por Guilherme Oliveira | 21 nov 2019 | Análise de Mercado
No último ano, o mundo tem sentido os efeitos da guerra comercial entre EUA e China. Com a chegada de Trump à Casa Branca, os Estados Unidos têm fortalecido a retórica contra as relações comerciais dos dois países. Sendo assim, o presidente norte-americano anunciou tarifas para a importação de produtos chineses, limitando o comércio entre as duas maiores economias do mundo.?
Nesse artigo explicaremos o contexto da guerra comercial entre EUA e China e quais podem ser os efeitos para a economia mundial e para a sua carteira de investimentos.
Siga a leitura!
Compreendendo o contexto da guerra comercial entre EUA e China
Os Estados Unidos são o maior mercado para os produtos da China que, por sua vez, é o país com mais exportações em todo o mundo.
Ao assumir a presidência dos Estados Unidos, Trump decretou o aumento de impostos aos produtos chineses. Para os EUA, as medidas tomadas no último ano se explicam pelo que o país considera como relações comerciais injustas e desequilibradas.
Por mais que os dois países tenham iniciado negociações ao longo do ano com o objetivo de melhorar as relações comerciais, as tarifas impostas por Donald Trump podem chegar a um total de US$ 540 bilhões, afetando uma lista abrangente de produtos chineses como equipamentos de telecomunicação, peças de computador, motocicletas, peças de carro.
Por conta disso, o país oriental retaliou os Estados Unidos, taxando produtos agrícolas e manufaturados. Os principais produtos atingidos foram a soja, a carne suína e os carros norte-americanos. Além de aumentar as taxas de importação para os produtos norte-americanos, a China também desvalorizou a sua moeda, tornando os produtos chineses mais competitivos para os outros países.
Como investir em meio a uma Guerra Comercial entre as duas maiores potências do mundo?
Em recente entrevista para a Reuters, Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, disse ser inevitável o impacto da Guerra Comercial ao mercado brasileiro. De acordo com ele, do lado doméstico, persiste a agenda econômica de reformas e privatizações, embora o mercado brasileiro acabe sentindo o “vaievém” no cenário externo em razão da movimentação dos fluxos de recursos no mundo. “Mas comparativamente a outros emergentes estamos melhor”, afirmou.
Os Estados Unidos e a China, além de estarem em guerra comercial, são os dois maiores parceiros econômicos do Brasil. Até o meio do ano, a China somava 27.9% das exportações brasileiras, enquanto os EUA representaram 13,4%.
Ainda que o Brasil esteja em uma melhor posição diante de outros países emergentes, diante do cenário instável e de alta volatilidade, é preciso ter expertise na hora de investir. Mario Kepler, integrante do time de especialistas da Portofino Investimentos, explica que além de diversificar a carteira de investimentos, é necessária a aplicação em produtos inteligentes, como o Fundo Multimercado.
E você, possui alguma dúvida sobre o reflexo da Guerra Comercial entre EUA e China nos investimentos? Comente!
por Guilherme Oliveira | 14 nov 2019 | Análise de Mercado
Você sabe o que são fundos imobiliários?
De acordo com a Anbima, no 1º semestre de 2019 os fundos imobiliários atingiram o recorde de 1 milhão de cotistas. Enquanto em 2018 a marca de R$ 1 bilhão por mês foi ultrapassada, neste ano, a média mensal no quadrimestre está em torno de R$ 1,4 bilhões.
Devido a inflação e os juros baixos, os investidores têm buscado aplicações com melhores retornos e, desta forma, o segmento imobiliário tem se beneficiado.
Para saber mais o que são os fundos imobiliários, siga a leitura do artigo!
Afinal, o que são fundos imobiliários?
Aplicar em um fundo imobiliário é sinônimo de comprar uma pequena parte de vários imóveis. Desta forma, a aplicação é indicada para investidores que não desejam realizar a compra.
Os FII’s, como também são conhecidos, são indicados para quem deseja obter rendimentos sobre imóveis. No entanto, ao invés de gerir os ativos individualmente, o investidor compra cotas de um fundo de investimento, delegando o trabalho para gestores especializados.
Os investidores usufruem as vantagens resultantes da propriedade de imóveis sem serem responsáveis pelas obrigações decorrentes da operação do imóvel em si. Eles participam de vários segmentos do mercado imobiliário – escritórios, shoppings, imóveis residenciais, hotéis – em diferentes ciclos de desenvolvimento e, desta forma, se deparam com a possibilidade de otimizar o rendimento total, escolhendo a estratégia de investimento mais assertiva.
Entenda as vantagens de investir em um fundo de investimento imobiliário
No atual cenário macroeconômico, que apresenta baixa inflação e redução da taxa de juros, o mercado imobiliário é um dos que mais se beneficia. A queda da Selic contribui para o aumento da rentabilidade das cotas dos fundos de investimento imobiliários, assim como o mercado de infraestrutura.
Uma das principais vantagens de aplicar em um fundo de investimento imobiliário é a alta liquidez oferecida pelo produto. Como a sua participação em uma cota é negociada na Bolsa de Valores, em aproximadamente dois dias já é possível realizar a venda de sua posição – prazo que, comparado com um imóvel físico e até mesmo outros tipos de aplicações, é excelente.
Além disso, os fundos imobiliários oferecem diversificação, já que permitem investir em diferentes tipos de imóveis, desde shoppings centers até lajes corporativas.
Outro atrativo dos fundos de investimento imobiliário é a isenção de IR para pessoas físicas.
Para saber mais, siga a leitura.
Fundo imobiliário e isenção de IR para pessoas físicas
Através de determinadas condições, é possível investir em um fundo imobiliário e usufruir da isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Para obter a isenção, é necessário que o investidor detenha menos de 10% do total de cotas de um fundo imobiliário, desta forma, ele só será isento se ele tiver, no máximo, 9,99% de um fundo.
Além disso, o fundo deve ter no mínimo 50 cotistas e precisa estar listado em bolsa ou balcão organizado. Por fim, a isenção só é válida para rendimentos periódicos do fundo. Isso significa que no momento em que o investidor se desfaz da cota, ele está sujeito a um desconto de 20% de imposto sobre o ganho de capital.
Vale a pena investir em fundos imobiliários? Entenda a opinião do time de especialistas da Portofino
Em resposta ao questionamento anterior, sim, vale a pena investir em fundos imobiliários. No entanto, assim como em outras aplicações, é preciso ter expertise ao escolher o melhor produto para a carteira de investimentos.
Em nossa visão os fundos de desenvolvimento imobiliário serão o grande diferencial na classe dos FIIs, onde entraremos como investidores no projeto desde o momento inicial. De forma resumida, podemos entender os fundos de desenvolvimento imobiliário como aplicações onde o gestor investe na construção de imóveis, os quais são revendidos com a expectativa de obtenção de lucro.
Estes ativos costumam gerar muito mais retorno, em torno de 25%a.a., pois são de longo prazo e apresentam o risco de implantação do imóvel. Contudo, quando selecionados com expertise, mostram-se como uma excelente alternativa de investimento, sendo descorrelacionados aos fundos imobiliários de renda.
Esclareceu as suas dúvidas sobre o que são os fundos imobiliários? Se você possui interesse em saber mais detalhes sobre a aplicação, entre em contato com nossos assessores clicando no chat localizado na parte direita da tela.
por Guilherme Oliveira | 7 nov 2019 | Portofino pelo Mundo
Na segunda parte de nosso artigo com dicas sobre a Big Apple, trazemos sugestões de nossa cliente Claudia Giovanella, sobre onde comer em Nova York.
Para conhecer alguns dos lugares gastronômicos mais incríveis da cidade, continue a leitura do artigo!
Onde comer em Nova York? Confira as dicas de Claudia Giovanella, cliente da Portofino Investimentos
A comida é, sem dúvidas, uma das melhores partes de visitar Nova York. Mesmo que você já tenha vindo mais de uma vez para a cidade, existem sempre hotspots gastronômicos para serem explorados.
De fato, alguns dos melhores bares e restaurantes do mundo vivem em Nova York e a competição por criatividade e inovação é acirrada. No entanto, entre tantas opções, é comum que façamos escolhas erradas ao longo do caminho.
Para evitar que isso ocorra, separamos 7 lugares indispensáveis na sua próxima ida à Nova York.
Café da Manhã no Bubby’s
O Bubby’s é um restaurante especialista em brunch, uma refeição de origem britânica que combina o café da manhã (pequeno-almoço; breakfast, em inglês) com o almoço (lunch, em inglês). Localizado em uma das áreas mais descoladas de Nova York (o Meatpacking District), o Bubby’s já foi cenário da série Sex and the City, no episódio 18 da terceira temporada.
Depois do brunch no Bubby’s, Claudia indica uma caminhada pelo High Line (citado em nosso post Portofino pelo mundo: o que fazer em Nova York?) até o The Vessel.
Artichoke Basille’s Pizza
Desde a abertura da primeira loja em East Village, em Nova York, em 2008, o Artichoke Basille’s Pizza se expandiu para doze locais de enorme sucesso nos Estados Unidos, impressionando críticos a todos os tipos de públicos. Depois de saborear a autêntica pizza de Alcachofra, Claudia recomenda uma ida ao Sleep No More, uma experiência de teatro imersivo na cidade.
Katz Delicatessen
Claudia define o Katz como “o melhor sanduíche de pastrami do planeta Terra”. Alguma dúvida de que a experiência é, no mínimo, autêntica?
Durante a Segunda Guerra Mundial, os três filhos dos proprietários do Katz estavam servindo os Estados Unidos nas Forças Armadas, e a tradição da família de enviar comida para seus filhos se tornou o slogan da empresa, “Send A Salami To Your Boy In The Army” ou, em português, “envie um salame ao seu garoto no exército”.
O pastrami consiste no peito bovino muito bem temperado e defumado. A sugestão de Claudia é o prato mais tradicional da casa, o Katz’s Pastrami Hot Sandwich, que une um delicioso pão, pastrami e picles.
Peça no balcão e depois encontre uma mesa!
Chelsea Market
O Chelsea Market é um espaço que agrupa cerca de 40 pequenos produtores locais, que valorizam a produção e o consumo sustentável. Com mais de 100 anos, o prédio foi sede da empresa NABISCO (NAtional BIScuit COmpany), produtora dos famosos biscoitos Oreo.
A dica de Claudia é a ida aos Los Tacos, restaurante criado a partir da ideia de três amigos, que decidiram levar o verdadeiro taco mexicano para NY. O sabor autêntico vem de receitas de família e de ingredientes frescos, simples e de bom gosto, com o conceito homemade.
Vale a pena ressaltar que no local não existem mesas: peça e coma de pé, no estilo nova iorquino. Dica extra da Claudia: após o primeiro taco, entre na fila novamente para repetir e comer quentinho!
Depois, aproveite para tomar um café no Starbucks Reserve, ao lado do Chelsea Market, uma loja conceito de um dos maiores cafés do mundo. A decoração interna foi criada por artistas locais de Nova York, com a inspiração industrial e rústica.
Five Leaves
Para Cláudia, o Five Leaves possui “as melhores panquecas do planeta”. Simples assim. O prato mais tradicional do restaurante são as panquecas de ricota, servidas com uma dose generosa de “manteiga” de favo de mel, morangos, mirtilos e bananas fatiadas. Coberto com xarope de bordo, é um ótimo prato para começar o dia!
Momofuku Noodle Bar + Please Don’t Tell
Nova York possui um dos melhores restaurantes de noodles que você poderá encontrar. O principal prato do Momofuku Noodle Bar é o Momofuku Ramen, que leva barriga de porco, ombro de porco e ovos pochê, trazendo um sabor indescritível. Depois de se deliciar, aproveite para visitar o bar escondido Please Don’t Tell, que oferece ótimos drinks em um ambiente diferenciado.
Levain Bakery
Que tal conhecer um dos melhores cookies de NY enquanto passeia pelo Central Park? A Levain Bakery oferece quatro sabores de cookies – pedaços de chocolate com chocolate amargo, pedaços de manteiga de amendoim com chocolate preto, passas de aveia e nozes com pedaços de chocolate e o grande best-seller, nozes com pedaços de chocolate. Cada um deles custa 4 dólares.
Então, gostou das dicas de nossa cliente, Claudia? Se você possui alguma sugestão de local para comer em NYC, comente!
por Guilherme Oliveira | 30 out 2019 | Portofino pelo Mundo
O artigo de hoje traz dicas sobre o que fazer em Nova York pelos olhos de nossa cliente, Claudia Giovanella, visitante assídua da cidade que nunca dorme.
Quer fugir do convencional em sua próxima ida à Nova York? Siga a leitura do artigo!
Fugindo dos roteiros turísticos: o que fazer em Nova York
Em sua primeira visita a Nova Iorque, provavelmente você escalou o Empire State Building, caminhou por Wall Street, pedalou no Central Park, assistiu a um show da Broadway e visitou a Estátua da Liberdade.
Mas e agora, que você está retornando à Big Apple, o que fazer em Nova York pela segunda vez? Ou mais: se você não gosta de atrações turísticas comuns, quais são as suas opções?
Existem uma série de roteiros que podem ser realizados por aqueles que desejam conhecer locais inesperados da cidade. O que trazemos hoje são dicas exclusivas de Claudia Giovanella, nossa cliente e viajante assídua de Nova York.
The Highline: muito mais do que um parque
Se você ainda não conhece o The Highline, aproveite a sua próxima ida a Nova York para visitar o local. O espaço une arte, natureza, gastronomia e é ideal para um passeio entre família.
Para Claudia, o local possibilita um olhar diferenciado de Nova Iorque. Desta forma, é ideal para quem visita a Big Apple pela segunda (ou terceira, ou quarta, ou quinta…) vez. O parque foi construído sobre 2.5km de uma antiga linha férrea suspensa, abandonada na década de 80.
Que tal conhecer uma tradicional casa da jazz em Nova York? Inaugurado em 1994, o Small Jazz fica localizado em um porão, com capacidade máxima para 50 pessoas. Para entrar no estabelecimento é cobrado $20 dólares, sendo que os drinks e cervejas são a parte. A entrada é liberada para todas as idades, mas os menores de 21 anos precisam estar acompanhados dos responsáveis.
One World
O One World foi construído no lugar onde se localizavam as Torres Gêmeas, que foram derrubadas após o atentado em 11 de setembro de 2001. Do observatório, é possível conferir uma vista de 360º da cidade e, na opinião de Claudia, “oferece uma das melhores vistas de Nova York”.
Ao lado do One World, você também pode visitar o emocionante museu do 11 de setembro. Por mais que tenha uma atmosfera triste, o local possui uma excelente produção sobre o atentado que marcou a história do mundo. Por fim, finalize o passeio com a visitação ao Westfield World Trade Center, um shopping center que oferece uma experiência agradável e diferente.
Então, gostou das dicas da Claudia, nossa cliente? Se você possui alguma sugestão sobre Nova York, comente!
Coney Island fica no Brooklyn e pode ser acessada a apenas 1 hora de metrô de Manhattan. O local lembra as cidades californianas, com uma praia e um calçadão de madeira – além do parque de diversão, é claro.
Smalls Jazz
Que tal conhecer uma tradicional casa da jazz em Nova York? Inaugurado em 1994, o Small Jazz fica localizado em um porão, com capacidade máxima para 50 pessoas. Para entrar no estabelecimento é cobrado $20 dólares, sendo que os drinks e cervejas são a parte. A entrada é liberada para todas as idades, mas os menores de 21 anos precisam estar acompanhados dos responsáveis.
One World
O One World foi construído no lugar onde se localizavam as Torres Gêmeas, que foram derrubadas após o atentado em 11 de setembro de 2001. Do observatório, é possível conferir uma vista de 360º da cidade e, na opinião de Claudia, “oferece uma das melhores vistas de Nova York”.
Ao lado do One World, você também pode visitar o emocionante museu do 11 de setembro. Por mais que tenha uma atmosfera triste, o local possui uma excelente produção sobre o atentado que marcou a história do mundo. Por fim, finalize o passeio com a visitação ao Westfield World Trade Center, um shopping center que oferece uma experiência agradável e diferente.
Então, gostou das dicas da Claudia, nossa cliente? Se você possui alguma sugestão sobre Nova York, comente!
Para saber mais sobre o local, acesse o site oficial clicando aqui.
Coney Island
Que tal conhecer uma praia e um parque de diversões centenário em Nova York? Sim, isso mesmo! Coney Island é a prova de que NY é muito mais do que uma selva de pedras.
Uma curiosidade interessante é de que na década de 1920 o parque de diversões de Coney Island foi considerado o maior do mundo. Tudo bem, hoje ele está longe de levar o título, no entanto, o local possui um charme especial.
Coney Island fica no Brooklyn e pode ser acessada a apenas 1 hora de metrô de Manhattan. O local lembra as cidades californianas, com uma praia e um calçadão de madeira – além do parque de diversão, é claro.
Smalls Jazz
Que tal conhecer uma tradicional casa da jazz em Nova York? Inaugurado em 1994, o Small Jazz fica localizado em um porão, com capacidade máxima para 50 pessoas. Para entrar no estabelecimento é cobrado $20 dólares, sendo que os drinks e cervejas são a parte. A entrada é liberada para todas as idades, mas os menores de 21 anos precisam estar acompanhados dos responsáveis.
One World
O One World foi construído no lugar onde se localizavam as Torres Gêmeas, que foram derrubadas após o atentado em 11 de setembro de 2001. Do observatório, é possível conferir uma vista de 360º da cidade e, na opinião de Claudia, “oferece uma das melhores vistas de Nova York”.
Ao lado do One World, você também pode visitar o emocionante museu do 11 de setembro. Por mais que tenha uma atmosfera triste, o local possui uma excelente produção sobre o atentado que marcou a história do mundo. Por fim, finalize o passeio com a visitação ao Westfield World Trade Center, um shopping center que oferece uma experiência agradável e diferente.
Então, gostou das dicas da Claudia, nossa cliente? Se você possui alguma sugestão sobre Nova York, comente!
por Guilherme Oliveira | 24 out 2019 | Análise de Mercado
Os fundos de litígios são destaque entre os investidores de países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, já que apresentam retornos consideráveis, de até 30% do valor da indenização recebida por aqueles que obtém o financiamento.
O artigo de hoje traz a contribuição de nosso amigo Artur Paulon Rodrigues, especialista em Arbitragem e sócio do escritório Hackmann, Costa & Advogados Associados, sobre a aplicação em fundos de litígios no Brasil.
Para saber mais sobre o tema, siga a leitura do artigo!
O que são os fundos de litígios e porque eles oferecem um alto retorno financeiro?
No Brasil, os fundos de litígio vêm se multiplicando e se tornando uma alternativa altamente atrativa às partes – tanto físicas quanto jurídicas – envolvidas em litígios complexos, submetidos aos procedimentos de arbitragem.
A arbitragem, de forma bastante resumida, é o mais conhecido e disseminado meio alternativo/adequado de solução de disputas (“ADR”). Trata-se da possibilidade das partes envolvidas em negócios jurídicos de algum nível de sofisticação optarem por submeter eventual controvérsia a um ou mais árbitros privados, que passarão a ter poderes jurisdicionais sobre aquele caso específico, proferindo, ao final, uma sentença definitiva como eficácia de decisão judicial transitada em julgado.
Artur explica que, em detrimento de uma longa batalha jurídica judicial, as partes podem se valer desse instituto para instituir “tribunais privados”, compostos por especialistas na matéria em disputa, que deverão proferir sentença definitivo e não sujeita a qualquer recurso posterior.
Essa possibilidade de fugir do Judiciário e seus conhecidos problemas no Brasil, sobretudo a falta de especialidade dos julgadores – a depender do local onde a disputa deverá ser resolvida – e a inexplicável morosidade, fez com que a arbitragem passasse, portanto, a se tornar um mecanismo atrativo ao mundo corporativo.
Se, de um lado, os principais players do mundo corporativo sofriam e ainda sofrem com riscos inerentes a um litígio judicial e toda a insegurança jurídica oriunda de um longa disputa jurídica, de outro, a arbitragem trouxe a possibilidade de que profissionais renomados do mercado privado e de alta expertise em suas áreas passem a ser indicados a resolver casos pontuais em que as partes possuem liberdade de delimitar todas as fases do procedimento, incluindo o prazo máximo para que os julgadores profiram sentença definitiva e irrecorrível, trazendo maior eficiência e segurança às partes.
Mas, naturalmente, existem custos envolvidos na instauração e manutenção de uma arbitragem que nem sempre pode ser suportados por alguma das partes envolvidas na disputa. Árbitros, advogados, assistentes, peritos e toda a vasta gama de profissionais envolvidos no procedimento precisam ser remunerados de forma compatível com as responsabilidades assumidas em litígios complexos.
Dessa forma, sociedades que se deparam, por exemplo, com crises abruptas de liquidez, mas que já estavam vinculadas a uma cláusula de arbitragem anterior, precisam de uma alternativa viável a financiar eventuais disputas surgidas no decorrer de sua atividade.
É para solucionar essas questões que passam a surgir os fundos de financiamento de litígios. São fundos especializados na análise de probabilidade de vitória/derrota casos complexos, atuantes no mercado de crédito em geral, e necessariamente desvinculados originalmente da causa e das partes envolvidas. Esses fundos terceiros podem, pois, a partir de seu know how, financiar um dos litigantes apostando em êxito futuro como forma de remuneração do aporte inicial.
Nos fundos de litígios, o investidor arca com as taxas, perícias, honorários de advogados e árbitros e demais custos relacionados a disputa. O retorno surge a partir da troca, em que a parte entrega um percentual sobre o ganho obtido – caso vença no tribunal arbitral.
Para usufruir dos altos retornos dos fundos de litíguos, contar com gestores especializados é fundamental, pois somente desta forma é possível obter maior garantia de segurança e consistência nestes êxitos.
Sou brasileiro. Posso investir em fundos de litígios?
Por mais que os fundos de litígios sejam uma tendência internacional, o Brasil também oferece possibilidades de investimentos neste tipo de produto. De acordo com o portal Valor Econômico, ao menos 20 processos que tramitam nas câmaras de arbitragem brasileiras estão sendo financiados por terceiros, sendo que alguns desses situam-se na casa de milhões de dólares.
A Leste Litigation Finance, parceira da Portofino Investimentos, tem atuação destacada em fundos de litígios no Brasil, sendo uma das pioneiras no mercado nacional. Em entrevista ao portal Valor Econômico, o sócio da Leste Litigation Finance, Leonardo Viveiros, explica que a carteira do fundo para disputas arbitrais é de R$ 80 milhões.
Ele explica que foram patrocinados 18 casos até agora, sendo que 5 já se encerraram e o índice de acerto foi altíssimo. Isso se deve a uma avaliação de risco criteriosa, visto que o retorno vem exclusivamente do resultado positivo da parte financiada.
Qual a importância da arbitragem para a eficácia de um fundo de litígio?
As arbitragens domésticas possuem um tempo médio de resolução de 13 meses, a contar de seu início formal até que se tenha uma sentença definitiva e irrecorrível. Desta forma, quando comparada ao tempo médio de tramitação dos processos de conhecimento no Brasil, a arbitragem doméstica mostra-se extremamente ágil.
Afora os demais fatores geradores de insegurança jurídica em longas disputas judiciais, a simples demora na resolução do conflito pela via do Judiciário pode tornar ineficaz o resultado num cenário de alta volatilidade do mercado em geral.
Apostando em know-how de todos os envolvidos e na celeridade dos procedimentos, a Hackmann, Costa & Advogados Associados vem através de equipe especializada atuando há anos nos procedimentos de arbitragem.
Artur explica que a ampliação desse ramo de atuação, contudo, traz problemas que demandam soluções igualmente modernas. A necessidade de capitalização das partes para iniciar ou manter os procedimentos complexos é um desses problemas, cuja resposta está na parceria com gestoras como a Portofino Investimentos, que garantem a plena possibilidade das partes apostarem nas demandas a que entendem fazer jus.
Se você deseja saber mais sobre os fundos de litígios, entre em contato com um de nossos assessores.