FTX crash

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Dividido entre pessimistas e entusiastas, o Bitcoin e as criptomoedas ainda não são uma unanimidade entre os investidores, e, em meio a recordes de valorização nos últimos anos e polêmicas sobre segurança e funcionamento, tentam se consolidar como uma forma segura de investimento.

Os primeiros sinais do Bitcoin foram notificados em 2008, por um e-mail enviado para interessados em criptografia. O remetente do conteúdo era Satoshi Nakamoto, um pseudônimo que até hoje ninguém sabe qual é a verdadeira identidade da pessoa por trás do desenvolvimento da maior criptomoeda do mercado. Alguns nomes já foram relacionados, inclusive o do bilionário Elon Musk, que em diversas oportunidades deu sinais de aceitação e confiança no uso do Bitcoin e outras criptomoedas.

Indo na contramão de tudo isso, no último mês, o mercado de criptomoedas sofreu um grande revés. O crash da FTX, a segunda maior exchange de criptomoedas do mundo, chocou o mercado e acendeu um alerta quanto à segurança de investir neste tipo de ativo. Coincidência, ou não, na última terça-feira (29), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta a prestação de serviços de criptomoedas no Brasil. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Dentre as regras do projeto, ficou de fora a obrigação de segregação de patrimônio por parte de corretoras, questão de amplo pedido do mercado, que ficou em evidência no recente escândalo da FTX.

O que houve com a FTX?

Vindo de um primeiro semestre difícil para os ativos de risco (leia-se, entre eles, o mercado cripto), principalmente pela conjuntura econômica, Sam Bankman-Fried – conhecido como SBF -, jovem prodígio e dono da corretora, começou a emprestar dinheiro a outras empresas, dentre elas a Alameda Research, do próprio SBF. A empresa recebeu bilhões em token FTT da corretora.

Para entender melhor, é válido explicar que a Alameda é um fundo de investimentos que comprava criptomoedas em determinada região e vendia em outra na qual a cotação estivesse maior. Além disso, o fundo agia também tomando empréstimos para comprar criptomoedas nos momentos de baixa e vender quando as cotações subissem. Neste sentido, em 2019, ele criou a FTX para, ao invés de pagar taxas para outras corretoras, pagar para ele mesmo. Em outras palavras, os empréstimos da Alameda seriam financiados pelos lucros da corretora.

Como mencionado acima, Bankman-Fried criou sua própria cripto, a FTT, o que é comum as corretoras fazerem. Neste mercado, as criptomoedas de exchanges se valorizam e desvalorizam conforme a demanda, ou seja, quanto mais pessoas comprarem, maior será o valor. E foi isso que aconteceu em 2021. Não só a FTT, mas os ativos digitais em geral sofreram um boom. O Bitcoin, por exemplo, atingiu sua máxima em novembro do ano passado, US$ 69 mil. Entretanto, no caso do token da FTX, o detalhe importante é que ele se valorizava, mas a demanda preponderante partia da Alameda. Não é preciso dizer que esse sistema não era sustentável, mesmo com a FTX tendo sido avaliada em US$ 32 bilhões em certo momento. A conta não demorou muito para chegar.

O inverno cripto veio e as cotações das criptomoedas despencaram, assim como o FTT. Uma queda de 70%. A tragédia se desenhava. O token era a garantia de pagamento da Alameda a seus credores e, com eles não valendo mais nada, não tinha como pagar as dívidas. Diante desse cenário, Bankman-Fried, aparentemente, utilizou recursos dos clientes da FTX para salvar a operação da Alameda, o que é uma conduta ilegal. Em reportagem da CoinDesk, publicada no começo de novembro, apontava que a maioria das reservas do fundo eram mantidas em FTT. A reportagem também obteve acesso a um balanço patrimonial da Alameda, o que iniciou uma corrida dos investidores para sacarem seus recursos. Sem dinheiro para arcar com as retiradas, a FTX/Alameda faliu.

“Dedinho” da Binance

Changpeng Zhao, CEO da Binance, foi o primeiro, após o furo de reportagem, a perceber que algo estava errado. Ele anunciou que estava liquidando toda a posição em FTT. O post serviu como mais lenha na fogueira e acelerou o desejo dos clientes da FTX em sacar seus recursos. 

A exchange de Zhao ainda chegou a anunciar que pretendia comprar a FTX e evitar a falência da concorrente. Contudo, não demorou muito para o negócio melar e desistir da aquisição.

Grandes nomes no prejuízo

Conforme as notícias são divulgadas, grandes investidores institucionais vão se manifestando. Um dos institucionais lesados foi o Ontario Teachers’ Pension Plan, um dos maiores fundos de pensão do mundo, que investiu US$ 95 milhões na FTX. 

A dor de cabeça não ficou apenas para os grandes fundos. Algumas personalidades ligadas à empresa são alvos de investigação e estão sendo processadas por investidores juntamente com a FTX, caso de Tom Brady, jogador de futebol americano do Tampa Bay Buccaneers, sua ex-esposa e modelo Gisele Bundchen, o jogador de basquete do Golden State Warriors Stephen Curry e o ex-jogador e atual comentarista de basquete Shaquille O’Neal. 

E agora? O que será do Bitcoin e do mercado de criptomoedas?

O mercado vem sofrendo bastante ao longo deste ano com os movimentos econômicos, especialmente a alta de juros, e esse episódio aumenta a desconfiança com que algumas pessoas veem esses ativos. 

Tal acontecimento deve aumentar a atenção sobre a regulamentação das empresas deste mercado. Em entrevista à Exame, André Portilho, Head de Digital Asset no BTG Pactual, falou que “a crise não teve a ver com cripto, mas com o uso da tecnologia pelos intermediários. Esse problema foi uma fraude, um ato criminoso, e isso não tem nada a ver com a tecnologia de cripto e os benefícios que pode trazer para diferentes indústrias”. “Dinheiro do cliente é dinheiro do cliente, não toca nele. Em 1980, isso [usar recursos de clientes] aconteceu muito com corretoras brasileiras, é impressionante como a história se repete”, finalizou Portilho.

Na moda?

Nós, da Portofino, vemos o Bitcoin e as criptomoedas em si como ativos não consolidados e que ainda precisam avançar muito em sua regulamentação. Apesar de toda beleza tecnológica da arquitetura Blockchain, o Bitcoin ainda é um faroeste e, por isso, selecionamos outros tipos de ativos alternativos para estruturas dos nossos clientes. É importante manter a diversificação dos investimentos, seja qual for a classe de ativos, mas tomar cuidado com o modismo, de não estudar o ativo e investir só porque outras pessoas estão ganhando dinheiro com isso.

Por fim, é fundamental o apoio de uma gestora profissional como a Portofino. Isso fará toda diferença para te auxiliar na definição do seu perfil, escolha dos melhores investimentos alinhados aos seus objetivos e, principalmente, em como utilizá-los da melhor maneira, de acordo com as dinâmicas e momentos do mercado, o famoso “market time”.

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Conheça mais sobre o nosso modelo de remuneração

É prática comum no mercado as corretoras, bancos e gestoras serem comissionadas por “spreads”, rebates e taxas que escondem os custos de transação. Não acreditamos neste modelo, pois ele acaba gerando um conflito de interesses que pode resultar em uma estratégia de carteira bem longe daquela que seria a ideal para você.

Vamos supor que você acabou de virar cliente de uma instituição X que fará a gestão dos seus investimentos. Eles têm na “prateleira” uma série de fundos e, como você sabe, recebem comissões “estimulantes” de suas gestoras para oferecê-los. Considerando isso, em qual nível esse modelo pode influenciar na construção da sua carteira? A instituição venderá o produto que gera mais comissão ou o que é melhor para você? Neste caso, é bem provável que a pressão por metas, vendas e comissões prevaleça na escolha, resultando em uma estratégia de carteira que com certeza não será a mais ideal para você. Além do conflito de interesses, às vezes nos deparamos com discursos de taxas zero de transação e outras “pegadinhas” que passam despercebidas pela falta de conhecimento financeiro da maioria das pessoas.

Neste sentido, podemos fazer uma analogia com o que acontece nos supermercados. Os produtos em destaque sempre possuem um motivo para estarem ali, seja por ofertas, queima de estoque, produtos próximos do vencimento, entre outros. A diferença é que você consegue saber exatamente o preço de um chocolate em diversos supermercados e decidir se aquele é o melhor preço para você ou não. 

Contudo, quando o assunto são os seus investimentos, existem valores embutidos não tão transparentes que podem fazer você pagar um preço muito mais alto do que imagina. Vale ressaltar também que os melhores produtos, em geral, se vendem por si e nem precisam de estímulos. Mas, dado isso, será que o assessor desta instituição X, mesmo diante de um excelente produto, que não pague nenhuma comissão para ele, ofereceria essa oportunidade para você?

Na Portofino, contamos com um modelo de remuneração que não gera conflitos de interesses, além de oferecer cashback para os clientes, que consiste na devolução dos rebates, comissões e tarifas em operação dos fundos e ativos geridos em instituições custodiantes. Para se ter ideia, só em 2021, mais de R$ 5 milhões foram devolvidos aos clientes de forma direta (em suas contas nas instituições parceiras) ou indireta, em fundos exclusivos geridos pelo multi family office.

Toda empresa precisa de resultado para financiar o seu funcionamento, arcar com seus compromissos e lucrar para poder crescer. Porém, não acreditamos que o jeito certo de fazer isso seja omitir informações ou explorar a falta de conhecimento das pessoas em um assunto tão complexo e importante: as finanças.

Além da premissa ética, definimos valores importantes para a nossa marca que são imutáveis sob qualquer circunstância: responsabilidade, transparência e resultados. Três palavras conectadas não por acaso.

Sobre esse modelo de remuneração ilustrado na instituição X, aqui nós relatamos e repassamos mensalmente para os nossos clientes todas as comissões que recebemos inevitavelmente. Embora ainda tenhamos uma parcela muito pequena de clientes que optam pelo modelo tradicional acima descrito, buscando inverter a equação e diminuir o percentual de gestão que recebemos. Nestes poucos casos, damos toda transparência e mostramos os possíveis conflitos na forma que somos remunerados. O papo é franco e a escolha é dele, mas é um formato com os dias contados.

Recentemente, algumas das instituições que sempre adotaram o modelo de remuneração que beneficiava a eles e não os clientes estão se adaptando para o formato que consideramos mais justo. Por um lado, é muito importante vermos que o mercado financeiro, mesmo que aos poucos, caminha para ficar mais transparente em relação aos custos e taxas embutidos.

Contudo, por que será que somente agora, depois de muito tempo tirando vantagem em cima de taxas, muitas vezes despercebidas, essas instituições estão decidindo operar de maneira diferente? Será que o movimento é genuíno de preocupação em oferecer o que há de melhor para os clientes?

Diferentemente dessas outras instituições, a Portofino já nasceu com esse propósito, de priorizar os objetivos dos nossos clientes, sem conflito de interesses nas soluções personalizadas que oferecemos para proteção e ampliação de patrimônio.

Nos últimos anos, fazendo um exercício de projeção e de olho nas tendências e todos os modelos de remuneração utilizados no mundo, temos 99% da nossa base operando em um formato justo que acreditamos muito, totalmente baseado no alinhamento de interesses com nosso cliente, transparência e reciprocidade.

Veja como funciona:

Resumidamente, recebemos um percentual sob o total do patrimônio que cuidamos e uma pequena participação na performance excedente.

Esta dinâmica de remuneração nos garante cobrir os custos da estrutura do nosso negócio e, ao mesmo tempo, de forma meritocrática, receber pelos ganhos excedentes, que vão além do acordado e das expectativas do cliente. Este formato visa a proteção, ampliação e sucessão do patrimônio, tendo o cliente como foco, não o produto.

Visto que trazemos a performance como adicional, para evitarmos conflitos de interesses, utilizamos metodologias para definir os perfis de risco e alocação validados com nossos clientes e seguidos à risca, nos certificando que nenhuma alocação em busca de performance será realizada fora do perfil de risco. Além disso, 100% do nosso capital está alocado nos mesmos ativos que nossos clientes, skin in the game.

É um formato justo que também considera todas as nuances do mercado e nos impõe em tempo integral a necessidade de superação para aumentarmos os nossos resultados de um jeito ético, responsável e transparente. Todos os envolvidos saem ganhando. Quem paga a nossa conta é o cliente, e somos fiéis a ele. 

Para terminar, gostaria de chamar a sua atenção para o momento que estamos vivendo. Mercados globais super integrados, variações cambiais, ativos de reserva em desequilíbrio, guerra, resquícios da pandemia e inflação, além de alguns outros fatores. Você já parou para pensar no quanto seus investimentos renderão por aí, sabendo que dentro desta complexidade você ainda corre o risco de pagar por mais taxas do que deveria? Ou que alguém pode estar oferecendo para a sua carteira produtos que beneficiam antes a eles do que você?

Fuja destes formatos de gestão de investimentos do passado. Entenda, aprofunde-se, pergunte. Afinal, estamos na era da informação e o poder está em suas mãos, assim como a decisão de buscar uma gestora séria, transparente e responsável que pensa em crescer com você, fazendo a coisa certa, do jeito certo.

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Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar, diz Alckmin | Esfera Brasil

Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar, diz Alckmin | Esfera Brasil

(Tempo de leitura: 7 min)

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Neste fim de semana, entre os dias 25 e 27, aconteceu o Fórum Esfera Brasil, evento que contou com a presença de importantes nomes que irão governar o Brasil nos próximos quatro anos, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, e importantes figuras do empresariado brasileiro.

No primeiro dia de evento, Helder Barbalho (MDB), governador reeleito do Pará, Renato Casagrande (PSB), governador reeleito do Espírito Santo, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador eleito de São Paulo, debateram as reformas necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Barbalho e Casagrande, defensores da Reforma Tributária, comentaram sobre o assunto, com o governante do ES falando que apoia o IVA, mas ponderando que precisa ser feito respeitando o tempo necessário para não prejudicar estados específicos. 

Tarcísio de Freitas comentou sobre a complexidade da reforma, pois, conforme ele disse, interfere na renda dos estados. Em uma análise macro, o governador ressaltou o impacto da guerra, que fará com que as empresas globais busquem novos destinos e “temos que nos situar como esse lugar”. “Precisamos acionar a Reforma Tributária para potencializar a procura pelo Brasil”, afirmou Freitas.

Além disso, o governador disse sua opinião sobre o IVA, afirmando que apoia separar tributos federais de estaduais, e complementou falando que a guerra fiscal entre estados tem que diminuir. Sobre São Paulo, o governador do estado comentou que mesmo perdendo em um primeiro momento em receita, acredita que o investimento vai direcionar de forma mais forte que hoje, podendo compensar, e muito, a perda de curto prazo.

Em relação ao novo governo federal, Barbalho falou que Lula sinalizou que na primeira semana após a posse vai chamar todos os governadores, contudo ainda não houve interação. Em complemento, Tarcísio, apoiador do atual presidente Jair Bolsonaro, disse que ainda não teve interações com o presidente eleito Lula, mas mostrou-se aberto e apresentou um tom bem leve e colaborativo

Outro assunto de muito debate é sobre as privatizações, principalmente em São Paulo, das quais o governador falou do porto de Santos, que o objetivo é torná-lo o maior do hemisfério sul, ajudando no futuro a financiar projetos de infraestrutura. Ele também comentou que vê com bons olhos a privatização da Sabesp, que vai olhar para o interior de São Paulo devido ao agro e citou que o estado vai ter programa de transferências de renda para educação com o intuito de segurar o aluno na escola.

O evento reuniu ainda Gilberto Kassab (PSD) que comentou sobre a PEC da Transição e a proposta de manter R$ 600 de auxílio para os beneficiários do Bolsa Família. Na opinião de Kassab, apesar de apoiar a PEC, ressaltou a importância de preservar a estabilidade fiscal. 

Em outro painel, o “Políticas Prioritárias para um Brasil Menos Desigual e Mais Sustentável”, Patrícia Ellen, ex-secretária de Desenvolvimento de São Paulo, falou da importância de aliar desenvolvimento econômico, política social e climática, envolvidos com o setor privado. 

Tecnologia e desenvolvimento do país também foram temáticas discutidas no fórum. O déficit de profissionais nas áreas de ciência e tecnologia, para o deputado federal Felipe Rigoni (União-ES), só será sanado com a formação de capital humano. Neste sentido, o CEO da Qualcomm, Luiz Tonisi, foi de acordo e completou analisando que as pessoas vão precisar de requalificação.

O destaque ficou para o painel de encerramento que teve o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, Abílio Diniz, André Esteves, Bruno Dantas e Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Alckmin fez alguns acenos, assegurando o compromisso com o ajuste fiscal, que falta pouco para o anúncio do futuro ministro da Fazenda e descartou a revisão de reformas já aprovadas no Congresso. “Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai se decepcionar, quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai errar”, disse Alckmin. Abílio Diniz adicionou outro ponto à discussão, o da ineficiência da máquina pública. Ao falar sobre o assunto, o empresário exemplificou com o pagamento de R$ 600, que, na opinião dele, foi distribuído para pessoas que não precisavam, “inclusive os militares”.

Em um de seus momentos de fala, André Esteves alertou para os limites fiscais e apontou ser preciso pensar na eficácia dos gastos. Dando continuidade ao assunto, Campos Neto abordou a importância do equilíbrio entre política fiscal e monetária, explicando que “o evento recente na Inglaterra quebrou paradigmas. O mercado não é de direita e nem de esquerda, tanto que ficou contra um governo de direita na Inglaterra”. Por fim, Geraldo Alckmin afirmou que as reformas já aprovadas no Congresso se manterão e não serão desfeitas.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela EsferaBR e Portofino MFO.

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Eventos Portofino Multi Family Office

Durante o último mês, realizamos uma série de eventos com nossos clientes e parceiros, abordando temas como investimentos internacionais, planejamento sucessório, sucessão em empresas familiares, estratégia de alocação e outros encontros com o objetivo de gerar informação e educação patrimonial e financeira para as famílias que atendemos em todo país.

Confira um breve resumo de cada evento:

Porto Alegre – Investimentos Internacionais

No fim do mês de setembro, Adriano Cantreva, sócio e responsável pelos Investimentos Internacionais, visitou o nosso escritório em Porto Alegre para conversar com clientes e colaboradores sobre “Investimentos internacionais, muito além da diversificação”. Em um agradável café da manhã para os convidados, Adriano falou sobre o atual momento das economias globais e destacou oportunidades de investimento no exterior, as melhores estratégias e estruturas.

São Paulo – Sucessão de Empresas Famíliares

No dia 30 de setembro, na nossa sede em São Paulo, recebemos clientes para um café da manhã que contou com a presença do Dr. Leandro Chiarottino, do Chiarottino, Nicoletti & Associados, que, ao lado de Victória Siqueira, nossa Head de Wealth Planning, falou aos nossos clientes e colaboradores sobre sucessão nas empresas familiares.
O evento também teve a presença da nossa sócia fundadora, Carolina Giovanella, que explicou as características de um family office, seus benefícios e as diferenças em relação às outras instituições.

Victória, falou sobre as soluções e benefícios que o Wealth Planning pode proporcionar, explicando em detalhes as etapas da consultoria: diagnóstico e análise, construção e discussão de alternativas, implementação e monitoramento ativo e, por último, revisão periódica.

O Dr. Leandro contou que o objetivo é tentar simplificar ao máximo, dentro do possível, apesar da complexidade de caso a caso, o processo de sucessões nas empresas familiares. Ele trouxe números que auxiliam a entender a importância do planejamento de sucessão, como o fato de 92% das sociedades empresárias brasileiras serem total ou parcialmente estruturadas sob controle familiar. Além disso, dentre vários outros assuntos abordados no evento, Chiarottino explicou como funciona cada instrumento de planejamento, sendo eles o regime de bens, doações, testamentos e acordo de acionistas. Quer saber mais sobre o assunto? Fale com o nosso time de Wealth Planning, solicite uma reunião para seu Executive de Relacionamento ou escreva para gente.

São Paulo – GIMI Network

Em 11 de outubro, recebemos também no nosso escritório sede em São Paulo, aproximadamente 15 integrantes do GIMI (Grupo de Mulheres Investidoras) para conversar com Eduardo Castro, nosso sócio e CIO, e Alan Feldon, sócio Portofino, sobre Asset Allocation.

Os presentes discutiram sobre princípios e oportunidades de investimentos no cenário econômico atual. Eduardo e Alan comentaram sobre a importância da diversificação e de conhecer as classes de ativos que compõem suas respectivas carteiras. Os nossos sócios aproveitaram para explicar o nosso escopo de trabalho e seus três importantes pilares: Wealth Planning, Estratégia e Gestão de Investimentos, além do pilar de negócios com serviços e soluções de Fusões & Aquisições (M&A).

Recife – LIDE Business Lunch

Na penúltima semana de outubro, nossos sócios Adriano Cantreva e Danilo Miranda, sócio responsável pelo nosso escritório em Recife, participaram de alguns eventos pelo nordeste, promovendo ricos encontros com grupos de empresários e famílias da região.


Da esquerda para direita: Adriano Cantreva (Portofino), Helena Rocha (PWC e Presidente LIDE Empresas Familiares),
Danilo Miranda (Portofino) e Cícero Rocha (Instituto Empresariar).

A primeira parada foi na capital de Pernambuco, em Recife, para cumprir agenda com o LIDE Empresas Familiares da região. Cantreva realizou uma palestra para os convidados que estavam presentes sobre Investimentos Internacionais e a importância da Diversificação Internacional, uma conversa relevante, principalmente considerando a conjuntura econômica que estamos enfrentando.

Fortaleza – PMFO e Instituto Empresariar

No dia 20 de outubro, Adriano e Danilo realizaram um evento no Iate Clube de Fortaleza, em parceria com o Instituto Empresariar, de Dr. Cícero Rocha. A temática principal foi sobre “Proteção do Patrimônio em Empresas Familiares: A Importância do Multi Family Office”.

O encontro teve a presença de famílias empresárias que puderam entender e conversar sobre estratégias para proteger seus patrimônios durante períodos turbulentos, modelos de atuação no mercado financeiro e investimentos no exterior.

Belo Horizonte – Ativos Alternativos com Jive Investimentos

No mesmo dia, em nosso escritório de Belo Horizonte, abrimos as portas para a Jive Investimentos falar aos nossos clientes e colaboradores sobre a gestora e alguns de seus fundos de investimentos.

Os sócios da Jive explicaram sobre o mercado de ativos alternativos e fizeram uma apresentação da empresa, com uma linha do tempo contando os principais acontecimentos dos seus 12 anos de experiência e a parceria com a gente.

Foz do Iguaçu – Planejamento Patrimonial e Sucessório

No mesmo dia 20 de outubro, em Foz do Iguaçu, conversamos com famílias paranaenses sobre Wealth Planning – Planejamento Patrimonial e Sucessório.

Claudio Demeterco, Sócio e Fundador da Demeterco Sade Advogados, e Victória Siqueira, nossa Head de Wealth Planning, falaram sobre a importância de realizar um planejamento patrimonial e seus benefícios na eficiência fiscal, tributária ainda para o patriarca (ainda em vida) e herdeiros.

Gostaria de participar dos nossos próximos eventos?
Fale com seu Executivo de Relacionamento ou escreva para info@pmfo.com.br.

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Inflação ou Deflação?

A inflação vem sendo o maior pesadelo dos investidores em 2022. Apesar dos países já estarem se movimentando – mesmo com certa letargia -, o processo ainda tem muito a desenrolar e as consequências não estão totalmente claras. Enquanto as taxas de juros seguem subindo nas principais economias do mundo, o receio de uma recessão global a partir de 2023 acende o alerta no radar dos bancos centrais.

A inflação é caracterizada pelos sucessivos e generalizados aumentos de preços de bens e serviços em determinado país ou região por um período de tempo. Como consequência, o processo inflacionário eleva o custo de vida das famílias e reduz o poder de compra delas, fazendo com que a mesma quantidade de dinheiro compre cada vez menos serviços ou bens conforme vai deteriorando seu valor. Desequilíbrio entre oferta e demanda, maior emissão de papel moeda e aumento dos custos de produção são fatores que levam à inflação.

Atualmente, vemos países com taxas de inflação elevadíssimas, caso da Argentina, onde a alta anual é de 83%, a maior em três décadas. Embora esse valor seja bastante alto para os padrões atuais, basta voltarmos no tempo para ver que alguns países já tiveram números inimagináveis.

Flashback hiperinflacionário

É possível acreditar que já houve um país em que a porcentagem da hiperinflação atingiu incríveis 41,9 quatrilhões em um mês? Ou seja, 41.900.000.000.000.000%. O fato aconteceu na Hungria, em julho de 1946, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial que devastou a capital Budapeste. O país da Europa Central carrega a alcunha de detentor do pior caso de hiperinflação já registrado. A não ser pelo surgimento de algum “cisne negro”, os húngaros levarão esse título por muito mais tempo.

Não tão distante dos dias de hoje, em novembro de 2008, a taxa mensal de inflação do Zimbábue chegou a 79.000.000.000% (79 bilhões). O problema começou ainda na década de 90, quando o governo realizou uma reforma agrária que prejudicou a produção agrícola e piorou com os gastos referentes à Guerra do Congo, em 1998, e as seguidas sanções impostas em 2002 pelos Estados Unidos e União Europeia.

Completando esse pódio um tanto quanto indesejado, a Iugoslávia, em meio a um cenário de conflitos políticos e étnicos e crise econômica, se viu em uma “guerra interna” que acabou dividindo o país nas nações que hoje são Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia, Montenegro, Sérvia e Eslovênia. Os gastos decorrentes dos conflitos, impressão de dinheiro e as sanções das Nações Unidas foram alguns dos catalisadores que levaram a região a registrar uma hiperinflação de 313 milhões por cento em janeiro de 1994.

Inflação em terras americanas

O homem que “quebrou” o Brasil – expressão que ficará mais clara adiante -, Paul Volcker, segundo seu obituário publicado no New York Times, foi o “Presidente do Federal Reserve que lançou uma guerra contra a inflação”. Remetemos a esse período, pois foi uma crise mundial, que teve severos desdobramentos para o Brasil e foi a última grande inflação vivenciada pelos Estados Unidos até 2022.

Economista indicado pelo presidente norte-americano Jimmy Carter para assumir o Banco Central dos Estados Unidos, Volcker foi incumbido com a árdua missão de controlar a inflação que atingiu 14,8%, em março de 1980. A crise inflacionária da época foi desencadeada após o segundo choque do petróleo, em 1979, quando a Revolução Iraniana fez o preço do barril sair de US$ 15 para US$ 60 em questão de meses (considerando valores atuais). O impacto foi avassalador, já que o Irã era um dos principais produtores de petróleo do mundo. 

O remédio para controlar a inflação foi bem amargo. Volcker foi contundente e bem duro em sua política monetária ao elevar a taxa de juros para além dos 20% ao ano – dado causador de dores de cabeça para os americanos, em que o mercado já agoniza imaginando que os juros americanos podem chegar próximos a 5%, ou mais. Essa dinâmica respingou para outros países, como no Brasil e América Latina, dando início a chamada “Década Perdida”, na qual as consequências foram desastrosas.

Década Perdida

As ações de Paul Volcker para conter o processo inflacionário e colocar a economia americana nos trilhos tiveram fortes impactos no Brasil e em toda a América Latina, tais quais levaram a região ao período que ficou marcado como “Década Perdida”. Resumidamente, tudo começou com o primeiro choque do petróleo, em 1973, mas foi no segundo choque do petróleo que os países desenvolvidos, a exemplo dos EUA, começaram a aumentar as taxas de juros na tentativa de conter a inflação.

Em contrapartida, nos anos anteriores, o Brasil passou pelo que ficou conhecido como “Milagre Econômico”, o qual foi caracterizado pela abundância de crédito externo para acelerar projetos de infraestrutura e investimento em indústrias. Em outras palavras, o Brasil se endividou para financiar seu crescimento.

O resultado não tinha como ser outro. Os países latino-americanos foram fortemente atingidos com o aumento da taxa de juros nos EUA, já que os empréstimos foram contratados em dólar. A bola de neve estava formada. O nosso país viu sua dívida ir aumentando cada vez mais e as soluções para contornar essa situação já não eram muitas. Em 1982, o México declarou moratória, dando oficialmente início à “Década Perdida”. 5 anos depois, em 1987, foi a vez do Brasil declarar que não iria conseguir pagar sua dívida. A dívida externa, de US$ 3 bilhões em 1964, chegaria aos US$ 100 bilhões em 1987.  Durante esse período, o país viveu anos de baixo crescimento e hiperinflação, que resistiu a diversos governos e planos econômicos.

O fato de Paul Volcker ter “quebrado” o Brasil não passa de uma brincadeira. Contudo, sua rígida política nos EUA foi o estopim para a eclosão da crise da dívida externa latino-americana.

Uma velha conhecida bate à porta 

Aproximadamente 40 anos depois o mundo volta toda a sua atenção às altas taxas de inflação. Claro que ainda muito longe daquelas que citamos no início do texto, mas depois de certa leniência em relação ao quão duradouro seria a inflação de hoje, os países estão comprometidos em domar o dragão.

Em terras tupiniquins, os últimos três meses foram de deflação, graças aos cortes de impostos do governo sobre combustíveis, energia e telecomunicações. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 7,17%, enquanto em 2022 é de 4,1%. Apesar dos números colocarem o Brasil em uma posição de destaque na comparação com outras economias mais estruturadas, o entendimento é de que os juros do Banco Central ainda não fizeram todo o efeito que a autarquia espera e que a deflação no período foi puxada em grande parte pela intervenção do governo em reduzir impostos. Ou seja, muito da queda dos preços está ligada aos movimentos do governo – até certo ponto impulsionado pelas eleições -, do que propriamente aos ajustes realizados pelo Banco Central.

Enquanto nos EUA e na Europa as autoridades acreditavam que a alta dos preços era passageira e não havia muitos motivos para se preocupar, por aqui o Banco Central tinha outra visão e anteviu a necessidade de iniciar o movimento de alta nos juros para combater a inflação. É como diz aquele ditado: gato escaldado tem medo de água fria. Depois de ter reduzido a Selic para 2% ao ano – menor nível já registrado na série histórica desde 1986 -, em agosto de 2020, com o objetivo de estimular a produção e o consumo em meio à pandemia de Covid-19, o BC voltou a elevar a taxa básica de juros em março de 2021.

Hoje, o Brasil, ao que tudo indica, já encerrou seu ciclo de aumento nas taxas de juros e deve mantê-la no patamar de 13,75% ao ano, mas sem perspectivas de começar o processo de redução, se mantendo vigilante ao comportamento de desinflação e dos agentes internacionais. Os americanos e os europeus, por outro lado, seguem com os fortes movimentos de alta de juros – as quais ainda não está claro até onde irão -, à medida que os dados inflacionários ainda mostram pouca reação e tentam evitar uma recessão profunda.

Infográfico: Marketing Portofino MFO

Agora, mesmo que em proporções totalmente diferentes daquelas que discorremos ao longo do texto, os bancos centrais travam uma longa e desgastante batalha contra um adversário que o Brasil tem bastante experiência. Em períodos como esse, administrar os investimentos se torna ainda mais desafiador e angustiante para os investidores. A presença de um gestor profissional e experiente é muito importante para auxiliar nas tomadas de decisões e entender como os movimentos do mercado afetarão o patrimônio de cada um.

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Família Portofino,

O domingo mais esperado do ano finalmente chegou. A festa da democracia foi marcada pela confirmação de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Apesar de algumas pesquisas apontarem que o candidato do PT pudesse levar a disputa já no fim de semana, nosso cenário base apontava para a decisão em segundo turno. A apuração das urnas confirmou nossas expectativas, mas temos que reconhecer que a votação efetiva para Bolsonaro e o crescimento de sua base no Congresso e nos governos estaduais também nos surpreenderam.

Ao longo dos últimos meses, principalmente quando o dia de votação se aproximava, grande parte das pesquisas colocavam Lula com uma vantagem considerável em relação a seu opositor. A realidade foi completamente diferente. O ex-presidente, que venceu em 14 estados, com destaque para a região Nordeste, teve 48,43% dos votos, enquanto Bolsonaro, o qual obteve vantagem em 12 estados e no Distrito Federal, com maior adesão nos estados do Sul e Centro-Oeste, teve 43,20% de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Simone Tebet ficou como a terceira mais bem votada, com 4,2%, e Ciro Gomes na sequência, com 3%.

Mapa eleições - Portofino
Elaboração: Portofino MFO/Fonte: TSE

Governadores

O domingo também marcou a votação para os cargos de governadores dos estados da União. Com algumas reeleições e outros indo para segundo turno, veja como ficaram as votações em cada estado.

Eleitos em primeiro turno:

Acre – Gladson Cameli (PP) – 56,75%

Roraima – Antônio Denarium (PP) – 56,47%

Amapá – Clécio (SD) – 53,69%

Pará – Hélder (MDB) – 70,41%

Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – 68,45%

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – 51,29%

Tocantins – Wanderlei Barbosa (REP) – 58,14%

Goiás – Ronaldo Caiado (União) – 51,81%

Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB) – 50,30%

Piauí – Rafael Fonteles (PT) – 57,17%

Ceará – Elmano De Freitas (PT) – 54,02%

Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – 58,31%

Minas Gerais – Zema (Novo) – 56,18%

Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL) – 58,67%

Paraná – Carlos Massa Junior (PSD) – 69,64%

Segundo turno:

Alagoas – Paulo Dantas (MDB – 46,64%) x Rodrigo Cunha (União – 26,79%)

Amazonas – Wilson Lima (União – 42,80%) x Eduardo Braga (MDB – 21,00%)

Bahia – Jerônimo (PT – 49,45%) x ACM Neto (União – 40,80%)

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB – 46,94%) x Manato (PL – 38,48%)

Mato Grosso do Sul – Capitão Contar (PRTB – 26,71%) x Eduardo Riedel (PSDB – 25,16%)

Paraíba – João (PSB – 39,65%) x Pedro Cunha Lima (PSDB – 23,90%)

Pernambuco – Marília Arraes (SD – 23,97%) x Raquel Lyra (PSDB – 20,58%)

Rio Grande do Sul – Onyx Lorenzoni (PL – 37,50%) x Eduardo Leite (PSDB – 26,81%)

Rondônia – Marcos Rocha (União – 38,88%) x Marcos Rogério (PL – 37,05%)

Santa Catarina – Jorginho Mello (PL – 38,61%) x Décio Lima (PT – 17,42%)

São Paulo – Tarcísio de Freitas (REP – 42,32%) x Fernando Haddad (PT – 35,70%)

Sergipe – Rogério Carvalho (PT – 44,70%) x Fábio (PSD – 38,91%)

Bolsonarismo consolida força

Além da arrancada de Bolsonaro na corrida presidencial, as votações para o Congresso e aos governos dos estados expuseram a força dos aliados do presidente. Como diz aquele ditado “treino é treino, jogo é jogo”, a equipe treinada por Lula chegou à final acreditando que sairia vitorioso com alguma tranquilidade, porém sofreu um empate no último lance da partida e agora encara um adversário ainda mais motivado para a prorrogação. Inclusive, foi dessa forma que Lula se referiu ao segundo turno, como “apenas uma prorrogação”.

Neste sentido, o Partido Liberal, ao qual Bolsonaro é filiado, conta agora com uma bancada ampla na Câmara dos Deputados e no Senado, mais o “Centrão”, base aliada que apoia o governo, e outros partidos com viés inclinado ao presidente. Em discurso após a apuração dos votos, o presidente afirmou que a legenda deve angariar cadeiras na Mesa Diretora das casas e a disputa para a presidência do Senado será definitivamente colocada para avaliação. Dos 27 senadores eleitos, 14 pertencem a partidos pró-Bolsonaro, 8 pró-Lula e 5 independentes. A eleição de vários nomes apoiados por Bolsonaro, como Hamilton Mourão (senador pelo Rio Grande do Sul), Damares Alves (senadora pelo Distrito Federal), Marcos Pontes (senador por São Paulo) e Tereza Cristina (senadora pelo Mato Grosso do Sul), alguns deles como surpresa e desbancando nomes apoiados por Lula, também consolidam apoio ao presidente em caso de vitória. Na Câmara dos Deputados, o bolsonarismo também teve bom desempenho, com Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles vitoriosos em São Paulo, sem mencionar outros nomes que já integraram o atual governo.

A votação no governo estadual também trouxe vitórias para Bolsonaro. Em São Paulo, por exemplo, a surpresa foi Tarcísio de Freitas passar para o segundo turno à frente do candidato do PT Fernando Haddad. Em Minas Gerais, Romeu Zema foi reeleito em primeiro turno, mais um exemplo que, apesar do afastamento do presidente ao longo dos anos, pode ser um importante fator para Bolsonaro captar votos no estado em que foi derrotado por Lula. No Rio Grande Sul, a surpresa foi Onyx Lorenzoni que desbancou Eduardo Leite e passou para o segundo turno liderando as votações.

A caminho do 2º turno

De olho no dia 30 de outubro, a expectativa, por enquanto, fica no aguardo dos posicionamentos de Simone Tebet e Ciro Gomes. A terceira colocada geral afirmou que já tem um posicionamento e não irá se omitir, mas pediu uns dias para declarar seu apoio até falar com os líderes de partidos. Por outro lado, Ciro também pediu uns dias para pensar e se privou a dizer que o Brasil vive um momento complexo.

Lula, que manteve o discurso confiante de que sairá vitorioso dessas eleições, contudo, enfrentou ontem seu primeiro revés. Isso, pois terá mais dificuldade para governar caso ganhe, precisando fazer um aceno maior para o centrão e trabalhar com uma agenda mais ortodoxa, tendo mais dificuldade para aprovar projetos que deseja. Na outra ponta, Bolsonaro e seus aliados foram os vencedores do primeiro domingo de eleições. Apesar de estar atrás de Lula e ter muito chão para tirar a desvantagem, ele teve muito mais votos do que as projeções apontavam e viu seus aliados formar maioria no Congresso. Em caso de triunfo, por já ter relacionamento com o centrão e agora com o apoio de aliados, teria maior facilidade para fazer manobras e aprovar pautas, especialmente no campo econômico, que antes ficavam travadas.

Do lado de Lula, a campanha de segundo turno começa com o ex-presidente e seus eleitores absorvendo o impacto de compreender que a disputa será mais acirrada do que o esperado e como farão para puxar os votos que ficaram com a natimorta “terceira via”. Do outro lado, Bolsonaro terá que tirar a desvantagem de votos para o opositor, seja com o apoio da força de seus aliados nos governos estaduais e no Congresso Nacional, seja com a conversão de parte dos eleitores de Tebet e Ciro. Ele já afirmou que sua estratégia será, adicionalmente à pauta de costumes, tangibilizar os feitos nos campos econômico e social do seu primeiro mandato.  

O mercado, sempre pragmático, comemora a possibilidade da continuidade do atual governo em um ambiente de maior suporte às reformas vinda da nova composição do Congresso Nacional. Nossas posições se beneficiaram bastante do resultado, em particular nosso aumento tático da exposição à renda variável. Agora, a expectativa fica para o próximo domingo mais importante do ano, no dia 30 de outubro. Continuaremos atentos às oportunidades e riscos!

Até a próxima!

Eduardo Castro
CIO – Chief Investment Officer
PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE

“Ação e Reação” é um conteúdo exclusivo Portofino MFO, que retrata fatos importantes, urgentes e seus reflexos nos mercados financeiros globais.

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