Guerras: Russia vs Ucrânia, mundo vs inflação.

Guerras: Russia vs Ucrânia, mundo vs inflação.

O mercado econômico internacional foi bastante agitado ao longo do mês de outubro. Sejamos sinceros, ao longo de todo ano, até aqui, tem sido assim, uma corrida sem fim de combate à inflação, altas taxas de juros e outras questões que balançaram os mercados e incomodaram investidores e gestores. Em meio a tudo isso, bancos centrais teimavam em reconhecer a real severidade da inflação, sendo a eclosão da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o ponto final da leniência destas autarquias.

O combate militar, recentemente, completou oito meses e ainda parece distante de qualquer resolução pacífica. Na verdade, o sentimento é que o conflito chegou a um ponto de inflexão e as tensões estão tão fortes quanto no início, depois de alguns meses em que tentativas inúteis de selar a paz, não tiveram sucesso. As constantes ameaças russas de um possível uso de armamento nuclear estão colocando o mundo em alerta sobre uma possível escalada da guerra para abrangência mundial. Sem falar das graves consequências para questões sociais e humanitárias, o agravamento do conflito é péssimo para uma recuperação global, já que parte significativa da alta de preços foi acentuada pelas consequências da guerra.

Infográfico: Marketing Portofino MFO

Na Europa, o Banco Central Europeu segue realizando o movimento de aperto monetário. Na última reunião, o banco elevou em 0,75 ponto percentual as taxas de empréstimo (2%), de refinanciamento (2,25%) e a de depósito (1,5%). A decisão é uma resposta à inflação, que continua pressionando os países da região da Zona do Euro diante da possibilidade de uma recessão. A inflação anual ao consumidor da região atingiu 9,9% em setembro, enquanto a meta da autarquia é de 2%.

Sofrendo pelos impactos econômicos da pandemia e da guerra, a Alemanha é um dos países mais atingidos. Os dados preliminares de inflação indicam uma alta anual de 10,4% em outubro, a maior desde 1951. Na comparação com o mês anterior, a elevação foi de 0,9%. Os alemães são os mais dependentes do gás natural russo, e, desde o início do conflito armado no leste europeu, eles são os mais prejudicados pela alta dos preços de energia. Entretanto, dados preliminares do PIB alemão mostram que a economia se manteve resiliente com um crescimento de 0,3% no terceiro trimestre, embora a conjuntura global adversa e todas as previsões de retração.

A guerra, além das consequências econômicas que afetam a vida de pessoas no mundo todo (a Europa vive sua maior inflação em anos e tenta conciliar uma alta na taxa de juros sem entrar em recessão), ela já resultou em 8,6 mil civis feridos e quase 6 mil mortos, segundo a ONU. Apesar do longo período, seguimos na torcida – e na esperança – para que esse triste capítulo da história se encerre o mais rápido possível.

O Reino Unido

Como se já não estivesse complicado o bastante, o Reino Unido, especialmente a meteórica ex-primeira-ministra Liz Truss, conturbaram ainda mais o cenário com o seu questionável plano econômico de promover o maior corte de impostos do país desde 1972. 

A estratégia cortaria os impostos sobre a folha de pagamento, congelaria o imposto sobre empresas, abandonaria o teto para bônus bancários e gastaria bilhões para subsidiar contas de energia nos próximos dois anos. O pacote, contudo, custaria mais de £150 bilhões para o governo, segundo alguns analistas previam.

Apesar de Truss e seu Ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, terem elaborado o plano visando impulsionar a economia, o efeito foi totalmente contrário. Após o anúncio, o receio tomou conta do humor dos investidores e contaminou o mercado como um todo. O movimento por parte do governo levou a uma crise dos títulos públicos britânicos e um temor quanto à sustentabilidade das contas do país. Além disso, reflexos também foram sentidos na libra esterlina, que caiu mais de 1,5%, para US$ 1,110, o menor patamar para a divisa desde 1985. Importante ressaltar que a moeda já havia caído ⅕ em relação ao dólar em 2022, que, com a elevação da taxa de juros mundial e os conflitos no leste europeu, tem se beneficiado ao longo do ano.

Entretanto, é injusto colocar somente na conta da terra do Rei Charles III o ambiente conturbado que estão os mercados internacionais. É bem verdade que o exterior já vivia dias de tensão, principalmente com o latente risco de recessão global guiado pelas consecutivas altas de juros dos EUA para tentar domar a inflação por lá. Por falar nela, a inflação inglesa está nos dois dígitos, 10,1% em setembro no acumulado dos últimos 12 meses, marcando uma das taxas mais altas em 40 anos, em um país que não é acostumado a enfrentar processos inflacionários elevados e resilientes. O aperto na Inglaterra também tem sido forte, os juros já batem 2,25% ao ano, o maior patamar em 14 anos. 

O fiasco do plano de Truss levou a pressões políticas e queda de popularidade insustentáveis que a fizeram renunciar o mandato mais curto de todos os tempos: apenas 45 dias no poder. Não demorou muito para Rishi Sunak assumir Downing Street com a árdua tarefa de retomar a confiança das pessoas na economia britânica e lidar com um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas. Sunak é o terceiro premiê em menos de quatro meses. Depois das decisões equivocadas de seus antecessores, a economia da Inglaterra se encontra em uma situação que não permite margem para novos erros. Impressionante como se comparado com os acontecimentos políticos e econômicos no Brasil, parecemos, friamente, mais flexíveis sobre o assunto inflação, tanto que neste quesito, o nosso Banco Central tem acertado. 

China

O 20º Congresso do Partido Comunista, em Pequim, na China, que reconduziu Xi Jinping a um terceiro mandato – com assessores escolhidos a dedo para evitar qualquer discordância – foi o ponto de destaque, apesar da falta de surpresas. Durante o Congresso, ele falou sobre segurança nacional e a luta para reunificar Taiwan. Mesmo com as históricas tensões entre eles, China e Taiwan são grandes parceiros comerciais. A ilha é extremamente avançada em tecnologia e é um importante player das cadeias produtivas globais, com indústrias sofisticadas e um grande produtor global de chips semicondutores. 

A recente “guerra dos chips” entre os EUA e a China é mais um capítulo que essas nações vêm travando no cenário econômico. Os chips semicondutores ganharam mais notoriedade durante a pandemia, que com o aumento da procura de aparelhos tecnológicos e a confusão logística dificultaram a produção e manutenção de diversos produtos, como os carros, por exemplo. Esse cenário foi mais um agravante para o processo inflacionário mundial que as economias lutam para superar. 

Infográfico: Marketing Portofino MFO

Além disso, a polêmica política de Covid Zero adotada no país asiático foi abordada e defendida por Jinping. A política se tornou controversa, pois, enquanto a maioria dos outros países voltaram à normalidade após a vacinação em massa, a China ainda segue um rígido controle, com extensos “lockdowns” que afetam grandes centros comerciais do país e têm proporcionado insatisfação popular. Na última semana, um distrito de Xangai entrou em lockdown após uma alta nos casos de Covid-19, retrato de que, apesar das críticas, o rígido controle irá prevalecer. 

A reeleição (sic) de Jinping, a polêmica política de Covid Zero, a crise imobiliária, as regulamentações impostas no setor de tecnologia e a “Guerra Fria” com os EUA, além dos altos gastos militares, contribuem para a desaceleração da economia chinesa. O crescimento da economia foi de 3,9%, acima das expectativas, porém bem abaixo dos 5,5% que o governo havia colocado como meta. 

A disputa entre os EUA e China não é nenhuma novidade. O Brasil, apesar de longe geograficamente, fica bem atento ao desenrolar das questões de dois dos seus principais parceiros comerciais, cujas consequências podem cair em nosso quintal. Enquanto lidam com suas crises internas, as superpotências medem força para provar globalmente “quem manda no pedaço”.

Por fim, por falar dos EUA, a maior economia do mundo segue gerando muito conteúdo. O PIB preliminar anualizado apontou alta de 2,6% no terceiro trimestre de 2022, mas todas as atenções estão direcionadas à próxima reunião do Federal Reserve. Mais do que o provável aumento de 0,75 ponto percentual – a quarta alta consecutiva dessa magnitude -, o mais esperado é o comunicado após o anúncio, que pode indicar uma redução no ritmo do aperto monetário para as próximas reuniões. Em caso de confirmação desse cenário, o aumento somado de 375 pontos-base iniciados em março seria o maior desde a década de 1980, com Paul Volcker. Enquanto gradualmente ficamos mais otimistas com o mercado externo, continuamos atentos aos próximos passos.

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A eleição presidencial entre Lula e Jair Bolsonaro foi o foco do mercado ao longo do mês de outubro. A eleição mais disputada e polarizada de todos os tempos terminou com a vitória do candidato do PT, Luíz Inácio Lula da Silva, com 50,9% dos votos, enquanto o atual presidente, Jair Bolsonaro, com 49,1%. Este resultado decretou a vitória de Lula, numericamente, com a maior votação desde a redemocratização, com 60.345.999 votos.

E escancara um país completamente dividido politicamente. Foi a primeira vez em que um candidato foi eleito pela terceira vez à presidência da República na história, a primeira em que um presidente não consegue a reeleição, além da quinta eleição vencida pelo PT para comandar o Brasil.

Fonte: globo.com

O petista chegou ao segundo turno como o favorito a assumir o Executivo, após vencer o primeiro turno. Mais apertada do que as pesquisas previam, a diferença entre os dois candidatos foi a menor entre todas as corridas presidenciais da nossa história e manteve a escrita de que nunca um candidato que chegou ao segundo turno na segunda posição, conseguiu reverter o resultado. Apesar de levantar certa apreensão devido à Bolsonaro se manter em silêncio desde a formalização de sua derrota nas urnas (até o momento desta edição 17h50 de 31.10.2022), aliados do presidente, como a senadora Damares Alves (Republicanos), o senador Sérgio Moro (União Brasil), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o governador de MG Romeu Zema (Novo), já se manifestaram reconhecendo a vitória de Lula, reduzindo o temor de uma contestação dos resultados. O que se viu, no entanto, foram bloqueios nas estradas no Brasil realizados por caminhoneiros bolsonaristas contrários ao resultado das urnas.

Ao analisar a votação nos estados, num comparativo entre o segundo turno de 2018 e de 2022, os estados nordestinos se mantiveram como as principais forças do PT e as maiores vantagens sobre Bolsonaro. Também na comparação entre as duas últimas campanhas, Jair Bolsonaro perdeu força em alguns estados importantes, como Minas Gerais, onde, em 2022, Lula também venceu. A região em questão tem uma importância histórica, já que é o segundo maior colégio eleitoral e nunca um candidato que perdeu no estado ganhou as eleições. Neste ano, não foi diferente. Já no maior colégio eleitoral do Brasil, o estado de São Paulo, Bolsonaro, apesar de vencer, teve um desempenho pior que na eleição anterior, um reflexo da perda de popularidade do atual presidente.

Mercado

O que se viu na abertura dos mercados passou a impressão de que muito desse cenário já havia sido precificado. Do ponto de vista da Bolsa de Valores, os ajustes estão mais ligados às empresas que são mais influenciadas pelo governo Lula, como as estatais. 

As votações e as novas composições da Câmara dos Deputados e do Senado Federal trouxeram tranquilidade ao blindar o país em eventuais aventuras mais populistas de um governo da esquerda, que precisará fazer um aceno maior para o centrão e trabalhar com uma agenda mais ortodoxa, com mais dificuldade para aprovar projetos que deseja.

O Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, conta com uma bancada ampla na Câmara dos Deputados e no Senado. Dos 27 senadores eleitos, 14 pertencem a partidos pró-Bolsonaro, 8 pró-Lula e 5 independentes. A eleição elegeu vários nomes do centro-direita e extrema-direita, como Hamilton Mourão (senador pelo Rio Grande do Sul), Damares Alves (senadora pelo Distrito Federal), Marcos Pontes (senador por São Paulo) e Tereza Cristina (senadora pelo Mato Grosso do Sul). Na Câmara, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles vitoriosos em São Paulo, são alguns dos nomes que farão oposição ao governo Lula.

Neste sentido, é importante ficar atento a como será tratada a questão do orçamento secreto, pois estará muito relacionada com a governabilidade do próximo presidente. Em seu discurso após a vitória, Lula fez algumas sinalizações ao dizer que irá governar para todos, e não somente para aqueles que votaram nele.

Com o próximo presidente definido, questões como o valor do Auxílio Brasil, a desoneração dos combustíveis e as indicações de diretoria do Banco Central são algumas das questões relevantes a serem solucionadas. A transição traz um cuidado maior ao mercado, que ficará de olho em qual será a composição da equipe econômica de Lula.

Governadores

O último domingo também definiu as eleições para governadores. 15 estados já haviam definido seus representantes em primeiro turno, mas outros 12 foram encaminhados para o segundo turno. Confira como ficou cada região:

Eleitos em primeiro turno:

Acre – Gladson Cameli (PP) – 56,75%

Roraima – Antônio Denarium (PP) – 56,47%

Amapá – Clécio (SD) – 53,69%

Pará – Hélder (MDB) – 70,41%

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – 68,45%

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – 51,29%

Tocantins – Wanderlei Barbosa (REP) – 58,14%

Goiás – Ronaldo Caiado (União) – 51,81%

Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB) – 50,30%

Piauí – Rafael Fonteles (PT) – 57,17%

Ceará – Elmano De Freitas (PT) – 54,02%

Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – 58,31%

Minas Gerais – Romeu Zema (Novo) – 56,18%

Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL) – 58,67%

Paraná – Carlos Massa Junior (PSD) – 69,64%

Eleitos em segundo turno:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB) – 52,33% 

Amazonas – Wilson Lima (União) – 56,65%

Bahia – Jerônimo (PT) – 52,79%

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) – 53,80%

Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PSDB) – 56,90%

Paraíba – João Azevêdo (PSB) – 52,51%

Pernambuco – Raquel Lyra (PSDB) – 58,70%

Rio Grande do Sul – Eduardo Leite (PSDB) – 57,12%

Rondônia – Coronel Marcos Rocha (União) – 52,59%

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL) – 70,69%

São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 55,27%

Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD) – 51,70%

Ouça o call estratégico de nosso CIO, Eduardo Castro, e nossa equipe de gestão sobre o resultado das eleições.

No terceiro mandato do petista há alguns pontos importantes que devemos esperar, como mais gastos públicos, Reforma Tributária, a realocação do Brasil na política internacional – Lula é mais bem-visto no exterior do que Bolsonaro – e maior intervenção em setores regulados. Ainda sem a definição de quem serão seus ministros, principalmente no caso da Economia, essa questão será monitorada de perto por agentes econômicos, assim como alguma sinalização quanto à responsabilidade fiscal, já que ele afirmou ser contra o teto de gastos.

O mercado em sua abertura sinalizou uma relativa calma. Olhando para frente, muitos pontos que estão em questionamento também seriam discutidos independentemente de quem fosse o vencedor, como, por exemplo, as eleições para presidentes da Câmara e do Senado. Portanto, trabalhamos com um cenário relativamente positivo do ponto de vista econômico. No campo doméstico, a nossa análise é de estabilidade e de manutenção de posições, ressaltando que não deixamos de olhar o internacional, o qual estamos gradualmente começando a ficar mais otimistas, como parte muito importante das nossas decisões.

De forma geral, as carteiras estão preparadas para se manterem conservadoras, em caso de deterioração do cenário interno e externo, ou aumentar os riscos, se tivermos sinalizações positivas lá de fora e no Brasil. E sempre ter em mente a importância do planejamento de longo prazo, apesar das notícias e ações de impacto no dia a dia.

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Causa e Efeito | 24.10.22

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Tempo de áudio e leitura: 6 mins

Família Portofino,

T.I.N.A. é um acrônimo para a expressão em inglês “there is no alternative”. Dizem que o termo foi cunhado ainda no século XIX, por um intelectual britânico entusiasta do liberalismo clássico. Aos críticos do capitalismo, da democracia e do livre mercado, Herbert Spencer costumava afirmar “não existir melhor alternativa”.

Também na Inglaterra, quase um século depois, a primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, empregou a mesma expressão para responder às críticas ao seu governo quanto às decisões pró-mercados de se desregulamentar a economia, controlando gastos e colocando limites ao estado de bem-estar social. Para a icônica primeira-ministra, não existia melhor alternativa à economia de livre mercado, muito menos a ideia de estado keynesiano defendida pelo Partido Trabalhista inglês, onde o pilar de maior intervencionismo do governo na economia era a ideia central.

Não faz muito tempo, a expressão T.I.N.A. foi bastante utilizada por gestores e analistas de investimentos para descrever a necessidade de se aumentar o risco dos portfólios, como a única alternativa viável no mundo que, após a crise financeira global de 2008, se viu obrigado a conviver com juros nominais e reais negativos. Só para pontuar, há pouco mais de 2 anos, no auge da pandemia, a taxa de juros nominais dos títulos alemães de 30 anos operaram marginalmente negativos. E para não acharmos que estas taxas negativas se explicam unicamente pela crise gerada pela COVID-19, em 2019, pouco antes do aparecimento dos primeiros casos, a taxa nominal dos títulos de 10 anos emitido pelo tesouro suíço chegaram a incríveis -1% a.a.

Nem precisamos recordar o quanto esta ausência de alternativas mais conservadoras de investimentos direcionou a construção das carteiras dos investidores para alternativas mais arriscadas, no Brasil e no mundo. Ações, Private Equity, Venture Capital, Real Estate, investimentos offshore, crédito estruturado, são exemplos de classes de ativos que vimos crescer na esteira da T.I.N.A.

Por muito tempo, essa maior alocação em ativos de maior risco se pagou agregando rentabilidade às carteiras. Contudo, recentemente, a conta chegou travestida nos mais altos níveis de inflação mundial nos últimos 40 anos. Esse ambiente de enorme liquidez e juros extremamente baixos desde 2008, agravado, em um primeiro momento, pela restrição de bens de consumo e depois por uma demanda concentrada em serviços com a reabertura das economias, obrigou a maioria dos bancos centrais a acelerar o processo de normalização dos juros de forma célere e intensa. A contrapartida a esse freio de arrumação foi uma relevante correção nos preços dos principais ativos financeiros.

A típica carteira dos investidores americanos é composta por uma alocação média de 60% em ações e 40% em renda fixa. Mantida a tendência dos mercados em 2022, o retorno deste portfólio caminha para ser a pior dos últimos 50 anos, pelo menos. Essa constatação coloca em perspectiva o tamanho do ajuste que já se materializou.

Os juros no Brasil já atingiram 13,75% e a inflação, mesmo desconsiderando a desoneração de impostos sobre combustíveis e energia elétrica, já mostra sinais de arrefecimento. Já nos Estados Unidos, o processo de combate à inflação encontra-se em um estágio anterior. Os juros básicos já foram rapidamente elevados para 3,5%, mas projetam continuar pelo menos até 5% ao longo do primeiro trimestre de 2023.

Não trabalhamos com um cenário de ruptura, o que não quer dizer que deixaremos de conviver com a volatilidade. Deveremos vivenciar economias em desaceleração e recessões, mais ou menos intensas a depender da geografia, certamente se materializando. Mas, os ajustes observados nos preços, na maioria já refletem este cenário provável.

No Brasil, CDI a 13,65%, operações de crédito estruturado a CDI+3%/4% em média, títulos corporativos isentos com estrutura de garantias a IPCA + 8%, ações brasileiras baratas sobre qualquer métrica de valoração, a correta curadoria de gestores de fundos Multimercados com resultados que comprovam sua capacidade de performar mesmo em cenários extremamente voláteis e pessimistas, títulos prefixados com prêmio sobre o cenário de redução futura da Selic são algumas das várias oportunidades que temos nos posicionado ou estamos próximos.

Nos Estados Unidos, os títulos de empresas locais de maior retorno (High Yield) já apresentam rentabilidades projetadas próximas de 10%. Não diferente do que observamos nos mercados mais líquidos, investimentos alternativos, como Private Equity e Venture Capital, também tiveram reprecificações importantes. Abre-se aqui espaço para novos investimentos nesta classe a preços bem mais atrativos.

Vivemos em um mundo em franca transformação também no ambiente dos investimentos. Estamos abandonando um ambiente no qual a única alternativa para se buscar retornos adicionais aos portfólios era aumentar suas parcelas de maior risco e menor liquidez. Caminhamos para outro, onde, com critério e prudência, se terá a oportunidade de montar carteiras bem mais equilibradas em termos de risco, com a possibilidade de serem mais previsíveis e longevas do ponto de vista da rentabilidade. Definidas as eleições no Brasil e estabelecida maior previsibilidade quanto aos ajustes da economia mundial, excelentes oportunidades surgirão. Estamos, aos poucos, ficando mais otimistas com o cenário.

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

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Ação e Reação | Lula x Bolsonaro a caminho do 2º turno

Ação e Reação | Lula x Bolsonaro a caminho do 2º turno

(Tempo de leitura: 9 min)

Família Portofino,

O domingo mais esperado do ano finalmente chegou. A festa da democracia foi marcada pela confirmação de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Apesar de algumas pesquisas apontarem que o candidato do PT pudesse levar a disputa já no fim de semana, nosso cenário base apontava para a decisão em segundo turno. A apuração das urnas confirmou nossas expectativas, mas temos que reconhecer que a votação efetiva para Bolsonaro e o crescimento de sua base no Congresso e nos governos estaduais também nos surpreenderam.

Ao longo dos últimos meses, principalmente quando o dia de votação se aproximava, grande parte das pesquisas colocavam Lula com uma vantagem considerável em relação a seu opositor. A realidade foi completamente diferente. O ex-presidente, que venceu em 14 estados, com destaque para a região Nordeste, teve 48,43% dos votos, enquanto Bolsonaro, o qual obteve vantagem em 12 estados e no Distrito Federal, com maior adesão nos estados do Sul e Centro-Oeste, teve 43,20% de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Simone Tebet ficou como a terceira mais bem votada, com 4,2%, e Ciro Gomes na sequência, com 3%.

Mapa eleições - Portofino
Elaboração: Portofino MFO/Fonte: TSE

Governadores

O domingo também marcou a votação para os cargos de governadores dos estados da União. Com algumas reeleições e outros indo para segundo turno, veja como ficaram as votações em cada estado.

Eleitos em primeiro turno:

Acre – Gladson Cameli (PP) – 56,75%

Roraima – Antônio Denarium (PP) – 56,47%

Amapá – Clécio (SD) – 53,69%

Pará – Hélder (MDB) – 70,41%

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – 68,45%

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – 51,29%

Tocantins – Wanderlei Barbosa (REP) – 58,14%

Goiás – Ronaldo Caiado (União) – 51,81%

Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB) – 50,30%

Piauí – Rafael Fonteles (PT) – 57,17%

Ceará – Elmano De Freitas (PT) – 54,02%

Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – 58,31%

Minas Gerais – Zema (Novo) – 56,18%

Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL) – 58,67%

Paraná – Carlos Massa Junior (PSD) – 69,64%

Segundo turno:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB – 46,64%) x Rodrigo Cunha (União – 26,79%)

Amazonas – Wilson Lima (União – 42,80%) x Eduardo Braga (MDB – 21,00%)

Bahia – Jerônimo (PT – 49,45%) x ACM Neto (União – 40,80%)

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB – 46,94%) x Manato (PL – 38,48%)

Mato Grosso do Sul – Capitão Contar (PRTB – 26,71%) x Eduardo Riedel (PSDB – 25,16%)

Paraíba – João (PSB – 39,65%) x Pedro Cunha Lima (PSDB – 23,90%)

Pernambuco – Marília Arraes (SD – 23,97%) x Raquel Lyra (PSDB – 20,58%)

Rio Grande do Sul – Onyx Lorenzoni (PL – 37,50%) x Eduardo Leite (PSDB – 26,81%)

Rondônia – Marcos Rocha (União – 38,88%) x Marcos Rogério (PL – 37,05%)

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL – 38,61%) x Décio Lima (PT – 17,42%)

São Paulo – Tarcísio de Freitas (REP – 42,32%) x Fernando Haddad (PT – 35,70%)

Sergipe – Rogério Carvalho (PT – 44,70%) x Fábio (PSD – 38,91%)

Bolsonarismo consolida força

Além da arrancada de Bolsonaro na corrida presidencial, as votações para o Congresso e aos governos dos estados expuseram a força dos aliados do presidente. Como diz aquele ditado “treino é treino, jogo é jogo”, a equipe treinada por Lula chegou à final acreditando que sairia vitorioso com alguma tranquilidade, porém sofreu um empate no último lance da partida e agora encara um adversário ainda mais motivado para a prorrogação. Inclusive, foi dessa forma que Lula se referiu ao segundo turno, como “apenas uma prorrogação”.

Neste sentido, o Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, conta agora com uma bancada ampla na Câmara dos Deputados e no Senado, mais o “Centrão”, base aliada que apoia o governo, e outros partidos com viés inclinado ao presidente. Em discurso após a apuração dos votos, o presidente afirmou que a legenda deve angariar cadeiras na Mesa Diretora das casas e a disputa para a presidência do Senado será definitivamente colocada para avaliação. Dos 27 senadores eleitos, 14 pertencem a partidos pró-Bolsonaro, 8 pró-Lula e 5 independentes. A eleição de vários nomes apoiados por Bolsonaro, como Hamilton Mourão (senador pelo Rio Grande do Sul), Damares Alves (senadora pelo Distrito Federal), Marcos Pontes (senador por São Paulo) e Tereza Cristina (senadora pelo Mato Grosso do Sul), alguns deles como surpresa e desbancando nomes apoiados por Lula, também consolidam apoio ao presidente em caso de vitória. Na Câmara dos Deputados, o bolsonarismo também teve bom desempenho, com Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles vitoriosos em São Paulo, sem mencionar outros nomes que já integraram o atual governo.

A votação no governo estadual também trouxe vitórias para Bolsonaro. Em São Paulo, por exemplo, a surpresa foi Tarcísio de Freitas passar para o segundo turno à frente do candidato do PT Fernando Haddad. Em Minas Gerais, Romeu Zema foi reeleito em primeiro turno, mais um exemplo que, apesar do afastamento do presidente ao longo dos anos, pode ser um importante fator para Bolsonaro captar votos no estado em que foi derrotado por Lula. No Rio Grande Sul, a surpresa foi Onyx Lorenzoni que desbancou Eduardo Leite e passou para o segundo turno liderando as votações.

A caminho do 2º turno

De olho no dia 30 de outubro, a expectativa, por enquanto, fica no aguardo dos posicionamentos de Simone Tebet e Ciro Gomes. A terceira colocada geral afirmou que já tem um posicionamento e não irá se omitir, mas pediu uns dias para declarar seu apoio até falar com os líderes de partidos. Por outro lado, Ciro também pediu uns dias para pensar e se privou a dizer que o Brasil vive um momento complexo.

Lula, que manteve o discurso confiante de que sairá vitorioso dessas eleições, contudo, enfrentou ontem seu primeiro revés. Isso, pois terá mais dificuldade para governar caso ganhe, precisando fazer um aceno maior para o centrão e trabalhar com uma agenda mais ortodoxa, tendo mais dificuldade para aprovar projetos que deseja. Na outra ponta, Bolsonaro e seus aliados foram os vencedores do primeiro domingo de eleições. Apesar de estar atrás de Lula e ter muito chão para tirar a desvantagem, ele teve muito mais votos do que as projeções apontavam e viu seus aliados formar maioria no Congresso. Em caso de triunfo, por já ter relacionamento com o centrão e agora com o apoio de aliados, teria maior facilidade para fazer manobras e aprovar pautas, especialmente no campo econômico, que antes ficavam travadas.

Do lado de Lula, a campanha de segundo turno começa com o ex-presidente e seus eleitores absorvendo o impacto de compreender que a disputa será mais acirrada do que o esperado e como farão para puxar os votos que ficaram com a natimorta “terceira via”. Do outro lado, Bolsonaro terá que tirar a desvantagem de votos para o opositor, seja com o apoio da força de seus aliados nos governos estaduais e no Congresso Nacional, seja com a conversão de parte dos eleitores de Tebet e Ciro. Ele já afirmou que sua estratégia será, adicionalmente à pauta de costumes, tangibilizar os feitos nos campos econômico e social do seu primeiro mandato.  

O mercado, sempre pragmático, comemora a possibilidade da continuidade do atual governo em um ambiente de maior suporte às reformas vinda da nova composição do Congresso Nacional. Nossas posições se beneficiaram bastante do resultado, em particular nosso aumento tático da exposição à renda variável. Agora, a expectativa fica para o próximo domingo mais importante do ano, no dia 30 de outubro. Continuaremos atentos às oportunidades e riscos!

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

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Taxa de Juros e o Banco Central

A divulgação da Ata do último Comitê de Política Monetária demonstrou que a conjuntura econômica atual permitiu que o Banco Central realizasse a manutenção da taxa de juros nos níveis atuais, ainda que o discurso seja de preocupação e vigilância quanto aos dados inflacionários vindos da economia local.

A atenção do Banco Central continua, em maior parte, voltada para o controle da pressão inflacionária em 2023, onde a incerteza ainda se faz presente, diante da inflação global persistente. Ao passo que no cenário local, a preocupação continua para com o arcabouço fiscal, mediante os estímulos adicionais que sustentam a demanda agregada do país.

Em síntese, apesar da decisão por manter a Selic em 13,75% a.a ao ponderar os riscos de baixa da inflação, relacionados a uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local, desaceleração econômica global acima das projeções e a manutenção dos impostos projetados para serem revertidos em 2023.

O discurso permanece restritivo, inclusive reforçado pelo voto por uma elevação de 0,25% por parte de dois membros do comitê. Contudo, prevaleceu a aderência à estratégia de manter este patamar por tempo indeterminado, com o intuito de incorporar os riscos atuais, sem que haja desancoragem dos indicadores econômicos de um horizonte ainda incerto.

Inglaterra

No Reino Unido, surpresa para o anúncio do maior corte de impostos desde 1972 e o mercado reagiu de forma bastante negativa, vimos as taxas de juros futuras subindo. O recado do mercado ratifica o sinal de alerta para o Brasil, dado que mesmo em países com a reputação do Reino Unido, a percepção de menor responsabilidade fiscal faz com que os investidores peçam um prêmio adicional nos títulos públicos.

Eleições no Brasil

Mesmo que haja uma chance de vitória em primeiro turno, o cenário mais provável ainda é de termos uma disputa de segundo turno. Confirmado esse cenário, não devemos ter grande alteração no mercado, salvo se houver uma vitória muito confortável de algum dos candidatos ou se for por uma diferença muito pequena, esses extremos sim poderiam levar a alguma preocupação, mas não é a nossa expectativa.

Movimentos táticos

Tanto na renda fixa quanto, principalmente, na bolsa, há muito prêmio para ser destravado, mas ainda dependente da melhora no cenário externo e da definição das eleições. Outro ponto importante, é que o Brasil está mais adiantado em seu processo de aperto monetário.

Nos últimos meses, repetimos algumas vezes que a bolsa está com “valuation” bastante atrativo. Por conta disso, aumentamos a nossa exposição no mercado de Renda Variável, utilizando uma estrutura que nos permita surfar uma possível alta e, ao mesmo tempo, com alguma proteção.

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A Oferta Pública Inicial (IPO) da Porsche foi lançada ontem (29.09.22) na Alemanha e, de acordo com o jornal The New York Times, está começando bem.
O IPO atingiu a Bolsa de Valores alemã e se tornou o maior da Europa em mais de uma década.

No lançamento, a Porsche AG teve uma valorização de US$ 72 milhões (R$ 388,8 milhões em conversão direta). A Reuters relata que as ações subiram durante o dia, atingindo um pico de US$ 84,85 antes de se estabelecerem a US$ 80,74. A venda das ações avaliou a montadora em 75 € bilhões. Quatro grandes investidores responderam por 40% da oferta, com 25% indo para as famílias Porsche e Piech. Não há nenhuma menção de quantas ações foram ofertadas no total; alguns veículos chegaram a cogitar que 911 milhões de ações poderiam compor a IPO, uma clara referência ao carro mais famoso da Porsche, o modelo 911.

Icônico modelo 911 da Porsche

A Porsche acelerou firme e cravou o maior IPO na Europa desde a suíça Glencore PLC – que levantou quase US$ 10 bilhões em 2011. O IPO da fabricante veio no momento em que o mercado europeu está muito estressado. Muitas empresas puxaram o freio de mão ao realizar novas ofertas em meio às incertezas que pairam sobre a economia europeia, com a guerra no leste do continente, a crise energética, inflação recorde e aumento da taxa de juros. Esse conjunto de fatores tem colocado muita pressão e elevado o receio de uma recessão no velho continente.

A Porsche, contudo, parece estar no caminho oposto dos dados negativos e do pessimismo que toma conta dos mercados. Em 2021, a fabricante bateu recordes com mais de 300 mil unidades vendidas e viu o crescimento na procura dos seus modelos 100% elétricos. E não parou por aí. Em 2022, no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, a marca superou os resultados, com lucro operacional de 3,48 €  bilhões e aumento no retorno sobre as vendas de 16,9% para 19,4%. O objetivo é investir o valor arrecadado para potencializar o desenvolvimento de seus carros elétricos e, consequentemente, rivalizar esse mercado com a Tesla.

Uma das marcas mais icônicas do mundo e objeto de desejo de muitas pessoas, a Volkswagen aproveitou esses argumentos para convencer potenciais investidores. O IPO da fabricante de carros vem em um momento bastante delicado da economia global. Motivada pelos números que apresentou no último ano, em plena recuperação de pandemia, e aos divulgados nos primeiros seis meses do ano, mesmo em um momento adversário, a Porsche mostra que confia na potência do seu motor.

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