Ativos Alternativos: benefícios, exemplos e como investir

Ativos Alternativos: benefícios, exemplos e como investir

De modo geral, muitos investidores ainda observam os Investimentos Alternativos como parte de uma classe exclusiva de ativos.

No entanto, a aplicação em Fundos Alternativos, como Private Equity, Distressed Assets e Event Driven, por exemplo, oferece benefícios consideráveis para o portfólio de investimentos.

Diferente do que se imagina, esses ativos são uma ótima ferramenta para proteger o investidor de grandes variações no mercado.

Afinal de contas, eles promovem a diversificação, diminuindo a volatilidade e impulsionando os retornos da carteira de ativos no longo prazo.

Pensando em te ajudar a ter mais segurança ao buscar uma melhor alocação dos seus recursos, preparamos este conteúdo completo.

Siga a leitura do artigo para saber mais sobre os Investimentos Alternativos e descobrir se eles são vantajosos para você!

Afinal, o que é um investimento alternativo?

Os Investimentos Alternativos consistem em uma classe de ativos que não se encaixa em categorias convencionais de investimento no mercado financeiro.

São considerados “alternativos”, pois são oportunidades iniciais de investimento que não apresentam dados claros sobre relevância e rentabilidade.

E por esse motivo, ainda não passaram a ser completamente difundidas no mercado.

Diferente dos investimentos comuns, que se dedicam a aplicações em renda fixa ou à compra de ações na bolsa, os investimentos alternativos se relacionam com projetos específicos, ligados a setores como:

  • Mercado Imobiliário;
  • Agronegócio;
  • Distressed Assets (Ativos Judiciais);
  • Comércio;
  • Geração Distribuída de Energia.

Por estarem diretamente relacionados à economia real (e não financeira), eles não costumam ser impactados pela volatilidade da bolsa de valores.

A rentabilidade dos investimentos alternativos é obtida através da exploração de áreas novas ou em desenvolvimento, que possibilitam a alocação de recursos em oportunidades inovadoras.

É o mesmo que voltar 20 anos no tempo e investir em empresas de tecnologia como Google e Facebook, percebe?

Nesse sentido, apesar de não estar consolidado no momento atual, nada impede que um investimento alternativo possa se tornar tradicional no futuro.

A melhor parte é que, caso as expectativas se concretizem, o retorno financeiro tende a ser muito mais expressivo do que o de ativos já consolidados.

Investimentos Alternativos x Tradicionais

Na comparação direta, alguns são mais vantajosos que outros, porém a grande sacada é justamente pelo fato dos alternativos não serem tão previsíveis nos ganhos quanto aos ativos tradicionais.

O que acontece é que os investimentos tradicionais estão nos principais bancos, o que passa uma maior segurança e credibilidade ao investidor, inclusive com opções em renda fixa, que apesar dos ganhos não serem expressivos, são constantes.

Já com as opções alternativas, a situação muda de figura, principalmente porque hoje em dia, startups conhecidas como fintechs vêm trazendo opções com rentabilidade altíssima, mas sem a chancela das instituições financeiras.

Por isso é muito comum que os novos investidores, com perfis mais arrojados, busquem por ativos alternativos.

Mas não se enganem, até investidores acostumados a operar no tradicional, tem colocado em suas carteiras alguns investimentos alternativos, justamente para não perder uma nova oportunidade, como foi com o Bitcoin há alguns anos atrás.

Atualmente o mercado financeiro tem ficado de olho nas NFTs e no Metaverso, que prometem gerar muitas opções de ativos alternativos, porém as possibilidades de ganho são um pouco incertas no momento.

investimentos alternativos pros e contras

Vale a pena fazer investimentos alternativos?

Sempre que falamos de investimentos, temos que levar em conta o perfil de cada investidor, e normalmente, investimentos alternativos tendem a ser mais arriscados, uma vez que costumam ser oportunidades novas e de difícil parametrização.

No entanto, é possível tirar proveito deles, mas sempre lembrando que jamais você deve comprometer parte substancial do seu patrimônio, mas sim, investir pouco, principalmente no início para conhecer como funcionam as operações.

Para te ajudar e ver esse universo com mais clareza, separamos algumas vantagens e desvantagens dos investimentos alternativos:

Vantagens

  • Possibilidade de altos ganhos
  • Retorno mais rápido que o mercado convencional
  • Diversificação do portfólio
  • Investimentos em projetos inovadores que podem trazer benefícios para você e para o mundo

Desvantagens

  • Exposição maior ao risco
  • Previsão de ganhos muito mais volátil

Neste sentido, as desvantagens ressaltam a importância de se ter um gestor com experiência e conhecimento de mercado para tomar as melhores decisões em prol de maximizar os rendimentos sem trazer riscos, assim como é feito na Portofino Multi Family Office.

Quais são os tipos de ativos alternativos?

Algumas categorias de ativos alternativos existem há um bom tempo, enquanto outras vieram com o avanço da tecnologia, e o que todas têm em comum é o fato de serem uma opção fora das bolsas de valores.

Na prática, isso significa possibilidade de altos ganhos, mas também com certo risco, por isso, especialistas financeiros recomendam a nunca ter mais que 40% do seu patrimônio em ativos alternativas, para proteção dos seus bens.

Um ponto a ser destacado é que o que hoje são chamados de investimentos alternativos, podem vir a se tornar tradicionais, à medida que o mercado passa a entender melhor os mecanismos envolvidos e incorpora o ativo.

Então, vamos conhecer a seguir as principais opções de ativos alternativos que você pode aproveitar.

Venture Capital

Esse tipo de investimento visa colocar capital em uma empresa que está iniciando, mas apresenta grandes perspectivas de crescimento, como aconteceu com algumas startups famosas.

Muitas vezes, essas empresas tem apenas uma ideia inovadora para um produto, e buscam investidores justamente para viabilizar a criação e comercialização disso.

É o tipo de investimento que prevê ganhos em longo prazo, sob a condição da empresa realmente prosperar como as projeções indicam.

Normalmente, quem investe em venture capital tem uma boa noção do mercado e da gestão de empresas para conseguir avaliar e fazer o aporte em uma ideia promissora.

O retorno financeiro de um investimento desses pode ser enorme em caso de startups que se tornam unicórnios (passam de 1 bilhão de dólares em valor de mercado) como foi o caso do Nubank, mas podem não dar em muita coisa caso a ideia não vá para frente.

Por isso que quem investe nessa modalidade faz aportes em várias empresas embrionárias ao mesmo tempo, pois se uma for bem sucedida, compensa as demais.

Fundos de Hedge

Os hedge funds são um tipo de investimento alternativo que apresenta estratégias mais liberais, visando uma rentabilidade bem alta em curto ou médio período.

Por se tratar de ativos altamente especulativos, os fundos de hedge oferecem algumas proteções contra perdas financeiras, por isso são modelos que funcionam bem até quando o mercado está em baixa.

Atualmente, os maiores hedge funds do mundo são:

  • Bridgewater Associates
  • Renaissance Technologies
  • Man Group
  • AQR Capital Management
  • OCH-ZIFF Capital Management Group LLC
  • Two Sigma Investments
  • Brevan Howard
  • Blackrock
  • Citadel
  • Davidson Kemper Capital

Crédito Privado

O investimento em crédito privado é uma forma de adquirir títulos de instituições financeiras e empresas para se beneficiar da taxa de juros oferecida, tendo assim uma maior rentabilidade.

Na prática, funciona como um empréstimo, onde o pagamento é feito com juros, por isso o retorno tende a ser maior do que em ativos tradicionais.

Por ser uma modalidade dessa categoria, o investidor pode sofrer com a inadimplência da instituição, por isso é importante ter contramedidas para combater esse risco.

investimentos alternativos imobiliário

Real Estate

Investir em real estate é investir no mercado imobiliário, e não só em imóveis de fato, mas também em fundos, onde a rentabilidade é bastante interessante e sem a dor de cabeça de ter que lidar com burocracias.

Por se tratar de investimentos em algo tangível, a mensuração dos ganhos pode ser feita de maneira bem assertiva, sendo um dos investimentos mais rentáveis e seguros a se fazer.

Investir nos fundos imobiliários e não nos imóveis é uma boa opção para ter liquidez, porém, tendo um imóvel bem localizado, a valorização dele pode ser muito alta, então a escolha deve pesar as vantagens e os riscos de cada modalidade.

Na dúvida, aposte na diversificação do seu portfólio.

investimentos alternativos commodities

Commodities

Commodities são as mercadorias globais básicas, ou seja, que possuem demanda constante para todos os países, por isso, são produtos muito comercializados que possuem valores tabelados.

É o exemplo do barril de petróleo, da soja, ferro entre outros insumos que são fundamentais para o funcionamento dos países, funcionando como matéria prima base para muitos produtos utilizados no cotidiano.

Por isso, investir em commodities é adquirir contratos futuros que estarão atrelados ao preço desse insumo, estando exposto a variação da cotação deste no mercado internacional.

Produtos Estruturados

Esse tipo de investimento se trata da aquisição de ativos compostos por um ou mais derivativos que podem ser usados também como hedge para minimizar as chances de perdas.

investimentos alternativos criptomoeda

Criptoativos

Atualmente são os investimentos mais badalados, principalmente após a explosão da valorização do Bitcoin, que fez com que muitos investidores tradicionais olhassem para o mercado de criptomoedas com mais atenção.

Os criptoativos são moedas geradas a partir de um complexo sistema tecnológico feito na Blockchain, uma tecnologia que garante a autenticidade de um ativo virtual e tem sido utilizada também nas recentes NFTs.

A ideia dos criptoativos é bastante disruptiva e à medida que vem ganhando adeptos influentes no mundo como Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, passam a se tornam opções de investimento atrativas, com altas chances de ganho.

Ainda assim, é um mercado bastante volátil, que deve ser encarado com muita cautela.

Riscos dos investimentos alternativos

Mesmo os investimentos tradicionais representam algum tipo de risco, afinal, o mercado bem como a economia estão sujeitos a imprevisibilidades de grande impacto, como por exemplo a pandemia do coronavírus em 2020.

Ainda assim, tem-se a falsa impressão de que ativos alternativos são muito mais arriscados, única e exclusivamente por serem alternativos, ou seja, não ter a chancela de grandes instituições financeiras, mas isso não é bem verdade na prática.

Os riscos de investimentos alternativos podem ser maiores ou menores a depender do tipo de ativo que você adquire, como já mostramos nos exemplos acima.

Estratégias de multiplicar o patrimônio de forma rápida sempre serão mais arriscadas, enquanto ações que visam o longo prazo, tendem a ser mais seguras.

A relação é sempre risco-retorno, por isso, antes de escolher no que investir é importante se preparar e alinhar suas expectativas, mas fundamentalmente, o bom investidor sabe que a diversificação é o caminho mais seguro.

Investir com eficiência é um jogo de longo prazo, então ter uma carteira bem diversa, com ativos de renda fixa e investimento alternativos, é uma boa maneira de gerir e multiplicar o seu patrimônio.

Ademais, é de suma importância contar com o auxílio e a expertise de profissionais com experiência no mercado para realizar as melhores escolhas.

investimentos alternativos private equity

5 Estratégias de Fundos Alternativos de Investimento

Para investir em ativos alternativos não dá para fazer de qualquer forma, é preciso ter uma boa estratégia para conseguir aproveitar as vantagens desse investimento.

Por isso, separamos 5 estratégias para que você construa uma carteira com fundos de investimento alternativo e outras opções de ativos para obter resultados mais assertivos e com menos riscos de perda.

1. Fundos de Private Equity

Podemos definir Private Equity como o aporte de recursos em empresas que estão em processo de consolidação e fazem parte de áreas não acessadas pelo mercado de ações.

Nesse sentido, os Fundos de Private Equity são aqueles que investem em empresas não listadas na bolsa de valores.

Com foco no longo prazo, os gestores de Private Equity participam ativamente da gestão de negócios emergentes.

O objetivo é desenvolvê-los para uma posterior abertura de capital, fusão ou venda para outras grandes empresas.

Consequentemente, resultando em retornos superiores ao do mercado acionário ao final do período.

Em geral, o principal objetivo das empresas que investem através de Fundos de Private Equity é proporcionar o crescimento de outras organizações promissoras.

Assim, colaborando para que elas entrem na lista de empresas disponíveis para compra e venda de ações na Bolsa de Valores.

Além do capital, a empresa que investe por meio de Private Equity também agrega ao negócio sua expertise administrativa, aperfeiçoando métodos e processos.

Feito isso, ela pode vender sua parte das ações para outros investidores por preços bem mais elevados, resultando em lucros atrativos.

  Diferença entre Fundo de Private Equity e Fundo de Ações

A principal diferença entre os Fundos de Private Equity e os Fundos de Ações está na forma de participação na empresa.

Nos Fundos de Ações, as aplicações resultam em uma fração do capital social de empresas com capital aberto na bolsa de valores.

Os investidores, nesse caso, se tornam sócios minoritários, participando dos lucros e prejuízos como qualquer empresário, mas sem influência direta na gestão.

Já através de fundos de Private Equity, os investidores costumam participar ativamente da gestão e administração das empresas, além de adicionarem capital para a companhia.

Os Fundos de Private Equity também são fundos fechados, com prazo de duração normalmente superior a 5 anos.

Desta forma, acabam sendo direcionados aos investidores que podem dedicar uma parcela de seus recursos para o longo prazo.

Vale ressaltar que a liquidez desse tipo de ativo no mercado secundário é muito baixa.

2. Fundos Distressed

Os Distressed Assets são ativos que ganham cada vez mais destaque entre os investidores brasileiros.

Esse tipo de investimento se beneficia tanto das crises ou cenários de volatilidade quanto dos ciclos econômicos favoráveis.

Isso porque um Distressed Asset se define por um ativo depreciado, emitido por uma companhia que está passando por grandes dificuldades financeiras.

Pelo fato da empresa em questão enfrentar problemas financeiros, o ativo irá desvalorizar.

Dessa forma, um Distressed Asset pode ser uma boa oportunidade para compra quando o investidor acreditar que as dificuldades poderão ser superadas.

Considera-se a dívida “distressed” como os títulos, empréstimos e outras obrigações de empresas que já se encontram em Recuperação Judicial.

Em outros casos, demonstram indicações de que a mesma pode recorrer a essa proteção legal ou a outras formas de renegociar suas obrigações.

3. Fundos Event Driven

O Event Driven é uma estratégia onde se busca capturar oportunidades de fusões e aquisições em eventos corporativos.

Quando o evento corporativo é anunciado, o gestor começa acompanhar todo desenvolvimento da operação.

Ou seja: os documentos publicados, o processo regulatório ou o processo de financiamento do comprador.

Com isso, é analisado se o preço praticado no mercado está embutido no prêmio de risco para o fechamento da operação.

A partir disso, torna-se possível decidir se vale a pena, ou não, entrar na operação.

Como o preço de compra já está definido, o risco deixa de ser de mercado e passa a ser do sucesso ou não da aprovação.

Quando a operação não é aprovada, a tendência é que a ação volte a negociar nos patamares de antes da anunciação do ‘deal’.

Isso significa que o gestor consegue prever tanto o quanto pode ganhar quanto pode perder.

Sendo essa uma estratégia bastante descorrelacionada e que traz menor risco de cauda quando pensamos em uma carteira global de investimentos.

4. Fundos de Infraestrutura

De acordo com a Instrução CVM 578, os Fundos de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra), como o nome já indica, investem em projetos de infraestrutura, realizando o desenvolvimento e inovação no território nacional.

Através deles, é possível investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs)

No entanto, o foco dos FI-Infra são as Debêntures Incentivadas, títulos de crédito emitidos por empresas privadas.

O dinheiro é emprestado por um prazo pré-estabelecido em troca de uma remuneração.

Por iniciativa do Governo Federal, este tipo de fundo de investimento possui vantagens fiscais aos investidores pessoas físicas.

Um exemplo disso é a isenção de Imposto de Renda sobre rendimentos e ganhos de capital e amortização.

Na prática, os Fundos de Infraestrutura oferecem um risco balanceado e funcionam como uma alternativa à volatilidade das ações e às limitações da renda fixa.

5. Fundos para “Special Situations”

Como o próprio nome sugere, os Special Situations são situações especiais em que um investimento mostra valer muito a pena – geralmente pelo seu alto potencial de lucro no futuro.

Portanto, o objetivo do fundo é identificar um ativo que esteja desvalorizado e que possua algum fator que justifique uma correção futura.

Ou seja, que tenha boas chances de receber uma forte valorização no curto, médio ou até no longo prazo.

Um exemplo disso é uma empresa mal precificada que, após uma mudança positiva na administração, pode ter suas ações fortemente valorizadas.

É um tipo de investimento de alto risco e que exige bastante conhecimento do gestor do fundo sobre o mercado em que o negócio está inserido.

Para que uma Special Situation exista, é comum que os ativos possuam uma menor liquidez.

Isso porque, por característica, eles são menos utilizados pela maioria dos investidores.

Como investir em ativos alternativos?

Antes de escolher um ativo pela possibilidade de ganhos, é fundamental ter uma carteira rentável e diversa, por isso a melhor forma é ter uma assessoria para acompanhar a construção do seu portfólio de ativos.

Aqui na Portofino, somos um escritório Multi Family Office e nosso objetivo é proteger, gerir e aumentar o patrimônio da sua família, por isso, quando vamos indicar investimentos alternativos, trabalhamos de forma a trazer possibilidades de ganhos recorrentes sem trazer riscos.

Opções mais voláteis, como criptomoedas, são sim consideradas, porém os investimentos são menores para jamais comprometer o patrimônio, tudo feito sempre com muito estudo de mercado pelos nossos especialistas.

Temos um serviço de carteira administrada, por exemplo, que já deu bastante resultados, vale a pena conferir.

Principais tendências em investimentos alternativos

É inegável que com a implementação do conceito de metaverso em larga escala, ativos como NFTs e criptomoedas passarão a ser cada vez mais tendência para novos investimentos, então a aposta no mercado digital é alta.

No mundo físico, é notável que a aceitação com relação à cannabis recreativa e seus derivados tem aumentado, e os impactos da legalização na economia dos Estados americanos que aderiram a legalização da planta foram extremamente positivos.

O setor de produção de cannabis, tem chamado a atenção dos investidores, e à medida que a legalização avança, mais oportunidades devem surgir.

Vale lembrar que apesar dessas tendências citadas, os outros ativos jamais saem de moda, então agregue novas possibilidades a sua carteira, sem abrir mão do que tem dado certo.

Conclusão

Por fim, investimentos alternativos nada mais são que uma forma de ampliar as opções e diversificar ainda mais a sua carteira de ativos, pensando sempre em ganhos consistentes e com riscos controlados. Na hora de investir, vale muito a pena ter contigo uma assessoria especializada, e para isso, a Portofino Multi Family Office é a parceira ideal para cuidar do seu patrimônio. Conheça nossas soluções.

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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Tempo de leitura: 3 minutos

Família Portofino,

Chegou ao fim, nesta quinta-feira (7), o Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank. Com somente um painel no dia, o fórum terminou com a participação de Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil.

Para saber como foi o primeiro e o segundo dia, respectivamente, clique aqui ou acesse o link.

Sessão Especial com Paulo Guedes, Ministro da Economia do Brasil

“Vamos surpreender novamente esse ano”, foi assim que Guedes iniciou seu discurso no evento. Para justificar essa afirmação, o ministro comentou que o Brasil está à frente do resto do mundo. “Fomos a única grande economia do mundo que conseguiu zerar o déficit e ao mesmo tempo fazer a política monetária já em posição de combate à inflação. Em qualquer momento a inflação pode começar a ceder”, falou Guedes.

Seguindo nos tópicos de inflação e crescimento, o chefe da pasta destacou que o nosso país tem uma dinâmica de crescimento já contratada, ressaltando que reformas importantes foram feitas, mas passaram despercebidas por terem sido feitas “no calor do momento da Covid-19”. No discurso, para validar sua visão da melhora do ambiente econômico, o economista citou que dois bancos revisaram a expectativa do PIB para cima.

Confira: Wealth Management: Saiba tudo como funciona esse serviço e qual o momento correto para contratar

Questionado sobre a agenda prioritária para 2022 e 2023, ele comentou que irão fazer reforma até o último dia desse mandato e a partir do primeiro do ano que vem. Sobre 2023, o ministro explicou que além de acelerar as privatizações, reduzir impostos, desburocratizar o ambiente de negócios e reforço das questões sociais, a prioridade é a Reforma Tributária. Nas palavras dele, “já estamos atrasados”, portanto, a expectativa dele é que as reformas acelerem.

Nos últimos assuntos abordados, Guedes analisou que com o cenário de guerra, os países europeus virão procurar soluções energéticas e alimentar no Brasil, fazendo com que petroleiras e empresas de energia venham para o país.

Por fim, o ministro da Economia reiterou o aumento do corte da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 25% para 33%, além de poder fazer uma nova redução de 10% nas tarifas de importação. 

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Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e a nossa posição não é partidária.
As opiniões expressas aqui são dos palestrantes e convidados do evento.

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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 3

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 2

Tempo de leitura: 12 minutos.

Família Portofino,

O Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento promovido pelo Bradesco Private Bank, chegou, nesta quarta-feira (6), ao segundo dia de painéis. O evento foi repleto de grandes personalidades do cenário econômico e político, que discutiram diversos assuntos de importância para o dia a dia do investidor. 

Clique aqui para saber como foi o primeiro dia.

Mesa redonda: O que esperar dos investimentos em Private Equity e Venture Capital em 2022?

O pontapé inicial do segundo dia teve em pauta os mercados de Private Equity e Venture Capital em 2022. Além de discutirem suas experiências e expectativas, Rafael Padilha, Head de Private Equity, Luiz Ribeiro, Diretor Executivo e Co-Head do escritório da General Atlantic no Brasil, e Joaquim Lima, Sócio na Riverwood Capital, também comentaram sobre os riscos e cuidados nesses mercados.

No caso do investidor-gestor, para Padilha, é importante estar atento ao que está acontecendo no cenário macroeconômico, focar no micro e analisar de forma “detalhista” o time da empresa que está investindo. Do ponto de vista do investidor, o economista disse que a principal preocupação tem que ser o timing, ter muito claro em mente que é um investimento a longo prazo e escolher um gestor com track record de sucesso.

Ribeiro concordou com as colocações de Padilha e acrescentou que o investidor tem que ter clareza do tipo de investimento, setor e exposição que ele está investindo. Ou seja, ter certeza que o investimento faz sentido ao perfil de risco.

Sessão Especial com Nick Beighton, ex-CEO da ASOS

Na sequência, Nick Beighton, ex-CEO da ASOS, loja britânica de roupas e artigos de beleza destinada a jovens adultos, falou sobre as mudanças do varejo e a implementação cada vez maior do e-commerce.

Beighton comentou sobre os desafios em mudar para o mobile. Nas palavras dele, a empresa teve que ter bons engenheiros de tecnologia e precisaram pensar em diferentes abordagens. “A experiência mobile é muito melhor que a desktop”, disse o ex-CEO. Ele explicou que o desktop é para adquirir clientes, enquanto no mobile é possível criar conexões com os clientes. 

“Os aplicativos se tornaram uma conexão melhor para os nossos clientes. Portanto, aperfeiçoamos o nosso user experience. Trabalhamos com inteligência artificial também para fazer com que o cliente prestasse mais atenção no aplicativo e ficasse mais engajado”, contou Nick.

O executivo ainda falou sobre conteúdo e como ele é importante para atrair os clientes. Ele ressaltou que quanto mais o consumidor estiver engajado com o software, melhor será a experiência. Ademais, com a inteligência artificial ele conseguiu diminuir a quantidade de cliques que os usuários precisavam dar para realizar suas ações e, segundo ele, “os clientes amam isso”. No campo de conteúdo, ele precisa ser inspirador e engajador, principalmente quando trata-se do mercado de moda.

Bancos digitais: A rentabilização de clientes como desafio

O terceiro painel do segundo dia de evento abordou um tema alvo de muitas questões e discussões, tanto de investidores quanto de clientes. Jean Sigrist, Presidente do Conselho de Administração do Neon, João Vitor Menin, CEO do Banco Inter, e Renato Ejnisman, CEO do Next, debateram sobre as inovações e os desafios do mercado de bancos digitais.

Dentre os assuntos discutidos pelos convidados, podemos destacar a análise sobre a questão da relação entre preço/serviço. Menin disse que o Inter sempre aposta em ter uma gama de serviços bem completos, mas ponderou que investem muito na questão de preço. Ele complementou dizendo que alinha experiência e preço, porém cada cliente pode ter um olhar diferente, então “tem que ser bom nos dois”.

Para Ejnisman, com o tempo a experiência vai ser mais relevante. Nas palavras dele, o passar do tempo vai mostrar que entender o cliente e se antecipar às suas expectativas vai ser mais importante. Ele também abordou a questão da monetização, a qual disse acreditar que não será um mercado de winner takes all. 

Sessão Especial com Charles Gave – Sócio fundador da Gavekal Research

A sessão especial com Charles Gave teve uma apresentação do convidado, no qual ele falou sobre os principais fatores econômicos dos últimos 25 anos. Além disso, também comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na questão da inflação, ele afirmou que estamos entrando num mundo inflacionário e a inflação ainda vai subir mais. Por fim, disse que na construção de um portfólio, ao se considerar a inflação, é importante olhar a aceleração e não o nível.

A abertura do mercado “livre” de energia elétrica no Brasil – Desafios e oportunidades para distribuidoras, geradoras, comercializadoras e consumidores

Na parte da tarde, Elisa Bastos, Diretora da Aneel, e Ricardo Lisboa, Presidente da Abraceel, foram os responsáveis por compor o painel que teve como tema o mercado de energia elétrica no Brasil.

Lisboa fez questão de pontuar que toda e qualquer mudança estrutural traz medo. De um lado, ele comentou que esse receio atrasou a abertura, mas, por outro lado, ajudou a trazer soluções para problemas e riscos. “Estou bastante otimista e acho que é uma virada importante para o país”, afirmou. Ricardo contou que no futuro as pessoas teriam que saber de quem contratar energia.

Em geral, a opinião é de que o mercado livre aumentaria a competição e poderia melhorar a qualidade de atendimento do consumidor.

Saiba mais: Ativos alternativos: Entenda em que consiste esse investimento, benefícios, exemplos e como investir

Sessão Especial com Ricardo Reis, especialista em Política Monetária e professor de Economia na London School of Economics

Ricardo Reis realizou uma análise sobre os desafios da política monetária em 2022 e para os próximos anos. Logo no início de sua fala, o professor fez questão de deixar claro: “A inflação pode, de fato, subir de forma consistente. Estamos com um problema grave”.

Para explicar essa afirmação, ele traçou um panorama desde o começo da pandemia, explicando que o período trouxe enormes mudanças e desafios para a economia global, tais como: dispersão das fortunas das empresas, trabalho a distância, transição climática, digitalização, entre outros. Reis definiu essas questões como desafios de longo prazo, mas disse que são poucos comentados porque há um problema mais urgente. 

Além disso, ele explicou que há 12 meses tivemos a rápida recuperação da economia e a consequente alta da inflação. Neste cenário, os bancos centrais mantiveram um nível histórico expansionista ao invés de mudar a rota para conter a inflação.

Dessa forma, o professor concluiu que há grandes desafios estruturais para os bancos centrais, que todo o foco está na inflação depois dos erros dos últimos 12 meses e pressão da dívida pública. No caso da inflação, Reis opinou que “baixá-la sem causar uma recessão seria um feito extraordinário”.

Assimetria regulatória no sistema bancário

Isaac Sidney, CEO da Febraban, Bruno Balduccini, Parceiro na Pinheiro Neto Advogados, e Rubens Sardenberg, Diretor de Assuntos Econômicos, Regulamentação e Riscos da Febraban, foram os selecionados para debaterem sobre o sistema bancário no evento.

Os convidados discutiram sobre o sistema bancário e as novas regulações do Banco Central. Ademais, falaram sobre o crescimento das fintechs e as questões que elas trazem para o BC lidar. Sobre as fintechs, Balduccini foi categórico ao dizer que “se alguém das fintechs falar que não esperava as mudanças regulatórias estará mentindo”.

Outro tema abordado foram as criptomoedas, com Isaac Sidney pontuando que é um tema que merece atenção.

Sessão Especial com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do governo de São Paulo, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central

O penúltimo painel do dia contou com Henrique Meirelles como convidado para falar sobre o atual cenário econômico e político. 

Em sua primeira fala, Meirelles fez uma rápida análise sobre as últimas décadas. Ele comentou que no período de 2000-2010 o Brasil cresceu bastante, com média de 4% mesmo com as crises. Já nos anos de 2011-2020, segundo o secretário, foi de altos e baixos, com um governo Dilma de muita interferência e gastos exagerados, movimentos que geraram muita desconfiança na economia. 

Meirelles também comentou sobre o teto de gastos. Ele disse que é normal que todos queiram disputar o orçamento para suas regiões e estados, mas o problema, nesse caso, é a necessidade de haver um limite, uma âncora que permita uma gerência inteligente. Para ele, é preciso voltar a respeitar o teto até 2026 e, a partir desse momento, definir um novo critério.

Outro assunto abordado diz respeito à autonomia do Banco Central e a importância disso. O ex-ministro explicou que a decisão de dar autonomia à instituição é fundamental, pois proporciona condições de fazer a política adequada. Meirelles complementou dizendo que é importante que o próximo governo faça política fiscal para dar âncora na economia e na inflação, ajudando o BC.

Por fim, o ex-presidente do BC foi questionado sobre a polêmica do preço dos combustíveis. Em relação aos combustíveis, ele falou que não pode haver intervencionismo na Petrobras. “Se for isso, é melhor deixar como está”, afirmou Meirelles. Ele foi objetivo ao dizer qual a solução: “Competição”. “Divide a Petrobras em 3, 4 companhias, privatiza e o mercado determina o valor de competição. Não criar monopólio privado, mas dividir a companhia”, disse.

Desafios e oportunidades para os bancos incumbentes

Para finalizar a quarta-feira do fórum, o evento recebeu três CEO de grandes bancos do Brasil. Fausto de Andrade Ribeiro, CEO do Banco do Brasil, Octavio de Lazari, CEO do Bradesco, e Milton Maluhy, CEO do Itaú, comentaram sobre tudo da participação dos bancos digitais no mercado.

Lazari comentou que enxerga essas instituições como concorrentes em nichos específicos, mas, de forma geral, não, a não ser algumas que já atingiram um certo patamar. Do ponto de vista dos investidores, o CEO destacou que eles já começam a olhar as coisas de uma forma diferente, principalmente com o novo momento da taxa de juros.

Maluhy concordou com a colocação do executivo do Bradesco, e acrescentou que são a favor da competição e concorrência dentro das regulamentações. Ele ainda disse que a questão do preço (anuidade, isenção de taxas) foi uma boa porta de entrada para esses novos players. O CEO do Itaú também mencionou a taxa de juros, explicando que no cenário oposto ao atual, de baixa taxa de juros, tem mais espaço para capital de risco.

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Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

Brazil Investment Forum | Bradesco – Highlights #Dia 1

Tempo de leitura: 11 minutos.

Família Portofino,

Nesta terça-feira (5), aconteceu o primeiro dia do Bradesco BBI 8th Brazil Investment Forum, evento organizado pelo Bradesco Private Bank. O dia contou com diversos painéis sobre diferentes assuntos que estão em destaque no cenário econômico e político atual. Para falar sobre esses assuntos, nomes nacionais e internacionais do mercado, como Affonso Pastore, Luis Stuhlberger, Gustavo Montezano, William Dudley, entre outros, marcaram presença no evento.

Confira um resumo dos painéis desta terça-feira.

Desafios econômicos pós-eleições no Brasil

O primeiro painel contou com a presença de Affonso Pastore, ex-Presidente do Banco Central, Nelson Barbosa, ex-Ministro da Economia e ex-Ministro do Planejamento, e Gustavo Franco, Managing Partner da Rio Bravo Investimentos e ex-Presidente do Banco Central, discutiram suas visões sobre o que esperar para a economia brasileira após as tão aguardadas eleições presidenciais de 2022.

Os especialistas, além de falarem sobre os prognósticos e desafios pós-eleições, relembraram o período de pandemia, quando a taxa Selic bateu 2% ao ano, para contextualizar o momento de inflação vivido atualmente. Para Pastore, por exemplo, ele teme que a inflação não diminua o tanto quanto se espera. 

Além disso, eles também comentaram sobre a importância de se ter uma política fiscal que estimule o crescimento. “O próximo governo vai ter que desarmar uma bomba fiscal”, disse Barbosa.

Na parte final do debate, os economistas comentaram sobre a Petrobras e a privatização das estatais durante o último governo. A alta dos combustíveis também esteve em pauta, a qual os profissionais falaram sobre possibilidades para o tema.

As melhores ideias de investimentos para 2022

Na sequência do evento, foi a vez de Luis Stuhlberger, sócio fundador e gestor de carteira da Verde Asset, Carlos Woelz, sócio fundador e gestor de carteira da Kapitalo Investimentos, e Daniela Costa-Bulthuis, gestora de carteira na Robeco, analisarem o que o cenário econômico atual e quais, na visão deles, são as melhores ideias de investimentos.

Stuhlberger traçou um panorama desde o início da pandemia de coronavírus e destacou o período a partir de julho de 2021, dizendo que o “Brasil voltou ao inferno” e que “foi um período insano”. Ele relembrou que a crise dos precatórios, somada a todo o temor acerca do teto de gastos, fez a Bolsa de Valores sofrer uma grande queda no segundo semestre de 2021.

O gestor analisou que o Brasil está em um momento que vai se beneficiar muito das circunstâncias externas. Stuhlberger ainda ressaltou que acha que é a primeira vez que ele vê, apesar da alta de juros nos Estados Unidos, o Brasil sendo beneficiado nesse cenário. Ele também disse que acredita em um mundo mais inflacionista depois da crise de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia. 

Costa-Bulthuis abordou as opções que o investidor de mercados emergentes tem. Ela listou que na China há o risco de interferência nas empresas e a crise no setor imobiliário e de construção, a Europa Central está vivendo um momento muito arriscado devido à guerra , o Oriente Médio não apresenta tantas opções e a África do Sul tem a questão do desemprego.

Neste sentido, ela explicou que a América Latina tem mercados diversificados e com moedas líquidas. Ou seja, para a gestora, esse mercado voltou a ser o centro e o polo a se investir nos mercados emergentes em 2022. Contudo, ela fez questão de ressaltar os riscos de crises políticas, não só no Brasil.

Falando sobre o Brasil, Costa-Bulthuis explicou que o Banco Central do Brasil se antecipou aos outros em relação ao aumento da alta de taxas de juros. Ademais, o fator valuation, de acordo com a fala da gestora, com os preços dos ativos muito descontados também é um fator favorável aos investimentos no Brasil. Em outras palavras, ativos baratos, moeda com tendência de valorização, falta de opções e a conjuntura favoreceram a entrada de investimentos estrangeiros.

No fim do painel, a gestora comentou que os setores de commodities, os bancos e as empresas pagadoras de dividendos são investimentos que ela vê com bons olhos, além de dizer que não é a hora de voltar para growth.

O que é necessário para atrair investimentos em infraestrutura para 2023-26?

Ainda na parte da manhã do evento, Antônio Carlos Sepulveda, CEO da Santos Brasil, Bruno Serapião, Sócio Senior na Pátria Investimentos, e Marco Cauduro, CEO da CCR, discutiram sobre o setor de infraestrutura.

Sepulveda comentou que a área tem espaço para melhorar, principalmente na parte de regulação. Nas palavras do CEO, o Brasil é hiper regulado com um sistema que peca pelo excesso de regulação.

Em relação ao tema ambiental, Sepulveda explicou que há um anseio de países e pessoas sobre o tema. Ele falou que é um ponto indissociável a todos os projetos e que o licenciamento ambiental no nosso país não é diferente de nenhum outro.

Em suma, os três convidados falaram sobre investimentos, contratos e disponibilidade de capital atualmente.

Saiba mais: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

Sessão Especial: William Dudley, ex-Vice Chairman do Federal Open Market Committee e ex-Presidente do Fed de NY

William Dudley analisou o cenário econômico nos Estados Unidos e a participação do Federal Reserve. De acordo com ele, o Fed teve talvez quatro grandes erros.

O primeiro seria a nova política monetária adotada. “Estamos em uma situação que a política monetária precisa estar mais rígida”, disse o economista. O segundo erro é que o banco central americano estava muito preocupado em reduzir a compra de ativos. Terceiro erro foi a avaliação do mercado de trabalho. Dudley comentou que o Fed não considerou que a pandemia resultaria em um mercado mais rígido. O quarto, e último, erro foi considerar a inflação transitória. Ele afirmou que está “bem confiante” que a política monetária vai ser apertada nos próximos meses.

Em relação à guerra na Ucrânia, Dudley pensa que os Estados Unidos estão em um lugar melhor do que os outros países. Sobre o valor das commodities, ele comentou que depende muito do que acontecer no mundo e de quanto a guerra vai pressionar os preços. 

BNDES e a Nova Economia: Os pilares do desenvolvimento sustentável 

Nos painéis da parte da tarde, Gustavo Montezano, CEO do BNDES, e Marcelo Serfaty, Presidente do Conselho do Conselho de Administração do BNDES, iniciaram os trabalhos comentando o papel do banco.

Serfaty disse que o Brasil tem a capacidade de atrair muito capital e de se reinserir nas cadeias globais. “O BNDES pode ter papel importante na reinserção do setor privado nas cadeias globais. Vejo na guerra hoje uma oportunidade para o Brasil”, afirmou o presidente do conselho.

Já Montezano explicou que o BNDES tem um papel chave. Na opinião dele, o banco tem que atuar de forma multidimensional para descentralizar a economia, quanto mais a economia ser descentralizada mais sustentável e inovadora ela será. 

Foco em ESG: Desafios e oportunidades para produtores de commodities na era verde

Andrew Lichter, Vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo da Mobius Risk Group, e Vinicius Nonino, Diretor de Novos Negócios na Suzano, foram os responsáveis por falar sobre a agenda ESG.

Lichter disse que ele não sabe o que os governos vão fazer sobre regulamentações, mas imagina que devem haver alguns padrões de relatórios globais.

Por outro lado, Nonino afirmou que a Suzano quer ser referência em sustentabilidade a partir das iniciativas que os colocam em direção à agenda ESG. Ele também comentou que o Brasil precisa aprovar as leis do setor. Para ele, “é muito desafiador”, pois é necessário ver com uma perspectiva local de interesses políticos. “Enquanto olharmos com esses olhos será difícil avançar”, finalizou.

O renascimento das juniors E&Ps no Brasil

O penúltimo painel do dia teve a presença de Décio Oddone, CEO da Enauta e ex-Diretor da Agência Nacional do Petróleo, e Ricardo Savini, CEO da 3R Petroleum.

Oddone comentou sobre a onda de vendas dos ativos da Petrobras e disse acreditar que vamos ter um mercado secundário desses ativos da estatal.

Savini explicou que o momento das empresas juniores e majors são diferentes. Falando sobre a 3R, ele falou que estão em um momento quase embrionário e, por isso, é difícil falar sobre pagamento de dividendos. “É o momento de pagar a Petrobras pela compra dos ativos. É prematuro discutir sobre dividendos”, falou o CEO.

Eleições 2022: Visão de consultores políticos e instituto de pesquisa

Para finalizar o primeiro dia de evento, o último painel, com duração de 1h30, recebeu Chris Garman, Diretor-Executivo para as Américas da Eurásia Group, Fernando Abrucio, Consultor Político, Luciano Dias, Consultor Político e Sócio da CAC, e Márcia Cavallari, CEO da IPEC.

Os analistas falaram sobre o que esperam para as eleições deste ano e como os candidatos devem se comportar durante a corrida eleitoral. Garman destacou que há dois candidatos, Lula e Bolsonaro, “com credenciais ante sistemas muito fortes”. 

Ademais, para Abrucio, essas eleições não serão como as de 2018. Isso pois naquela época o tópico era corrupção, mas, atualmente, o tema mais forte é o bem-estar da população. O consultor ponderou que a principal característica dessa eleição é o plebiscito sobre o bolsonarismo. “O grande ponto é olhar para o governo Bolsonaro, avaliar e votar”, comentou.

Por fim, Cavallari disse que, no decorrer da corrida eleitoral, Lula pode perder quantidade de votos porque pode resgatar o que já aconteceu em outros mandatos. Bolsonaro, contudo, tem chance de crescer. “É comum vermos os governantes melhorarem ao longo da campanha”, finalizou.

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Causa e Efeito | 19.03.2022

Causa e Efeito | 19.03.2022

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Família Portofino,

Nessa última semana, tivemos o que se convencionou chamar “super quarta”. No mesmo momento, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos deliberaram sobre suas respectivas decisões de política monetária. Por aqui, nosso banco central deu seguimento à sua estratégia de elevação de juros, adicionando mais 1% à taxa SELIC, hoje em 11,75%. Nos Estados Unidos, o FED finalmente iniciou o processo de ajuste dos juros básicos da economia americana promovendo a primeira elevação de 0,25%.

O ritual de divulgação das decisões de política monetária por parte dos bancos centrais habitualmente inclui um comunicado que qualifica a ação tomada. A decisão, é obviamente importante, mas também faz parte da estratégia, atuar sobre as expectativas e antecipar, quando necessário, o plano de voo das futuras ações (forward guidance). Em determinados momentos, essa comunicação pós-reunião se torna mais relevante quando comparada a decisão em si. E dessa vez, foi exatamente o que aconteceu em ambos os casos.

Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos)

A decisão de elevar os juros americanos em 0,25% era francamente esperada por parte do mercado. A surpresa veio no aviso de que o FED, mantido o atual ambiente inflacionário, pretende elevar os juros nas próximas 6 reuniões deste ano e em pelo menos 3 em 2023. Mantendo o passo de 0,25%, estima-se que a taxa de juros no final do ciclo esteja em pelo menos 2,80%.

Nesse ambiente de preços de commodities sob pressão e, no caso dos Estados Unidos, de um mercado de trabalho extremamente apertado, há incertezas que certamente manterão a volatilidade dos mercados em um nível elevado. Os riscos dos juros americanos ainda permanecem assimétricos para cima. Não há que se descartar a alteração da estratégia para um passo de aumentos maior, 0,50%, e a necessidade de se interromper o ciclo bem acima de 3%. A mensagem teve um tom mais preocupado com a clara intenção de deixar os agentes de mercado preparados para mais juros e não o contrário.

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Do lado de cá, a mensagem do nosso banco central foi percebida como mais otimista. Ratificada a esperada decisão de se elevar a SELIC em adicional 1%, o comunicado introduziu um cenário alternativo de que, mantido o preço do petróleo em torno dos US$ 100 ao longo desse ano, a estimativa da inflação para 2023 ficaria próxima de 3,1%, abaixo, portanto da meta de 3,5%. Isto posto, a elevação da SELIC para 12,75% seria suficiente para se concluir o ciclo de altas.

Trabalhamos com a inflação doméstica permanecendo pressionada, mas não o suficiente para alterar significativamente o plano do Banco Central do Brasil. Independentemente da necessidade de mais um aumento de 1%, é razoável inferir que o ciclo de altas de juros no Brasil se encerre, no máximo, nas próximas duas reuniões. Por aqui a mensagem surpreendeu positivamente os mercados.

Como se não bastasse o conflito entre a Rússia e a Ucrânia e todas suas consequências econômicas que discorremos em edições anteriores desta carta, temos hoje o principal banco central do mundo ajustando as expectativas do mercado para um ambiente ainda bastante desafiador. Concomitantemente, o Banco Central do Brasil se mostra mais positivo com o trabalho feito até agora, introduzindo um risco de cauda mais positivo para o cenário na totalidade.

E é nessa complexidade que navegamos e ajustamos as posições das nossas carteiras. Há algumas semanas, tomamos a decisão de aumentar nossa exposição na classe de multimercados.  Essa decisão tem se mostrado acertada, dado que, até o dia 17/03, o nosso veículo exclusivo de alocação sobe 4,72% no ano contra um CDI de 1,98%.  Essa decisão se pautou na observação de que alguns gestores se destacam justamente em anos de maiores incertezas políticas ou econômicas. Em outras palavras, tiram proveito justamente do aumento da volatilidade dos mercados.

Adicionalmente, o nosso veículo de alocação em fundos multimercados investe em vários produtos de distribuição restrita, produtos estes que não estão disponíveis nas plataformas de varejo. Como exemplo podemos citar o SPX RAPTOR, CAPSTONE e KAPITALO ZETA. Nessa linha de exclusividade, mais recentemente conseguimos espaço no fundo alavancado da Ace Capital. Pouquíssimos players de mercado têm acesso a este fundo. Aqui combinamos a decisão correta de mercado com a implementação mais eficiente, exclusiva e de menor custo.

Cada detalhe importa.

Um ótimo final de semana para você e sua família.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

Causa e Efeito | 19.03.2022

Causa e Efeito | 05.03.2022


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Olá Família Portofino,

Completadas duas semanas do início da invasão russa ao território ucraniano, duas questões nos surpreendem no desenrolar deste conflito. De um lado, a resposta do ocidente veio, como era de se esperar, com um rol de sanções econômicas. Nenhuma novidade até aqui. Entretanto, sua abrangência e intensidade certamente foram muito além do que os mercados inicialmente previam.

Putin, outros políticos, funcionários do Estado e oligarcas russos tiveram seus ativos fora do país congelados, impedidos de movimentação. Medidas foram tomadas para impossibilitar o uso das reservas internacionais russas por parte do seu banco central. Bancos russos foram retirados do sistema internacional de pagamentos (SWIFT), o que, na prática, significou impedi-los de liquidar operações financeiras fora da Rússia. Contratos comerciais com diversas empresas russas foram cancelados e diversas empresas internacionais anunciaram a interrupção de suas operações dentro do seu território. Ativos russos vêm sendo retirados dos principais índices de mercado, aumentando o isolamento do mercado russo do resto do mundo financeiro.

O estrangulamento imposto à sua economia através dessa série de medidas, empurra a economia russa para uma crise econômica como a vivenciada pelo país em 1998.

A outra surpresa veio da escalada bélica da invasão. A tolerância ao risco do presidente Putin vem surpreendendo até o mais pessimista dos analistas políticos. Alvos civis não têm sido preservados e até mesmo a maior planta nuclear da Europa, localizada ao sudeste da Ucrânia, foi atacada. Estivemos perto de um acidente de proporções muito superiores ao que presenciamos em Chernobyl. Esse ataque foi o gatilho para uma realização mais expressiva dos mercados nesta sexta-feira.

Se, por um lado, nos surpreendemos por assistir, em pleno século XXI, uma tradicional e violenta ofensiva das forças militares russas ao território ucraniano, por outro, também chama atenção a contraofensiva econômico-financeira, sem precedentes na história, com capacidade de dizimar a Rússia sem que nenhum tiro seja disparado.

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Como previsto, o impacto sobre o preço das commodities tem sido brutal. O aumento de preços observado nesta semana só encontra semelhança aos piores momentos da crise do petróleo dos anos 70. Encurtando a estória, esse violento choque de oferta em seguida ao já anteriormente provocado pela pandemia, agrava o problema inflacionário e terá incontestável impacto sobre o crescimento mundial. É ainda cedo para afirmar, mas tudo caminha para impactos de intensidade distintas a depender da região.

Sem sombra de dúvida, a relevância do gás natural na matriz energética da Europa e sua enorme dependência do fornecimento russo, elevam o risco de estagflação para a região.

Os Estados Unidos também serão afetados pela elevação geral de preços, mas não o suficiente para ameaçar sua economia com uma recessão. Isto nos parece verdade até pelos sinais dados pelo banco central americano de que, a despeito da guerra, o plano de voo continua a ser de se iniciar o aumento dos juros agora na reunião do próximo dia 16. A China, por ser menos impactada no tocante à pressão de preços durante a pandemia e por ainda possuir espaço fiscal para continuar estimulando o crescimento da sua economia, também deverá ter impactos limitados consequentes do conflito.

O Brasil e o demais países emergentes exportadores de matérias-primas também tendem a serem impactados em menor grau. Seremos beneficiados pela melhora dos nossos termos de troca apesar de também termos agravado nosso problema com a pressão inflacionária advinda principalmente de combustíveis e preços de alimentos. O câmbio vem ajudando, mas certamente nosso banco central deixará aberta a porta para estender o ciclo de aumento da Selic além do consenso anterior à guerra, ao redor de 12,5%.

Tudo isso nos deixa ainda mais convictos quanto à manutenção da nossa estratégia. Continuamos a privilegiar as estratégias pós-fixadas, principalmente as de crédito privado indexadas ao CDI, mas também ao IPCA. Apesar do recente aumento do prêmio na curva de juros, acreditamos ser pouco prudente aumentar o risco prefixado das nossas carteiras. Quanto à renda variável doméstica, a combinação de preços altos, maior exposição do nosso mercado ao setor de commodities com juros altos e ainda crescentes, faz com que o nosso mercado continue a ser beneficiado pelo fluxo dos investidores estrangeiros.


Pessoas do mundo todo pedem o fim da guerra

Manteremos nossa postura mais conservadora até que tenhamos maior visibilidade das consequências econômicas dessa crise. Por outro lado, ainda céticos com a probabilidade e muitíssimos preocupados com a recente escalada dos ataques, continuamos torcendo para um pronto cessar-fogo e um espaço para negociações diplomáticas no sentido de se evitar um impacto ainda maior sobre vidas humanas.

Eduardo Castro

Eduardo Castro é CIO (Chief Investment Officer) na Portofino Multi Family Office.

 ”Causa e Efeito” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO que traz uma visão técnica sobre o que aconteceu no mundo, na semana e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

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