, com enfoque na tributação sobre o consumo.
De forma resumida, o texto mais recente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 45/19 unifica o ICMS, ISS, IPI, PIS, Cofins e cria o IVA (Imposto Sobre Valor Agregado), que será dividido em dois tributos: um federal (a Contribuição sobre Bens e Serviços – CBS) e outro dos estados e municípios (o Imposto sobre Bens e Serviços – IBS).
Além dos impostos sobre o consumo, o texto que agora segue para votação do Senado, também inclui outros temas, sobre tributação do patrimônio, que impactam diretamente as pessoas físicas:
ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação)
Deverá ser progressivo, em razão do valor da doação ou herança. Segundo o relator do projeto, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o objetivo é “tributar as heranças e doações de alto valor de modo mais justo”.
Alguns estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro já possuem alíquotas estaduais progressivas. Outros estados como São Paulo e Minas Gerais, que possuem alíquota fixa, precisarão ajustar as leis estaduais, se a reforma for aprovada no Senado Federal.
A alíquota máxima atual de 8% permanece a mesma e não é objeto de alteração na PEC nº 45/19. Em outras propostas paralelas, existe a possibilidade de o “teto” de 8% ser majorado.
ITCMD – Heranças no exterior e doações feitas por não-residentes
Enquanto não houver lei complementar específica regulamentando esse assunto, o texto da reforma prevê que os Estados poderão exigir ITCMD no estado de domicílio do herdeiro ou donatário. Na prática, essas duas hipóteses que hoje não são tributadas por ausência de previsão legal, passarão a ficar sujeitas ao recolhimento de ITCMD.
Vale lembrar que a entrada em vigor de qualquer alteração nas regras de imposto sobre doações e herança, que resulte em aumento da carga tributária, deve observar 02 condições: as novas regras só podem ser aplicadas no ano seguinte à mudança de lei e após 90 dias da data de sua publicação.
Isenção de ITCMD nas doações para instituições sem fins lucrativos
O ITCMD não incidirá sobre as doações destinadas a entidades e organizações que atenderem determinados requisitos e condições, que serão estabelecidos em lei complementar posteriormente.
IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para aeronaves e embarcações
O texto da PEC nº 45/2019 prevê que o IPVA passará a incidir sobre a propriedade de aeronaves e embarcações particulares.
IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)
A proposta aprovada pela Câmara prevê a possibilidade de atualização da base de cálculo do imposto pelo Município. Atualmente, não existe nenhuma permissão expressa nesse sentido.
A PEC nº 45/2019 estabelece que, após sua aprovação no Senado e promulgação, o Poder Executivo, em até 180 dias, deverá encaminhar ao Congresso Nacional projeto de lei com propostas de alteração na tributação da renda.
A expectativa do mercado, com base em sinalizações do governo ao longo do primeiro semestre, é que as propostas de alterações no imposto de renda sejam endereçadas no segundo semestre, incluindo pautas como tributação de dividendos, fundos fechados e de investimentos e estruturas no exterior.
Estamos atentos e acompanhando esse assunto de perto. As mudanças na tributação do consumo são bastante relevantes e vão demandar uma reorganização geral das empresas. A boa notícia é que a PEC prevê um período de transição, o que permite que os contribuintes se reorganizem com antecedência em relação ao IVA.
Sobre as alterações na tributação do patrimônio e futuramente para as propostas que serão apresentadas sobre o imposto de renda, que impactam diretamente as pessoas físicas, a atenção será redobrada. Nesses casos, as novas regras podem valer já no início do ano seguinte à aprovação, sendo que para alguns impostos temos também o prazo de 90 dias. Em qualquer cenário, o tempo de reorganização e aproveitamento das regras antigas será mais curto, o que demandará mais agilidade dos contribuintes e advogados. Como family office, nós estamos preparados para auxiliar as famílias no que for necessário para garantir a readequação ágil dos planejamentos.
Victória Siqueira é Head de Wealth Planning na Portofino MFO, formada em Direito pela FGV, com extensão em General Business with Concentration in International Trade and Commerce pela UCLA.
No cenário de negócios, muitas empresas demandam capital para financiar o crescimento, expandir operações ou desenvolver iniciativas estratégicas. Tradicionalmente, empresários recorrem à dívida como primeira fonte de financiamento. Com o amadurecimento do mercado de capitais brasileiro, os fundos de investimento em equity (Private Equity) mostram-se como uma alternativa com vantagens e oportunidades importantes. Nosso objetivo é explorar melhor o conceito de captação com fundos de investimento como uma alternativa à captação de crédito de forma geral.
Os Fundos de Private Equity alocam capital em empresas privadas de diferentes perfis, inclusive empresas familiares. Diferente do crédito, que envolve o repagamento do capital levantado em um prazo específico e com juros, o investimento de equity leva, em contrapartida, ao capital investido, uma participação societária na companhia. O capital desse fundo vem de investidores privados ou institucionais para investimento em negócios sólidos e com boas perspectivas de crescimento.
Vantagens do levantamento de capital através de Fundos de Private Equity:
Não aumenta a alavancagem da companhia: os fundos fornecem acesso a capital livre de garantias e pagamento de juros. Isso pode ser benéfico em cenários, como o atual, de redução no volume de concessão de crédito por parte dos bancos e alta da taxa de juros.
Visão de longo prazo: diferentemente dos bancos, que focam, principalmente, no recebimento de juros e no repagamento do capital, os fundos têm tipicamente uma visão mais de longo prazo. Isso significa que estão mais comprometidos com o crescimento e o sucesso do negócio e, muitas vezes, trabalham em conjunto com o empresário para destravar valor e maximizar o retorno.
Flexibilidade: a estrutura dos investimentos dos fundos pode ser customizada conforme as necessidades do empresário. O capital pode ser usado em diferentes frentes do negócio, como, por exemplo, abertura de uma nova unidade produtiva, internacionalização, aquisições, ampliação da estrutura comercial e, eventualmente, até aporte de capital no “bolso” dos sócios para diluição de risco da pessoa física.
Suporte operacional e de governança: os fundos geralmente trazem experiência operacional e de acompanhamento de negócios. Isso vai além de aspectos financeiros, como orçamento e KPIs. Eles também apoiam na estratégia de crescimento do negócio, na estruturação de governança corporativa e no networking.
Atualmente, no mercado brasileiro, existem diversos perfis de Fundos de Private Equity, nacionais e internacionais, incluindo fundos com experiências setoriais específicas (agronegócio, indústria, tecnologia, varejo, etc.). Somente em 2022, esses fundos investiram mais de R$15 bilhões em empresas brasileiras. Ao se associar a um fundo, o empresário pode obter diversos benefícios, visando maximizar a geração de valor futura. Como exemplo, a maioria das empresas que realizaram abertura de capital nos últimos 10 anos tinha um fundo de investimento como sócio, que apoiou a companhia, dentre outras coisas, no processo de crescimento e governança.
No entanto, por se tratar de uma estrutura muitas vezes complexa, pontos importantes devem ser considerados, como diluição acionária, estratégia de saída, acordo de acionistas e, principalmente, alinhamento de interesses entre as partes. De forma geral, este tipo de investimento pode ser um importante catalisador para acelerar o crescimento de empresas.
Aqui, na Portofino Multi Family Office, temos conhecimento, experiência e diferentes estratégias para apoiar empresários a encontrar a melhor maneira de captar recursos para seus negócios, de acordo com o momento e os objetivos dos sócios e da empresa. Nossa equipe especializada está preparada para oferecer soluções personalizadas, orientação financeira e acompanhamento para ajudar os empresários a aproveitar as vantagens do Private Equity e outras alternativas de financiamento, sem nenhum conflito de interesses.
Entre em contato conosco para discutir suas necessidades específicas e saber como podemos ajudá-lo a impulsionar o crescimento de sua empresa.
Luiz Guimarães é sócio Portofino MFO M&A (Fusões e Aquisições) e possui 12 anos de experiência na área, formado em Administração e Ciências Contábeis pelo IBMEC, com extensão em Private Equity e Venture Capital pela IE Business School – Madrid.
O mercado imobiliário tem evoluído ao longo dos anos, abrindo novas oportunidades para investidores que desejam explorar esse setor literalmente sólido e também lucrativo. O avanço da tecnologia e a digitalização desempenharam um papel crucial nessa transformação, simplificando processos, ampliando o acesso à informação e gerando novas formas de negócios.
Dados estatísticos comprovam a preferência e confiança contínua dos investidores em imóveis como uma opção rentável. Segundo a Wealth-X, cerca de 30% do patrimônio líquido das famílias ultra high net worth é investido em imóveis. Além disso, o Banco Mundial revela que os preços dos imóveis residenciais têm apresentado crescimento constante, com uma taxa média de valorização anual entre 3% e 5% em diversos mercados globais. Esses números confirmam a capacidade dos imóveis de gerar valor e retornos atrativos a longo prazo, destacando o potencial desse setor tradicional.
Na Portofino, oferecemos uma área especializada para atender às diversas necessidades dos nossos clientes em relação aos seus ativos imobiliários. Do planejamento estratégico do portfólio familiar à assessoria na tomada de decisões, nosso objetivo principal é otimizar o desempenho e o retorno, sem intermediários nem conflitos de interesse.
Conheça nossos principais serviços:
Análise do portfólio existente: famílias com uma extensa lista de propriedades enfrentam desafios significativos na gestão desses ativos. Nós auxiliamos na identificação de oportunidades de aquisição ou venda, apoiamos na negociação de contratos e acompanhamos o desempenho financeiro dos imóveis, garantindo o melhor para o patrimônio familiar.
Análises de investimentos imobiliários: conte com nossos profissionais especializados para uma análise minuciosa, alinhada aos seus objetivos e das oportunidades de investimento no setor imobiliário. Avaliamos fatores como localização, potencial de valorização, demanda de mercado, riscos e retornos esperados.
Estruturação de veículos de investimento: nossa equipe imobiliária auxilia na criação de fundos imobiliários, parcerias ou estruturas de investimento personalizadas que atendam às necessidades e objetivos dos clientes.
Planejamento sucessório de imóveis: trabalhamos em conjunto com especialistas em planejamento sucessório para garantir uma transferência eficiente e estruturada de imóveis entre gerações. Elaboramos estratégias que consideram aspectos legais, fiscais e tributários, preservando a continuidade do patrimônio imobiliário.
Consultoria em estratégias fiscais e tributárias: oferecemos consultoria especializada em questões fiscais e tributárias relacionadas a investimentos imobiliários. Identificamos estratégias para otimização fiscal, avaliamos implicações fiscais de diferentes estruturas de investimento e acompanhamos mudanças na legislação tributária que possam afetar seus investimentos.
Esses são apenas alguns dos serviços oferecidos pela nossa área imobiliária. Adaptamos nossas soluções às necessidades e objetivos específicos de cada cliente, fornecendo orientação especializada e suporte personalizado. Aqui, você encontrará um parceiro confiável para maximizar o potencial dos seus investimentos imobiliários, com total transparência, sem intermediários e conflitos de interesses. Para proteger e ampliar o seu patrimônio, de forma sustentável e multigeracional.
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A saúde financeira da empresa é um aspecto fundamental para o seu sucesso e sustentabilidade a longo prazo.
Por isso, saber avaliar esse aspecto significa ser capaz de analisar diversos indicadores e métricas que refletem a capacidade da organização de gerar receitas, controlar despesas, administrar dívidas e obter lucros consistentes.
Neste artigo, vamos discutir a importância da saúde financeira da empresa e apresentaremos algumas formas de avaliá-la.
Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto!
O que é a saúde financeira de uma empresa?
A saúde financeira de uma empresa diz respeito à capacidade da organização de manter suas finanças em ordem e sustentar suas operações de forma eficiente.
Uma empresa com boa saúde financeira é capaz de cumprir com suas obrigações financeiras, investir em seu crescimento e resistir a períodos de adversidade econômica.
Importância da saúde financeira da empresa: entenda
A saúde financeira da empresa desempenha um papel crucial em sua sobrevivência e sucesso a longo prazo.
Instituições com problemas na área de finanças enfrentam dificuldades para pagar fornecedores, funcionários e outras despesas operacionais.
Além disso, a falta de saúde financeira pode levar a restrições de crédito, dificultando o acesso a financiamentos e investimentos para expandir os negócios.
Já empresas com um financeiro robusto são capazes de investir em pesquisa e desenvolvimento, adquirir ativos, expandir sua equipe e aproveitar oportunidades de mercado.
Além disso, organizações financeiramente saudáveis são mais atraentes para investidores e parceiros de negócios, o que pode abrir portas para novas parcerias e colaborações.
Como se avalia a saúde financeira de uma empresa?
Existem diversas métricas e indicadores que podem ser utilizados para avaliar a saúde financeira de uma empresa. Veja a seguir alguns dos principais:
Faturamento
O faturamento de uma empresa é um dos principais indicadores de sua saúde financeira.
Ele representa a receita total gerada pela empresa em um determinado período, refletindo a quantidade de vendas realizadas e o valor financeiro correspondente.
Um faturamento consistente e em crescimento indica que a empresa está conseguindo atrair clientes, vender seus produtos ou serviços e gerar receita.
Recebimento
O tempo médio de recebimento é outro indicador crucial para avaliar a saúde financeira de empresa ou organização.
Ele representa o período médio que a empresa leva para receber pagamentos de seus clientes, desde o momento da venda até o recebimento efetivo.
Por exemplo, um tempo de recebimento longo pode indicar problemas no processo de cobrança e na gestão do fluxo de caixa, afetando negativamente a liquidez da empresa.
Ticket médio
O ticket médio, por sua vez, é um indicador que representa o valor médio das vendas realizadas pela empresa.
Ele reflete o valor financeiro médio que cada cliente gasta em uma transação.
Monitorar o ticket médio ao longo do tempo permite entender as mudanças nos padrões de consumo dos clientes e na rentabilidade dos produtos ou serviços oferecidos.
Dívidas
A análise do nível de endividamento da empresa é fundamental para avaliar sua saúde financeira.
Ela envolve a avaliação das dívidas contraídas pela empresa, como empréstimos, financiamentos ou valores devidos a fornecedores.
Um nível excessivo de endividamento pode indicar dificuldades financeiras e a capacidade limitada da empresa de honrar suas obrigações.
Por isso, é importante gerenciar cuidadosamente as dívidas e buscar um equilíbrio saudável entre o financiamento necessário e a capacidade de pagamento.
Lucro
O lucro é um dos indicadores financeiros mais importantes para avaliar a saúde de uma empresa.
Ele representa o valor que resta após deduzir todas as despesas, incluindo custos de produção, despesas operacionais e impostos, do faturamento total.
Um lucro consistente e crescente indica que a empresa está gerando valor e obtendo retorno sobre seus investimentos.
Break even
Por fim, o break even, ou ponto de equilíbrio, é o ponto em que as receitas da empresa são iguais às despesas, resultando em um lucro líquido igual a zero.
Isso significa que a empresa não está tendo prejuízo nem lucro.
Saiba como cuidar da saúde financeira da empresa
Cuidar da saúde financeira da empresa requer uma gestão financeira sólida e estratégica. Algumas medidas importantes incluem:
Elaborar um plano de negócios detalhado e realista, considerando projeções financeiras e metas de curto e longo prazo;
Controlar de perto o fluxo de caixa, garantindo que as entradas e saídas de recursos sejam monitoradas de forma eficiente;
Reduzir custos desnecessários e buscar eficiência operacional em todas as áreas da empresa;
Diversificar as fontes de receita e clientes para reduzir a dependência de um único segmento ou mercado;
Manter um relacionamento saudável com fornecedores e negociar prazos e condições de pagamento favoráveis.
Como a tecnologia pode te ajudar a cuidar da saúde financeira da empresa
A tecnologia desempenha um papel fundamental na gestão da saúde financeira da empresa.
Ferramentas de gestão financeira, softwares de contabilidade e sistemas de análise de dados podem automatizar processos, fornecer informações precisas e em tempo real, facilitar o planejamento financeiro e apoiar a tomada de decisões estratégicas.
A Portofino Multi Family Office oferece soluções completas de gestão de patrimônio, incluindo serviços de wealth management que podem auxiliar na avaliação e cuidado da saúde financeira da sua empresa.
Com uma equipe de mais de 40 especialistas, a Portofino está preparada para fornecer as melhores soluções personalizadas e orientações financeiras estratégicas para atender às necessidades do seu negócio.
A saúde financeira da empresa é um fator crucial para o sucesso e sustentabilidade dos negócios, portanto cuidar desse aspecto envolve o monitoramento de indicadores-chave, como faturamento, recebimento, ticket médio, dívidas, lucro e break even.
Práticas de gestão financeira eficientes e o uso de tecnologia adequada podem contribuir significativamente para a saúde financeira da empresa.
Contar com os serviços de gestão de patrimônio da Portofino Multi Family Office pode ser uma excelente opção para auxiliar na avaliação e cuidado da saúde financeira da sua empresa.
Com uma equipe de especialistas e soluções personalizadas, a Portofino oferece serviços de wealth management baseados na transparência, ética e responsabilidade, visando preservar, ampliar e transmitir seu patrimônio com eficiência e segurança.
Para obter mais informações sobre os serviços da Portofino Multi Family Office e como podemos contribuir para a saúde financeira da sua empresa, entre em contato com nossa equipe especializada.
O crescimento patrimonial é um objetivo comum para muitas pessoas, pois está diretamente relacionado à segurança financeira e ao alcance de metas e sonhos.
Para as empresas, esse objetivo é ainda mais importante, pois ele está diretamento relacionado aos índices de liquidez, credibilidade e crescimento da empresa ao longo dos anos.
Em outras palavras, trata-se de um indicador fundamental tanto para os proprietários, quanto para os investidores que aportam capital no negócio.
Neste artigo, vamos explorar o que é o crescimento patrimonial, sua importância e como realizá-lo de forma eficiente com a ajuda da Portofino Multi Family Office. Continue lendo para entender tudo sobre o assunto.
O que é variação patrimonial
A variação patrimonial abrange as transformações ocorridas no valor total dos ativos e passivos que compõem o patrimônio de uma pessoa ou família ao longo de um determinado período de tempo.
Essas mudanças podem se manifestar de maneira positiva, representando um crescimento patrimonial, ou negativa, indicando uma diminuição no patrimônio líquido.
Ao analisar a variação patrimonial, é importante considerar todos os elementos que contribuem para a composição do patrimônio, como investimentos, propriedades, contas bancárias, veículos, ações, dívidas, obrigações financeiras e demais ativos e passivos.
O que é crescimento patrimonial?
O crescimento patrimonial, por sua vez, representa um aumento no valor total do patrimônio líquido de um indivíduo, família ou entidade ao longo de um período determinado de tempo.
Trata-se de um objetivo desejado por muitas pessoas, pois está intimamente relacionado à estabilidade financeira, ao alcance de metas e à realização de sonhos.
Esse crescimento patrimonial pode ser impulsionado por diversos fatores e estratégias.
Uma das principais fontes de crescimento patrimonial é a realização de investimentos rentáveis, pois, ao alocar recursos em instrumentos financeiros que gerem retornos sólidos e consistentes, é possível aumentar o valor líquido do patrimônio ao longo do tempo.
Além disso, o crescimento patrimonial pode ser impulsionado por um aumento na renda.
O aumento dos rendimentos provenientes de salários, empreendimentos, negócios próprios ou outras fontes de receita contribui diretamente para o incremento do patrimônio líquido.
Por fim, a redução de dívidas também desempenha um papel crucial no crescimento patrimonial.
Ao quitar empréstimos, financiamentos ou outras obrigações financeiras, o patrimônio líquido aumenta, uma vez que as dívidas são consideradas passivos que são subtraídos dos ativos.
O cálculo da variação patrimonial é um procedimento fundamental para compreender as mudanças ocorridas no valor total do patrimônio líquido ao longo de um período específico.
Para realizar esse cálculo, é necessário comparar o valor do patrimônio líquido em dois momentos distintos, geralmente em datas diferentes, e calcular a diferença entre esses valores.
O patrimônio líquido é determinado pela diferença entre os ativos e passivos de uma pessoa ou entidade.
Os ativos compreendem todos os bens e direitos detidos, como imóveis, investimentos, veículos, contas bancárias, entre outros.
Já os passivos englobam todas as obrigações financeiras, como dívidas, empréstimos e compromissos a serem pagos.
Ao realizar o cálculo da variação patrimonial, é necessário subtrair o valor total do patrimônio líquido no período mais recente do valor total do patrimônio líquido em um período anterior.
Essa diferença resultante representa a variação patrimonial ocorrida no intervalo de tempo analisado.
Por exemplo, se o patrimônio líquido no final do ano passado era de R$ 1.000.000,00 e no final do ano atual é de R$ 1.500.000,00, a variação patrimonial seria de R$ 500.000,00.
Essa variação pode ser positiva, indicando um crescimento patrimonial, ou negativa, representando uma redução no patrimônio líquido.
Declaração do crescimento patrimonial: saiba como fazer
Tão importante quanto fazer o patrimônio crescer, é saber como declarar esse crescimento corretamente, especialmente em termos fiscais.
Existem normas e obrigações específicas a serem seguidas para evitar problemas com a Receita Federal.
Por isso, consultar um profissional especializado em contabilidade e tributação, como a equipe da Portofino Multi Family Office, pode ajudar nesse processo.
Entretanto, para oferecer uma visão geral sobre o assunto, confira a seguir algumas dúvidas comuns sobre a declaração de crescimento patrimonial:
Como justificar aumento de patrimônio?
Quando há um aumento significativo no patrimônio, é essencial justificá-lo de forma adequada para evitar questionamentos ou investigações sobre a origem dos recursos.
Documentar todas as transações financeiras, manter registros detalhados e ter comprovantes de investimentos e fontes de renda são medidas importantes para justificar o aumento patrimonial.
Nesse sentido, procurar a ajuda de profissionais especializados, como os da Portofino Multi Family Office, pode ser uma excelente opção de facilitar esse processo.
O que entra como patrimônio pessoal?
O patrimônio pessoal é composto por diversos elementos, como imóveis, investimentos, veículos, contas bancárias, ações, aplicações financeiras, jóias, obras de arte e outros bens de valor.
Também são considerados no patrimônio pessoal os direitos e créditos que uma pessoa possua.
5 dicas para manter seu patrimônio em crescimento
Agora veja cinco dicas para manter o crescimento do seu patrimônio:
Planejamento financeiro: elabore um plano estratégico para o seu dinheiro, estabelecendo metas de curto e longo prazo, e siga-o de forma disciplinada;
Diversificação de investimentos: distribua seus investimentos em diferentes classes de ativos, reduzindo os riscos e aumentando as oportunidades de retorno;
Educação financeira: aprenda sobre finanças pessoais, investimentos e gestão patrimonial para tomar decisões mais informadas e conscientes;
Controle de despesas: acompanhe suas despesas regularmente, identifique possíveis áreas de economia e evite gastos desnecessários;
Busque aconselhamento profissional: conte com a expertise de uma empresa especializada em gestão patrimonial, como a Portofino Multi Family Office, para orientá-lo e auxiliá-lo na tomada de decisões financeiras.
Aumente o seu patrimônio com a ajuda da Portofino Multi Family Office!
A Portofino Multi Family Office é uma empresa especializada em gestão de patrimônio, oferecendo soluções personalizadas para você e sua família.
Com uma equipe composta por mais de 40 especialistas altamente qualificados e experientes, a Portofino se dedica a atender às necessidades e objetivos específicos de cada cliente e levá-los ao sucesso na vida financeira.
Ao escolher a Portofino como parceira na gestão do seu patrimônio, você terá acesso a uma gama abrangente de serviços de wealth management.
Esses serviços abrangem desde o planejamento financeiro estratégico até a implementação de estratégias de investimento sólidas, a fim de maximizar o crescimento e a proteção do seu patrimônio.
A equipe da Portofino Multi Family Office trabalha de forma alinhada aos seus objetivos e interesses, colocando sempre seus interesses em primeiro lugar.
Além disso, a Portofino Multi Family Office se destaca pela transparência, ética e responsabilidade que permeiam todas as suas atividades.
Esses valores fundamentais são a base de cada interação com os clientes, garantindo a confiança e a segurança necessárias para uma parceria de sucesso.
Se você busca ampliar o seu patrimônio, proteger seus ativos e otimizar seus investimentos, a Portofino Multi Family Office é a escolha certa.
O crescimento patrimonial é uma meta importante para garantir segurança financeira e conquistar os objetivos de vida.
Para alcançar esse crescimento de forma eficiente, é fundamental planejar, diversificar investimentos, controlar despesas e buscar aconselhamento profissional.
A Portofino Multi Family Office está pronta para ajudar a proteger e aumentar o seu patrimônio, oferecendo soluções de gestão patrimonial personalizadas e eficientes.
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