O que você precisa saber O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, escreveu sobre como as eleições municipais de 2024 no Brasil tiveram uma alta taxa de reeleição, impulsionada pela estabilidade econômica e pelos repasses de recursos aos municípios.
Por Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais
As eleições municipais deste ano tiveram como grande marca a maior taxa de reeleição – que chegou a 82% – desde a institucionalização do instrumento eleitoral no Brasil.
Um dos aspectos que mais colaboram para este contexto é o cenário de estabilidade econômica. Medidas macroeconômicas sólidas, sobretudo as relacionadas à retomada do crescimento, a reduzidas taxas de desemprego e ao controle inflacionário, são retroalimentadas pelo setor produtivo, que, por sua vez, tem ampliado as margens de investimento referentes a receitas líquidas.
O ambiente institucional de respeito entre os Poderes e os entes federativos, ainda que possuam visões distintas em algumas questões, não pode ser ignorado. O avanço da reforma tributária no Congresso Nacional é talvez a expressão mais clara de uma verdadeira pactuação nas pautas prioritárias do Brasil. Mas não é a única.
Respeitar o pacto federativo garantiu que mesmo os menores municípios possuam meios para implementar programas e ações fundamentais para a população, com impactos positivos para os mandatários locais.
O terceiro mandato do presidente Lula assumiu seu papel municipalista e, em 1 ano e 10 meses de gestão, encaminhou aos municípios brasileiros cerca de R$ 67 bilhões a mais de recursos livres oriundos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).
O valor também se refere a uma economia na despesa com pessoal nos municípios em decorrência do acordo para desoneração da folha da previdência. Esses recursos injetados nos fundos municipais, um recurso livre para que o prefeito possa administrar seu município,ampliou os serviços e as contratações, permitindo aos gestores realizar entregas à população. Os repasses diretos reforçaram a máquina municipal em diversas cidades, que ainda foram beneficiadas pela retomada de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); do Minha Casa, Minha Vida; na saúde; e na educação.
As eleições de 2024 também foram um recado claro de que parte considerável da população rejeita figuras extremistas e que solidificaram suas imagens públicas e políticas por meio da disseminação de fake news. Grandes cidades como Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Belém sinalizaram de modo muito claro que rejeitam essas figuras que em nada têm contribuído para a civilidade e o debate democrático em nosso país.
Neste novo ciclo de mandatos nas prefeituras, queremos continuar levantando pontes entre a União e os municípios, reforçando a boa relação com prefeitos e prefeitas. Além de levar investimentos e garantir recursos, o governo apoiará a transição dos novos mandatários, tanto os eleitos pela primeira vez quanto os reeleitos.
O Manual de Transição Municipal fornece aos gestores municipais um roteiro para conduzir processos fundamentais para a administração de uma cidade.
Os desafios são enormes, mas é na ponta, nos municípios, que as pessoas podem ver de forma mais concreta os resultados da política em sua vida. Continuaremos a atuar de modo diligente com a coisa pública, garantindo que a estabilidade institucional alcançada nesses quase dois anos de gestão seja um motor para a melhoria na vida de quem mais precisa em cada município deste País de dimensões continentais.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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Donald Trump venceu no voto popular e ainda tem a chance de pintar a Câmara com vermelho republicado, além de ter mantido a maioria do Senado. A vitória em proporções bem maiores do que havia sido estimada pelas pesquisas pode levar Trump a implementar mudanças mais contundentes neste mandato do que no anterior, avalia o economista Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office.
– Ao que tudo indica, é uma vitória bastante forte, ele ganhou no número de votos, os republicanos mantiveram o Senado e tem chance de ganhar a Câmara também. Acredito que, com esse cenário, ele vai ser bem mais enfático, que esse próximo governo vai ser muito mais transformador do que foi aquele do passado. Nos próximos quatro anos, vai ter mais coisa acontecendo, as mudanças podem ser muito mais profundas do que se imagina. A tendência de protecionista, nacionalista pode ter uma intensidade maior do que se esperava – analisa Cantreva, que passou boa parte da manhã reunido com clientes em seu escritório em Nova York.
Para Gustavo Sung, economista-chefe da Sun Research, ainda é cedo para dizer se Trump será mais radical. Mas afirma que se confirmando a maioria republicana na Câmara, haverá, sem dúvida, mais facilidade em aprovação de propostas do governo Trump:
– As projeções eleitorais mostram que o Congresso deve ter maioria republicana, tanto no Senado quanto na Câmara e isso pode facilitar a aprovação da agenda política e econômica do Partido Republicano e os desejos de Donald Trump. Precisamos entender qual vai ser a força dos democratas, como os republicanos vão votar para essa agenda econômica de Trump. Há muita coisa ainda para entender como que vai ser essa relação entre Executivo e Legislativo, mas haverá mais facilidade na aprovação de algumas medidas do que projetado anteriormente.
Sung pontua que um ponto que merece atenção é a trajetória em ascensão da dívida pública americana:
– Independentemente do candidato que vencesse, a dívida pública dos Estados Unidos continuaria subindo. Trump sinalizou na campanha que ele deseja cortar impostos para as empresas e alguns setores. Ele vai renovar os cortes de impostos realizados em 2017, que vencem em 2025, o que vai levar a uma perda de arrecadação, que não será compensada pelo aumento da alíquota de importação de bens que ele deseja. Portanto, a dívida pública vai continuar subindo. Agências de rating já sinalizaram que há uma piora, uma deterioração das contas públicas americanas. E o segundo ponto, que era menos previsível, é que a gente acreditava que teríamos um Congresso dividido.
O que você precisa saber Donald Trump superou Kamala Harris e será novamente presidente dos Estados Unidos. Além disso, o partido republicano levou vantagem no Senado e na Câmara.
Vitória acachapante e inquestionável de Donald Trump. Talvez menos pelo resultado em si, mas certamente pela diferença de votos para Kamala Harris e pelas vitórias nos estados “pêndulo”, como Pensilvânia e Carolina do Norte (swing states). Tudo indica que os Republicanos conquistarão não somente a Presidência e o Senado, mas também a Câmara dos Deputados, ainda em apuração.
A reação dos mercados confirmou nossas expectativas para um “Red Sweep”. O dólar abriu o dia se valorizando contra todas as moedas, o S&P subindo fortemente e, em contrapartida, os juros americanos ajustaram suas taxas para cima.
O racional do mercado está na inferência de que, com a maioria no Congresso, o presidente Trump terá força para aprovar medidas na direção de uma menor regulação dos mercados, potencial corte de impostos para as empresas e aumento de tarifas de importação que protejam a indústria local.
Em contrapartida, medidas nessa direção deterioram ainda mais um já preocupante déficit fiscal, deterioração esta que viria acompanhada de nova pressão inflacionária.
É cedo para avaliar a distância entre as intenções e a execução de fato, mas, em linhas gerais, espera-se um governo ainda mais protecionista, fortalecendo o tema da campanha: Make America Great Again!
A reação dos mercados locais foi menos intensa quando comparada aos nossos pares. O real, por exemplo, é uma das moedas menos pressionadas, quando comparada, por exemplo, ao peso mexicano, chileno e mesmo ao euro.
Na renda fixa, os juros longos tiveram um ajuste também menor do que o esperado, sendo que nossa curva futura abre entre 10 a 15 bps. Parte da explicação desta reação mais branda passa pela expectativa, ainda nesta semana, de um novo pacote fiscal que enderece o crescimento dos gastos públicos.
Iniciativas como um novo pente-fino no Bolsa Família e endurecimento das regras para o BPC são ventiladas, mas ainda hoje se tem pouca visibilidade quanto aos detalhes do pacote, o que de certa forma impõe, por um lado, algum risco de decepção por parte do mercado, caso as proposições não atendam às expectativas de economia, que hoje giram entre R$ 30 e 50 bilhões. Por outro lado, aumenta-se a pressão sobre o Executivo para uma célere articulação com o Congresso na direção da aprovação das medidas em tempo e escopo que agradem ao mercado.
Nossa bolsa teve reação mais negativa, principalmente pelo peso maior de setores sensíveis ao aumento de juros, ao câmbio e ao impacto de medidas tarifárias prometidas por Trump, como commodities e bancos.
Mercados às 12h – 06/11/24 S&P500 +1,63% Ibovespa -1,07* Real 5,78 -0,39% Pré Jan27 13,11% +13,2 bps
Confira também a repercussão da eleição americana nos principais veículos de mídia, ao longo das últimas semanas, com a análise do nosso sócio e responsável pelas operações internacionais, Adriano Cantreva.
Eduardo Castro é Chief Investment Officer na Portofino Multi Family Office. É Engenheiro Eletrônico formado pela USP com pós em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e MBA pela Business School São Paulo, além de possuir formação em Sustainable Business Strategy por Harvard e Finanças Comportamentais na Universidade de Chicago.
O que você precisa saber A destilaria Mile High Spirits está inovando no processo de maturação do seu whisky Firside Strato. O fundador da empresa explicou como a exposição ao espaço afetou a bebida.
A tradição secular de envelhecer a bebida em barris ganhou um novo capítulo – e desta vez, o céu não é o limite. Em uma aventura que mistura ciência e sabor, a destilaria Mile High Spirits ousou enviar whisky para maturar no espaço. A microgravidade e as condições extremas do cosmos prometem criar aromas e texturas inéditas, transformando o processo de envelhecimento em algo verdadeiramente futurista.
A destilaria de Denver, nos Estados Unidos, fez com que o Firside Strato Whiskey fosse o primeiro whiskey a passar parte do seu período de maturação nas fronteiras do espaço. Wyn Ferrell, fundador da Mile High Spirits, explicou que decidiu unir duas paixões, whiskey e espaço, mas sabia que precisaria realizar algo “sem precedentes”. Ao lado de sua esposa Chelsea, uma gerente de projetos na indústria aeroespacial, trabalharam junto com a empresa World View, especializada em exploração estratosférica, para criar o primeiro whiskey parcialmente maturado no espaço.
Um único barril da bebida foi lançado em uma jornada que durou mais de quatro horas e meia, com cerca de 90 minutos na fronteira do espaço. O experimentou ajudou a entender os impactos do espaço no whiskey, graças às mudanças de temperatura, umidade e radiação ultravioleta experimentadas nessas altitudes. Ferrell explicou que o barril foi exposto a temperaturas de -70ºC, que incentivou uma interação maior entre a madeira e a bebida. Além disso, o fundador da destilaria disse que a alta exposição aos raios ultravioletas desenvolveram compostos que resultam em notas de baunilha, caramelo e taninos de carvalho.
“Historicamente, sempre fomos obcecados por nossos ingredientes e pela fórmula dos grãos na Mile High Spirits. Após destilar por dez anos, queríamos fazer algo inovador que ainda demonstrasse as tradições do processo de whiskey. Nosso whiskey estratosférico desafia a gravidade e transcende a tradição. Ele nos convida a explorar além do comum e a provar os efeitos do próprio universo”, comentou Ferrell.
Será que o whisky “espacial” pode ser o próximo grande marco na história dessa bebida tão apreciada?
Você pode ler a matéria completa e explorar mais detalhes dessa história na Forbes. Clique no link abaixo.
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O dólar ultrapassou o patamar de R$ 5,80, nesta sexta-feira, e pode ficar ainda mais alto se Donald Trump ganhar a corrida à Casa Branca. Essa é a avaliação que Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office, faz para o blog de seu escritório em Nova York. A quatro dias das eleições americanas, ainda não é possível cravar quem será o próximo presidente dos Estados Unidos, Trump ou Kamala Harris. A disputa está acirrada como nunca antes se viu na terra do Tio Sam. O Brasil não é considerado prioridade para nenhum dos candidatos, no entanto, a eleição de Trump, diz Cantreva, pode ter um impacto negativo maior para o Brasil.
– Se o Trump ganhar, o que é mais provável, ele defende a política de tarifas, principalmente com relação à China, mas é muito mais focado na produção nos Estados Unidos, no renascimento da industrialização americana, o MAGA, que é o acrônimo dele, Make America Great Again. Então, é muito nacionalista. Ele diz que vai fechar a fronteira, que vai deportar milhares de imigrantes, e tudo isso indica mais inflação, mais protecionismo, e o que não é bom para o Brasil, porque mais inflação, provavelmente vai significar que a taxa de juros dos Estados Unidos continuará elevada. A taxa de juros continuando elevada nos Estados Unidos, o dólar continua forte no médio prazo – diz Cantreva.
Ele ainda pondera:
-Quando a gente olha o dólar num período maior de tempo o dólar está parado vamos dizer assim. Lembrando antes até do Lula ganhar a eleição, ele chegou a bater R$ 5,70, estar R$ 5,78, dois anos depois não está caro. Esse é um movimento global de valorização da moeda. E no Brasil ainda tem todas essas questões de Orçamento, de gastos do governo, que não se resolvem um mês, dois meses. Pode ser que o Lula venha e fale alguma coisa e tire um pouco a pressão. Mas assim que a pressão diminui, os gastos voltam e fica esse ciclo.
Os juros mais altos nos Estados Unidos ainda reduzem a atratividade de investimentos no Brasil e aumenta o interesse de brasileiros em investimentos de brasileiros em solo americano, diz Cantreva, lembrando que a Bolsa americana já subiu mais de 25% este ano. Ou seja, o Brasil perde em duas pontas. Não bastasse tudo isso, a política protecionista defendida por Trump afeta diretamente as exportações brasileiras e, dessa vez, lembra Cantreva, o Brasil não contará com o apetite da China para compensar o encolhimento das importações americanas. Nem mesmo o pacote lançado pelo governo chinês há duas semanas, mostrou-se eficiente em dar novo gás a economia do gigante asiático, em clara desaceleração. Isso significa dizer que o cenário externo piora para o Brasil, tornando ainda mais preponderante o ajuste fiscal para a economia brasileira.
Se a vitoriosa for Kamala, todos esses efeitos são atenuados. No entanto, Cantreva chama atenção que os americanos de forma geral estão mais nacionalistas, o que fará com qualquer que seja o presidente adote uma política mais voltada para o mercado interno.
A Kamala tende a ser mais suave esse movimento, dado que ela não está defendendo o fechamento da economia, tarifas e tal. Mas o que acontece é que nos Estados Unidos tem tido uma onda mais nacionalista. Independentemente de Democratas ou Republicanos, Kamala ou Trump. No passado, a meta era ser uma economia global, um influenciador global, o que continuara sendo, obviamente. O foco agora, no entanto, é emprego para a economia local, ter boas condições para a população americana, de repente vai ter que fechar a fronteira mesmo para diminuir o número de imigrantes. Então, a gente vê, independentemente de Kamala ou Trump, o foco é mais nos Estados Unidos. Em relação ao Brasil, é daqui pra pior. Pode ser menos pior ou mais pior, vamos dizer assim. Mas a perspectiva não é que melhore – avalia o economista.
O cenário piora, mas isso não significa que o Brasil será jogado do precipício. No entanto, também não contribui para uma aceleração do crescimento.
– A gente continua estacionado na promessa de ser o futuro. Para o país se desenvolver precisa mesmo de um forte ajuste fiscal.