O que você precisa saber: A Geração Z está emergindo como uma força influente, marcando presença não apenas no mercado de trabalho, mas também nas esferas sociais e econômicas. Caracterizada por uma mistura única de ansiedade e sucesso financeiro, essa geração está redefinindo conceitos tradicionais de trabalho e priorizando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
“A geração Z está assumindo o controle”. Pelo menos é assim que o portal The Economist define como a nova geração têm assumido o protagonismo em diversas esferas da vida, principalmente no mercado de trabalho. Esses jovens nascidos entre 1997 e 2012 estão dando o que falar.
Caracterizados como “incomuns” pelo artigo, os Zoomers têm características muito particulares e condizentes, uma “vibe” toda própria que combina com os tempos modernos. O psicólogo social Jonathan Haidt, da Universidade de Nova York, defende que a ansiedade é uma das principais marcas desse grupo, consequência de suas rotinas e dependências do mundo virtual e das redes sociais. Pesquisas mostram que os americanos entre 15 e 24 anos passam, em média, apenas 38 minutos por dia em comunicação cara a cara, contra quase uma hora na década de 2000.
O uso exagerado das novas tecnologias está afetando diversos aspectos da vida dessa galera. Relacionamentos estão ficando cada vez mais raros, e a depressão é um mal presente por aí. Governos e especialistas já se movimentam para tentar frear essa dinâmica.
Entretanto, nem todos concordam com a tese do Sr. Haidt, e os holofotes em torno da ansiedade da Geração Z, camuflou outro motivo pelo qual este grupo difere dos outros. Financeiramente, as coisas estão indo extremamente bem para a Geração Z. Isto, por sua vez, muda a atitude em relação ao trabalho.
No mercado de trabalho americano, o número de membros Zoomers que trabalham em período integral está prestes a ultrapassar o número dos Baby Boomers, nascidos entre 1945 e 1964. O poder também está se movimentando para a Geração Z : existem mais de 6 mil CEOs e mil políticos na América que pertencem à geração Zoomer. À medida que esta geração se torna cada vez mais influente, as empresas, os governos e os investidores precisam compreender isto.
Vamos comparar o cenário dos jovens de hoje com os Millennials, nascidos entre 1981 e 1996, geração que antecedeu a Z. Na época em que estes entraram no mercado de trabalho, o mundo atravessava a crise financeira global de 2007-09, um contraponto com os membros da Geração Z dos países ricos, que enfrentam a taxa de desemprego entre jovens mais baixa desde 1991, em 13%.
Tal panorama mudou a dinâmica para eles. Hoje, explica o artigo do The Economist, a classe jovem tem o benefício de trocar de emprego se quiserem mais dinheiro. Nos Estados Unidos, o crescimento dos salários por hora entre os jovens entre os 16 e os 24 anos atingiu 13% em relação ao ano anterior, em comparação com 6% para os trabalhadores com idades entre os 25 e os 54 anos. Já na Nova Zelândia, o salário médio por hora para jovens de 20 a 24 anos aumentou 10% em comparação com a média, um indicador de 6%.
Essa situação se reflete na melhor qualidade de vida em comparação a outras épocas. O membro médio da Geração Z com 25 anos tem um rendimento familiar anual superior a 40 mil dólares, o que é mais de 50% superior ao rendimento médio dos Baby Boomers da mesma idade.
E não é só de trabalho que eles vivem. Enquanto os Millennials cresceram acreditando que o trabalho é um privilégio e se comportam de acordo, tratando seus chefes com respeito e os agradando, os Zoomers cresceram com a ideia de que o trabalho é um direito. Eles estão priorizando o autocuidado e a vida fora do escritório. É um novo jeito de encarar o mundo.
Em 2022, os americanos com idades entre 15 e 24 anos gastaram 25% menos tempo em “trabalho e atividades relacionadas ao trabalho” do que em 2007.
A adaptação da Geração Z não se limita apenas à esfera tecnológica ou à cultura popular, mas também se estende ao cenário econômico e profissional. À medida que esses jovens assumem papéis de liderança e influência, é essencial que as instituições e os líderes compreendam suas atitudes únicas em relação ao trabalho e ao sucesso.
Enquanto os Millennials moldaram o ambiente de trabalho com uma ética de trabalho árdua, os Zoomers estão redefinindo as prioridades, colocando um maior foco no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Este fenômeno, embora possa suscitar preocupações sobre a motivação e a produtividade, também oferece oportunidades para uma abordagem mais flexível e adaptável ao mundo do trabalho. A ascensão da Geração Z marca não apenas uma mudança geracional, mas também um convite para repensar e remodelar nossas concepções tradicionais de sucesso e realização pessoal. É uma nova era, uma nova forma de ver o trabalho e a vida.
Ayrton Senna: O Legado Imortal de um Herói Nacional
Ayrton Senna da Silva, mais conhecido apenas como Ayrton Senna, permanece uma das figuras mais luminosas e reverenciadas na história do automobilismo. Nascido em São Paulo em 1960, Senna transcendeu as pistas de corrida para se tornar um símbolo de excelência e perseverança, tocando corações e mentes ao redor do mundo. Seu legado não é apenas uma coleção de títulos e recordes, mas também uma expressão viva de patriotismo, humanidade e inspiração.
A trajetória de Senna começou no kart, onde sua paixão e habilidade natural pelo automobilismo rapidamente se destacaram. Avançando para a Fórmula 1 em 1984, ele mostrou uma combinação rara de técnica, coragem e intensidade. Durante sua carreira, Senna conquistou três campeonatos mundiais (1988, 1990 e 1991), todos pela McLaren. Suas 41 vitórias em Grandes Prêmios e 65 pole positions colocam-no entre os melhores pilotos de todos os tempos. Seu estilo de pilotagem agressivo e sua capacidade de extrair o máximo de performance em condições adversas, como na icônica primeira volta do GP da Europa em Donington Park em 1993, são estudados até hoje.
A “Lotus preta” e o capacete amarelo. O carro que deu a primeira vitória de Senna na Formula 1.
O amor de Senna pelo Brasil era evidente. Ele carregava a bandeira brasileira em suas voltas de comemoração após muitas vitórias, um gesto que se tornou um símbolo de seu profundo patriotismo. A vitória no Grande Prêmio do Brasil de 1991 é particularmente emblemática, onde, apesar de problemas físicos e mecânicos, Senna não só terminou a corrida como venceu, demonstrando uma resiliência que emocionou o país inteiro.
Ayrton Senna em sua primeira vitória no Grande Prêmio do Brasil no ano de 1991.
As conquistas de Senna são impressionantes: ele venceu quase 25% das corridas que disputou e conquistou a pole position em quase 40% das corridas em que participou. Seu domínio era mais acentuado em condições de chuva, onde sua habilidade sobressaía, ganhando o apelido de “O Mágico” em pistas molhadas. Esses números sublinham um talento excepcional que, até hoje, é celebrado e respeitado no mundo do esporte.
NÚMEROS DA CARREIRA DE SENNA
Categoria
Total
Corridas disputadas
162
Vitórias
41
Pódios
80
Pole positions
65
Voltas mais rápidas
19
Campeonatos mundiais
3 (1988, 1990, 1991)
Primeira corrida
GP do Brasil, 1984
Primeira vitória
GP de Portugal, 1985
Última vitória
GP da Austrália, 1993
Última corrida
GP de San Marino, 1994
Fonte: Wikipedia
Após sua trágica morte no GP de San Marino em 1994, a família de Senna criou o Instituto Ayrton Senna, liderado por sua irmã, Viviane. O objetivo era transformar o luto em uma causa para o desenvolvimento humano, focando em educação para crianças e jovens brasileiros. Desde então, o Instituto tem impactado milhões de estudantes em todo o país, utilizando métodos inovadores e programas de desenvolvimento que refletem o compromisso de Senna com a melhoria do Brasil.
A influência de Senna vai além das estatísticas e das instituições. Ele se tornou uma figura cultural, simbolizando o ideal de que a paixão e a dedicação podem levar ao sucesso supremo, independentemente dos obstáculos. Seu profissionalismo, carisma e humanidade continuam a inspirar não apenas pilotos mas pessoas de todas as profissões e nacionalidades.
Documentários e filmes, como “Senna”, o aclamado filme de 2010, ajudam a manter sua memória viva. Estátuas e murais em sua homenagem são encontrados por todo o Brasil, e seu nome é frequentemente citado em listas dos maiores esportistas de todos os tempos.
Ayrton Senna foi mais do que um piloto excepcional; ele foi um herói nacional que demonstrou uma mistura rara de talento bruto e caráter exemplar. Seu legado não se limita a recordes e troféus, mas vive através das vidas que ele inspirou e continua a inspirar. Em um esporte onde os competidores são frequentemente medidos por sua última corrida, Senna é eternamente lembrado não apenas como um campeão mundial, mas como uma pessoa que personificou a paixão e a determinação inabaláveis.
O que você precisa saber: Uma agenda propositiva, com olhar dedicado às oportunidades e desafios no curto e médio prazo: este foi o enfoque da terceira edição do nosso Seminário Brasil Hoje, realizado na segunda-feira (22), no Palácio Tangará, em São Paulo.
Entre os objetivos dos diálogos promovidos estavam o equilíbrio das contas públicas, a melhora do ambiente de negócios por meio de reformas microeconômicas, a segurança jurídica, o investimento em educação fundamental e a formação de um pacto nacional entre as três esferas federativas e o setor privado com vistas ao fim do crime organizado. Os pontos foram elencados por nossa CEO, Camila Funaro Camargo Dantas, em seu discurso inicial em nome do empresariado.
O evento teve transmissão ao vivo pelo nosso canal do YouTube, e cada um dos painéis pode ser visto e revisto. Abaixo, listamos diferentes opiniões que concentraram a atenção do painelistas e da plateia:
Segurança pública
“Eu penso que a educação, saúde e segurança pública são os três grandes problemas fundamentais que afligem a cidadania brasileira, mas talvez a segurança pública precisasse ser constitucionalizada — o Sistema Único de Segurança Pública, tal como, por exemplo, o SUS, com fundo próprio”.
— Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública.
“Para empresa, academicamente falando, as empresas olham o crime organizado como um imposto. Tenho um custo extra, eu tenho incerteza em relação a ele, é um custo de operar. Se eu tenho o crime organizado em algum lugar, a empresa que vem de fora tem menos vontade de estar naquele lugar”.
— Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.
“As companhias privadas gastaram, em 2022, R$ 171 bilhões com segurança pública, sem contar o gasto indireto decorrente da concorrência desleal. A gente tem instrumentos ou estrutura para enfrentar essa criminalidade? Eu acho que, hoje, não. Nós insistimos naquela solução tradicional de aumentar pena, aumentar o endurecimento da legislação penal e aumentar a prisão”.
— Pierpaolo Bottini, advogado e professor de Direito Penal da USP.
“A ilusão do consumidor que está comprando coisa barata volta contra o consumidor. Em um negócio de postos de combustíveis de 2% a 3%, é impossível competir com a sonegação, crime organizado com margens que chegam a 45%. […] Sonegação, crime organizado e corrupção têm uma ligação. Todo emaranhado tributário presente no Brasil facilita o crime organizado. […] É um problema complexo que tem muito mais a ver com a inteligência do que com a força bruta”.
— Luís Henrique Guimarães, conselheiro da Cosan, Moove, Compass e Vale.
Política fiscal
“A gente tem que deixar muito claro o compromisso com a agenda fiscal. Se isso ficar claro, independentemente da mudança de meta, as pessoas vão acreditar que as coisas vão melhorar ao longo do tempo. […] O mercado de capitais, em 2015, levantava R$ 100 bilhões por ano e, hoje, são R$ 600 bilhões. O governo tem agenda ousada de concessões em várias áreas. Essa agenda caminhando, o setor privado vai dar conta do recado”.
— Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual.
“Somos um dos poucos lugares do mundo com segurança jurídica, democracia, população e oportunidades. O custo do capital é o grande desafio. E, para isso, conseguir demonstrar esse compromisso com as contas públicas é o que vai fazer destravar os investimentos”.
— Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master.
“O risco fiscal vai drenar oportunidades no Brasil. A gente já está vendo isso, estamos perdendo o timing, perdendo o bonde. […] Temos que ser muito mais bem-comportados do que estamos conseguindo ser. Não estamos conseguindo perceber que é necessário enxugar despesa, reservar recurso para fazer investimento, ter capacidade de atrair o capital privado e de liderar a transição energética”.
— Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
Transição energética e sustentabilidade
“O Brasil só pode ser líder global se for na liderança ambiental”.
— Helder Barbalho, governador do Pará.
“O sol é hoje uma grande fonte energética. Na área de biocombustíveis, todos sabem sobre o projeto que enviamos ao Congresso Nacional, o Combustível do Futuro. Chegamos a um consenso com o ministro Haddad para descarbonizar a matriz de transporte e mobilidade, mas principalmente criando mais quatro grandes indústrias para o Brasil, criando mandato. Mandato para o diesel verde a partir de 2027, etanol de 27,5% para 35% — tudo isso na cadeia do agronegócio nacional, fortalecendo a nossa grande vocação”.
— Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.
“A interpretação sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial é o erro mais típico. É possível fazer isso, um bancando o outro […] A Petrobras jamais se furtou ou discutiu a tributação específica do petróleo. Nossa operação da Amazônia tem 35 anos, temos 20 mil empregos gerados em Urucu e municípios vizinhos. A maioria dos trabalhadores nascidos na Amazônia. Sem absolutamente nenhum acidente”.
— Jean Paul Prates, presidente da Petrobras.
“Nós temos materiais estratégicos. O que é o nosso papel no mundo de materiais estratégicos? É entregar o produto industrializado. Porque o carro [movido] a bateria vai resolver uma questão do Hemisfério Norte, onde a matriz energética não possui o biocombustível — ela é 100% a diesel. É mais barato para o Hemisfério Norte trocar o capex do veículo do que aguardar os dez anos [para trocar o] capex do carvão da matriz elétrica”.
— Ana Cabral, CEO da Sigma Lithium.
“Neste momento em que estamos falando muito sobre descarbonização, eu acho que o fertilizante entra como um componente muito forte. Nós precisamos de três macronutrientes. Desses três juntos, nós importamos 85%. Um deles, que é o potássio, nós importamos 95%, da Rússia, Bielorussia, Israel e Canadá. E, desse total, 35% nós importamos de uma reserva indígena no Canadá”.
— Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura.
Eleições municipais
“Há duas teses sobre eleições municipais deste ano. A primeira, do Antonio Lavareda, de que os temas domésticos, como serviços públicos, problemas da rua ou do bairro, questões onde o poder público está mais próximo, serão as centrais. Os temas paroquiais, por assim dizer. Outra tese, sustentada por Thomas Traumann e Felipe Nunes, de que as eleições municipais de 2024 vão consolidar uma tendência de a política no Brasil ficar parecida com os Estados Unidos, onde vão se calcificando blocos políticos cada vez mais rígidos. No Brasil, seriam dois: um em torno da liderança do presidente Lula, heterogêneo, mas orientado por uma perspectiva progressista, e de outro lado um bloco também heterogêneo orientado por uma perspectiva conservadora. Dentro desses blocos, há de tudo um pouco”.
— Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL.
“Eduardo Campos foi candidato querendo romper essa polarização. João Campos é o prefeito mais bem avaliado de capitais do Brasil. Dentro desse eixo, Tabata pode romper essa polarização em São Paulo e em mais nove capitais em que o PSB estará disputando”.
— Felipe Carreras, deputado federal ex-líder do PSB na Câmara.
“Eu acredito que vai prevalecer os votos dos conservadores. As pesquisas que vejo hoje. A análise política vale para o dia. Estamos falando de uma eleição que vai acontecer em cinco meses. O Tarcísio é a maior revelação da política nos últimos dez anos. Não surgiu nada de novo além dele. O Tarcísio, há dois anos, era um extraordinário burocrata, com uma performance do governo Dilma muito bem avaliada — e seguiu no Temer. No governo Bolsonaro, a mesma avaliação. Hoje, é inquestionável que ele faz um bom governo. A dedicação que ele vem tendo na campanha do Nunes pode ser transferida, sim”.
— Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.
Reformas e investimentos
“O Brasil é um país sem proporcionalidade na Câmara. É um absurdo. Único país do mundo, herança da ditadura. Voto tem que ser em lista fechada ou aberta, ou distrital puro, ou distrital misto, como no modelo alemão. Para consolidar nossa democracia. Polarização e radicalização existem porque estão querendo atacar a democracia. O Brasil merece uma oportunidade de diálogo e pacto social e político para enfrentar esse momento do mundo, que é de guerra”.
— José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do PT.
“Se o sistema é presidencialista, o congresso tem que seguir os limites. Tem que ter pulso e credibilidade para implementar o que a Constituição define. Ele foi eleito, ele tem que implantar a sua política”.
— Ronaldo Caiado, governador de Goiás.
“Do ponto de vista da Aegea, a gente percebe uma complementaridade entre o público e o privado. Parcerias público-privadas que exploram e capacitam o estado para suprir a deficiência são necessárias. A demanda estrutural do ativo é de tal ordem que a companhia pública não consubstancia o investimento em água e esgoto. Regimes de complementaridade são o que vão prevalecer. É preciso empresariar soluções para este momento”.
— Radamés Casseb, CEO da Aegea.
“Estamos otimistas, com planos de investimentos de R$ 50 bilhões nos próximos três anos. Temos um investimento de R$ 5 bilhões no setor de mineração que vai movimentar a indústria naval, pois vai construir 400 barcaças para transportar minério no rio Paraguai. A JBS tem investimentos de R$ 15 bilhões, mas o principal está no setor de celulose, na Eldorado, projeto que prevê investimento de R$ 25 bilhões na construção de uma segunda linha para adicionar 2,6 milhões de toneladas à nossa capacidade de produção de celulose”.
— Wesley Batista, acionista do Grupo J&F.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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Imagem em destaque: Ciete Silverio / Esfera Diálogos sobre o Brasil – Ricardo Lewandowski, Bruno Dantas, Alexandre Silveira, Nizan Guanaes.
O que você precisa saber? A produção de vinho está no menor nível em 62 anos, mesmo com estoques transbordando, devido a fatores como condições climáticas adversas. Medidas, como a conversão em etanol, são tomadas para lidar com o excesso, enquanto mudanças nas preferências de consumo também afetam a demanda, levantando questões sobre o futuro da indústria vinícola.
Nos vinhedos de todo o mundo, as uvas amadurecem sob o sol escaldante, prometendo uma safra de vinho excepcional. No entanto, no último ano, os produtores enfrentam um desafio peculiar: a menor produção de vinho em 62 anos. Paradoxalmente, os estoques de vinho estão transbordando, desafiando todas as expectativas. Como é possível que em meio à escassez de produção, o vinho esteja se acumulando em barris e garrafas ao redor do mundo? A resposta revela nuances fascinantes sobre a indústria vinícola moderna e sua interação delicada com a demanda global.
A OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho, em português) atribuiu os baixos índices de produção de 2023 ao clima ruim, incluindo as geadas, tempestades e períodos de seca. Segundo a organização, a produção de vinho caiu em quase todos os países da União Europeia, que é responsável por 60% da produção mundial total.
Os rendimentos caíram 14% na Espanha e 12% na Itália, onde o tempo seco reduziu a colheita de uvas do ano passado. Mas manteve-se perfeitamente na França, o que significa que o país é hoje o maior produtor mundial, ultrapassando a Itália.
No Brasil, o levantamento estimou um volume de produção de 2.3 mhl (milhões de hectolitros, em português. Um hectolitro equivale a 100 litros e é usado como unidade de medida para vinho, cerveja e outros produtos agrícolas). Este valor representa uma redução de 30% em relação à alta produção em 2022, e é principalmente devido à falta de chuva em algumas regiões vinícolas importantes, como o Rio Grande do Sul.
Contudo, apesar da queda mundial da produção, a bebida está sobrando. Esse excesso tem feito com que fazendeiros mudem sua produção ou, em alguns casos, até mesmo destruam as plantações ao invés de ficar com o produto estocado por tempo indeterminado. Na França, o governo destinou 200 milhões de euros para ajudar os agricultores em todo o país a arrancar vinhas e enviar seu vinho para ser convertido em etanol. No entanto, a queda na demanda por vinho não se deve apenas a fatores climáticos econômicos, mas também a mudanças significativas nos padrões de consumo.
O que ajuda a explicar essa queda na demanda é que os mais jovens estão bebendo menos álcool do que outras gerações. A parcela de jovens de 18 a 24 anos que bebem álcool três ou mais vezes por semana caiu gradativamente desde 2019, indo de 11% para 8% em 2023. Além disso, está ocorrendo uma mudança no consumo, com o vinho tinto sendo substituído por vinhos espumantes, rosés ou brancos com teor alcoólico mais baixo.
Em um contexto em que o consumo global está em declínio e os estoques são elevados em muitas regiões do mundo, a baixa produção poderá trazer equilíbrio ao mercado mundial, explicou a OIV. Contudo, e se as questões climáticas continuarem a afetar a produção de vinhos? Entraremos em um “novo normal” com uma produção menor também devido ao comportamento das novas gerações?
A menor produção em décadas nos leva a questionar a dinâmica delicada que governa esse mundo encantador. Enquanto os desafios do clima e da demanda se entrelaçam, vemos produtores se adaptando em busca de equilíbrio. Ao mesmo tempo que levantamos nossas taças para celebrar os vinhos que nos encantam, lembramos que, mesmo nos tempos de incerteza, o espírito do vinho sempre encontra seu caminho, fluindo com elegância e persistência através dos vinhedos do mundo.
O que você precisa saber? A saúde mental é um tema de cada vez maior importância em meio às pressões da vida moderna. Uma pesquisa global revela que o Brasil, entretanto, ainda tem um longo caminho a evoluir em relação a esse assunto.
Em meio à agitação do mundo moderno, onde as pressões sociais, econômicas e pessoais parecem ininterruptas, a saúde mental emerge como uma preocupação crucial e inadiável. Mais do que apenas a ausência de doença, a saúde mental engloba o bem-estar emocional, psicológico e social de um indivíduo. No entanto, apesar de sua importância inegável, a saúde mental muitas vezes é negligenciada, relegada a um plano secundário em relação à saúde física.
Atualmente, é crucial reconhecer e valorizar a saúde mental como um aspecto fundamental do nosso bem-estar geral. A pandemia global de COVID-19, por exemplo, trouxe à tona não apenas os desafios físicos da doença, mas também uma crise de saúde mental sem precedentes, exacerbando ansiedades, solidão e estresse em escala global. Essa crise destacou de maneira inegável a necessidade premente de priorizar a saúde mental em todas as esferas da vida, desde as políticas públicas até as práticas individuais de autocuidado.
O ranking The Mental State of the World, publicado pela plataforma neurotech Sapien Labs e que mapeia a qualidade da saúde mental ao redor do globo, mostra que o Brasil ainda tem muito o que evoluir nesse quesito. Nos 71 países que compõem o ranking, o Brasil é o quarto pior, com uma nota de 53 de um total de 110. Além disso, os brasileiros são uns dos que mais relatam sentir stress e dificuldades com a parte mental de sua saúde, com 34% dos respondentes.
O levantamento é organizado em seis eixos específicos: a habilidade de regular emoções e otimismo no futuro; como a pessoa se enxerga nos olhos dos outros; motivação; conexão entre saúde da mente e do corpo; capacidade das funções cognitivas; e desenvoltura para se adaptar, ser resiliente. Destas categorias, apenas em resiliência e motivação o Brasil supera os 70 pontos.
Neste contexto, explorar e promover a saúde mental não é apenas um imperativo moral, mas também uma necessidade prática para garantir sociedades mais resilientes, produtivas e compassivas.
Diante desse cenário desafiador, iniciativas como a do Instituto Ame Sua Mente se destacam como essenciais para enfrentar os problemas de saúde mental no Brasil. Uma organização da Sociedade Civil que desenvolve projetos pautados em pesquisas científicas e com foco na promoção da saúde mental, redução do estigma, prevenção e manejo de transtornos, tendo o educador da rede pública como principal público.
O instituto foi fundado em 2018, após mais de 10 anos de pesquisas científicas junto a escolas públicas, trabalho realizado por meio do projeto “Cuca Legal”, em parceria com a Escola Paulista de Medicina – EPM/UNIFESP.
Os resultados colhidos a partir dessa iniciativa – que visava a promoção da saúde mental, prevenção e manejo de transtornos na escola através de programas de assistência e letramento em saúde mental – fundamentaram a estruturação do instituto.
Apoie o Instituto Ame Sua Mente e junte-se à luta pela promoção da saúde mental. Visite o site e siga nas redes sociais para saber como você pode fazer a diferença.
O que você precisa saber: Após a publicação da Lei nº 14.754, em 12 de dezembro de 2023, foi publicada na semana passada a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (IN RFB) nº 2.180 de 2024, sobre a tributação de aplicações financeiras no exterior, offshores e trusts.
Com uma linguagem simples e termos comerciais, preparamos um resumo das novas regras sobre tributação de investimento no exterior indicando o novo padrão de tributação estabelecido para as pessoas físicas, o regime alternativo de transparência fiscal e a opção única de atualização que pode ser exercida em 2024.
O foco desse material são as orientações para investidores que possuem offshores exclusivas ou detidas em conjunto com familiares, que possuem investimentos financeiros e renda passiva, sem atividade operacional. São estruturas consideradas “controladas” e que, a princípio, estão sujeitas à tributação anual prevista em lei.
A Portofino Multi Family Office não fornece opiniões legais, nem aconselhamento jurídico de qualquer natureza. Recomendamos que você consulte um advogado ou assessor tributário/contábil para orientações específicas.
Não se esqueça que também estamos no período de entrega da DCBE (Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior) ao Banco Central. O prazo vai até o dia 05/04/2024, às 18h, com o reporte do valor de mercado em 31.12.2023 dos ativos detidos no exterior.
A DCBE não traz nenhuma obrigação fiscal e não foi alterada pela Lei nº 14.754 de 2023.
Você pode fazer o download do Guia que preparamos sobre a DCBE.